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	Comentários sobre: O bom, o mau e o militante	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-927211</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 12:37:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se é Hirsch, prefiro Sonia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se é Hirsch, prefiro Sonia.</p>
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		<title>
		Por: Martha Aulete Hirsch		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-927204</link>

		<dc:creator><![CDATA[Martha Aulete Hirsch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 11:41:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pobre Negri.
Igual o barango PT.
O PT é cafona e brega.
Neri é outro kitsch.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pobre Negri.<br />
Igual o barango PT.<br />
O PT é cafona e brega.<br />
Neri é outro kitsch.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Alessandro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-924344</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alessandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Feb 2024 14:20:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fernando, 

Concordo com você sobre esse aspecto específico da União Europeia e sobre a importância da livre circulação. Não questiono minimamente que isso é preferível ao fechar as fronteiras nacionais, embora ressalto que isso tem muitos limites e não defina, por si só, a incidência da União Europeia em relação a situação anterior a sua existência. Estou simplesmente argumentando em relação ao seu questionamento ao autor do artigo em crítica a Negri, e ao fato que não acho que essa posição seja próxima àquela da direita identitária. Não necessariamente, digamos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando, </p>
<p>Concordo com você sobre esse aspecto específico da União Europeia e sobre a importância da livre circulação. Não questiono minimamente que isso é preferível ao fechar as fronteiras nacionais, embora ressalto que isso tem muitos limites e não defina, por si só, a incidência da União Europeia em relação a situação anterior a sua existência. Estou simplesmente argumentando em relação ao seu questionamento ao autor do artigo em crítica a Negri, e ao fato que não acho que essa posição seja próxima àquela da direita identitária. Não necessariamente, digamos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-924236</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Feb 2024 20:17:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[FRACASSANDO PIOR
de recuo em recuo
seja noético &#038;/ pragmático
a revolução termina por lhes sair
pela culatra 
haja
pois
oráculo &#038; corifeu modernizante-conservador
foi assim com Castoriadis, Foucault etc.
e pelo visto
continua sendo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FRACASSANDO PIOR<br />
de recuo em recuo<br />
seja noético &amp;/ pragmático<br />
a revolução termina por lhes sair<br />
pela culatra<br />
haja<br />
pois<br />
oráculo &amp; corifeu modernizante-conservador<br />
foi assim com Castoriadis, Foucault etc.<br />
e pelo visto<br />
continua sendo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-924218</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Feb 2024 18:13:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fernando,

Apesar das cartilhas políticas pré-fabricadas, provenientes sobretudo de quem nada conhece do assunto, vou dizer-lhe a opinião de quem viveu sob o fascismo e lutou activamente contra ele, experimentando na prática os inconvenientes que essa luta implicava. O processo revolucionário de 1974 e 1975 mudou Portugal politicamente, mas a herança do salazarismo continuou no que dizia respeito aos comportamentos e à vida social. Foi a entrada na União Europeia que mudou completamente os comportamentos dos portugueses e a sociedade portuguesa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>Apesar das cartilhas políticas pré-fabricadas, provenientes sobretudo de quem nada conhece do assunto, vou dizer-lhe a opinião de quem viveu sob o fascismo e lutou activamente contra ele, experimentando na prática os inconvenientes que essa luta implicava. O processo revolucionário de 1974 e 1975 mudou Portugal politicamente, mas a herança do salazarismo continuou no que dizia respeito aos comportamentos e à vida social. Foi a entrada na União Europeia que mudou completamente os comportamentos dos portugueses e a sociedade portuguesa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-924076</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Feb 2024 20:09:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alessandro, hoje em dia eu sei bem o que é viver, trabalhar, usar documentos falsos e ser preso aqui sendo um sem-papel. Conheço na pele boa parte dessas limitações impostas pela UE e o Estado francês. Ainda que não fosse isso, continuaria a defender a livre circulação de todas as pessoas - todas! - por todos os cantos do mundo, como sempre defendi. Ela, no caso da UE, mesmo que limitada na atualidade, já é algo infinitamente melhor do que circulação nenhuma. Mas talvez as nossas cabeças estejam presas a universos muito distintos. Conforme o que eu disse antes, estou tão somente olhando para essa vantagem que os próprios trabalhadores reconhecem e a aproveitam atualmente, ou estão na torcida para que possam aproveitar disso em breve, estou falando do básico, do mínino, afinal, é um direito que mais está sendo usado para trabalhar do que qualquer outra coisa. Veja só você a que ponto chegamos: é para trabalhar, é para sobreviver, é para buscar uma vida melhor para si e para os seus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alessandro, hoje em dia eu sei bem o que é viver, trabalhar, usar documentos falsos e ser preso aqui sendo um sem-papel. Conheço na pele boa parte dessas limitações impostas pela UE e o Estado francês. Ainda que não fosse isso, continuaria a defender a livre circulação de todas as pessoas &#8211; todas! &#8211; por todos os cantos do mundo, como sempre defendi. Ela, no caso da UE, mesmo que limitada na atualidade, já é algo infinitamente melhor do que circulação nenhuma. Mas talvez as nossas cabeças estejam presas a universos muito distintos. Conforme o que eu disse antes, estou tão somente olhando para essa vantagem que os próprios trabalhadores reconhecem e a aproveitam atualmente, ou estão na torcida para que possam aproveitar disso em breve, estou falando do básico, do mínino, afinal, é um direito que mais está sendo usado para trabalhar do que qualquer outra coisa. Veja só você a que ponto chegamos: é para trabalhar, é para sobreviver, é para buscar uma vida melhor para si e para os seus.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alessandro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-923952</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alessandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 19:03:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fernando, acho que a UE é algo mais (mas muito, muito mais) que a &quot;livre circulação&quot;. Pode perguntar aos gregos, que sabem algo sobre o assunto. Infelizmente, a UE foi uma estrategia muito bem sucedida de:
- afastamento dos processos decisionais da(s) cidadania(s): o Parlamento UE tem um papel praticamente apenas ornamental, o governo UE não é votado pelo povo nem diretamente (presidencialismo), nem através do parlamento (parlamentarismo), e é completamente separado de sua política econômica (BCE)
- polarização da riqueza ao interior da própria Europa: a moeda única impede de se fazer políticas econômicas autônomas em base ao tecido produtivo e a orientação importadora-exportadora dos países, tendendo a favorecer alguns países do norte com maior orientação industrial avançada (Alemanha) ou financeira (Paises Baixos ecc) em detrimento de outros. Por outro lado, a completa falta de uma política fiscal homogênea impede qualquer possibilidade de redistribuição da riqueza dentro das fronteiras europeias.

20-25 anos atrás, quem dizia esse tipo de coisas eram os movimentos anti-globalização, 10-15 anos atrás eram as acampadas espanholas e o movimento de Praça Syntagma na Grécia, hoje tudo isso soa de extrema direita.

Dito isso, é obvio que uma posição anti-capitalista não pode opor ao liberalismo monetarista da UE um nacionalismo nativista, ou seja a bandeira &quot;Não UE&quot; como tal nunca foi (nem mesmo 15-20 anos atrás) uma bandeira da esquerda anticapitalista.
Não me parece de jeito nenhum que o autor do artigo esteja implicando com a UE desde esse ponto de vista nacionalista-nativista. Ele está simplesmente criticando a forma do Negri ter sido capturado por esse debate sem sentido UE-antiUE, uma falsa polarização que de jeito nenhum opõe o movimento anticapitalista de um lado ou de outro. O Negri, de fato, sempre teve uma posição respeitável (em principio) mas ingenua senão até mesmo absurda (na prática) sobre a questão da unidade europeia: uma posição de antinacionalismo abstrato, e que, coerente com a sua hipótese tardia do &quot;império&quot; e da &quot;multidão&quot;, apostava pela &quot;aceleração&quot; das tendências da governance capitalista global para mais facilmente lhe opor uma multidão igualmente global. Como disse um texto muito bonito de homenagem ao Negri (e que espero que possa ser logo publicado pelo PassaPalavra), &quot;ele era alheio a qualquer nostalgia, uma paixão triste pela qual sentia uma natural repulsa, mesmo à custa de flertar com o progresso capitalista.&quot; Ele tão flertou com o progresso capitalista que até fez campanha com liberais e socialistas franceses pela aprovação da Constituição Europeia dos anos &#039;00, mesmo que aquela constituição representava um retrocesso em relação a muitos direitos sociais concretos garantidos pelas constituições nacionais antifascistas do pós-guerra (os cidadãos franceses entenderam isso muito bem, e votaram não, por isso desde então a constituição não foi submetida a nenhum outro processo referendário).

Compartilho totalmente o ódio sincero e visceral de Negri contra todo Estado-nação (algo que ele sempre lembrava: o trágico e infame erro dos socialistas europeus quando ao votar os créditos de guerra em 1914 se dividiram por linhas nacionais e não de classe) porém é o Negri &quot;mau&quot; aquele que, não aceitando que nessa falsa disputa (UE-nãoUE) os militantes anticapitalista simplesmente não tem lugar (ou tem um lugar que não se limita a um sim ou um não), quis forçar a barra (como sempre) para tomar uma posição simples, uma posição bem ruim mesmo.

PS: Mesmo falando de &quot;livre circulação&quot;, os movimentos de migrantes africanos ou do Oriente Médio bem sabem como para eles (cujos países jamais entrarão na UE) as fronteiras existem, e são muito muito rígidas: tem todo um conjunto de dispositivos de patrulhamento, impressões digitais, campos de concentração, e até mesmo decidida decisão de sacrificar esses indivíduos às mortes mais atrozes, que é operado desde o nível europeu pelos vários Shengen, Dublin III, Frontex etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando, acho que a UE é algo mais (mas muito, muito mais) que a &#8220;livre circulação&#8221;. Pode perguntar aos gregos, que sabem algo sobre o assunto. Infelizmente, a UE foi uma estrategia muito bem sucedida de:<br />
&#8211; afastamento dos processos decisionais da(s) cidadania(s): o Parlamento UE tem um papel praticamente apenas ornamental, o governo UE não é votado pelo povo nem diretamente (presidencialismo), nem através do parlamento (parlamentarismo), e é completamente separado de sua política econômica (BCE)<br />
&#8211; polarização da riqueza ao interior da própria Europa: a moeda única impede de se fazer políticas econômicas autônomas em base ao tecido produtivo e a orientação importadora-exportadora dos países, tendendo a favorecer alguns países do norte com maior orientação industrial avançada (Alemanha) ou financeira (Paises Baixos ecc) em detrimento de outros. Por outro lado, a completa falta de uma política fiscal homogênea impede qualquer possibilidade de redistribuição da riqueza dentro das fronteiras europeias.</p>
<p>20-25 anos atrás, quem dizia esse tipo de coisas eram os movimentos anti-globalização, 10-15 anos atrás eram as acampadas espanholas e o movimento de Praça Syntagma na Grécia, hoje tudo isso soa de extrema direita.</p>
<p>Dito isso, é obvio que uma posição anti-capitalista não pode opor ao liberalismo monetarista da UE um nacionalismo nativista, ou seja a bandeira &#8220;Não UE&#8221; como tal nunca foi (nem mesmo 15-20 anos atrás) uma bandeira da esquerda anticapitalista.<br />
Não me parece de jeito nenhum que o autor do artigo esteja implicando com a UE desde esse ponto de vista nacionalista-nativista. Ele está simplesmente criticando a forma do Negri ter sido capturado por esse debate sem sentido UE-antiUE, uma falsa polarização que de jeito nenhum opõe o movimento anticapitalista de um lado ou de outro. O Negri, de fato, sempre teve uma posição respeitável (em principio) mas ingenua senão até mesmo absurda (na prática) sobre a questão da unidade europeia: uma posição de antinacionalismo abstrato, e que, coerente com a sua hipótese tardia do &#8220;império&#8221; e da &#8220;multidão&#8221;, apostava pela &#8220;aceleração&#8221; das tendências da governance capitalista global para mais facilmente lhe opor uma multidão igualmente global. Como disse um texto muito bonito de homenagem ao Negri (e que espero que possa ser logo publicado pelo PassaPalavra), &#8220;ele era alheio a qualquer nostalgia, uma paixão triste pela qual sentia uma natural repulsa, mesmo à custa de flertar com o progresso capitalista.&#8221; Ele tão flertou com o progresso capitalista que até fez campanha com liberais e socialistas franceses pela aprovação da Constituição Europeia dos anos &#8217;00, mesmo que aquela constituição representava um retrocesso em relação a muitos direitos sociais concretos garantidos pelas constituições nacionais antifascistas do pós-guerra (os cidadãos franceses entenderam isso muito bem, e votaram não, por isso desde então a constituição não foi submetida a nenhum outro processo referendário).</p>
<p>Compartilho totalmente o ódio sincero e visceral de Negri contra todo Estado-nação (algo que ele sempre lembrava: o trágico e infame erro dos socialistas europeus quando ao votar os créditos de guerra em 1914 se dividiram por linhas nacionais e não de classe) porém é o Negri &#8220;mau&#8221; aquele que, não aceitando que nessa falsa disputa (UE-nãoUE) os militantes anticapitalista simplesmente não tem lugar (ou tem um lugar que não se limita a um sim ou um não), quis forçar a barra (como sempre) para tomar uma posição simples, uma posição bem ruim mesmo.</p>
<p>PS: Mesmo falando de &#8220;livre circulação&#8221;, os movimentos de migrantes africanos ou do Oriente Médio bem sabem como para eles (cujos países jamais entrarão na UE) as fronteiras existem, e são muito muito rígidas: tem todo um conjunto de dispositivos de patrulhamento, impressões digitais, campos de concentração, e até mesmo decidida decisão de sacrificar esses indivíduos às mortes mais atrozes, que é operado desde o nível europeu pelos vários Shengen, Dublin III, Frontex etc.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151587/#comment-923437</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 06:19:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;(...) o Negri da União Europeia&quot;, escreveu Luhuna Carvalho. Fujo um pouco do assunto central do texto e reconheço ainda que não sei nada dos pensamentos de Carvalho e ILL WILL sobre a UE. No entanto é cada vez mais fácil encontrar militantes e organizações que se dizem de esquerda implicando com a UE, ao mesmo tempo que ignoram completamente o direito de livre circulação para passeio, trabalho e residência que é garantido também aos trabalhadores dos 27 Estados membros, incluindo os territórios ultramarinos - pelo menos no caso francês tenho certeza que sim. Ora, nesse sentido a situação já foi melhor, já que até 2020 o Reino Unido também fazia parte da UE. Recordo que no Brasil da década de 1990, velhos comunistas diziam a mim e aos meus camaradas que tal direito de livre circulação era uma grande vantagem para a classe trabalhadora e para os militantes comunistas. 
Hoje em dia aqui na França, mas também já ouvi isso na Holanda, seja dentro de um prédio em construção, ou mesmo dentro de qualquer empresa, é muito comum você ouvir os trabalhadores oriundos de Portugal, Espanha, Itália, por exemplo, reconhecendo a importância do direito de livre circulação. Como é também comum a gente ouvir dos trabalhadores com origem em países que hoje em dia estão em negociação para entrar na UE que torcem por uma entrada o mais rápido possível, e que a mesma é o caminho certo para a regularização da situação na França, parando de usar documentos falsos, talvez conseguir melhor emprego, e poder trazer seus familiares para cá com mais tranquilidade e segurança.
Tem uma certa esquerda que a cada dia que passa dialoga mais e melhor com a direita identitária, ambas defendendo as mesmas merdas. O resultado disso a gente já sabe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;(&#8230;) o Negri da União Europeia&#8221;, escreveu Luhuna Carvalho. Fujo um pouco do assunto central do texto e reconheço ainda que não sei nada dos pensamentos de Carvalho e ILL WILL sobre a UE. No entanto é cada vez mais fácil encontrar militantes e organizações que se dizem de esquerda implicando com a UE, ao mesmo tempo que ignoram completamente o direito de livre circulação para passeio, trabalho e residência que é garantido também aos trabalhadores dos 27 Estados membros, incluindo os territórios ultramarinos &#8211; pelo menos no caso francês tenho certeza que sim. Ora, nesse sentido a situação já foi melhor, já que até 2020 o Reino Unido também fazia parte da UE. Recordo que no Brasil da década de 1990, velhos comunistas diziam a mim e aos meus camaradas que tal direito de livre circulação era uma grande vantagem para a classe trabalhadora e para os militantes comunistas.<br />
Hoje em dia aqui na França, mas também já ouvi isso na Holanda, seja dentro de um prédio em construção, ou mesmo dentro de qualquer empresa, é muito comum você ouvir os trabalhadores oriundos de Portugal, Espanha, Itália, por exemplo, reconhecendo a importância do direito de livre circulação. Como é também comum a gente ouvir dos trabalhadores com origem em países que hoje em dia estão em negociação para entrar na UE que torcem por uma entrada o mais rápido possível, e que a mesma é o caminho certo para a regularização da situação na França, parando de usar documentos falsos, talvez conseguir melhor emprego, e poder trazer seus familiares para cá com mais tranquilidade e segurança.<br />
Tem uma certa esquerda que a cada dia que passa dialoga mais e melhor com a direita identitária, ambas defendendo as mesmas merdas. O resultado disso a gente já sabe.</p>
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