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	Comentários sobre: Mercado Iaô/Fábrica Cultural: empreendedorismo negro e economia criativa	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: André Vargas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/02/151832/#comment-931042</link>

		<dc:creator><![CDATA[André Vargas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2024 23:40:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, 

Não consegui acessar o material pelo link que você disponibilizou, mas deu pra ver que era a tese de Elena Castore e me deu vontade de ler.

Acho que uma coisa a se dizer de antemão é que o Mercado Iaô tem como anfitriã a, agora ministra, Margareth Menezes. Quando visitei o local, além dos trabalhadores lidando com as ruínas da fábrica, em outro ambiente funcionava uma espécie de coworking, um verdadeiro feirão de MEIs negros, e toda uma atmosfera de &quot;empreendedorismo&quot; e self-made-black-women. 

Quanto à Ribeira, de lá se vê Plataforma, Lobato. São João do Cabrito... enfim, vê-se pela baía o Subúrbio Ferroviário e suas ruínas: a ponte, a linha férrea, a fábrica de cimento. Tenho um pouco essa imagem de Salvador: muitas ruínas, muitas favelas negras, alguns bairros brancos e classe média ou ricos, e uma cidade tão desarborizada quanto é desempregada. Eventos como o desmoronamento do restaurante Colon talvez não sejam tão atípicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, </p>
<p>Não consegui acessar o material pelo link que você disponibilizou, mas deu pra ver que era a tese de Elena Castore e me deu vontade de ler.</p>
<p>Acho que uma coisa a se dizer de antemão é que o Mercado Iaô tem como anfitriã a, agora ministra, Margareth Menezes. Quando visitei o local, além dos trabalhadores lidando com as ruínas da fábrica, em outro ambiente funcionava uma espécie de coworking, um verdadeiro feirão de MEIs negros, e toda uma atmosfera de &#8220;empreendedorismo&#8221; e self-made-black-women. </p>
<p>Quanto à Ribeira, de lá se vê Plataforma, Lobato. São João do Cabrito&#8230; enfim, vê-se pela baía o Subúrbio Ferroviário e suas ruínas: a ponte, a linha férrea, a fábrica de cimento. Tenho um pouco essa imagem de Salvador: muitas ruínas, muitas favelas negras, alguns bairros brancos e classe média ou ricos, e uma cidade tão desarborizada quanto é desempregada. Eventos como o desmoronamento do restaurante Colon talvez não sejam tão atípicos.</p>
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		Por: Manolo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 22:55:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Somente pessoas de Salvador com certos conhecimentos bem específicos saberão por que o Mercado Iaô, e esta foto em particular, são ainda mais simbólicos de nossos tempos. Para não deixar o impacto restrito só a este grupinho, basta dizer que o Mercado Iaô foi estabelecido nas ruínas da antiga &lt;a href=&quot;https://www.patrimonioindustrial.ufba.br/fabrica-de-tecidos-nossa-senhora-da-penha&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Fábrica de Tecidos Nossa Senhora da Penha&lt;/a&gt;, na Ribeira. (Mais detalhes sobre outras ruínas industriais em Salvador podem ser vistas &lt;a href=&quot;https://ppgau.ufba.br/sites/ppgau.ufba.br/files/tese_elena-castore.pdf&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://www.patrimonioindustrial.ufba.br/salvador&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.) Há tantas leituras possíveis da sobreposição do Mercado Iaô nesta ruína que nem sei por onde começar a dizer alguma coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somente pessoas de Salvador com certos conhecimentos bem específicos saberão por que o Mercado Iaô, e esta foto em particular, são ainda mais simbólicos de nossos tempos. Para não deixar o impacto restrito só a este grupinho, basta dizer que o Mercado Iaô foi estabelecido nas ruínas da antiga <a href="https://www.patrimonioindustrial.ufba.br/fabrica-de-tecidos-nossa-senhora-da-penha" rel="nofollow ugc">Fábrica de Tecidos Nossa Senhora da Penha</a>, na Ribeira. (Mais detalhes sobre outras ruínas industriais em Salvador podem ser vistas <a href="https://ppgau.ufba.br/sites/ppgau.ufba.br/files/tese_elena-castore.pdf" rel="nofollow ugc">aqui</a> e <a href="https://www.patrimonioindustrial.ufba.br/salvador" rel="nofollow ugc">aqui</a>.) Há tantas leituras possíveis da sobreposição do Mercado Iaô nesta ruína que nem sei por onde começar a dizer alguma coisa.</p>
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