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	Comentários sobre: Antonio Negri: uma propedêutica de luta de classes (décadas de 1950 a 1970)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/03/151924/#comment-931056</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 03:23:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Certamente essa foi uma das fontes que ficaram na minha memória sobre o Negri viajar cotidianamente de Pádua para Porto Marghera para distribuir panfletos às 5 da manhã. Eu havia lido esse livro de entrevista com ele quando foi publicado. O exemplar se encontra desde 2010 na biblioteca da FFLCH na USP.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente essa foi uma das fontes que ficaram na minha memória sobre o Negri viajar cotidianamente de Pádua para Porto Marghera para distribuir panfletos às 5 da manhã. Eu havia lido esse livro de entrevista com ele quando foi publicado. O exemplar se encontra desde 2010 na biblioteca da FFLCH na USP.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/03/151924/#comment-930821</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2024 12:45:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de destacar um trecho importante desta entrevista, ressaltado em outra oportunidade por LeoV:

&quot;A fábrica era meu arquivo, e era um arquivo excepcional. Minha pesquisa consistia em chegar em frente à porta da fábrica às 5h da manhã e ficar lá até as 8h, distribuindo folhetos, conversando e me embebedando de &lt;i&gt;grappa&lt;/i&gt; com os trabalhadores, cercado pela densa névoa de inverno e pelo insuportável cheiro de óleo. Depois, eu ia dar aulas na universidade em Pádua. E depois voltava a Porto Marghera às 17 horas para me reunir novamente com os trabalhadores e escrever os panfletos que distribuiríamos no dia seguinte. Naquela época, havia cerca de sessenta mil operários na área.&quot;

Agora, imagine-se fazer a mesma coisa, todos os dias, por &lt;i&gt;dez anos&lt;/i&gt;. Novamente: &lt;i&gt;dez anos&lt;/i&gt;. No mínimo.

Além disso, Negri não fazia sozinho suas &quot;visitas a arquivo&quot;: além de outros a fazer o mesmo, havia os trabalhadores com quem dialogava, e com cuja experiência, em diálogo e construção conjunta de ação, aprendia.

Os livros? As leituras? Como professor da Universidade de Pádua, aliás um dos mais jovens do corpo docente, certamente Negri estava obrigado a preparar aulas, e portanto a ler, e a ler muito. Mas a entrevista mostra como e por quê, no trabalho político, as leituras estavam orientadas pela prática, pelo que se via e se descobria nas fábricas de Porto Marghera.

Marghera, aliás, descobri também eu muito recentemente, está a meia hora de carro de Pádua, onde Negri ensinava. Vejam: https://maps.app.goo.gl/w8pgrVpYLrbr9YMu6

Mal comparando, e guardadas as devidas proporções, é como se alguém naqueles mesmos anos 1960 desse aulas na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas mantivesse uma rotina diária de panfletagem no Centro Industrial de Aratu (CIA) -- sendo que não há Veneza à frente ou Marghera atrás, só uma vasta área erma em volta.

Em resumo: como fica evidente nesta entrevista de um dos mais conhecidos operaristas italianos, num trabalho político não há metodologia milagrosa, qualquer que seja o nome que se lhe dê, capaz de substituir o labor lento, paciente, constante e sistemático de diálogo e agitação, sempre adaptado às circunstâncias de tempo e lugar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de destacar um trecho importante desta entrevista, ressaltado em outra oportunidade por LeoV:</p>
<p>&#8220;A fábrica era meu arquivo, e era um arquivo excepcional. Minha pesquisa consistia em chegar em frente à porta da fábrica às 5h da manhã e ficar lá até as 8h, distribuindo folhetos, conversando e me embebedando de <i>grappa</i> com os trabalhadores, cercado pela densa névoa de inverno e pelo insuportável cheiro de óleo. Depois, eu ia dar aulas na universidade em Pádua. E depois voltava a Porto Marghera às 17 horas para me reunir novamente com os trabalhadores e escrever os panfletos que distribuiríamos no dia seguinte. Naquela época, havia cerca de sessenta mil operários na área.&#8221;</p>
<p>Agora, imagine-se fazer a mesma coisa, todos os dias, por <i>dez anos</i>. Novamente: <i>dez anos</i>. No mínimo.</p>
<p>Além disso, Negri não fazia sozinho suas &#8220;visitas a arquivo&#8221;: além de outros a fazer o mesmo, havia os trabalhadores com quem dialogava, e com cuja experiência, em diálogo e construção conjunta de ação, aprendia.</p>
<p>Os livros? As leituras? Como professor da Universidade de Pádua, aliás um dos mais jovens do corpo docente, certamente Negri estava obrigado a preparar aulas, e portanto a ler, e a ler muito. Mas a entrevista mostra como e por quê, no trabalho político, as leituras estavam orientadas pela prática, pelo que se via e se descobria nas fábricas de Porto Marghera.</p>
<p>Marghera, aliás, descobri também eu muito recentemente, está a meia hora de carro de Pádua, onde Negri ensinava. Vejam: <a href="https://maps.app.goo.gl/w8pgrVpYLrbr9YMu6" rel="nofollow ugc">https://maps.app.goo.gl/w8pgrVpYLrbr9YMu6</a></p>
<p>Mal comparando, e guardadas as devidas proporções, é como se alguém naqueles mesmos anos 1960 desse aulas na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas mantivesse uma rotina diária de panfletagem no Centro Industrial de Aratu (CIA) &#8212; sendo que não há Veneza à frente ou Marghera atrás, só uma vasta área erma em volta.</p>
<p>Em resumo: como fica evidente nesta entrevista de um dos mais conhecidos operaristas italianos, num trabalho político não há metodologia milagrosa, qualquer que seja o nome que se lhe dê, capaz de substituir o labor lento, paciente, constante e sistemático de diálogo e agitação, sempre adaptado às circunstâncias de tempo e lugar.</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/03/151924/#comment-929803</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2024 12:01:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O autonomista soteropolitano acertou na mosca.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autonomista soteropolitano acertou na mosca.</p>
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