<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Mamonas Assassinas	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2024/03/151986/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2024/03/151986/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 Mar 2024 16:36:41 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Raios!		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/03/151986/#comment-932208</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raios!]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 04:27:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=151986#comment-932208</guid>

					<description><![CDATA[Lembro de uma repórter questionar os Mamonas sobre a improvável repetição do sucesso no segundo disco. A resposta do vocalista também foi antológica: &quot;nós pensamos nisso e por isso lançamos o segundo disco primeiro&quot;. Mas confesso que pouco depois dos moleques, eu, que tinha presenteado minha mãe com o CD, havia me deixado levar por um círculo muito próximo de conhecidos, entre eles um querido amigo já partido desta para sabe-se lá onde, que encaravam a zoeira dos Mamonas de forma unívoca, sem ambiguidades, ou pelo menos como exclusiva expressão de preconceito, ignorância e machismo irrefletido - que de fato também era. Como só muito depois o politicamente correto viria a ser polícia dos costumes nos meios progressistas, jamais saberei, se, mudado drasticamente esse contexto, esse amigo teria reconsiderado seu código de conduta e prudência, &quot;uma velha solteirona rica e feia cortejada pela impotência&quot; num dos provérbios do inferno de William Blake, para ao menos não ser inteiramente tragado pela vida e suas mundanas demandas, no decurso das quais normalmente se atenua a agitação interior e o espírito se converte em tumba da revolta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro de uma repórter questionar os Mamonas sobre a improvável repetição do sucesso no segundo disco. A resposta do vocalista também foi antológica: &#8220;nós pensamos nisso e por isso lançamos o segundo disco primeiro&#8221;. Mas confesso que pouco depois dos moleques, eu, que tinha presenteado minha mãe com o CD, havia me deixado levar por um círculo muito próximo de conhecidos, entre eles um querido amigo já partido desta para sabe-se lá onde, que encaravam a zoeira dos Mamonas de forma unívoca, sem ambiguidades, ou pelo menos como exclusiva expressão de preconceito, ignorância e machismo irrefletido &#8211; que de fato também era. Como só muito depois o politicamente correto viria a ser polícia dos costumes nos meios progressistas, jamais saberei, se, mudado drasticamente esse contexto, esse amigo teria reconsiderado seu código de conduta e prudência, &#8220;uma velha solteirona rica e feia cortejada pela impotência&#8221; num dos provérbios do inferno de William Blake, para ao menos não ser inteiramente tragado pela vida e suas mundanas demandas, no decurso das quais normalmente se atenua a agitação interior e o espírito se converte em tumba da revolta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
