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	Comentários sobre: Sobre o dinheiro. 5	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Marl Karx		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marl Karx]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2024 12:07:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações e, por isso, é a unidade do diverso. Aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, e não como ponto de partida, embora seja o verdadeiro ponto de partida, e, portanto, também, o ponto de partida da intuição e da representação.&quot;
(https://www.marxists.org/portugues/marx/1859/contcriteconpoli/introducao.htm)

&quot;Síntese de múltiplas determinações&quot;. Como conhecer as &quot;múltiplas determinações&quot; sem conhecer múltiplos casos, múltiplos contextos, múltiplas situações, múltiplas características, múltiplas relações, múltiplos sujeitos, múltiplos objetos que determinam-se reciprocamente no diverso, formando sua unidade, sua síntese? Mateus quer começar pelo final, quer o produzido antes da produção, quer chegar ao fim sem passar pelo início. É esse o conteúdo de sua &quot;crítica&quot;. Sigamos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações e, por isso, é a unidade do diverso. Aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, e não como ponto de partida, embora seja o verdadeiro ponto de partida, e, portanto, também, o ponto de partida da intuição e da representação.&#8221;<br />
(<a href="https://www.marxists.org/portugues/marx/1859/contcriteconpoli/introducao.htm" rel="nofollow ugc">https://www.marxists.org/portugues/marx/1859/contcriteconpoli/introducao.htm</a>)</p>
<p>&#8220;Síntese de múltiplas determinações&#8221;. Como conhecer as &#8220;múltiplas determinações&#8221; sem conhecer múltiplos casos, múltiplos contextos, múltiplas situações, múltiplas características, múltiplas relações, múltiplos sujeitos, múltiplos objetos que determinam-se reciprocamente no diverso, formando sua unidade, sua síntese? Mateus quer começar pelo final, quer o produzido antes da produção, quer chegar ao fim sem passar pelo início. É esse o conteúdo de sua &#8220;crítica&#8221;. Sigamos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vildo Niana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-942741</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vildo Niana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2024 09:58:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Verdadeiro método dialético&quot;, &quot;verdadeiro marxismo&quot;, &quot;pseudomarxismo&quot; ... parecem um disco furado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Verdadeiro método dialético&#8221;, &#8220;verdadeiro marxismo&#8221;, &#8220;pseudomarxismo&#8221; &#8230; parecem um disco furado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sildo Miana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-942274</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sildo Miana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 May 2024 03:33:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Até o Nildo é contra &quot;materialismo dialético&quot; po. Isso aí é deturpação stalinista.

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Notem que mateus disse &quot;o verdadeiro método dialético&quot; e não &quot;materialismo dialético&quot;. Isso faz toda diferença. Tem que questionar o que é o verdadeiro método dialético, mas materialismo dialético não foi colocado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até o Nildo é contra &#8220;materialismo dialético&#8221; po. Isso aí é deturpação stalinista.</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Notem que mateus disse &#8220;o verdadeiro método dialético&#8221; e não &#8220;materialismo dialético&#8221;. Isso faz toda diferença. Tem que questionar o que é o verdadeiro método dialético, mas materialismo dialético não foi colocado.</p>
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		<title>
		Por: Vildo Niana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-942083</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vildo Niana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 09:08:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desafio ao Matheus: explique o materialismo dialético sem citar Nildo Viana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desafio ao Matheus: explique o materialismo dialético sem citar Nildo Viana</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-941983</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2024 17:51:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Matheus, explique para nós: no que consiste o materialismo dialético?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matheus, explique para nós: no que consiste o materialismo dialético?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Highlander		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-941765</link>

		<dc:creator><![CDATA[Highlander]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2024 17:31:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mateus, quem te mandou lembranças foi aquele seu amigo, o &lt;a href=&quot;https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_escoc%C3%AAs_de_verdade&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;escocês verdadeiro&lt;/a&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mateus, quem te mandou lembranças foi aquele seu amigo, o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_escoc%C3%AAs_de_verdade" rel="nofollow ugc">escocês verdadeiro</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leonardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-941764</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2024 17:14:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João,
Muito obrigado pela resposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,<br />
Muito obrigado pela resposta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mateus Alexandre Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-940614</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mateus Alexandre Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 13:02:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O método comparativo sob a forma das variações concomitantes foi defendido por Durkheim em seu livro &quot;As Regras do Método Sociológico&quot;. Este método é, por sua vez, a adequação do método de investigação das relações sociais ao método das ciências naturais que é a da experimentação direta (por isso, o método comparativo seria chamado por Durkheim também de “método da experimentação indireta”).

Hoje em dia já não me surpreendo com João Bernardo defendendo este método positivista que foi criticado até mesmo pela limitada consciência burguesa, mas continuo, infelizmente, me surpreendendo com o seu contínuo combate ao marxismo ao atacar os supostos &quot;marxistas&quot;. Os supostos &quot;marxistas&quot; representados por João Bernardo possuem a grande especificidade de não utilizarem o método dialético ou o materialismo histórico, mas, ainda assim, como mágica - ou, melhor, como fantasia provida da imaginação -, continuam sendo marxistas. 

Porém, eu compreendo: na impossibilidade de criticar o verdadeiro método dialético e o verdadeiro materialismo histórico, torna-se necessário criticar espantalhos a fim de defender suas ideias indefensáveis. A falsidade tende a ser simplificadora e, por isso, torna-se mais simples a própria crítica a ela. Na atualidade, me parece que o objetivo não é mais se apoiar em ombros de gigantes para enxergar além: basta indicar anões e dizer que estes são gigantes. E, apenas na imaginação, os gigantes se tornam anões e nossa visão já é necessariamente mais rica que a deles.

A comparação nunca será mais rica que a abstração. E isto pode ser verificado concretamente analisando o conteúdo das obras de Durkheim ou de um Serge Paugam e depois as de Marx e de um Nildo Viana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O método comparativo sob a forma das variações concomitantes foi defendido por Durkheim em seu livro &#8220;As Regras do Método Sociológico&#8221;. Este método é, por sua vez, a adequação do método de investigação das relações sociais ao método das ciências naturais que é a da experimentação direta (por isso, o método comparativo seria chamado por Durkheim também de “método da experimentação indireta”).</p>
<p>Hoje em dia já não me surpreendo com João Bernardo defendendo este método positivista que foi criticado até mesmo pela limitada consciência burguesa, mas continuo, infelizmente, me surpreendendo com o seu contínuo combate ao marxismo ao atacar os supostos &#8220;marxistas&#8221;. Os supostos &#8220;marxistas&#8221; representados por João Bernardo possuem a grande especificidade de não utilizarem o método dialético ou o materialismo histórico, mas, ainda assim, como mágica &#8211; ou, melhor, como fantasia provida da imaginação -, continuam sendo marxistas. </p>
<p>Porém, eu compreendo: na impossibilidade de criticar o verdadeiro método dialético e o verdadeiro materialismo histórico, torna-se necessário criticar espantalhos a fim de defender suas ideias indefensáveis. A falsidade tende a ser simplificadora e, por isso, torna-se mais simples a própria crítica a ela. Na atualidade, me parece que o objetivo não é mais se apoiar em ombros de gigantes para enxergar além: basta indicar anões e dizer que estes são gigantes. E, apenas na imaginação, os gigantes se tornam anões e nossa visão já é necessariamente mais rica que a deles.</p>
<p>A comparação nunca será mais rica que a abstração. E isto pode ser verificado concretamente analisando o conteúdo das obras de Durkheim ou de um Serge Paugam e depois as de Marx e de um Nildo Viana.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-940518</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 20:11:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Leonardo,

No que se refere à História, tenho dito e repetido e tornado a repetir que a única forma de a aproximar de uma ciência é usando o método comparativo. Trata-se de estabelecer variantes, e com essas variantes definir um campo. A partir desse campo podemos estabelecer leis gerais que digam respeito àquele sistema. Depois, se descobrirmos novas variantes, ou elas se integram no campo já definido e, se isto suceder, servem-lhe de confirmação; ou não se integram, e temos então de modificar ou ampliar a definição do campo.

A maioria dos marxistas, porém, embora se reivindique do que denomina &lt;em&gt;materialismo histórico&lt;/em&gt;, segue o percurso inverso, retira Marx da dinâmica histórica e procede por dedução. Partem de uma dada afirmação de Marx, que isolam do contexto empírico em que foi proferida, e deduzem daí as presumidas características da sociedade actual, em vez de se esforçarem primeiro por estabelecer empiricamente as variantes da sociedade actual e conceberem depois um sistema que as unifique, comparando-o então com a referida afirmação de Marx.

Mas hoje a hegemonia nos departamentos de história cabe aos identitários, que restauraram os velhos procedimentos do dogmatismo religioso. Para o identitarismo a história é exclusivamente uma lição de moral que serve para definir os bons e os maus, cabendo o Bem a uma dada identidade e ficando o resto relegado para o Mal. Para isso são excluídas todas as variantes que não correspondam à cartilha oficial de uma dada identidade, ou seja, a operação básica da historiografia, em vez de ser a de coligir, passa a ser a de expurgar.

Era isto que eu pretendia dizer quando escrevi que a História se deve fazer por indução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Leonardo,</p>
<p>No que se refere à História, tenho dito e repetido e tornado a repetir que a única forma de a aproximar de uma ciência é usando o método comparativo. Trata-se de estabelecer variantes, e com essas variantes definir um campo. A partir desse campo podemos estabelecer leis gerais que digam respeito àquele sistema. Depois, se descobrirmos novas variantes, ou elas se integram no campo já definido e, se isto suceder, servem-lhe de confirmação; ou não se integram, e temos então de modificar ou ampliar a definição do campo.</p>
<p>A maioria dos marxistas, porém, embora se reivindique do que denomina <em>materialismo histórico</em>, segue o percurso inverso, retira Marx da dinâmica histórica e procede por dedução. Partem de uma dada afirmação de Marx, que isolam do contexto empírico em que foi proferida, e deduzem daí as presumidas características da sociedade actual, em vez de se esforçarem primeiro por estabelecer empiricamente as variantes da sociedade actual e conceberem depois um sistema que as unifique, comparando-o então com a referida afirmação de Marx.</p>
<p>Mas hoje a hegemonia nos departamentos de história cabe aos identitários, que restauraram os velhos procedimentos do dogmatismo religioso. Para o identitarismo a história é exclusivamente uma lição de moral que serve para definir os bons e os maus, cabendo o Bem a uma dada identidade e ficando o resto relegado para o Mal. Para isso são excluídas todas as variantes que não correspondam à cartilha oficial de uma dada identidade, ou seja, a operação básica da historiografia, em vez de ser a de coligir, passa a ser a de expurgar.</p>
<p>Era isto que eu pretendia dizer quando escrevi que a História se deve fazer por indução.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leonardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-940445</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 13:43:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João,
Obrigado pelo envio deste exemplo possuidor de tanta plasticidade. Certamente estamos a observar uma mudança na sociedade e no dinheiro diante de nossos olhos.
Seus artigos fornecem instrumentos para apreender tal mudança. Além disso, a forma como você os organizou até agora, reconstituindo o seu processo de compreensão do dinheiro como linguagem, ajuda a compreender que superar compreensões previamente estabelecidas é um trabalho imenso, lento e cheio de lapsos e desvios.
Por fim, se possível, você pode elaborar mais a sua afirmação de que “A História deve fazer-se por indução, nunca por dedução&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,<br />
Obrigado pelo envio deste exemplo possuidor de tanta plasticidade. Certamente estamos a observar uma mudança na sociedade e no dinheiro diante de nossos olhos.<br />
Seus artigos fornecem instrumentos para apreender tal mudança. Além disso, a forma como você os organizou até agora, reconstituindo o seu processo de compreensão do dinheiro como linguagem, ajuda a compreender que superar compreensões previamente estabelecidas é um trabalho imenso, lento e cheio de lapsos e desvios.<br />
Por fim, se possível, você pode elaborar mais a sua afirmação de que “A História deve fazer-se por indução, nunca por dedução&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
		
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