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	Comentários sobre: Aguardar o bom tempo? Será?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rosa Negra		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rosa Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 17:36:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sinceramente que comentário sem sentido este, João Bernardo? Honestamente, o que tem a ver a luta do brasileiro ser restrita aqui com o a luta do mundo? As condições que são citadas afetam ao trabalhado locado na Universidade Brasileira e em contexto diferente do vivenciou há 50 anos atrás. Seria como se não tivéssemos avançado ou mesmo aprendido alguma coisa, avançado em certos discursos ou mesmo retardando em outros, enfim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente que comentário sem sentido este, João Bernardo? Honestamente, o que tem a ver a luta do brasileiro ser restrita aqui com o a luta do mundo? As condições que são citadas afetam ao trabalhado locado na Universidade Brasileira e em contexto diferente do vivenciou há 50 anos atrás. Seria como se não tivéssemos avançado ou mesmo aprendido alguma coisa, avançado em certos discursos ou mesmo retardando em outros, enfim.</p>
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		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-937835</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 13:16:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como eu disse João, apenas relatei o que vivi, não havia a pretensão de ser uma análise geral que, concordo, é necessária e urgente.

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como eu disse João, apenas relatei o que vivi, não havia a pretensão de ser uma análise geral que, concordo, é necessária e urgente.</p>
<p>Abraços.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-937833</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 12:45:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas, meus caros, a questão é muitíssimo mais geral, é universal, e os lulistas são uma mera nota de rodapé. Eu escrevo e sempre volto a escrever que o Brasil não está no Brasil, está no mundo, esforço baldado, porque os brasileiros persistem em julgar que o Brasil é estritamente brasileiro. Mas não é. Vou dar um exemplo. Em Portugal, depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974, que derrubou o fascismo e desencadeou as condições para o processo revolucionário, o Partido Comunista considerava que se devia concentrar os esforços na defesa do novo sistema político e atacava as greves — cada dia mais frequentes — como obra dos fascistas e da PIDE, a antiga polícia política do salazarismo. Naquela época eu colaborava no jornal &lt;em&gt;Combate&lt;/em&gt;, que logo no seu primeiro número, de 21 de Junho de 1974, publicou um &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/pdf/01.pdf&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;cartoon&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; que vos aconselho a ver e que poderia ser reproduzido em todo o mundo e em todas as situações similares. No Brasil também. A verdadeira questão é saber porquê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, meus caros, a questão é muitíssimo mais geral, é universal, e os lulistas são uma mera nota de rodapé. Eu escrevo e sempre volto a escrever que o Brasil não está no Brasil, está no mundo, esforço baldado, porque os brasileiros persistem em julgar que o Brasil é estritamente brasileiro. Mas não é. Vou dar um exemplo. Em Portugal, depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974, que derrubou o fascismo e desencadeou as condições para o processo revolucionário, o Partido Comunista considerava que se devia concentrar os esforços na defesa do novo sistema político e atacava as greves — cada dia mais frequentes — como obra dos fascistas e da PIDE, a antiga polícia política do salazarismo. Naquela época eu colaborava no jornal <em>Combate</em>, que logo no seu primeiro número, de 21 de Junho de 1974, publicou um <em><a href="https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/pdf/01.pdf" rel="nofollow ugc">cartoon</a></em> que vos aconselho a ver e que poderia ser reproduzido em todo o mundo e em todas as situações similares. No Brasil também. A verdadeira questão é saber porquê.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-937831</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 11:31:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vivenciei o contexto de uma universidade federal citada, durante o governo Bolsonaro, e o que vi foi o seguinte, professores priorizando o &quot;Lula livre&quot;, como tática de uma estratégia puramente parlamentarista, que apostava todas as fichas na libertação do seu herói, para que ele concorresse as eleições de 2022 e &quot;derrotasse o fascismo nas urnas&quot;. Toda e qualquer discussão sobre greve era recebida com um &quot;agora não é o momento&quot; e &quot;isso é fazer o jogo da direita&quot;. Foi com esse discurso que os professores receberam a greve estudantil de 2019, rechaçando e perseguindo o movimento. Essa é uma pequena amostra  da extensão do prejuízo causado pelo lulo-petismo no âmbito das lutas na Educação. Tínhamos o bolsonarismo atacando institucionalmente e socialmente por um lado, e a pelegada petista (não só) tentando freiar as lutas a todo custo, por outro. Foi o que vi e vivi naqueles tempos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivenciei o contexto de uma universidade federal citada, durante o governo Bolsonaro, e o que vi foi o seguinte, professores priorizando o &#8220;Lula livre&#8221;, como tática de uma estratégia puramente parlamentarista, que apostava todas as fichas na libertação do seu herói, para que ele concorresse as eleições de 2022 e &#8220;derrotasse o fascismo nas urnas&#8221;. Toda e qualquer discussão sobre greve era recebida com um &#8220;agora não é o momento&#8221; e &#8220;isso é fazer o jogo da direita&#8221;. Foi com esse discurso que os professores receberam a greve estudantil de 2019, rechaçando e perseguindo o movimento. Essa é uma pequena amostra  da extensão do prejuízo causado pelo lulo-petismo no âmbito das lutas na Educação. Tínhamos o bolsonarismo atacando institucionalmente e socialmente por um lado, e a pelegada petista (não só) tentando freiar as lutas a todo custo, por outro. Foi o que vi e vivi naqueles tempos.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-937615</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 17:25:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho válida a pergunta sobre por que os professores universitários não fizeram greve sob o governo Bolsonaro. Não pretendo respondê-la, falta-me a vivência do ambiente universitário naqueles anos. Por outro lado, trago outro fator para agregar à pergunta. Para quem viu a situação de fora, os anos de Bolsonaro no governo parecem ter sido de pura e simples sobrevivência, a julgar pelos enormes contingenciamentos orçamentários com que as universidades públicas tiveram de lidar por força do discurso do Ministério da Educação de priorizar a educação básica, e da prática quase nula do MEC em implementar o que quer que fosse (sei-o por fontes internas ao MEC, que diziam, unanimemente, que &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt; se fazia lá dentro em termos de planejamento, políticas ou gestão além de tocar o que já existia). Com este outro fator, creio que alguém poderá responder á pergunta (válida, repito) com maior contexto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho válida a pergunta sobre por que os professores universitários não fizeram greve sob o governo Bolsonaro. Não pretendo respondê-la, falta-me a vivência do ambiente universitário naqueles anos. Por outro lado, trago outro fator para agregar à pergunta. Para quem viu a situação de fora, os anos de Bolsonaro no governo parecem ter sido de pura e simples sobrevivência, a julgar pelos enormes contingenciamentos orçamentários com que as universidades públicas tiveram de lidar por força do discurso do Ministério da Educação de priorizar a educação básica, e da prática quase nula do MEC em implementar o que quer que fosse (sei-o por fontes internas ao MEC, que diziam, unanimemente, que <i>nada</i> se fazia lá dentro em termos de planejamento, políticas ou gestão além de tocar o que já existia). Com este outro fator, creio que alguém poderá responder á pergunta (válida, repito) com maior contexto.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Outro graduando		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-937576</link>

		<dc:creator><![CDATA[Outro graduando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 12:58:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[acho conveniente pontuar essa falta de solidariedade da catergoria docente com o restante do corpo de trabalhadores. como bem citou outro colega, nunca vi sindicato docente se mobilizar diante das violações que os terceirizados sofrem nas universidade. Aqui na universidade, nem com os estudantes a greve dos técnicos tem conseguido dialogar: os caras simplesmente fecharam uma fila do RU e deixaram os discente com fome em longas filas sob o sol. Deixar estudantes com fome!, bela estratégia de greve.



https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2024/04/02/restaurantes-universitarios-da-ufc-fechamento-de-ate-50-dos-acessos-provoca-filas.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>acho conveniente pontuar essa falta de solidariedade da catergoria docente com o restante do corpo de trabalhadores. como bem citou outro colega, nunca vi sindicato docente se mobilizar diante das violações que os terceirizados sofrem nas universidade. Aqui na universidade, nem com os estudantes a greve dos técnicos tem conseguido dialogar: os caras simplesmente fecharam uma fila do RU e deixaram os discente com fome em longas filas sob o sol. Deixar estudantes com fome!, bela estratégia de greve.</p>
<p><a href="https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2024/04/02/restaurantes-universitarios-da-ufc-fechamento-de-ate-50-dos-acessos-provoca-filas.html" rel="nofollow ugc">https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2024/04/02/restaurantes-universitarios-da-ufc-fechamento-de-ate-50-dos-acessos-provoca-filas.html</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Um graduando		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-937232</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um graduando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 03:23:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É muito curioso - para não dizer trágico - o que se tem passado no movimento dos técnicos, professores e estudantes em escala nacional. Como sou graduando na Universidade Federal de Santa Catarina, vou comentar sobre os seus últimos acontecimentos em específico. 

Na semana passada me deparei com um professor, do Departamento de História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, que reproduziu de maneira quase idêntica o argumento de Moreira. E ainda comentou, sarcasticamente: &quot;os professores agora são leões da savana!&quot;. Curiosamente, este professor (condenando os colegas que nada fizeram durante os governos Temer e Bolsonaro) também nada fez durante esses governos. Mas, agora, condena-os por estarem pautando uma greve e &quot;favorecendo a extrema-direita&quot;.

Os técnicos, pelo menos nesta universidade, tomaram a frente na greve. Embora sejam os sindicatos que estão puxando as paralisações na maioria dos estados - o que demonstra o caráter hétero-organizativo do movimento -, em Florianópolis muitos desses técnicos criaram aproximações políticas nos locais de trabalho e tratam entre si, a partir dos seus setores, dos problemas diários do ofício.

Desde o início do semestre estão eles em greve. Pautam, sobretudo, questões estruturais: há um rombo tão grande no telhado da biblioteca central da universidade que, quando chove, escorre água como se fosse uma cascata. Os técnicos e terceirizados da limpeza fazem o que podem: cobrem os livros com sacos de lixo e colocam baldes embaixo de onde a água escorre. Há ainda os riscos de curto-circuito. Vale comentar que o acervo de livros dessa biblioteca supera o da biblioteca pública do estado de Santa Catarina. Além disso, os prédios da universidade - alguns construídos na década de 60 - estão, literalmente, caindo aos pedaços. No ano passado, uma luminária caiu na cabeça duma estudante enquanto assistia uma aula no Centro de Comunicação e Expressão.

Os professores não fazem greve há mais ou menos dez anos, e alguns, hoje, recusam aderir à greve. É isso mesmo... não querem perder as parcas bolsas que lhes chegam, seus laboratórios, seus projetos, enfim, suas guildas e seus aprendizes!

Nesse último final de semana, a adesão à greve a partir do dia 15 foi votada pelos filiados e rejeitada. 

Acho necessário ainda relatar algo curioso - e novamente trágico: há os laboratórios conhecidos por serem compostos sobretudo pelos professores &quot;marxistas&quot;. E mesmo estes não querem aderir à greve. Mas, em sala de aula, enchem os planos com seus autores marxistas prediletos. Luta de classes só na sala de aula! Não conheço nenhum desses professores em específico que alguma vez se preocupou com a precária situação dos terceirizados da limpeza. Mas enchem a boca para falar dos trabalhadores. Um conhecido meu, uma vez me disse: &quot;é preciso diferenciar os &#039;marxistas&#039; dos marxólogos&quot;. E eu não falo nem destes últimos, mas realmente dos primeiros.

A situação dos estudantes, contudo, é de falta de amadurecimento político e fragmentação. Vieram quase &quot;a reboque&quot;, incitados pelos técnicos e por alguns professores. O último salto político dos estudantes foi durante o governo Bolsonaro, quando o então ministro da Educação Weintraub impulsionou um projeto que, na prática, acelerava a privatização das universidades públicas. O projeto chamava-se &quot;Future-se&quot;. Em resposta, ocorreu a maior greve estudantil da história dessa universidade. E, o movimento autônomo que amadurecia durante o processo, logo percebeu a necessidade de dialogar com os terceirizados. Consequentemente, descobriram o que é mexer com essas empresas privadas que prestam serviço para as universidades... Os trabalhadores, nesse período, foram proibidos de receber panfletos.

Mas toda essa história parece, para os atuais estudantes, que aconteceu noutra vida, em outra encarnação. Mal sabem o que se passou e o Diretório Central Estudantil, o lugar par excellence de formação dos futuros gestores - que foi contra o movimento autônomo desde o início - , deturpa a história dessa greve. E os Centros Acadêmicos - outro lugar desejado pelos projetos de burocratas - não fazem questão de preservar a história de luta dos estudantes que lhes precederam. Quando uma nova gestão entra, é como se tivesse descoberto a roda e todas as respostas no Manifesto Comunista.

Para engrossar esse caldo, há ainda a fragmentação fomentada pelos fascistas do pós-fascismo: os identitários que pintam e bordam nos centros de Humanas e de Artes. Estes já não aguardam nem o &quot;bom tempo&quot;, pois acreditam em outro método de transformação. Qual? A renovação das elites - e as universidades públicas brasileiras têm tido um certo êxito em concretizar esse projeto.

https://ndmais.com.br/tempo/biblioteca-da-ufsc-alaga-e-parte-do-forro-cai-apos-chuvas-intensas-em-florianopolis/ 

https://g1.globo.com/google/amp/sc/santa-catarina/noticia/2023/08/24/biblioteca-da-ufsc-tem-alagamento-por-causa-de-goteiras-e-predio-e-interditado.ghtml 

https://ndmais.com.br/infraestrutura/biblioteca-da-ufsc-e-afetada-pela-chuva-e-tem-registro-caotico-nao-deveria-estar-funcionando/ 

https://www.nsctotal.com.br/noticias/estudante-da-ufsc-fica-ferida-apos-luminaria-de-sala-de-aula-despencar-absurdo-demais 

https://g1.globo.com/google/amp/sc/santa-catarina/noticia/2023/04/28/estrutura-de-metal-despenca-em-sala-de-aula-e-estudante-e-atingida-na-ufsc-lampadas-quebraram-em-mim.ghtml 

https://www.apufsc.org.br/2024/04/06/confira-o-panorama-da-greve-dos-docentes-no-pais/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito curioso &#8211; para não dizer trágico &#8211; o que se tem passado no movimento dos técnicos, professores e estudantes em escala nacional. Como sou graduando na Universidade Federal de Santa Catarina, vou comentar sobre os seus últimos acontecimentos em específico. </p>
<p>Na semana passada me deparei com um professor, do Departamento de História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, que reproduziu de maneira quase idêntica o argumento de Moreira. E ainda comentou, sarcasticamente: &#8220;os professores agora são leões da savana!&#8221;. Curiosamente, este professor (condenando os colegas que nada fizeram durante os governos Temer e Bolsonaro) também nada fez durante esses governos. Mas, agora, condena-os por estarem pautando uma greve e &#8220;favorecendo a extrema-direita&#8221;.</p>
<p>Os técnicos, pelo menos nesta universidade, tomaram a frente na greve. Embora sejam os sindicatos que estão puxando as paralisações na maioria dos estados &#8211; o que demonstra o caráter hétero-organizativo do movimento -, em Florianópolis muitos desses técnicos criaram aproximações políticas nos locais de trabalho e tratam entre si, a partir dos seus setores, dos problemas diários do ofício.</p>
<p>Desde o início do semestre estão eles em greve. Pautam, sobretudo, questões estruturais: há um rombo tão grande no telhado da biblioteca central da universidade que, quando chove, escorre água como se fosse uma cascata. Os técnicos e terceirizados da limpeza fazem o que podem: cobrem os livros com sacos de lixo e colocam baldes embaixo de onde a água escorre. Há ainda os riscos de curto-circuito. Vale comentar que o acervo de livros dessa biblioteca supera o da biblioteca pública do estado de Santa Catarina. Além disso, os prédios da universidade &#8211; alguns construídos na década de 60 &#8211; estão, literalmente, caindo aos pedaços. No ano passado, uma luminária caiu na cabeça duma estudante enquanto assistia uma aula no Centro de Comunicação e Expressão.</p>
<p>Os professores não fazem greve há mais ou menos dez anos, e alguns, hoje, recusam aderir à greve. É isso mesmo&#8230; não querem perder as parcas bolsas que lhes chegam, seus laboratórios, seus projetos, enfim, suas guildas e seus aprendizes!</p>
<p>Nesse último final de semana, a adesão à greve a partir do dia 15 foi votada pelos filiados e rejeitada. </p>
<p>Acho necessário ainda relatar algo curioso &#8211; e novamente trágico: há os laboratórios conhecidos por serem compostos sobretudo pelos professores &#8220;marxistas&#8221;. E mesmo estes não querem aderir à greve. Mas, em sala de aula, enchem os planos com seus autores marxistas prediletos. Luta de classes só na sala de aula! Não conheço nenhum desses professores em específico que alguma vez se preocupou com a precária situação dos terceirizados da limpeza. Mas enchem a boca para falar dos trabalhadores. Um conhecido meu, uma vez me disse: &#8220;é preciso diferenciar os &#8216;marxistas&#8217; dos marxólogos&#8221;. E eu não falo nem destes últimos, mas realmente dos primeiros.</p>
<p>A situação dos estudantes, contudo, é de falta de amadurecimento político e fragmentação. Vieram quase &#8220;a reboque&#8221;, incitados pelos técnicos e por alguns professores. O último salto político dos estudantes foi durante o governo Bolsonaro, quando o então ministro da Educação Weintraub impulsionou um projeto que, na prática, acelerava a privatização das universidades públicas. O projeto chamava-se &#8220;Future-se&#8221;. Em resposta, ocorreu a maior greve estudantil da história dessa universidade. E, o movimento autônomo que amadurecia durante o processo, logo percebeu a necessidade de dialogar com os terceirizados. Consequentemente, descobriram o que é mexer com essas empresas privadas que prestam serviço para as universidades&#8230; Os trabalhadores, nesse período, foram proibidos de receber panfletos.</p>
<p>Mas toda essa história parece, para os atuais estudantes, que aconteceu noutra vida, em outra encarnação. Mal sabem o que se passou e o Diretório Central Estudantil, o lugar par excellence de formação dos futuros gestores &#8211; que foi contra o movimento autônomo desde o início &#8211; , deturpa a história dessa greve. E os Centros Acadêmicos &#8211; outro lugar desejado pelos projetos de burocratas &#8211; não fazem questão de preservar a história de luta dos estudantes que lhes precederam. Quando uma nova gestão entra, é como se tivesse descoberto a roda e todas as respostas no Manifesto Comunista.</p>
<p>Para engrossar esse caldo, há ainda a fragmentação fomentada pelos fascistas do pós-fascismo: os identitários que pintam e bordam nos centros de Humanas e de Artes. Estes já não aguardam nem o &#8220;bom tempo&#8221;, pois acreditam em outro método de transformação. Qual? A renovação das elites &#8211; e as universidades públicas brasileiras têm tido um certo êxito em concretizar esse projeto.</p>
<p><a href="https://ndmais.com.br/tempo/biblioteca-da-ufsc-alaga-e-parte-do-forro-cai-apos-chuvas-intensas-em-florianopolis/" rel="nofollow ugc">https://ndmais.com.br/tempo/biblioteca-da-ufsc-alaga-e-parte-do-forro-cai-apos-chuvas-intensas-em-florianopolis/</a> </p>
<p><a href="https://g1.globo.com/google/amp/sc/santa-catarina/noticia/2023/08/24/biblioteca-da-ufsc-tem-alagamento-por-causa-de-goteiras-e-predio-e-interditado.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/google/amp/sc/santa-catarina/noticia/2023/08/24/biblioteca-da-ufsc-tem-alagamento-por-causa-de-goteiras-e-predio-e-interditado.ghtml</a> </p>
<p><a href="https://ndmais.com.br/infraestrutura/biblioteca-da-ufsc-e-afetada-pela-chuva-e-tem-registro-caotico-nao-deveria-estar-funcionando/" rel="nofollow ugc">https://ndmais.com.br/infraestrutura/biblioteca-da-ufsc-e-afetada-pela-chuva-e-tem-registro-caotico-nao-deveria-estar-funcionando/</a> </p>
<p><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/estudante-da-ufsc-fica-ferida-apos-luminaria-de-sala-de-aula-despencar-absurdo-demais" rel="nofollow ugc">https://www.nsctotal.com.br/noticias/estudante-da-ufsc-fica-ferida-apos-luminaria-de-sala-de-aula-despencar-absurdo-demais</a> </p>
<p><a href="https://g1.globo.com/google/amp/sc/santa-catarina/noticia/2023/04/28/estrutura-de-metal-despenca-em-sala-de-aula-e-estudante-e-atingida-na-ufsc-lampadas-quebraram-em-mim.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/google/amp/sc/santa-catarina/noticia/2023/04/28/estrutura-de-metal-despenca-em-sala-de-aula-e-estudante-e-atingida-na-ufsc-lampadas-quebraram-em-mim.ghtml</a> </p>
<p><a href="https://www.apufsc.org.br/2024/04/06/confira-o-panorama-da-greve-dos-docentes-no-pais/" rel="nofollow ugc">https://www.apufsc.org.br/2024/04/06/confira-o-panorama-da-greve-dos-docentes-no-pais/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Resposta a pergunta sincera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-936687</link>

		<dc:creator><![CDATA[Resposta a pergunta sincera]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Apr 2024 21:18:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=152400#comment-936687</guid>

					<description><![CDATA[Porque é uma categoria aburguesada e corriam o risco de demissão no governo bozo. 
Entre a boa vida que levam e arriscar uma demissao numa greve no governo bozo a escolha não é dificil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque é uma categoria aburguesada e corriam o risco de demissão no governo bozo.<br />
Entre a boa vida que levam e arriscar uma demissao numa greve no governo bozo a escolha não é dificil.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Davi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-936656</link>

		<dc:creator><![CDATA[Davi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Apr 2024 12:39:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=152400#comment-936656</guid>

					<description><![CDATA[Este texto citado acima como um poema de Brecht, na verdade é de autoria de um pastor luterano alemão chamado Martin Niemöller. O pastor foi um apoiador de primeira hora do partido nazista, mas depois foi perseguido e preso. Depois de libertado, se arrependeu de seu apoio inicial ao regime e em palestras/discursos citava frequentemente esse texto, com algumas variações. 

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Martin_Niem%C3%B6ller]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto citado acima como um poema de Brecht, na verdade é de autoria de um pastor luterano alemão chamado Martin Niemöller. O pastor foi um apoiador de primeira hora do partido nazista, mas depois foi perseguido e preso. Depois de libertado, se arrependeu de seu apoio inicial ao regime e em palestras/discursos citava frequentemente esse texto, com algumas variações. </p>
<p><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Martin_Niem%C3%B6ller" rel="nofollow ugc">https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Martin_Niem%C3%B6ller</a></p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152400/#comment-936568</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2024 18:32:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[HELIANA CONDE VIVE!

Mnemosine Vol.19, nº1, p. 1-1 (2023) –Editorial.DOI:10.12957/mnemosine.2023.76204Departamento de Psicologia Social e Institucional/ UERJEditorial

O  ensaio  que  abre  este  número  de  Mnemosine  evoca  o  contundente  poema  de Brecht, Intertexto,  que  situou,  no  passado,  a  chegada  dos  invasores - osque  ocupam nossas casas aos poucos,sem serem notados, até que nos expulsam. Primeiro levaram os negros/ Mas não me importei com isso/ Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários/ Mas não me importei com isso/ Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis/ Mas não me importei com isso/ Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados/ Mas como tenho meu emprego/ Também não me importei Agora estão me levando/ Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém/ Ninguém se importa comigo. Cada vez é mais necessário criar vacúolos de silêncio em meio a um insuportável vozerio. Assim, creio que basta o poema de Brecht ao Editorial de Mnemosine nesse primeiro número de 2023. Obrigada a todxs que colaboraram. Saúde, alegria. Também querem levá-las. Mas, no caso, isso nos importa e não estamos dispostxs a permitir..... Heliana de Barros Conde Rodrigues.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HELIANA CONDE VIVE!</p>
<p>Mnemosine Vol.19, nº1, p. 1-1 (2023) –Editorial.DOI:10.12957/mnemosine.2023.76204Departamento de Psicologia Social e Institucional/ UERJEditorial</p>
<p>O  ensaio  que  abre  este  número  de  Mnemosine  evoca  o  contundente  poema  de Brecht, Intertexto,  que  situou,  no  passado,  a  chegada  dos  invasores &#8211; osque  ocupam nossas casas aos poucos,sem serem notados, até que nos expulsam. Primeiro levaram os negros/ Mas não me importei com isso/ Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários/ Mas não me importei com isso/ Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis/ Mas não me importei com isso/ Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados/ Mas como tenho meu emprego/ Também não me importei Agora estão me levando/ Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém/ Ninguém se importa comigo. Cada vez é mais necessário criar vacúolos de silêncio em meio a um insuportável vozerio. Assim, creio que basta o poema de Brecht ao Editorial de Mnemosine nesse primeiro número de 2023. Obrigada a todxs que colaboraram. Saúde, alegria. Também querem levá-las. Mas, no caso, isso nos importa e não estamos dispostxs a permitir&#8230;.. Heliana de Barros Conde Rodrigues.</p>
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