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	Comentários sobre: O 25 de Abril está morto	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Um imigrante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-942328</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um imigrante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 May 2024 10:15:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://www.jn.pt/648106160/grupo-racista-armado-invade-casa-e-agride-imigrantes-no-porto/

Ora, ora! Esses imigrantes identitários que vêem xenofobia em tudo, estão Fora de Contexto!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.jn.pt/648106160/grupo-racista-armado-invade-casa-e-agride-imigrantes-no-porto/" rel="nofollow ugc">https://www.jn.pt/648106160/grupo-racista-armado-invade-casa-e-agride-imigrantes-no-porto/</a></p>
<p>Ora, ora! Esses imigrantes identitários que vêem xenofobia em tudo, estão Fora de Contexto!!</p>
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		<title>
		Por: Um imigrante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-941741</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um imigrante]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2024 14:25:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para Fora do Contexto (me parece melhor assim) a xenofobia é um &quot;argumento identitário&quot;, não uma realidade concreta, uma chaga que se alastra novamente pela Europa e pelo mundo. Mais de 1 milhão de votos no Chega também não significam nada, são questões &quot;circunstanciais ridículas e não históricas&quot;.

Mas, o que o ofendeu realmente foi o uso do termo &quot;revolucionários&quot; uma única vez para refletir sobre como lidar com as derrotas. Ninguém falou sobre como deve ser uma &quot;luta revolucionária&quot;, o que demonstra sua desonestidade (anti)intelectual. Não parou de falar das universidades, apesar de não ser o assunto e de estar nas &quot;tintas&quot; por elas. Imigração é uma forma de combate?! No capitalismo é uma tentativa de sobrevivência, ou a fuga de condições miseráveis, ou a busca por condições um pouco melhores para os trabalhadores. Pare de falar sandices que está a ficar feio. Hoje é 1° de Maio, aliás. Aguardamos os &quot;coletivos&quot; que citastes e suas &quot;estratégias&quot; nas ruas, para além do folclore partidário-sindical. Onde estão?!  Aguardemos para ler em seus jornais &quot;não-burgueses&quot;. Quais?! Os leitores aguardam informações por essas experiências (não-revolucionárias alternativas?!).  Custódio e Fora de Contexto, se não forem o mesmo ING (Indivíduo Nao-Governamental), são do mesmo &quot;coletivo&quot;, quiçá uma dupla sertaneja.

Voltando à xenofobia e ao trabalho de imigrantes, Fora de contexto não sabe o que é sofrer chantagem de patrões locais, ouvindo que &quot;não dão contrato, ou não gostam de contratar imigrantes recém-chegados, pq só querem se legalizar e ir embora&quot;. Ou ter que correr atrás de um ex-patrão fdp que não quer pagar o seu salário, ter que ameaçá-lo fisicamente para receber e ouvir que vc será mandado de volta para o Brasil&quot;, depois de receber parte em moedas de 1 centavo. Ou abrir a porta para a sua vizinha de 70 anos reclamar do seu filho de 2 estar a brincar em casa às 5 da tarde por não ter vaga na creche, e ouvi-la soltar impropérios sobre &quot;o que vêm para cá fazer esses imigrantes&quot;. Ter que ligar para proprietário e imobiliária para resolver a situação e para não perder o réu primário. Essas e outras não são apenas experiências nossas, mas de vários colegas, motoristas de Uber, etc, com quem conversamos há meses.

Então, &quot;camarada&quot;, enfie sua viola no saco e siga seu rumo, a menos que tenha informações e dados concretos para compartilhar, não sua verborragia pseudo-libertária, que essa já conhecemos e estamos fartos há tempos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Fora do Contexto (me parece melhor assim) a xenofobia é um &#8220;argumento identitário&#8221;, não uma realidade concreta, uma chaga que se alastra novamente pela Europa e pelo mundo. Mais de 1 milhão de votos no Chega também não significam nada, são questões &#8220;circunstanciais ridículas e não históricas&#8221;.</p>
<p>Mas, o que o ofendeu realmente foi o uso do termo &#8220;revolucionários&#8221; uma única vez para refletir sobre como lidar com as derrotas. Ninguém falou sobre como deve ser uma &#8220;luta revolucionária&#8221;, o que demonstra sua desonestidade (anti)intelectual. Não parou de falar das universidades, apesar de não ser o assunto e de estar nas &#8220;tintas&#8221; por elas. Imigração é uma forma de combate?! No capitalismo é uma tentativa de sobrevivência, ou a fuga de condições miseráveis, ou a busca por condições um pouco melhores para os trabalhadores. Pare de falar sandices que está a ficar feio. Hoje é 1° de Maio, aliás. Aguardamos os &#8220;coletivos&#8221; que citastes e suas &#8220;estratégias&#8221; nas ruas, para além do folclore partidário-sindical. Onde estão?!  Aguardemos para ler em seus jornais &#8220;não-burgueses&#8221;. Quais?! Os leitores aguardam informações por essas experiências (não-revolucionárias alternativas?!).  Custódio e Fora de Contexto, se não forem o mesmo ING (Indivíduo Nao-Governamental), são do mesmo &#8220;coletivo&#8221;, quiçá uma dupla sertaneja.</p>
<p>Voltando à xenofobia e ao trabalho de imigrantes, Fora de contexto não sabe o que é sofrer chantagem de patrões locais, ouvindo que &#8220;não dão contrato, ou não gostam de contratar imigrantes recém-chegados, pq só querem se legalizar e ir embora&#8221;. Ou ter que correr atrás de um ex-patrão fdp que não quer pagar o seu salário, ter que ameaçá-lo fisicamente para receber e ouvir que vc será mandado de volta para o Brasil&#8221;, depois de receber parte em moedas de 1 centavo. Ou abrir a porta para a sua vizinha de 70 anos reclamar do seu filho de 2 estar a brincar em casa às 5 da tarde por não ter vaga na creche, e ouvi-la soltar impropérios sobre &#8220;o que vêm para cá fazer esses imigrantes&#8221;. Ter que ligar para proprietário e imobiliária para resolver a situação e para não perder o réu primário. Essas e outras não são apenas experiências nossas, mas de vários colegas, motoristas de Uber, etc, com quem conversamos há meses.</p>
<p>Então, &#8220;camarada&#8221;, enfie sua viola no saco e siga seu rumo, a menos que tenha informações e dados concretos para compartilhar, não sua verborragia pseudo-libertária, que essa já conhecemos e estamos fartos há tempos.</p>
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		<title>
		Por: Fora do texto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-941698</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fora do texto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2024 05:28:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, O argumento da &quot;xenofobia&quot; aqui utilizado é típico dos identitários! Um argumento típico de estudantes retrógrados vestidos com fatos da classe trabalhadora. Para deslegitimar ou como um típico negócio de políticos, profissionais ou não. 
A imigração é uma forma de combate, resistência, não de apatia. E eu sei do que estou a falar. Isto sem dar argumentos morais e circunstanciais ridículos (não históricos) sobre quem está ou não a lutar de forma &quot;revolucionária&quot; e a dar pontos de radicalismo. Já estou à espera do próximo argumentum ad Hitlerum !]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, O argumento da &#8220;xenofobia&#8221; aqui utilizado é típico dos identitários! Um argumento típico de estudantes retrógrados vestidos com fatos da classe trabalhadora. Para deslegitimar ou como um típico negócio de políticos, profissionais ou não.<br />
A imigração é uma forma de combate, resistência, não de apatia. E eu sei do que estou a falar. Isto sem dar argumentos morais e circunstanciais ridículos (não históricos) sobre quem está ou não a lutar de forma &#8220;revolucionária&#8221; e a dar pontos de radicalismo. Já estou à espera do próximo argumentum ad Hitlerum !</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Um imigrante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-941608</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um imigrante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 18:37:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fora do texto,  parece que esses coletivos estão bem longe de muita coisa, talvez até dos trabalhadores... Diga-nos quais são, que estratégias são essas, onde atuam. Por enquanto, não passaram nem perto de nossos locais de trabalho, que estão bem longe das universidades, mas em bares e restaurantes. A crítica aos movimentos identitários brasileiros e suas estratégias políticas dentro das universidades é um tema recorrente neste canal, caso seja a primeira vez que você passa por aqui. 

Se existem de fato essas iniciativas, onde estão? Adoraríamos conhecê-las. Até lá, esse argumento do anonimato só serve para alimentar a mística de supostos coletivos secretos andando por becos obscuros da cidade. Anônimos, irrelevantes ou inexistentes? Caso não se encaixe em nenhuma das alternativas acima, apresente-nos a possibilidade de atuar em Portugal. Se o assunto é retórica e demagogia, foi só o que vimos em seu comentário por enquanto, nada além de palavras. &quot;Circo da mudança para o estrangeiro&quot;... ou o camarada ignora os movimentos migratórios de milhões de trabalhadores pelo mundo todos os anos, ou teve seu espírito patriótico ofendido com o texto... Como a xenofobia nunca foi exclusiva da direita, fica a dúvida...

*****

Fora o cheiro de anti-intelectualismo, contra as belas teorias e as universidades. Fora do texto pode olhar para Columbia nos EUA, por exemplo, pode amansar a sua verborragia...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fora do texto,  parece que esses coletivos estão bem longe de muita coisa, talvez até dos trabalhadores&#8230; Diga-nos quais são, que estratégias são essas, onde atuam. Por enquanto, não passaram nem perto de nossos locais de trabalho, que estão bem longe das universidades, mas em bares e restaurantes. A crítica aos movimentos identitários brasileiros e suas estratégias políticas dentro das universidades é um tema recorrente neste canal, caso seja a primeira vez que você passa por aqui. </p>
<p>Se existem de fato essas iniciativas, onde estão? Adoraríamos conhecê-las. Até lá, esse argumento do anonimato só serve para alimentar a mística de supostos coletivos secretos andando por becos obscuros da cidade. Anônimos, irrelevantes ou inexistentes? Caso não se encaixe em nenhuma das alternativas acima, apresente-nos a possibilidade de atuar em Portugal. Se o assunto é retórica e demagogia, foi só o que vimos em seu comentário por enquanto, nada além de palavras. &#8220;Circo da mudança para o estrangeiro&#8221;&#8230; ou o camarada ignora os movimentos migratórios de milhões de trabalhadores pelo mundo todos os anos, ou teve seu espírito patriótico ofendido com o texto&#8230; Como a xenofobia nunca foi exclusiva da direita, fica a dúvida&#8230;</p>
<p>*****</p>
<p>Fora o cheiro de anti-intelectualismo, contra as belas teorias e as universidades. Fora do texto pode olhar para Columbia nos EUA, por exemplo, pode amansar a sua verborragia&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fora do texto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-941566</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fora do texto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 14:00:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O argumento do revolucionário &quot;não profissional&quot; é um argumento demagógico, não é uma vacina. Temos de estar sempre atentos a este radicalismo retórico, que não leva a lado nenhum.
Aparentemente, esses “trabalhadores imigrantes” estão muito interessados nos problemas das universidades ....e das bolsas. Como trabalhador, estou-me nas tintas para este problema, e os que trabalham comigo também.
Como é que alguém pode prestar seriamente atenção aos jornais burgueses para nos dar o estado da luta de classes ? A liturgia não diz nada. É preciso acabar com este mito da apatia. Existem estratégias e colectivos de resistência anónimos, longe do circo das belas teorias, da desistência, da solidariedade familiar, da mudança para o estrangeiro etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O argumento do revolucionário &#8220;não profissional&#8221; é um argumento demagógico, não é uma vacina. Temos de estar sempre atentos a este radicalismo retórico, que não leva a lado nenhum.<br />
Aparentemente, esses “trabalhadores imigrantes” estão muito interessados nos problemas das universidades &#8230;.e das bolsas. Como trabalhador, estou-me nas tintas para este problema, e os que trabalham comigo também.<br />
Como é que alguém pode prestar seriamente atenção aos jornais burgueses para nos dar o estado da luta de classes ? A liturgia não diz nada. É preciso acabar com este mito da apatia. Existem estratégias e colectivos de resistência anónimos, longe do circo das belas teorias, da desistência, da solidariedade familiar, da mudança para o estrangeiro etc.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dois imigrantes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-941131</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dois imigrantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 09:28:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Francisco Gonzaga,

Agradecemos suas considerações. As referências à Rosa e ao Zeca Afonso foram precisas, não poderiam ser mais. Não foi só o comunismo que se tornou uma palavra &quot;impronunciável&quot;, conforme anunciado por outro comentarista. Como vimos, razão, história, revolução, práxis, luta, todos esses termos estão a ser abandonados. Mas, não generalizemos, não é mesmo... Também &quot;atraso&quot; é escrito entre aspas, afinal, seria &quot;economicismo&quot; usar esse tipo de termo para descrever Portugal durante o fascismo e nas décadas imediatamente posteriores.

Quanto ao 25 de Abril, basta acompanhar as notícias nos jornais portugueses e brasileiros, para ver a imagem construída em torno dessa importante data para as lutas proletárias: apelos a uma &quot;democracia incompleta e inconclusa&quot;, além das pautas identitárias e decoloniais recuperando as lutas revolucionárias contra o colonialismo, o racismo e a desigualdade de gênero. Em resposta às demagógicas declarações do Presidente português, identitários das universidades brasileiras estão prontos a perdoar as &quot;dívidas históricas&quot; do colonialismo em troca de bolsas e cotas nas universidades portuguesas. Vai sair barato para Portugal.

Mas, o que outros comentários ignoraram foi que esse texto foi escrito por trabalhadores imigrantes, não por &quot;revolucionários profissionais&quot;. Foi necessário nos imputar esse rótulo bizarro para tentar deslegitimar nossos argumentos. Sinal dos tempos.

Saudações fraternas,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Francisco Gonzaga,</p>
<p>Agradecemos suas considerações. As referências à Rosa e ao Zeca Afonso foram precisas, não poderiam ser mais. Não foi só o comunismo que se tornou uma palavra &#8220;impronunciável&#8221;, conforme anunciado por outro comentarista. Como vimos, razão, história, revolução, práxis, luta, todos esses termos estão a ser abandonados. Mas, não generalizemos, não é mesmo&#8230; Também &#8220;atraso&#8221; é escrito entre aspas, afinal, seria &#8220;economicismo&#8221; usar esse tipo de termo para descrever Portugal durante o fascismo e nas décadas imediatamente posteriores.</p>
<p>Quanto ao 25 de Abril, basta acompanhar as notícias nos jornais portugueses e brasileiros, para ver a imagem construída em torno dessa importante data para as lutas proletárias: apelos a uma &#8220;democracia incompleta e inconclusa&#8221;, além das pautas identitárias e decoloniais recuperando as lutas revolucionárias contra o colonialismo, o racismo e a desigualdade de gênero. Em resposta às demagógicas declarações do Presidente português, identitários das universidades brasileiras estão prontos a perdoar as &#8220;dívidas históricas&#8221; do colonialismo em troca de bolsas e cotas nas universidades portuguesas. Vai sair barato para Portugal.</p>
<p>Mas, o que outros comentários ignoraram foi que esse texto foi escrito por trabalhadores imigrantes, não por &#8220;revolucionários profissionais&#8221;. Foi necessário nos imputar esse rótulo bizarro para tentar deslegitimar nossos argumentos. Sinal dos tempos.</p>
<p>Saudações fraternas,</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Francisco Gonzaga		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-941107</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Gonzaga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 07:56:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=152647#comment-941107</guid>

					<description><![CDATA[Poucos dias antes de ser brutalmente assassinada, Rosa Luxemburgo produziu um escrito no qual refletia sobre os revezes e triunfos das lutas proletárias. Destacou a relevância de &quot;sabermos em que circunstâncias teve lugar cada derrota, quer dizer, se esta foi o resultado de umas massas imaturas que se lançam à luta, ou de uma ação revolucionária paralisada no seu interior pela indecisão, a fraqueza e a falta de radicalismo&quot; (A Ordem Reina em Berlim, 1919).

Sem tratar do contexto, quero ressaltar a conduta de Rosa: o fato de ter-se detido e examinado as derrotas de modo racional, visando fins práticos. Reconhecer e compreender os revezes das lutas é um dos passos basilares para a superação (dialética) dos obstáculos. Tal conduta aplica-se tanto a conflitos de pequena escala, como à derrota de uma greve de trabalhadores em uma empresa, por exemplo, quanto a revoluções de grande escala, como foi o caso do contexto vivido por Rosa e o 25 de abril. Isso deveria ser claro, porém, ao ler certos comentários, observa-se que não o é.

Parabenizo os dois autores pela coragem e por terem brevemente apontado elementos para se compreender as derrotas que estamos presenciando. Aliás, a respeito do 25 de abril, alguns historiadores indicam que a morte da revolução deu-se em 25 de novembro de 1975. Há um longo debate sobre essa perspectiva, na qual não me alongarei, apenas a menciono.

Acho mais esclarecedor, neste momento, recordar o depoimento de José Afonso, vinte anos após o 25 de abril, no qual apontava: &quot;o 25 de abril não foi feito p&#039;ra esta sociedade, p&#039;ra aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de abril - não foram só aqueles que o fizeram - imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está sendo oferecida aos jovens&quot;.

Mesmo assim, cinquenta anos depois, há aqueles que insistem em não ver as derrotas e os problemas.

Enfim... encerro por aqui.

Saudações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos dias antes de ser brutalmente assassinada, Rosa Luxemburgo produziu um escrito no qual refletia sobre os revezes e triunfos das lutas proletárias. Destacou a relevância de &#8220;sabermos em que circunstâncias teve lugar cada derrota, quer dizer, se esta foi o resultado de umas massas imaturas que se lançam à luta, ou de uma ação revolucionária paralisada no seu interior pela indecisão, a fraqueza e a falta de radicalismo&#8221; (A Ordem Reina em Berlim, 1919).</p>
<p>Sem tratar do contexto, quero ressaltar a conduta de Rosa: o fato de ter-se detido e examinado as derrotas de modo racional, visando fins práticos. Reconhecer e compreender os revezes das lutas é um dos passos basilares para a superação (dialética) dos obstáculos. Tal conduta aplica-se tanto a conflitos de pequena escala, como à derrota de uma greve de trabalhadores em uma empresa, por exemplo, quanto a revoluções de grande escala, como foi o caso do contexto vivido por Rosa e o 25 de abril. Isso deveria ser claro, porém, ao ler certos comentários, observa-se que não o é.</p>
<p>Parabenizo os dois autores pela coragem e por terem brevemente apontado elementos para se compreender as derrotas que estamos presenciando. Aliás, a respeito do 25 de abril, alguns historiadores indicam que a morte da revolução deu-se em 25 de novembro de 1975. Há um longo debate sobre essa perspectiva, na qual não me alongarei, apenas a menciono.</p>
<p>Acho mais esclarecedor, neste momento, recordar o depoimento de José Afonso, vinte anos após o 25 de abril, no qual apontava: &#8220;o 25 de abril não foi feito p&#8217;ra esta sociedade, p&#8217;ra aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de abril &#8211; não foram só aqueles que o fizeram &#8211; imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está sendo oferecida aos jovens&#8221;.</p>
<p>Mesmo assim, cinquenta anos depois, há aqueles que insistem em não ver as derrotas e os problemas.</p>
<p>Enfim&#8230; encerro por aqui.</p>
<p>Saudações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Um imigrante em Portugal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-940664</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um imigrante em Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 18:07:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=152647#comment-940664</guid>

					<description><![CDATA[Caro Custódio,

Seu novo comentário está mais claro e mais substancial. Agradeço as críticas e refletirei sobre elas. No entanto, parece-me que você segue imputando afirmações que vão muito além do que foi escrito. A interpretação é livre, mas a fronteira entre a interpretação e o falseamento é sempre nebulosa. Talvez não seja a sua intenção, mas há imputações suas, a meu ver, incabíveis para este texto. A única que me interessa aqui discutir, pois já comentei outras e não voltarei a elas, é sobre a &quot;certeza racional&quot;. Foi proposital essa afirmação, para confrontar o atual irracionalismo. Mas, preste atenção, a certeza racional aqui é sobre a abertura histórica para a possibilidade de uma revolução. Não há aqui nenhum economicismo, não se afirmou a certeza de que ocorrerá, o dia e a hora, nem a forma disso. Apenas a certeza racional de que a história é aberta e de que enquanto houver contradições podem (não dissemos que vai) ocorrer novas lutas. Suas críticas são relevantes, mas elas parecem estar prontas e guardadas esperando para serem usadas, e nosso texto pareceu um bom alvo, mas não foi. Enfim, após quase concordar com o texto, isto lhe causou algum mal-estar que lhe impeliu a distorcer o que foi dito. Sigo pronunciando essa e outras palavras &quot;proibidas&quot; (por quem?): o comunismo (parece que a &quot;razão&quot; também foi cancelada). Embora o texto sequer a tenha mencionado, com todos os problemas que ela possa evocar, me parece um problema mais relevante de se enfrentar do que a &quot;esperança num mundo melhor&quot;. Todos temos as nossas esperanças, mas não é essa a matéria-prima da história, me parece.

Fraternidade retribuída.


*****

Apenas uma última observação. As palavras mais questionadas aqui foram &quot;razão&quot;, &quot;revolucionários&quot; e uma não dita, &quot;comunismo&quot;. Talvez seja sintomático do &quot;atual estado das coisas&quot;, parafraseando a celebre frase atribuía ao Salgueiro Maia, já que este é o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Custódio,</p>
<p>Seu novo comentário está mais claro e mais substancial. Agradeço as críticas e refletirei sobre elas. No entanto, parece-me que você segue imputando afirmações que vão muito além do que foi escrito. A interpretação é livre, mas a fronteira entre a interpretação e o falseamento é sempre nebulosa. Talvez não seja a sua intenção, mas há imputações suas, a meu ver, incabíveis para este texto. A única que me interessa aqui discutir, pois já comentei outras e não voltarei a elas, é sobre a &#8220;certeza racional&#8221;. Foi proposital essa afirmação, para confrontar o atual irracionalismo. Mas, preste atenção, a certeza racional aqui é sobre a abertura histórica para a possibilidade de uma revolução. Não há aqui nenhum economicismo, não se afirmou a certeza de que ocorrerá, o dia e a hora, nem a forma disso. Apenas a certeza racional de que a história é aberta e de que enquanto houver contradições podem (não dissemos que vai) ocorrer novas lutas. Suas críticas são relevantes, mas elas parecem estar prontas e guardadas esperando para serem usadas, e nosso texto pareceu um bom alvo, mas não foi. Enfim, após quase concordar com o texto, isto lhe causou algum mal-estar que lhe impeliu a distorcer o que foi dito. Sigo pronunciando essa e outras palavras &#8220;proibidas&#8221; (por quem?): o comunismo (parece que a &#8220;razão&#8221; também foi cancelada). Embora o texto sequer a tenha mencionado, com todos os problemas que ela possa evocar, me parece um problema mais relevante de se enfrentar do que a &#8220;esperança num mundo melhor&#8221;. Todos temos as nossas esperanças, mas não é essa a matéria-prima da história, me parece.</p>
<p>Fraternidade retribuída.</p>
<p>*****</p>
<p>Apenas uma última observação. As palavras mais questionadas aqui foram &#8220;razão&#8221;, &#8220;revolucionários&#8221; e uma não dita, &#8220;comunismo&#8221;. Talvez seja sintomático do &#8220;atual estado das coisas&#8221;, parafraseando a celebre frase atribuía ao Salgueiro Maia, já que este é o assunto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Custódio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-940663</link>

		<dc:creator><![CDATA[Custódio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 17:34:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=152647#comment-940663</guid>

					<description><![CDATA[Caro, pode haver alguns mal-entendidos é certo. Num primeiro tempo mais empírico, e sensitivo estava quase de acordo com o texto. Mas, olhando um pouco para trás, há algumas ideias que são surpreendentes.
Sem entrar em demasiados pormenores, por exemplo: &quot;o que vemos é a total apatia dos trabalhadores&quot; - &quot;Uma total ausência de solidariedade e de consciência de classe&quot;.
Não falamos aqui da &quot;sombra do ímpeto contestatório do Processo Revolucionário em Curso&quot; ... só isso !?
Antes do 25 de Abril, houve lutas em Portugal, mas quem pensou (neste Portugal &quot;atrasado&quot;) por um momento numa coisa como o PREC ?
Como é que se deve interpretar tudo isto ?  
Só os &quot;revolucionários&quot; sem revolução é que são sérios, lúcidos e solidários ?
Reflexão : Nunca a vi tanto oportunismo nos meios dos militantes estes &quot;milites&quot;.
Não quero entrar em polémicas, porque as digressões seriam enormes.
O que me parece o mais estranho é esta série de lamentações seguidas desta mística &quot;praxis&quot; das lutas, que vem quase resolver a suposta &quot;apatia&quot; dos proletários, e suas ideias fascistas.
O capitalismo não é tão contradições que ambiguidade e complexidade estocástica.
O Economicismo dos &quot;revolucionários&quot; parece ser um velho e ultrapassado debate . Tanto como este dualismo entre idealismo e &quot;a certeza racional&quot; outro ponto cego.
O que é o comunismo camarada ? Já não se pode nem sequer pronunciar esta palavra... Esperança dum mundo melhor ? E porque não?

Com fraternidade.


&quot;Qual é coisa qual é ela
Que não sabes o que é
Mas andas sempre atrás dela
Dor a dor, pé ante pé
A jogar às escondidas&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, pode haver alguns mal-entendidos é certo. Num primeiro tempo mais empírico, e sensitivo estava quase de acordo com o texto. Mas, olhando um pouco para trás, há algumas ideias que são surpreendentes.<br />
Sem entrar em demasiados pormenores, por exemplo: &#8220;o que vemos é a total apatia dos trabalhadores&#8221; &#8211; &#8220;Uma total ausência de solidariedade e de consciência de classe&#8221;.<br />
Não falamos aqui da &#8220;sombra do ímpeto contestatório do Processo Revolucionário em Curso&#8221; &#8230; só isso !?<br />
Antes do 25 de Abril, houve lutas em Portugal, mas quem pensou (neste Portugal &#8220;atrasado&#8221;) por um momento numa coisa como o PREC ?<br />
Como é que se deve interpretar tudo isto ?<br />
Só os &#8220;revolucionários&#8221; sem revolução é que são sérios, lúcidos e solidários ?<br />
Reflexão : Nunca a vi tanto oportunismo nos meios dos militantes estes &#8220;milites&#8221;.<br />
Não quero entrar em polémicas, porque as digressões seriam enormes.<br />
O que me parece o mais estranho é esta série de lamentações seguidas desta mística &#8220;praxis&#8221; das lutas, que vem quase resolver a suposta &#8220;apatia&#8221; dos proletários, e suas ideias fascistas.<br />
O capitalismo não é tão contradições que ambiguidade e complexidade estocástica.<br />
O Economicismo dos &#8220;revolucionários&#8221; parece ser um velho e ultrapassado debate . Tanto como este dualismo entre idealismo e &#8220;a certeza racional&#8221; outro ponto cego.<br />
O que é o comunismo camarada ? Já não se pode nem sequer pronunciar esta palavra&#8230; Esperança dum mundo melhor ? E porque não?</p>
<p>Com fraternidade.</p>
<p>&#8220;Qual é coisa qual é ela<br />
Que não sabes o que é<br />
Mas andas sempre atrás dela<br />
Dor a dor, pé ante pé<br />
A jogar às escondidas&#8221;</p>
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		<title>
		Por: Um imigrante em Portugal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152647/#comment-940624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um imigrante em Portugal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 13:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Custódio, tendo a achar que, ao menos em parte, você não entendeu o texto. Assim como tendo a discordar de suas afirmações. Inicio pelas supostas incompreensões: em nenhum momento o texto afirma que os revolucionários têm mais consciência de classe ou são seres superiores e iluminados. O que se afirma é que aqueles que reivindicam essa posição tenham consciência das derrotas. Você já participou de uma greve sindical? Em caso afirmativo, saberá que grandes derrotas são sempre transformadas em pequenas &quot;vitórias do movimento paredista&quot;. É disto que se está a falar, não de outra coisa qualquer. Sobre consciência de classe, o que se disse foi sobre a ausência de solidariedade entre trabalhadores no cotidiano laboral, nada além disso. Em que eu discordo: se não há que se comemorar falsas vitórias, quem dirá comemorar verdadeiras derrotas. Sob a perspectiva do texto, não há qualquer ganho político na provocação &quot;o 25 de Abril está morto&quot;. O que a sua fala faz é renovar a posição criticada no texto, transformando a comemoração das falsas vitórias em comemoração das derrotas. Isto é trocar 6 por 1/2 dúzia. Há uma tendência hoje na extrema-esquerda a recusar completamente as lutas do passado, celebrando-se a suposta novidade total do presente. Se os que lutam não trazem consigo algum aprendizado retirado das lutas passadas, mesmo que derrotas, poucas chances têm de lidar com os desafios do presente. Infelizmente, o &quot;inovacionismo&quot; penetrou também a extrema-esquerda. Não teria o próprio Gramsci feito a apologia do &quot;americanismo&quot; (fordismo-taylorismo), que liberaria a mente dos operários para conspirar, enquanto mantinha seus corpos como apêndices das máquinas?! Então, viva à &quot;glovo-lização&quot;, abaixo a história!

Também desconheço o que seja uma &quot;opção não-ideológica&quot;. De qualquer forma, o que havia de autogestionário e/ou autonomista no 25 de Abril hoje, infelizmente, está morto. Ao menos naquilo que se reivindica como sendo a Revolução dos Cravos, aos 50 anos deste importante evento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Custódio, tendo a achar que, ao menos em parte, você não entendeu o texto. Assim como tendo a discordar de suas afirmações. Inicio pelas supostas incompreensões: em nenhum momento o texto afirma que os revolucionários têm mais consciência de classe ou são seres superiores e iluminados. O que se afirma é que aqueles que reivindicam essa posição tenham consciência das derrotas. Você já participou de uma greve sindical? Em caso afirmativo, saberá que grandes derrotas são sempre transformadas em pequenas &#8220;vitórias do movimento paredista&#8221;. É disto que se está a falar, não de outra coisa qualquer. Sobre consciência de classe, o que se disse foi sobre a ausência de solidariedade entre trabalhadores no cotidiano laboral, nada além disso. Em que eu discordo: se não há que se comemorar falsas vitórias, quem dirá comemorar verdadeiras derrotas. Sob a perspectiva do texto, não há qualquer ganho político na provocação &#8220;o 25 de Abril está morto&#8221;. O que a sua fala faz é renovar a posição criticada no texto, transformando a comemoração das falsas vitórias em comemoração das derrotas. Isto é trocar 6 por 1/2 dúzia. Há uma tendência hoje na extrema-esquerda a recusar completamente as lutas do passado, celebrando-se a suposta novidade total do presente. Se os que lutam não trazem consigo algum aprendizado retirado das lutas passadas, mesmo que derrotas, poucas chances têm de lidar com os desafios do presente. Infelizmente, o &#8220;inovacionismo&#8221; penetrou também a extrema-esquerda. Não teria o próprio Gramsci feito a apologia do &#8220;americanismo&#8221; (fordismo-taylorismo), que liberaria a mente dos operários para conspirar, enquanto mantinha seus corpos como apêndices das máquinas?! Então, viva à &#8220;glovo-lização&#8221;, abaixo a história!</p>
<p>Também desconheço o que seja uma &#8220;opção não-ideológica&#8221;. De qualquer forma, o que havia de autogestionário e/ou autonomista no 25 de Abril hoje, infelizmente, está morto. Ao menos naquilo que se reivindica como sendo a Revolução dos Cravos, aos 50 anos deste importante evento.</p>
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