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	Comentários sobre: Ressurreição do fascismo clássico na Europa	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-991706</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 13:19:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ALS OB ou MAIS ARTAUD E MENOS CESARINY
É mais ou menos assim: anedotas conjunturais (intromisturadas jornalisticamente em relatos supostamente confiáveis) transmudam-se em juramentado saber historiográfico que, metodicamente sofisticado, perambula nos labirintos do fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ALS OB ou MAIS ARTAUD E MENOS CESARINY<br />
É mais ou menos assim: anedotas conjunturais (intromisturadas jornalisticamente em relatos supostamente confiáveis) transmudam-se em juramentado saber historiográfico que, metodicamente sofisticado, perambula nos labirintos do fascismo.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-989131</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 21:32:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de longas negociações subsequentes às eleições de Setembro, e com o objectivo de manter a AfD fora do poder, o governo minoritário da Saxónia, formado hoje pela direita e pelo centro-esquerda, conta com o apoio parlamentar da extrema-esquerda e da Aliança Sahra Wagenknecht; na Turíngia e no Brandeburgo fora-se mais longe e na semana passada a Aliança Sahra Wagenknecht entrou em ambos os governos, ao lado da direita e do centro-esquerda na Turíngia e ao lado do centro-esquerda no Brandenburgo. E chega-se assim à curiosa situação em que um partido fascista radical presta o seu apoio aos partidos moderados tradicionais para se oporem a um partido de extrema-direita com uma franja fascista. Nada de inteiramente novo, porque já em Setembro de 1932, nos estertores da República de Weimar, os deputados do Partido Comunista haviam somado os seus votos aos dos deputados nacionais-socialistas para em conjunto derrubarem o governo conservador de von Papen. A única lição da História é que são raros os que aprendem as lições da História, e estes não têm nenhuma influência sobre os acontecimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de longas negociações subsequentes às eleições de Setembro, e com o objectivo de manter a AfD fora do poder, o governo minoritário da Saxónia, formado hoje pela direita e pelo centro-esquerda, conta com o apoio parlamentar da extrema-esquerda e da Aliança Sahra Wagenknecht; na Turíngia e no Brandeburgo fora-se mais longe e na semana passada a Aliança Sahra Wagenknecht entrou em ambos os governos, ao lado da direita e do centro-esquerda na Turíngia e ao lado do centro-esquerda no Brandenburgo. E chega-se assim à curiosa situação em que um partido fascista radical presta o seu apoio aos partidos moderados tradicionais para se oporem a um partido de extrema-direita com uma franja fascista. Nada de inteiramente novo, porque já em Setembro de 1932, nos estertores da República de Weimar, os deputados do Partido Comunista haviam somado os seus votos aos dos deputados nacionais-socialistas para em conjunto derrubarem o governo conservador de von Papen. A única lição da História é que são raros os que aprendem as lições da História, e estes não têm nenhuma influência sobre os acontecimentos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969633</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 18:27:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pedro,

Eu disse isso muitas vezes, em aulas sobretudo, porque andar na rua faz muita falta aos académicos e, aliás, essa indicação já consta de uma nota final que ocupa as últimas páginas do &lt;em&gt;Economia dos Conflitos Sociais&lt;/em&gt;. Mas lamento não lhe ser útil agora, porque deconheço qual seria o manual de economia que poderia recomendar. Haverá algum bom e recente, que abra os olhos para as enormes e rápidas modificações que estamos a viver? Não sei.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro,</p>
<p>Eu disse isso muitas vezes, em aulas sobretudo, porque andar na rua faz muita falta aos académicos e, aliás, essa indicação já consta de uma nota final que ocupa as últimas páginas do <em>Economia dos Conflitos Sociais</em>. Mas lamento não lhe ser útil agora, porque deconheço qual seria o manual de economia que poderia recomendar. Haverá algum bom e recente, que abra os olhos para as enormes e rápidas modificações que estamos a viver? Não sei.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giovanni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969606</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giovanni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 14:36:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por que maior vitória da direita radical em eleição na Alemanha desde o nazismo é histórica
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4y2n3357no]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que maior vitória da direita radical em eleição na Alemanha desde o nazismo é histórica<br />
<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4y2n3357no" rel="nofollow ugc">https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4y2n3357no</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: pedro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969603</link>

		<dc:creator><![CDATA[pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 14:10:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Abrindo um parênteses.

João, vi uma entrevista sua (em referência ao lançamento do Democracia Totalitária na Argentina) em que recomenda àqueles que desejam entender algo do mundo que tenham à mão um bom manual de economia, que leiam boas revistas e que andem nas ruas e conversem com as pessoas.

Não me ficou claro se o bom manual de economia era algo específico a Leontief ou Samuelson. É um deles que vc recomenda?

Agradeço a atenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abrindo um parênteses.</p>
<p>João, vi uma entrevista sua (em referência ao lançamento do Democracia Totalitária na Argentina) em que recomenda àqueles que desejam entender algo do mundo que tenham à mão um bom manual de economia, que leiam boas revistas e que andem nas ruas e conversem com as pessoas.</p>
<p>Não me ficou claro se o bom manual de economia era algo específico a Leontief ou Samuelson. É um deles que vc recomenda?</p>
<p>Agradeço a atenção.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969467</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 21:37:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Felipe e Paulo Henrique,

Quando vocês chamam &lt;em&gt;filho da puta&lt;/em&gt; a alguém, não vão averiguar previamente a profissão da mãe dele. O mesmo se passa com o termo &lt;em&gt;fascista&lt;/em&gt; usado como insulto. E assim se contribui diariamente para acumular a ignorância sobre um campo político com uma importância fundamental. Ora, se eu estiver certo quando defino o fascismo como o resultado, ou o processo, de cruzamento entre temas de extrema-esquerda (a revolta) e temas de extrema-direita (a ordem), então compreende-se que em ambos os extremos haja muita gente interessada em obscurecer o que é realmente o fascismo. A conversão da palavra em insulto não me parece inocente. 

Quanto aos movimentos que possam considerar-se como precursores do fascismo, eu evitei abordar o assunto no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt;, senão uma obra enorme ficaria desmesurada. Apesar disso, tratei do boulangismo e esbocei algumas outras contribuições, reunidas no Passa Palavra num ensaio intitulado &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/11/100876/&quot; rel=&quot;ugc&quot;&gt;Ainda não sabiam que eram fascistas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, que aliás foi publicado como e-book por uma editora portuguesa em 2022. Alguns dos movimentos mencionados por Felipe, nomeadamente os miguelistas e os carlistas, forneceram materiais ao que depois foi o fascismo, tanto na versão do Integralismo Lusitano como na guerra civil espanhola. Quanto ao nacionalismo budista na Birmânia, sem dúvida que ele alimentou a corrente fascista representada por Ba Maw, e remeto para o &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; (ed. Hedra), vol. VI, págs. 87-97. 

Finalmente, não considero que o bolsonarismo tivesse sido um fascismo. Poderia tê-lo sido no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, se o presidente tivesse articulado os seus apoios de rua, as acampadas, o MBL e outras iniciativas do mesmo tipo, juntamente com algumas milícias. Poderia assim compor um eixo radical, já que no eixo conservador dispunha do apoio activo das Igrejas evangélicas e da simpatia do exército. O que lhe faltou para que o fizesse? Não sei, talvez não conseguisse o respaldo suficiente dos altos comandos militares. Passada a oportunidade, o bolsonarismo, que não chegou a ser um fascismo, limitou-se a ser um governo disfuncional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felipe e Paulo Henrique,</p>
<p>Quando vocês chamam <em>filho da puta</em> a alguém, não vão averiguar previamente a profissão da mãe dele. O mesmo se passa com o termo <em>fascista</em> usado como insulto. E assim se contribui diariamente para acumular a ignorância sobre um campo político com uma importância fundamental. Ora, se eu estiver certo quando defino o fascismo como o resultado, ou o processo, de cruzamento entre temas de extrema-esquerda (a revolta) e temas de extrema-direita (a ordem), então compreende-se que em ambos os extremos haja muita gente interessada em obscurecer o que é realmente o fascismo. A conversão da palavra em insulto não me parece inocente. </p>
<p>Quanto aos movimentos que possam considerar-se como precursores do fascismo, eu evitei abordar o assunto no <em>Labirintos do Fascismo</em>, senão uma obra enorme ficaria desmesurada. Apesar disso, tratei do boulangismo e esbocei algumas outras contribuições, reunidas no Passa Palavra num ensaio intitulado <em><a href="https://passapalavra.info/2013/11/100876/" rel="ugc">Ainda não sabiam que eram fascistas</a></em>, que aliás foi publicado como e-book por uma editora portuguesa em 2022. Alguns dos movimentos mencionados por Felipe, nomeadamente os miguelistas e os carlistas, forneceram materiais ao que depois foi o fascismo, tanto na versão do Integralismo Lusitano como na guerra civil espanhola. Quanto ao nacionalismo budista na Birmânia, sem dúvida que ele alimentou a corrente fascista representada por Ba Maw, e remeto para o <em>Labirintos do Fascismo</em> (ed. Hedra), vol. VI, págs. 87-97. </p>
<p>Finalmente, não considero que o bolsonarismo tivesse sido um fascismo. Poderia tê-lo sido no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, se o presidente tivesse articulado os seus apoios de rua, as acampadas, o MBL e outras iniciativas do mesmo tipo, juntamente com algumas milícias. Poderia assim compor um eixo radical, já que no eixo conservador dispunha do apoio activo das Igrejas evangélicas e da simpatia do exército. O que lhe faltou para que o fizesse? Não sei, talvez não conseguisse o respaldo suficiente dos altos comandos militares. Passada a oportunidade, o bolsonarismo, que não chegou a ser um fascismo, limitou-se a ser um governo disfuncional.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969462</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 20:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pegando carona no que Felipe colocou. João, você considera Bolsonaro um fascista? Porque esta peixa colou tanto na esquerda que já nem é objeto de questionamento. Pablo Marçal também está sendo chamado de fascista. Tal como o Alckmin um dia já foi, bem como Aécio Neves e tantos outros. O termo parece estar muito desgastado. Você considera o Bolsonaro ou o que se convencionou chamar de bolsonarismo como fascista?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pegando carona no que Felipe colocou. João, você considera Bolsonaro um fascista? Porque esta peixa colou tanto na esquerda que já nem é objeto de questionamento. Pablo Marçal também está sendo chamado de fascista. Tal como o Alckmin um dia já foi, bem como Aécio Neves e tantos outros. O termo parece estar muito desgastado. Você considera o Bolsonaro ou o que se convencionou chamar de bolsonarismo como fascista?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969454</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 18:56:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, vc consideraria as diferentes formas de fundamentalismo religioso, como o sé-vacantismo, dominalismo, wahabismo, salafismo(várias correntes), o nacionalismo budista em Myanmar, etc, como exemplos de ext. direita não fascista? É possível considerar o conjunto de forças iliberais, reacionárias, anticapitalistas, eclésio-aristocráticas e insurrecionais na Europa nos séculos XVIII e XIX, como os jacobitas(Grã-Bretanha), legitimistas(França), miguelistas(Portugal) e carlistas(Espanha), como as primeiras formas de ext. direita ainda que seus objetivos diferissem radicalmente da ext. direita atual?

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Uma daquelas coisas que me intrigou bastante é a forte tendência das esquerdas no Brasil, nos EUA e na Europa reduzir tds as formas de ext. direita a fascismo. Esse fenômeno por vezes chega a certas raias a ponto de figuras liberais, conservadoras e keynesianas ser podadas tbm de fascistas. Aqui em Fortaleza, João, uma glra do PSOL, criticando com razão a repressão truculenta da Polícia Militar aos professores estaduais em 2011 autorizada pelo então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e futuro candidato e prefeito da capital Roberto Cláudio Bezerra, chamou Ciro Ferreira Gomes, mentor de Roberto Cláudio, de fascista durante um debate eleitoral, salvo engano, na TV Jangadeiro. Ao que Ciro, cujo humor tempestivo é mais que célebre, respondeu: “Fascista é quem tenta fechar o parlamento!” Em São Paulo, conforme observou o jornalista Rodrigo Ratier em 2018, o PT, pelo menos sua vocal ala juvenil, e o PSOL constantemente podaram Geraldo Alckmin e outros importantes cabeças do tucanato paulista de fascistas. Poucos anos mais tarde, esses dois partidos apoiariam a aliança entre Alckmin, agora ex-PSDB, e Lula contra Bolsonaro. Será que não houve um certo uso “gasto” e “saturado” do termo fascista? Ao menos me parece que o termo hj é mt mais usado como um perjúrio ou uma ofensa do que um conceito para entender um determinado fenômeno.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, vc consideraria as diferentes formas de fundamentalismo religioso, como o sé-vacantismo, dominalismo, wahabismo, salafismo(várias correntes), o nacionalismo budista em Myanmar, etc, como exemplos de ext. direita não fascista? É possível considerar o conjunto de forças iliberais, reacionárias, anticapitalistas, eclésio-aristocráticas e insurrecionais na Europa nos séculos XVIII e XIX, como os jacobitas(Grã-Bretanha), legitimistas(França), miguelistas(Portugal) e carlistas(Espanha), como as primeiras formas de ext. direita ainda que seus objetivos diferissem radicalmente da ext. direita atual?</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Uma daquelas coisas que me intrigou bastante é a forte tendência das esquerdas no Brasil, nos EUA e na Europa reduzir tds as formas de ext. direita a fascismo. Esse fenômeno por vezes chega a certas raias a ponto de figuras liberais, conservadoras e keynesianas ser podadas tbm de fascistas. Aqui em Fortaleza, João, uma glra do PSOL, criticando com razão a repressão truculenta da Polícia Militar aos professores estaduais em 2011 autorizada pelo então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e futuro candidato e prefeito da capital Roberto Cláudio Bezerra, chamou Ciro Ferreira Gomes, mentor de Roberto Cláudio, de fascista durante um debate eleitoral, salvo engano, na TV Jangadeiro. Ao que Ciro, cujo humor tempestivo é mais que célebre, respondeu: “Fascista é quem tenta fechar o parlamento!” Em São Paulo, conforme observou o jornalista Rodrigo Ratier em 2018, o PT, pelo menos sua vocal ala juvenil, e o PSOL constantemente podaram Geraldo Alckmin e outros importantes cabeças do tucanato paulista de fascistas. Poucos anos mais tarde, esses dois partidos apoiariam a aliança entre Alckmin, agora ex-PSDB, e Lula contra Bolsonaro. Será que não houve um certo uso “gasto” e “saturado” do termo fascista? Ao menos me parece que o termo hj é mt mais usado como um perjúrio ou uma ofensa do que um conceito para entender um determinado fenômeno.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969450</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 18:27:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Felipe,
Há uma forte tendência a confundir extrema-direita com fascismo. Na minha opinião, a AfD situa-se na ponta da extrema-direita, embora com uma franja fascista. Já o partido de Sahra Wagenknecht é claramente fascista, porque ali o social e o nacional convergem dinamicamente. Por isso eu sublinhei o carácter de processo dessa nova experiência política. 
Aliás, se a AfD vier a desenvolver-se plenamente num partido fascista, será um fascismo surgido na direita, enquanto o partido de Sahra Wagenknecht é um fascismo gerado na esquerda. O estudo desse contraste pode ser muito elucidativo. 

Dante Gabrieli,
Chamar fascista ao Chega, como é habitual entre os jornalistas, é mais um resultado da confusão entre extrema-direita e fascismo. O Chega é uma coisa informe e, se eu tivesse de o classificar, situá-lo-ia na extrema-direita provinciana. Na minha opinião, o único aspecto significativamente fascista do Chega é o facto de ele ter herdado a base eleitoral do Partido Comunista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felipe,<br />
Há uma forte tendência a confundir extrema-direita com fascismo. Na minha opinião, a AfD situa-se na ponta da extrema-direita, embora com uma franja fascista. Já o partido de Sahra Wagenknecht é claramente fascista, porque ali o social e o nacional convergem dinamicamente. Por isso eu sublinhei o carácter de processo dessa nova experiência política.<br />
Aliás, se a AfD vier a desenvolver-se plenamente num partido fascista, será um fascismo surgido na direita, enquanto o partido de Sahra Wagenknecht é um fascismo gerado na esquerda. O estudo desse contraste pode ser muito elucidativo. </p>
<p>Dante Gabrieli,<br />
Chamar fascista ao Chega, como é habitual entre os jornalistas, é mais um resultado da confusão entre extrema-direita e fascismo. O Chega é uma coisa informe e, se eu tivesse de o classificar, situá-lo-ia na extrema-direita provinciana. Na minha opinião, o único aspecto significativamente fascista do Chega é o facto de ele ter herdado a base eleitoral do Partido Comunista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dante Gabrieli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153018/#comment-969443</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dante Gabrieli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 17:38:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=153018#comment-969443</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Como estás a tratar de fascismos em formação e desenvolvimento, aproveito a ocasião para fazer-te uma pergunta: porque não fizeste alusão ao Chega em teu artigo?

Saudações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Como estás a tratar de fascismos em formação e desenvolvimento, aproveito a ocasião para fazer-te uma pergunta: porque não fizeste alusão ao Chega em teu artigo?</p>
<p>Saudações</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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