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	Comentários sobre: Os vinte anos da Revolta da Catraca em Florianópolis	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Camarada T		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153370/#comment-963539</link>

		<dc:creator><![CDATA[Camarada T]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 14:38:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O primeiro elemento que ficou fora do texto de suma importância é sem dúvida, que a campanha do passe livre, não surge com fim em si mesma, mas como forma de criar uma organização de juventude independente e combativa, sobretudo, da UnE e da Ubes, além das organizações que estavam sob a influência do PT, já que sem  independência não se podia levar a cabo qualquer tipo de luta. Isso é fundamental.

 Outro elemento que o texto não se importa, jogando tudo no saco sem fim do &quot;espontâneo&quot;,  pode ser ilustrado pelo fato de que a primeira revolta da catraca, ter acontecido depois que ao ser anunciado o aumento das passagens naquele ano de 2004, coisa de 30 militantes da campanha do Passe Livre, que dormiram no dia anterior ao aumento, na concha acústica da UFSC marcharam no dia seguinte para tomar o terminal central, onde um intenso diálogo com a população dentro dos ônibus, fez com que a população aderisse ao bloqueio, progressivamente, com a chegada dos núcleos do Passe Livre das escolas,  foi ganhando corpo a mobilização, e durante a semana se construiu junto com a população as condições para a uma revolta vitoriosa. Não teve nada de espontâneo nesta brincadeira.

 Isso não pode ser dito justamente, pq o fim do movimento do passe livre e das revoltas populares em Florianópolis, se deu justamente pelo abandono dos núcleos do passe livre como base de discussão política e de descentralização, por uma dita frente popular controlada pelo pcdob e pelo PT, através de seus elementos burocráticos. Este fato Futuramente viria a afetar, antes de mais a campanha do passe livre, todavia, Inicialmente houve uma grande ilusão dos dirigentes que defendiam a Frente, pois os estudantes ao longo de 3 anos até a primeira revolta, estavam muito politizados e qualquer anúncio de aumento das passagens, já sabiam o que deveria ser feito, por isso, e com a sociedade pronta para protestar, os ditos dirigentes se limitavam a convocar protestos, mas trabalhar na base que é bom, nada... o que se tornou uma longa lembrança dos anos anteriores a revolta, quando a campanha do passe livre  se dava ao trabalho de mobilizar os estudantes nas escolas e fomentavam a ideia de um movimento autônomo.

 Hoje como ontem, as passagens de ônibus continuam levando grande parte do salário dos trabalhadores e nem por isso a população vem espontaneamente para as ruas, a diferença é que houve um longo e dedicado trabalho de construção das revoltas, nada caiu do céu como o texto faz crer. Enquanto o movimento estudantil representar os interesses da burocracia partidária, só a paralisia geral o definirá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro elemento que ficou fora do texto de suma importância é sem dúvida, que a campanha do passe livre, não surge com fim em si mesma, mas como forma de criar uma organização de juventude independente e combativa, sobretudo, da UnE e da Ubes, além das organizações que estavam sob a influência do PT, já que sem  independência não se podia levar a cabo qualquer tipo de luta. Isso é fundamental.</p>
<p> Outro elemento que o texto não se importa, jogando tudo no saco sem fim do &#8220;espontâneo&#8221;,  pode ser ilustrado pelo fato de que a primeira revolta da catraca, ter acontecido depois que ao ser anunciado o aumento das passagens naquele ano de 2004, coisa de 30 militantes da campanha do Passe Livre, que dormiram no dia anterior ao aumento, na concha acústica da UFSC marcharam no dia seguinte para tomar o terminal central, onde um intenso diálogo com a população dentro dos ônibus, fez com que a população aderisse ao bloqueio, progressivamente, com a chegada dos núcleos do Passe Livre das escolas,  foi ganhando corpo a mobilização, e durante a semana se construiu junto com a população as condições para a uma revolta vitoriosa. Não teve nada de espontâneo nesta brincadeira.</p>
<p> Isso não pode ser dito justamente, pq o fim do movimento do passe livre e das revoltas populares em Florianópolis, se deu justamente pelo abandono dos núcleos do passe livre como base de discussão política e de descentralização, por uma dita frente popular controlada pelo pcdob e pelo PT, através de seus elementos burocráticos. Este fato Futuramente viria a afetar, antes de mais a campanha do passe livre, todavia, Inicialmente houve uma grande ilusão dos dirigentes que defendiam a Frente, pois os estudantes ao longo de 3 anos até a primeira revolta, estavam muito politizados e qualquer anúncio de aumento das passagens, já sabiam o que deveria ser feito, por isso, e com a sociedade pronta para protestar, os ditos dirigentes se limitavam a convocar protestos, mas trabalhar na base que é bom, nada&#8230; o que se tornou uma longa lembrança dos anos anteriores a revolta, quando a campanha do passe livre  se dava ao trabalho de mobilizar os estudantes nas escolas e fomentavam a ideia de um movimento autônomo.</p>
<p> Hoje como ontem, as passagens de ônibus continuam levando grande parte do salário dos trabalhadores e nem por isso a população vem espontaneamente para as ruas, a diferença é que houve um longo e dedicado trabalho de construção das revoltas, nada caiu do céu como o texto faz crer. Enquanto o movimento estudantil representar os interesses da burocracia partidária, só a paralisia geral o definirá.</p>
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		<title>
		Por: LL		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2024 22:11:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho importante relembrar os 20 anos da Revolta da Catraca, salta aos olhos que tão pouco seja sido discutido nessa efeméride. Os que acompanham o debate há mais tempo devem se lembrar que nos 5 anos da Revolta, esse site transmitiu ao vivo uma série de mesas de debates sobre o momento. Por que será que 15 anos depois tenha-se tão pouco a se dizer?
Aquela Revolta em Florianópolis, junto a ocorrida no ano anterior em Salvador, marcou toda uma geração de militantes, e serviu como experiência concreta de organização da luta. Não por acaso, a juventude que ingressava no mercado de trabalho procurou elaborar coletivamente um movimento social a partir dessas revoltas, cabe destacar que tinha uma maneira de se organizar bastante distinta dos grupamentos políticos já existentes. Não se tratava de uma cartilha organizativa, mas de um processo de tentativa e erro de criação de ferramentas de luta.
 O surgimento do MPL deu uma direção para lutas coletivas da década seguinte, evidentemente com mais destaque para as mobilizações por transporte, mas com influência nas lutas urbanas como um todo, questões como organização autônoma dos envolvidos passaram a ser incontornáveis nos debates de diferentes movimentos sociais. Evidentemente existiram uma série de limitações, mas é notável como a prática em diferentes cidades levou à aproximações com outras demandas da classe trabalhadora, seja em movimentos por saúde em São Paulo e em Florianópolis, em experiências com o MTD no DF, em movimentos de moradia em Salvador e São Paulo; em lutas dos trabalhadores do transporte em Joinville. Para não falar nas lutas entre estudantes secundaristas de todo o país. 
Os limites dessa atuação já analisei em outro texto, aqui neste mesmo site, mas parece-me claro que houve uma direção política de transformação. Se o autor, ou outros que agora resolveram voltar aos modelos organizativos com os quais a juventude trabalhadora rompia naquele período, não concordam com a forma que as lutas se deram, poderiam ao menos tentar avançar para além da repetição da mesma cantinela sobre organização repetidas há um século.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho importante relembrar os 20 anos da Revolta da Catraca, salta aos olhos que tão pouco seja sido discutido nessa efeméride. Os que acompanham o debate há mais tempo devem se lembrar que nos 5 anos da Revolta, esse site transmitiu ao vivo uma série de mesas de debates sobre o momento. Por que será que 15 anos depois tenha-se tão pouco a se dizer?<br />
Aquela Revolta em Florianópolis, junto a ocorrida no ano anterior em Salvador, marcou toda uma geração de militantes, e serviu como experiência concreta de organização da luta. Não por acaso, a juventude que ingressava no mercado de trabalho procurou elaborar coletivamente um movimento social a partir dessas revoltas, cabe destacar que tinha uma maneira de se organizar bastante distinta dos grupamentos políticos já existentes. Não se tratava de uma cartilha organizativa, mas de um processo de tentativa e erro de criação de ferramentas de luta.<br />
 O surgimento do MPL deu uma direção para lutas coletivas da década seguinte, evidentemente com mais destaque para as mobilizações por transporte, mas com influência nas lutas urbanas como um todo, questões como organização autônoma dos envolvidos passaram a ser incontornáveis nos debates de diferentes movimentos sociais. Evidentemente existiram uma série de limitações, mas é notável como a prática em diferentes cidades levou à aproximações com outras demandas da classe trabalhadora, seja em movimentos por saúde em São Paulo e em Florianópolis, em experiências com o MTD no DF, em movimentos de moradia em Salvador e São Paulo; em lutas dos trabalhadores do transporte em Joinville. Para não falar nas lutas entre estudantes secundaristas de todo o país.<br />
Os limites dessa atuação já analisei em outro texto, aqui neste mesmo site, mas parece-me claro que houve uma direção política de transformação. Se o autor, ou outros que agora resolveram voltar aos modelos organizativos com os quais a juventude trabalhadora rompia naquele período, não concordam com a forma que as lutas se deram, poderiam ao menos tentar avançar para além da repetição da mesma cantinela sobre organização repetidas há um século.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/06/153370/#comment-955704</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2024 20:32:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O autor que me desculpe, mas o penúltimo parágrafo é tão genérico que se poderia colocá-lo em qualquer texto que comente qualquer revolta popular que não tenha resultado numa revolução exitosa (ao menos inicialmente). Além disso, parece ter sido escrito por quem leu o livro do Leo Vinícius, mas ficou nisso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autor que me desculpe, mas o penúltimo parágrafo é tão genérico que se poderia colocá-lo em qualquer texto que comente qualquer revolta popular que não tenha resultado numa revolução exitosa (ao menos inicialmente). Além disso, parece ter sido escrito por quem leu o livro do Leo Vinícius, mas ficou nisso.</p>
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