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	<title>
	Comentários sobre: Há muitas noites dentro da noite	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/07/153479/#comment-961519</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 12:52:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom artigo. Grosso modo, em vez da dicotomia arte e revolução, deveríamos buscar compreender a ruptura entre elas. É possível arte e revolução caminharem juntas(Neruda que o diga). No caso de Gullar, seria interessante investigar o por que de uma vez nadando em águas revolucionárias, o poeta preferiu buscar as margens de tal rio e adentrar o terreno pantanoso do neoliberalismo. Mas não exijo do artigo tamanha investigação. Mas a questão continua em aberto, pois se &quot;o poeta é um fingidor&quot;, o fingimento só é tolerável no universo imaginativo/criativo do mundo das artes. E se nele é possível fingir, isso se dá porque por se tratar de uma negação das verdades do mundo concreto. Ao abraçar essas &quot; verdades&quot; o poeta ainda retém uma flor em suas mãos. Mas é uma flor murcha. Parabéns pelo texto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom artigo. Grosso modo, em vez da dicotomia arte e revolução, deveríamos buscar compreender a ruptura entre elas. É possível arte e revolução caminharem juntas(Neruda que o diga). No caso de Gullar, seria interessante investigar o por que de uma vez nadando em águas revolucionárias, o poeta preferiu buscar as margens de tal rio e adentrar o terreno pantanoso do neoliberalismo. Mas não exijo do artigo tamanha investigação. Mas a questão continua em aberto, pois se &#8220;o poeta é um fingidor&#8221;, o fingimento só é tolerável no universo imaginativo/criativo do mundo das artes. E se nele é possível fingir, isso se dá porque por se tratar de uma negação das verdades do mundo concreto. Ao abraçar essas &#8221; verdades&#8221; o poeta ainda retém uma flor em suas mãos. Mas é uma flor murcha. Parabéns pelo texto</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Jan Cenek		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/07/153479/#comment-959492</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jan Cenek]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2024 17:52:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço aos comentaristas. Essa interação é gratificante. 

Ulisses trouxe uma pixotada do Gullar. Foram muitas. Uma pior que a outra. Duque trouxe uma sacada do poeta. As duas contribuições somadas atestam que havia muitas noites dentro da noite. Ananta comentou a perspectiva de aprofundar a leitura, só por isso: missão cumprida, valeu. 

Minha ideia para o próximo mês é discutir mais diretamente a poesia do Ferreira Gullar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço aos comentaristas. Essa interação é gratificante. </p>
<p>Ulisses trouxe uma pixotada do Gullar. Foram muitas. Uma pior que a outra. Duque trouxe uma sacada do poeta. As duas contribuições somadas atestam que havia muitas noites dentro da noite. Ananta comentou a perspectiva de aprofundar a leitura, só por isso: missão cumprida, valeu. </p>
<p>Minha ideia para o próximo mês é discutir mais diretamente a poesia do Ferreira Gullar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Duque		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/07/153479/#comment-958316</link>

		<dc:creator><![CDATA[Duque]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 01:09:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo seu texto fui me lembrando de quando li o Poema Sujo, já há muito tempo. Mas agora vejo que o li em fragmentos, não o li na íntegra. Os versos que você transcreve, “o homem está na cidade/ como uma coisa está em outra/ e a cidade está no homem/ que está em outra cidade” ressoavam em minha cabeça toda vez que eu via ou lia o nome do poeta. Mas a sequência poética da reflexão é memorável:

O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade

mas variados são os modos
como uma coisa
está em outra coisa:
o homem, por exemplo, não está na cidade
como uma árvore está

em qualquer outra
nem como uma árvore
está em qualquer uma de suas folhas
(mesmo rolando longe dela)
O homem não está na cidade
como uma árvore está num livro
quando um vento ali a folheia

a cidade está no homem
mas não da mesma maneira
que um pássaro está numa árvore
não da mesma maneira que um pássaro
(a imagem dele)
está/va na água
e nem da mesma maneira
que o susto do pássaro
está no pássaro que eu escrevo

a cidade está no homem
quase como a árvore voa
no pássaro que a deixa

cada coisa está em outra
de sua própria maneira
e de maneira distinta
de como está em si mesma

Partilho da crítica do poeta ao concretismo e tal experiência não caberia no experimentalismo resistente da poética concretista, que despreza o discurso na medida em que ignora a comunicação. Não conhecia o documentário de Sílvio Tendler, vou procurar, tal como a canção de Milton Nascimento.

Cheguei a ler a coluna de Gullar na Folha de São Paulo e me lembro de alguns disparates do poeta, mas também, entre eles, observações interessantes como a de que o liberalismo era facilmente assimilado nas mentes brasileiras porque cada indivíduo era um potencial núcleo empreendedor de sua própria realização pessoal. O diagnóstico do colunista parece ter acertado até aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo seu texto fui me lembrando de quando li o Poema Sujo, já há muito tempo. Mas agora vejo que o li em fragmentos, não o li na íntegra. Os versos que você transcreve, “o homem está na cidade/ como uma coisa está em outra/ e a cidade está no homem/ que está em outra cidade” ressoavam em minha cabeça toda vez que eu via ou lia o nome do poeta. Mas a sequência poética da reflexão é memorável:</p>
<p>O homem está na cidade<br />
como uma coisa está em outra<br />
e a cidade está no homem<br />
que está em outra cidade</p>
<p>mas variados são os modos<br />
como uma coisa<br />
está em outra coisa:<br />
o homem, por exemplo, não está na cidade<br />
como uma árvore está</p>
<p>em qualquer outra<br />
nem como uma árvore<br />
está em qualquer uma de suas folhas<br />
(mesmo rolando longe dela)<br />
O homem não está na cidade<br />
como uma árvore está num livro<br />
quando um vento ali a folheia</p>
<p>a cidade está no homem<br />
mas não da mesma maneira<br />
que um pássaro está numa árvore<br />
não da mesma maneira que um pássaro<br />
(a imagem dele)<br />
está/va na água<br />
e nem da mesma maneira<br />
que o susto do pássaro<br />
está no pássaro que eu escrevo</p>
<p>a cidade está no homem<br />
quase como a árvore voa<br />
no pássaro que a deixa</p>
<p>cada coisa está em outra<br />
de sua própria maneira<br />
e de maneira distinta<br />
de como está em si mesma</p>
<p>Partilho da crítica do poeta ao concretismo e tal experiência não caberia no experimentalismo resistente da poética concretista, que despreza o discurso na medida em que ignora a comunicação. Não conhecia o documentário de Sílvio Tendler, vou procurar, tal como a canção de Milton Nascimento.</p>
<p>Cheguei a ler a coluna de Gullar na Folha de São Paulo e me lembro de alguns disparates do poeta, mas também, entre eles, observações interessantes como a de que o liberalismo era facilmente assimilado nas mentes brasileiras porque cada indivíduo era um potencial núcleo empreendedor de sua própria realização pessoal. O diagnóstico do colunista parece ter acertado até aqui.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/07/153479/#comment-958224</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 13:48:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gullar ou José Ribamar Ferreira, cujo trixará Sarney (94 anos) ainda vive, vendia mal sua imagem de hedonista: é melhor ser feliz do que ter razão, dizia.
    Foi piorando com o passar do tempo. Acontece com a maioria das pessoas que conseguem envelhecer...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gullar ou José Ribamar Ferreira, cujo trixará Sarney (94 anos) ainda vive, vendia mal sua imagem de hedonista: é melhor ser feliz do que ter razão, dizia.<br />
    Foi piorando com o passar do tempo. Acontece com a maioria das pessoas que conseguem envelhecer&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ananta Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/07/153479/#comment-958160</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ananta Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 05:35:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sempre bom acompanhar seus textos, parabéns pelo conteúdo. Eu conheci Gullar em 1998, mas não me aprofundei.
Depois dessas panorâmicas mostradas por você vou me debruçar sobre ele para enxergar o poeta com mais precisão.
Sempre interessante acender o pavio do interesse literário, obrigada por mais essa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre bom acompanhar seus textos, parabéns pelo conteúdo. Eu conheci Gullar em 1998, mas não me aprofundei.<br />
Depois dessas panorâmicas mostradas por você vou me debruçar sobre ele para enxergar o poeta com mais precisão.<br />
Sempre interessante acender o pavio do interesse literário, obrigada por mais essa.</p>
]]></content:encoded>
		
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