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	Comentários sobre: Ferreira Gullar: a poesia das coisas esquecidas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Adriano		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 05:41:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jan Cenek...a mim é difícil deparar com o tema da decomposição da matéria e seu destino inexorável sem me lembrar imediatamente da força poética e da vertigem da métrica do autoproclamado &quot;poeta raquítico&quot;, o paraibano Augusto dos Anjos, que li muito quando era moleque, muito mais que o poeta maranhense, e que me deixou marcas. Mas a morte, desfecho final do apodrecimento em Gullar e da decomposição da matéria em Dos Anjos, leva neste último ao espargimento do núcleo egoico do sujeito, identidade que em Gullar me parece estar sob experiência a partir da finitude do eu poético, seu desaparecimento, mas que conserva seu eixo de identidade. Em suma, se em Dos Anjos a desagregação absurda do eu precede o cadáver, em Gullar o cadáver se antepõe sem tempo para o desmantelamento do eu. Claro, comparo um tema central no poeta paraibano com o que em Gullar talvez seja tema tangente, mas há sensibilidade poética para o caso nos dois.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jan Cenek&#8230;a mim é difícil deparar com o tema da decomposição da matéria e seu destino inexorável sem me lembrar imediatamente da força poética e da vertigem da métrica do autoproclamado &#8220;poeta raquítico&#8221;, o paraibano Augusto dos Anjos, que li muito quando era moleque, muito mais que o poeta maranhense, e que me deixou marcas. Mas a morte, desfecho final do apodrecimento em Gullar e da decomposição da matéria em Dos Anjos, leva neste último ao espargimento do núcleo egoico do sujeito, identidade que em Gullar me parece estar sob experiência a partir da finitude do eu poético, seu desaparecimento, mas que conserva seu eixo de identidade. Em suma, se em Dos Anjos a desagregação absurda do eu precede o cadáver, em Gullar o cadáver se antepõe sem tempo para o desmantelamento do eu. Claro, comparo um tema central no poeta paraibano com o que em Gullar talvez seja tema tangente, mas há sensibilidade poética para o caso nos dois.</p>
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