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	Comentários sobre: Como a esquerda brasileira morre	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-1003326</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2025 10:46:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[espantosa a quantidade de fariobacas que derramam lágrimas de crocodilo sobre o cadáver insepulto da nauseabunda esquerda brasileira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>espantosa a quantidade de fariobacas que derramam lágrimas de crocodilo sobre o cadáver insepulto da nauseabunda esquerda brasileira</p>
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		<title>
		Por: Liv		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2025 01:13:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando integrantes do MES receberam denúncias a respeito de posturas autoritárias (abusivas e violentas) da direção do mtst com relação a própria base (do estudante universitário até a tia da cozinha coletiva da ocupação, quando mais explorado pior o tratamento) nada. Falaram nada.
Quando integrantes do MES receberam denúncias de filiação forçada base do mtst, outro nada. Falaram muitos outros nadas.
Quando integrantes do MES receberam denúncias relacionadas ao MCMV-E, ao auxílio aluguel e ao bolsa família, mecanismos de financiar a militância de forma fraudulenta, outro nada. 

Mas agora que o MES perde cargo na institucionalidade burguesa, agora eles falam algo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando integrantes do MES receberam denúncias a respeito de posturas autoritárias (abusivas e violentas) da direção do mtst com relação a própria base (do estudante universitário até a tia da cozinha coletiva da ocupação, quando mais explorado pior o tratamento) nada. Falaram nada.<br />
Quando integrantes do MES receberam denúncias de filiação forçada base do mtst, outro nada. Falaram muitos outros nadas.<br />
Quando integrantes do MES receberam denúncias relacionadas ao MCMV-E, ao auxílio aluguel e ao bolsa família, mecanismos de financiar a militância de forma fraudulenta, outro nada. </p>
<p>Mas agora que o MES perde cargo na institucionalidade burguesa, agora eles falam algo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-1003233</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2025 00:52:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Triste, 
no caso em questão o menor dos problemas é o &quot;ganha pão&quot; do Deccache, E aliás, quem entra na política e faz disso seu ganha pão tem que aceitar o ideal deve, ou deveria, estar acima desse ganha pão. A questão é que o Decchache como assessor da bancada federal do PSOL dava pareceres que contrariavam o adesismo governista de Boulos e de outros deputados carreiristas e pelegos do PSOL. Aí é uma questão política, se tornou incompatível com as ambições pessoais de Boulos e sua turma um assessor que de fato seja de esquerda.
Deccache está como assessor do gabinete da deputada Fernanda Melchionna desde então. Portanto, o ganha pão nunca foi uma questão, mas sim a maioria (pelega) do PSOL tratorando a minoria que se mantém na esquerda.
Aliás, nenhuma surpresa sobre o Boulos, Quem o conhecia antes de ele entrar no PSOL já sabia que ali a ambição e o autoritarismo eram mato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Triste,<br />
no caso em questão o menor dos problemas é o &#8220;ganha pão&#8221; do Deccache, E aliás, quem entra na política e faz disso seu ganha pão tem que aceitar o ideal deve, ou deveria, estar acima desse ganha pão. A questão é que o Decchache como assessor da bancada federal do PSOL dava pareceres que contrariavam o adesismo governista de Boulos e de outros deputados carreiristas e pelegos do PSOL. Aí é uma questão política, se tornou incompatível com as ambições pessoais de Boulos e sua turma um assessor que de fato seja de esquerda.<br />
Deccache está como assessor do gabinete da deputada Fernanda Melchionna desde então. Portanto, o ganha pão nunca foi uma questão, mas sim a maioria (pelega) do PSOL tratorando a minoria que se mantém na esquerda.<br />
Aliás, nenhuma surpresa sobre o Boulos, Quem o conhecia antes de ele entrar no PSOL já sabia que ali a ambição e o autoritarismo eram mato.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Triste		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-1003195</link>

		<dc:creator><![CDATA[Triste]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 19:13:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma das coisas mais baixas que podem existir é mexer no ganha pão de um camarada por divergências ideológicas.


Aparantemente, Boulos e direção do PSOL fizeram isso.


https://youtu.be/c2Zgdn9Kj44?si=xTE5ItCsxJjcS4p1]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais baixas que podem existir é mexer no ganha pão de um camarada por divergências ideológicas.</p>
<p>Aparantemente, Boulos e direção do PSOL fizeram isso.</p>
<p><a href="https://youtu.be/c2Zgdn9Kj44?si=xTE5ItCsxJjcS4p1" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/c2Zgdn9Kj44?si=xTE5ItCsxJjcS4p1</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-975961</link>

		<dc:creator><![CDATA[liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 19:11:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nossa, quanta honra ser comparada ao JB. Verdade que não entendi a comparação feita. Quase me fez lembrar dos comentários do glorioso Ulisses, que costumam existir no limite entre o mundo dos vivos e o abismo do ininteligível.
Por este motivo, Sim, te parabenizo. Teu comentário de efeito provocou um efeito estéril. Calado talvez tivesse feito até poesia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, quanta honra ser comparada ao JB. Verdade que não entendi a comparação feita. Quase me fez lembrar dos comentários do glorioso Ulisses, que costumam existir no limite entre o mundo dos vivos e o abismo do ininteligível.<br />
Por este motivo, Sim, te parabenizo. Teu comentário de efeito provocou um efeito estéril. Calado talvez tivesse feito até poesia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sim		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-975839</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 02:10:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enquanto João Bernardo delineia uma historiografia &#039;do Não&#039;, Liv reforça a historiografia do &#039;apenas assim&#039;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto João Bernardo delineia uma historiografia &#8216;do Não&#8217;, Liv reforça a historiografia do &#8216;apenas assim&#8217;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-975765</link>

		<dc:creator><![CDATA[liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 13:51:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada Charles A45,

De fato, sempre se corre o risco de em uma análise distante do tempo (nas tuas palavras, retroativa) superdimensionarmos o poder de comando dos líderes. Em minha defesa:

Primeiro, esses textos são comentários rápidos, não são artigos de folego, sendo assim nesse formato eu não teria espaço para elaborar melhor.
E segundo, há risco ao tentar evitar o caminho que você apontou: o risco de cair no buraco do livre arbítrio. Além dos rastros deixados pelos terrenos ocupados, eu segui também os rastros dos personagens dessa história. A cúpula do MTST é muito reduzida e sempre foi muito reduzida. Dá para contar nos dedos de uma mão (se formos generosos, de duas mãos, no máximo). Essas pessoas não brotaram do nada, não foram movidos por um ímpeto voluntarista e por sentimentos altruístas. São pessoas ligados a uma rede de outras pessoas e organizações políticas. Uma rede de conexões que possui um tal programa político e que precisa compreender o campo batalha para saber como adequar esse programa. Para se movimentar é necessário que se faça a todo tempo um cálculo de capital político e que se monte e desmonte instrumentos, armas de combate e/ou resistência. Como extrair o melhor resultado em um universo de possibilidades em que onde não existe mais o muro de Berlim e tudo o que ele representava. Esse é o jogo.

Um bom exemplo é o já citado mercado de crédito subprime: um modelo de negócios entre capital financeiro e fundiário voltado para um público de  elevado risco de inadimplência. Assim que o capital começa a perceber que as possibilidades de crescimento econômico extraído através desse modelo de negócios começaram a se esgotar no centro do capitalismo, naturalmente suas forças iniciam um processo de deslocamento para outros mercados, para mercados da periferia do mundo. Mas não bastaria que o grande capital começasse a adquirir terras nativas e quase virgens de um tipo intensivo de exploração econômica. Seria necessário primeiro que o mercado de terras do território estivesse aberto para o capital internacional. Assim como que a engenharia jurídica estivesse pronta para receber esse tipo de negócio.

Enfim, nesse sentido a minha tese nada inovadora é que os atores (que ocupam ou almejam ocupar posição de poder) e seus aparelhos se movimentam em rede e conforme o ritmo determinado pela exploração capitalista.

Antes de finalizar, retomando o que disse anteriormente quanto a rede de conexões de atores envolvidos nesse campo e aos rastro que segui, aponto para a profissionalização da política: um filho de alfaiate será um alfaiate. Apesar de isso soar anacrônico, quase medieval, para a política isso vem se mostrando ainda muito verdadeiro.

Outra reflexão que me veio agora quanto a crítica de uma análise retroativa e dos riscos de negligenciarmos o envolvimento de uns e outros: lembro que em uma das minhas primeiras aulas do curso de Ciências Sociais a professora apresentou um texto clássico em que Duverger tentava colocar em debate uma noção do que é Ciência Política: se seria uma ciência do poder ou uma ciência do Estado (para além de possíveis concepções intermediárias). De qualquer forma a ciência política giraria em torno da noção de poder. Nos comentários que fiz aqui eu precisei fazer uma escolha similar. Precisei escolher se olhava preferencialmente aos processos de disputa cotidiana ou se olhava para a corrente político-partidária chamada MTST. O objetivo era apresentar aos meus conhecidos, sem grandes pretensões, uma definição a respeito do que foi e do que é o MTST e uma definição do que foi e do que é o dirigente do MTST e candidato a prefeitura de São Paulo. Por esta razão, o caminho julguei mais certeiro, foi este que apresentei aqui também (com todos os riscos possível de reduzir demais a análise).

Quanto aos pedidos de um artigo a respeito das minhas memórias e pesquisas. Sinto que sempre que fujo do texto poético minha potência ao expressar a crítica diminui. Talvez eu tenha mais talento para as artes e até para servir de comentarista do que para articulista (até porque isso me soa tão acadêmico e sou tão anti-academicista, ou melhor, tão anti essa academia que nos resta morta...). Confesso até que prometi para o PP um artigo sobre um outro tema e hoje essa é uma dívida que fará aniversário em breve. Rascunhei, quase finalizei, mas no fim nunca enviei. Mas confesso também que o MTST, ou melhor, a questão da moradia e dos bancos, é um assunto que sempre me motiva a falar. Prometo tentar organizar o que já tenho produzido em algo que faça sentido e quem sabe que tenha também alguma utilidade para alguém mais.

[Camarada Charles, quando o artigo sair (se o PP o aprovar, claro), espero por teus comentários críticos, afinal sem crítica isso o papo nem graça tem.]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Charles A45,</p>
<p>De fato, sempre se corre o risco de em uma análise distante do tempo (nas tuas palavras, retroativa) superdimensionarmos o poder de comando dos líderes. Em minha defesa:</p>
<p>Primeiro, esses textos são comentários rápidos, não são artigos de folego, sendo assim nesse formato eu não teria espaço para elaborar melhor.<br />
E segundo, há risco ao tentar evitar o caminho que você apontou: o risco de cair no buraco do livre arbítrio. Além dos rastros deixados pelos terrenos ocupados, eu segui também os rastros dos personagens dessa história. A cúpula do MTST é muito reduzida e sempre foi muito reduzida. Dá para contar nos dedos de uma mão (se formos generosos, de duas mãos, no máximo). Essas pessoas não brotaram do nada, não foram movidos por um ímpeto voluntarista e por sentimentos altruístas. São pessoas ligados a uma rede de outras pessoas e organizações políticas. Uma rede de conexões que possui um tal programa político e que precisa compreender o campo batalha para saber como adequar esse programa. Para se movimentar é necessário que se faça a todo tempo um cálculo de capital político e que se monte e desmonte instrumentos, armas de combate e/ou resistência. Como extrair o melhor resultado em um universo de possibilidades em que onde não existe mais o muro de Berlim e tudo o que ele representava. Esse é o jogo.</p>
<p>Um bom exemplo é o já citado mercado de crédito subprime: um modelo de negócios entre capital financeiro e fundiário voltado para um público de  elevado risco de inadimplência. Assim que o capital começa a perceber que as possibilidades de crescimento econômico extraído através desse modelo de negócios começaram a se esgotar no centro do capitalismo, naturalmente suas forças iniciam um processo de deslocamento para outros mercados, para mercados da periferia do mundo. Mas não bastaria que o grande capital começasse a adquirir terras nativas e quase virgens de um tipo intensivo de exploração econômica. Seria necessário primeiro que o mercado de terras do território estivesse aberto para o capital internacional. Assim como que a engenharia jurídica estivesse pronta para receber esse tipo de negócio.</p>
<p>Enfim, nesse sentido a minha tese nada inovadora é que os atores (que ocupam ou almejam ocupar posição de poder) e seus aparelhos se movimentam em rede e conforme o ritmo determinado pela exploração capitalista.</p>
<p>Antes de finalizar, retomando o que disse anteriormente quanto a rede de conexões de atores envolvidos nesse campo e aos rastro que segui, aponto para a profissionalização da política: um filho de alfaiate será um alfaiate. Apesar de isso soar anacrônico, quase medieval, para a política isso vem se mostrando ainda muito verdadeiro.</p>
<p>Outra reflexão que me veio agora quanto a crítica de uma análise retroativa e dos riscos de negligenciarmos o envolvimento de uns e outros: lembro que em uma das minhas primeiras aulas do curso de Ciências Sociais a professora apresentou um texto clássico em que Duverger tentava colocar em debate uma noção do que é Ciência Política: se seria uma ciência do poder ou uma ciência do Estado (para além de possíveis concepções intermediárias). De qualquer forma a ciência política giraria em torno da noção de poder. Nos comentários que fiz aqui eu precisei fazer uma escolha similar. Precisei escolher se olhava preferencialmente aos processos de disputa cotidiana ou se olhava para a corrente político-partidária chamada MTST. O objetivo era apresentar aos meus conhecidos, sem grandes pretensões, uma definição a respeito do que foi e do que é o MTST e uma definição do que foi e do que é o dirigente do MTST e candidato a prefeitura de São Paulo. Por esta razão, o caminho julguei mais certeiro, foi este que apresentei aqui também (com todos os riscos possível de reduzir demais a análise).</p>
<p>Quanto aos pedidos de um artigo a respeito das minhas memórias e pesquisas. Sinto que sempre que fujo do texto poético minha potência ao expressar a crítica diminui. Talvez eu tenha mais talento para as artes e até para servir de comentarista do que para articulista (até porque isso me soa tão acadêmico e sou tão anti-academicista, ou melhor, tão anti essa academia que nos resta morta&#8230;). Confesso até que prometi para o PP um artigo sobre um outro tema e hoje essa é uma dívida que fará aniversário em breve. Rascunhei, quase finalizei, mas no fim nunca enviei. Mas confesso também que o MTST, ou melhor, a questão da moradia e dos bancos, é um assunto que sempre me motiva a falar. Prometo tentar organizar o que já tenho produzido em algo que faça sentido e quem sabe que tenha também alguma utilidade para alguém mais.</p>
<p>[Camarada Charles, quando o artigo sair (se o PP o aprovar, claro), espero por teus comentários críticos, afinal sem crítica isso o papo nem graça tem.]</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Charles A45		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-975734</link>

		<dc:creator><![CDATA[Charles A45]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 11:07:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Liv,

Quando li seu primeiro texto aqui no PP, do cupinzeiro, com uma crítica afiada sobre as &quot;ocupações artificiais&quot; do MTST (termo que eu mesmo também já usei muitas vezes antes para se referir aos acampamentos), fiquei muito entusiasmado de encontrar uma crítica pública de alguém que claramente conheceu esse espaço por dentro e num período recente. Compartilho completamente da sua leitura sobre o movimento hoje, e não me é segredo que até os terrenos que se &quot;ocupa&quot; (na verdade, encena-se um acampamento que não é feito para morar, e sim para cadastrar um contingente de trabalhadores que passará a trabalhar de graça, cacifando polticamente os donos do movimento etc etc) já estão previamente combinados com todos os agentes econômicos interessados.

Nunca militei no MTST e conheci o movimento num tempo em que era ainda muito fechado, pois os donos temiam qualquer mínima ameaça ao seu monopólio sobre a base. Portanto, não havia a figura atual do apoiador bem intencionado de classe média. Ainda assim, praticamente todos esses aspectos que mencionamos aqui já estavam operando. Pouco tempo depois, chegaria também uma baita grana do MCMV-E, o que dispensaria a grana curta dos sindicatos (e a dor de cabeça de se negociar com a Conlutas), selaria uma aproximação com o governo do PT e sustentaria a possibilidade de nacionalização do movimento, com quadros liberados etc.

Portanto, não escrevo com nostalgia de nada, nem com nenhuma mágoa a perdoar; simplesmente ressalto que a história não é linear, e que por essa redução retroativa corre-se o risco de superdimensionar o papel dos gestores na história, quase como em teorias da conspiração, perdendo-se de vista a noção elementar de que a história é a história da luta de classes.

O que se tem hoje é resultado das lutas, ou, pelo nosso ponto de vista, da derrota das lutas. Mas além da memória oral e de textos acadêmicos, o caminho tortuoso dessas disputas também deixou grandes bairros populares em Campinas, Guarulhos, Rio de Janeiro, além de cisões que trilharam vias diferentes do pontinho, cadastro e MCMV - cito de memória o Movimento de Resistência Popular, Rede de Comunidades do Extremo Sul, Movimento Luta Popular, Corações Valentes, mas com certeza houve outras.

Como os últimos comentadores, também aguardo sua pesquisa. Abração!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Liv,</p>
<p>Quando li seu primeiro texto aqui no PP, do cupinzeiro, com uma crítica afiada sobre as &#8220;ocupações artificiais&#8221; do MTST (termo que eu mesmo também já usei muitas vezes antes para se referir aos acampamentos), fiquei muito entusiasmado de encontrar uma crítica pública de alguém que claramente conheceu esse espaço por dentro e num período recente. Compartilho completamente da sua leitura sobre o movimento hoje, e não me é segredo que até os terrenos que se &#8220;ocupa&#8221; (na verdade, encena-se um acampamento que não é feito para morar, e sim para cadastrar um contingente de trabalhadores que passará a trabalhar de graça, cacifando polticamente os donos do movimento etc etc) já estão previamente combinados com todos os agentes econômicos interessados.</p>
<p>Nunca militei no MTST e conheci o movimento num tempo em que era ainda muito fechado, pois os donos temiam qualquer mínima ameaça ao seu monopólio sobre a base. Portanto, não havia a figura atual do apoiador bem intencionado de classe média. Ainda assim, praticamente todos esses aspectos que mencionamos aqui já estavam operando. Pouco tempo depois, chegaria também uma baita grana do MCMV-E, o que dispensaria a grana curta dos sindicatos (e a dor de cabeça de se negociar com a Conlutas), selaria uma aproximação com o governo do PT e sustentaria a possibilidade de nacionalização do movimento, com quadros liberados etc.</p>
<p>Portanto, não escrevo com nostalgia de nada, nem com nenhuma mágoa a perdoar; simplesmente ressalto que a história não é linear, e que por essa redução retroativa corre-se o risco de superdimensionar o papel dos gestores na história, quase como em teorias da conspiração, perdendo-se de vista a noção elementar de que a história é a história da luta de classes.</p>
<p>O que se tem hoje é resultado das lutas, ou, pelo nosso ponto de vista, da derrota das lutas. Mas além da memória oral e de textos acadêmicos, o caminho tortuoso dessas disputas também deixou grandes bairros populares em Campinas, Guarulhos, Rio de Janeiro, além de cisões que trilharam vias diferentes do pontinho, cadastro e MCMV &#8211; cito de memória o Movimento de Resistência Popular, Rede de Comunidades do Extremo Sul, Movimento Luta Popular, Corações Valentes, mas com certeza houve outras.</p>
<p>Como os últimos comentadores, também aguardo sua pesquisa. Abração!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-975406</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2024 20:11:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=154600#comment-975406</guid>

					<description><![CDATA[Liv, sua memória seria importante para o movimento. Divulgue para podermos refletir a respeito. Saudações fraternais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liv, sua memória seria importante para o movimento. Divulgue para podermos refletir a respeito. Saudações fraternais!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/08/154600/#comment-975399</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2024 19:18:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=154600#comment-975399</guid>

					<description><![CDATA[Liv está convocada a escrever um artigo (ou uma série de artigos) sobre a sua experiência e caracterização do MTST!!

Por sua vez, Charles A45 está convocado a fazer comentários para fomentar o interessantíssimo debate!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liv está convocada a escrever um artigo (ou uma série de artigos) sobre a sua experiência e caracterização do MTST!!</p>
<p>Por sua vez, Charles A45 está convocado a fazer comentários para fomentar o interessantíssimo debate!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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