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	<title>
	Comentários sobre: Sobre a classe trabalhadora. 1	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154646/#comment-973125</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 20:44:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Douglas,

Agradeço-lhe as suas palavras, mas, quanto ao que me pergunta, infelizmente não posso ser-lhe útil. Eu nunca parto do teórico para o concreto, quero dizer, não adopto um modelo de análise para depois verificar se ele se adequa ou não à realidade. A forma como trato as técnicas e a tecnologia resulta de longos estudos empíricos sobre as técnicas no regime senhorial e as transformações que sofreram na passagem para o capitalismo industrial. Esforço-me por que os modelos teóricos sejam, tanto quanto possível, reflexões sobre análises empíricas prévias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Douglas,</p>
<p>Agradeço-lhe as suas palavras, mas, quanto ao que me pergunta, infelizmente não posso ser-lhe útil. Eu nunca parto do teórico para o concreto, quero dizer, não adopto um modelo de análise para depois verificar se ele se adequa ou não à realidade. A forma como trato as técnicas e a tecnologia resulta de longos estudos empíricos sobre as técnicas no regime senhorial e as transformações que sofreram na passagem para o capitalismo industrial. Esforço-me por que os modelos teóricos sejam, tanto quanto possível, reflexões sobre análises empíricas prévias.</p>
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		<title>
		Por: Douglas F.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154646/#comment-973076</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas F.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 14:09:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado João Bernardo,

Primeiro, gostaria de dizer que sua obra tem provocado um impacto enorme na minha forma de pensar; sempre aguardo ansiosamente seus novos textos, e é sempre bom lê-los.

Sobre a forma como você trata as técnicas e a tecnologia, de que autores você tira inspiração para tais concepções? Poderia recomendar algumas leituras que confluam com o tratamento que você dá ao tema?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado João Bernardo,</p>
<p>Primeiro, gostaria de dizer que sua obra tem provocado um impacto enorme na minha forma de pensar; sempre aguardo ansiosamente seus novos textos, e é sempre bom lê-los.</p>
<p>Sobre a forma como você trata as técnicas e a tecnologia, de que autores você tira inspiração para tais concepções? Poderia recomendar algumas leituras que confluam com o tratamento que você dá ao tema?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154646/#comment-970598</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 17:07:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[-&#062; &quot;Esta é mais uma razão que situa o problema do tempo no cerne do modo de produção capitalista.&quot;

Abaixo, mensagem na tela estilhaçada de um telefone celular abandonado ao chão no Largo do Pedregulho, na proximidade da histórica sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro:

《 Por quanto tempo  piou o quase indistinguível passarinho? Talvez uma eternidade...
Quanto tempo levou até conseguir vê-lo? Não mais lhe importa...
Por quanto tempo a névoa se imiscuiu na realidade, tornando-a um sonho? Já não se lembra...
Quanto tempo lhe resta? Não mais que o fortuito tempo do pio de um pássaro.
O que é o tempo, senão a perturbadora medida da intensidade como experimentamos a Vida?》

O Modo de Produção não se limita ao âmbito econômico, sendo  seu produto, em última instância, aquilo por nós denominado como Realidade.

Seja Kronos ou Kairós, também nossa relação com o Tempo é determinada pelo Modo de Produção. 

Antes escravos do relógio, hoje sobrevivemos como  hospedeiros dos aparelhos celulares. Através destes parasitas, todo o nosso tempo de vida é apropriado como tempo de trabalho.

Já não pode restar nenhum tempo livre, nenhum ócio. Lazer, emoções e mesmo as experiências de vida e memórias são apropriados como mercadorias a serviço da reprodução ampliada do Capital.

Nunca antes no Capitalismo a classe trabalhadora foi tão grande, tão presente, tão viva, tão oprimida, tão explorada.

Mais um exemplo do &quot;tempo no cerne do modo de produção capitalista.&quot; Portanto: do Tempo como a questão política fundamental.

Bastaria atirar nossos celulares ao chão para um mundo ganharmos? Ainda há tempo para fazê-lo? 

Ou seria mais um caso no qual a remoção do parasita mata também o hospedeiro?

Seja como for, a luta anti-capitalista só pode se dar através de outras relações sociais, fundadas na solidariedade comunitária e embriões de um outro mundo e de um outro modo de vida. Assim sendo: de um outro modo de produção. 

Já também trazendo em si a possibilidade de uma outra noção do Tempo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-&gt; &#8220;Esta é mais uma razão que situa o problema do tempo no cerne do modo de produção capitalista.&#8221;</p>
<p>Abaixo, mensagem na tela estilhaçada de um telefone celular abandonado ao chão no Largo do Pedregulho, na proximidade da histórica sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro:</p>
<p>《 Por quanto tempo  piou o quase indistinguível passarinho? Talvez uma eternidade&#8230;<br />
Quanto tempo levou até conseguir vê-lo? Não mais lhe importa&#8230;<br />
Por quanto tempo a névoa se imiscuiu na realidade, tornando-a um sonho? Já não se lembra&#8230;<br />
Quanto tempo lhe resta? Não mais que o fortuito tempo do pio de um pássaro.<br />
O que é o tempo, senão a perturbadora medida da intensidade como experimentamos a Vida?》</p>
<p>O Modo de Produção não se limita ao âmbito econômico, sendo  seu produto, em última instância, aquilo por nós denominado como Realidade.</p>
<p>Seja Kronos ou Kairós, também nossa relação com o Tempo é determinada pelo Modo de Produção. </p>
<p>Antes escravos do relógio, hoje sobrevivemos como  hospedeiros dos aparelhos celulares. Através destes parasitas, todo o nosso tempo de vida é apropriado como tempo de trabalho.</p>
<p>Já não pode restar nenhum tempo livre, nenhum ócio. Lazer, emoções e mesmo as experiências de vida e memórias são apropriados como mercadorias a serviço da reprodução ampliada do Capital.</p>
<p>Nunca antes no Capitalismo a classe trabalhadora foi tão grande, tão presente, tão viva, tão oprimida, tão explorada.</p>
<p>Mais um exemplo do &#8220;tempo no cerne do modo de produção capitalista.&#8221; Portanto: do Tempo como a questão política fundamental.</p>
<p>Bastaria atirar nossos celulares ao chão para um mundo ganharmos? Ainda há tempo para fazê-lo? </p>
<p>Ou seria mais um caso no qual a remoção do parasita mata também o hospedeiro?</p>
<p>Seja como for, a luta anti-capitalista só pode se dar através de outras relações sociais, fundadas na solidariedade comunitária e embriões de um outro mundo e de um outro modo de vida. Assim sendo: de um outro modo de produção. </p>
<p>Já também trazendo em si a possibilidade de uma outra noção do Tempo.</p>
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