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	Comentários sobre: História da oposição bancária (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154769/#comment-970974</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 22:34:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As séries em publicação &quot;Sobre a classe trabalhadora&quot; e &quot;História da oposição bancária&quot; se referenciam, mesmo indiretamente.
Exemplo disto são os comentários de Liv.
O imprescindível trabalho de elaboração teórica levado a cabo na série &quot;Sobre a classe trabalhadora&quot;, encontra na &quot;História da oposição bancária&quot; uma interessante contrapartida de casos concretos.
Dito de outro modo: como a história das lutas da categoria bancária (principalmente ao se considerar o dinamismo do setor financeiro, inclusive por sua articulação entre mais-valia absoluta e relativa) nos esclarece sobre o conjunto da classe trabalhadora? 
Espero ter-me feito entender.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As séries em publicação &#8220;Sobre a classe trabalhadora&#8221; e &#8220;História da oposição bancária&#8221; se referenciam, mesmo indiretamente.<br />
Exemplo disto são os comentários de Liv.<br />
O imprescindível trabalho de elaboração teórica levado a cabo na série &#8220;Sobre a classe trabalhadora&#8221;, encontra na &#8220;História da oposição bancária&#8221; uma interessante contrapartida de casos concretos.<br />
Dito de outro modo: como a história das lutas da categoria bancária (principalmente ao se considerar o dinamismo do setor financeiro, inclusive por sua articulação entre mais-valia absoluta e relativa) nos esclarece sobre o conjunto da classe trabalhadora?<br />
Espero ter-me feito entender.</p>
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		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154769/#comment-970972</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 21:26:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para além de bancários fura-greve que precisaram virar terceirizados travestidos de empresários para se darem conta da posição que ocupam no mundo do trabalho e da importância da organização da categoria, há outras três reflexões que o texto me despertou: 

A primeira ainda sobre os terceirizados e de modo mais amplo (desviando um pouco do assunto central do artigo), cito fala de Marçal na sabatina de hoje da revista Isto é: &quot;Empresário é povo! Empresário é alguém que tem um CPF e que decidiu abrir um CNPJ para gerar emprego e renda.&quot; Empresário é parte integrante da classe trabalhadora. Safatle diz corretamente que nos falta vocabulário. E que, talvez, não se trate de inventar novas palavras, mas sim de revisitar palavras antigas que perderam significado, que perderam peso na luta política (Evelina Dagnino, nem eu acredito que estou usando essa referência rs, não diz sobre os deslocamentos semânticos, cujo efeito ela chama de &quot;confluência perversa&quot;, promovidos pelos ideólogos do neoliberalismo que deram outro significado, outro peso, para palavras como democracia, participação e cidadania?). Bem, Marçal (o único candidato que fala em &quot;sonhos&quot; e em &quot;propostas revolucionárias&quot; e que por isso tem uma aparência tão cativante para o povo) está certo: empresários é povo. Hoje, em tempos de precarização, empresário é povo. E sindicato é o que? 

A segunda é sobre as categorias defendidas por sindicatos. Sempre penso que são os setores mais privilegiados da classe trabalhadora justamente porque ainda conseguem se identificar enquanto classe. Ainda possuem algo em comum, uma ideia universal capaz de produzir uma unidade. Mas privilegiados não só por isso, privilegiados pois não estão entre os mais explorados. São setores médios da sociedade. Não lutam pela classe dos explorados, lutam por um recorte populacional muito reduzido. Por este motivo, por mais louvável que sejam as grandes mobilização da APEOESP por exemplo, sempre fico ligeiramente incomodada. Quem defende, por exemplo, a faxineira da empresa terceirizada que atua no setor da educação? Sou muito grata aos xerox liberados e aos demais pixulés destinados para a luta em outras áreas (às vezes é tanto dinheiro que eles ficam desesperados para distribuir de alguma forma, principalmente em datas próximas aos períodos de prestação de contas) concedidos pela APEOESP, pelos Bancários, pelo SINTRAJUD, e tantos outros, MAS... 

A terceira é que mesmo esse algo em comum nunca foi é suficiente para uma completa adesão da categoria representada. Hoje é menos ainda. As lideranças sindicais atuam por formalidade, como muito bem diz o autor ao se referir às campanhas salariais, ou nem sequer atuam. E assim é por toda parte, dos bancários aos &quot;sindicatos&quot; dos procuradores federais (neste último caso, pasmem, a classe é mais mobilizada do que as associações), os sindicalistas profissionais são recebidos com descrédito. Ao menos essa é a minha impressão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para além de bancários fura-greve que precisaram virar terceirizados travestidos de empresários para se darem conta da posição que ocupam no mundo do trabalho e da importância da organização da categoria, há outras três reflexões que o texto me despertou: </p>
<p>A primeira ainda sobre os terceirizados e de modo mais amplo (desviando um pouco do assunto central do artigo), cito fala de Marçal na sabatina de hoje da revista Isto é: &#8220;Empresário é povo! Empresário é alguém que tem um CPF e que decidiu abrir um CNPJ para gerar emprego e renda.&#8221; Empresário é parte integrante da classe trabalhadora. Safatle diz corretamente que nos falta vocabulário. E que, talvez, não se trate de inventar novas palavras, mas sim de revisitar palavras antigas que perderam significado, que perderam peso na luta política (Evelina Dagnino, nem eu acredito que estou usando essa referência rs, não diz sobre os deslocamentos semânticos, cujo efeito ela chama de &#8220;confluência perversa&#8221;, promovidos pelos ideólogos do neoliberalismo que deram outro significado, outro peso, para palavras como democracia, participação e cidadania?). Bem, Marçal (o único candidato que fala em &#8220;sonhos&#8221; e em &#8220;propostas revolucionárias&#8221; e que por isso tem uma aparência tão cativante para o povo) está certo: empresários é povo. Hoje, em tempos de precarização, empresário é povo. E sindicato é o que? </p>
<p>A segunda é sobre as categorias defendidas por sindicatos. Sempre penso que são os setores mais privilegiados da classe trabalhadora justamente porque ainda conseguem se identificar enquanto classe. Ainda possuem algo em comum, uma ideia universal capaz de produzir uma unidade. Mas privilegiados não só por isso, privilegiados pois não estão entre os mais explorados. São setores médios da sociedade. Não lutam pela classe dos explorados, lutam por um recorte populacional muito reduzido. Por este motivo, por mais louvável que sejam as grandes mobilização da APEOESP por exemplo, sempre fico ligeiramente incomodada. Quem defende, por exemplo, a faxineira da empresa terceirizada que atua no setor da educação? Sou muito grata aos xerox liberados e aos demais pixulés destinados para a luta em outras áreas (às vezes é tanto dinheiro que eles ficam desesperados para distribuir de alguma forma, principalmente em datas próximas aos períodos de prestação de contas) concedidos pela APEOESP, pelos Bancários, pelo SINTRAJUD, e tantos outros, MAS&#8230; </p>
<p>A terceira é que mesmo esse algo em comum nunca foi é suficiente para uma completa adesão da categoria representada. Hoje é menos ainda. As lideranças sindicais atuam por formalidade, como muito bem diz o autor ao se referir às campanhas salariais, ou nem sequer atuam. E assim é por toda parte, dos bancários aos &#8220;sindicatos&#8221; dos procuradores federais (neste último caso, pasmem, a classe é mais mobilizada do que as associações), os sindicalistas profissionais são recebidos com descrédito. Ao menos essa é a minha impressão.</p>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154769/#comment-970950</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 18:36:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Memória das Lutas: a greve de bancários de 1979 no Rio de Janeiro

☆ No ano de 1979 houve uma explosão de greves. Até coveiro fez greve... Mais do que a política de &quot;frente ampla&quot;, foi este poderoso movimento de massas o principal fator na luta contra a ditadura empresarial-militar. 

☆ No marco dos 40 anos da histórica greve de 1979, o Sindicato de Bancários do Rio (SEEB-RJ) realizou evento em 16/08/2019, com exibição de um filme Super-8 realizado na época e presença de lideranças sindicais que participaram daquele movimento. 

Vídeo da greve de1979:
https://www.youtube.com/watch?v=pjCr79PoS1I

Ato pelos 40 anos:
https://m.youtube.com/watch?v=1QQhk6l0HsE]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Memória das Lutas: a greve de bancários de 1979 no Rio de Janeiro</p>
<p>☆ No ano de 1979 houve uma explosão de greves. Até coveiro fez greve&#8230; Mais do que a política de &#8220;frente ampla&#8221;, foi este poderoso movimento de massas o principal fator na luta contra a ditadura empresarial-militar. </p>
<p>☆ No marco dos 40 anos da histórica greve de 1979, o Sindicato de Bancários do Rio (SEEB-RJ) realizou evento em 16/08/2019, com exibição de um filme Super-8 realizado na época e presença de lideranças sindicais que participaram daquele movimento. </p>
<p>Vídeo da greve de1979:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=pjCr79PoS1I" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=pjCr79PoS1I</a></p>
<p>Ato pelos 40 anos:<br />
<a href="https://m.youtube.com/watch?v=1QQhk6l0HsE" rel="nofollow ugc">https://m.youtube.com/watch?v=1QQhk6l0HsE</a></p>
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		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/09/154769/#comment-970920</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 15:09:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estou achando esta serie bastante promissora. Tanto por um interesse intelectual, quanto por um interesse pessoal. Minha mãe foi funcionária do BNH e permaneceu no setor de financiamento imobiliário mesmo depois que o BNH passou a ser CEF. Ela saiu da CEF para trabalhar com assessoria em financiamentos imobiliários antes de existir a figura do Correspondente Bancário. Na região em que morávamos ela foi o primeiro CCA a implementar o sistema automatizado. Eu mesma cheguei a trabalhar nessa empresa (como dizem, filha do chefe... em minha defesa: eu trabalhava mais 10h por dia, dava plantão aos finais de semana, ganhava menos do que o funcionário da limpeza e pedi demissão assim que me formei na faculdade). Vivemos o boom o MCMV e sua decadência. Todo ganho financeiro dessa época se provou ilusório e passageiro. Além disso as demandas dos gestores da CEF em relação aos CCAs eram pesadas. Os gestores, além de constrangerem os CCAs a participar da venda dos produtos da CEF, impunham também uma série de regras de infraestrutura e participação em campanhas de produtos (por exemplo, disponibilizar funcionários para mutirões). O CCA que não se submetesse a esses constrangimentos acabava caindo na estima dos gerentes, o que gerava dificuldades na dinâmica de trabalho da empresa terceirizada e até mesmo no andamento dos processos de financiamentos bancários de seus clientes. O curioso do meu caso pessoal é que minha mãe sempre se julgou superior ao bancário que atendia nos guichês. Não existia os setores primes, mas ela já se considerava uma classe de bancários prime, assim como os gerentes das agências se consideravam (e geralmente só chegavam aos cargos de gerentes aqueles que não se envolviam com o sindicato, e os que chegavam aos cargos de gerente tendo no passado se envolvido com greves, passavam imediatamente a desconhecer em si mesmo os motivos que os levaram a luta por direitos trabalhistas). Bem, depois de sair da CEF, passar um tempo como uma espécie de CCA clandestino e em seguida, quando a figura passou a existir, como CCA hiper explorado, minha mãe (que remunerava muito mal seus funcionários e só os mantinha pois é uma pessoa muito habilidosa em manipular emocionalmente as pessoas) passou a defender a criação de algo semelhante a um sindicato de CCAs. Logicamente, não foi bem-sucedida pois a ideia do empreendedorismo já estava bastante espraiada. Os CCAs nunca se enxergaram como bancários, como parte dos setores explorados, afinal, são empresários! 
Enfim, agradeço ao esforço do autor. Estou ansiosa para ler as demais partes do artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou achando esta serie bastante promissora. Tanto por um interesse intelectual, quanto por um interesse pessoal. Minha mãe foi funcionária do BNH e permaneceu no setor de financiamento imobiliário mesmo depois que o BNH passou a ser CEF. Ela saiu da CEF para trabalhar com assessoria em financiamentos imobiliários antes de existir a figura do Correspondente Bancário. Na região em que morávamos ela foi o primeiro CCA a implementar o sistema automatizado. Eu mesma cheguei a trabalhar nessa empresa (como dizem, filha do chefe&#8230; em minha defesa: eu trabalhava mais 10h por dia, dava plantão aos finais de semana, ganhava menos do que o funcionário da limpeza e pedi demissão assim que me formei na faculdade). Vivemos o boom o MCMV e sua decadência. Todo ganho financeiro dessa época se provou ilusório e passageiro. Além disso as demandas dos gestores da CEF em relação aos CCAs eram pesadas. Os gestores, além de constrangerem os CCAs a participar da venda dos produtos da CEF, impunham também uma série de regras de infraestrutura e participação em campanhas de produtos (por exemplo, disponibilizar funcionários para mutirões). O CCA que não se submetesse a esses constrangimentos acabava caindo na estima dos gerentes, o que gerava dificuldades na dinâmica de trabalho da empresa terceirizada e até mesmo no andamento dos processos de financiamentos bancários de seus clientes. O curioso do meu caso pessoal é que minha mãe sempre se julgou superior ao bancário que atendia nos guichês. Não existia os setores primes, mas ela já se considerava uma classe de bancários prime, assim como os gerentes das agências se consideravam (e geralmente só chegavam aos cargos de gerentes aqueles que não se envolviam com o sindicato, e os que chegavam aos cargos de gerente tendo no passado se envolvido com greves, passavam imediatamente a desconhecer em si mesmo os motivos que os levaram a luta por direitos trabalhistas). Bem, depois de sair da CEF, passar um tempo como uma espécie de CCA clandestino e em seguida, quando a figura passou a existir, como CCA hiper explorado, minha mãe (que remunerava muito mal seus funcionários e só os mantinha pois é uma pessoa muito habilidosa em manipular emocionalmente as pessoas) passou a defender a criação de algo semelhante a um sindicato de CCAs. Logicamente, não foi bem-sucedida pois a ideia do empreendedorismo já estava bastante espraiada. Os CCAs nunca se enxergaram como bancários, como parte dos setores explorados, afinal, são empresários!<br />
Enfim, agradeço ao esforço do autor. Estou ansiosa para ler as demais partes do artigo.</p>
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