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	Comentários sobre: Mas tem o Machado de Assis	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 23:45:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[idoneistamente provocado, 
que diria um outro Quincas
de cognome Berro D&#039;água?]]></description>
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que diria um outro Quincas<br />
de cognome Berro D&#8217;água?</p>
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		<title>
		Por: Quincas		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Quincas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 19:26:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Machado de Assis lembrado em aulas de microeconomia é uma digressão do professor que parece tentar lembrar que coisas como &quot;consumidor&quot;, &quot;mercado&quot; e &quot;demanda&quot; expressam o exoterismo da miséria à qual o Bruxo do Cosme Velho alude nas últimas palavras de seu Brás Cubas no balanço póstumo da vida: &quot;A verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto&quot;. 

Concordo que o Brasil não é e provavelmente não será um país sério, Jan. Mas nesse caso acho que destaco aquela dimensão da obra em que o pessimismo de Machado extrapola nossas fronteiras geográficas – seu romance mesmo situado na tradição do romance europeu – por uma sensibilidade universal, ainda que contrastante com uma riqueza de detalhes quase apenas possível a partir de um contexto muito particular.

Pena da galhofa e tinta da melancolia, desde o malogro do Emplasto Brás Cubas, fármaco concebido pelo personagem para lhe dar a glória, &quot;o primeiro lugar entre os homens&quot;, e acabar com a melancolia na humanidade, é um pessimismo que não se confunde com o vira-latismo de um &quot;Narciso às avessas&quot;, como disse Nelson Rodrigues, latido aos quatro cantos desta terra. Entre escapar à sina da raça de ter que pagar seu pão com o suor do rosto e a concepção de uma panaceia para os males da humanidade, no saldo desencantado de Brás Cubas surge uma sobra positiva de alcance universal: &quot;Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Machado de Assis lembrado em aulas de microeconomia é uma digressão do professor que parece tentar lembrar que coisas como &#8220;consumidor&#8221;, &#8220;mercado&#8221; e &#8220;demanda&#8221; expressam o exoterismo da miséria à qual o Bruxo do Cosme Velho alude nas últimas palavras de seu Brás Cubas no balanço póstumo da vida: &#8220;A verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto&#8221;. </p>
<p>Concordo que o Brasil não é e provavelmente não será um país sério, Jan. Mas nesse caso acho que destaco aquela dimensão da obra em que o pessimismo de Machado extrapola nossas fronteiras geográficas – seu romance mesmo situado na tradição do romance europeu – por uma sensibilidade universal, ainda que contrastante com uma riqueza de detalhes quase apenas possível a partir de um contexto muito particular.</p>
<p>Pena da galhofa e tinta da melancolia, desde o malogro do Emplasto Brás Cubas, fármaco concebido pelo personagem para lhe dar a glória, &#8220;o primeiro lugar entre os homens&#8221;, e acabar com a melancolia na humanidade, é um pessimismo que não se confunde com o vira-latismo de um &#8220;Narciso às avessas&#8221;, como disse Nelson Rodrigues, latido aos quatro cantos desta terra. Entre escapar à sina da raça de ter que pagar seu pão com o suor do rosto e a concepção de uma panaceia para os males da humanidade, no saldo desencantado de Brás Cubas surge uma sobra positiva de alcance universal: &#8220;Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: Ananta Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/12/155485/#comment-990050</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ananta Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 16:04:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom, concordo do início ao fim!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom, concordo do início ao fim!!</p>
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