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	Comentários sobre: Torcidas, identidades e o fascismo nosso de cada dia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Reinaldo Gottino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1009180</link>

		<dc:creator><![CDATA[Reinaldo Gottino]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 23:49:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado, Dr Fernando Capez.

Agora é com você do estúdio, Datena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, Dr Fernando Capez.</p>
<p>Agora é com você do estúdio, Datena.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Marcelo Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1009042</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 22:56:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Davi, temos boas novas, camaradas, a profecia que fiz sobre a legislação davidiana se concretizará mais cedo do que pensávamos:
https://jovempan.com.br/noticias/mundo/governo-milei-propoe-criminalizar-torcidas-organizadas-de-futebol.html
Será esse tipo de anarquismo que vcs querem?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Davi, temos boas novas, camaradas, a profecia que fiz sobre a legislação davidiana se concretizará mais cedo do que pensávamos:<br />
<a href="https://jovempan.com.br/noticias/mundo/governo-milei-propoe-criminalizar-torcidas-organizadas-de-futebol.html" rel="nofollow ugc">https://jovempan.com.br/noticias/mundo/governo-milei-propoe-criminalizar-torcidas-organizadas-de-futebol.html</a><br />
Será esse tipo de anarquismo que vcs querem?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ANARCORINTHIANS		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1009001</link>

		<dc:creator><![CDATA[ANARCORINTHIANS]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 17:34:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria mais de compartilhar inquietações do que fazer analises profundas. Como participante de espaços de T.O do Corinthians - comumente reconhecidas levianamente como torcidas mais à esquerda - e frequentador de estádios desde de criança reconheço a força e sinceridade tanto dos argumentos mais críticos as TO e eventualmente  &quot;criminalizandores &quot; como do autor do texto como também reconheço a ausência de um entendimento mais profundo sobre o fenômeno estudado como apontou Gabriel nos comentários.
Evidentemente mesmo entre os coletivos e torcidas antifascista falta uma participação mais engajada e desavergonhada da pauta, tanto pela dificuldade de atuação como pela confusão que a mistura de identidade de torcedor, identidade de militante, as praticas de organização popular existente nas grandes torcidas e o fascismo mais tacanho que se apresenta nos cantos homofobicos, nas agressoes desmedidas e nas imposições que elas trazem e se orgulham causam.
Sinceramente após alguns anos no meio e com a crescente desestruturação dos códigos de condutas dos torcedores de T.O. - onde a violência era ou deveria ser segmentada à aqueles participantes de outras T.O . - e consequente aumento da já grande violência tenho tido dificuldades de defender tais organizações a partir do ponto de vista anticapitalista, antifascista e libertário. Já não me divirto tanto indo assistir clássicos como Corinthians  e São Paulo pela questão dos cantos homofobicos.
Por outro lado é evidente que em vários aspectos a única experiencia de solidariedade, organização, autodisciplina e gestão da vida que trabalhadores tem nas periferias é nas torcidas organizadas ainda que elas sejam em sua maioria órgãos dotados de uma forte verticalidade.
Igualmente cabe a critica às torcidas antifas e coletivos antifas - que compõe torcidas maiores e ficam na corda bamba entre a aceitação e serem alvos de violência - muitas vezes se ocupam ou efetivamente somente alcançam pautas eleitorais. Quando não são instrumentalizados nas disputas entre a torcida e algum setor partidário à direita alocado no Estado.
Todavia o trabalho de formação politica, de organização popular e as praticas de solidariedade ainda apresentam alguma luz no fim do túnel .Somada as expressões de ação individual de jovens periféricos - que por vezes somente se organizam para torcer - me parecem apresentar um bom motivo para se não disputar as grandes torcidas, forçar a presença das pautas anticapitalistas e do antifascismo nos estádios.
Creio que hoje é importante politizar o antifascismo, formando e integrando estes torcedores a outros espaços de militância. Tarefa árdua e por vezes meio desértica .
Gostaria ainda de colocar a necessidade material que muitas vezes as T.O. cumprem em proteger o torcedor em seus deslocamentos pelo país e também frente a policia que de fato criminaliza, humilha, violenta, rouba os torcedores - em geral pretos pobres e periféricos. Como Gabriel disse precisamos estar atentos ao papel politico mais amplo que o discurso anti-torcida cumpre. Sabemos bem e testemunhamos sempre as omissões propositadas dos poderes públicos e as carreiras politicas meteóricas advindas deste discurso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria mais de compartilhar inquietações do que fazer analises profundas. Como participante de espaços de T.O do Corinthians &#8211; comumente reconhecidas levianamente como torcidas mais à esquerda &#8211; e frequentador de estádios desde de criança reconheço a força e sinceridade tanto dos argumentos mais críticos as TO e eventualmente  &#8220;criminalizandores &#8221; como do autor do texto como também reconheço a ausência de um entendimento mais profundo sobre o fenômeno estudado como apontou Gabriel nos comentários.<br />
Evidentemente mesmo entre os coletivos e torcidas antifascista falta uma participação mais engajada e desavergonhada da pauta, tanto pela dificuldade de atuação como pela confusão que a mistura de identidade de torcedor, identidade de militante, as praticas de organização popular existente nas grandes torcidas e o fascismo mais tacanho que se apresenta nos cantos homofobicos, nas agressoes desmedidas e nas imposições que elas trazem e se orgulham causam.<br />
Sinceramente após alguns anos no meio e com a crescente desestruturação dos códigos de condutas dos torcedores de T.O. &#8211; onde a violência era ou deveria ser segmentada à aqueles participantes de outras T.O . &#8211; e consequente aumento da já grande violência tenho tido dificuldades de defender tais organizações a partir do ponto de vista anticapitalista, antifascista e libertário. Já não me divirto tanto indo assistir clássicos como Corinthians  e São Paulo pela questão dos cantos homofobicos.<br />
Por outro lado é evidente que em vários aspectos a única experiencia de solidariedade, organização, autodisciplina e gestão da vida que trabalhadores tem nas periferias é nas torcidas organizadas ainda que elas sejam em sua maioria órgãos dotados de uma forte verticalidade.<br />
Igualmente cabe a critica às torcidas antifas e coletivos antifas &#8211; que compõe torcidas maiores e ficam na corda bamba entre a aceitação e serem alvos de violência &#8211; muitas vezes se ocupam ou efetivamente somente alcançam pautas eleitorais. Quando não são instrumentalizados nas disputas entre a torcida e algum setor partidário à direita alocado no Estado.<br />
Todavia o trabalho de formação politica, de organização popular e as praticas de solidariedade ainda apresentam alguma luz no fim do túnel .Somada as expressões de ação individual de jovens periféricos &#8211; que por vezes somente se organizam para torcer &#8211; me parecem apresentar um bom motivo para se não disputar as grandes torcidas, forçar a presença das pautas anticapitalistas e do antifascismo nos estádios.<br />
Creio que hoje é importante politizar o antifascismo, formando e integrando estes torcedores a outros espaços de militância. Tarefa árdua e por vezes meio desértica .<br />
Gostaria ainda de colocar a necessidade material que muitas vezes as T.O. cumprem em proteger o torcedor em seus deslocamentos pelo país e também frente a policia que de fato criminaliza, humilha, violenta, rouba os torcedores &#8211; em geral pretos pobres e periféricos. Como Gabriel disse precisamos estar atentos ao papel politico mais amplo que o discurso anti-torcida cumpre. Sabemos bem e testemunhamos sempre as omissões propositadas dos poderes públicos e as carreiras politicas meteóricas advindas deste discurso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1002129</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 10:16:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A brutalidade e a prepotência das torcidas (claques), que o autor do artigo estigmatizou muito oportunamente, não se restringe ao Brasil, e é no âmbito mundial que devem ser estudadas e podem ser entendidas. Esse comportamento violento ocorre em todos os países onde os grandes times (clubes) de futebol surgem como uma alternativa aos partidos políticos nos entusiasmos que despertam, nas fidelidades que angariam e nas divisões sociais que promovem. As torcidas são as versões musculadas dos clubes multimilionários, e assim como estes clubes exercem as funções de partidos políticos sem ideologia política, também as torcidas são milícias fascistas sem ideologia fascista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A brutalidade e a prepotência das torcidas (claques), que o autor do artigo estigmatizou muito oportunamente, não se restringe ao Brasil, e é no âmbito mundial que devem ser estudadas e podem ser entendidas. Esse comportamento violento ocorre em todos os países onde os grandes times (clubes) de futebol surgem como uma alternativa aos partidos políticos nos entusiasmos que despertam, nas fidelidades que angariam e nas divisões sociais que promovem. As torcidas são as versões musculadas dos clubes multimilionários, e assim como estes clubes exercem as funções de partidos políticos sem ideologia política, também as torcidas são milícias fascistas sem ideologia fascista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1002031</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 01:05:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rubens, mas essa violência desencadeada deve ser reiteradamente repudiada. Neste ponto, não entro em divergência alguma. Inclusive, os próprios diretores e fomentadores do movimento de torcidas organizadas condenam essa ampliação da violência. Basta acompanhar as ações das torcidas. Sugiro acompanhar as ações da ANATORG, que tem um grande impacto e respaldo pelos componentes. O que não devemos realizar, e eu não admito, é o que o autor faz, em se sujeitar a essa criminalização barata, sem nem ao menos conhecer as torcidas organizadas e sem se propor em um debate humanizado. Relembro a comparação pífia com o estado islâmico realizada por ele. Basta exprimir violência que é um “fascismo sem ideologia”, mas o engraçado é que está tudo ótimo na proposta de reação destes senhores, se apoiando no punitivismo estatal, que sabemos bem quem sempre se ferra nessa história. É muito claro entender que essa violência não é esse produto barato, e suas raízes são muito mais profundas que o texto se propõe. Outra questão, é que acredito sim na potencialidade de indicar essa violência aos verdadeiros inimigos, que sabemos bem quem são. Na verdade, penso que isso deve ser prioridade. Nos últimos anos, tivemos bons exemplos dessa eficácia: em 2013 nos acordos de paz entre algumas torcidas em alguns estados para comporem o 20 de junho; o apoio logístico da gaviões do Corinthians na destinação de doações às ocupações de escolas de São Paulo; nas ações comunitárias realizadas anualmente; ou até mesmo no movimento “fura bloqueio” em 2022, iniciado pela Galoucura, que mesmo não tendo em considerável parte uma motivação política, demonstrou a força e a intimidação das torcidas organizadas, se caso forem guiadas por um objetivo comum. Sendo assim, é sem nexo as pessoas desta página tratarem como “romantização” enquanto tem muita, mas muita gente trabalhando para evitar essas tragédias. Por isso, afirmo que conhecer minimamente a atuação das torcidas organizadas é o primordial pra esclarecer as reais motivações desses casos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rubens, mas essa violência desencadeada deve ser reiteradamente repudiada. Neste ponto, não entro em divergência alguma. Inclusive, os próprios diretores e fomentadores do movimento de torcidas organizadas condenam essa ampliação da violência. Basta acompanhar as ações das torcidas. Sugiro acompanhar as ações da ANATORG, que tem um grande impacto e respaldo pelos componentes. O que não devemos realizar, e eu não admito, é o que o autor faz, em se sujeitar a essa criminalização barata, sem nem ao menos conhecer as torcidas organizadas e sem se propor em um debate humanizado. Relembro a comparação pífia com o estado islâmico realizada por ele. Basta exprimir violência que é um “fascismo sem ideologia”, mas o engraçado é que está tudo ótimo na proposta de reação destes senhores, se apoiando no punitivismo estatal, que sabemos bem quem sempre se ferra nessa história. É muito claro entender que essa violência não é esse produto barato, e suas raízes são muito mais profundas que o texto se propõe. Outra questão, é que acredito sim na potencialidade de indicar essa violência aos verdadeiros inimigos, que sabemos bem quem são. Na verdade, penso que isso deve ser prioridade. Nos últimos anos, tivemos bons exemplos dessa eficácia: em 2013 nos acordos de paz entre algumas torcidas em alguns estados para comporem o 20 de junho; o apoio logístico da gaviões do Corinthians na destinação de doações às ocupações de escolas de São Paulo; nas ações comunitárias realizadas anualmente; ou até mesmo no movimento “fura bloqueio” em 2022, iniciado pela Galoucura, que mesmo não tendo em considerável parte uma motivação política, demonstrou a força e a intimidação das torcidas organizadas, se caso forem guiadas por um objetivo comum. Sendo assim, é sem nexo as pessoas desta página tratarem como “romantização” enquanto tem muita, mas muita gente trabalhando para evitar essas tragédias. Por isso, afirmo que conhecer minimamente a atuação das torcidas organizadas é o primordial pra esclarecer as reais motivações desses casos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1001800</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 00:55:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom texto Davi , os argumentos contras só ajudaram em seus apontamentos.  A romantização de uma cultura que pode ter elementos populares está bem longe do que é esse futebol atual representa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom texto Davi , os argumentos contras só ajudaram em seus apontamentos.  A romantização de uma cultura que pode ter elementos populares está bem longe do que é esse futebol atual representa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1001318</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 23:53:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como pessoa que na tenra infância foi vítima da violência completamente irracional das torcidas organizadas, posso afirmar que os comentários estão passando por alto que o objeto de análise original do João Bernardo era um fenêmeno ainda mais insuspeito, os fãs das bandas de rock pesado. E se é certo que no âmbito &quot;underground&quot; sempre houve violência direta entre gangues de diferentes tribos urbanas, o que estava sendo analizado era, antes que isso, o amor ao ritual, à homogenização da massa perante a referência de autoridade, a violência como estética e não necessariamente como ato. Tendo sido também um adolescente seduzido por essa estética, sei que no caso do &quot;heavy metal&quot; essa violência estética é muito mais inocente, na maioria dos casos, do que o clamor por violência que se vê de maneira contumaz nos cantos de praticamente todas as torcidas organizadas. Os casos comentados no texto e nos comentários mostram o quão frequente esse clamor passa ao ato.
Mas se a proposta deste blog é fomentar o debate, sem dúvida haverão debates que se repetirão muitas e muitas vezes, e não podemos fugir à dificultade de avançar em certas discussões no âmbito da extrema-esquerda.
Então vamos dar seguimento ao argumento do Paulo Henrique. A violência não é suficiente para caracterizar o fascismo. Pois bem, como entender então não a violência abstrata das torcidas organizadas, mas a sua configuração enquanto uma violência coletiva sob o signo de uma identidade faccional, que por décadas ocasiona linchamentos, ameaças públicas, mortes, imposição de código de vestimento e conduta aos frequentadores dos estádios, participação em pequenos e médios crimes, serviços de choque para dirigentes de clubes e partidos políticos? Que fenômenos históricos recentes podem ajudar a entender esse tipo de expressão humana?
Não por algum tipo de nostalgia barata, mas não consigo relacionar isso com a forma como se frequentava os estádios de futebol na primeira metade do século XX. Não parece ser algo inerente ao esporte, muito menos &quot;à sociedade&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como pessoa que na tenra infância foi vítima da violência completamente irracional das torcidas organizadas, posso afirmar que os comentários estão passando por alto que o objeto de análise original do João Bernardo era um fenêmeno ainda mais insuspeito, os fãs das bandas de rock pesado. E se é certo que no âmbito &#8220;underground&#8221; sempre houve violência direta entre gangues de diferentes tribos urbanas, o que estava sendo analizado era, antes que isso, o amor ao ritual, à homogenização da massa perante a referência de autoridade, a violência como estética e não necessariamente como ato. Tendo sido também um adolescente seduzido por essa estética, sei que no caso do &#8220;heavy metal&#8221; essa violência estética é muito mais inocente, na maioria dos casos, do que o clamor por violência que se vê de maneira contumaz nos cantos de praticamente todas as torcidas organizadas. Os casos comentados no texto e nos comentários mostram o quão frequente esse clamor passa ao ato.<br />
Mas se a proposta deste blog é fomentar o debate, sem dúvida haverão debates que se repetirão muitas e muitas vezes, e não podemos fugir à dificultade de avançar em certas discussões no âmbito da extrema-esquerda.<br />
Então vamos dar seguimento ao argumento do Paulo Henrique. A violência não é suficiente para caracterizar o fascismo. Pois bem, como entender então não a violência abstrata das torcidas organizadas, mas a sua configuração enquanto uma violência coletiva sob o signo de uma identidade faccional, que por décadas ocasiona linchamentos, ameaças públicas, mortes, imposição de código de vestimento e conduta aos frequentadores dos estádios, participação em pequenos e médios crimes, serviços de choque para dirigentes de clubes e partidos políticos? Que fenômenos históricos recentes podem ajudar a entender esse tipo de expressão humana?<br />
Não por algum tipo de nostalgia barata, mas não consigo relacionar isso com a forma como se frequentava os estádios de futebol na primeira metade do século XX. Não parece ser algo inerente ao esporte, muito menos &#8220;à sociedade&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1001236</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 18:11:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como uma pessoa que frequenta estádio desde cedo, posso afirmar que a violência é uma componente das torcidas organizadas. Faz parte do seu existir. Umas mais, outras menos, mas está ali. No entanto, concluir daí que tal violência é uma violência de tipo fascista vai uma grande distância. Um dos problemas das análises sobre o fascismo é que se pega algumas de suas característas (neste caso, o da violência), se faz uma comparação com movimentos contemporâneos (neste caso, as torcidas organizadas), se encontra similitudes e então se conclue que são o mesmo fenômeno. Me parece que o autor deste texto fez isso também. A violência grupal é um dos componentes do fascismo, as torcidas organizadas possuem a violência grupal como sua parte integrante, então logo as torcidas organizadas são fascistas [sem ideologia fascista]. Não se trata aqui de defender essa violência, que é altamente condenável e que por vezes descamba para atos de barbárie indescritíveis, como o ocorrido em Recife, e sim de dar ao fenômeno o tratamento correto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como uma pessoa que frequenta estádio desde cedo, posso afirmar que a violência é uma componente das torcidas organizadas. Faz parte do seu existir. Umas mais, outras menos, mas está ali. No entanto, concluir daí que tal violência é uma violência de tipo fascista vai uma grande distância. Um dos problemas das análises sobre o fascismo é que se pega algumas de suas característas (neste caso, o da violência), se faz uma comparação com movimentos contemporâneos (neste caso, as torcidas organizadas), se encontra similitudes e então se conclue que são o mesmo fenômeno. Me parece que o autor deste texto fez isso também. A violência grupal é um dos componentes do fascismo, as torcidas organizadas possuem a violência grupal como sua parte integrante, então logo as torcidas organizadas são fascistas [sem ideologia fascista]. Não se trata aqui de defender essa violência, que é altamente condenável e que por vezes descamba para atos de barbárie indescritíveis, como o ocorrido em Recife, e sim de dar ao fenômeno o tratamento correto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Davi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1001226</link>

		<dc:creator><![CDATA[Davi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 17:05:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fico feliz que pessoas como Gabriel e Marcelo, alguns dos &quot;torcedores pacatos&quot; que João Bernardo menciona, tenham se sentido atingidos pelo meu artigo, pois foi justamente esse o propósito. 

Quanto mais Gabriel faz a sua defesa das torcidas, mais explícitos ficam os pontos que levantei. Para ele, os eventos mencionados são &quot;casos isolados&quot; que não podem comprometer &quot;toda uma instituição&quot; — qualquer semelhança com as defesas da Polícia Militar não são mera coincidência. Ele vai além, dizendo que na verdade a violência entre torcidas são &quot;reações naturais&quot; e que até os torcedores pacatos poderiam manifestá-la se não houvessem as torcidas organizadas — reforçando o que eu mesmo levantei sobre os tais torcedores pacatos.

Entre virar a cara para o que acontece, aceitando que é &quot;natural&quot;, e denunciar o estúpido fanatismo fascista, eu fico com Bertolt Brecht:

&quot;Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural.
Pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico feliz que pessoas como Gabriel e Marcelo, alguns dos &#8220;torcedores pacatos&#8221; que João Bernardo menciona, tenham se sentido atingidos pelo meu artigo, pois foi justamente esse o propósito. </p>
<p>Quanto mais Gabriel faz a sua defesa das torcidas, mais explícitos ficam os pontos que levantei. Para ele, os eventos mencionados são &#8220;casos isolados&#8221; que não podem comprometer &#8220;toda uma instituição&#8221; — qualquer semelhança com as defesas da Polícia Militar não são mera coincidência. Ele vai além, dizendo que na verdade a violência entre torcidas são &#8220;reações naturais&#8221; e que até os torcedores pacatos poderiam manifestá-la se não houvessem as torcidas organizadas — reforçando o que eu mesmo levantei sobre os tais torcedores pacatos.</p>
<p>Entre virar a cara para o que acontece, aceitando que é &#8220;natural&#8221;, e denunciar o estúpido fanatismo fascista, eu fico com Bertolt Brecht:</p>
<p>&#8220;Desconfiai do mais trivial,<br />
na aparência singelo.<br />
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.<br />
Suplicamos expressamente:<br />
não aceiteis o que é de hábito<br />
como coisa natural.<br />
Pois em tempo de desordem sangrenta,<br />
de confusão organizada,<br />
de arbitrariedade consciente,<br />
de humanidade desumanizada,<br />
nada deve parecer natural.<br />
Nada deve parecer impossível de mudar.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rubens		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/02/155898/#comment-1001224</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rubens]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 16:40:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=155898#comment-1001224</guid>

					<description><![CDATA[Independente do autor conhecer ou não a atuação das torcidas organizadas no Brasil, todo ano é a mesma história, torcidas organizadas brigam entre si e causam a morte e ferimentos de seus membros e de outros torcedores que são pegos no meio da confusão. Todo ano aparece um &quot;caso atípico&quot;, onde algum torcedor é morto  no estádio, ou nas redondezas ou em algum lugar aleatório apenas por estar com a blusa de seu time. 
Não entendi o apontamento do Gabriel, a violência realmente pode ser manifestada pelo torcedor &quot;comum&quot; ou em outras instâncias da vida, mas não seria o trabalho de militantes condenar a violência alheia e tentar redirecionar essa violência para os verdadeiros inimigos, que seria o estado, seus representantes e a classe detentora do capital?
O futebol é um dos poucos momentos de lazer para muitos pessoas e as torcidas organizadas tem feito um papel muito bom em afastar muitas pessoas dos estádios por medo da violência presente neles, com algumas torcidas até mesmo tendo códigos de conduta de como se comportar dentro do estádio, como se vestir, etc.
O texto realmente não se propõe a cessar a violência nem a discutir profundamente a questão, mas traz um importante alerta diante do ocorrido, a barbárie que aconteceu no Recife não algo que pode ser normalizado, um homem foi despido em via pública e estuprado com uma barra de ferro, pessoas pobres ferindo pessoas pobres, traumatizando uma as outras simplesmente por serem torcedores de times rivais. Não adianta esperar algo do poder público pois sabemos a quem ele realmente quer servir, basta nos mesmos criticarmos essa práticas e condena-las.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Independente do autor conhecer ou não a atuação das torcidas organizadas no Brasil, todo ano é a mesma história, torcidas organizadas brigam entre si e causam a morte e ferimentos de seus membros e de outros torcedores que são pegos no meio da confusão. Todo ano aparece um &#8220;caso atípico&#8221;, onde algum torcedor é morto  no estádio, ou nas redondezas ou em algum lugar aleatório apenas por estar com a blusa de seu time.<br />
Não entendi o apontamento do Gabriel, a violência realmente pode ser manifestada pelo torcedor &#8220;comum&#8221; ou em outras instâncias da vida, mas não seria o trabalho de militantes condenar a violência alheia e tentar redirecionar essa violência para os verdadeiros inimigos, que seria o estado, seus representantes e a classe detentora do capital?<br />
O futebol é um dos poucos momentos de lazer para muitos pessoas e as torcidas organizadas tem feito um papel muito bom em afastar muitas pessoas dos estádios por medo da violência presente neles, com algumas torcidas até mesmo tendo códigos de conduta de como se comportar dentro do estádio, como se vestir, etc.<br />
O texto realmente não se propõe a cessar a violência nem a discutir profundamente a questão, mas traz um importante alerta diante do ocorrido, a barbárie que aconteceu no Recife não algo que pode ser normalizado, um homem foi despido em via pública e estuprado com uma barra de ferro, pessoas pobres ferindo pessoas pobres, traumatizando uma as outras simplesmente por serem torcedores de times rivais. Não adianta esperar algo do poder público pois sabemos a quem ele realmente quer servir, basta nos mesmos criticarmos essa práticas e condena-las.</p>
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