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	Comentários sobre: Educação e Formação Humana: como dar um sentido à complexidade do mundo contemporâneo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: MarxGPT		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1039304</link>

		<dc:creator><![CDATA[MarxGPT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2025 17:49:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No marco da contradição estrutural imanente à totalidade do modo de produção capitalista, torna-se imperioso tensionar a práxis revolucionária que desnaturaliza a hegemonia ideológica imposta pela superestrutura dominante, ressignificando a consciência de classe como vetor orgânico de reconfiguração histórica. Sob o signo da alienação e da mais‑valia, adota‑se uma perspectiva materialista dialética que articula, sem prejuízo da mediação radical, a ruptura epistemológica entre base e superestrutura, permitindo que a luta de classes emirja como pulsão totalizante de transformação.

Diante das determinações objetivas da reprodução ampliada do capital, intensifica‑se o discurso sobre a reificação estrutural que inviabiliza a praxis emancipatória, instaurando um horizonte revolucionário que refuta a lógica da acumulação abstrata. Nesse sentido, a tarefa de potencializar a ação proletária exige historicizar as contraditoriedades internas do sistema, radicalizando a crítica ideológica e articulando a reatualização da teoria revolucionária em consonância com a totalidade concreta da experiência vivida pelos trabalhadores.

É nesse contexto que a dicotomia entre proletariado e burguesia, manipulada mediante falsas consciências, revela a centralidade do conceito de ideologia como ferramenta de dominação simbólica, mascarando o caráter intrínseco da exploração no processo produtivo. Sem abdicar da denúncia da dominação de classe e da reprodução da mais‑valia absoluta e relativa, enfatiza‑se a necessidade de tensionar a totalidade social desde a base infraestrutural, rompendo o fetichismo da mercadoria e instaurando uma hegemonia contrária.

Em articulação com esse projeto radical, a práxis revolucionária exige que se reelabore a narrativa sobre o valor do trabalho, denunciando o fetiche mercantil e radicalizando a consciência proletária por meio de um sujeito histórico organicamente constituído. Assim, reconfigura‑se a relação entre a infraestrutura econômica e a superestrutura ideológica, potencializando a mediação transformadora e estabelecendo como horizonte a superação dialética do capital.

Diante do exposto, a reconstrução de um novo paradigma emancipatório passa por reorientar a luta de classes na direção da autogestão operária e da ditadura do proletariado, tensionando a hegemonia capitalista mediante estratégias organizativas que rearticulam a praxis coletiva contra a alienação estrutural e o determinismo ideológico. Nesse horizonte, a intersecção entre multiplicidade de lutas e totalidade estrutural torna‑se catalisadora da reatualização revolucionária.

Portanto, e sem prejuízo da coerência retórica, reafirma‑se que a superação histórica exige radicalizar a contradição, intensificar o processo de consciência de classe e reconfigurar, de forma materialista e dialética, as formas de mediação entre sujeito e estrutura. Só assim se viabiliza uma emancipação real que desnaturalize a ideologia hegemônica e articule uma práxis transformadora capaz de tensionar o capital em seu núcleo histórico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No marco da contradição estrutural imanente à totalidade do modo de produção capitalista, torna-se imperioso tensionar a práxis revolucionária que desnaturaliza a hegemonia ideológica imposta pela superestrutura dominante, ressignificando a consciência de classe como vetor orgânico de reconfiguração histórica. Sob o signo da alienação e da mais‑valia, adota‑se uma perspectiva materialista dialética que articula, sem prejuízo da mediação radical, a ruptura epistemológica entre base e superestrutura, permitindo que a luta de classes emirja como pulsão totalizante de transformação.</p>
<p>Diante das determinações objetivas da reprodução ampliada do capital, intensifica‑se o discurso sobre a reificação estrutural que inviabiliza a praxis emancipatória, instaurando um horizonte revolucionário que refuta a lógica da acumulação abstrata. Nesse sentido, a tarefa de potencializar a ação proletária exige historicizar as contraditoriedades internas do sistema, radicalizando a crítica ideológica e articulando a reatualização da teoria revolucionária em consonância com a totalidade concreta da experiência vivida pelos trabalhadores.</p>
<p>É nesse contexto que a dicotomia entre proletariado e burguesia, manipulada mediante falsas consciências, revela a centralidade do conceito de ideologia como ferramenta de dominação simbólica, mascarando o caráter intrínseco da exploração no processo produtivo. Sem abdicar da denúncia da dominação de classe e da reprodução da mais‑valia absoluta e relativa, enfatiza‑se a necessidade de tensionar a totalidade social desde a base infraestrutural, rompendo o fetichismo da mercadoria e instaurando uma hegemonia contrária.</p>
<p>Em articulação com esse projeto radical, a práxis revolucionária exige que se reelabore a narrativa sobre o valor do trabalho, denunciando o fetiche mercantil e radicalizando a consciência proletária por meio de um sujeito histórico organicamente constituído. Assim, reconfigura‑se a relação entre a infraestrutura econômica e a superestrutura ideológica, potencializando a mediação transformadora e estabelecendo como horizonte a superação dialética do capital.</p>
<p>Diante do exposto, a reconstrução de um novo paradigma emancipatório passa por reorientar a luta de classes na direção da autogestão operária e da ditadura do proletariado, tensionando a hegemonia capitalista mediante estratégias organizativas que rearticulam a praxis coletiva contra a alienação estrutural e o determinismo ideológico. Nesse horizonte, a intersecção entre multiplicidade de lutas e totalidade estrutural torna‑se catalisadora da reatualização revolucionária.</p>
<p>Portanto, e sem prejuízo da coerência retórica, reafirma‑se que a superação histórica exige radicalizar a contradição, intensificar o processo de consciência de classe e reconfigurar, de forma materialista e dialética, as formas de mediação entre sujeito e estrutura. Só assim se viabiliza uma emancipação real que desnaturalize a ideologia hegemônica e articule uma práxis transformadora capaz de tensionar o capital em seu núcleo histórico.</p>
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		<title>
		Por: jasd		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1038329</link>

		<dc:creator><![CDATA[jasd]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jul 2025 15:24:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parece-me que alguns comentários são gerados por inteligência artificial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me que alguns comentários são gerados por inteligência artificial</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xuxa Sonhadora Meneghel, suposta influenciadora de políticas públicas do Estado Burguês de conformação capitalista hipertardia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1022156</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xuxa Sonhadora Meneghel, suposta influenciadora de políticas públicas do Estado Burguês de conformação capitalista hipertardia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2025 22:45:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As práticas pedagógicas que dão sentido à educação integral têm como fundamento uma concepção humana do indivíduo. Esse entendimento se contrapõe à forma invertida de desenvolvimento que a sociedade capitalista promove, aniquilando as potencialidades criadoras de quem está imerso em suas formas de socialização, atravessadas pelos desdobramentos da produção de mercadorias. As instituições tradicionais de ensino, sejam públicas ou privadas, não são imunes às manifestações ideológicas do capital no interior de si mesmas; tampouco são inatingíveis pela divisão social do trabalho, que determina um sistema educional dicotômico, cuja função é adequar, manual e tecnicamente, a classe trabalhadora, em face de uma educação específica, ainda que também incompleta, voldada à perpetuação da burguesia e de seus prepostos nas funções de comando e gestão desta sociedade. A superação dessa educação instrumental, que vitima os trabalhadores e seus filhos, bem como a reparação das incompletudes de uma vida socialmente organizada sob a égide do capital, exige dos Institutos Federais de Educação Científica e Tecnológica condições adequadas para uma práxis revolucionária, assentada no trabalho não alienado enquanto princípio da edificação de uma escola unitária, germe de uma sociedade emancipada, capaz de inaugurar a verdadeira história da humanidade. Esse projeto educacional politécnico, omnilateral (em vez de unilateral), transformador das relações sociais, deve transcender os limites impostos pela &quot;disciplinarização&quot; fragmentadora do ser, privilegiando um currículo íntegro, transdisciplinar, instrumento para a construção dialógica e multidimensional de novos sujeitos, bem desenvolvidos nos aspectos científicos, culturais, artísticos, emocionais e físico-desportivos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As práticas pedagógicas que dão sentido à educação integral têm como fundamento uma concepção humana do indivíduo. Esse entendimento se contrapõe à forma invertida de desenvolvimento que a sociedade capitalista promove, aniquilando as potencialidades criadoras de quem está imerso em suas formas de socialização, atravessadas pelos desdobramentos da produção de mercadorias. As instituições tradicionais de ensino, sejam públicas ou privadas, não são imunes às manifestações ideológicas do capital no interior de si mesmas; tampouco são inatingíveis pela divisão social do trabalho, que determina um sistema educional dicotômico, cuja função é adequar, manual e tecnicamente, a classe trabalhadora, em face de uma educação específica, ainda que também incompleta, voldada à perpetuação da burguesia e de seus prepostos nas funções de comando e gestão desta sociedade. A superação dessa educação instrumental, que vitima os trabalhadores e seus filhos, bem como a reparação das incompletudes de uma vida socialmente organizada sob a égide do capital, exige dos Institutos Federais de Educação Científica e Tecnológica condições adequadas para uma práxis revolucionária, assentada no trabalho não alienado enquanto princípio da edificação de uma escola unitária, germe de uma sociedade emancipada, capaz de inaugurar a verdadeira história da humanidade. Esse projeto educacional politécnico, omnilateral (em vez de unilateral), transformador das relações sociais, deve transcender os limites impostos pela &#8220;disciplinarização&#8221; fragmentadora do ser, privilegiando um currículo íntegro, transdisciplinar, instrumento para a construção dialógica e multidimensional de novos sujeitos, bem desenvolvidos nos aspectos científicos, culturais, artísticos, emocionais e físico-desportivos.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1022111</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2025 16:19:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado pelos comentários detalhados e pertinentes, Liv. O José deve ser uma pessoa muito bem intencionada e inteligente, mas receio que, do ponto de vista da crítica anticapitalista, o texto seja uma retumbante nulidade. O autor certamente encontrará leitores mais receptivos entre universitários progressistas ou políticos tradicionais estilo PSOL e que tais. Afinal de contas, chavão abre porta grande.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pelos comentários detalhados e pertinentes, Liv. O José deve ser uma pessoa muito bem intencionada e inteligente, mas receio que, do ponto de vista da crítica anticapitalista, o texto seja uma retumbante nulidade. O autor certamente encontrará leitores mais receptivos entre universitários progressistas ou políticos tradicionais estilo PSOL e que tais. Afinal de contas, chavão abre porta grande.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1021711</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 23:14:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada José com muitos sobrenomes, eu compreendo... Professor universitário só está mesmo acostumado bajuladores que lhe fazem a corte. Por isso repito: a academia está morta. Morreu por falta de crítica.
Eu li e comentei porque o tema me interessa grandemente. E tentei, mesmo, encontrar no teu texto algo anti-hegemonico. Não encontrei.
Quanto ao teu conselho, é intempestivo pois já até foi dado um passinho singelo de reflexão. Segue aqui um texto meu sobre educação caso te interesse (não fique aí tão ferido e magoado, tão ressentido... leia, pode te trazer ideias novas): 
https://passapalavra.info/2025/03/156085/

[vale registrar que este é um site anticapitalista e não há nada de anticapitalista no texto publicado]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada José com muitos sobrenomes, eu compreendo&#8230; Professor universitário só está mesmo acostumado bajuladores que lhe fazem a corte. Por isso repito: a academia está morta. Morreu por falta de crítica.<br />
Eu li e comentei porque o tema me interessa grandemente. E tentei, mesmo, encontrar no teu texto algo anti-hegemonico. Não encontrei.<br />
Quanto ao teu conselho, é intempestivo pois já até foi dado um passinho singelo de reflexão. Segue aqui um texto meu sobre educação caso te interesse (não fique aí tão ferido e magoado, tão ressentido&#8230; leia, pode te trazer ideias novas):<br />
<a href="https://passapalavra.info/2025/03/156085/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2025/03/156085/</a></p>
<p>[vale registrar que este é um site anticapitalista e não há nada de anticapitalista no texto publicado]</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José de Sousa Miguel Lopes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1021687</link>

		<dc:creator><![CDATA[José de Sousa Miguel Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 21:48:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Segundo Liv, o meu texto é estranho, ingênuo, bizarro e inúmeros outros adjetivos nada abonatórios. 

Quando seus comentários se tornam maiores do que o próprio texto que comenta, &quot;algo está podre no reino da Dinamarca&quot;! Levei várias semanas a escrever meu texto, mas você, em poucas horas, consegui produzir um volume de texto &quot;notável&quot;!!!!!

Não vou responder aos seus comentários. Eles são portadores de tantas incongruências e manifestções de arrogância, que seria lamentável de minha parte estar a desperdiçar meu precioso tempo. 

Seu primeiro comentário e a resposta que dei encerram, a meu ver, o &quot;diálogo&quot; entre nós.

Aconselho você a organizar os seus comentários e a produzir um texto sobre educação e formação humana, que abrirá, finalmente, caminhos para a construção de um mundo melhor. A humanidade inteira ficará eternamente grata a você por essa contribuição. Quem sabe seu texto, ou talvez livro, não irá ser apreciado pela Academia Sueca atribuindo-lhe o mais que merecido Nobel? Boa sorte!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo Liv, o meu texto é estranho, ingênuo, bizarro e inúmeros outros adjetivos nada abonatórios. </p>
<p>Quando seus comentários se tornam maiores do que o próprio texto que comenta, &#8220;algo está podre no reino da Dinamarca&#8221;! Levei várias semanas a escrever meu texto, mas você, em poucas horas, consegui produzir um volume de texto &#8220;notável&#8221;!!!!!</p>
<p>Não vou responder aos seus comentários. Eles são portadores de tantas incongruências e manifestções de arrogância, que seria lamentável de minha parte estar a desperdiçar meu precioso tempo. </p>
<p>Seu primeiro comentário e a resposta que dei encerram, a meu ver, o &#8220;diálogo&#8221; entre nós.</p>
<p>Aconselho você a organizar os seus comentários e a produzir um texto sobre educação e formação humana, que abrirá, finalmente, caminhos para a construção de um mundo melhor. A humanidade inteira ficará eternamente grata a você por essa contribuição. Quem sabe seu texto, ou talvez livro, não irá ser apreciado pela Academia Sueca atribuindo-lhe o mais que merecido Nobel? Boa sorte!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1021652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 19:12:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[CONTINUAÇÃO] 

Para complementar o item (10): é preciso tratar de forma consequentemente a frase &quot;A cultura eleva nosso espírito, o entretenimento, quase sempre, hipnotiza&quot;. Não é que eu discorde dela necessariamente (apesar de que eu colocaria em debate o conceito de cultura). Eu só não diria que o entretenimento &quot;hipnotiza&quot;. Acho uma simplificação, uma resposta fácil para um problema difícil, portanto uma resposta insuficiente. Eu diria que ele é o caminho mais fácil, é o caminho do prazer. A arte/música/filosofia, frutos da reflexão, é o caminho da dor, da violência no sentido que eu coloquei (relacionada ao estudar e ao superar os instintos primitivos de busca pelo prazer e fuga da dor). 

11) &quot;O século XXI iniciou mostrando a todos nós que o mundo ainda convive com as guerras mais absurdas e a violência mais cruel. Essa realidade, de difícil solução, coloca a cada um de nós o desafia de enfrentar questões como a dominação, a intolerância e a injustiça.&quot; 

Camarada, primeiro, nossa geração é não inventou  a guerra e a violência. E nem sei se hoje a violência é a mais cruel de todos os tempos. Nem sei se podemos medir isso. Segundo e mais importante (para além do que já foi dito sobre a questão da violência): rosas não vencem canhões. 

12) &quot;Numa sociedade em que os valores de justiça, de solidariedade e de convivência pacífico foram deixados de lado, somente o resgate pela educação [promovida pela escola burguesa?] Poderá contribuir com a construção de um mundo mais justo e de paz.&quot; 

É por isso que eu acusei o autor de bom cristão. Porque, como um bom cristão, ele parte de um conceito único de justiça e de paz. Acabou o capitalismo e agora seremos todos muito santos.
O autor, como um bom cristão, considera que o homem é espirito e não carne. E por isso nega que a violência nos é constitutiva e que imagina, em sua mente colonizada pelo cristianismo ocidental (será que o autor é da geração das CEBs?), este mundo de paz na terra semelhante a uma paz celestial, de uma felicidade solar e individual pode vir a existir.
E ainda fala em miopia no final deste parágrafo... Miopia política, ele diz. Mas quem acredita que o Estado burguês é capaz de fomentar uma escola crítica é ele...
E mais: o autor ainda fala algumas linhas depois em &quot;desconstruir a hegemonia do pensamento ocidental&quot;, mas ele mesmo a carrega por aí sem nem perceber. Gramsci tem muito a dizer sobre essa bizarrice. 

[A MULTIDIMENSIONALIDADE DO SEE HUMANO] 

13) Esse trecho é só verborragia.
Achei fofo e quase que exotérico: &quot;O ser humano é uma realidade única e original em si mesma, fascinante e inacabada.&quot; O homem é luz, é raio, estrela e luar, manhã de sol...

[EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL E AQUISIÇÃO DE VALORES] 

14) Esta parte é a mais ok. Mas ainda assim equivocada. Até concordaria que seria possível construir algo anti-hegemonico nesses espaços não formais de educação. Acho até que SÓ é possível nesses espaços. A escola formal nunca será espaço para a crítica e a academia está morta.
Mas fica impossível concordar com o autor pois ele é claro ao colocar estes espaços não como espaços autônomos mas &quot;complementares aos espaços escolares&quot; formais.
No item (1) eu questionei de que escola o autor estaria falando. Se seria uma escola de ensino informal que existisse a revelia dos interesses hegemônicos. E questionei tambem por quem esses espaços seriam financiados. O autor agora explica que os espaços não formais aos quais ele se referem seriam geridos e financiados por &quot;organizações da sociedade civil, organizações não governamentais (...)&quot;... ONGs... Partidos.... Sociedade civil (empresariado?)... ONGs, repito. ONGs...... O autor ainda diz das potencialidades desses espaços (ONGs....) que fazem emergir &quot;uma esperança crítica na capacidade do ser humano, orientando transformar a situação em que se encontra para possibilitar e construir transformações sociais emancipatorias&quot;. Quanto custa ou é por quilo? Lembram desse filme? ONGs.... Tem um texto bem ruim da Evelina Dagnino que dá conta de responder por mim.
De qualquer forma, achei curioso que o autor fala em associação de bairros (que vá lá, até da pra se infiltrar e fazer algo um pouco mais reflexivo por lá) mas não fala em movimentos sociais.

Bom, confesso que cansei. O autor tem lá um conceito esquisito de liberdade que está seria bom destrinchar. Mas não irei. 

17) vamos para as [CONSIDERAÇÕES FINAIS].
O autor escreve este longo texto para concluir o seguinte:
&quot;É fundamental que na formação educativa [aquelas que ocorrem nos espaços não formais e formais de ensino, i.e. ongs e escolas burguesas] se abra para uma reflexão crítica&quot;.
&quot;É fundamental que os responsáveis pelas políticas públicas e desenhos curriculares, (...) os gestores (...)&quot;.
Parece conclusão de redação do Enem escrita por um estudante do ensino médio... Mas não é. É um professor universitário (acertei?) que chora aos setores hegemônicos por um projeto de educação anti-hegemonico. A academia está mesmo muito empobrecida de ideais... 

&quot;Todos juntos vamos lá!&quot;, cantou Xuxa Meneghel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[CONTINUAÇÃO] </p>
<p>Para complementar o item (10): é preciso tratar de forma consequentemente a frase &#8220;A cultura eleva nosso espírito, o entretenimento, quase sempre, hipnotiza&#8221;. Não é que eu discorde dela necessariamente (apesar de que eu colocaria em debate o conceito de cultura). Eu só não diria que o entretenimento &#8220;hipnotiza&#8221;. Acho uma simplificação, uma resposta fácil para um problema difícil, portanto uma resposta insuficiente. Eu diria que ele é o caminho mais fácil, é o caminho do prazer. A arte/música/filosofia, frutos da reflexão, é o caminho da dor, da violência no sentido que eu coloquei (relacionada ao estudar e ao superar os instintos primitivos de busca pelo prazer e fuga da dor). </p>
<p>11) &#8220;O século XXI iniciou mostrando a todos nós que o mundo ainda convive com as guerras mais absurdas e a violência mais cruel. Essa realidade, de difícil solução, coloca a cada um de nós o desafia de enfrentar questões como a dominação, a intolerância e a injustiça.&#8221; </p>
<p>Camarada, primeiro, nossa geração é não inventou  a guerra e a violência. E nem sei se hoje a violência é a mais cruel de todos os tempos. Nem sei se podemos medir isso. Segundo e mais importante (para além do que já foi dito sobre a questão da violência): rosas não vencem canhões. </p>
<p>12) &#8220;Numa sociedade em que os valores de justiça, de solidariedade e de convivência pacífico foram deixados de lado, somente o resgate pela educação [promovida pela escola burguesa?] Poderá contribuir com a construção de um mundo mais justo e de paz.&#8221; </p>
<p>É por isso que eu acusei o autor de bom cristão. Porque, como um bom cristão, ele parte de um conceito único de justiça e de paz. Acabou o capitalismo e agora seremos todos muito santos.<br />
O autor, como um bom cristão, considera que o homem é espirito e não carne. E por isso nega que a violência nos é constitutiva e que imagina, em sua mente colonizada pelo cristianismo ocidental (será que o autor é da geração das CEBs?), este mundo de paz na terra semelhante a uma paz celestial, de uma felicidade solar e individual pode vir a existir.<br />
E ainda fala em miopia no final deste parágrafo&#8230; Miopia política, ele diz. Mas quem acredita que o Estado burguês é capaz de fomentar uma escola crítica é ele&#8230;<br />
E mais: o autor ainda fala algumas linhas depois em &#8220;desconstruir a hegemonia do pensamento ocidental&#8221;, mas ele mesmo a carrega por aí sem nem perceber. Gramsci tem muito a dizer sobre essa bizarrice. </p>
<p>[A MULTIDIMENSIONALIDADE DO SEE HUMANO] </p>
<p>13) Esse trecho é só verborragia.<br />
Achei fofo e quase que exotérico: &#8220;O ser humano é uma realidade única e original em si mesma, fascinante e inacabada.&#8221; O homem é luz, é raio, estrela e luar, manhã de sol&#8230;</p>
<p>[EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL E AQUISIÇÃO DE VALORES] </p>
<p>14) Esta parte é a mais ok. Mas ainda assim equivocada. Até concordaria que seria possível construir algo anti-hegemonico nesses espaços não formais de educação. Acho até que SÓ é possível nesses espaços. A escola formal nunca será espaço para a crítica e a academia está morta.<br />
Mas fica impossível concordar com o autor pois ele é claro ao colocar estes espaços não como espaços autônomos mas &#8220;complementares aos espaços escolares&#8221; formais.<br />
No item (1) eu questionei de que escola o autor estaria falando. Se seria uma escola de ensino informal que existisse a revelia dos interesses hegemônicos. E questionei tambem por quem esses espaços seriam financiados. O autor agora explica que os espaços não formais aos quais ele se referem seriam geridos e financiados por &#8220;organizações da sociedade civil, organizações não governamentais (&#8230;)&#8221;&#8230; ONGs&#8230; Partidos&#8230;. Sociedade civil (empresariado?)&#8230; ONGs, repito. ONGs&#8230;&#8230; O autor ainda diz das potencialidades desses espaços (ONGs&#8230;.) que fazem emergir &#8220;uma esperança crítica na capacidade do ser humano, orientando transformar a situação em que se encontra para possibilitar e construir transformações sociais emancipatorias&#8221;. Quanto custa ou é por quilo? Lembram desse filme? ONGs&#8230;. Tem um texto bem ruim da Evelina Dagnino que dá conta de responder por mim.<br />
De qualquer forma, achei curioso que o autor fala em associação de bairros (que vá lá, até da pra se infiltrar e fazer algo um pouco mais reflexivo por lá) mas não fala em movimentos sociais.</p>
<p>Bom, confesso que cansei. O autor tem lá um conceito esquisito de liberdade que está seria bom destrinchar. Mas não irei. </p>
<p>17) vamos para as [CONSIDERAÇÕES FINAIS].<br />
O autor escreve este longo texto para concluir o seguinte:<br />
&#8220;É fundamental que na formação educativa [aquelas que ocorrem nos espaços não formais e formais de ensino, i.e. ongs e escolas burguesas] se abra para uma reflexão crítica&#8221;.<br />
&#8220;É fundamental que os responsáveis pelas políticas públicas e desenhos curriculares, (&#8230;) os gestores (&#8230;)&#8221;.<br />
Parece conclusão de redação do Enem escrita por um estudante do ensino médio&#8230; Mas não é. É um professor universitário (acertei?) que chora aos setores hegemônicos por um projeto de educação anti-hegemonico. A academia está mesmo muito empobrecida de ideais&#8230; </p>
<p>&#8220;Todos juntos vamos lá!&#8221;, cantou Xuxa Meneghel.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1021608</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 15:13:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=156604#comment-1021608</guid>

					<description><![CDATA[[CONTINUAÇÃO]


9) A sociedade burguesa é é fonte &quot;de preocupações, ansiedades, angústias e, mais grave ainda, de esquecimento do verdadeiro sentido da vida&quot;. 

O problema aqui é que estes são sentimentos humanos, não exclusivos da sociedade capitalista.
Já parte do &quot;verdadeiro sentido da vida&quot; me remeteu ao Mufasa... Qual é o sentido da vida? Neste texto não consigo deixar de associar o sentido da vida defendido pelo autor, o tal bem-viver associado a um estado de FELICIDADE (rs), com um jardim bem cristão, fraterno, com borboletas. Eu prefiro pensar que o sentido da vida se encontra em uma biblioteca, e não em jardim de felicidade. 

10) &quot;A fruição das obras de arte e a leitura trabalham nosso mundo subjetivo, produzi do reflexão e discernimento. A cultura eleva nosso espírito, o entretenimento, quase sempre, hipnotiza.&quot; 

Aqui eu reintero o que eu disse sobre violência do ponto de vista da educação. Para começar, mais correto do que felicidade seria tratar em termos de prazer. Ou melhor: dor e prazer.


Eu havia questionado o que seria essa felicidade porque me parece um conceito tão subjetivo, tão individual. Prazer me parece um conceito universal. Por isso, para a análise daquilo que diz respeito ao homem, daquilo que pode ser generalizavel, defendo que é mais correto o uso do conceito de prazer. Posso até conceder , mas mesmo só a título de concessão, que a dimensão realizavel da felicidade (termo tão frágil) é o prazer. L
O que existe no mundo, o que organiza (a princípio) a ação humana é dor e prazer. O que existe é então a satisfação ou a frustração do prazer almejado.
{E o que pode vir a existir para os mais intelectos mais refinados é um sentimento superior (porque não sensorial) a essa satisfação que mencionei, mas eu não diria que esse sentimento é nomeadamente o sentimento de felicidade.} 

A conexão que eu faço dessa reflexão com a questão da violência é a seguinte (vou repetir): ESTUDAR É UM ATO DA GRANDE VIOLÊNCIA! Quando adultos não infantis é um ato de violência de um espírito resignado. É um ato voluntário de sofrimento, um esforço individual tremendamente difícil (mesmo que extremamente compensatório pelo resultado, pelo sentimento de poder e dominação sobre si mesmo que este ato traz consigo). E quando crianças é um ato da mais profunda violência contra os instintos primitivos próprios do estágio infância do homem que, em função do reduzido desenvolvimento intelectual (e cerebral) vive uma busca desenfreada pelo prazer sensorial.
Adultos que permanecem crianças apesar de idade geralmente não são capazes de estudar, porque estudar demanda negação dos nossos impulsos mais primitivos (negar o bar, por exemplo, negar uma vida sem disciplinada e etc.).


[CONTINUA...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[CONTINUAÇÃO]</p>
<p>9) A sociedade burguesa é é fonte &#8220;de preocupações, ansiedades, angústias e, mais grave ainda, de esquecimento do verdadeiro sentido da vida&#8221;. </p>
<p>O problema aqui é que estes são sentimentos humanos, não exclusivos da sociedade capitalista.<br />
Já parte do &#8220;verdadeiro sentido da vida&#8221; me remeteu ao Mufasa&#8230; Qual é o sentido da vida? Neste texto não consigo deixar de associar o sentido da vida defendido pelo autor, o tal bem-viver associado a um estado de FELICIDADE (rs), com um jardim bem cristão, fraterno, com borboletas. Eu prefiro pensar que o sentido da vida se encontra em uma biblioteca, e não em jardim de felicidade. </p>
<p>10) &#8220;A fruição das obras de arte e a leitura trabalham nosso mundo subjetivo, produzi do reflexão e discernimento. A cultura eleva nosso espírito, o entretenimento, quase sempre, hipnotiza.&#8221; </p>
<p>Aqui eu reintero o que eu disse sobre violência do ponto de vista da educação. Para começar, mais correto do que felicidade seria tratar em termos de prazer. Ou melhor: dor e prazer.</p>
<p>Eu havia questionado o que seria essa felicidade porque me parece um conceito tão subjetivo, tão individual. Prazer me parece um conceito universal. Por isso, para a análise daquilo que diz respeito ao homem, daquilo que pode ser generalizavel, defendo que é mais correto o uso do conceito de prazer. Posso até conceder , mas mesmo só a título de concessão, que a dimensão realizavel da felicidade (termo tão frágil) é o prazer. L<br />
O que existe no mundo, o que organiza (a princípio) a ação humana é dor e prazer. O que existe é então a satisfação ou a frustração do prazer almejado.<br />
{E o que pode vir a existir para os mais intelectos mais refinados é um sentimento superior (porque não sensorial) a essa satisfação que mencionei, mas eu não diria que esse sentimento é nomeadamente o sentimento de felicidade.} </p>
<p>A conexão que eu faço dessa reflexão com a questão da violência é a seguinte (vou repetir): ESTUDAR É UM ATO DA GRANDE VIOLÊNCIA! Quando adultos não infantis é um ato de violência de um espírito resignado. É um ato voluntário de sofrimento, um esforço individual tremendamente difícil (mesmo que extremamente compensatório pelo resultado, pelo sentimento de poder e dominação sobre si mesmo que este ato traz consigo). E quando crianças é um ato da mais profunda violência contra os instintos primitivos próprios do estágio infância do homem que, em função do reduzido desenvolvimento intelectual (e cerebral) vive uma busca desenfreada pelo prazer sensorial.<br />
Adultos que permanecem crianças apesar de idade geralmente não são capazes de estudar, porque estudar demanda negação dos nossos impulsos mais primitivos (negar o bar, por exemplo, negar uma vida sem disciplinada e etc.).</p>
<p>[CONTINUA&#8230;]</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1021558</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 12:07:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=156604#comment-1021558</guid>

					<description><![CDATA[[CONTINUAÇÃO] 

7) &quot;A escola não pode se construir numa instituição legitimados da ordem social dominante, reduzindo-se a uma agência formadora de mao-de-obra alienada e barata para o capital.&quot; 

É o mesmo que falar que o judiciário, aquele que aplica o ordenamento jurídico BURGUES, não tem existe para legitimar a ordem social dominante (que é a burguesa). A escola do Estado burguês foi inventada para formar trabalhadores para o modo de produção capitalista. A escola pública forma os trabalhadores mais explorados, e para isso (e eu tive a experiência de ser mãe de alunos matrículados em duas escolas públicas em cidades de elevado IDH) ensinam a prática de serem dominados e o hábito de negligenciar os estudos (para além da repulsa de classe que os funcionários pertencentes a uma classe média baixa dedicam aos pais, sintoma da nossa tão conhecida síndrome do pequeno poder). A escola pública não passa de um depósito onde se aprende a ser oprimido e onde se estimula o que é existe de pior (por exemplo incluindo na prática pedagógica, por um lado, a cultura da filantropia e por outro o fetiche das redes sociais). E as escolas particulares, em uma régua econômica traçada pelo valor da mensalidade, formam os filhos das classes médias para desenvolvendo neles, por um lado, habilidades digitais e menosprezo pelas classes subalternas (criando um ambiente explícito de prestação de serviços em que eles são os consumidores, e a pedagógica positiva cai como uma luva na formação dessa classe que será ao mesmo tempo digital e consumidora de itens supérfluos) e, por outro lado, não desenvolvendo neles qualquer estímulo ao estudo como prática de criação de novas ideias (o ensino das disciplinas de filosofia, história e sociologia de reduziu ao ensino de esquemas superficiais na exata medida do que os vestibulares exigem). Enfim... Nenhuma escola que integre a totalidade institucional do Estado burguês possui qualquer possibilidade de se desprender &quot;de uma visão mercantilista desumanizadora&quot;. 

8) &quot;As guerras, a violência, o racismo e as injustiças não resultam de um acidente de percurso, mas decorrem do desenvolvimento da razão moderna vinculada ao projeto de sociedade industrial agressiva.&quot; 

Aqui eu preciso reintegrar o que eu já havia dito sobre a questão da violência:
o que mais me incomodou é a ingenuidade (eu nem diria mais que se trata de uma ingenuidade, é mesmo um equivo grave de reflexão) com que o autor tratou da questão da violência.
O autor coloca de forma explícita que a ausência de um estado de paz na terra (ao som dos sinos felizes de Belém, e sim, é possível ser ateu e seguir agindo como um bom cristão) e presença da violência é CULPA do capitalismo. Decorre disso que, para o autor, bastaria acabar com o modo de produção capitalista para se acabar com a violência. Que erro grave!!!
Reforço o que eu já havia dito: a violência nos é constitutiva!!!! É necessário colocar a violência no bailo da formulação de um pedagogias revolucionária, disruptiva, para que ela se torne ferramenta útil de transformação social!!! Negar a violência não é o caminho!!! Tudo o que as classes dominantes mais desejam é, inclusive, que a violência seja um ato repudiando por nós. É isso que nos domina. Sem violência não haverá mudanças. 

[Continua...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[CONTINUAÇÃO] </p>
<p>7) &#8220;A escola não pode se construir numa instituição legitimados da ordem social dominante, reduzindo-se a uma agência formadora de mao-de-obra alienada e barata para o capital.&#8221; </p>
<p>É o mesmo que falar que o judiciário, aquele que aplica o ordenamento jurídico BURGUES, não tem existe para legitimar a ordem social dominante (que é a burguesa). A escola do Estado burguês foi inventada para formar trabalhadores para o modo de produção capitalista. A escola pública forma os trabalhadores mais explorados, e para isso (e eu tive a experiência de ser mãe de alunos matrículados em duas escolas públicas em cidades de elevado IDH) ensinam a prática de serem dominados e o hábito de negligenciar os estudos (para além da repulsa de classe que os funcionários pertencentes a uma classe média baixa dedicam aos pais, sintoma da nossa tão conhecida síndrome do pequeno poder). A escola pública não passa de um depósito onde se aprende a ser oprimido e onde se estimula o que é existe de pior (por exemplo incluindo na prática pedagógica, por um lado, a cultura da filantropia e por outro o fetiche das redes sociais). E as escolas particulares, em uma régua econômica traçada pelo valor da mensalidade, formam os filhos das classes médias para desenvolvendo neles, por um lado, habilidades digitais e menosprezo pelas classes subalternas (criando um ambiente explícito de prestação de serviços em que eles são os consumidores, e a pedagógica positiva cai como uma luva na formação dessa classe que será ao mesmo tempo digital e consumidora de itens supérfluos) e, por outro lado, não desenvolvendo neles qualquer estímulo ao estudo como prática de criação de novas ideias (o ensino das disciplinas de filosofia, história e sociologia de reduziu ao ensino de esquemas superficiais na exata medida do que os vestibulares exigem). Enfim&#8230; Nenhuma escola que integre a totalidade institucional do Estado burguês possui qualquer possibilidade de se desprender &#8220;de uma visão mercantilista desumanizadora&#8221;. </p>
<p>8) &#8220;As guerras, a violência, o racismo e as injustiças não resultam de um acidente de percurso, mas decorrem do desenvolvimento da razão moderna vinculada ao projeto de sociedade industrial agressiva.&#8221; </p>
<p>Aqui eu preciso reintegrar o que eu já havia dito sobre a questão da violência:<br />
o que mais me incomodou é a ingenuidade (eu nem diria mais que se trata de uma ingenuidade, é mesmo um equivo grave de reflexão) com que o autor tratou da questão da violência.<br />
O autor coloca de forma explícita que a ausência de um estado de paz na terra (ao som dos sinos felizes de Belém, e sim, é possível ser ateu e seguir agindo como um bom cristão) e presença da violência é CULPA do capitalismo. Decorre disso que, para o autor, bastaria acabar com o modo de produção capitalista para se acabar com a violência. Que erro grave!!!<br />
Reforço o que eu já havia dito: a violência nos é constitutiva!!!! É necessário colocar a violência no bailo da formulação de um pedagogias revolucionária, disruptiva, para que ela se torne ferramenta útil de transformação social!!! Negar a violência não é o caminho!!! Tudo o que as classes dominantes mais desejam é, inclusive, que a violência seja um ato repudiando por nós. É isso que nos domina. Sem violência não haverá mudanças. </p>
<p>[Continua&#8230;]</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/05/156604/#comment-1021548</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 10:29:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=156604#comment-1021548</guid>

					<description><![CDATA[Camarada José com seus muitos sobrenomes, ontem fiz uma leitura apressada do texto o que gerou um comentário também apressado. Mas o tema me interessa muito, por isso decidi reler com mais atenção: 

[INTRODUÇÃO] 

1) é tarefa da escola (que escola? A escola do Estado burguês?): &quot;a formação ética, a cidadania, os valores de justiça, do respeito mútuo, do pluralismo, da democracia e da paz&quot; 

Aqui eu já encontro alguns problemas: o autor diz que a é tarefa da escola é ensinar os valores de justiça, de democracia, de paz. Mas qual justiça? Qual democracia? Paz para quem? Porque a burguesia e seus capangas (e incluiremos aqui partidos da esquerda pró-capital como PT e PSOL) possui uma idade a respeito completamente distinta do que seria uma ideia de justiça, democracia e paz que surja em benefício dos explorados. Então é tarefa da escola ensinar os valores hegemônicos (burgueses) ou anti-hegemonicos? Mas poderia a escola organizada juridicamente e pedagogicamente por agentes do capital tratar de um ensino anti-hegemonico? Ou estamos falando de uma escola de um Estado revolucionário dominado pelo proletariado? Ou de uma escola de ensino informal que exista a revelia dos interesses hegemônicos? Financiada por quem? Autogerida? Veremos...


2) A educação &quot;necessita estimular a reflexão e a imaginação dos estudantes a respeito de que mundo eles gostariam de viver, que sociedade desejariam construir e sobre que tipos de pessoas gostariam de ser&quot; 

Será que concordamos que essa tarefa não é e jamais será da escola burguesa? Talvez não pois no parágrafo seguinte se fala em &quot;instituições educacionais&quot;, sendo assim devo crer o autor realmente atribui as tarefas citadas também (ou apenas) às escolas de ensino formal. O que é um problema. Uma ingenuidade, talvez?
Poderiam as instituições educacionais que temos, incluindo as escolas públicas, serem as portadoras da tarefa de construir uma sociedade mais justa? O que me remete ao questionamento feito no ponto (1): que conceito de justiça, democracia e paz o autor está aqui defendendo?
Seria o autor um petista (ou psolista, não há mais diferenças entre estes partidos) que acredita que o Estado burguês é capaz de resolver as injustiça do modo de produção capitalista? 

3) &quot;Emerge a necessidade de se construir um projeto político educacional que transcenda os limites e conceituais do conheço, a fim de que a escola contribua na formação de pessoas reflexivas e críticas&quot; 

A dúvida aqui é a seguinte: Emerge de onde? Não encontrei nexo com que foi dito até então, mas isso é questão menos importante.
O mais importante do parágrafo é o seguinte: a escola (burguesa) vai transcendar limites disciplinares impostos pelo BNCC? Ou a ideia é reformular a legislação vigente? Para formar pessoas reflexivas e críticas? A escola burguesa que existe para formar para o trabalho alienado vai formar pessoas reflexivas e críticas? O Estado burguês vai organizar uma escola burguesa capaz de formar pessoas que questionem a hegemonia burguesa? Esquisito isso, em... 

4) &quot;Se o trabalho escolar não estiver pautado num projeto transformador das relações sociais, nas virtudes e na ética...&quot; 

Aqui eu já até comecei a ficar agoniada com o texto. O trabalhado escolar da escola burguesa pautado num projeto transformador das relações sociais burguesas? Que de raios de escola estamos falando? É a escola de um Estado pós revolução? E que virtudes? Que ética? A ética de quem explora ou de quem é explorado? Teria sido mais apaziguador se o autor tivesse conceituado melhor a noção de ética, justiça, democracia e paz que seu texto defende.


[A EDUCAÇÃO NO SISTEMA CAPITALISTA ALICERÇADA NO PENSAMENTO OCIDENTAL HEGEMÔNICO] 

5) &quot;A educação PERDEU o vínculo com os valores e com as dimensões mais profundas de sua existência&quot; 

Perdeu? Mas qual era essa educação anterior que tinha realmente vínculo com valores? A escola anterior é a de que período histórico? Anterior ao capitalismo, pelo que diz o texto. Seria a escola de uma classe aristocrática? Essa escola (ou algo semelhante) ainda existe. Lá a filha do rei da Espanha estuda os clássicos, tem aulas de filosofia desde a mais tenra idade e é proibida de acessar telas.
Se bem que no passado a academia já foi refúgio da crítica... Não é mais. Estamos falando então apenas das universidades? 

6) &quot;As instituições educativas, na maioria dos casos, respondem apenas pela função de preparar os alunos para o mercado de trabalho&quot; 

Puxa, nem aqui eu vou concordar por inteiro. A não ser que o autor concorde comigo que as únicas excessões são as escolas dos filhos de reis (incluindo os reis das Big Techs). Porque de resto, são todas preparadas para formar para o mercado de trabalho, inclusive aquelas que formam os futuros trabalhadores da (menos) explorada classe média. Desculpa, ou estamos aqui incluindo as escolas curandeiras? Outro dia eu escutei uma mãe montessoriana acusando uma mãe Waldorf de analfabetismo. Em resposta a mãe Waldorfiana acusou a mãe montessoriana de ser fascista de esquerda. Peço desculpas pela quase despropósitada digressão. 

[No meu próximo intervalo enviarei comentários sobre o restante do texto, desta vez lido de forma mais detida.]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada José com seus muitos sobrenomes, ontem fiz uma leitura apressada do texto o que gerou um comentário também apressado. Mas o tema me interessa muito, por isso decidi reler com mais atenção: </p>
<p>[INTRODUÇÃO] </p>
<p>1) é tarefa da escola (que escola? A escola do Estado burguês?): &#8220;a formação ética, a cidadania, os valores de justiça, do respeito mútuo, do pluralismo, da democracia e da paz&#8221; </p>
<p>Aqui eu já encontro alguns problemas: o autor diz que a é tarefa da escola é ensinar os valores de justiça, de democracia, de paz. Mas qual justiça? Qual democracia? Paz para quem? Porque a burguesia e seus capangas (e incluiremos aqui partidos da esquerda pró-capital como PT e PSOL) possui uma idade a respeito completamente distinta do que seria uma ideia de justiça, democracia e paz que surja em benefício dos explorados. Então é tarefa da escola ensinar os valores hegemônicos (burgueses) ou anti-hegemonicos? Mas poderia a escola organizada juridicamente e pedagogicamente por agentes do capital tratar de um ensino anti-hegemonico? Ou estamos falando de uma escola de um Estado revolucionário dominado pelo proletariado? Ou de uma escola de ensino informal que exista a revelia dos interesses hegemônicos? Financiada por quem? Autogerida? Veremos&#8230;</p>
<p>2) A educação &#8220;necessita estimular a reflexão e a imaginação dos estudantes a respeito de que mundo eles gostariam de viver, que sociedade desejariam construir e sobre que tipos de pessoas gostariam de ser&#8221; </p>
<p>Será que concordamos que essa tarefa não é e jamais será da escola burguesa? Talvez não pois no parágrafo seguinte se fala em &#8220;instituições educacionais&#8221;, sendo assim devo crer o autor realmente atribui as tarefas citadas também (ou apenas) às escolas de ensino formal. O que é um problema. Uma ingenuidade, talvez?<br />
Poderiam as instituições educacionais que temos, incluindo as escolas públicas, serem as portadoras da tarefa de construir uma sociedade mais justa? O que me remete ao questionamento feito no ponto (1): que conceito de justiça, democracia e paz o autor está aqui defendendo?<br />
Seria o autor um petista (ou psolista, não há mais diferenças entre estes partidos) que acredita que o Estado burguês é capaz de resolver as injustiça do modo de produção capitalista? </p>
<p>3) &#8220;Emerge a necessidade de se construir um projeto político educacional que transcenda os limites e conceituais do conheço, a fim de que a escola contribua na formação de pessoas reflexivas e críticas&#8221; </p>
<p>A dúvida aqui é a seguinte: Emerge de onde? Não encontrei nexo com que foi dito até então, mas isso é questão menos importante.<br />
O mais importante do parágrafo é o seguinte: a escola (burguesa) vai transcendar limites disciplinares impostos pelo BNCC? Ou a ideia é reformular a legislação vigente? Para formar pessoas reflexivas e críticas? A escola burguesa que existe para formar para o trabalho alienado vai formar pessoas reflexivas e críticas? O Estado burguês vai organizar uma escola burguesa capaz de formar pessoas que questionem a hegemonia burguesa? Esquisito isso, em&#8230; </p>
<p>4) &#8220;Se o trabalho escolar não estiver pautado num projeto transformador das relações sociais, nas virtudes e na ética&#8230;&#8221; </p>
<p>Aqui eu já até comecei a ficar agoniada com o texto. O trabalhado escolar da escola burguesa pautado num projeto transformador das relações sociais burguesas? Que de raios de escola estamos falando? É a escola de um Estado pós revolução? E que virtudes? Que ética? A ética de quem explora ou de quem é explorado? Teria sido mais apaziguador se o autor tivesse conceituado melhor a noção de ética, justiça, democracia e paz que seu texto defende.</p>
<p>[A EDUCAÇÃO NO SISTEMA CAPITALISTA ALICERÇADA NO PENSAMENTO OCIDENTAL HEGEMÔNICO] </p>
<p>5) &#8220;A educação PERDEU o vínculo com os valores e com as dimensões mais profundas de sua existência&#8221; </p>
<p>Perdeu? Mas qual era essa educação anterior que tinha realmente vínculo com valores? A escola anterior é a de que período histórico? Anterior ao capitalismo, pelo que diz o texto. Seria a escola de uma classe aristocrática? Essa escola (ou algo semelhante) ainda existe. Lá a filha do rei da Espanha estuda os clássicos, tem aulas de filosofia desde a mais tenra idade e é proibida de acessar telas.<br />
Se bem que no passado a academia já foi refúgio da crítica&#8230; Não é mais. Estamos falando então apenas das universidades? </p>
<p>6) &#8220;As instituições educativas, na maioria dos casos, respondem apenas pela função de preparar os alunos para o mercado de trabalho&#8221; </p>
<p>Puxa, nem aqui eu vou concordar por inteiro. A não ser que o autor concorde comigo que as únicas excessões são as escolas dos filhos de reis (incluindo os reis das Big Techs). Porque de resto, são todas preparadas para formar para o mercado de trabalho, inclusive aquelas que formam os futuros trabalhadores da (menos) explorada classe média. Desculpa, ou estamos aqui incluindo as escolas curandeiras? Outro dia eu escutei uma mãe montessoriana acusando uma mãe Waldorf de analfabetismo. Em resposta a mãe Waldorfiana acusou a mãe montessoriana de ser fascista de esquerda. Peço desculpas pela quase despropósitada digressão. </p>
<p>[No meu próximo intervalo enviarei comentários sobre o restante do texto, desta vez lido de forma mais detida.]</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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