<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Se queres ver o futuro, olha Gaza	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2025/06/156843/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2025/06/156843/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 Jul 2025 11:33:07 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/06/156843/#comment-1030972</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 11:56:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=156843#comment-1030972</guid>

					<description><![CDATA[habemus poetam]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>habemus poetam</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/06/156843/#comment-1030892</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 21:15:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=156843#comment-1030892</guid>

					<description><![CDATA[A poesia fugiu dos livros, agora está nos canais do Telegram.
As mensagens em árabe no Telegram do Hamas parecem conter referências a Drummond.

Mas, e se Drummond envelheceu? Enquanto o Telegram anuncia novidades que nós, cegos pela ofuscante claridade da zona de conforto, preferimos ignorar.

Fomos re-encontrar a poesia em ti, cidade arrasada,
na paz sepulcral de tuas ruas destruídas mas nunca resignadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua invencível vontade de resistir.

Gaza, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!

As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio. Débeis em face do teu pavoroso poder, mesquinhas no seu esplendor de mármores incólumes e praias não profanadas, as pobres e acomodadas cidades, outrora gloriosas se renderam sem lutas, aprendem contigo o gesto de fogo e o grito de martírio.

Gaza, quantas esperanças!

Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!

De umas apenas resta a escada cheia de corpos; de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.
Não há mais infraestrutura, nem hospitais funcionando nem trabalho nas lojas, todos foram obrigados a fugir, todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros na parede, mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol, ó minha louca Gaza.

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos, apalpo as formas esquartejadas de teu corpo, caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos decepadas e celulares estilhaçados, sinto-te como uma criatura sobre-humana, e que és tu, Gaza, senão isto?

Uma criatura que não quer morrer e combate, contra o céu, a água, o metal, o fósforo branco, o urânio despotencializado, a criatura combate, contra bilhões de dólares de ajuda norte-americana e mísseis teleguiados pela IA, a criatura combate, contra o frio, a fome, à noite, contra a morte a criatura combate,
e vence!

As Comunas podem vencer, Gaza!

Penso na vitória das Comunas, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo das areias;
Penso no colar entrelaçado das Comunas, que se amarão e se defenderão contra tudo.

Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, a grande Comuna em gestação assentará as suas indestrutíveis fundações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A poesia fugiu dos livros, agora está nos canais do Telegram.<br />
As mensagens em árabe no Telegram do Hamas parecem conter referências a Drummond.</p>
<p>Mas, e se Drummond envelheceu? Enquanto o Telegram anuncia novidades que nós, cegos pela ofuscante claridade da zona de conforto, preferimos ignorar.</p>
<p>Fomos re-encontrar a poesia em ti, cidade arrasada,<br />
na paz sepulcral de tuas ruas destruídas mas nunca resignadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua invencível vontade de resistir.</p>
<p>Gaza, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!</p>
<p>As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio. Débeis em face do teu pavoroso poder, mesquinhas no seu esplendor de mármores incólumes e praias não profanadas, as pobres e acomodadas cidades, outrora gloriosas se renderam sem lutas, aprendem contigo o gesto de fogo e o grito de martírio.</p>
<p>Gaza, quantas esperanças!</p>
<p>Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!<br />
Que felicidade brota de tuas casas!</p>
<p>De umas apenas resta a escada cheia de corpos; de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.<br />
Não há mais infraestrutura, nem hospitais funcionando nem trabalho nas lojas, todos foram obrigados a fugir, todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros na parede, mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol, ó minha louca Gaza.</p>
<p>A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos, apalpo as formas esquartejadas de teu corpo, caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos decepadas e celulares estilhaçados, sinto-te como uma criatura sobre-humana, e que és tu, Gaza, senão isto?</p>
<p>Uma criatura que não quer morrer e combate, contra o céu, a água, o metal, o fósforo branco, o urânio despotencializado, a criatura combate, contra bilhões de dólares de ajuda norte-americana e mísseis teleguiados pela IA, a criatura combate, contra o frio, a fome, à noite, contra a morte a criatura combate,<br />
e vence!</p>
<p>As Comunas podem vencer, Gaza!</p>
<p>Penso na vitória das Comunas, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo das areias;<br />
Penso no colar entrelaçado das Comunas, que se amarão e se defenderão contra tudo.</p>
<p>Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres, a grande Comuna em gestação assentará as suas indestrutíveis fundações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
