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	Comentários sobre: Um manifesto incómodo. 5	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gogol		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 14:16:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Engraçado que a sociedade do futuro comunista, idealizada por Willian Morris, é o retorno à Idade Média rural. Em seu &quot;Notícias de Lugar Nenhum&quot;, de 1890, a sociedade comunista, que estará por vir, é retratada como um conto de fadas, repleto de bucolismo romântico, em que os felizes cidadãos dessa fantástica sociedade, confraternizam-se em campos de trigo, se divertem em embarcações conduzidas por barqueiros no rio Tamisa, recebem buques de flores silvestres nas festividades e que esses venturosos orgulham-se da pouca tecnologia, o comunismo é a volta para a roça e para o artesanato. Só olhar para o universo do Senhor dos Anéis que verá a sociedade comunista de Morris. O regresso a natureza e a vida campestre, era composta por agricultura de jardinagem, por trabalho artesanal, pela inexistência de dinheiro e, aonde eram cidades, a velha Londres, os cortiços operários e as zonas industriais, abriu-se espaço para as árvores e a selva. A utopia comunista de Morris e o seu romantismo medieval influenciou a literatura fantástica do conservador Tolkien. O universo estético da literatura utópica do marxista britânico, é um esboço do mundo que os ecossocialistas querem para o futuro da humanidade, nada de novo, só velharias de um passado longínquo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado que a sociedade do futuro comunista, idealizada por Willian Morris, é o retorno à Idade Média rural. Em seu &#8220;Notícias de Lugar Nenhum&#8221;, de 1890, a sociedade comunista, que estará por vir, é retratada como um conto de fadas, repleto de bucolismo romântico, em que os felizes cidadãos dessa fantástica sociedade, confraternizam-se em campos de trigo, se divertem em embarcações conduzidas por barqueiros no rio Tamisa, recebem buques de flores silvestres nas festividades e que esses venturosos orgulham-se da pouca tecnologia, o comunismo é a volta para a roça e para o artesanato. Só olhar para o universo do Senhor dos Anéis que verá a sociedade comunista de Morris. O regresso a natureza e a vida campestre, era composta por agricultura de jardinagem, por trabalho artesanal, pela inexistência de dinheiro e, aonde eram cidades, a velha Londres, os cortiços operários e as zonas industriais, abriu-se espaço para as árvores e a selva. A utopia comunista de Morris e o seu romantismo medieval influenciou a literatura fantástica do conservador Tolkien. O universo estético da literatura utópica do marxista britânico, é um esboço do mundo que os ecossocialistas querem para o futuro da humanidade, nada de novo, só velharias de um passado longínquo.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Bruno Domingos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/09/157151/#comment-1065517</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Domingos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 11:09:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Citando um arquiteto/designer do grupo Other Forms: 

&quot;Nossa geração de designers, se essa é de fato a voz que está falando aqui [...] nós realmente descobrimos uma felicidade surfactante que pôde mesclar esses discursos , originalmente imisturáveis - Marx e Heidegger, Benjamin e Barthes - em uma borbulhante espuma  Sloterdijkian? Ou. Se essas palavras são prédios e cidades, esses textos são ruínas? Talvez devam ser tratadas como os destroços empilhados sobre destroços que o anjo da história vê continuamente atirado a seus pés, mas quando, na próxima seção(alerta de spoiler!) &#039;nós&#039; indentifiquemos com o Angelus Novus, de uma tão cowabanga, riders-on-the-storm e presunçosa forma, que elas parecem mais com as ruinás heróicas amadas pelas gerações de Românticos - Pegue qualquer caminho que você goste, de Hölderlin e Goethe, por Schinkel (e Albert Sperr, se você estiver se sentindo brutal), até Aldo Rossi e John Hejduk ou quaisquer sejam as luzes guias da falsa dicotomia sempre-verde do cinza versus branco, &quot;pósmodernismo&quot; é - então por absoluta catástrofe visto por um quebrantado judeu desenraizado, enfaticamente não-heróico e perseguido pela morte, que apesar de ter estado quase sempre em exilio correndo por sua vida, ainda conseguiu olhar para ambos, passado e futuro com brilhante lucidez.&quot;

No livro  Super-Structures do Experimental Jetset de 2021, tradução livre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Citando um arquiteto/designer do grupo Other Forms: </p>
<p>&#8220;Nossa geração de designers, se essa é de fato a voz que está falando aqui [&#8230;] nós realmente descobrimos uma felicidade surfactante que pôde mesclar esses discursos , originalmente imisturáveis &#8211; Marx e Heidegger, Benjamin e Barthes &#8211; em uma borbulhante espuma  Sloterdijkian? Ou. Se essas palavras são prédios e cidades, esses textos são ruínas? Talvez devam ser tratadas como os destroços empilhados sobre destroços que o anjo da história vê continuamente atirado a seus pés, mas quando, na próxima seção(alerta de spoiler!) &#8216;nós&#8217; indentifiquemos com o Angelus Novus, de uma tão cowabanga, riders-on-the-storm e presunçosa forma, que elas parecem mais com as ruinás heróicas amadas pelas gerações de Românticos &#8211; Pegue qualquer caminho que você goste, de Hölderlin e Goethe, por Schinkel (e Albert Sperr, se você estiver se sentindo brutal), até Aldo Rossi e John Hejduk ou quaisquer sejam as luzes guias da falsa dicotomia sempre-verde do cinza versus branco, &#8220;pósmodernismo&#8221; é &#8211; então por absoluta catástrofe visto por um quebrantado judeu desenraizado, enfaticamente não-heróico e perseguido pela morte, que apesar de ter estado quase sempre em exilio correndo por sua vida, ainda conseguiu olhar para ambos, passado e futuro com brilhante lucidez.&#8221;</p>
<p>No livro  Super-Structures do Experimental Jetset de 2021, tradução livre.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/09/157151/#comment-1056920</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 10:01:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José Manoel,

Pelo mesmo motivo, vou ter de resumir muito. As iniciativas de Trump, nesta sua segunda administração, são contrárias à produtividade e ao desenvolvimento capitalista. Ele pretende beneficiar exclusivamente a indústria petrolífera e para isso cancela as energias renováveis, nomeadamente a eólica e a solar. Do mesmo modo, toda a sua política tarifária é contrária ao desenvolvimento económico. 

Quanto à questão climática, será bom recordar os ciclos seculares de aquecimento e arrefecimento, bem como os períodos muitíssimo mais longos, glaciares e inter-glaciares, que este planeta tem atravessado, mas esta seria uma conversa demorada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Manoel,</p>
<p>Pelo mesmo motivo, vou ter de resumir muito. As iniciativas de Trump, nesta sua segunda administração, são contrárias à produtividade e ao desenvolvimento capitalista. Ele pretende beneficiar exclusivamente a indústria petrolífera e para isso cancela as energias renováveis, nomeadamente a eólica e a solar. Do mesmo modo, toda a sua política tarifária é contrária ao desenvolvimento económico. </p>
<p>Quanto à questão climática, será bom recordar os ciclos seculares de aquecimento e arrefecimento, bem como os períodos muitíssimo mais longos, glaciares e inter-glaciares, que este planeta tem atravessado, mas esta seria uma conversa demorada.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Manoel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/09/157151/#comment-1056711</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Manoel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 14:07:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado João Bernardo, e como fica Donald Trump Donald, um político próximo ao fascismo, que &quot;tem uma visão controversa sobre o aquecimento global, considerando-o &quot;uma das maiores fraudes de todos os tempos&quot;. Durante seu mandato, ele revogou mais de 100 regras ambientais, impactando as emissões de gases de efeito estufa, que são responsáveis pelo aquecimento global. Além disso, Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, um tratado internacional que visa limitar o aumento da temperatura global. Sua postura e ações o posicionaram como uma figura polêmica no debate sobre mudanças climáticas, sendo frequentemente criticado por ambientalistas e cientistas (globo.com)&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado João Bernardo, e como fica Donald Trump Donald, um político próximo ao fascismo, que &#8220;tem uma visão controversa sobre o aquecimento global, considerando-o &#8220;uma das maiores fraudes de todos os tempos&#8221;. Durante seu mandato, ele revogou mais de 100 regras ambientais, impactando as emissões de gases de efeito estufa, que são responsáveis pelo aquecimento global. Além disso, Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, um tratado internacional que visa limitar o aumento da temperatura global. Sua postura e ações o posicionaram como uma figura polêmica no debate sobre mudanças climáticas, sendo frequentemente criticado por ambientalistas e cientistas (globo.com)&#8221;?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/09/157151/#comment-1056709</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 13:39:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José Manoel,

Respondo muito resumidamente, porque estou em viagem. A ecologia tornou-se hegemónica nos departamentos de estudos sociais, e isto não incomoda as classes dominantes, porque afasta os estudantes dos problemas dos trabalhadores. Mas np âmbito científico e técnico os empresários agricolas investem tudo na agricultura moderna e produtiva. Só a produção de luxo, destinada à elite, é, ou diz ser, ecológica e orgânica. 

No caso do Terceiro Reich a ideologia ecológica foi aplicada contra a produtividade económica. Remeto para o que escrevi sobre esse caso no capítulo do Labirintos do Fascismo intitulado O Nacional-socialismo como Metacapitalismo. Do mesmo modo o caso do Cambodja sob o  rehime dos Khmers Vermelhos. Mas quanto a isto, os ecologistas olham para o lado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Manoel,</p>
<p>Respondo muito resumidamente, porque estou em viagem. A ecologia tornou-se hegemónica nos departamentos de estudos sociais, e isto não incomoda as classes dominantes, porque afasta os estudantes dos problemas dos trabalhadores. Mas np âmbito científico e técnico os empresários agricolas investem tudo na agricultura moderna e produtiva. Só a produção de luxo, destinada à elite, é, ou diz ser, ecológica e orgânica. </p>
<p>No caso do Terceiro Reich a ideologia ecológica foi aplicada contra a produtividade económica. Remeto para o que escrevi sobre esse caso no capítulo do Labirintos do Fascismo intitulado O Nacional-socialismo como Metacapitalismo. Do mesmo modo o caso do Cambodja sob o  rehime dos Khmers Vermelhos. Mas quanto a isto, os ecologistas olham para o lado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Manoel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/09/157151/#comment-1056568</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Manoel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 22:49:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado, João Bernardo 

Se o conhecimento mais amplamente difundido tende representar os interesses das classes dominantes, principalmente através dos meios universitários, como entender que, sendo a ecologia um entrave ao desenvolvimento das forças produtivas, essa mesma classe dominante (a nível mundial, seja em países desenvolvidos, seja subdesenvolvidos) promove a ecologia (e identitarismo)? Nesse sentido, os facismos, não seriam, na verdade, uma forma, ainda que contraditória, de desenvolvimento destas mesmas forças produtivas, ou seja, no desenvolvimento desigual e combinado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado, João Bernardo </p>
<p>Se o conhecimento mais amplamente difundido tende representar os interesses das classes dominantes, principalmente através dos meios universitários, como entender que, sendo a ecologia um entrave ao desenvolvimento das forças produtivas, essa mesma classe dominante (a nível mundial, seja em países desenvolvidos, seja subdesenvolvidos) promove a ecologia (e identitarismo)? Nesse sentido, os facismos, não seriam, na verdade, uma forma, ainda que contraditória, de desenvolvimento destas mesmas forças produtivas, ou seja, no desenvolvimento desigual e combinado?</p>
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