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	Comentários sobre: Itaú: relato de um demitido	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Leo V		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 16:00:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Minha solidariedade aos trabalhadores demitidos e aos que ficam.

A cara de pau do Itáu de falar em quebra de confiança! Que confiança?! Nunca houve confiança! É o que deixa mais do que claro o fato de colocar programas de monitoramento nos computadores (sem que os funcionários fossem avisados do que que eles capturavam).

E o capitalista tende (para não dizer nunca) confia no trabalhador porque sabe que o trabalhador é um subordinado, explorado, que só está ali porque tem que vender sua força de trabalho para sobreviver. O capitalista sabe que está roubando a vida do trabalhador.

Que o Itaú tenha usado essas métricas de input no computador para dar uma justificativa socialmente aceitável, mostra ao mesmo tempo a irracionalidade do modo de produção capitalista. Por terem exposto aos funcionários que esses inputs (que não possuem com os outputs, com a produtividade), forçam os trabalhadores a desviarem parte dos seus esforços da produção e aumento de produtividade para o cumprimento de métricas de uso de memória do computador, movimento do mouse, teclado etc (como esse e outros relatos sobre a demissão deixam claro). É a produção como simulação. Métricas (signos) que já não possuem referentes. O capitalismo é um sistema de produção ou de dominação?

Um livro muito bom, que infelizmente não foi traduzido para o português, se chama The Tyranny of Metrics, de Jerry Z. Muller. Pode ser baixado no libgen. Aponta a frequente irracionalidade do uso de métricas (índices quantitativos) para avaliar trabalho. Nos EUA a guerra do Vietnã era avaliada pelo número de mortos. O uso de métricas descoladas do trabalho real se amplia na era dos gestores genéricos, na era das Sociedades Anônimas, quando gestores pulam de uma empresa a outra, sem terem conhecimento do setor e do trabalho envolvido. Elas em geral, cada vez mais, não servem à produção, mas sim para manter o quadro de hierarquia, para manter uma dominação e posições sociais. E suma, elas servem à reprodução, não à produção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha solidariedade aos trabalhadores demitidos e aos que ficam.</p>
<p>A cara de pau do Itáu de falar em quebra de confiança! Que confiança?! Nunca houve confiança! É o que deixa mais do que claro o fato de colocar programas de monitoramento nos computadores (sem que os funcionários fossem avisados do que que eles capturavam).</p>
<p>E o capitalista tende (para não dizer nunca) confia no trabalhador porque sabe que o trabalhador é um subordinado, explorado, que só está ali porque tem que vender sua força de trabalho para sobreviver. O capitalista sabe que está roubando a vida do trabalhador.</p>
<p>Que o Itaú tenha usado essas métricas de input no computador para dar uma justificativa socialmente aceitável, mostra ao mesmo tempo a irracionalidade do modo de produção capitalista. Por terem exposto aos funcionários que esses inputs (que não possuem com os outputs, com a produtividade), forçam os trabalhadores a desviarem parte dos seus esforços da produção e aumento de produtividade para o cumprimento de métricas de uso de memória do computador, movimento do mouse, teclado etc (como esse e outros relatos sobre a demissão deixam claro). É a produção como simulação. Métricas (signos) que já não possuem referentes. O capitalismo é um sistema de produção ou de dominação?</p>
<p>Um livro muito bom, que infelizmente não foi traduzido para o português, se chama The Tyranny of Metrics, de Jerry Z. Muller. Pode ser baixado no libgen. Aponta a frequente irracionalidade do uso de métricas (índices quantitativos) para avaliar trabalho. Nos EUA a guerra do Vietnã era avaliada pelo número de mortos. O uso de métricas descoladas do trabalho real se amplia na era dos gestores genéricos, na era das Sociedades Anônimas, quando gestores pulam de uma empresa a outra, sem terem conhecimento do setor e do trabalho envolvido. Elas em geral, cada vez mais, não servem à produção, mas sim para manter o quadro de hierarquia, para manter uma dominação e posições sociais. E suma, elas servem à reprodução, não à produção.</p>
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