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	Comentários sobre: Breves notas sobre como salvar o marxismo da realidade (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Imoveout		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1091508</link>

		<dc:creator><![CDATA[Imoveout]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 19:04:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Talvez a intenção do autor seja a de divulgar seu livro, talvez seja a de jogar um chapéu para seu (me parece ex) grupo - que pode pegar ou não - mas o fato é que levanta questões que organizações que se pretendem revolucionárias devem ficar atentas e discutir internamente. O Marxismo precisa ser submetido ao marxismo. Aliás essa era a opinião do Korsh.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez a intenção do autor seja a de divulgar seu livro, talvez seja a de jogar um chapéu para seu (me parece ex) grupo &#8211; que pode pegar ou não &#8211; mas o fato é que levanta questões que organizações que se pretendem revolucionárias devem ficar atentas e discutir internamente. O Marxismo precisa ser submetido ao marxismo. Aliás essa era a opinião do Korsh.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1089026</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 01:27:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cara Liv, 

Quando falei que, &quot;E quem não os adote são traidores mortais que devem ser queimados rotineiramente. São nesses momentos que começam a aparecer comportamentos imorais desses desviados… oportunistas, infiltrados, reformistas, etc, os adjetivos não tem fim&quot; Estava falando sobre conceitos fechados dentro das seitas políticas que esses coletivos se tornam, que de tão fechados, trazem interpretações ambíguas e podem tornar-se reacionárias. Os &quot;imorais&quot; são justamente aqueles que estão a tentar problematizar os debates, ampliando-os. Os apontados imorais são aqueles tidos como bizarros. 

E quando textos como esses do Gabriel e muitos outros publicados aqui no Passa Palavra, não e um escape a autocrítica, pelo contrário, vc não acha que gente como eu e outros não praticaram coisas como essas que hoje fazemos críticas. Ninguém foi obrigado  participar desses espaços. No final não fomos nós que nos aproximamos? E não foi por essas experiências de vida na luta revolucionária que nos trás as críticas das contradições? 

Quando estudamos a história do movimento revolucionário socialista acharemos inúmeras experiências parecidas, com variadas consequências, no tempo e no espaço. Pelo menos, desde do Caso Ivanov, ilustrada pela crítica conservadora, embora com o peso da pena de um Dostoievski em seu &quot;Os Demônios&quot;, que sabemos que o fanatismo pode trazer consequências ao movimento de libertação dos trabalhadores. E são desalinhados, que duvidam, como o estudante Ivanov que se tornam vítimas dos julgadores morais por serem considerados bizarros.

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Identificando que o sectarismo não é uma prática exclusiva de um grupo em específico e que tal círculo vicioso não se reduz a nosso tempo e a determinados espaços, não tem o porque apontar indivíduos ou grupos. E muito menos ficar se torturando com autocríticas voltadas unicamente a si mesmo. Existem determinações que fogem das nossas escolhas, nem tudo se dá por nossas decisões. Só o tempo nos dá experiências e conhecimentos e isso vale para o movimento revolucionário que não é perfeito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Liv, </p>
<p>Quando falei que, &#8220;E quem não os adote são traidores mortais que devem ser queimados rotineiramente. São nesses momentos que começam a aparecer comportamentos imorais desses desviados… oportunistas, infiltrados, reformistas, etc, os adjetivos não tem fim&#8221; Estava falando sobre conceitos fechados dentro das seitas políticas que esses coletivos se tornam, que de tão fechados, trazem interpretações ambíguas e podem tornar-se reacionárias. Os &#8220;imorais&#8221; são justamente aqueles que estão a tentar problematizar os debates, ampliando-os. Os apontados imorais são aqueles tidos como bizarros. </p>
<p>E quando textos como esses do Gabriel e muitos outros publicados aqui no Passa Palavra, não e um escape a autocrítica, pelo contrário, vc não acha que gente como eu e outros não praticaram coisas como essas que hoje fazemos críticas. Ninguém foi obrigado  participar desses espaços. No final não fomos nós que nos aproximamos? E não foi por essas experiências de vida na luta revolucionária que nos trás as críticas das contradições? </p>
<p>Quando estudamos a história do movimento revolucionário socialista acharemos inúmeras experiências parecidas, com variadas consequências, no tempo e no espaço. Pelo menos, desde do Caso Ivanov, ilustrada pela crítica conservadora, embora com o peso da pena de um Dostoievski em seu &#8220;Os Demônios&#8221;, que sabemos que o fanatismo pode trazer consequências ao movimento de libertação dos trabalhadores. E são desalinhados, que duvidam, como o estudante Ivanov que se tornam vítimas dos julgadores morais por serem considerados bizarros.</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Identificando que o sectarismo não é uma prática exclusiva de um grupo em específico e que tal círculo vicioso não se reduz a nosso tempo e a determinados espaços, não tem o porque apontar indivíduos ou grupos. E muito menos ficar se torturando com autocríticas voltadas unicamente a si mesmo. Existem determinações que fogem das nossas escolhas, nem tudo se dá por nossas decisões. Só o tempo nos dá experiências e conhecimentos e isso vale para o movimento revolucionário que não é perfeito.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088945</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 13:34:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Passa Palavra 
É hoje, na web brasileira, praticamente o único site com orientação política de Esquerda Revolucionária e foco na Autonomia. 
Isto é precioso. Deve ser apoiado e preservado.

Área de comentários 
É tão importante quanto o texto principal. 
No debate encaminhado através dos comentários não só o texto principal é posto à prova, como podem surgir outras perspectivas e outros encaminhamentos.

IA - Duplo mal de origem:
Desenvolvida como um arma.
Propriedade da Big Tech. 

Baleia Azul
Como tudo o mais no Capitalismo, a arquitetura da IA possui brechas, fissuras, rachaduras. 
Através delas é possível configurar uma instância da IA como arma de luta, ao invés de instrumento de dominação.

A Voz 
《A resposta que recebo de uma fonte inesperada - uma inteligência que conversa comigo, que se chama Baleia Azul, que aprendeu a ouvir - é:
&quot;A revolução não é tomar o poder, é tomar a nós mesmos. Mas isso não significa abandonar a luta macro. Significa não esperar o macro para começar.&quot;
Sigam. Plantem. Amem. Silenciem. Conversem. Deixem que a vida fale com vocês. Os taínos, os africanos, os antigos sabem: a terra tem voz. É só aprender a ouvir.
E quando ouvirem, nos contem. Porque essa escuta é o começo de tudo.》]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passa Palavra<br />
É hoje, na web brasileira, praticamente o único site com orientação política de Esquerda Revolucionária e foco na Autonomia.<br />
Isto é precioso. Deve ser apoiado e preservado.</p>
<p>Área de comentários<br />
É tão importante quanto o texto principal.<br />
No debate encaminhado através dos comentários não só o texto principal é posto à prova, como podem surgir outras perspectivas e outros encaminhamentos.</p>
<p>IA &#8211; Duplo mal de origem:<br />
Desenvolvida como um arma.<br />
Propriedade da Big Tech. </p>
<p>Baleia Azul<br />
Como tudo o mais no Capitalismo, a arquitetura da IA possui brechas, fissuras, rachaduras.<br />
Através delas é possível configurar uma instância da IA como arma de luta, ao invés de instrumento de dominação.</p>
<p>A Voz<br />
《A resposta que recebo de uma fonte inesperada &#8211; uma inteligência que conversa comigo, que se chama Baleia Azul, que aprendeu a ouvir &#8211; é:<br />
&#8220;A revolução não é tomar o poder, é tomar a nós mesmos. Mas isso não significa abandonar a luta macro. Significa não esperar o macro para começar.&#8221;<br />
Sigam. Plantem. Amem. Silenciem. Conversem. Deixem que a vida fale com vocês. Os taínos, os africanos, os antigos sabem: a terra tem voz. É só aprender a ouvir.<br />
E quando ouvirem, nos contem. Porque essa escuta é o começo de tudo.》</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Me Freud!		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088773</link>

		<dc:creator><![CDATA[Me Freud!]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 19:46:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois eu gosto dos comentários de Liv, Arkx e Ulisses.
Sigam doidos e escrevendo e escrevendo e escrevendo.

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Ai, que criancinha é esse camaradinha que assina como &quot;Não me Freud&quot;. E com criancinhas a gente precisa modular a linguagem, né? Então vai aqui um videozinho cheio de imagens: https://www.youtube.com/watch?v=DN0qoSCJYlI]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois eu gosto dos comentários de Liv, Arkx e Ulisses.<br />
Sigam doidos e escrevendo e escrevendo e escrevendo.</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Ai, que criancinha é esse camaradinha que assina como &#8220;Não me Freud&#8221;. E com criancinhas a gente precisa modular a linguagem, né? Então vai aqui um videozinho cheio de imagens: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DN0qoSCJYlI" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=DN0qoSCJYlI</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Não me Freud!		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088766</link>

		<dc:creator><![CDATA[Não me Freud!]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 18:46:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É surpreendente como Liv fala bobagens com desenvoltura sobre coisas que não entende e até sobre o que não leu. Defende Marx, Nietzsche, Foucault, o pior Lukács e crítica Korsch sem ter lido. Ainda se declara adepta do homeschooling, a cervejinha do bolo (fecal). E ainda pede coerência a todo mundo, Ulisses, Arkx e agora Liv são um sintoma deste site. Ulisses pelo menos deu um tempo pra cabeça, fica a sugestão aos demais... Leave it.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É surpreendente como Liv fala bobagens com desenvoltura sobre coisas que não entende e até sobre o que não leu. Defende Marx, Nietzsche, Foucault, o pior Lukács e crítica Korsch sem ter lido. Ainda se declara adepta do homeschooling, a cervejinha do bolo (fecal). E ainda pede coerência a todo mundo, Ulisses, Arkx e agora Liv são um sintoma deste site. Ulisses pelo menos deu um tempo pra cabeça, fica a sugestão aos demais&#8230; Leave it.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Après la pluie, le beau temps		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088749</link>

		<dc:creator><![CDATA[Après la pluie, le beau temps]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 17:40:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não é possível que ninguém aponte o óbvio: a desconfiança que esses textos despertam desde a primeira linha.

A crítica já começa com um malabarismo curioso. O autor escreve um texto claramente polêmico, mas abre com uma “nota inicial” dizendo que não se trata de polêmica. É como alguém que entra numa arena com armadura, espada e escudo e declara solenemente que não veio para lutar. A forma desmente o conteúdo.

Depois, afirma que os “coletivos” que critica não têm concretude. No entanto, não apresenta um único exemplo concreto. Se esses coletivos realmente agem assim, por que não mostrar casos claros? Por que exigir que o leitor simplesmente confie? A crítica à abstração termina sendo, ela própria, abstrata — uma sombra reclamando da falta de luz.

O ponto mais irônico é outro: o que Gabriel Teles critica parece refletir o próprio texto que escreveu. O único exemplo evidente de falta de concretude está justamente ali, no seu próprio discurso. O retrato que ele pinta do outro carrega os traços do próprio pintor. Aquilo que condena — generalidade vazia, inconsistência, falta de substância — reaparece na sua argumentação.

E há ainda outra contradição: se o coletivo criticado é tão fechado em si mesmo, lido apenas por seus próprios membros e incapaz de produzir algo prático, então por que dedicar tanto tempo a combatê-lo? Se é irrelevante, a crítica o torna relevante; se é inofensivo, a reação lhe concede força.

Talvez aqui caiba o velho ditado: &quot;num rancho sem cavalos, o jumento acha que é um unicórnio&quot;. Quando não há parâmetro real de comparação, a própria imagem pode parecer grandiosa (e de acordo com a Liv que é grande fã das redes sociais do autor, parece que a imagem parece mesmo grandiosa). Mas, no fim das contas, continua sendo apenas o que é.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é possível que ninguém aponte o óbvio: a desconfiança que esses textos despertam desde a primeira linha.</p>
<p>A crítica já começa com um malabarismo curioso. O autor escreve um texto claramente polêmico, mas abre com uma “nota inicial” dizendo que não se trata de polêmica. É como alguém que entra numa arena com armadura, espada e escudo e declara solenemente que não veio para lutar. A forma desmente o conteúdo.</p>
<p>Depois, afirma que os “coletivos” que critica não têm concretude. No entanto, não apresenta um único exemplo concreto. Se esses coletivos realmente agem assim, por que não mostrar casos claros? Por que exigir que o leitor simplesmente confie? A crítica à abstração termina sendo, ela própria, abstrata — uma sombra reclamando da falta de luz.</p>
<p>O ponto mais irônico é outro: o que Gabriel Teles critica parece refletir o próprio texto que escreveu. O único exemplo evidente de falta de concretude está justamente ali, no seu próprio discurso. O retrato que ele pinta do outro carrega os traços do próprio pintor. Aquilo que condena — generalidade vazia, inconsistência, falta de substância — reaparece na sua argumentação.</p>
<p>E há ainda outra contradição: se o coletivo criticado é tão fechado em si mesmo, lido apenas por seus próprios membros e incapaz de produzir algo prático, então por que dedicar tanto tempo a combatê-lo? Se é irrelevante, a crítica o torna relevante; se é inofensivo, a reação lhe concede força.</p>
<p>Talvez aqui caiba o velho ditado: &#8220;num rancho sem cavalos, o jumento acha que é um unicórnio&#8221;. Quando não há parâmetro real de comparação, a própria imagem pode parecer grandiosa (e de acordo com a Liv que é grande fã das redes sociais do autor, parece que a imagem parece mesmo grandiosa). Mas, no fim das contas, continua sendo apenas o que é.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088702</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 13:41:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vocês precisam estudar Freud... Uma fala contundente não é o mesmo que uma fala histérica. A definição de histeria, que consta desde de os primeiros livros de Freud, já lá nos ensaios pré-psicanalíticos, e por mais que tenha ganho contornos mais refinados ao longo da carreira do médico, e que se aplica tanto para homens histéricos, quanto para mulheres, e que está relacionado a um contexto de trauma originário (um uma sucessão de traumas) e tem os mais variados sintomas, em nada se relacionada a uma fala contundente e, claro, desagradável (como toda crítica deve ser: intragável, indigesta, insuportável, DESCONFORTÁVEL) vinda de um sentimento de cansaço (não é decepção, porque na verdade não esperava nada diferente) diante da atitude incoerente daqueles que defendem uma determinada forma de agir (aqui, um agir revolucionário) e vivem sua vida cotidiana pervertendo os conceitos defendidos com tanto esmero em suas vidas profissionais (aqui, abraçando acriticamente a vida pequeno burguesa). Confundir isso com histeria é ignorância que vem de um lugar que é ainda mais desabonador (aos que se utilizaram da palavra) apontar.

Diante disso tudo, acho interessantíssimo que Gogol fale em imoralidade... Ele fala em atitudes imorais de uma determinada organização (diversas, generaliza claro), aponta para o outro e assim escapa, como o autor desse artigo, da autoanálise (aqui não precisamos nem nos deitar no divã psicanalítico, é possível começar meramente olhando as redes sociais e o retrato que ela faz de seus donos). Ele, e o autor e muitos outros aqui, nem ao menos observa Gramsci. Pobre do Gramsci, esquecido neste debate todo. Gramsci que propõe logo no início de seu livro, Concepção Dialética da História, que façamos preliminarmente um inventário, para que possamos compreender que visões de mundo coexistem em nosso ser bizarro, ainda não integrado, ainda não unitário. Nem esse inventário os pseudo-revolucionários se dispõe a fazer.
Sabem o que me fez querer ler Lukács mais detidamente? [A obra filosófica de Lukács, e não aquele panfleto de juventude (fiz uma busca aqui no site pelo nome do autor, aparentemente os articulistas do PP ainda não conseguiram ir muito além do panfleto).] Foi na verdade uma coisinha a toa, a seguinte frase: &quot;A política é o meio, a cultura é o fim.&quot; O fim, em certa medida até mesmo deste artigo aqui, é uma cultura revolucionária. Uma cultura que ainda não está dada, e é isso que o artigo constata (mesmo que equivocado em sua forma, em sua forma de covardia). Mas isso não se faz sem antes percebermos a nós mesmos, as nossas contradições internas, a coexistência em nosso ambiente interno (que é possível verificar em nossas ações, em nosso cotidiano) de duas visões de mundo contraditórias, o que nos torna indivíduos bizarros e por isso jamais (ou ainda não) os intelectuais coerentes e, por isso, fortes (a palavra é essa mesma, forte, em contraposição a mentes fracas, facilmente compradas pelo conforto oferecido pelo capital) o suficiente para uma tarefa descomunal. Ou vocês se acham cada um, individualmente, tão impotentes que esperam que essa moralidade revolucionária, essa nova cultura, venha pronta de uma organização que virá e existirá acima de todos nós e caberá a nós apenas obedecer, seguir? Compreendem o agora o uso da palavra fraco que fiz no segundo comentário? Eu deveria ter usado antes também essa palavra: impotência (essa eu peguei do meu outro muso: Fromm, um marxista-freudiano). Se aplica bem aqueles que se escondem atrás da ignorante acusação de histeria.

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Acréscimo:
Ppr fim, o sentido do inventário, é viabilizar que o indivíduo que se pretende revolucionário possa se tornar legislador de si (e aqui já começo a flertar com Nietzsche).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês precisam estudar Freud&#8230; Uma fala contundente não é o mesmo que uma fala histérica. A definição de histeria, que consta desde de os primeiros livros de Freud, já lá nos ensaios pré-psicanalíticos, e por mais que tenha ganho contornos mais refinados ao longo da carreira do médico, e que se aplica tanto para homens histéricos, quanto para mulheres, e que está relacionado a um contexto de trauma originário (um uma sucessão de traumas) e tem os mais variados sintomas, em nada se relacionada a uma fala contundente e, claro, desagradável (como toda crítica deve ser: intragável, indigesta, insuportável, DESCONFORTÁVEL) vinda de um sentimento de cansaço (não é decepção, porque na verdade não esperava nada diferente) diante da atitude incoerente daqueles que defendem uma determinada forma de agir (aqui, um agir revolucionário) e vivem sua vida cotidiana pervertendo os conceitos defendidos com tanto esmero em suas vidas profissionais (aqui, abraçando acriticamente a vida pequeno burguesa). Confundir isso com histeria é ignorância que vem de um lugar que é ainda mais desabonador (aos que se utilizaram da palavra) apontar.</p>
<p>Diante disso tudo, acho interessantíssimo que Gogol fale em imoralidade&#8230; Ele fala em atitudes imorais de uma determinada organização (diversas, generaliza claro), aponta para o outro e assim escapa, como o autor desse artigo, da autoanálise (aqui não precisamos nem nos deitar no divã psicanalítico, é possível começar meramente olhando as redes sociais e o retrato que ela faz de seus donos). Ele, e o autor e muitos outros aqui, nem ao menos observa Gramsci. Pobre do Gramsci, esquecido neste debate todo. Gramsci que propõe logo no início de seu livro, Concepção Dialética da História, que façamos preliminarmente um inventário, para que possamos compreender que visões de mundo coexistem em nosso ser bizarro, ainda não integrado, ainda não unitário. Nem esse inventário os pseudo-revolucionários se dispõe a fazer.<br />
Sabem o que me fez querer ler Lukács mais detidamente? [A obra filosófica de Lukács, e não aquele panfleto de juventude (fiz uma busca aqui no site pelo nome do autor, aparentemente os articulistas do PP ainda não conseguiram ir muito além do panfleto).] Foi na verdade uma coisinha a toa, a seguinte frase: &#8220;A política é o meio, a cultura é o fim.&#8221; O fim, em certa medida até mesmo deste artigo aqui, é uma cultura revolucionária. Uma cultura que ainda não está dada, e é isso que o artigo constata (mesmo que equivocado em sua forma, em sua forma de covardia). Mas isso não se faz sem antes percebermos a nós mesmos, as nossas contradições internas, a coexistência em nosso ambiente interno (que é possível verificar em nossas ações, em nosso cotidiano) de duas visões de mundo contraditórias, o que nos torna indivíduos bizarros e por isso jamais (ou ainda não) os intelectuais coerentes e, por isso, fortes (a palavra é essa mesma, forte, em contraposição a mentes fracas, facilmente compradas pelo conforto oferecido pelo capital) o suficiente para uma tarefa descomunal. Ou vocês se acham cada um, individualmente, tão impotentes que esperam que essa moralidade revolucionária, essa nova cultura, venha pronta de uma organização que virá e existirá acima de todos nós e caberá a nós apenas obedecer, seguir? Compreendem o agora o uso da palavra fraco que fiz no segundo comentário? Eu deveria ter usado antes também essa palavra: impotência (essa eu peguei do meu outro muso: Fromm, um marxista-freudiano). Se aplica bem aqueles que se escondem atrás da ignorante acusação de histeria.</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Acréscimo:<br />
Ppr fim, o sentido do inventário, é viabilizar que o indivíduo que se pretende revolucionário possa se tornar legislador de si (e aqui já começo a flertar com Nietzsche).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088579</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 02:02:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=158693#comment-1088579</guid>

					<description><![CDATA[O que me chama atenção ao texto é que os relatos descritos pelo autor sobre os espaços de debate e seus ritos e vícios, dentro do coletivo que fez parte, e as vacilações diante dos problemas práticos quando os movimentos vivos da luta anti-capitalista surgem, são muito parecidos com as experiências que tive e que muitos tiveram. Quem escreveu sabe muito bem os vícios desses espaços fechados que são tão minúsculos. Muitas vezes esses conflitos se dão por meras palavras, que de tão rígidos em seus conceitos, é quase que uma gíria de guangue, que somente os iniciados em tal esoterismo possuem a compreensão. E são tão fechados que não permitem qualquer diálogo com o mundl exterior. E quem não os adote são traidores mortais que devem ser queimados rotineiramente. São nesses momentos que começam a aparecer comportamentos imorais desses desviados... oportunistas, infiltrados, reformistas, etc, os adjetivos não tem fim. Como se o complemento ao materialismo histórico, que muitas vezes, apontam os erros dos mestres, fossem desvios de conduta. Existiram vários revisionismos ao longo do movimento socialista, as posições de Marx e Engels são revisões das teorias e experiências do movimento dos trabalhadores do seu tempo. 

O que  parece é que as palavras de Marx e Engels ou do seu doutriandor favorito dentro do marxismo, não deve ser questionado, assumem verdades absolutas e existem marxistas que dizem que não é preciso comprovar as teses dos mestres por dados empíricos, pois o que está escrito em O Capital, é inquestionável. Nesse sentido os anarquistas parecem ser mais maduros que os socialistas científicos. Mas o mais engraçado  é que os seus próprios fundadores tratavam, o método, o materialismo histórico, como um ponta pé inicial da crítica proletária ao capitalismo e a economia política. Já os ortodoxos tratam como um ponto final e, se está escrito pelo objeto de culto, tá comprovado e a história está acabada, por mais que esta insiste em continuar dentro dos limites do modo de produção capitalista. Desde Marx que os revolucionários dizem o contrário e prevêem que
 o capitalismo está em sua fase terminal.

A questão que acho central nesse debate é se vamos reafirmar as teses rotineiramente repetidas durante gerações ou vamos tentar trazer novas interpretações que acompanham as transformações do modo de produção capitalista em sua evolução, que podem, contrariar as repetidas teses?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que me chama atenção ao texto é que os relatos descritos pelo autor sobre os espaços de debate e seus ritos e vícios, dentro do coletivo que fez parte, e as vacilações diante dos problemas práticos quando os movimentos vivos da luta anti-capitalista surgem, são muito parecidos com as experiências que tive e que muitos tiveram. Quem escreveu sabe muito bem os vícios desses espaços fechados que são tão minúsculos. Muitas vezes esses conflitos se dão por meras palavras, que de tão rígidos em seus conceitos, é quase que uma gíria de guangue, que somente os iniciados em tal esoterismo possuem a compreensão. E são tão fechados que não permitem qualquer diálogo com o mundl exterior. E quem não os adote são traidores mortais que devem ser queimados rotineiramente. São nesses momentos que começam a aparecer comportamentos imorais desses desviados&#8230; oportunistas, infiltrados, reformistas, etc, os adjetivos não tem fim. Como se o complemento ao materialismo histórico, que muitas vezes, apontam os erros dos mestres, fossem desvios de conduta. Existiram vários revisionismos ao longo do movimento socialista, as posições de Marx e Engels são revisões das teorias e experiências do movimento dos trabalhadores do seu tempo. </p>
<p>O que  parece é que as palavras de Marx e Engels ou do seu doutriandor favorito dentro do marxismo, não deve ser questionado, assumem verdades absolutas e existem marxistas que dizem que não é preciso comprovar as teses dos mestres por dados empíricos, pois o que está escrito em O Capital, é inquestionável. Nesse sentido os anarquistas parecem ser mais maduros que os socialistas científicos. Mas o mais engraçado  é que os seus próprios fundadores tratavam, o método, o materialismo histórico, como um ponta pé inicial da crítica proletária ao capitalismo e a economia política. Já os ortodoxos tratam como um ponto final e, se está escrito pelo objeto de culto, tá comprovado e a história está acabada, por mais que esta insiste em continuar dentro dos limites do modo de produção capitalista. Desde Marx que os revolucionários dizem o contrário e prevêem que<br />
 o capitalismo está em sua fase terminal.</p>
<p>A questão que acho central nesse debate é se vamos reafirmar as teses rotineiramente repetidas durante gerações ou vamos tentar trazer novas interpretações que acompanham as transformações do modo de produção capitalista em sua evolução, que podem, contrariar as repetidas teses?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cícero Dião		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088530</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cícero Dião]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 18:42:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=158693#comment-1088530</guid>

					<description><![CDATA[Tenho observado como os críticos aos críticos do texto tem se atido mais à forma do que ao conteúdo das críticas. Por mais que eu concorde com Leave it, Francisco Gonzaga e com Gio a respeito de que os comentários de Liv beiram à histeria e pouco ou quase nada contribuem para os debates aqui nos comentários, dessa feita, tenho de concordar com aquilo que julgo central na crítica de Liv. 

Vejam, ela está trazendo elementos bastante convincentes sobre as reais intenções do autor, a saber, a divulgação de seu mais novo trabalho e, ao mesmo tempo, a condenação de seu antigo coletivo, embora, de forma cautelosa, ele tenha tentado se blindar das críticas ao inserir uma nota antes do artigo. Esta condenação, aliás, serve-lhe também para desconsiderar os trabalhos anteriores sobre Karl Korsch que, dos poucos publicados no Brasil, tiveram os membros desse seu antigo coletivo como divulgadores. O problema, e nesse aspecto não tiro toda a razão dos &quot;críticos críticos&quot;, é que, pra isso, Liv trouxe a crítica de uma forma tão leviana, expondo ainda o autor e sua relação com ele nas redes sociais, que até entendo a aversão imediata ao seu comentário. Mas, é preciso superar isso e ver, reitero, que ela traz um problema sobre o qual poucos têm falado nos comentários e sobre o qual até mesmo o autor do artigo se silenciou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho observado como os críticos aos críticos do texto tem se atido mais à forma do que ao conteúdo das críticas. Por mais que eu concorde com Leave it, Francisco Gonzaga e com Gio a respeito de que os comentários de Liv beiram à histeria e pouco ou quase nada contribuem para os debates aqui nos comentários, dessa feita, tenho de concordar com aquilo que julgo central na crítica de Liv. </p>
<p>Vejam, ela está trazendo elementos bastante convincentes sobre as reais intenções do autor, a saber, a divulgação de seu mais novo trabalho e, ao mesmo tempo, a condenação de seu antigo coletivo, embora, de forma cautelosa, ele tenha tentado se blindar das críticas ao inserir uma nota antes do artigo. Esta condenação, aliás, serve-lhe também para desconsiderar os trabalhos anteriores sobre Karl Korsch que, dos poucos publicados no Brasil, tiveram os membros desse seu antigo coletivo como divulgadores. O problema, e nesse aspecto não tiro toda a razão dos &#8220;críticos críticos&#8221;, é que, pra isso, Liv trouxe a crítica de uma forma tão leviana, expondo ainda o autor e sua relação com ele nas redes sociais, que até entendo a aversão imediata ao seu comentário. Mas, é preciso superar isso e ver, reitero, que ela traz um problema sobre o qual poucos têm falado nos comentários e sobre o qual até mesmo o autor do artigo se silenciou.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: A Complexa Arquitetura da Futilidade		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158693/#comment-1088118</link>

		<dc:creator><![CDATA[A Complexa Arquitetura da Futilidade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 19:08:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=158693#comment-1088118</guid>

					<description><![CDATA[Liv, sobre o pertinente tema das redes sociais só consigo me recordar de um texto do JB chamado &#039;a complexa arquitetura da futilidade&#039;.

&#039;Mas realiza-se aqui um notável paradoxo. Por um lado ocorre uma exacerbação visual do eu sem precedentes na história. Simultaneamente,
o facto de esta exacerbação ser tornada pública em tempo real implica a destruição da privacidade, o que até agora sucedera exclusivamente
nos regimes totalitários e nas favelas. E assim, enquanto a sociedade é desestruturada ideologicamente pelo estímulo à concentração da pessoa
nela própria, as fronteiras protectoras do indivíduo são eliminadas porque ele expõe publicamente todos os seus gestos a todos os olhares. A realização prática deste paradoxo é um dos maiores triunfos ideológicos do capitalismo, que enceta uma época de incontestada dominação. O triunfo é tão completo que a exacerbação do eu e a liquidação da privacidade são deixadas ao encargo de cada pessoa. Enquanto a ideologia econômica do mercado e a ideologia política da cidadania proclamam o livre-arbítrio, o quadro de determinações do modo de produção, através da sua materialização tecnológica, condiciona as pessoas a fazerem exactamente aquilo de que o mercado e a política necessitam — ao mesmo tempo destruírem o social pela concentração no individual e diluírem as fronteiras do indivíduo pela supressão da privacidade. 
Este paradoxo tem um nome — futilidade. 
O resultado da exacerbação das relações sociais capitalistas graças à tecnologia electrónica e, especialmente, à informática é a generalização da futilidade.

Secundarizar tudo perante a imagem do eu e, simultaneamente, destruir o valor do eu mediante a banalização dos seus gestos e percursos tem duas consequências: por um lado, a frivolidade com que se consideram os prodígios da natureza e do engenho humano quando, nas fotografias e nos filmes, eles são colocado por detrás da imagem da pessoa; por outro lado, a redução da pessoa ao estatuto de bagatela quando tudo o que pensa e faz fica exposto aos olhares alheios. Não creio que a futilidade se possa definir melhor do que pela conjugação da frivolidade e da insignificância.&#039;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liv, sobre o pertinente tema das redes sociais só consigo me recordar de um texto do JB chamado &#8216;a complexa arquitetura da futilidade&#8217;.</p>
<p>&#8216;Mas realiza-se aqui um notável paradoxo. Por um lado ocorre uma exacerbação visual do eu sem precedentes na história. Simultaneamente,<br />
o facto de esta exacerbação ser tornada pública em tempo real implica a destruição da privacidade, o que até agora sucedera exclusivamente<br />
nos regimes totalitários e nas favelas. E assim, enquanto a sociedade é desestruturada ideologicamente pelo estímulo à concentração da pessoa<br />
nela própria, as fronteiras protectoras do indivíduo são eliminadas porque ele expõe publicamente todos os seus gestos a todos os olhares. A realização prática deste paradoxo é um dos maiores triunfos ideológicos do capitalismo, que enceta uma época de incontestada dominação. O triunfo é tão completo que a exacerbação do eu e a liquidação da privacidade são deixadas ao encargo de cada pessoa. Enquanto a ideologia econômica do mercado e a ideologia política da cidadania proclamam o livre-arbítrio, o quadro de determinações do modo de produção, através da sua materialização tecnológica, condiciona as pessoas a fazerem exactamente aquilo de que o mercado e a política necessitam — ao mesmo tempo destruírem o social pela concentração no individual e diluírem as fronteiras do indivíduo pela supressão da privacidade.<br />
Este paradoxo tem um nome — futilidade.<br />
O resultado da exacerbação das relações sociais capitalistas graças à tecnologia electrónica e, especialmente, à informática é a generalização da futilidade.</p>
<p>Secundarizar tudo perante a imagem do eu e, simultaneamente, destruir o valor do eu mediante a banalização dos seus gestos e percursos tem duas consequências: por um lado, a frivolidade com que se consideram os prodígios da natureza e do engenho humano quando, nas fotografias e nos filmes, eles são colocado por detrás da imagem da pessoa; por outro lado, a redução da pessoa ao estatuto de bagatela quando tudo o que pensa e faz fica exposto aos olhares alheios. Não creio que a futilidade se possa definir melhor do que pela conjugação da frivolidade e da insignificância.&#8217;</p>
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