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	Comentários sobre: O que é um poeta?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Carlos Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158716/#comment-1090347</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 13:57:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre &quot;O que é um poeta?&quot;
Leitura agradável, sem resposta conclusiva. O que é um poeta? Tudo, menos algo definitivo. Poeta é aquele que versa sobre o mundo, fazendo da aspereza da vida possibilidade não prevista. Poesia se define pelo indefinível, &quot;uma viagem ao desconhecido&quot;, o poeta não.
Ele é qualquer coisa humana a desdenhar do estabelecido, no qual ele também é parte. Ele poderá ser egocêntrico, como o poeta-operário de Maiakovski que, sem deixar sua fábrica de palavras, pão e abrigo, exige seu lugar ao sol. Como também o faz Luciano de Rubempré balzaquiano, sonhando sua inclusão numa sociedade a lhe revelar o preço de suas Ilusões perdidas; Também poderá ser quadrado, como o funcionário público Drummond ou diplomata Guimarães, que nunca vestiram poesias com ternos de suas cafonice burguesas periféricas, que do dorso do planeta se estendem até as ruas mineiras de de Itabira e Cordisburgo.
Poetas são mentirosos, como Fernando Pessoa ao ver metafísica nas coisas, e não naquilo que estaria por de trás delas.
Poetas são sonhadores que fazem os outros sonharem, como o cego Homero a percorrer o solo da Grécia heroica e continuar perambulando pelas cabeças humanas de ontem e de hoje.
Tragado pela máquina de sugar sangue e suor, o poeta é lembrado no Manifesto comunista de Marx e Engels como o sagrado descortinado, pois perdeu sua aura mística que no passado fez palpitar peitos de desuses e semideuses, ou fazer do coração centro gravitacional em um romantismo humano, demasiadamente humano. 
O poeta fracassou, mas de qual fracasso estaríamos falando? Seu fracasso é como a de qualquer outro que não conseguiu vender sua mercadoria, incluindo aqui o fracasso do &quot;sindicalista&quot; que limita sua luta pela inclusão em um mundo excludente: o capitalismo. Se é desse mundo que o poeta quer extrair sua glória, seu fracasso será iminente, inscrito em sua lápide cujo solo nada brotará, muito menos a poesia.
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
No topo do Fuji
Caracol fugiu do ontem,
Concha na base do monte
                            Carone
             Fevereiro de 2026]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre &#8220;O que é um poeta?&#8221;<br />
Leitura agradável, sem resposta conclusiva. O que é um poeta? Tudo, menos algo definitivo. Poeta é aquele que versa sobre o mundo, fazendo da aspereza da vida possibilidade não prevista. Poesia se define pelo indefinível, &#8220;uma viagem ao desconhecido&#8221;, o poeta não.<br />
Ele é qualquer coisa humana a desdenhar do estabelecido, no qual ele também é parte. Ele poderá ser egocêntrico, como o poeta-operário de Maiakovski que, sem deixar sua fábrica de palavras, pão e abrigo, exige seu lugar ao sol. Como também o faz Luciano de Rubempré balzaquiano, sonhando sua inclusão numa sociedade a lhe revelar o preço de suas Ilusões perdidas; Também poderá ser quadrado, como o funcionário público Drummond ou diplomata Guimarães, que nunca vestiram poesias com ternos de suas cafonice burguesas periféricas, que do dorso do planeta se estendem até as ruas mineiras de de Itabira e Cordisburgo.<br />
Poetas são mentirosos, como Fernando Pessoa ao ver metafísica nas coisas, e não naquilo que estaria por de trás delas.<br />
Poetas são sonhadores que fazem os outros sonharem, como o cego Homero a percorrer o solo da Grécia heroica e continuar perambulando pelas cabeças humanas de ontem e de hoje.<br />
Tragado pela máquina de sugar sangue e suor, o poeta é lembrado no Manifesto comunista de Marx e Engels como o sagrado descortinado, pois perdeu sua aura mística que no passado fez palpitar peitos de desuses e semideuses, ou fazer do coração centro gravitacional em um romantismo humano, demasiadamente humano.<br />
O poeta fracassou, mas de qual fracasso estaríamos falando? Seu fracasso é como a de qualquer outro que não conseguiu vender sua mercadoria, incluindo aqui o fracasso do &#8220;sindicalista&#8221; que limita sua luta pela inclusão em um mundo excludente: o capitalismo. Se é desse mundo que o poeta quer extrair sua glória, seu fracasso será iminente, inscrito em sua lápide cujo solo nada brotará, muito menos a poesia.<br />
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////<br />
No topo do Fuji<br />
Caracol fugiu do ontem,<br />
Concha na base do monte<br />
                            Carone<br />
             Fevereiro de 2026</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ananta Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158716/#comment-1089499</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ananta Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 16:49:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei desse comentário sobre termos nascidos todos poetas, pois como bem sabemos o olhar de quando éramos crianças nos fazia muito mais surpreendidos pela vida, pelo mundo e pelas pessoas.
Depois crescemos e somos tão surpreendidos pela vida, pelo mundo e pelas pessoas e de tal forma,  não encontramos uma alternativa para que a felicidade flua sem  esforço - o que antes era suspiro, hoje falta fôlego diante uma corrida pela sobrevida que é sempre tão cara.
E as palavras nos faltam, se antes as inventávamos, hoje as que existem sequer lembram o poeta em nós que se esfoi em sofrreres sem riso algum.
Eu mesma, as vezes ensaio com passos de menina bailarina uma e outra frase poética e não me contento, mas as que invento essas me elevam ao come encanto daquele infarto riso que w tudo embeleza.
E fico assim quando leio palavras e ideias inspiradoras como essas do texto.

O poeta as vezes chega a ser um Drummond involuntário aceitando como parte a pedra no caminho ou mesmo quando ele desenha um riso insinuante permeando a luta vã que o poeta se debate e, talvez por isso se atira ao fracasso que é admirado pelo riso adaga que ilumina texto.
Parabéns, amigo poeta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei desse comentário sobre termos nascidos todos poetas, pois como bem sabemos o olhar de quando éramos crianças nos fazia muito mais surpreendidos pela vida, pelo mundo e pelas pessoas.<br />
Depois crescemos e somos tão surpreendidos pela vida, pelo mundo e pelas pessoas e de tal forma,  não encontramos uma alternativa para que a felicidade flua sem  esforço &#8211; o que antes era suspiro, hoje falta fôlego diante uma corrida pela sobrevida que é sempre tão cara.<br />
E as palavras nos faltam, se antes as inventávamos, hoje as que existem sequer lembram o poeta em nós que se esfoi em sofrreres sem riso algum.<br />
Eu mesma, as vezes ensaio com passos de menina bailarina uma e outra frase poética e não me contento, mas as que invento essas me elevam ao come encanto daquele infarto riso que w tudo embeleza.<br />
E fico assim quando leio palavras e ideias inspiradoras como essas do texto.</p>
<p>O poeta as vezes chega a ser um Drummond involuntário aceitando como parte a pedra no caminho ou mesmo quando ele desenha um riso insinuante permeando a luta vã que o poeta se debate e, talvez por isso se atira ao fracasso que é admirado pelo riso adaga que ilumina texto.<br />
Parabéns, amigo poeta!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158716/#comment-1088434</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 08:39:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Haikai (haiku) acho que de Basho:

Quão glorioso nas folhas verdes, folhas tenras, o brilho do Sol!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Haikai (haiku) acho que de Basho:</p>
<p>Quão glorioso nas folhas verdes, folhas tenras, o brilho do Sol!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adriano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158716/#comment-1088159</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 23:16:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Contribuição tardia de um poema zen budista de autoria desconhecida que li estes dias em algum livro:

O certo é simples
O simples é certo
Se não é simples, não é certo
Se não é certo, não é simples]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Contribuição tardia de um poema zen budista de autoria desconhecida que li estes dias em algum livro:</p>
<p>O certo é simples<br />
O simples é certo<br />
Se não é simples, não é certo<br />
Se não é certo, não é simples</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adriano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158716/#comment-1088109</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 17:08:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Perfeito. Eis um belo ensaio que nasce de uma busca poética. O Haicai é, certamente, a forma que chegou mais próxima da natureza, e não me refiro à natureza como esta imensa força exterior à qual, com todo o desenvolvimento técnico, continuamos sujeitos, mas como estado da existência. A uma integração entre o &quot;exterior externo&quot; e o &quot;interior interno&quot;, tão incomunicáveis que só no instante de um Haicai parece possível. 

A metáfora é a linguagem que tenta dar conta do impossível, e acho que o Haicai é um voltar para as coisas que a palavra se esqueceu quando tentou alcançá-las. Eu desconfio que a busca do Haicai seja uma pretensão supra-histórica, existencial-intuitiva. Se o Big-Bang desencadeou o espaço-tempo, os haicaistas estão no ponto de singularidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perfeito. Eis um belo ensaio que nasce de uma busca poética. O Haicai é, certamente, a forma que chegou mais próxima da natureza, e não me refiro à natureza como esta imensa força exterior à qual, com todo o desenvolvimento técnico, continuamos sujeitos, mas como estado da existência. A uma integração entre o &#8220;exterior externo&#8221; e o &#8220;interior interno&#8221;, tão incomunicáveis que só no instante de um Haicai parece possível. </p>
<p>A metáfora é a linguagem que tenta dar conta do impossível, e acho que o Haicai é um voltar para as coisas que a palavra se esqueceu quando tentou alcançá-las. Eu desconfio que a busca do Haicai seja uma pretensão supra-histórica, existencial-intuitiva. Se o Big-Bang desencadeou o espaço-tempo, os haicaistas estão no ponto de singularidade.</p>
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