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	Comentários sobre: Em defesa do globalismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Caio		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:06:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primo Jonas, seu texto atravessa escalas diferentes de tempo... A mais miúda e mais recente é a da aparente mudança do regime de governança do imediato pós guerra fria para o cenário atual: do otimismo dos anos 1990-2000 com a globalização (contudo sob a unipolaridade dos EUA como polícia do mundo) ao cenário atual de aparente desagregação, multipolar, e das soluções pela força. Acho que a maioria dos insights do texto se concentram aí, e nesse sentido e nessa escala uma figura como o Dugin foi mesmo visionária (ou talvez tenha sabido formular tendências bem), já que doidices que ele propunha nos anos 90 hoje parecem ter bastante concretude. Mas quando você estende esse &quot;globalismo&quot; noventista para o desenvolvimento histórico das ciências, técnicas e instituições à nível global, fico achando que a reflexão corre o risco de perder precisão. Por um lado, corre o risco de aderir demais ao discurso e às promessas desse impulso globalizador do capitalismo – essa integração global da humanidade promovida pelo desenvolvimento das forças produtivas foi simultaneamente a divisão da humanidade, proletarizando-a, racializando-a, exterminando milhares em guerras, e coincide não por acaso com a consolidação das fronteiras nacionais. No lugar de reduzir as guerras, esse processo produziu as primeiras guerras verdadeiramente mundiais. Por outro lado, a retórica &quot;antiglobalista&quot; e hoje é também em grande parte retórica, já que mesmo aqueles que defendem seus reinos sagrados etnoconfessionais, como Irã e Israel, ou EUA e Rússia, usam pesquisas de ponta da física, química, biologia, computação e robótica – em suma, a ciência que só é possível pela pesquisa humana globalizada – para rasgar o planeta com mísseis guiados por IA e massacrar populações. Enfim, gosto da sua provocação num cenário que muita gente que se entende como esquerda tá defendendo alguns desses regimes numa escalada de guerra global suicida. Mas eu não reivindicaria exatamente o &quot;globalismo&quot;, até porque o próprio termo me parece enviesado ao remeter ao léxico pelo qual certa direita fascista enquadra os liberais. No século XIX, quando essa integração-desintegração contraditória da humanidade avançava a passos largos, o movimento operário revolucionário vislumbrou o horizonte de uma terra sem amos, onde o gênero humano é internacional. Eu acho que valeria o esforço de distinguir o horizonte da humanaesfera cosmopolita – cosmoproletário – da globalização capitalista. Voltando aos anos 1990, me parece que foi um tema forte na geração de lutas de então, que ficou taxada exatamente como &quot;antiglobalização&quot;, mesmo que estivesse ensaiando uma mobilização efetivamente transnacional. Boa parte desses debates foi esquecida, e valeria retomá-lo.]]></description>
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