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	Comentários sobre: ECA Digital e o desafio do controle parental	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Moonwalk		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moonwalk]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 19:32:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vivi pra ver no PP sugestão de uso de aplicativo da Google para controle parental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivi pra ver no PP sugestão de uso de aplicativo da Google para controle parental.</p>
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		Por: Liv		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 19:28:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me incomoda muito o pressuposto de que as crianças IRÃO usar as plataformas e que nos resta apenas discutir os mecânicos de controle parental.

Um parente próximo trabalhava como correspondente bancário. Lembro que o bum do mcmv veio acompanhando de um bum da bancarização dos CPFs. Lembro de ter feito plantões em empresas para abrir contas correntes em quantidades absurdas. Pessoas que nunca tiveram conta no banco, em um instante (cada vez mais curto, porque também concomitantemente ocorria a automatização dos procedimentos bancários para além da agência) passaram a ter muito mais do que uma mera conta poupança. Pelo Banco do Brasil chegava a ser pior do que pela CEF pois qualquer papel de pão comprovava renda e concedia algum limite de cheque especial e cartão de crédito. Enfim... neste processo ninguém nunca se perguntava a necessidade da bancarização em massa. Talvez nem ao menos nos dávamos conta deste processo no nosso cotidiano. Qual era o objetivo por trás dos milhares de formulários que eu preenchia? Ampliar a quantidade de possíveis proponentes de crédito subprime (bens duráveis)? Ou, antes até, incluir um número maior de pessoas no fluxo de capital proveniente do ciclo de consumo de bens não duráveis? Bancarizar para viabilidade o consumo? Sim, consumo.

Eu percebo que existe uma aparente distância entre o exemplo da bancarização em massa e o caso aqui tratado. Mas será que em comum ambos não são atravessados pela esfera do consumo? Não se trata apenas da formação da classe trabalhadora do futuro, trata-se também de uma fatia significativa da população que consume (e que não escuta &quot;não&quot;, que é positivada em todos os seus desejos). E se é assim, não nos cabe antes questionar a necessidade (neuro-pedagógica) do uso do ambiente digital pelo público infanto-juvenil?

Como eu disse acima, me incomoda muito o pressuposto de que as crianças irão (a questão surge então como algo já determinado) usar as plataformas e que nos resta apenas tratar dos mecânicos de controle parental. Eu visitei diversas escolas particulares nos últimos anos e o que mais me impressionou foi que o uso de telas a partir de certa idade (8/9 anos, na minha pesquisa) era inegociável, isto é, faz parte da rotina escolar. Algumas escolas (o colégio Porto Seguro, que também teve casos preocupantes envolvendo os alunos no ambiente digital, é uma delas) chegavam a preterir o livro físico em benefício dos livros digitais em sala de aula. Aqui em casa fizemos a escolha (até agora muito acertada) inegociável de não permitir telas. E na transição entre o ensino público e privado, eu me vi obrigada a escolher uma escola não pelo conteúdo do material didático, pelos professores, pela estrutura física, ou mesmo pelo valor da mensalidade, e sim pelo uso ostensivo ou não de plataformas digitais no ambiente escolar. Eu me vi ceifada da possibilidade de escolher educar meus filhos reais fora do ambiente virtual. Com livros ao invés de telas! Com papel, lápis, borracha e letra cursiva! Letra cursiva! As crianças estão sendo alfabetizadas antes com letra imprensa, essa que usamos aqui, no mundo virtual. Enfim... Acho que o erro está no pressuposto do tema aqui tratado. E acho que a chave da análise precisa passar pela dimensão do consumo (não só do letramento digital, que muitos inclusive aqui devem tender a defender, alguns até desde a mais tenra idade para o meu horror).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me incomoda muito o pressuposto de que as crianças IRÃO usar as plataformas e que nos resta apenas discutir os mecânicos de controle parental.</p>
<p>Um parente próximo trabalhava como correspondente bancário. Lembro que o bum do mcmv veio acompanhando de um bum da bancarização dos CPFs. Lembro de ter feito plantões em empresas para abrir contas correntes em quantidades absurdas. Pessoas que nunca tiveram conta no banco, em um instante (cada vez mais curto, porque também concomitantemente ocorria a automatização dos procedimentos bancários para além da agência) passaram a ter muito mais do que uma mera conta poupança. Pelo Banco do Brasil chegava a ser pior do que pela CEF pois qualquer papel de pão comprovava renda e concedia algum limite de cheque especial e cartão de crédito. Enfim&#8230; neste processo ninguém nunca se perguntava a necessidade da bancarização em massa. Talvez nem ao menos nos dávamos conta deste processo no nosso cotidiano. Qual era o objetivo por trás dos milhares de formulários que eu preenchia? Ampliar a quantidade de possíveis proponentes de crédito subprime (bens duráveis)? Ou, antes até, incluir um número maior de pessoas no fluxo de capital proveniente do ciclo de consumo de bens não duráveis? Bancarizar para viabilidade o consumo? Sim, consumo.</p>
<p>Eu percebo que existe uma aparente distância entre o exemplo da bancarização em massa e o caso aqui tratado. Mas será que em comum ambos não são atravessados pela esfera do consumo? Não se trata apenas da formação da classe trabalhadora do futuro, trata-se também de uma fatia significativa da população que consume (e que não escuta &#8220;não&#8221;, que é positivada em todos os seus desejos). E se é assim, não nos cabe antes questionar a necessidade (neuro-pedagógica) do uso do ambiente digital pelo público infanto-juvenil?</p>
<p>Como eu disse acima, me incomoda muito o pressuposto de que as crianças irão (a questão surge então como algo já determinado) usar as plataformas e que nos resta apenas tratar dos mecânicos de controle parental. Eu visitei diversas escolas particulares nos últimos anos e o que mais me impressionou foi que o uso de telas a partir de certa idade (8/9 anos, na minha pesquisa) era inegociável, isto é, faz parte da rotina escolar. Algumas escolas (o colégio Porto Seguro, que também teve casos preocupantes envolvendo os alunos no ambiente digital, é uma delas) chegavam a preterir o livro físico em benefício dos livros digitais em sala de aula. Aqui em casa fizemos a escolha (até agora muito acertada) inegociável de não permitir telas. E na transição entre o ensino público e privado, eu me vi obrigada a escolher uma escola não pelo conteúdo do material didático, pelos professores, pela estrutura física, ou mesmo pelo valor da mensalidade, e sim pelo uso ostensivo ou não de plataformas digitais no ambiente escolar. Eu me vi ceifada da possibilidade de escolher educar meus filhos reais fora do ambiente virtual. Com livros ao invés de telas! Com papel, lápis, borracha e letra cursiva! Letra cursiva! As crianças estão sendo alfabetizadas antes com letra imprensa, essa que usamos aqui, no mundo virtual. Enfim&#8230; Acho que o erro está no pressuposto do tema aqui tratado. E acho que a chave da análise precisa passar pela dimensão do consumo (não só do letramento digital, que muitos inclusive aqui devem tender a defender, alguns até desde a mais tenra idade para o meu horror).</p>
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