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	Comentários sobre: O Domo de Ferro está interceptando nossas chances de um futuro normal	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Irineu Dourado Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158930/#comment-1097973</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irineu Dourado Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 22:28:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo V.

Eu apenas penso que você não entendeu o artigo e portanto também não entendeu nada da minha observação crítica.
Só para o seu conhecimento, convivo , e muito bem com judeus antissionistas aqui em São Paulo devido toda a Questão que envolve não só a Palestina, mas todo o Oriente Médio. Aliás, estudo, pesquiso, leio , participo indo as ruas e eventos referentes ao tema. Ah...desde 1984. Já faz um tempinho...

Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo V.</p>
<p>Eu apenas penso que você não entendeu o artigo e portanto também não entendeu nada da minha observação crítica.<br />
Só para o seu conhecimento, convivo , e muito bem com judeus antissionistas aqui em São Paulo devido toda a Questão que envolve não só a Palestina, mas todo o Oriente Médio. Aliás, estudo, pesquiso, leio , participo indo as ruas e eventos referentes ao tema. Ah&#8230;desde 1984. Já faz um tempinho&#8230;</p>
<p>Abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158930/#comment-1097358</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 04:30:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irineu,

Me pergunto em que mundo se vive quando alguém que não mora num país acha que sabe melhor a realidade desse país do que quem mora lá. 
Ou seja, em vez de você querer entender o que de fato se passa lá através de relato e reflexão de pessoas progressistas que lá moram, quer ler apenas o que traz conforto cognitivo.

Quem sabe ver essa entrevista com um israelense antissionista, e ver sua reação com as sirenes de aviso de mísseis durante a entrevista seja ilustrativo o suficiente para este artigo.

https://youtu.be/VYRYcY6OJZ4?si=90Vz6pbePlzbZLeg

É uma loucura gente no Brasil em vez de se basear na experiência local, preferir agir como se seu próprio desejo fosse a realidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irineu,</p>
<p>Me pergunto em que mundo se vive quando alguém que não mora num país acha que sabe melhor a realidade desse país do que quem mora lá.<br />
Ou seja, em vez de você querer entender o que de fato se passa lá através de relato e reflexão de pessoas progressistas que lá moram, quer ler apenas o que traz conforto cognitivo.</p>
<p>Quem sabe ver essa entrevista com um israelense antissionista, e ver sua reação com as sirenes de aviso de mísseis durante a entrevista seja ilustrativo o suficiente para este artigo.</p>
<p><a href="https://youtu.be/VYRYcY6OJZ4?si=90Vz6pbePlzbZLeg" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/VYRYcY6OJZ4?si=90Vz6pbePlzbZLeg</a></p>
<p>É uma loucura gente no Brasil em vez de se basear na experiência local, preferir agir como se seu próprio desejo fosse a realidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irineu Dourado Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158930/#comment-1097296</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irineu Dourado Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:39:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=158930#comment-1097296</guid>

					<description><![CDATA[Boa tarde.
Em que mundo vive o autor deste artigo ?
E de Israel ele está escrevendo ?
Como ficção até vai.
Mas não aguentei.
Parei de ler antes da metade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde.<br />
Em que mundo vive o autor deste artigo ?<br />
E de Israel ele está escrevendo ?<br />
Como ficção até vai.<br />
Mas não aguentei.<br />
Parei de ler antes da metade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx-Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158930/#comment-1096076</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx-Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 23:42:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um domo de ferrugem, obsoleto e perdulário 


《Em uma transmissão amplamente assistida, um comentarista militar sênior do Canal 12 analisou imagens de videogame como se fossem a documentação de um ataque americano ao Irã, acreditando ser a prova de um bombardeio contínuo.
“Estas são imagens americanas, estamos apenas nos divertindo com elas”, disse ele, enquanto pixels digitais piscavam na tela. “O B-2 está atacando há dias… O que estamos vendo é toda a força do poder norte-americano.” 》

O artigo já traz em si sua própria refutação 

O comentarista da TV israelense não cometeu um simples equívoco. Ele forneceu em tempo real um escandaloso exemplo de supremacismo, seja norte-americano ou israelense - pois os dois se imiscuem.

E não só. É também uma demonstração de crença religiosa na tecnologia, como se ela por ela mesma fosse o único fator determinando o curso de uma guerra. A tecnologia não pode ser avaliada abstratamente, e sim apenas numa situação concreta de combate.

O Irã já desmascarou o &quot;algo próximo da maravilha tecnológica definitiva&quot; (o sistema de defesa anti-míssil israelense) como ardilosa peça de propaganda, como também de auto-engano provocado pelo ranço do excepcionalismo. 

Os recentes ataques de mísseis do Irã expuseram a vulnerabilidade estratégica de Israel, que Telaviv não tem outra opção a não ser ocultar através de rígida censura à divulgação dos danos sofridos. 

O sistema de defesa aérea multinível de Israel era considerado um dos melhores do mundo:
- O &quot;Iron Dome&quot; protege contra mísseis de curto alcance e projéteis de artilharia.
- O &quot;David&#039;s Sling&quot; abate mísseis balísticos e de cruzeiro de médio e longo alcance.
- E os sistemas Arrow 2 e Arrow 3 destinam-se a interceptar alvos balísticos a grandes altitudes. 

Cada nível era supostamente aperfeiçoado e eficaz. Mas a eficácia tem um preço, e este é medido em milhões de dólares por interceptação.

O custo de um míssil Arrow ronda os 3 milhões de dólares, os interceptores do &quot;David&#039;s Sling&quot; custam 700 mil dólares e até o &quot;Iron Dome&quot;, relativamente barato, exige 50-70 mil dólares por cada lançamento. Quando se trata de ataques maciços, estes números são definidores.

Segundo dados norte-americanos, só nos primeiros dois dias da operação militar contra o Irã, o Pentágono gastou 5,6 bilhões de dólares em munições.

Para Israel, a questão das escolhas é igualmente premente. Os militares provavelmente têm de escolher: abater um projétil que custa apenas 50 mil dólares e voa para um bairro residencial, ou poupar um interceptor caro para defender infraestruturas críticas - reatores nucleares, bases militares, centros de controle. Numa guerra prolongada, esta dilema torna-se rotina.

Ou seja, a superioridade tecnológica não anula as restrições de recursos. A eficácia do sistema de defesa aérea num conflito militar prolongado esbarra na questão do arsenal e do orçamento. 

Os mísseis iranianos regularmente lançados com sucesso contra cidades, aeroportos, instalações militares e centrais elétricas são sinal de que a defesa israelense não é ilimitada.

Além disto, ao usar mísseis muito mais baratos contra interceptores caros, o Irã cria uma situação em que cada dia de conflito esgota a defesa israelense mais rapidamente do que a sua própria capacidade ofensiva.

Se na fase inicial era testada a capacidade tecnológica dos sistemas de defesa, na fase atual é colocada à prova sua sustentabilidade econômica. 

Assim, os recentes ataques expuseram não tanto só uma brecha tecnológica na defesa aérea israelense, mas uma contradição fundamental entre o custo da defesa e o custo do ataque. 

Mesmo um sistema de defesa aérea sofisticado dos EUA e dos aliados tem dificuldades em lidar com ataques maciços do Irã. A abordagem principal não é que a defesa aérea seja ruim, mas que a escala da ameaça é muito grande e o sistema não foi projetado para tal volume

A transferência de defesa aérea entre regiões cria novos riscos. Uma divisão completa de anti-mísseis Patriot requer cerca de 70-75 vôos de transporte. 

Os meios de ataque maciços e baratos alteram o equilíbrio de poder, mesmo contra exércitos tecnologicamente fortes. Antes, a vantagem era daquele que tinha melhores mísseis e radares, agora é cada vez mais frequente o vencedor ser aquele que consegue produzir milhares de sistemas simples e baratos e adaptar constantemente a tática.

Mais exemplos de quando a &quot;maravilha tecnológica definitiva&quot; deixa de ser um vídeo-game e desaba na vida real:

- O porta-aviões USS Gerald Ford, o maior do mundo, foi posto fora de serviço após um ataque do Irã. Definitivamente não foi um incêndio na lavandaria, muito menos por conta de vasos sanitários entupidos.
- Estima-se a quantidade abatida de drones norte-americanos do tipo Reaper em 15 unidades. 
- O exército israelense sofreu as maiores perdas de veículos blindados nos últimos 40 anos. Como resultado de inúmeras emboscadas organizadas pelo Hezbollah, foram destruídos 21 tanques Merkava.
- Os EUA gastaram mais de 850 mísseis Tomahawk durante um mês de ataques ao Irã. A produção de mísseis Tomahawk é actualmente de 90-100 mísseis por ano. Desde 1983, foram produzidos 8.919 mísseis de todas as modificações. Mais de 2.465 unidades foram gastas em ações militares (de 1991 a Fevereiro de 2026). O saldo estimado nos armazéns é de ~4.000 mísseis (estimativa não oficial, 2020).
- O Irã teve sucesso surpreendente no ataque a 13 bases militares dos EUA no Oriente Médio. Desde a época do Japão na II Guerra Mundial, nenhum inimigo conseguiu êxito semelhante num ataque simultâneo a tantas bases militares dos EUA.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um domo de ferrugem, obsoleto e perdulário </p>
<p>《Em uma transmissão amplamente assistida, um comentarista militar sênior do Canal 12 analisou imagens de videogame como se fossem a documentação de um ataque americano ao Irã, acreditando ser a prova de um bombardeio contínuo.<br />
“Estas são imagens americanas, estamos apenas nos divertindo com elas”, disse ele, enquanto pixels digitais piscavam na tela. “O B-2 está atacando há dias… O que estamos vendo é toda a força do poder norte-americano.” 》</p>
<p>O artigo já traz em si sua própria refutação </p>
<p>O comentarista da TV israelense não cometeu um simples equívoco. Ele forneceu em tempo real um escandaloso exemplo de supremacismo, seja norte-americano ou israelense &#8211; pois os dois se imiscuem.</p>
<p>E não só. É também uma demonstração de crença religiosa na tecnologia, como se ela por ela mesma fosse o único fator determinando o curso de uma guerra. A tecnologia não pode ser avaliada abstratamente, e sim apenas numa situação concreta de combate.</p>
<p>O Irã já desmascarou o &#8220;algo próximo da maravilha tecnológica definitiva&#8221; (o sistema de defesa anti-míssil israelense) como ardilosa peça de propaganda, como também de auto-engano provocado pelo ranço do excepcionalismo. </p>
<p>Os recentes ataques de mísseis do Irã expuseram a vulnerabilidade estratégica de Israel, que Telaviv não tem outra opção a não ser ocultar através de rígida censura à divulgação dos danos sofridos. </p>
<p>O sistema de defesa aérea multinível de Israel era considerado um dos melhores do mundo:<br />
&#8211; O &#8220;Iron Dome&#8221; protege contra mísseis de curto alcance e projéteis de artilharia.<br />
&#8211; O &#8220;David&#8217;s Sling&#8221; abate mísseis balísticos e de cruzeiro de médio e longo alcance.<br />
&#8211; E os sistemas Arrow 2 e Arrow 3 destinam-se a interceptar alvos balísticos a grandes altitudes. </p>
<p>Cada nível era supostamente aperfeiçoado e eficaz. Mas a eficácia tem um preço, e este é medido em milhões de dólares por interceptação.</p>
<p>O custo de um míssil Arrow ronda os 3 milhões de dólares, os interceptores do &#8220;David&#8217;s Sling&#8221; custam 700 mil dólares e até o &#8220;Iron Dome&#8221;, relativamente barato, exige 50-70 mil dólares por cada lançamento. Quando se trata de ataques maciços, estes números são definidores.</p>
<p>Segundo dados norte-americanos, só nos primeiros dois dias da operação militar contra o Irã, o Pentágono gastou 5,6 bilhões de dólares em munições.</p>
<p>Para Israel, a questão das escolhas é igualmente premente. Os militares provavelmente têm de escolher: abater um projétil que custa apenas 50 mil dólares e voa para um bairro residencial, ou poupar um interceptor caro para defender infraestruturas críticas &#8211; reatores nucleares, bases militares, centros de controle. Numa guerra prolongada, esta dilema torna-se rotina.</p>
<p>Ou seja, a superioridade tecnológica não anula as restrições de recursos. A eficácia do sistema de defesa aérea num conflito militar prolongado esbarra na questão do arsenal e do orçamento. </p>
<p>Os mísseis iranianos regularmente lançados com sucesso contra cidades, aeroportos, instalações militares e centrais elétricas são sinal de que a defesa israelense não é ilimitada.</p>
<p>Além disto, ao usar mísseis muito mais baratos contra interceptores caros, o Irã cria uma situação em que cada dia de conflito esgota a defesa israelense mais rapidamente do que a sua própria capacidade ofensiva.</p>
<p>Se na fase inicial era testada a capacidade tecnológica dos sistemas de defesa, na fase atual é colocada à prova sua sustentabilidade econômica. </p>
<p>Assim, os recentes ataques expuseram não tanto só uma brecha tecnológica na defesa aérea israelense, mas uma contradição fundamental entre o custo da defesa e o custo do ataque. </p>
<p>Mesmo um sistema de defesa aérea sofisticado dos EUA e dos aliados tem dificuldades em lidar com ataques maciços do Irã. A abordagem principal não é que a defesa aérea seja ruim, mas que a escala da ameaça é muito grande e o sistema não foi projetado para tal volume</p>
<p>A transferência de defesa aérea entre regiões cria novos riscos. Uma divisão completa de anti-mísseis Patriot requer cerca de 70-75 vôos de transporte. </p>
<p>Os meios de ataque maciços e baratos alteram o equilíbrio de poder, mesmo contra exércitos tecnologicamente fortes. Antes, a vantagem era daquele que tinha melhores mísseis e radares, agora é cada vez mais frequente o vencedor ser aquele que consegue produzir milhares de sistemas simples e baratos e adaptar constantemente a tática.</p>
<p>Mais exemplos de quando a &#8220;maravilha tecnológica definitiva&#8221; deixa de ser um vídeo-game e desaba na vida real:</p>
<p>&#8211; O porta-aviões USS Gerald Ford, o maior do mundo, foi posto fora de serviço após um ataque do Irã. Definitivamente não foi um incêndio na lavandaria, muito menos por conta de vasos sanitários entupidos.<br />
&#8211; Estima-se a quantidade abatida de drones norte-americanos do tipo Reaper em 15 unidades.<br />
&#8211; O exército israelense sofreu as maiores perdas de veículos blindados nos últimos 40 anos. Como resultado de inúmeras emboscadas organizadas pelo Hezbollah, foram destruídos 21 tanques Merkava.<br />
&#8211; Os EUA gastaram mais de 850 mísseis Tomahawk durante um mês de ataques ao Irã. A produção de mísseis Tomahawk é actualmente de 90-100 mísseis por ano. Desde 1983, foram produzidos 8.919 mísseis de todas as modificações. Mais de 2.465 unidades foram gastas em ações militares (de 1991 a Fevereiro de 2026). O saldo estimado nos armazéns é de ~4.000 mísseis (estimativa não oficial, 2020).<br />
&#8211; O Irã teve sucesso surpreendente no ataque a 13 bases militares dos EUA no Oriente Médio. Desde a época do Japão na II Guerra Mundial, nenhum inimigo conseguiu êxito semelhante num ataque simultâneo a tantas bases militares dos EUA.</p>
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