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	Comentários sobre: O marxismo e as universidades	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pedro Luís Machado Sanches		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159203/#comment-1106327</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Luís Machado Sanches]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 11:44:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto remete a parte considerável do problema, mas desvia de ao menos três aspectos fundamentais à ação marxista ou revolucionária dentro das universidades brasileiras de hoje em dia. 
Em primeiro lugar, a &quot;inovação&quot;, que nada mais é do que a apropriação de conhecimento altamente especializado desenvolvido com recursos públicos por indústrias privadas, a preços muito baixos. A parceria com donos dos meios de produção já foi denunciada como despolitizadora, esvaziadora e descaracterizadora das universidades (e.g.: Franklin Leopoldo e Silva. Universidade, cidade, cidadania. Educação. Ed. Hedra, 2014). Não seria inoportuno afirmar que esta é a maneira mais direta e estrutural do capitalismo dominar o que se faz nas universidades, direcionando pela força do financiamento os rumos de projetos e até mesmo da formação acadêmica para seus próprios interesses. 
Em segundo lugar, as mudanças impostas pelo ecocídio cujas consequências já não podem mais ser negadas. Organizar a luta anti-capitalista implica hoje em dia em uma dimensão ecológica, o que o filósofo japonês Kohei Saito tem pautado como uma necessidade de &quot;decescimento&quot;, valorizando tecnologias brandas e sustentáveis e denunciando a acomodação burguesa e ideológica dos ODS da ONU. Marx teria se preocupado com isso no final de sua vida e, infelizmente, pouco se conhece sobre essa dimensão do marxismo que, agora, se faz urgente.
Por último, mas não menos importante, é a ampliação do acesso às universidades públicas brasileiras. A classe trabalhadora hoje tem um acesso considerável ao ensino superior. No entanto, o crescimento do ensino privado, por força do endividamento do FIES, foi muito maior do que a ampliação do setor público. As matrículas em cursos à distância, comprovadamente de pior qualidade, cresceram muito mais que as feitas no ensino presencial. A classe trabalhadora está tendo acesso ao mesmo ensino superior de qualidade que, antes, era reservado quase inteiramente à elite? A formação política nas universidades definhou justamente quando a classe trabalhadora acessou o ensino superior. Mais que uma contradição, isso parece ser providencial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto remete a parte considerável do problema, mas desvia de ao menos três aspectos fundamentais à ação marxista ou revolucionária dentro das universidades brasileiras de hoje em dia.<br />
Em primeiro lugar, a &#8220;inovação&#8221;, que nada mais é do que a apropriação de conhecimento altamente especializado desenvolvido com recursos públicos por indústrias privadas, a preços muito baixos. A parceria com donos dos meios de produção já foi denunciada como despolitizadora, esvaziadora e descaracterizadora das universidades (e.g.: Franklin Leopoldo e Silva. Universidade, cidade, cidadania. Educação. Ed. Hedra, 2014). Não seria inoportuno afirmar que esta é a maneira mais direta e estrutural do capitalismo dominar o que se faz nas universidades, direcionando pela força do financiamento os rumos de projetos e até mesmo da formação acadêmica para seus próprios interesses.<br />
Em segundo lugar, as mudanças impostas pelo ecocídio cujas consequências já não podem mais ser negadas. Organizar a luta anti-capitalista implica hoje em dia em uma dimensão ecológica, o que o filósofo japonês Kohei Saito tem pautado como uma necessidade de &#8220;decescimento&#8221;, valorizando tecnologias brandas e sustentáveis e denunciando a acomodação burguesa e ideológica dos ODS da ONU. Marx teria se preocupado com isso no final de sua vida e, infelizmente, pouco se conhece sobre essa dimensão do marxismo que, agora, se faz urgente.<br />
Por último, mas não menos importante, é a ampliação do acesso às universidades públicas brasileiras. A classe trabalhadora hoje tem um acesso considerável ao ensino superior. No entanto, o crescimento do ensino privado, por força do endividamento do FIES, foi muito maior do que a ampliação do setor público. As matrículas em cursos à distância, comprovadamente de pior qualidade, cresceram muito mais que as feitas no ensino presencial. A classe trabalhadora está tendo acesso ao mesmo ensino superior de qualidade que, antes, era reservado quase inteiramente à elite? A formação política nas universidades definhou justamente quando a classe trabalhadora acessou o ensino superior. Mais que uma contradição, isso parece ser providencial.</p>
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		<title>
		Por: liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159203/#comment-1105117</link>

		<dc:creator><![CDATA[liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 18:45:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Para responder aos interesses do capital, a universidade, ainda que publica e gratuita para os estudantes”. Não entendi a ressalva. É uma contradição que a universidade, especialmente aquela diretamente financiada pelo Estado Burguês, não resposta aos interesses do capital?

Quanto a fonte dos recursos dessa &quot;nova universidade&quot;, seria qual? A mesma de agora (Estado) e/ou alguma parecida com aquela financiou um dos autores citados nas notas de rodapé e que vez por outra ainda dá lá suas contribuições? (me refiro a relação entre Florestan Fernandes e a Fundação Ford).

Alguém precisa colocar também o seguinte: Não é só a escola que termina no terceiro ano do ensino médio (que forma a classe trabalhadora do futuro) que é necessariamente conservadora. A universidade (que especializa uma fatia da classe trabalhadora) também é necessariamente, IRREMEDIAVELMENTE conservadora.

Quanto aos marxistas, quem sabe não seria interessante fazer o inverso do que propõe o artigo: dar as costas à academia e olhar para o restante do mundo.

A base do Bolsa Família está R$ 600,00 + R$150 por criança. É isso?
A diária do servente de pedreiro em uma cidade de elevado IDH está R$150,00 + almoço.
O pacote de miojo custa R$ 1,50.
Sempre sobra alguma coisinha para o jogo do tigrinho. No vagão é só o que se escuta: tictim!
Ah, o shopping trem é também audível! E a venda dos itens de descaminho, suficientemente ágil. Aceita PIX e cartão. O banqueiro cobra taxa, e a galera anda tudo na estica com o boné da Lalá. Já escutaram aquela música estilo chavoso, Comunista Elegante? Ai sim, temos um final feliz! Todo mundo de lalá!
Hamas é um partido fascina. Brasil não é o centro do mundo. Lula é um inimigo safado. O PSOL também. O professor da faculdade, talvez. O que mais? Ainda não bati a meta diária de paginas lidas. Paro por aqui.
Mas, a nova universidade………]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Para responder aos interesses do capital, a universidade, ainda que publica e gratuita para os estudantes”. Não entendi a ressalva. É uma contradição que a universidade, especialmente aquela diretamente financiada pelo Estado Burguês, não resposta aos interesses do capital?</p>
<p>Quanto a fonte dos recursos dessa &#8220;nova universidade&#8221;, seria qual? A mesma de agora (Estado) e/ou alguma parecida com aquela financiou um dos autores citados nas notas de rodapé e que vez por outra ainda dá lá suas contribuições? (me refiro a relação entre Florestan Fernandes e a Fundação Ford).</p>
<p>Alguém precisa colocar também o seguinte: Não é só a escola que termina no terceiro ano do ensino médio (que forma a classe trabalhadora do futuro) que é necessariamente conservadora. A universidade (que especializa uma fatia da classe trabalhadora) também é necessariamente, IRREMEDIAVELMENTE conservadora.</p>
<p>Quanto aos marxistas, quem sabe não seria interessante fazer o inverso do que propõe o artigo: dar as costas à academia e olhar para o restante do mundo.</p>
<p>A base do Bolsa Família está R$ 600,00 + R$150 por criança. É isso?<br />
A diária do servente de pedreiro em uma cidade de elevado IDH está R$150,00 + almoço.<br />
O pacote de miojo custa R$ 1,50.<br />
Sempre sobra alguma coisinha para o jogo do tigrinho. No vagão é só o que se escuta: tictim!<br />
Ah, o shopping trem é também audível! E a venda dos itens de descaminho, suficientemente ágil. Aceita PIX e cartão. O banqueiro cobra taxa, e a galera anda tudo na estica com o boné da Lalá. Já escutaram aquela música estilo chavoso, Comunista Elegante? Ai sim, temos um final feliz! Todo mundo de lalá!<br />
Hamas é um partido fascina. Brasil não é o centro do mundo. Lula é um inimigo safado. O PSOL também. O professor da faculdade, talvez. O que mais? Ainda não bati a meta diária de paginas lidas. Paro por aqui.<br />
Mas, a nova universidade………</p>
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		<title>
		Por: Mauricinho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159203/#comment-1105102</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mauricinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 17:01:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[São uns delinquentes acadêmicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São uns delinquentes acadêmicos.</p>
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