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	Comentários sobre: Bugio: cultura de trabalho intermitente e sem registro	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Serpente		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/09/159909/#comment-1144484</link>

		<dc:creator><![CDATA[Serpente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:40:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que pensa a o trabalhador que é CLT, convivendo com a maioria que não são?
Empatia? Não.
Luta de classes? Não.
Vamos criticar a luta por direitos trabalhistas para TODES? Aí sim né !]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que pensa a o trabalhador que é CLT, convivendo com a maioria que não são?<br />
Empatia? Não.<br />
Luta de classes? Não.<br />
Vamos criticar a luta por direitos trabalhistas para TODES? Aí sim né !</p>
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		<title>
		Por: Serpente		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/09/159909/#comment-1144481</link>

		<dc:creator><![CDATA[Serpente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:38:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A pessoa que escreveu o texto sabe os direitos dos trabalhadores. O que cada pessoa sente em relação ao seu dia a dia, a convivência, o valor recebido por taxa é pessoal mesmo. 

Mas o que será que sente a trabalhadora da segurança que precisou fazer turno dobrado, no dia seguinte a extração dos quatro dentes do ciso? Sente que seu atestado médico não vale de nada, pois se ela não for ao trabalho, não terá o que receber, assim portanto, sua filha de 2-3 anos terá o que comer?

O que sente a trabalhadora mãe que precisa pagar aluguel e que ainda assim, pode ou não ser chamada , pode ou não alcançar o valor necessário pra uma coisa tão básica como moradia?

Veremos esse tiro no pé!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pessoa que escreveu o texto sabe os direitos dos trabalhadores. O que cada pessoa sente em relação ao seu dia a dia, a convivência, o valor recebido por taxa é pessoal mesmo. </p>
<p>Mas o que será que sente a trabalhadora da segurança que precisou fazer turno dobrado, no dia seguinte a extração dos quatro dentes do ciso? Sente que seu atestado médico não vale de nada, pois se ela não for ao trabalho, não terá o que receber, assim portanto, sua filha de 2-3 anos terá o que comer?</p>
<p>O que sente a trabalhadora mãe que precisa pagar aluguel e que ainda assim, pode ou não ser chamada , pode ou não alcançar o valor necessário pra uma coisa tão básica como moradia?</p>
<p>Veremos esse tiro no pé!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: HecateSun		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/09/159909/#comment-1142810</link>

		<dc:creator><![CDATA[HecateSun]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 18:07:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que a Bugio é para os seus trabalhadores?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que a Bugio é para os seus trabalhadores?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: HecateMoon		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/09/159909/#comment-1142644</link>

		<dc:creator><![CDATA[HecateMoon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 20:49:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que texto difícil.. ainda mais pra eu que sou um clt da Bugio. 
Parece ter sido escrito por alguém que não faz ideia do que a Bugio é para os seus trabalhadores. Compartilhar esse tipo de conteúdo é um tiro no pé.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que texto difícil.. ainda mais pra eu que sou um clt da Bugio.<br />
Parece ter sido escrito por alguém que não faz ideia do que a Bugio é para os seus trabalhadores. Compartilhar esse tipo de conteúdo é um tiro no pé.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/09/159909/#comment-1142133</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 19:30:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Para manter seu poder de mobilização, o capitalismo, portanto, deve obter recursos fora de si mesmo, nas crenças que, em determinado momento, têm
importante poder de persuasão, nas ideologias marcantes, inclusive nas que lhe são hostis, inseridas no contexto cultural em que ele evolui. O espírito que sustenta o processo de acumulação, em dado momento da história, está assim impregnado pelas produções culturais que lhe são contemporâneas e foram desenvolvidas para fins que, na maioria das vezes, diferem completamente dos que visam a justificar o capitalismo.&quot;

&quot;Podemos comparar o processo pelo qual se incorporam ao capitalismo ideias que lhe eram inicialmente estranhas, e até hostis, ao processo de aculturação descrito por Dumont (1991) quando este mostra como a ideologia moderna dominante do individualismo se difunde, forjando composições com as culturas preexistentes. Do encontro e do conflito dos dois conjuntos de ideias-valores nascem representações novas que são &quot;uma espécie de síntese, [... ] radical em maior ou menor grau, algo como uma liga de duas espécies de ideias e de valores, das quais umas, de inspiração holista, são autóctones e outras são tomadas de empréstimo à configuração individualista predominante&quot; (Dumont, 1991, p. 29). Um efeito notável dessa aculturação é então que &quot;não só as representações individualistas não se diluem nem se desvanecem nas combinações em que entram, mas, ao contrário, extraem, nessas associações com seus contrários, por um lado uma adaptabilidade superior e, por outro, uma força aumentada&quot; (id. p. 30). Se transpusermos essa análise para o estudo do capitalismo (cujo princípio de acumulação, aliás, está aliado à modernidade individualista), veremos que o espírito que o anima possui duas faces: uma &quot;voltada para dentro&quot;, como diz Dumont, ou seja, aqui o processo de acumulação legitimado, e outra orientada para as ideologias com que ele se impregnou, ideologias que lhe dão precisamente aquilo que o capitalismo não pode oferecer: razões para participar do processo de acumulação ancoradas na realidade cotidiana e diretamente relacionadas com os valores e as preocupações daqueles que convém engajar.

Na análise de Louis Dumont, os membros de uma cultura holista, confrontados à cultura individualista, veem-se em xeque e sentem necessidade de defender-se, justificar-se, perante aquilo que se lhes mostra como uma crítica e um questionamento de sua identidade. Mas, sob outros aspectos,
eles podem mostrar-se atraídos pelos novos valores e pelas perspectivas de libertação individual e de igualdade, oferecidas por tais valores. É desse
processo de sedução-resistência-busca de autojustificação que nascem a novas representações de composição.

Podem ser feitas as mesmas observações a propósito do espírito do ca pitalismo. Este último transforma-se para atender à necessidade de justificação das pessoas comprometidas em dado momento no processo de acumu1ação capitalista, mas cujos valores e representações, recebidos como herança cultural, ainda estão associados a formas anteriores de acumulação, à sociedade tradicional no caso do nascimento do &quot;primeiro espírito&quot; ou a um espírito precedente, no caso da passagem para os espíritos seguintes do capitalismo. O alvo será tornar sedutoras para tais pessoas as novas formas de acumulação (a dimensão estimulante de todo espírito), ao mesmo tempo que são levadas em conta as necessidades que tais pessoas têm de autojustificar-se (tomando como apoio a referência a um bem comum) e são construídas defesas contra aquilo que, nos novos dispositivos capitalistas, elas percebem como coisas capazes de ameaçar a sobrevivência de sua identidade social (a dimensão &quot;garantias&quot;).

Por vários motivos, o &quot;segundo espírito&quot; do capitalismo, edificado simultaneamente ao estabelecimento da supremacia da grande empresa industrial, contém em si características que não teriam sido renegadas nem pelo comunismo nem pelo fascismo, embora estes fossem os movimentos críticos ao capitalismo mais poderosos na época em que esse &quot;segundo espírito&quot; começou a instaurar-se (Polanyi, 1983). O dirigismo econômico, aspiração comum, será implementado pelo Estado-providência e por seus órgãos de planificação. Dispositivos de controle regular de distribuição do valor agregado entre o capital e o trabalho são implantados com a contabilidade nacional (Desrosieres, 1993, p. 383), o que é coerente com as análises marxistas. O funcionamento hierárquico em vigor nas grandes empresas planificadas, por sua vez, conservará durante muito tempo a marca de uma composição com os valores domésticos tradicionais, o que só podia tranquilizar a reação tradicionalista: respeito e deferência contra proteção e ajuda fazem parte do contrato hierárquico em suas formas tradicionais, bem mais do que a troca entre salário e trabalho, que expressa o modelo liberal anglo-saxão de pensar a relação de emprego. Assim, o princípio de acumulação ilimitada encontrou pontos de convergência com os inimigos, e a composição daí resultante garantiu sobrevivência ao capitalismo, ao oferecer a populações reticentes oportunidade de engajar-se nele com mais entusiasmo.&quot;
(O Novo Espirito do Capitalismo - Luc Boltanski e Ève Chiapello, p. 53 a 55)


Ume nove espírite delu capitalisme está a despertar, reinventando-e!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Para manter seu poder de mobilização, o capitalismo, portanto, deve obter recursos fora de si mesmo, nas crenças que, em determinado momento, têm<br />
importante poder de persuasão, nas ideologias marcantes, inclusive nas que lhe são hostis, inseridas no contexto cultural em que ele evolui. O espírito que sustenta o processo de acumulação, em dado momento da história, está assim impregnado pelas produções culturais que lhe são contemporâneas e foram desenvolvidas para fins que, na maioria das vezes, diferem completamente dos que visam a justificar o capitalismo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Podemos comparar o processo pelo qual se incorporam ao capitalismo ideias que lhe eram inicialmente estranhas, e até hostis, ao processo de aculturação descrito por Dumont (1991) quando este mostra como a ideologia moderna dominante do individualismo se difunde, forjando composições com as culturas preexistentes. Do encontro e do conflito dos dois conjuntos de ideias-valores nascem representações novas que são &#8220;uma espécie de síntese, [&#8230; ] radical em maior ou menor grau, algo como uma liga de duas espécies de ideias e de valores, das quais umas, de inspiração holista, são autóctones e outras são tomadas de empréstimo à configuração individualista predominante&#8221; (Dumont, 1991, p. 29). Um efeito notável dessa aculturação é então que &#8220;não só as representações individualistas não se diluem nem se desvanecem nas combinações em que entram, mas, ao contrário, extraem, nessas associações com seus contrários, por um lado uma adaptabilidade superior e, por outro, uma força aumentada&#8221; (id. p. 30). Se transpusermos essa análise para o estudo do capitalismo (cujo princípio de acumulação, aliás, está aliado à modernidade individualista), veremos que o espírito que o anima possui duas faces: uma &#8220;voltada para dentro&#8221;, como diz Dumont, ou seja, aqui o processo de acumulação legitimado, e outra orientada para as ideologias com que ele se impregnou, ideologias que lhe dão precisamente aquilo que o capitalismo não pode oferecer: razões para participar do processo de acumulação ancoradas na realidade cotidiana e diretamente relacionadas com os valores e as preocupações daqueles que convém engajar.</p>
<p>Na análise de Louis Dumont, os membros de uma cultura holista, confrontados à cultura individualista, veem-se em xeque e sentem necessidade de defender-se, justificar-se, perante aquilo que se lhes mostra como uma crítica e um questionamento de sua identidade. Mas, sob outros aspectos,<br />
eles podem mostrar-se atraídos pelos novos valores e pelas perspectivas de libertação individual e de igualdade, oferecidas por tais valores. É desse<br />
processo de sedução-resistência-busca de autojustificação que nascem a novas representações de composição.</p>
<p>Podem ser feitas as mesmas observações a propósito do espírito do ca pitalismo. Este último transforma-se para atender à necessidade de justificação das pessoas comprometidas em dado momento no processo de acumu1ação capitalista, mas cujos valores e representações, recebidos como herança cultural, ainda estão associados a formas anteriores de acumulação, à sociedade tradicional no caso do nascimento do &#8220;primeiro espírito&#8221; ou a um espírito precedente, no caso da passagem para os espíritos seguintes do capitalismo. O alvo será tornar sedutoras para tais pessoas as novas formas de acumulação (a dimensão estimulante de todo espírito), ao mesmo tempo que são levadas em conta as necessidades que tais pessoas têm de autojustificar-se (tomando como apoio a referência a um bem comum) e são construídas defesas contra aquilo que, nos novos dispositivos capitalistas, elas percebem como coisas capazes de ameaçar a sobrevivência de sua identidade social (a dimensão &#8220;garantias&#8221;).</p>
<p>Por vários motivos, o &#8220;segundo espírito&#8221; do capitalismo, edificado simultaneamente ao estabelecimento da supremacia da grande empresa industrial, contém em si características que não teriam sido renegadas nem pelo comunismo nem pelo fascismo, embora estes fossem os movimentos críticos ao capitalismo mais poderosos na época em que esse &#8220;segundo espírito&#8221; começou a instaurar-se (Polanyi, 1983). O dirigismo econômico, aspiração comum, será implementado pelo Estado-providência e por seus órgãos de planificação. Dispositivos de controle regular de distribuição do valor agregado entre o capital e o trabalho são implantados com a contabilidade nacional (Desrosieres, 1993, p. 383), o que é coerente com as análises marxistas. O funcionamento hierárquico em vigor nas grandes empresas planificadas, por sua vez, conservará durante muito tempo a marca de uma composição com os valores domésticos tradicionais, o que só podia tranquilizar a reação tradicionalista: respeito e deferência contra proteção e ajuda fazem parte do contrato hierárquico em suas formas tradicionais, bem mais do que a troca entre salário e trabalho, que expressa o modelo liberal anglo-saxão de pensar a relação de emprego. Assim, o princípio de acumulação ilimitada encontrou pontos de convergência com os inimigos, e a composição daí resultante garantiu sobrevivência ao capitalismo, ao oferecer a populações reticentes oportunidade de engajar-se nele com mais entusiasmo.&#8221;<br />
(O Novo Espirito do Capitalismo &#8211; Luc Boltanski e Ève Chiapello, p. 53 a 55)</p>
<p>Ume nove espírite delu capitalisme está a despertar, reinventando-e!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: sextou na netflix		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/09/159909/#comment-1142130</link>

		<dc:creator><![CDATA[sextou na netflix]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 19:14:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[por isso é melhor sempre ficar em casa.

pior que um bar predatório com seus funcionários, só um bar esquerdista predatório com seus funcionários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por isso é melhor sempre ficar em casa.</p>
<p>pior que um bar predatório com seus funcionários, só um bar esquerdista predatório com seus funcionários.</p>
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