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	Comentários sobre: Voto Nulo e a Luta pela Autogestão Social	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144633</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 09:08:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Passa Palavra colocou nos Movimentos em Luta o comunicado oportunamente enviado por Sabiá. Podem ver &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2026/10/160014/&quot; rel=&quot;ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Passa Palavra colocou nos Movimentos em Luta o comunicado oportunamente enviado por Sabiá. Podem ver <a href="https://passapalavra.info/2026/10/160014/" rel="ugc">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sabiá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144504</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sabiá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 19:53:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trago aqui um post recente do coletivo Invisíveis, do Rio de Janeiro, para reflexão sobre abstenções e suas relações com a negação do voto ou do sistema político:

ELEIÇÕES 2026: VIGILANTES DA UERJ SOFREM ASSÉDIO DA MULTSERV, SE ATRASAR NO RETORNO DA VOTAÇÃO VAI COMPENSAR HORÁRIO

O Art. 14 da Constituição Federal de 1988 assegura &quot;A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos&quot;. O voto é, portanto, um direito a ser resguardado. A coisa muda quando você é terceirizado: junta com a perda de direitos trabalhistas, ATÉ O DIREITO AO VOTO SE ENCONTRA AMEAÇADO.

Vigilantes patrimoniais que trabalham pra empresa Multiserv na UERJ relatam que estão desistindo de ir votar por causa das exigências de carga horária da empresa. Filas longas nas urnas acabam comprometendo o tempo de espera e, consequentemente, o horário de chegada no trabalho. O ATRASO IMPLICA EM PUNIÇÃO. 

É importante lembrar: A ABSTENÇÃO no primeiro turno das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS brasileiras registra CRESCIMENTO CONTÍNUO DESDE 2006. Na última eleição presidencial a abstenção chegou a 20,79%. Isso dá aproximadamente 32,7 MILHÕES DE BRASILEIROS QUE DEIXARAM DE COMPARECER ÀS URNAS. 

A abstenção deve ser analisada como um fenômeno social, não mera atitude individual. Daí perguntamos: O QUE TEM CAUSADO O AUMENTO DA ABSTENÇÃO DE VOTO? Será que OS TRABALHADORES NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA OU ELES SIMPLESMENTE SÃO IMPOSSIBILITADOS DE PARTICIPAREM ATIVAMENTE?

Não podemos esquecer que o assédio moral no trabalho é recorrente. Os vigilantes da UERJ já relataram a burocracia pra entregar atestados médicos. Por causa dessa dificuldade, muitos simplesmente DEIXAVAM ATÉ DE IR AO MÉDICO, INDO TRABALHAR DOENTES E COMPROMETENDO A PRÓPRIA SAÚDE. 

A DITADURA NO LOCAL DE TRABALHO SEGUE VIVA. SE A CONSTITUIÇÃO NÃO É SUFICIENTE PRA ASSEGURAR OS DIREITOS DOS TRABALHADORES, A SAÍDA É SE JUNTAR PRA LUTAR. INDEPENDENTE DE QUEM ESTEJA NA PRESIDÊNCIA.

VIGILANTE, PATRÃO QUER VOCÊ DISTANTE DO SEU COLEGA DE TRABALHO. PORQUE ELE TEM MEDO DA UNIÃO ENTRE VOCÊS. TEU PATRÃO É UM PAISANO. VIGIE TEUS DIREITOS.
https://www.instagram.com/p/DeFxQAPjhEe/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trago aqui um post recente do coletivo Invisíveis, do Rio de Janeiro, para reflexão sobre abstenções e suas relações com a negação do voto ou do sistema político:</p>
<p>ELEIÇÕES 2026: VIGILANTES DA UERJ SOFREM ASSÉDIO DA MULTSERV, SE ATRASAR NO RETORNO DA VOTAÇÃO VAI COMPENSAR HORÁRIO</p>
<p>O Art. 14 da Constituição Federal de 1988 assegura &#8220;A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos&#8221;. O voto é, portanto, um direito a ser resguardado. A coisa muda quando você é terceirizado: junta com a perda de direitos trabalhistas, ATÉ O DIREITO AO VOTO SE ENCONTRA AMEAÇADO.</p>
<p>Vigilantes patrimoniais que trabalham pra empresa Multiserv na UERJ relatam que estão desistindo de ir votar por causa das exigências de carga horária da empresa. Filas longas nas urnas acabam comprometendo o tempo de espera e, consequentemente, o horário de chegada no trabalho. O ATRASO IMPLICA EM PUNIÇÃO. </p>
<p>É importante lembrar: A ABSTENÇÃO no primeiro turno das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS brasileiras registra CRESCIMENTO CONTÍNUO DESDE 2006. Na última eleição presidencial a abstenção chegou a 20,79%. Isso dá aproximadamente 32,7 MILHÕES DE BRASILEIROS QUE DEIXARAM DE COMPARECER ÀS URNAS. </p>
<p>A abstenção deve ser analisada como um fenômeno social, não mera atitude individual. Daí perguntamos: O QUE TEM CAUSADO O AUMENTO DA ABSTENÇÃO DE VOTO? Será que OS TRABALHADORES NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA OU ELES SIMPLESMENTE SÃO IMPOSSIBILITADOS DE PARTICIPAREM ATIVAMENTE?</p>
<p>Não podemos esquecer que o assédio moral no trabalho é recorrente. Os vigilantes da UERJ já relataram a burocracia pra entregar atestados médicos. Por causa dessa dificuldade, muitos simplesmente DEIXAVAM ATÉ DE IR AO MÉDICO, INDO TRABALHAR DOENTES E COMPROMETENDO A PRÓPRIA SAÚDE. </p>
<p>A DITADURA NO LOCAL DE TRABALHO SEGUE VIVA. SE A CONSTITUIÇÃO NÃO É SUFICIENTE PRA ASSEGURAR OS DIREITOS DOS TRABALHADORES, A SAÍDA É SE JUNTAR PRA LUTAR. INDEPENDENTE DE QUEM ESTEJA NA PRESIDÊNCIA.</p>
<p>VIGILANTE, PATRÃO QUER VOCÊ DISTANTE DO SEU COLEGA DE TRABALHO. PORQUE ELE TEM MEDO DA UNIÃO ENTRE VOCÊS. TEU PATRÃO É UM PAISANO. VIGIE TEUS DIREITOS.<br />
<a href="https://www.instagram.com/p/DeFxQAPjhEe/" rel="nofollow ugc">https://www.instagram.com/p/DeFxQAPjhEe/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cabrão		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144491</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cabrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:56:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bodão poderia ter a chance de se filiar ao Passa Palavra e assim publicar suas reflexões sobre o momento atual do mundo do trabalho, o impacto da extrema direita sobre os trabalhadores e compartilhar suas experiências de luta na atual conjuntura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bodão poderia ter a chance de se filiar ao Passa Palavra e assim publicar suas reflexões sobre o momento atual do mundo do trabalho, o impacto da extrema direita sobre os trabalhadores e compartilhar suas experiências de luta na atual conjuntura.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: O Jardineiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144482</link>

		<dc:creator><![CDATA[O Jardineiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:38:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Saudações mais uma vez.
Sobre se estamos em um momento não revolucionário ou contrarrevolucionário, e se a diferença entre ambos implica em algo na nossa prática militante, responderia que estamos, sim, em um momento não revolucionário. Afinal, uma revolução ocorre quando se transforma radicalmente a sociedade através da mudança do seu modo de produção. O proletariado ainda se encontra numa condição determinada pelo capital e luta apenas de forma espontânea. Como ainda não conseguimos vislumbrar um movimento revolucionário do proletariado, uma contrarrevolução também não está ocorrendo, pois, para que ela exista de fato, essa classe também deveria estar em movimento. O que presenciamos no mundo é um processo de dissolução do atual regime de acumulação e o aumento da necessidade dos países imperialistas de sugar mais mais-valor dos países de capitalismo subordinado. É por isso que há um grande interesse de figuras como Trump na América do Sul e no Brasil, em particular nas terras raras, petróleo, carne, soja, etc. Para abolir isso, não é suficiente votar em partidos progressistas, pois esse processo global independe deles; o que muda é apenas o discurso de um para o outro. A implicação disso na nossa prática é clara: essa ofensiva de burguesia que deve ser cada vez maior nos proximos anos gerarão mais contradições e necessidade de lutas e o que deve ser feito por nós, revolucionários, é estimular o proletariado e as demais classes inferiores a se movimentarem de forma radicalizada, a perceberem ilusões, etc.
Sobre a dúvida de como mensurar a eficácia dessa propaganda do voto nulo como &quot;um dos caminhos mais potentes&quot;, acredito que o voto nulo autogestionário contribui com esse processo na medida em que estimula uma reflexão mais abrangente sobre o Estado burguês, o capitalismo, e aponta para a necessidade de lutar e da autoemancipação. Num momento eleitoral, é uma estratégia formidável, pois combate a irracionalidade que advém do discurso eleitoral. Essa irracionalidade não deve ser tolerada ou deixada de lado; ela precisa ser combatida, por mais desgastante que isso seja. Veja aqui mesmo nos comentários: por mais desgastante que tenha sido o embate, o discurso irracional foi combatido e agora temos uma discussão de nível muito melhor do que a que tínhamos anteriormente.
No que diz respeito à questão se, em período eleitoral, a insatisfação das pessoas com a democracia representativa tem correspondido a um maior interesse pela ideia de revolução e autogestão, vejo que essa insatisfação aponta muito mais para o desinteresse e o conformismo. Contudo, temos aí uma excelente oportunidade para debater exatamente as causas desse desinteresse, que é a alienação generalizada: se os burgueses controlam o trabalho do trabalhador e expropriam o resultado desse trabalho, também devem controlar e regular como as classes lutam entre si, deixando essa luta relativamente estável. Portanto, por mais que o interesse pela autogestão não seja imediata, ao nos posicionarmos através da estratégia do voto nulo autogestionário, damos às pessoas, no mínimo, a possibilidade de sair desse marasmo que é a democracia burguesa. Não conseguimos combater o desinteresse e a apatia com mais desinteresse e apatia. A inércia, nesse caso, contribui apenas para deixar o estado das coisas como está, conservando-o. E quem sabe, marcar o posicionamento hoje do voto nulo autogestionario, não seja o que pode futuramente desencadear lutas autônomas e mais radicais por aumentar a desconfiança em partidos, sindicatos,  Estado etc? Mais sobre a relação entre o voto nulo autogestionário e o estímulo para a autoemancipação, gostaria de indicar esse texto aqui que é muito mais didático do que eu: https://redelp.net/index.php/renf/article/view/758/725.
Por fim, respondendo se as pessoas têm se aproximado politicamente durante essas atividades de &quot;voto nulo autogestionário&quot;, a resposta é afirmativa. Um dos núcleos do Movaut, por exemplo, fez uma atividade, inclusive em porta de fábrica, e a recepção foi positiva, algo bem diferente do que o nosso próprio desgaste em discussões de internet faz crer que seria. Os quase 40 milhões de brasileiros que não foram votar, ou que votaram em branco ou nulo, são um claro sintoma do desinteresse gerado pela democracia burguesa e não é por acaso. No entanto, dormimos no ponto se ficarmos apenas olhando, sem aproveitar a ocasião para falar e debater sobre o assunto. Claro que, como sempre reitero, a luta pelo voto nulo autogestionário não é a luta mais importante e fundamental que devemos travar, mas ela gera uma oportunidade valiosa. A classe proletária e as demais lutam através das armas que têm, inclusive no campo cultural. Muitos movimentos políticos que poderiam ser mais radicais pararam no meio do caminho ou foram absorvidos pela sociedade burguesa exatamente por não terem também condições culturais favoráveis para sustentar essa disputa antes da repressão burguesa. Concordo que os estudantes e trabalhadores em geral aprendem lutando, mas essa luta não se inicia num limbo, e nem deve se iniciar do zero, pois as lutas do passado e a teoria já produzida devem subsidiar as lutas que vem. Basta ver, por exemplo, os relatos do Maio de 68 e os resgates de autores como Marx e os comunistas de conselhos. As lutas do passado, do presente e do futuro estarão sempre entrelaçadas, e é exatamente por isso que a atuação e a luta dos revolucionários hoje são de suma importância.


Bodão, acredito que o que ocorreu foi você ter apenas percebido a luta pelo voto nulo autogestionário e ter passado batido todas as outras ações, então, acho que, com todo respeito, está desinformado. Mas todo ano pode-se verificar diversas atividades, inclusive neste sentido em que fala. Nem preciso ir muito longe: esse ano mesmo teve-se atividade sobre tecnologia, guerra e o destino da humanidade e tem-se algumas atividades sobre marxismo, psicanalise e fascismo, bem como capitalismo e cultura contemporânea, para citar apenas algumas atividades que lembro de cabeça e vai ao encontro do que você julga ser importante. Como sempre reitero, a luta do voto nulo autogestionário não é uma luta fundamental, mas apenas uma parte, uma estratégia nesses momentos eleitorais. A luta deve ser realizada sempre apontando para o objetivo final que é a revolução proletária e deve ser contínua.


Gogol, a comparação não é correta e nem cabe. Um texto negando o estado burguês e estimulando a autoemancipação não deve ser  comparado com um texto que combate ideias revolucionárias sem citar nomes e sem nenhum exemplo concreto na qual o autor  já inicia o texto se defendendo de que as linhas dele não são para ninguém especificamente, apenas expressando o que um outro comentário aqui chamou de &quot;aquele que não deve ser nomeado&quot;. Chamar os dois de &quot;tóxico&quot; é uma injustiça, devido às diferenças fundamentais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações mais uma vez.<br />
Sobre se estamos em um momento não revolucionário ou contrarrevolucionário, e se a diferença entre ambos implica em algo na nossa prática militante, responderia que estamos, sim, em um momento não revolucionário. Afinal, uma revolução ocorre quando se transforma radicalmente a sociedade através da mudança do seu modo de produção. O proletariado ainda se encontra numa condição determinada pelo capital e luta apenas de forma espontânea. Como ainda não conseguimos vislumbrar um movimento revolucionário do proletariado, uma contrarrevolução também não está ocorrendo, pois, para que ela exista de fato, essa classe também deveria estar em movimento. O que presenciamos no mundo é um processo de dissolução do atual regime de acumulação e o aumento da necessidade dos países imperialistas de sugar mais mais-valor dos países de capitalismo subordinado. É por isso que há um grande interesse de figuras como Trump na América do Sul e no Brasil, em particular nas terras raras, petróleo, carne, soja, etc. Para abolir isso, não é suficiente votar em partidos progressistas, pois esse processo global independe deles; o que muda é apenas o discurso de um para o outro. A implicação disso na nossa prática é clara: essa ofensiva de burguesia que deve ser cada vez maior nos proximos anos gerarão mais contradições e necessidade de lutas e o que deve ser feito por nós, revolucionários, é estimular o proletariado e as demais classes inferiores a se movimentarem de forma radicalizada, a perceberem ilusões, etc.<br />
Sobre a dúvida de como mensurar a eficácia dessa propaganda do voto nulo como &#8220;um dos caminhos mais potentes&#8221;, acredito que o voto nulo autogestionário contribui com esse processo na medida em que estimula uma reflexão mais abrangente sobre o Estado burguês, o capitalismo, e aponta para a necessidade de lutar e da autoemancipação. Num momento eleitoral, é uma estratégia formidável, pois combate a irracionalidade que advém do discurso eleitoral. Essa irracionalidade não deve ser tolerada ou deixada de lado; ela precisa ser combatida, por mais desgastante que isso seja. Veja aqui mesmo nos comentários: por mais desgastante que tenha sido o embate, o discurso irracional foi combatido e agora temos uma discussão de nível muito melhor do que a que tínhamos anteriormente.<br />
No que diz respeito à questão se, em período eleitoral, a insatisfação das pessoas com a democracia representativa tem correspondido a um maior interesse pela ideia de revolução e autogestão, vejo que essa insatisfação aponta muito mais para o desinteresse e o conformismo. Contudo, temos aí uma excelente oportunidade para debater exatamente as causas desse desinteresse, que é a alienação generalizada: se os burgueses controlam o trabalho do trabalhador e expropriam o resultado desse trabalho, também devem controlar e regular como as classes lutam entre si, deixando essa luta relativamente estável. Portanto, por mais que o interesse pela autogestão não seja imediata, ao nos posicionarmos através da estratégia do voto nulo autogestionário, damos às pessoas, no mínimo, a possibilidade de sair desse marasmo que é a democracia burguesa. Não conseguimos combater o desinteresse e a apatia com mais desinteresse e apatia. A inércia, nesse caso, contribui apenas para deixar o estado das coisas como está, conservando-o. E quem sabe, marcar o posicionamento hoje do voto nulo autogestionario, não seja o que pode futuramente desencadear lutas autônomas e mais radicais por aumentar a desconfiança em partidos, sindicatos,  Estado etc? Mais sobre a relação entre o voto nulo autogestionário e o estímulo para a autoemancipação, gostaria de indicar esse texto aqui que é muito mais didático do que eu: <a href="https://redelp.net/index.php/renf/article/view/758/725" rel="nofollow ugc">https://redelp.net/index.php/renf/article/view/758/725</a>.<br />
Por fim, respondendo se as pessoas têm se aproximado politicamente durante essas atividades de &#8220;voto nulo autogestionário&#8221;, a resposta é afirmativa. Um dos núcleos do Movaut, por exemplo, fez uma atividade, inclusive em porta de fábrica, e a recepção foi positiva, algo bem diferente do que o nosso próprio desgaste em discussões de internet faz crer que seria. Os quase 40 milhões de brasileiros que não foram votar, ou que votaram em branco ou nulo, são um claro sintoma do desinteresse gerado pela democracia burguesa e não é por acaso. No entanto, dormimos no ponto se ficarmos apenas olhando, sem aproveitar a ocasião para falar e debater sobre o assunto. Claro que, como sempre reitero, a luta pelo voto nulo autogestionário não é a luta mais importante e fundamental que devemos travar, mas ela gera uma oportunidade valiosa. A classe proletária e as demais lutam através das armas que têm, inclusive no campo cultural. Muitos movimentos políticos que poderiam ser mais radicais pararam no meio do caminho ou foram absorvidos pela sociedade burguesa exatamente por não terem também condições culturais favoráveis para sustentar essa disputa antes da repressão burguesa. Concordo que os estudantes e trabalhadores em geral aprendem lutando, mas essa luta não se inicia num limbo, e nem deve se iniciar do zero, pois as lutas do passado e a teoria já produzida devem subsidiar as lutas que vem. Basta ver, por exemplo, os relatos do Maio de 68 e os resgates de autores como Marx e os comunistas de conselhos. As lutas do passado, do presente e do futuro estarão sempre entrelaçadas, e é exatamente por isso que a atuação e a luta dos revolucionários hoje são de suma importância.</p>
<p>Bodão, acredito que o que ocorreu foi você ter apenas percebido a luta pelo voto nulo autogestionário e ter passado batido todas as outras ações, então, acho que, com todo respeito, está desinformado. Mas todo ano pode-se verificar diversas atividades, inclusive neste sentido em que fala. Nem preciso ir muito longe: esse ano mesmo teve-se atividade sobre tecnologia, guerra e o destino da humanidade e tem-se algumas atividades sobre marxismo, psicanalise e fascismo, bem como capitalismo e cultura contemporânea, para citar apenas algumas atividades que lembro de cabeça e vai ao encontro do que você julga ser importante. Como sempre reitero, a luta do voto nulo autogestionário não é uma luta fundamental, mas apenas uma parte, uma estratégia nesses momentos eleitorais. A luta deve ser realizada sempre apontando para o objetivo final que é a revolução proletária e deve ser contínua.</p>
<p>Gogol, a comparação não é correta e nem cabe. Um texto negando o estado burguês e estimulando a autoemancipação não deve ser  comparado com um texto que combate ideias revolucionárias sem citar nomes e sem nenhum exemplo concreto na qual o autor  já inicia o texto se defendendo de que as linhas dele não são para ninguém especificamente, apenas expressando o que um outro comentário aqui chamou de &#8220;aquele que não deve ser nomeado&#8221;. Chamar os dois de &#8220;tóxico&#8221; é uma injustiça, devido às diferenças fundamentais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Um irrelevante plantador de árvores		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144479</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um irrelevante plantador de árvores]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:35:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159974#comment-1144479</guid>

					<description><![CDATA[O que eu aprendi com uma parte do debate?
Primeiro, que o abstencionismo, o voto nulo e o voto branco refletem a recusa da maior parte da população à democracia burguesa.
Porém, os resultados eleitorais não atestam isso, já que a maior parte dos eleitores sacramentou uma expressiva vitória do Flávio Bolsonaro; maior do que a do próprio pai em 2018. Se 8 anos atrás estávamos perplexo diante da onda bolsonarista, acredito que muitos de nós não esejam surpresos com o tsunami de ontem.
E não foi uma vitória contra o &quot;ungido&quot; do Lula, mas em cima do próprio Lula, que é presidente e usou a máquina estatal sem ruborizar.

Segundo, aprendi que rola uma divisão entre militantes universitários de Goiânia. 
Parece que, de um lado, temos meia dúzia de jovens bem intencionados que seguem o Nildo Vianna como leais discípulos. De outro, temos os bem intencionados e pragmáticos lulistas, agradecidos pelas políticas de inclusão social.
Essa aparente querela sem importância traz significados mais amplos, como a cultura do cancelamento, nitidamente demonstrada por meio da utilização de diferentes meios para denunciar supostos abusos e agressões. Ataca-se a reputação para descredibilizar a posição política.
A companheira canceladora, que já deve ter iniciado a campanha de virar votos para o &quot;compaheiro&quot; Eduardo Paes, deve ter ciência de que se os votos do Garotinho forem impugnados, a eleição acabou e o RJ estará novamente nas mãos de um bolsonarista.

Para além dos aprendizados, ensaio alguns pitacos.
O tsunami fascista de ontem se insere no crescimento da extrema direita mundo a fora; ocorre numa etapa predatória da produção capitalista, marcada pela flexibilização da produção, desregulamentação trabalhista, fragmentação da classe (é possível falar em classe trabalhadora hoje?); reverbera um conflito entre impérios pelo domínio da economia mundial...
Em meio a tudo isso, o que o Lula 3 entregou para quem vive do próprio trabalho? Prometeu picanha e cerveja. E o que entregou?
No final da primeira parte do pronunciamento de ontem, ele falou em &quot;canetinhas de emagrecimento&quot;, dieta e exercícios. Coube ao Alckmin falar de concentração de renda e da luta entre capital e trabalho. Foi algo tão incomum, que o &quot;socialista&quot; Alckmin até gaguejou.
Parece algo trivial, mas foi um retrato excelente do quanto o Lula 3 esteve desconectado da realidade.
Flávio Bolsonaro falou em MUDANÇA, nas suas propagandas falou do preço da comida, dos impostos...
O PT e o Lula envelheceram mal. É chover no molhado falar em degenerescência do partido formado por trabalhadores nos anos 1980, mas penso que devemos retomar essa temática.
Na atual etapa da produção capitalista, a conciliação de classes gerida pelos lulistas se esgotou. Os capitalistas não estão dispostos a consentir com o ganha-ganha. E, insisto, o que o PT tem a entregar? Picanha? Democracia? Soberania? Canetinha emagrecedora?
A esperança foi há muito apropriada pelos bolsonaristas.
Em meio a essa tragédia, a esquerda lulista bem intencionada vive num eterno looping: onde erramos? como virar votos? como melhorar a comunicação? como convencer os 70+ a sair de casa para votar? como falar com a periferia?  como falar com os evangélicos?...

E nós? A nós, me refiro aos libertários, conselhistas, autonomistas. Enfim, a todos que partem do pressuposto de que a emancipação da classe trabalhadora será obra da própria classe trabalhadora.
Talvez eu fale só por mim, mas eu vivo na mais absoluta irrelevância política. A dar aulas sobre revoluções derrotadas ou degeneradas para jovens interessados em influenciadores, lacrações e em transformar preferências sexuais em ativismo político. Eu falo da Oposição Operária, de Kronstadt, dos conselhistas, dos Amigos de Durruti, dos autonomistas etc. para jovens que vêm no Lula um salvador. Que são incapazes de pensar um mundo sem o Lula.
Provavelmente, muitos de vocês sejam menos irrelevantes do que eu. Assim espero.
De todo modo, não vejo nenhum indício de que os cerca de 25% de abstenções,votos brancos e nulos resulte, expresse ou tenha potencial para se converter em luta auto-organizada.
A toupeira certamente segue cavando, mas por hora a superfície vive uma &quot;revolta dentro da ordem&quot;. E no partido da &quot;nação em fúria&quot; os jovens influenciadores angariam milhões de votos chamando professores de grevistas vagabundos, falando de testosterona, criticando feministas, agradecendo aos colonizadores... 
E nós achávamos que 2018 tinha representado o fundo do poço.
Seria exagero concluir que, após duas décadas de conciliação de classes sob o comando lulo-petista, o Brasil deverá viver um período semelhante de governos fascistas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que eu aprendi com uma parte do debate?<br />
Primeiro, que o abstencionismo, o voto nulo e o voto branco refletem a recusa da maior parte da população à democracia burguesa.<br />
Porém, os resultados eleitorais não atestam isso, já que a maior parte dos eleitores sacramentou uma expressiva vitória do Flávio Bolsonaro; maior do que a do próprio pai em 2018. Se 8 anos atrás estávamos perplexo diante da onda bolsonarista, acredito que muitos de nós não esejam surpresos com o tsunami de ontem.<br />
E não foi uma vitória contra o &#8220;ungido&#8221; do Lula, mas em cima do próprio Lula, que é presidente e usou a máquina estatal sem ruborizar.</p>
<p>Segundo, aprendi que rola uma divisão entre militantes universitários de Goiânia.<br />
Parece que, de um lado, temos meia dúzia de jovens bem intencionados que seguem o Nildo Vianna como leais discípulos. De outro, temos os bem intencionados e pragmáticos lulistas, agradecidos pelas políticas de inclusão social.<br />
Essa aparente querela sem importância traz significados mais amplos, como a cultura do cancelamento, nitidamente demonstrada por meio da utilização de diferentes meios para denunciar supostos abusos e agressões. Ataca-se a reputação para descredibilizar a posição política.<br />
A companheira canceladora, que já deve ter iniciado a campanha de virar votos para o &#8220;compaheiro&#8221; Eduardo Paes, deve ter ciência de que se os votos do Garotinho forem impugnados, a eleição acabou e o RJ estará novamente nas mãos de um bolsonarista.</p>
<p>Para além dos aprendizados, ensaio alguns pitacos.<br />
O tsunami fascista de ontem se insere no crescimento da extrema direita mundo a fora; ocorre numa etapa predatória da produção capitalista, marcada pela flexibilização da produção, desregulamentação trabalhista, fragmentação da classe (é possível falar em classe trabalhadora hoje?); reverbera um conflito entre impérios pelo domínio da economia mundial&#8230;<br />
Em meio a tudo isso, o que o Lula 3 entregou para quem vive do próprio trabalho? Prometeu picanha e cerveja. E o que entregou?<br />
No final da primeira parte do pronunciamento de ontem, ele falou em &#8220;canetinhas de emagrecimento&#8221;, dieta e exercícios. Coube ao Alckmin falar de concentração de renda e da luta entre capital e trabalho. Foi algo tão incomum, que o &#8220;socialista&#8221; Alckmin até gaguejou.<br />
Parece algo trivial, mas foi um retrato excelente do quanto o Lula 3 esteve desconectado da realidade.<br />
Flávio Bolsonaro falou em MUDANÇA, nas suas propagandas falou do preço da comida, dos impostos&#8230;<br />
O PT e o Lula envelheceram mal. É chover no molhado falar em degenerescência do partido formado por trabalhadores nos anos 1980, mas penso que devemos retomar essa temática.<br />
Na atual etapa da produção capitalista, a conciliação de classes gerida pelos lulistas se esgotou. Os capitalistas não estão dispostos a consentir com o ganha-ganha. E, insisto, o que o PT tem a entregar? Picanha? Democracia? Soberania? Canetinha emagrecedora?<br />
A esperança foi há muito apropriada pelos bolsonaristas.<br />
Em meio a essa tragédia, a esquerda lulista bem intencionada vive num eterno looping: onde erramos? como virar votos? como melhorar a comunicação? como convencer os 70+ a sair de casa para votar? como falar com a periferia?  como falar com os evangélicos?&#8230;</p>
<p>E nós? A nós, me refiro aos libertários, conselhistas, autonomistas. Enfim, a todos que partem do pressuposto de que a emancipação da classe trabalhadora será obra da própria classe trabalhadora.<br />
Talvez eu fale só por mim, mas eu vivo na mais absoluta irrelevância política. A dar aulas sobre revoluções derrotadas ou degeneradas para jovens interessados em influenciadores, lacrações e em transformar preferências sexuais em ativismo político. Eu falo da Oposição Operária, de Kronstadt, dos conselhistas, dos Amigos de Durruti, dos autonomistas etc. para jovens que vêm no Lula um salvador. Que são incapazes de pensar um mundo sem o Lula.<br />
Provavelmente, muitos de vocês sejam menos irrelevantes do que eu. Assim espero.<br />
De todo modo, não vejo nenhum indício de que os cerca de 25% de abstenções,votos brancos e nulos resulte, expresse ou tenha potencial para se converter em luta auto-organizada.<br />
A toupeira certamente segue cavando, mas por hora a superfície vive uma &#8220;revolta dentro da ordem&#8221;. E no partido da &#8220;nação em fúria&#8221; os jovens influenciadores angariam milhões de votos chamando professores de grevistas vagabundos, falando de testosterona, criticando feministas, agradecendo aos colonizadores&#8230;<br />
E nós achávamos que 2018 tinha representado o fundo do poço.<br />
Seria exagero concluir que, após duas décadas de conciliação de classes sob o comando lulo-petista, o Brasil deverá viver um período semelhante de governos fascistas?</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144463</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 17:27:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159974#comment-1144463</guid>

					<description><![CDATA[O aumento nas abstenções foi irrisório, um aumento de menos de 1%. De 20,93% na eleição passada para 21,08% nesta. De 1989 pra cá os números são: 1989 - 11,93; 1994 - 17,77%; 1998 - 21,49%; 2002 - 17,74%; 2006 - 16,75; 2010 - 18,12%; 2014 - 19,39%; 2018 - 20,33%; 2022 - 20,93%; 2026 - 21,08%. Mais irrisório ainda foram os votos nulos 2,93%, o segundo menor desde 1989, nem se compara com 1994, que a época, bateu os 14,5%. A população e, entre ela, os trabalhadores continuam indo as urnas. E dessa vez foram as urnas para eleger a direita em geral e, a extrema-direita em particular. A esquerda que perdeu as ruas e as mobilizações perdeu feio nas urnas. Nem dá pra jogar a culpa nas abstenções, não houve nada de novo nesse campo. Quem perdeu nas urnas foram as esquerdas votantes e o seu inverso, os adeptos do voto nulo. 

O PT que ao invés de fazer política no período eleitoral retirou-se dos debates televisivos, não foi em nenhum, e ainda teve a inteção, na reta final, de mirar nas abstenções. Mas em troca do que? A arrogância nos ambientes de esquerda e de militância de extrema esquerda espelham esse abandono do debate político, cada um em suas bolhas não conseguem debater e convencer ninguém, a única coisa que resta é lembrar dos velhos tempos, da nostalgia do belos debates do passado, pois é mais fácil reclamar lembrando dos tempos áureos. Essas arrogâncias estão generalizadas nos espaços de militância, e se não está comigo, expurgo, todas as armas devem ser usadas para silenciar, é só o debate apertar que o que foi dito, em tantos e tantos textos, sobre silenciamento, escracho, cancelamento, etc tornam-se expediente para se combater o grupo rival. Nos últimos tempos, em Goiania, Passa Paalvra e Movault estão em um pé de guerra autodestrutivo. Do texto publicado pelo Gabriel a esse agora do voto nulo demostra que existe algo de muito tóxicos entres esses dois agrupamentos, por isso esses chega pra lá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento nas abstenções foi irrisório, um aumento de menos de 1%. De 20,93% na eleição passada para 21,08% nesta. De 1989 pra cá os números são: 1989 &#8211; 11,93; 1994 &#8211; 17,77%; 1998 &#8211; 21,49%; 2002 &#8211; 17,74%; 2006 &#8211; 16,75; 2010 &#8211; 18,12%; 2014 &#8211; 19,39%; 2018 &#8211; 20,33%; 2022 &#8211; 20,93%; 2026 &#8211; 21,08%. Mais irrisório ainda foram os votos nulos 2,93%, o segundo menor desde 1989, nem se compara com 1994, que a época, bateu os 14,5%. A população e, entre ela, os trabalhadores continuam indo as urnas. E dessa vez foram as urnas para eleger a direita em geral e, a extrema-direita em particular. A esquerda que perdeu as ruas e as mobilizações perdeu feio nas urnas. Nem dá pra jogar a culpa nas abstenções, não houve nada de novo nesse campo. Quem perdeu nas urnas foram as esquerdas votantes e o seu inverso, os adeptos do voto nulo. </p>
<p>O PT que ao invés de fazer política no período eleitoral retirou-se dos debates televisivos, não foi em nenhum, e ainda teve a inteção, na reta final, de mirar nas abstenções. Mas em troca do que? A arrogância nos ambientes de esquerda e de militância de extrema esquerda espelham esse abandono do debate político, cada um em suas bolhas não conseguem debater e convencer ninguém, a única coisa que resta é lembrar dos velhos tempos, da nostalgia do belos debates do passado, pois é mais fácil reclamar lembrando dos tempos áureos. Essas arrogâncias estão generalizadas nos espaços de militância, e se não está comigo, expurgo, todas as armas devem ser usadas para silenciar, é só o debate apertar que o que foi dito, em tantos e tantos textos, sobre silenciamento, escracho, cancelamento, etc tornam-se expediente para se combater o grupo rival. Nos últimos tempos, em Goiania, Passa Paalvra e Movault estão em um pé de guerra autodestrutivo. Do texto publicado pelo Gabriel a esse agora do voto nulo demostra que existe algo de muito tóxicos entres esses dois agrupamentos, por isso esses chega pra lá.</p>
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		<title>
		Por: Bodão		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144462</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bodão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 17:24:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Jardineiro, a insignificância a que me referi é decorrente de haver pouca ou nenhuma relação desses coletivos com as lutas concretas atuais. Um exemplo: qual a análise ou crítica tem sido feita sobre as profundas mudanças no mundo de trabalho atual? Posso estar equivocado, mas ainda não as vi.

No passado recente tiveram uma relação próxima, vide a atuação do Movault no final da década de 2000 até por volta de 2016 em alguns setores da classe trabalhadora. Hoje, parece que estão de digladiando interna e externamente, vide os comentários por aqui.

No caso do Passa Palavra, desde a criação até há poucos anos era possível ver a relação estreita com lutas em vários setores. Hoje, pouco ou nada se vê. A ponto de terem escrito um epitáfio. Só não enterraram o cadáver. E uma das consequências é o chorume que escorre por vários comentários nas postagens, como os infindáveis ataques pessoais.

Aproveitar o momento eleitoral para discutir o limite político das eleições para a luta dos trabalhadores é válido, o problema é tal ação se transformar no único momento de atuação política. É o tema do voto nulo ser o único a ser trabalhado. Há discussão sobre o crescimento e avanço da extrema direita e do fascismo sobre a vida dos trabalhadores? Há discussão sobre o impacto das novas ferramentas tecnológicas no cotidiano e nas formas coletivas de trabalho?

Se questões semelhantes não forem levantadas, vai restar apenas levar consciência aos trabalhadores. O problema é que nesse mercado a extrema direita e os fascistas têm oferecido as mercadorias que os trabalhadores querem levar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jardineiro, a insignificância a que me referi é decorrente de haver pouca ou nenhuma relação desses coletivos com as lutas concretas atuais. Um exemplo: qual a análise ou crítica tem sido feita sobre as profundas mudanças no mundo de trabalho atual? Posso estar equivocado, mas ainda não as vi.</p>
<p>No passado recente tiveram uma relação próxima, vide a atuação do Movault no final da década de 2000 até por volta de 2016 em alguns setores da classe trabalhadora. Hoje, parece que estão de digladiando interna e externamente, vide os comentários por aqui.</p>
<p>No caso do Passa Palavra, desde a criação até há poucos anos era possível ver a relação estreita com lutas em vários setores. Hoje, pouco ou nada se vê. A ponto de terem escrito um epitáfio. Só não enterraram o cadáver. E uma das consequências é o chorume que escorre por vários comentários nas postagens, como os infindáveis ataques pessoais.</p>
<p>Aproveitar o momento eleitoral para discutir o limite político das eleições para a luta dos trabalhadores é válido, o problema é tal ação se transformar no único momento de atuação política. É o tema do voto nulo ser o único a ser trabalhado. Há discussão sobre o crescimento e avanço da extrema direita e do fascismo sobre a vida dos trabalhadores? Há discussão sobre o impacto das novas ferramentas tecnológicas no cotidiano e nas formas coletivas de trabalho?</p>
<p>Se questões semelhantes não forem levantadas, vai restar apenas levar consciência aos trabalhadores. O problema é que nesse mercado a extrema direita e os fascistas têm oferecido as mercadorias que os trabalhadores querem levar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Juliana Antunes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144454</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:59:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A observação do Primo Jonas e do João Bernardo cai como uma luva: hoje, ao acordar, uma das primeiras coisas que vi foi um partidário da autogestão replicando uma notícia sobre as abstenções e comemorando seus 21%. No fim, querem estar participando do jogo eleitoral também...

Penso muito sobre o comentário do Eu. Será que é fechar os olhos? Será que é inocência? Será que é se prender apenas ao conforto das aspirações individuais? Não sei... mas escrevo isso do Rio de Janeiro, onde teremos um segundo turno onde quem lidera é o candidato do ex-governador que liderou uma chacina com 122 mortos na favela ano passado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A observação do Primo Jonas e do João Bernardo cai como uma luva: hoje, ao acordar, uma das primeiras coisas que vi foi um partidário da autogestão replicando uma notícia sobre as abstenções e comemorando seus 21%. No fim, querem estar participando do jogo eleitoral também&#8230;</p>
<p>Penso muito sobre o comentário do Eu. Será que é fechar os olhos? Será que é inocência? Será que é se prender apenas ao conforto das aspirações individuais? Não sei&#8230; mas escrevo isso do Rio de Janeiro, onde teremos um segundo turno onde quem lidera é o candidato do ex-governador que liderou uma chacina com 122 mortos na favela ano passado&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sabiá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144449</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sabiá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:07:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159974#comment-1144449</guid>

					<description><![CDATA[Jardineiro, concordo que nossa diferença &quot;gira em torno do que entendemos por vanguardismo e quais são as tarefas dos revolucionários&quot;. Aliás, acho que passa também pelo que entendemos como revolucionários. 
Você diz: &quot;As eleições são tão somente uma oportunidade para criticar a democracia e o Estado burguês, afirmando a necessidade de acelerar o processo revolucionário&quot;. Em outro momento você defendeu o voto nulo (aliado &quot;ao estímulo incansável da luta pela autogestão social&quot;, ou seja, o voto nulo autogestionário) como um dos caminhos mais potentes para romper com a lógica da representatividade. Independente do trecho selecionado, reitero: Como mensurar a eficácia dessa propaganda como &quot;um dos caminhos mais potentes&quot;? Em período eleitoral, a insatisfação das pessoas com a democracia representativa tem correspondido com um maior interesse pela ideia de revolução, autogestão, etc.? As pessoas têm se aproximado politicamente durante essas atividades de &quot;voto nulo autogestionário&quot; em período eleitoral?
Veja, eu me considero um adepto do abstencionismo por princípio. Se me perguntam sobre, dou minha opinião. Mas não engajo na propaganda, no &quot;vira voto&quot; nulo. O melhor material sobre eleições que vi até o momento veio do grupo Antipoda: &quot;O que vem depois das eleições&quot; ( https://www.instagram.com/p/Dd90lW-ljw1/ ). Acho que o momento é de mais reflexão e menos afirmação. Inclusive, aproveitando a deixa dos camaradas sobre &quot;o que vem depois&quot;, o envolvimento em debates acalorados e provocações nesse momento mais irracional da política, onde todos tentam achar um culpado, me parece contraproducente. O momento parece demandar mais empatia e sensibilidade, porque nosso campo de atuação será o que vai ficar pra além das eleições. Cair no desespero, entrar na porrada com os colegas e familiares e culpar todo mundo a nossa volta (ou entrar na guerra de provocações com quem nos culpa) não me parece a melhor atitude frente a condição em que nos encontramos.
Ao contrário da ideia de que a classe primeiro precisa imaginar a autogestão para depois construí-la, eu acredito que é pela prática em movimento, pela experimentação, que se abrem possibilidades de imaginação e condições de formação em massa - inclusive a nossa. E a gente vê isso nas lutas ativas e coletivas que quebram o consenso e fazem com que ideias antes tidas como impossíveis se tornem possíveis. Até Datena ficou perplexo com seus telespectadores se oporem à sua opinião sobre &quot;quebra-quebra&quot; nas manifestações de 2013. As ocupações secundaristas colocaram a ideia de autogestão em debate pra uma molecada porque, de forma direta, os estudantes em grande medida se viram responsáveis a gerir a própria escola. Apesar dos desdobramentos negativos e da incorporação de boa parte dos lutadores de um lado para a defesa do governo, através do Boulos, e de outro na defesa das próprias empresas de aplicativo, o Breque dos Apps tornou possível uma maior troca entre a categoria, a nível nacional, e diferentes articulações entre indivíduos e grupos.
O saldo desses processos, mais que as experiências e os ensinamentos sobre o que não fazer, ao meu ver, é justamente na capacidade de formação de uma boa quantidade de militantes e camaradas.
Eu não acho que para um processo revolucionário se iniciar seja necessário uma &quot;cultura revolucionária&quot; prévia, hegemônica, que fará com que as pessoas vejam a possibilidade de revolução e então a coloquem em prática. Uma consciência revolucionária se fará presente na medida em que os trabalhadores se colocarem a experimentar novas formas, táticas e relações no calor das lutas. E é interessante que na sua resposta acima você tenha identificado essa tendência, da impopularidade dos &quot;revolucionários&quot; em períodos não-revolucionários, para inverter a coisa na sugestão tática do voto nulo.
Aproveitando o comentário de &quot;Flavio Bolsonaro&quot;, é justificável de fato sermos irrelevantes no voto. Mas houveram momentos em que foi possível mostrar alguma relevância através das lutas (a conspiração do Mal Educado prévia à ocupação das escolas, ou do trabalho de enquete operária do Treta no Trampo que disparou o Breque dos Apps em plena pandemia são alguns dos exemplos). A provocação do &quot;Eu&quot; se faz bem oportuna. Vivemos em momentos não-revolucionários ou contra-revolucionários (entendendo aí o fascismo na chave da revolta dentro da ordem)? E a diferença entre uma coisa e outra implica em algo na nossa prática militante?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jardineiro, concordo que nossa diferença &#8220;gira em torno do que entendemos por vanguardismo e quais são as tarefas dos revolucionários&#8221;. Aliás, acho que passa também pelo que entendemos como revolucionários.<br />
Você diz: &#8220;As eleições são tão somente uma oportunidade para criticar a democracia e o Estado burguês, afirmando a necessidade de acelerar o processo revolucionário&#8221;. Em outro momento você defendeu o voto nulo (aliado &#8220;ao estímulo incansável da luta pela autogestão social&#8221;, ou seja, o voto nulo autogestionário) como um dos caminhos mais potentes para romper com a lógica da representatividade. Independente do trecho selecionado, reitero: Como mensurar a eficácia dessa propaganda como &#8220;um dos caminhos mais potentes&#8221;? Em período eleitoral, a insatisfação das pessoas com a democracia representativa tem correspondido com um maior interesse pela ideia de revolução, autogestão, etc.? As pessoas têm se aproximado politicamente durante essas atividades de &#8220;voto nulo autogestionário&#8221; em período eleitoral?<br />
Veja, eu me considero um adepto do abstencionismo por princípio. Se me perguntam sobre, dou minha opinião. Mas não engajo na propaganda, no &#8220;vira voto&#8221; nulo. O melhor material sobre eleições que vi até o momento veio do grupo Antipoda: &#8220;O que vem depois das eleições&#8221; ( <a href="https://www.instagram.com/p/Dd90lW-ljw1/" rel="nofollow ugc">https://www.instagram.com/p/Dd90lW-ljw1/</a> ). Acho que o momento é de mais reflexão e menos afirmação. Inclusive, aproveitando a deixa dos camaradas sobre &#8220;o que vem depois&#8221;, o envolvimento em debates acalorados e provocações nesse momento mais irracional da política, onde todos tentam achar um culpado, me parece contraproducente. O momento parece demandar mais empatia e sensibilidade, porque nosso campo de atuação será o que vai ficar pra além das eleições. Cair no desespero, entrar na porrada com os colegas e familiares e culpar todo mundo a nossa volta (ou entrar na guerra de provocações com quem nos culpa) não me parece a melhor atitude frente a condição em que nos encontramos.<br />
Ao contrário da ideia de que a classe primeiro precisa imaginar a autogestão para depois construí-la, eu acredito que é pela prática em movimento, pela experimentação, que se abrem possibilidades de imaginação e condições de formação em massa &#8211; inclusive a nossa. E a gente vê isso nas lutas ativas e coletivas que quebram o consenso e fazem com que ideias antes tidas como impossíveis se tornem possíveis. Até Datena ficou perplexo com seus telespectadores se oporem à sua opinião sobre &#8220;quebra-quebra&#8221; nas manifestações de 2013. As ocupações secundaristas colocaram a ideia de autogestão em debate pra uma molecada porque, de forma direta, os estudantes em grande medida se viram responsáveis a gerir a própria escola. Apesar dos desdobramentos negativos e da incorporação de boa parte dos lutadores de um lado para a defesa do governo, através do Boulos, e de outro na defesa das próprias empresas de aplicativo, o Breque dos Apps tornou possível uma maior troca entre a categoria, a nível nacional, e diferentes articulações entre indivíduos e grupos.<br />
O saldo desses processos, mais que as experiências e os ensinamentos sobre o que não fazer, ao meu ver, é justamente na capacidade de formação de uma boa quantidade de militantes e camaradas.<br />
Eu não acho que para um processo revolucionário se iniciar seja necessário uma &#8220;cultura revolucionária&#8221; prévia, hegemônica, que fará com que as pessoas vejam a possibilidade de revolução e então a coloquem em prática. Uma consciência revolucionária se fará presente na medida em que os trabalhadores se colocarem a experimentar novas formas, táticas e relações no calor das lutas. E é interessante que na sua resposta acima você tenha identificado essa tendência, da impopularidade dos &#8220;revolucionários&#8221; em períodos não-revolucionários, para inverter a coisa na sugestão tática do voto nulo.<br />
Aproveitando o comentário de &#8220;Flavio Bolsonaro&#8221;, é justificável de fato sermos irrelevantes no voto. Mas houveram momentos em que foi possível mostrar alguma relevância através das lutas (a conspiração do Mal Educado prévia à ocupação das escolas, ou do trabalho de enquete operária do Treta no Trampo que disparou o Breque dos Apps em plena pandemia são alguns dos exemplos). A provocação do &#8220;Eu&#8221; se faz bem oportuna. Vivemos em momentos não-revolucionários ou contra-revolucionários (entendendo aí o fascismo na chave da revolta dentro da ordem)? E a diferença entre uma coisa e outra implica em algo na nossa prática militante?</p>
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		<title>
		Por: Eu		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/10/159974/#comment-1144433</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 13:22:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jardineiro, pensas que estamos em um momento não revolucionário? Uma revolução fascista está em plena marcha, mas tem gente que prefere estar de olhos fechados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jardineiro, pensas que estamos em um momento não revolucionário? Uma revolução fascista está em plena marcha, mas tem gente que prefere estar de olhos fechados.</p>
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