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	<title>Documentos &#8211; Passa Palavra</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>Como fazer uma denúncia da forma mais segura</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/08/133486/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 03:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autorais]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
		<category><![CDATA[Vigilância]]></category>
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					<description><![CDATA[Conhecemos, usamos e recomendamos algumas técnicas para que sua história seja divulgada com o mínimo comprometimento de sua privacidade e segurança.  Por Passa Palavra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="level1">
<h3>Por Passa Palavra</h3>
<p style="text-align: justify;">O Passa Palavra tem como missão “noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas”. Por isso o Passa Palavra tem se dedicado a noticiar lutas de trabalhadores (como <a class="urlextern" title="https://passapalavra.info/2017/01/110484/" href="https://passapalavra.info/2017/01/110484/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">esta</a>, <a class="urlextern" title="https://passapalavra.info/2019/06/126965/" href="https://passapalavra.info/2019/06/126965/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">esta</a>, <a class="urlextern" title="https://passapalavra.info/2016/11/110470/" href="https://passapalavra.info/2016/11/110470/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">esta</a> e muitas mais). Damos especial destaque aos relatos que mostrem como os trabalhadores estão se organizando para resistir à exploração por seus patrões. Seu relato ou denúncia serão muito bem-vindos! Envie o que for necessário para nosso correio eletrônico <a class="mail" title="mailto:contato@passapalavra.info" href="mailto:mailto:contato@passapalavra.info" target="_blank" rel="noopener noreferrer">contato@passapalavra.info</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para dar maior credibilidade à sua denúncia, conte-nos algo mais que uma simples “impressão”, um “ouvi dizer”, um “eu acho”: junte o máximo possível de provas (e-mails, prints de redes sociais e aplicativos de mensagens, áudios, vídeos, fotos, documentos digitalizados, qualquer prova serve) antes de nos encaminhar sua denúncia. Dê preferência para situações que afetem indiscriminadamente uma coletividade de trabalhadores, não um indivíduo apenas — porque sua credibilidade, e também a nossa, dependem de não abrirmos espaço para atos de vingança ou retaliação pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Recebemos e avaliamos todas as denúncias enviadas para nosso e-mail, mas há situações em que seu relato ou denúncia poderão resultar em risco para você ou pessoas próximas. A legislação protege jornalistas que queiram manter confidencial a identidade das fontes de informações; com base nisso, faremos o máximo ao nosso alcance para resguardar sua privacidade e segurança, mas mesmo a comunicação mais cuidadosa pode deixar vestígios de identificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ajudar nestes casos, você poderá preferir usar algumas camadas extras de segurança para que sua identidade como fonte ou denunciante não seja revelada.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecemos, usamos e recomendamos algumas técnicas na comunicação com fontes e denunciantes para que sua história seja divulgada com o mínimo comprometimento possível de sua privacidade e segurança, que apresentaremos a seguir para o caso de você escolher usá-las. Por favor, caso escolha usar alguma das técnicas a seguir, considere os prós e os contras de cada uma — porque, em última instância, é de sua responsabilidade a disciplina para manter íntegras sua privacidade e segurança, não do Passa Palavra.</p>
</div>
<h3 id="regras_basicas_de_comunicacao_segura" class="sectionedit4" style="text-align: justify;">Regras básicas de comunicação segura</h3>
<div class="level3" style="text-align: justify;">
<p>Para preservar sua privacidade, comece seguindo algumas regras básicas.</p>
<p>Prefira sempre usar computadores públicos, ou <em>lan houses</em> em áreas de grande movimentação na cidade (desde que não peçam documentos ou informações pessoais antes do uso). Computadores e celulares que possam ser vinculados a você — pessoal, do trabalho, de parente ou amigo etc. — facilitam demais sua identificação.</p>
<p>Ao usar computadores públicos, preste atenção em câmeras de segurança — por acaso alguma delas permite gravar o que está na tela do computador, ou o teclado?</p>
<p>Evite usar seu celular ou <em>tablet</em> para falar ou escrever a alguém sobre sua denúncia, pois é fácil chegar até você se usá-los. Se precisa falar com mais alguém antes de nos enviar seu material, fale presencialmente, em algum lugar público.</p>
<p>Se optou por preservar sua identidade, <strong>nunca</strong> use seu e-mail pessoal, do trabalho ou de pessoas próximas para encaminhar denúncias. As empresas responsáveis pelo seu e-mail (Google, Yahoo, Microsoft etc.) guardam tudo relacionado a ele, e com um simples mandado judicial podem entregar tudo a quem você quer denunciar. Crie um e-mail novo, de preferência em coletivos ativistas como <a class="urlextern" title="https://riseup.net/pt" href="https://riseup.net/pt" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Riseup</a>, <a class="urlextern" title="https://disroot.org/en" href="https://disroot.org/en" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Disroot</a> ou <a class="urlextern" title="https://www.autistici.org/" href="https://www.autistici.org/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Autistici</a>. Dê preferência também a serviços comerciais focados em segurança e privacidade como <a class="urlextern" title="https://protonmail.com/pt/" href="https://protonmail.com/pt/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Protonmail</a> ou <a class="urlextern" title="https://tutanota.com/pt_br/" href="https://tutanota.com/pt_br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Tutanota</a>. Nestes dois casos, se você quiser poderá manter os e-mails, como um e-mail comum. Alternativamente, você também poder usar um e-mail descartável como <a class="urlextern" title="https://www.guerrillamail.com/" href="https://www.guerrillamail.com/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Guerrilla Mail</a> ou <a class="urlextern" title="https://trashmail.com/" href="https://trashmail.com/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">ThrashMail</a>, mas como estes são descartáveis não poderemos usá-los para nos comunicarmos de volta com você.</p>
<p>Se sua intenção é permanecer no anonimato, tome todos os cuidados para não escrever nada que permita te identificar posteriormente. Restrinja-se ao que for absolutamente essencial para sua denúncia. Passe-nos apenas as informações necessárias para entender adequadamente o caso. Se forem necessárias novas informações, retornaremos o contato com pedidos bem específicos.</p>
</div>
<h3 id="criptografia_de_e-mail" class="sectionedit5" style="text-align: justify;">Criptografia de e-mail</h3>
<div class="level3" style="text-align: justify;">
<p>Para garantir a inviolabilidade na correspondência eletrônica, é necessário <em>criptografar e-mails</em> usando <em>chaves de criptografia</em>. Você cria um par de chaves para você (uma pública e uma privada); depois, você compartilha sua chave pública com quem você quer se comunicar, e recebe as chaves das outras pessoas com quem quer se comunicar (a nossa está <a href="https://keys.openpgp.org/search?q=61A697729BA48E48DDBED51EFD55F5E25E3EB351" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>). Então, sempre que duas pessoas que já trocaram chaves públicas entre si quiserem compartilhar informações sensíveis, uma pode criptografar o e-mail que manda para a outra. Uma descrição mais detalhada do uso de chaves pode ser vista <a class="urlextern" title="https://www.mariscotron.libertar.org/2017/05/19/como-usar-gpg-para-encriptar-e-assinar-mensagens-via-terminal/" href="https://www.mariscotron.libertar.org/2017/05/19/como-usar-gpg-para-encriptar-e-assinar-mensagens-via-terminal/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">aqui</a>, <a class="urlextern" title="https://ssd.eff.org/pt-br/module/como-utilizar-o-pgp-para-windows" href="https://ssd.eff.org/pt-br/module/como-utilizar-o-pgp-para-windows" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">aqui</a> ou <a class="urlextern" title="https://privacidadeparajornalistas.org/guias/criar-chaves-pgp-windows" href="https://privacidadeparajornalistas.org/guias/criar-chaves-pgp-windows" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">aqui</a>.</p>
<p>Alguns serviços comerciais de e-mails voltados para a segurança, como <a class="urlextern" title="https://tutanota.com/pt_br/secure-email/" href="https://tutanota.com/pt_br/secure-email/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Tutanota</a> e <a class="urlextern" title="https://protonmail.com/pt_BR/security-details" href="https://protonmail.com/pt_BR/security-details" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Protonmail</a>, permitem criar e-mails gratuitos e já vêm com chave criptográfica embutida. Criar um novo e-mail nestes serviços é o método mais prático e rápido para usar criptografia, mas tem a desvantagem de não te dar o controle absoluto de sua chave privada.</p>
<p>A forma mais segura de nos enviar e-mails criptografados de um computador é por meio do cliente de e-mails <a class="urlextern" title="https://www.thunderbird.net/pt-BR/" href="https://www.thunderbird.net/pt-BR/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Thunderbird</a>, em combinação com a extensão <a class="urlextern" title="https://addons.thunderbird.net/pt-BR/thunderbird/addon/enigmail/?src=hp-dl-mostpopular" href="https://addons.thunderbird.net/pt-BR/thunderbird/addon/enigmail/?src=hp-dl-mostpopular" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Enigmail</a>. Há uma <a class="urlextern" title="https://support.mozilla.org/pt-BR/kb/criptografando-e-assinando-digitalmente-mensagens" href="https://support.mozilla.org/pt-BR/kb/criptografando-e-assinando-digitalmente-mensagens" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">página de suporte da Mozilla que ensina como instalar o Enigmail e enviar mensagens criptografadas pelo Thunderbird</a>. Esta é a forma mais trabalhosa, exige algum aprendizado, mas é a mais segura.</p>
<p>Outra alternativa é o uso do <a class="urlextern" title="https://www.mailvelope.com/en/" href="https://www.mailvelope.com/en/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Mailvelope</a>, que funciona com os navegadores Firefox (<a class="urlextern" title="https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/mailvelope/" href="https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/mailvelope/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">clique aqui para começar a instalação</a>) e Chrome (<a class="urlextern" title="https://chrome.google.com/webstore/detail/mailvelope/kajibbejlbohfaggdiogboambcijhkke" href="https://chrome.google.com/webstore/detail/mailvelope/kajibbejlbohfaggdiogboambcijhkke" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">clique aqui para começar a instalação</a>). Como a extensão ainda não tem tradução para o português, vão a seguir instruções de uso.</p>
<p>Instale a extensão no navegador, clique em “Let&#8217;s start”, informe o nome que você quer usar, seu e-mail que será usado com a chave e uma senha; com isto, seu par de chaves está pronto para uso.</p>
<p>Antes de começar a enviar mensagens criptografadas, salve seu par de chaves. Na direita da barra de endereços de seu navegador, procure o ícone do Mailvelope, clique nele, depois em “Keyring”. Na tela que abrir, clique em “Export”. Na nova tela, clique em “Public” para exportar sua chave pública, dê um nome a ela e clique em “Save” para salvá-la num lugar seguro. Repita o procedimento, selecione “Private” para exportar sua chave privada, dê um nome a ela e clique em “Save” para salvá-la num lugar seguro.</p>
<p>Para criptografar e-mails usando o Mailvelope, abra seu e-mail no navegador onde o Mailvelope está instalado e faça como se fosse escrever um e-mail comum. Quando aparecer o ícone do Mailvelope na tela, clique nele, depois em “Encrypt”; quando aparecer a tela “Enter key password”, digite sua senha, e clique em “OK”. Você verá a seguir o e-mail criptografado, completamente embaralhado, e pronto para envio. Basta enviar, como qualquer outra mensagem; se o destinatário tiver sua chave pública, ele poderá abrir e ler.</p>
<p>Ao terminar de enviar o material, você precisa apagar do Mailvelope a chave que você usou e já salvou em lugar seguro. Na direita da barra de endereços de seu navegador, procure o ícone do Mailvelope, clique nele, depois em “Keyring”. Na tela que abrir, passe o mouse em cima da sua chave até aparecer uma lixeira; clique nela para apagar a chave, depois em “Yes”. Com isto, sua chave terá sido apagada do navegador.</p>
</div>
<h3 id="usando_o_sistema_tails" class="sectionedit6" style="text-align: justify;">Usando o sistema TAILS</h3>
<div class="level3" style="text-align: justify;">
<p>Se você quer garantir um alto nível de segurança ao lidar com o material da denúncia, considere obter um <em>pendrive</em> para instalar e usar o <a class="urlextern" title="https://tails.boum.org/" href="https://tails.boum.org/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">sistema TAILS</a>. Não sabe o que é o TAILS? <a class="urlextern" title="https://tails.boum.org/about/index.pt.html" href="https://tails.boum.org/about/index.pt.html" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Veja uma explicação detalhada clicando aqui</a>. Com ele, é possível usar qualquer computador moderno deixando o mínimo possível de rastros, ou mesmo rastro nenhum. O TAILS só não garantirá adequadamente seu anonimato em computadores monitorados — p. ex., computadores de grandes empresas ou órgãos públicos, onde existe um setor de TI dedicado a monitorar continuamente os computadores, a verificar os programas instalados nas máquinas e a supervisionar a navegação na internet.</p>
<p>Para usar o TAILS, é preciso antes de mais nada instalar o sistema num <em>pendrive</em> (<a class="urlextern" title="https://tails.boum.org/install/index.pt.html" href="https://tails.boum.org/install/index.pt.html" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">veja como fazer clicando aqui</a>). Depois, basta plugar o <em>pendrive</em> com o TAILS no computador, reiniciar a máquina, e o TAILS cuidará do resto para você. O sistema é leve e intuitivo, não exige nenhum conhecimento avançado de informática para ser usado.</p>
</div>
<h3 id="criptografando_pendrives_com_veracrypt" class="sectionedit7" style="text-align: justify;">Criptografando pendrives com VeraCrypt</h3>
<div class="level3">
<p style="text-align: justify;">É possível que você tenha guardado os arquivos com o material da denúncia em algum computador. Como medida de segurança, <em>retire-os do computador e salve-os num pendrive</em>. É possível encontrar facilmente no mercado <em>pendrives</em> com capacidade para até 128GB, e em lojas e <em>sites</em> de suprimentos de informática é possível encontrar <em>pendrives</em> com capacidade ainda maior.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de transferir seu material para um <em>pendrive</em>, você poderá querer criptografar o <em>pendrive</em> usando o <a class="urlextern" title="https://www.veracrypt.fr/en/Downloads.html" href="https://www.veracrypt.fr/en/Downloads.html" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">VeraCrypt</a>, ferramenta que permite criptografar desde um só arquivo até um HD inteiro, e também <em>pendrives</em>. Existem vários artigos na internet ensinando como usar o VeraCrypt (como <a class="urlextern" title="https://pplware.sapo.pt/software/veracrypt-aprenda-a-criar-uma-zona-segura-no-seu-pc/" href="https://pplware.sapo.pt/software/veracrypt-aprenda-a-criar-uma-zona-segura-no-seu-pc/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">este</a>, <a class="urlextern" title="https://gizmodo.uol.com.br/como-criptografar-dispositivos/" href="https://gizmodo.uol.com.br/como-criptografar-dispositivos/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">este</a>, <a class="urlextern" title="https://blog.avast.com/pt-br/guia-passo-a-passo-para-proteger-um-arquivo-ou-pasta-com-senha-no-windows" href="https://blog.avast.com/pt-br/guia-passo-a-passo-para-proteger-um-arquivo-ou-pasta-com-senha-no-windows" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">este</a>, <a class="urlextern" title="https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2017/08/como-encriptar-um-pendrive-usando-o-veracrypt-no-windows-e-macos.ghtml" href="https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2017/08/como-encriptar-um-pendrive-usando-o-veracrypt-no-windows-e-macos.ghtml" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">este</a> etc.), mas antes de aplicá-lo ao seu material tenha certeza de que entendeu bem como a ferramenta funciona; o uso equivocado poderá te levar a perder o acesso a seu material! Teste antes com outros arquivos, experimente bem com o <em>pendrive</em> antes de criptografar, e só depois guarde o material com segurança no <em>pendrive</em> criptografado.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é o Passa Palavra e como se organiza?</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131450/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2020 05:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Documentos]]></category>
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					<description><![CDATA[1. O site Passa Palavra foi fundado em Fevereiro de 2009 por um grupo de portugueses e brasileiros, independente de partidos e demais poderes políticos e econômicos, com o objetivo de noticiar as lutas, apoiá-las e pensar sobre elas. 2. O Passa Palavra é anticapitalista e internacionalista. Isto significa que a) o Passa Palavra opõe-se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>1.</strong> O site Passa Palavra foi fundado em Fevereiro de 2009 por um grupo de portugueses e brasileiros, independente de partidos e demais poderes políticos e econômicos, com o objetivo de noticiar as lutas, apoiá-las e pensar sobre elas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2.</strong> O Passa Palavra é anticapitalista e internacionalista. Isto significa que<br />
<strong>a)</strong> o Passa Palavra opõe-se tanto ao capitalismo privado como ao capitalismo de Estado, tanto ao neoliberalismo e às privatizações como às nacionalizações que mantêm as relações sociais de trabalho capitalistas;<br />
<strong>b)</strong> o Passa Palavra opõe-se tanto ao nacionalismo como aos identitarismos, que atualizam os nacionalismos na época do capital transnacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3.</strong> Dentro dos limites do anticapitalismo, do antinacionalismo e do anti-identitarismo, o Passa Palavra pretende estimular o confronto de opiniões e o debate. Consideramos que as inspirações teóricas únicas, os modelos únicos e os sectarismos de grupo são obstáculos à reflexão sobre as lutas. Não somos,‭ ‬nem pretendemos ser,‭ ‬portadores da‭ ‬verdade revolucionária.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4.</strong> O Passa Palavra é organizado e gerido por um coletivo de militantes, de maneira igualitária e sem hierarquias. Em reuniões não presenciais é feito o planejamento do trabalho e são distribuídas as tarefas. Nos períodos entre as reuniões utilizam-se outros meios para a discussão e a resolução dos problemas urgentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5.</strong> O Passa Palavra está aberto à publicação de textos enviados por colaboradores não pertencentes ao coletivo, tanto relatos de lutas como artigos de reflexão, desde que<br />
<strong>a)</strong> obedeçam a um padrão de qualidade que consideramos o mínimo aceitável;<br />
<strong>b)</strong> adotem perspectivas anticapitalistas;<br />
<strong>c)</strong> não defendam os nacionalismos nem os identitarismos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6.</strong> O Passa Palavra publica comentários aos textos desde que<br />
<strong>a)</strong> não sejam completamente irrelevantes;<br />
<strong>b)</strong> não sejam pessoalmente insultuosos;<br />
<strong>c)</strong> não sejam propaganda de extrema-direita ou fascista.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pontos de Partida</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131443/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2020 05:11:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=131443</guid>

					<description><![CDATA[1 As vitórias que os trabalhadores conseguiram em dois séculos de luta acabaram sempre por se revelar parciais e temporárias. Feito o balanço, a mais importante conquista dos trabalhadores é a acumulação da experiência própria para o desenvolvimento de um projeto de classe. Por isso os trabalhadores podem hoje saber melhor o que não querem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<h2 style="text-align: center;"><strong style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 14px;">1</strong></h2>
</div>
<p style="text-align: justify;">As vitórias que os trabalhadores conseguiram em dois séculos de luta acabaram sempre por se revelar parciais e temporárias. Feito o balanço, a mais importante conquista dos trabalhadores é a acumulação da experiência própria para o desenvolvimento de um projeto de classe. Por isso os trabalhadores podem hoje saber melhor o que não querem do que aquilo que querem. Estamos certos, apenas, de que é preciso lutar contra o capitalismo e substituí-lo por uma nova sociedade, onde os meios de produção sejam propriedade coletiva, os próprios trabalhadores organizem o processo de trabalho e as comunidades tenham o direito de manter as suas próprias culturas, línguas e maneiras de viver, sem prejuízo das conquistas sociais conseguidas noutras lutas e noutras épocas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Somos anticapitalistas porque a exploração da força de trabalho não deixou de ser a principal relação social, na qual assentam todas as outras e que define o posicionamento de cada pessoa na sociedade. Esta situação não foi alterada pela extinção das grandes unidades fabris, pela fragmentação da força de trabalho e pela precarização das relações salariais, nem pelo crescimento dos serviços e da produção de bens não materiais. Pelo contrário, as novas formas de organização dos processos produtivos agravaram a exploração e incluíram no proletariado camadas sociais e profissões que antes lhe eram alheias.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>3</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de se encontrarem fragmentados pelas remodelações ocorridas nos processos de produção, os trabalhadores e as populações autóctones e dominadas são hoje alvo de todo o tipo de divisões ideológicas, estimuladas pelos órgãos de informação e pela indústria cultural. Os trabalhadores só voltarão a sentir-se uma classe através da luta contra os capitalistas. Acreditamos que são as lutas sociais que transformam a classe econômica em classe política, quer dizer, que convertem uma massa humana vítima da exploração numa classe coesa que enfrenta a exploração. Nesse sentido, temos em conta que as movimentações sindicais continuam a ser uma forma de resistência e podem servir como escola de luta e de tomada de consciência política, apesar das elites burocráticas que hoje dominam a quase totalidade deste meio. Em Fevereiro de 2009, quando fundámos o Passa Palavra, considerávamos que os movimentos populares teriam constituído um campo fértil para o amadurecimento das alternativas concretas ao capitalismo. Mas hoje vemos que eles constituíram, pelos seus erros, pela sua burocratização e pela sua degenerescência, um campo de lições a tirar para a próxima fase de lutas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>4</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Assim como a maior parte dos trabalhadores não se reconhece hoje como constituindo uma classe social, a consciência de classe, quando neles existe, é demasiado difusa para constituir uma consciência política. Apesar disso, discutir a vida é a grande preocupação da esmagadora maioria das pessoas, e tanto mais necessária quanto mais difícil a vida se torna. Ora, esses temas não são despolitizados, apenas não se reconhecem como políticos. Politizar não significa substituir esses temas por outros diferentes, mas inserir os problemas particulares num contexto geral, assim como a consciência de classe resulta da compreensão de que os problemas sentidos por cada indivíduo se ligam, de uma ou outra maneira, a problemas mais gerais. Para as classes dominantes, falar de política é discutir as rivalidades e os jogos de forças. Para os anticapitalistas, falar de política é integrar o particular no geral, o individual no social.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>5</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Somos anti-imperialistas porque o imperialismo representa a internacionalização da exploração capitalista, iniciada com os impérios coloniais do século XIX, hoje globalizada e exprimindo-se através da concorrência de grandes blocos de interesses que dominam os povos econômica, política, cultural e militarmente. Mas o anti-imperialismo não deve servir para promover os nacionalismos subalternos, porque mesmo num povo oprimido há quem trabalhe e quem mande trabalhar e porque onde houver um Estado enquanto centro de acumulação de capital haverá sempre um imperialismo, ou real ou possível. O anti-imperialismo não deve estar ao serviço dos Estados que desejariam expandir-se contra aqueles que já se expandiram. Não são os conflitos da geopolítica que nos interessam, mas a globalização da luta de classes; e se uma das prioridades dos trabalhadores é lutar contra o imperialismo dos seus próprios governantes, devem fazê-lo para se ligarem aos trabalhadores dos outros países e não aos governantes dos outros países. O nacionalismo político assente nas instituições do Estado é uma criação da burguesia, e mesmo o facciosismo regionalista dentro de um só país é por ela politicamente aproveitado; uma coisa é defender o direito dos povos à autonomia social, cultural e linguística, outra é defender a sua independência política na base de uma aliança nacional de classes antagônicas. Para os trabalhadores o anti-imperialismo é o internacionalismo, porque o capital hoje já não tem fronteiras.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>6</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os mesmos motivos que nos levam a ser anti-imperialistas e antinacionalistas levam-nos a ser anti-identitários. Os identitarismos pretendem mobilizar massas pertencentes a uma identidade biológica ou sexual, real ou assumida, para promover à elite os dirigentes políticos dessas identidades. Os identitarismos constituem, assim, uma transposição dos nacionalismos na época da transnacionalização do capital. Juntamente com o nacionalismo, os identitarismos são as formas mais nocivas de fragmentação da classe trabalhadora e, por isso, são um poderoso obstáculo a que a classe trabalhadora se assuma a si mesma como classe.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>7</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Consideramos que as lutas dos trabalhadores só são vitoriosas quando repercutem positivamente no seu nível material de vida e que o socialismo não poderá ser senão uma sociedade da abundância. Por isso o socialismo é indissociável dos progressos tecnológicos e da industrialização, seja no campo, seja nas cidades. Opomo-nos às pressões dos movimentos ecológicos para a redução do consumo particular, bem como às pressões no sentido de uma regressão tecnológica e da substituição da produtividade por uma exploração mais intensa da força de trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>8</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desde sempre o capital teve tendência a internacionalizar-se. Mas nas últimas décadas fez mais do que isso, transnacionalizou-se. Já não se trata de alguns países exportarem capitais para os restantes, mas de uma permanente circulação de capitais por cima de todas as fronteiras. E se o capital hoje não conhece fronteiras, também as lutas dos trabalhadores não se podem submeter a elas. Aprender com as formas práticas de luta desenvolvidas noutros países, apoiá-las e ligarmo-nos a elas é uma necessidade de sempre, mas que agora se torna ainda mais decisiva. Uma das principais frentes de internacionalização das lutas é a dos trabalhadores migrantes, que são alvo de uma exploração agravada e cujas lutas servem para estabelecer aquilo que hoje devemos considerar como o limiar dos direitos fundamentais da pessoa humana.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>9</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na democracia parlamentar em que vivemos, o povo detém a soberania com a condição de não a usar, exceto para entregá-la periodicamente a candidatos que, uma vez eleitos, não são controlados nem são revocados se faltarem ao prometido. Trata-se, então, de criar meios de participação popular direta, como forma de retomada do controle das decisões sobre as nossas vidas. Quando fundámos o Passa Palavra, em Fevereiro de 2009, imaginávamos que esses meios poderiam ser gerados a partir da prática dos movimentos populares, mas acrescentámos uma condição — desde que eles não se deixassem envolver numa «gestão participativa» que os incluiria nos órgãos de poder oficiais e serviria para legitimar as orientações da tecnocracia governamental, como era o caso dos «conselhos de políticas públicas» no Brasil. Há muitas lições a extrair do fato de essa condição não ter sido cumprida.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>10</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A generalização do sufrágio levou a que, nas democracias parlamentares de todo o mundo, o poder se deslocasse progressivamente dos órgãos eleitos para instâncias não eleitas, de maneira a que a hegemonia das classes dominantes não seja posta em causa pelas maiorias populares. Se este método discreto não for suficiente, outros existem, e das poucas vezes em que o poder de Estado conseguiu passar por via eleitoral dos capitalistas para os trabalhadores, os generais entraram em ação para impedir a mudança. Mas, para que as eleições não desloquem o poder, tem geralmente bastado que nos parlamentos as comissões especializadas prevaleçam sobre a assembleia plenária e que a atuação discreta dos assessores se torne mais significativa do que os discursos dos deputados. Ao mesmo tempo, nos governos os canais de decisão ocultos e informais tornaram-se mais importantes do que as estruturas oficiais. Chegámos ao ponto em que, qualquer que seja o regime, democrático ou autoritário, os grupos de tecnocratas que se escolhem uns aos outros prevalecem sobre os políticos eleitos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>11</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As empresas sempre tiveram um vasto poder na organização da força de trabalho e até na organização dos ócios dos trabalhadores. Mas nos dias de hoje, em que o capital se transnacionalizou e em que os lazeres já não dependem de pequenas empresas familiares mas diretamente do mercado mundial, esse poder aumentou enormemente. A maior parte do tempo de vida de um trabalhador, no emprego e fora dele, está submetida a regras empresariais não democráticas. Nestas condições é ilusório pretender que o controle do poder político possa assegurar o controle do poder econômico.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>12</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os adeptos de sucessivas reformas que contrariem os aspectos mais desumanos da exploração omitem o fato de as reformas serem consentidas e usadas pelo capitalismo para aumentar a produtividade. Os patrões e os administradores sabem que, mantendo-se o sistema capitalista, as reformas que melhoram a vida dos trabalhadores os levam a trabalhar mais e melhor, portanto de maneira mais rentável. O problema das reformas é a maneira como são comumente obtidas: uma coisa é serem concedidas de cima para baixo, antecipando-se às lutas ou esvaziando-as; outra coisa é elas serem conquistadas por um processo em que os trabalhadores envolvidos ganham noção da sua força e, assim, adquirem consciência política. Criticamos a via reformista por se fundamentar na crença desmobilizadora de que a democracia representativa é o caminho para expropriar os donos do capital. Os patrões e os administradores podem aceitar todas as reformas exceto uma: eles jamais cederão pacificamente o controle sobre os processos de trabalho, que lhes garante os lucros da exploração.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>13</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Combater o capitalismo com órgãos e formas de organização que reproduzam o seu modelo autoritário só pode ter como resultado, não a abolição da exploração, mas a instauração de novas formas de exploração. O resultado de uma luta está pressuposto na forma como se organizam os que lutam. Por isso, a crítica à democracia burguesa não deve servir para passar de contrabando a apologia de qualquer ditadura de burocracias partidárias ou programas desenvolvimentistas. Os regimes de tipo soviético, onde a propriedade aparecia como pública mas onde os trabalhadores estavam completamente afastados da organização da produção, da administração das empresas e da direção política, mostraram-se uma alternativa tão nociva como o capitalismo privado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>14</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Numa época em que avançam as várias modalidades de vigilância e repressão — a monitorização das nossas palavras e dos nossos gestos por meio da internet e de câmeras espalhadas por todos os lugares, a utilização empresarial de dados pessoais, a criminalização dos movimentos sociais e de quaisquer ideias anticapitalistas — é urgente a criação de uma rede que ligue as diversas formas de contestação, um espaço comunicacional que favoreça o contato entre as diferentes correntes anticapitalistas, independente tanto do poder econômico como das tutelas políticas e ideológicas. Igualmente, apoiamos e estamos dispostos a cooperar com outros projetos neste sentido. Procurando antes de mais contribuir para a unificação prática das lutas que a todo tempo irrompem e se desenvolvem, promoveremos através do nosso site: a circulação de informações que impulsionem a solidariedade entre leitores, colaboradores, ativistas e grupos de trabalhadores; a exposição pública dos diferentes casos de opressão que sofrem os movimentos sociais e a população comum não organizada; e o fomento à produção teórica e ao debate político. Não somos nem pretendemos ser uma organização de tipo partidário. As nossas regras de funcionamento interno deverão prefigurar o modelo de democracia pelo qual lutamos. Desse modo, privilegiamos o horizontalismo e o coletivismo de decisão, com base nos princípios da escolha em comum, da rotatividade de funções e do controle permanente sobre quem exerce os cargos. E só faremos acordos com outras organizações no quadro de plataformas de ação concreta destinadas a apoiar e desenvolver as lutas sociais.</p>
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