Flagrantes Delitos

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Flagrantes Delitos

Balançando

Protesto contra a lei das terceirizações. Com sua bateria, uma organização trotskista puxa o grito ”quem não pula é governista, quem não pula é...

O Interesse Cultural

Em reacção ao debate no Parlamento da Catalunha sobre a petição popular de abolição das touradas, a Comunidade de Madrid declarou este espectáculo “Bem...

A História revelada

No ultimo Encontro Nacional dos Estudantes de História (ENEH) foram distribuídas homenagens a personagens históricos, dentre eles o ex-presidente Getúlio Vargas (aquele mesmo que,...

Circo da democracia

No início de agosto, as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular se juntaram para organizar o “Circo da Democracia” em uma praça de...

Lá não é bem assim

Num ato de bloqueio de rodovia pelos trabalhadores da Mabe, um líder de partido pega o megafone: “Nós estamos nesta luta não como apoiadores,...

A luta não é pra todos

Militava em um coletivo da cidade e seu rosto estampava todas as publicações do grupo como liderança. Dentre as reivindicações, estava o fim da...

“Ditabrandas”

Na edição do dia 17 de fevereiro, a Folha de S.Paulo afirmou: “As chamadas 'ditabrandas' - caso do Brasil entre 1964 e 1985...

Exercitando a consciência de classe (1)

Um colega de academia sabia muito sobre os partidos de esquerda, mas pouco sobre como opera a política nas unidades de produção. Um...

Começam a pensar

Em meio à revolução chinesa narrada em A Condição Humana, de Malraux, um burocrata russo interroga um grupo de prisioneiros, operários que se revoltaram contra o racionamento de comida. A certa altura, um deles pergunta: — É verdade que se come na prisão? O burocrata, sem responder e depois de mandar remover os prisioneiros, vira-se para o camarada do partido chinês que presenciou a cena e diz: — Isto é que é espantoso: começam a pensar que na prisão são tratados a pão-de-ló. Passa Palavra

Má-fé

Ele perguntava aos alunos qual é o único contrato que a má-fé não invalida. Os alunos insistiam que não existe essa possibilidade, que a...

De boa índole

Saiu do bar, totalmente bêbado. Pegou a direção do veículo. Atropelou três pessoas na calçada. Uma delas, prensada contra um muro, teve duas costelas fraturadas, um pulmão perfurado, fêmur quebrado em cinco pontos, bacia trincada, lesões nos rins. O encontraram desacordado, cervejas espalhadas pelo carro. No julgamento, a testemunha de defesa: “ele é casado, de boa índole, trabalhador e… cristão!”.

Tudo incluso

Os dois eram jovens, recém-casados. Ele cursava antropologia; ela acompanhava-o entusiasticamente naquela grande cidade em rituais neo-xamânicos pagos. A paixão pelos indígenas cresceu nos dois. Resolveram escolher um povo na Amazônia para com eles viver durante um ou dois anos. Escolheram um que tinha página na internet. Mandaram e-mail falando de suas intenções. Receberam longa resposta positiva: era possível, sim, morar lá por um ou dois anos. Casa e comida para os dois, além de uma pessoa da aldeia que os acompanharia sempre. Valor da anuidade: cerca de 30 mil reais, com bom desconto na compra do pacote de dois anos. Ele, indignado, contou isso a um colega, que respondeu: “30 mil, por tudo isso, está barato”. Passa Palavra