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	<title>Movimentos em Luta &#8211; Passa Palavra</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>[Greve na USP] Aos que não foram chamados à mesa: um manifesto em defesa da permanência, mobilização e luta estudantil</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159199/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enzo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 19:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Outras_lutas]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao negar a legitimidade das reivindicações por melhores condições de permanência, a USP nega-se uma vez mais o reconhecimento dos estudantes como parte do corpo político da universidade. Por ex-alunos e alunos da FAUUSP]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Por ex-alunos e alunos da FAUUSP</h3>
<p style="text-align: justify;">Parece consensual que, dentro e fora dos muros da universidade, vivemos um momento crítico. Em momentos como este, palavras de ordem das mais distintas vêm de todos os lados, algumas sendo repetidas regularmente: diálogo, pluralidade, democracia… Palavras que, ao não se assentarem em ações concretas, tampouco no reconhecimento do outro como sujeito de igual estatuto político, ficam soltas no vazio e, mais do que isso, voltam-se como condenação àqueles que não possuem outra opção senão agir.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta nota, escrita por ex-alunos e alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAUUSP), membros de gestões recentes do Grêmio desta faculdade (<strong>gfaud</strong>), nos colocamos em apoio e solidariedade aos estudantes brutalmente agredidos pela Polícia Militar na madrugada de 10 de Maio <strong>[1]</strong><sup><strong> </strong></sup>e ao movimento grevista da Universidade de São Paulo. Em meio a posicionamentos institucionais de repúdio vindos dos mesmos que, dois dias atrás, condenaram as ações estudantis de modo a abrir caminho ao que ocorreu na madrugada deste domingo, é preciso colocar em evidência alguns dissensos que se escondem sob palavras vazias e conclamar uma verdadeira tomada de posição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TAMBÉM SOMOS SUJEITOS POLÍTICOS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A USP foi a última das grandes universidades a aderir ao sistema de cotas, implementando-as apenas nos vestibulares de 2017, permanecendo por mais de dez anos na contramão de um movimento nacional que vislumbrava universidades mais plurais, populares e democráticas. O elitismo acadêmico uspiano deu suas caras, mas foi a força do corpo estudantil, por meio de greves e ocupações, que conseguiu enfim começar a ruir os altos muros da universidade e abrir passagem para vivências historicamente apartadas do reduto acadêmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Ocorre que, das cotas para cá, a universidade se diversificou, escutam-se novas linguagens e outros corpos são vistos ocupando os espaços. Esses novos estudantes, que vêm de todos os cantos do país, decidiram que não querem apenas adentrar a USP, querem transformá-la. Queremos permanecer e disputar também os rumos deste que é mais um dos espaços de formação política de nossa sociedade, a fim não de constituir outra elite intelectual, mas sim uma outra relação entre academia e sociedade que seja parte de uma transformação mais ampla.</p>
<p style="text-align: justify;">“Seja qual for a sua história, sua trajetória ou seu jeito de ser, a USP tem espaço para você!” foi uma das frases da campanha institucional de recepção dos calouros de 2026. Em 2024, o espaço concedido pela USP a 51 estudantes para se alojarem, às vésperas do início das aulas, foi um acampamento provisório instalado sob as arquibancadas do Centro de Práticas Esportivas <strong>[2]</strong>. Esse é apenas um entre os diversos desafios relativos à permanência dos novos estudantes, mas evidencia as condições precárias da habitação estudantil, bem como a difícil realidade enfrentada pelos estudantes para viver em São Paulo com políticas de permanência insuficientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a permanência estudantil extrapola as políticas afirmativas e as políticas de assistência, ambas sabidamente limitadas. A vida universitária demanda o reconhecimento dos pares. Entretanto, a relação entre discentes e docentes muitas vezes esbarra em abusos fundados na deslegitimação das novas vozes. Estes ocorrem de forma direta, a partir de humilhações e assédios constantemente denunciados &#8211; mas que raramente têm resolução diante de uma burocracia hierarquizada -, e também indireta, pelo desdém e indiferença para com as novas vozes que não compartilham do repertório dito imprescindível, da mesma formação elitizada, do mesmo referencial-teórico europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Permanecer só é possível quando nos reconhecemos no espaço em que estamos inseridos. Este reconhecimento não ocorre pois não nos vemos ao entrarmos em salas de aula cujos currículos invisibilizam vivências distintas daquela compartilhada entre professores de maioria branca, representantes de elites intelectuais e culturais, quase sempre de São Paulo. Não queremos aqui advogar por uma representatividade vazia, mas reiterar que os corpos historicamente apartados da universidade carregam consigo outros repertórios e subjetividades frente aqueles cristalizados pela academia. Nosso reconhecimento não ocorre porque os espaços de socialização, interlocução e mobilização que conquistamos têm sido reiteradamente atacados e, em muitos casos recentes, cerceados e tomados. Não ocorre porque nossas mobilizações por pautas justas, como a melhoria das políticas de permanência, o aumento do número de professores, a implementação de cotas para os concursos de docentes, isto é, pautas que visam transformar a universidade em uma instituição realmente mais plural, têm sido deslegitimadas pelo corpo docente que alça o controle da burocracia. Parece que a tão celebrada democratização da universidade encontrou seu teto.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio às mobilizações por uma universidade radicalmente múltipla, emergem vozes ditas progressistas a anunciarem que os estudantes estão sendo manipulados, que utilizam de táticas violentas, ou a reivindicar uma ilusória “neutralidade institucional”, uma miragem mobilizada para deslegitimar vozes que buscam o reconhecimento de suas angústias, demandas e desejos para a USP. Tal neutralidade é inexistente pois trata-se de um discurso que visa a conservação do espaço e da hierarquia que mantém o poder de um grupo que não mais representa a multiplicidade que compõe a universidade e não reconhece as novas vozes que aqui emergem <strong>[3]</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A greve presente, assim como mobilizações anteriores, clama pelo reconhecimento de que as pautas do corpo estudantil são legítimas, assim como deveriam ser legítimas nossas vozes e referenciais. Que também somos e, mesmo que sem reconhecimento, continuaremos a ser sujeitos políticos que constroem essa universidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SOBRE AS ATUAIS MOBILIZAÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A atual greve estudantil se iniciou no interior de um ciclo de luta diante da precariedade de condições de trabalho e estudo no ambiente universitário e da escalada contínua de políticas de cunho neoliberal, como a “bonificação” por “projetos” ofertada pela reitoria aos docentes como falso aumento salarial. As políticas de permanência sequer foram incluídas na discussão orçamentária e, para além disso, os estudantes ainda tiveram os espaços sob sua autonomia ameaçados. Alguns aspectos das movimentações recentes merecem destaque.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, é preciso mais uma vez dizer: os espaços estudantis estão sob ataque! No processo que deu início à greve, fomos surpreendidos com a apresentação de uma minuta <strong>[4]</strong><sup><strong> </strong></sup>referente aos espaços estudantis, pela sua suposta regularização. Estes se constituem como os poucos espaços dentro da universidade em que temos algum grau de autonomia, condição necessária para a atuação dessas entidades estudantis e os únicos lugares nos quais podemos nos mobilizar e termos nossas vozes amplamente reconhecidas. Neles, em diálogo uns com os outros, é onde podemos ter nossas histórias, medos e desejos reconhecidos como legítimos, e é onde podemos discuti-los coletivamente. Nunca há consenso, mas é justamente a partir do dissenso que temos construído nossa mobilização. Não há neutralidade, tampouco concordância inabalável, quando estamos em um grupo diverso que é capaz de legitimar vozes plurais.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe aqui também destacar o que essa minuta significa, especialmente se colocarmos em perspectiva a série de medidas institucionais recentes de cerceamento de espaços estudantis, aumento de dispositivos de vigilância e da militarização nos campi. A diminuição de sua importância, como foi feito por parte dos docentes frente à possibilidade de que esses conflitos pudessem ser resolvidos dentro das unidades, entre diretoria e centros acadêmicos, serve única e exclusivamente para dissuadir a mobilização estudantil em torno desta pauta. Além disso, é ofensivo ignorar que esse aparente consenso esconde que a minuta retira autonomia e abre margem para a total tomada do espaço no futuro. Mais que isso, o não reconhecimento público da gestão estudantil faz dela dependente de acordos com a diretoria das unidades e a reitoria desta Universidade e, portanto, condiciona a autonomia estudantil ao aval do corpo diretivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já com o acirramento das mobilizações, na busca por negociações, o corpo estudantil recebeu negativas em relação ao diálogo supostamente defendido pela reitoria. Inicialmente, pela sua recusa à participação nas mesas de negociação e, depois, pelo encerramento unilateral destas &#8211; estopim que levou o movimento estudantil à ocupação da reitoria, cujo objetivo era a retomada das negociações. Destacamos que, assim como na última greve geral em 2023, a ocupação de espaços foi utilizada como último recurso, sempre em resposta ao encerramento do diálogo por parte do gabinete do reitor. A resposta oferecida aos estudantes é brutal e covarde, pois respalda a violência policial no cerceamento da ocupação. Como vemos, o suposto diálogo parece iluminar apenas as salas de decisão, estas trancadas aos estudantes, cabendo-lhes apenas a tratativa com a PM. No fundo, a ocupação escandaliza não porque seja violenta (pois não foi), mas porque interrompe a coreografia elegante da omissão: expõe que o “diálogo” celebrado pela burocracia universitária é muitas vezes apenas o nome polido que se dá à obediência.</p>
<p style="text-align: justify;">Na tarde do dia 10 de Maio, a mesma reitoria que encerrou as negociações com o corpo estudantil publicou uma nota informando que não houve notificação da ação policial que reprimiu violentamente os estudantes que ocupavam o prédio administrativo. Mesmo sem notificação à reitoria, a ação truculenta parecia respaldada pela administração da USP. Isso porque o cerceamento policial foi permitido, legitimando a ameaça constante de uso da violência. Foi legitimada em cada uma das notas de repúdio que condenaram a ocupação da reitoria pelo dano causado ao patrimônio público, como se o ínfimo dano material desqualificasse, mais uma vez, toda e qualquer tentativa de diálogo com aqueles que possuem demandas, medos e desejos distintos da alta burocracia uspiana.</p>
<p style="text-align: justify;">É comovente observar a sofisticação moral da nossa universidade: cita democracia em solenidades, pluralidade em campanhas institucionais, pensamento crítico em projetos pedagógicos — mas quando estudantes pobres, cotistas, trabalhadores e filhos das periferias do Brasil ousam pôr em prática exatamente este pensamento crítico e se organizar em busca de uma nova universidade, acabam acusados de desrespeitar a democracia e a instituição. A omissão, anuência com o discurso criminalizante e deslegitimação da luta perpetrada pelo próprio quadro diretivo das unidades abre caminho para ações como a que a PM realizou na madrugada do dia 10 de Maio. A universidade que diz formar cidadãos parece preferir súditos bem-comportados; aceita a diversidade desde que muda, incentiva a presença dos novos corpos desde que estes não alterem a decoração da sala, prega a inclusão desde que esta não toque na hierarquia real que organiza quem fala, quem decide e quem apenas agradece pela oportunidade de estar ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre as falas que diziam-se preocupadas com o desmonte e os ataques à universidade pública, observamos posições passivas, como tem sido nos últimos anos. A universidade pública tem, sim, sido desmontada e atacada reiteradamente. Os estudantes têm sido sempre a linha de frente nesta luta: somos nós que sofremos os assédios e agressões dos fascistas que recorrentemente causam perturbações na rotina uspiana; somos nós que denunciamos reiteradamente a destruição da infraestrutura universitária, clara na situação corrente dos bandejões, do transporte público que atende os campi, das partições da USP que desidratam com a ausência de servidores suficientes. Fomos nós que, em 2022 e em 2023, nos mobilizamos pelo aumento do número de docentes e pela implementação de cotas nos concursos, pauta que afeta diretamente o pleno funcionamento da universidade e frente a qual esta categoria se manteve amplamente passiva até aquele momento. A preocupação verbalizada pelos docentes com estas questões, embora possamos crer como verdadeira, não foi acompanhada de um conjunto concreto de ações enquanto o movimento estudantil não tensionou esse debate, pressionando diretamente a categoria. E se hoje podemos celebrar a realização de concursos para docentes com reserva de vagas PPI, e também a chegada dos primeiros docentes negros a unidades como a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design, é porque houve reconhecimento, entre os docentes, da legitimidade pautada pelo corpo estudantil.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe destacar que a categoria docente concentra a maior parte do poder político-institucional dentro da universidade. Embora sujeitos a fatores externos, bem sabemos, são os professores que tomam as principais decisões sobre os rumos da USP. Hoje observamos este poder ser usado muito mais para rechaçar estudantes que se engajam na luta por uma universidade plural do que, de fato, para construí-la participativamente. A coragem de estudantes que colocaram em risco sua própria segurança física, psicológica e jurídica para construir o ideal de universidade que deveria ser um sonho coletivo foi reiteradamente deslegitimada. Sem a construção imagética de que a ocupação representava uma escalada da violência e uma ameaça ao patrimônio público, a desocupação imposta pela polícia seria um desfecho descolado do processo que nos trouxe até aqui. Seria expressão de ataques vindos de forças externas, mas não é esse o caso. A gravidade deste fato é acentuada quando lembramos que, há quinze anos, na última vez em que a reitoria foi ocupada e tal violência empregada, os estudantes lutavam por uma pauta de caráter ideológico (que permanece justiçada agora): a retirada da Polícia Militar do campus. Em contraste, hoje os estudantes lutam por algo muito mais básico: o reconhecimento de que fazem parte desta universidade, que terão a dignidade de se alimentar sem medo de ingerir comida estragada e contaminada; de fugir da humilhação e sofrimento impostos pela ausência de recursos mínimos para manter o sonho de se formar na USP. É esta a raiz da nossa revolta e é contra esses ideais tão mínimos que a universidade emprega a violência.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos deixar de indicar mais uma vez que ao negar a legitimidade das reivindicações por melhores condições de permanência, nega-se uma vez mais o reconhecimento dos estudantes como parte do corpo político da universidade. Rejeitar o diálogo com aqueles que vivenciam a precariedade habitacional do CRUSP e que dependem dos bandejões e do auxílio permanência para viver em São Paulo é dizer que o que existe é suficiente, que não há perspectiva de futuro com plena inclusão dessas novas vozes na academia. É reiterar que somos bem-vindos quando não ameaçamos tensionar a estabilidade da estrutura universitária, este castelo construído para manter-nos fora. Somos bem-vindos quando despidos de nossos próprios repertórios e desejos, quando amoldados às preexistências que deseja-se conservar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TOMEMOS POSIÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Isto posto, fica claro que vivemos um momento histórico e crítico. Daqui, escolhemos o caminho que, inevitavelmente, trilharemos juntos como parte da Universidade de São Paulo. Entendemos que este precisa estar conectado com as lutas dos que vieram antes, constituindo-se como um movimento histórico que vai além dos muros da nossa universidade, se assentando, portanto, em lutas comuns que visam a construção de novos horizontes políticos contrários a quaisquer hierarquias sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma universidade que preserva memoriais contra a ditadura enquanto autoriza, normaliza ou relativiza métodos que carregam precisamente sua sombra histórica. O DCE Livre carrega o nome de Alexandre Vannucchi Leme não como ornamento nostálgico, mas como lembrete incômodo de que a repressão ao movimento estudantil nunca foi um acidente externo à vida universitária; ela sempre foi o teste decisivo de seus princípios. E hoje o teste retorna. Quem fala em pluralismo, mas se cala diante da polícia dentro da universidade, defende apenas o pluralismo dos que já têm cadeira, sala, título e estabilidade. Quem condena a quebra de vidros com mais energia do que a quebra de corpos revela, sem querer, sua verdadeira pedagogia: patrimônio acima de gente, ordem acima de justiça, reputação institucional acima da dignidade estudantil e humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ares fascistas que pairam sobre o Governo do Estado de São Paulo só poderão ser enfrentados no ambiente universitário se os dissensos próprios da pluralidade dos corpos que compõem nossa academia construírem espaços capazes de ouvir as diversas vozes que hoje nos constituem. Talvez assim, estudantes, professores, funcionários e todos os outros interessados na construção de uma nova universidade encontrem caminhos comuns que visam o enfrentamento dos tempos sombrios que nos espreitam.</p>
<p style="text-align: justify;">Da parte dos estudantes está colocada nossa luta irrestrita contra o projeto de destruição do ensino público de qualidade. Dos funcionários, como suas posições e atuações recentes deixam claras, também. É hora que o corpo docente, por sua vez, assuma também uma posição clara, que esteja posta numa manifestação pública, mas também e principalmente em ações concretas que movam a política interna desta universidade no sentido da reconstrução e do fortalecimento da mesma, e das relações entre as categorias que a compõe. Assim, poderemos juntos avançar no diálogo, na democratização e até mesmo num verdadeiro pluralismo universitário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ASSINAM ESTE MANIFESTO:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Allan Pedro dos Santos Silva &#8211; gfaud 2021/ 2023</p>
<p style="text-align: justify;">Ana Pacheco &#8211; gfaud 2021/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Bárbara Carneiro &#8211; gfaud 2019/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Breno Terra &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Camila Rosado &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Felipe Leonidas &#8211; gfaud 2020/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Gabrielle Gusmão &#8211; gfaud 2019/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Helena Nakamura gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Henrique Munhoz Clesca &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">João Generoso &#8211; gfaud 2018/2019</p>
<p style="text-align: justify;">João Iwamoto &#8211; gfaud 2024/2026 Ketlyn Caroline Gonçalves &#8211; gfaud 2018/2019</p>
<p style="text-align: justify;">Larissa Hiratsuka &#8211; gfaud 2017/2018</p>
<p style="text-align: justify;">Lucas Lopes &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Luciana Salvarani &#8211; gfaud 2022/2025</p>
<p style="text-align: justify;">Matheus Martins &#8211; gfaud 2021/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Miguel Fiorelli &#8211; gfaud 2021/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Nicolas Sarracino &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Tadashi &#8211; gfaud 2018/2019</p>
<p style="text-align: justify;">Patrick Corrêa &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Rafael Kim &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Raphael Ramos &#8211; gfaud 2024/2025</p>
<p style="text-align: justify;">Rodolfo Sydow &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Yu Weibin &#8211; gfaud 2022/2023</p>
<p style="text-align: justify;">Roberto Shimoda &#8211; gfaud 2017/2018</p>
<p style="text-align: justify;">Horrana Porfirio Soares &#8211; gfaud 2015/2016</p>
<p style="text-align: justify;">Hudynne Helena Guimarães Lima &#8211; gfaud 2015/2017</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[1] </strong>Ver em: <a class="urlextern" title="https://www.brasildefato.com.br/2026/05/07/estudantes-da-usp-em-greve-ocupam-reitoria/" href="https://www.brasildefato.com.br/2026/05/07/estudantes-da-usp-em-greve-ocupam-reitoria/" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">https://www.brasildefato.com.br/2026/05/07/estudantes-da-usp-em-greve-ocupam-reitoria/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[2] </strong>Ver em: <a class="urlextern" title="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/04/a-espera-de-moradia-alunos-da-usp-vivem-debaixo-de-arquibancada-de-estadio.shtml" href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/04/a-espera-de-moradia-alunos-da-usp-vivem-debaixo-de-arquibancada-de-estadio.shtml" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/04/a-espera-de-moradia-alunos-da-usp-vivem-debaixo-de-arquibancada-de-estadio.shtml</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[3] </strong>Destacamos o posicionamento de um grande número de docentes de universidades federais e estaduais contra as vozes conservadoras que se disfarçam sob esta suposta neutralidade, exposto no texto <a class="urlextern" title="https://pluralismoencarnado.com/" href="https://pluralismoencarnado.com/" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">“Em defesa do pluralismo encarnado”</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[4]</strong> Ver em: <a class="urlextern" title="https://iclnoticias.com.br/usp-restringir-comercio-contas-estudantis/" href="https://iclnoticias.com.br/usp-restringir-comercio-contas-estudantis/" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">https://iclnoticias.com.br/usp-restringir-comercio-contas-estudantis/</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>[São Paulo] Carta em resposta aos ataques à EMEI Pagu</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/04/159041/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 22:52:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema_direita]]></category>
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					<description><![CDATA[Educadores respondem à perseguição feita pelo Brasil Paralelo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Por Sandra</h3>
<p style="text-align: justify;">Os espaços da EMEI Patrícia Galvão foram solicitados via processo SEI pela PMSP para uma obra audiovisual referente à Educação Infantil. No processo havia a determinação de que a não aceitação só poderia estar associada ao que previa o artigo 14,<br />
§3º, do Decreto Municipal nº 56.905/2016 que, em linhas gerais, referia-se à impossibilidade comprovada das condições para filmagens e gravações ou, se por incompatibilidade de agenda, deveríamos propor outra data.</p>
<p style="text-align: justify;">A informação que recebemos era a de que a rotina não seria alterada e como não tínhamos impossibilidade comprovada, não cabia margem para deliberação. Ironicamente, caso a EMEI PAGU estivesse nas condições em que se encontrava há um ano, teríamos impossibilidade comprovada, afinal, tínhamos um esgoto a céu aberto no interior da escola.</p>
<p style="text-align: justify;">Até aqui, nenhuma novidade: não problematizamos porque, genuinamente, o nosso entendimento era de que se tratava de uma demanda institucional e pedagógica da SME encaminhada pela DRE.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, em nenhum momento nos foi informado o teor do material a ser produzido, mesmo quando da visita técnica realizada pelos responsáveis, juntamente com a representante do SPCine, ocasião em que ao serem questionados responderam vagamente, tal qual descrito no relatório de visita técnica em que consta o nome da produção “Educação Infantil”.</p>
<p style="text-align: justify;">Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo&#8230; Sim!!! Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente.<br />
Imediatamente entramos em contato com a DRE e SPCine, pois enfim entendíamos que esta seria uma razão que justificasse a negativa, ainda mais porque, em pesquisa nas redes sociais da empresa, identificamos o que nos foi confirmado pelos profissionais na ocasião das gravações: as imagens vão compor o documentário &#8220;Pedagogia do Abandono&#8221;<br />
&#8211; Entre ideologia, baixa qualidade e centralização estatal&#8221;, ou seja, trata-se de uma produção onde vão associar as imagens da nossa escola a entrevistas feitas com pessoas aleatórias que sequer são educadoras para exemplificação da péssima qualidade da educação infantil paulistana. (Explicação dada pelos profissionais responsáveis pela gravação).</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-159047" src="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem1.jpg" alt="" width="156" height="220" /><br />
As respostas que obtivemos foram “que nem a DRE poderia recusar, uma vez que se tratava de condução da PMSP”, “que recusar seria censurar a livre expressão e que não havia problemas em falarem mal da educação pública, já que a Rede Globo faz este serviço o tempo todo”. Tentaram nos tranquilizar dizendo que nossos nomes e o nome da escola não seriam expostos e que eu, diretora da escola, ficaria “mal-vista” diante das objeções.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam que o próprio cartaz de divulgação da produção já apresenta o teor e o afastamento com a realidade da educação pública municipal. Há uma criança em uma carteira de sala de aula, de fronte a uma lousa, como se estivesse copiando um texto, em detrimento de brinquedos posicionados atrás da cadeira, cena paradoxal ao Currículo da Cidade &#8211; Educação Infantil, que afirma que a escola de educação infantil deve propiciar contextos de uso social da escrita e da leitura, para que a hierarquização dessas linguagens não silencie as demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os processos específicos de alfabetização da linguagem escrita serão desenvolvidos a partir do Ensino Fundamental. O posicionamento das carteiras no cartaz também denota a ignorância quanto ao tema, uma vez que os espaços na educação infantil paulistana são voltados ao desenvolvimento das diversas linguagens, do brincar e da experimentação de novas possibilidades, posicionando mesas que articulem as crianças de acordo com a proposta das(os) educadoras(es), mas jamais enfileiradas de forma cartesiana voltadas para a lousa.</p>
<p style="text-align: justify;">Informamos ao profissional da produtora que não sabíamos o teor do documentário e ele nos comunicou que o &#8220;briefing&#8221; havia sido enviado à Prefeitura, o que não chegou à escola. Apesar da tensão, das problematizações e da manifestação da nossa profunda decepção ao constatar que um tema tão importante como a qualidade da escola fosse apresentado pela Brasil Paralelo autorizada pela PMSP, as gravações aconteceram como havia sido combinado: “espaços sem a presença das crianças”.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo dia acessamos mais informações sobre o documentário que pretendem lançar no dia 20/04 e, não mais para a nossa surpresa, identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade? Será? (A dúvida contém ironia).</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-159046" src="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2.png" alt="" width="1297" height="715" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2.png 1297w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2-300x165.png 300w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2-1024x565.png 1024w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2-768x423.png 768w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2-762x420.png 762w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2-640x353.png 640w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem2-681x375.png 681w" sizes="(max-width: 1297px) 100vw, 1297px" /><br />
Não satisfeitos, produziram um vídeo para divulgar o documentário se aproveitando do momento em que foram impedidos de gravar em um espaço onde se encontravam as crianças que temos o dever de proteger, tanto a sua integridade quanto os seus direitos. Estava estabelecido que não seriam feitas filmagens em espaços onde as crianças estivessem, o que teria sido descumprido se não tivessem sido impedidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, este texto serve a duas finalidades: a primeira é a elucidação dos fatos ocorridos à comunidade da EMEI Patrícia Galvão, às escolas parceiras do Território Educativo das Travessias, às escolas todas da Rede e a quem mais possa interessar; a outra finalidade é afirmar com muita convicção que o fechamento da porta não tinha a ver com o fato de querermos esconder que a Pagu se inspira e se apoia na vida e obra de Paulo Freire, pois esta concepção é fruto de muito estudo e motivo de orgulho; aliás, trata-se de uma Rede Municipal inteira que tem Paulo Freire em seus PPPs, seus currículos, planejamentos e sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falta de discernimento ou muita pretensão uma produtora achar que tínhamos preocupação que ela não gravasse Paulo Freire estampado em nossas paredes? Comunico que se estão procurando evidências, acessem os muitos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas da cidade, são documentos disponíveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-159045" src="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem3.jpg" alt="" width="282" height="348" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem3.jpg 282w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/04/Imagem3-243x300.jpg 243w" sizes="(max-width: 282px) 100vw, 282px" />É lamentável que, com tantos sonhos e tanto por fazer, precisemos interromper nossas ações cotidianas para lidar com esses ataques que nos deixam abatidas por uma fração do tempo e nos faz retomar&#8230; Sempre com mais força! Por fim, o recado é este:</p>
<p style="text-align: justify;">“Não haverá nenhuma resposta geral, radical, toda. Apenas sinais, singularidades, pedaços,<br />
Brilhos passageiros, ainda que francamente luminosos.<br />
Vaga-lumes”.<br />
Georges Didi-Huberman</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>[Rondônia] O latifúndio no banco dos réus</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/03/158923/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enzo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 22:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Outras_lutas]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho_e_sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Tribunal Popular organizado por entidades irá realizar julgamento sobre crimes cometidos em áreas de conflito agrário e contra advogados e defensores de direitos humanos. Por ABRAPO, CEBRASPO, COMSOLUTE, CPT, OPIROMA, MAB e LCP]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Por ABRAPO, CEBRASPO, COMSOLUTE, CPT, OPIROMA, MAB e LCP</h3>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">Nos próximos dias 28 e 29 de março de 2026 ocorrerá em Porto Velho, capital do estado de Rondônia será instaurado um <b>TRIBUNAL POPULAR</b> que julgará crimes cometidos pelo latifúndio em Rondônia ao longo de décadas e, sobretudo, nos últimos anos onde se observou um crescente processo de assassinatos, despejos ilegais, ameaças, contra camponeses sem-terra, posseiros, indígenas, extrativistas, ribeirinhos e quilombolas. Nos últimos anos, em Rondônia, a escalada de violações praticadas por latifundiários e grupos paramilitares contou com a ação efetiva de forças policiais que passaram a atuar de forma a criminalizar milhares de famílias e advogados que atuam na área agrária.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">O ano de 2024, cujos dados consolidados foram publicados em abril de 2025 pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), marcou um período paradoxal na dinâmica agrária brasileira. Embora tenha ocorrido uma redução quantitativa no número de assassinatos diretos, os indicadores de conflitos por terra atingiram o maior patamar da última década, totalizando aproximadamente 1.768 ocorrências. Esse dado sinaliza uma cristalização das tensões territoriais, consolidando 2024 como o segundo ano mais violento da série histórica iniciada em 1985.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">O cenário de conflitos agrários no Brasil apresentou um agravamento crítico em 2025, caracterizado pelo incremento da letalidade nas disputas territoriais. Dados preliminares da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam que o número de assassinatos no campo duplicou em relação ao ano anterior, saltando de 13 óbitos em 2024 para 26 registros até dezembro de 2025. O estado de Rondônia é uma das Unidades da Federação que lidera esse ranking macabro.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">Em virtude da situação fática e jurídica que engloba os inúmeros assassinatos e conflitos agrários que marcam a história recente de Rondônia, a Associação Brasileira de Advogados do Povo (ABRAPO), o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO), o Comitê de Solidariedade à Luta pela Terra (COMSOLUTE), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Organização dos Povos Indígenas de Rondônia, Noroeste do Mato Grosso e Sul do Amazonas (OPIROMA), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Comitê de Apoio à Luta pela Terra – Rondônia, Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental (LCP) e outras organizações propõem o Tribunal Popular que colocará o latifúndio no banco dos réus.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">O Tribunal será presidido pelo Dr. Jorge Moreno (juiz aposentado do TJMA e vice-presidente da ABRAPO) e contará com um corpo de jurados integrado por juristas de Rondônia, de outros estados da Amazônia, do Nordeste, do Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país; pesquisadores da UNIR, do IFRO e de outras Universidades Federais do Brasil; além de jornalistas, representantes sindicais, associações e movimentos sociais que irão compor o Júri Popular.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">Entre esses destaca-se a Prof.ª Drª Helena Angélica de Mesquita (Professora aposentada da UFG, que pesquisou à fundo o Massacre de Corumbiara), o Dr. Siro Darlan (Desembargador aposentado do RJ), representante da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, a histórica líder seringueira Dercy Teles, de Xapuri (AC), primeira mulher a presidir um sindicato na Amazônia Acreana, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais &#8211; STR de Xapuri, em 1981. É uma das figuras centrais nos empates organizados pelos seringueiros em Xapuri, juntamente com figuras históricas tais quais Chico Mendes e Wilson de Souza Pinheiro.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;">O Tribunal Popular também terá a cobertura da imprensa popular e democrática, com jornalistas que escrevem para vários veículos de comunicação de todo o Brasil como Ópera Mundi, Intercept Brasil, Repórter Brasil, A Nova Democracia, Rondônia Plural, Voz da Terra, e outros. Outras representações de entidades e movimentos como a Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP), Campanha Nacional Despejo Zero, Movimento Bem Viver e Global Sumud Brasil também estarão participando. Na condição de testemunhas de acusação estarão presentes lideranças indígenas, camponesas, ribeirinhas, de associações e movimentos de chacareiros, extrativistas e ocupações camponesas e urbanas.</p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: justify;"><b>O &#8220;TRIBUNAL POPULAR CONTRA CRIMES DO LATIFÚNDIO&#8221; será realizado no AUDITÓRIO DO SINTERO (rua Rui Barbosa, nº 713, Bairro Arigolândia) com início no sábado, 28/03, às 08h e se estenderá até o domingo, 29/03,</b> onde na última sessão, serão apresentadas as alegações finais da acusação e defesa, a reunião de corpo de jurados e leitura da sentença dos acusados. As inscrições serão realizadas no local.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-158925 aligncenter" src="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal.jpeg" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal.jpeg 1080w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal-240x300.jpeg 240w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal-819x1024.jpeg 819w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal-768x960.jpeg 768w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal-336x420.jpeg 336w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal-640x800.jpeg 640w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2026/03/cartaz-tribunal-681x851.jpeg 681w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
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		<title>[RJ] UERJ: Calendário de lutas dos vigilantes e auxiliares administrativos da Conquista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 20:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Greves]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho_e_sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Funcionários terceirizados que pretam serviço para a UERJ, denunciam atrasos no salário. Por Invisíveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por Invisíveis</h3>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DVWSEt1DnKW/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DVWSEt1DnKW/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Invisíveis (@invisiveistrabalhador)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script>CALENDÁRIO DE LUTAS CONTRA CALOTES EM SALÁRIOS DE VIGILANTES E AUXILIARES ADMINISTRATIVOS PELA <a class="x1i10hfl xjbqb8w x1ejq31n x18oe1m7 x1sy0etr xstzfhl x972fbf x10w94by x1qhh985 x14e42zd x9f619 x1ypdohk xt0psk2 x3ct3a4 xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz notranslate _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/conquista.grupo/">@conquista.grupo</a> NA UERJ</p>
<p>2 e 3 de março: 9h rua Teixeira Ribeiro 229.na sede da empresa, para cobrar o pagamento, já que a diretoria disse que tem &#8220;explicações&#8221;. com o <a class="x1i10hfl xjbqb8w x1ejq31n x18oe1m7 x1sy0etr xstzfhl x972fbf x10w94by x1qhh985 x14e42zd x9f619 x1ypdohk xt0psk2 x3ct3a4 xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz notranslate _a6hd" tabindex="0" role="link" href="https://www.instagram.com/sindicatodosvigilantesrj/" target="_blank" rel="noopener">@sindicatodosvigilantesrj</a></p>
<p>3 de março: 18h, reunião online para pensar a mobilização e luta com trabalhadores terceirizados (link por dm) CHAMANDO ESTUDANTES, PROFESSORES, SERVIDORES E MAIS QUISER APOIAR A LUTA.</p>
<p>12 de março, 18h no hall do queijo, UERJ MARACANÃ: contra o calote da empresa CONQUISTA,<br />
REITORIA deve pagar salários!</p>
<p>3 MESES SEM SALÁRIO PARA VIGILANTES A E 2 MESES PARA AUXILIARES ADMINISTRATIVOS!</p>
<p>Não ESPERE articulação com Ministério do Trabalho, que é do presidente, que vai demorar para exigir decisão do poder judiciário! PROTESTE E PARALISE!</p>
<p>REITORIA GULNAR E DEUSDARÁ se coloca como &#8220;boazinha&#8221; por ter pago todas as FATURAS para a empresa CONQUISTA. MAS ELA QUE CONTRATOU UMA EMPRESA ENVOLVIDA EM CORRUPÇÃO E QUE DÁ CALOTES CONSTANTES EM TRABALHADORES TERCEIRIZADOS!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>[São Paulo] Favela do Moinho lança a campanha &#8220;Alê livre&#8221;</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/02/158710/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Feb 2026 21:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Bairros_e_cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[Em defesa da liberdade e da integridade física e psíquica de Alessandra Moja Cunha. Por Comitê em Defesa do Moinho e pela Liberdade das Pessoas Presas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por Comitê em Defesa do Moinho e pela Liberdade das Pessoas Presas</h3>
<p style="text-align: justify;">Localizada entre os distritos da Santa Cecília e do Bom Retiro, há mais de 3 décadas a Favela do Moinho resiste a inúmeras tentativas de expulsão, incêndios, abusos, execuções policiais e criminalização generalizada da comunidade <strong>[1]</strong>. Trata-se, como se sabe, da última favela remanescente na região central de São Paulo.</p>
<p>Recentemente, o governo estadual escolheu a região, uma das mais valorizadas na cidade, para construir a sua nova sede administrativa. No mesmo pacote, incluiu a construção de um parque e de uma estação privatizada de trem precisamente no terreno em que as famílias do Moinho encontraram um modo viável de viver na região central, perto das oportunidades de trabalho e de serviços públicos.</p>
<p>O projeto, que é declaradamente a ponta de lança para favorecer os diversos empreendimentos imobiliários e empresariais que invadiram a região na última década <strong>[2]</strong>, impulsionou uma brutal escalada de assédios e ataques à comunidade.</p>
<p>Com coragem e articulada com movimentos sociais e apoiadores voluntários de longa data (todos eles signatários desta carta), a Favela do Moinho conseguiu arrancar aos governos estadual e federal um compromisso de subsídio integral de moradias para toda a comunidade <strong>[3]</strong>.</p>
<p>Foi nesse contexto de reivindicação legítima do direito à moradia que se deu a vexaminosa operação policial do dia 8 de setembro de 2025 coordenada pelo GAECO, do Ministério Público, e executada por dezenas de policiais.</p>
<p>A reação institucional à vitória significativa da comunidade foi a prisão decretada contra Alessandra Moja Cunha, uma das lideranças históricas do movimento de moradia do centro de São Paulo e desde sempre engajada na associação de moradores do Moinho, sob absurdas acusações de participação em organização criminosa, prática de extorsão, receptação, crime ambiental e associação para o tráfico.</p>
<p>Na ocasião, a sua casa foi arrombada pelos policiais que, sem respeitar a obrigatoriedade do uso câmeras corporais, a agrediram com um soco e ameaçaram dar choques com o fio desencapado que extraíram do televisor. Certos de que tinham guarida, os policiais ainda forjaram uma mochila de entorpecentes ilegais contra ela e o marido <strong>[4]</strong>.</p>
<p>Para agravar o quadro de explícita perseguição política, Alê foi transferida, sem qualquer motivação idônea, para uma penitenciária situada em Tupi Paulista, a 700 quilômetros da capital. Lá, próximo à divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, Alê tem somente quatro horas diárias de banho de sol e não tem recebido visitas pessoais em razão da dificuldade de locomoção dos familiares.</p>
<p>Contra toda essa covardia e terror, estamos aqui para exigir verdade e justiça.</p>
<p>Alê tem uma história de que deve se orgulhar. Sempre se dedicou ao trabalho honesto e cotidiano, à subsistência de suas filhas e filhos, às diversas ações de apoio mútuo entre vizinhos e na luta pelos direitos da comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 15 anos, Alê foi ativa na defesa dos direitos básicos da comunidade relacionados, sobretudo, à regularização fundiária, ao fornecimento de água e luz e ao saneamento básico. É notória e amplamente documentada a sua participação em inúmeras negociações com órgãos públicos e na articulação com agentes da sociedade civil organizada <strong>[5]</strong>. Internamente, foi uma das principais responsáveis por promover e cuidar de espaços coletivos para atividades culturais, como a Casa Pública, o Parque Vermelhão, o Cine Moinho etc.</p>
<p>É preciso que todos saibam que há muito tempo a Alê era intimidada em razão de seu engajamento direto na luta por moradia digna. Como sempre de cabeça erguida, Alê jamais deixou de atuar à luz do dia e reivindicar legitimamente os direitos dos moradores <strong>[6]</strong>.</p>
<p>Agora está sendo acusada por uma série de fatos que jamais cometeu única e exclusivamente em razão da sua atuação como líder de movimento de moradia. Uma acusação fajuta, baseada em laços de parentesco e sem nenhuma prova concreta, hoje a mantém presa injustamente e em condições desumanas de isolamento.</p>
<p>Felizmente, dois escritórios renomados (Tofic Advogados e Toron Advogados) e o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) assumiram gratuitamente a defesa da Alê. Mas a sua família não tem condições financeiras de bancar viagens para visitá-la do outro lado do estado e só com sacrifícios imensos tem conseguido enviar o jumbo mensal.</p>
<p>Desse modo, a presente carta serve de endosso à campanha permanente pela liberdade da Alê <strong>[7]</strong> e igualmente de pedido de contribuição financeira para arcar com os custos para garantir visitas e jumbos até ela ser libertada. <a href="https://apoia.se/faveladomoinho" target="_blank" rel="noopener">CONTRIBUA COM O APOIA-SE</a>.</p>
<p>Somos muitas ao lado da Alê. Há mais de década conhecemos sua história, sua força e sua imensa dignidade. Enquanto ela estiver presa, estaremos reunidos em solidariedade pela preservação de sua integridade e por sua liberdade.</p>
<p>Alê livre!</p>
<p><a href="https://apoia.se/faveladomoinho" target="_blank" rel="noopener">https://apoia.se/faveladomoinho</a></p>
<p style="text-align: justify;">ASSINAM ESSA CAMPANHA:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Comitê em Defesa do Moinho e pela Liberdade das Pessoas Presas</li>
<li>Associação de amigos e familiares de presos/as (AMPARAR)</li>
<li>Associação dos Movimentos de Moradia da Região Sudeste</li>
<li>Campanha Despejo Zero São Paulo</li>
<li>Central de Movimentos Populares &#8211; CMP</li>
<li>Central Sindical e Popular CSP-Conlutas</li>
<li>Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários Suely Yumiko (CAELL) &#8211; Letras USP</li>
<li>Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos</li>
<li>Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP</li>
<li>Comitê Brasilândia Nossas Vidas Importam</li>
<li>Defemde &#8211; Rede Feminista de Juristas</li>
<li>DHCTEM &#8211; Grupo de Pesquisa de Direitos Humanos, Centralidade do Trabalho e Marxismo (FDUSP)</li>
<li>Equipe São Paulo do Conselho Indigenista Missionário &#8211; CIMI</li>
<li>FACESP &#8211; Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo</li>
<li>Frente Nacional de Luta Campo e Cidade &#8211; FNL</li>
<li>GPTC &#8211; Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (FDUSP)</li>
<li>Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC</li>
<li>LabCidade – Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo</li>
<li>Luta Popular</li>
<li>Mandela Free</li>
<li>Movimento de Familiares das Vítimas do Massacre de Paraisópolis</li>
<li>Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)</li>
<li>Movimento de Moradia do Centro de São Paulo – MMRC</li>
<li>Movimento de Mulheres Olga Benário</li>
<li>Movimento Esquerda Socialista (MES) &#8211; PSOL</li>
<li>Movimento Mulheres em Luta &#8211; MML</li>
<li>Movimento Negro Unificado (MNU)</li>
<li>MRFU &#8211; Movimento de Regularização Fundiária e Urbanização</li>
<li>MRT &#8211; Movimento Revolucionário de Trabalhadores</li>
<li>Observatório da Violência Policial e Direitos Humanos (OVP-DH)</li>
<li>Organização Socialista Libertária (OSL)</li>
<li>Programa de Assessoria, Garantia e Defesa de Direitos do Instituto das Irmãs da Santa Cruz (ADDIISC)</li>
<li>PSTU &#8211; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado</li>
<li>Rede Emancipa de Educação Popular</li>
<li>Resistência &#8211; PSOL</li>
<li>SAJU Cidade &#8211; Serviço de Assessoria Jurídica Universitária, frente cidade (FDUSP)</li>
<li>Secretaria de Mulheres da União dos Movimentos de Moradia &#8211; UMM-SP</li>
<li>Sindicato Dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo – SINTUSP</li>
<li>Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado de São Paulo &#8211; SINDSEF-SP</li>
<li>União dos Movimentos de Moradia de São Paulo &#8211; UMMSP</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p><strong>[1]</strong> Cf. documento da Fiocruz “Favela do Moinho luta por políticas públicas que priorizem sua permanência, a urbanização e o respeito aos direitos dos moradores”, de 2025”: <a href="https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/favela-do-moinho-luta-por-politicas-publicas-que-priorizem-sua-permanencia-a-urbanizacao-e-o-respeito-aos-direitos-dos-moradores/" target="_blank" rel="noopener">https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/favela-do-moinho-luta-por-politicas-publicas-que-priorizem-sua-permanencia-a-urbanizacao-e-o-respeito-aos-direitos-dos-moradores/</a></p>
<p><strong>[2]</strong> Nas palavras do vice-governador e líder da “política de desestatização” do governo estadual, o objetivo é que o projeto seja o “motor de revitalização da região central, atraindo investimentos, promovendo infraestrutura moderna e gerando um novo dinamismo econômico&#8221; [cf.: <a href="https://www.instagram.com/reels/DKS5TawyEjP/" target="_blank" rel="noopener">https://www.instagram.com/reels/DKS5TawyEjP/</a>]</p>
<p><strong>[3]</strong> Cf.: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2025-06/familias-da-favela-do-moinho-receberao-r-250-mil-para-comprar-imovel" target="_blank" rel="noopener">https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2025-06/familias-da-favela-do-moinho-receberao-r-250-mil-para-comprar-imovel</a></p>
<p><strong>[4]</strong> Cf.: <a href="https://ponte.org/operacao-que-prendeu-lideres-no-moinho-mandou-pms-sem-camera-para-suposto-flagrante-de-drogas/" target="_blank" rel="noopener">https://ponte.org/operacao-que-prendeu-lideres-no-moinho-mandou-pms-sem-camera-para-suposto-flagrante-de-drogas/</a></p>
<p><strong>[5]</strong> Para ilustrar: (1) participação em reportagem publicada pela Reporter Brasil em 18 de outubro de 2013: <a href="https://outraspalavras.net/outrasmidias/a-longa-resistencia-da-favela-do-moinho/" target="_blank" rel="noopener">https://outraspalavras.net/outrasmidias/a-longa-resistencia-da-favela-do-moinho/</a>; (2) reunião com o prefeito de São Paulo em 14 de dezembro de 2014: <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/habitacao/w/noticias/187584" target="_blank" rel="noopener">https://prefeitura.sp.gov.br/web/habitacao/w/noticias/187584</a>; (3) participação na produção do documentário “Moinho 14”: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3-Jq5nQw-bM" target="_blank" rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=3-Jq5nQw-bM</a>; (4) entrevista à BBC sobre a luta por água e esgoto, publicada em 26 de abril de 2022: <a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61197414" target="_blank" rel="noopener">https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61197414</a></p>
<p><strong>[6]</strong> Em outubro de 2014, Alê foi detida arbitrariamente, sem qualquer acusação, ameaçada e conduzida à Delegacia. Como nada havia contra ela, foi &#8220;liberada&#8221;. Procurou a Defensoria Pública e através dela ajuizou e ganhou, em sentença proferida em 2023, ação de indenização contra o Estado e de responsabilização criminal dos policiais envolvidos. Nas palavras do juiz do caso, foi tão flagrante a &#8220;ocorrência de ilegalidade, que no inquérito em que se analisava a ocorrência de crime de abuso de autoridade, foi proposta pelo Ministério Público, aceita pelos [policiais] autores do fato e acolhida pelo juízo transação penal”, o que demonstra cabalmente que se tratava “de situação que não se admitia arquivamento e que existia justa causa para deflagração ação penal&#8221; [cf. ação indenizatória n. 1054878-29.2019.8.26.0053, 2ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública de SP]</p>
<p><strong>[7]</strong> O manifesto público da campanha foi lançado em dezembro de 2025 e pode ser acessado e republicado a partir daqui: <a href="https://www.instagram.com/p/DSnBI1Rjccf/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">https://www.instagram.com/p/DSnBI1Rjccf/?hl=pt</a></p>
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		<title>[São Paulo] O avesso da educação: relatos da destruição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 16:18:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho_e_sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Este questionário procura coletar depoimentos dos educadores que trabalham no Estado e passaram pelos processos de avaliação de desempenho 360° em 2025. Por Coletivo de Professores Autônomos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por Coletivo de Professores Autônomos</h3>
<p style="text-align: justify;">Olá!!</p>
<p style="text-align: justify;">Somos um coletivo de professores da rede de ensino do estado de São Paulo. Compartilhamos as dificuldades e o inconformismo com a precarização do trabalho docente e este ambiente feito de pressão e ameaça permanente. Neste sentido, este questionário procura coletar depoimentos dos educadores que trabalham no Estado e passaram pelos processos de avaliação de desempenho 360° em 2025.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma forma difícil, mas necessária para compartilharmos nossas dificuldades e denunciarmos o cenário tenebroso que hoje é o nosso trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, esperamos reunir informações e relatos que nos ajudem a preparar materiais e pensarmos em ações conjuntas.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradecemos muito por aceitarem colaborar relatando sua experiência. Trata-se de um formulário bem reduzido. Você levará no máximo 7 minutos para preencher.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://forms.gle/mZksN9bj3Ya4BRVZA" target="_blank" rel="noopener">https://forms.gle/mZksN9bj3Ya4BRVZA</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<item>
		<title>[Síria] Informativo: Resistência de Sheikh Maqsoud y Ashrafieh</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/01/158500/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 12:29:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Exército_e_guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Síria]]></category>
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					<description><![CDATA[Com tanques, ataques aéreos e outras armas pesadas, o exército sírio iniciou uma forte ofensiva contra a minoria kurda em Alepo no dia 6 de janeiro. Por Centro de Informação Kongra Star]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por Centro de Informação Kongra Star</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diante do aumento das tensões e ataques realizados nos últimos meses, o Governo de Transição Sírio (HTS), junto com o Exército Nacional Sírio (ENS), soldados vestidos com uniformes do ISIS e conhecidos nacionalistas turcos, lideraram um ataque conjunto contra os bairros de maioria kurda de Sheikh Maqsoud e Ashrafiyeh, que formam parte da Administração Autônoma Democrática.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tanques, ataques aéreos e outras armas pesadas, o exército sírio iniciou uma forte ofensiva no dia 6 de janeiro. No dia 9 de janeiro, os conselhos populares de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh fizeram uma declaração conjunta na qual afirmavam que iriam permanecer e defender seus bairros. As forças de segurança interna e o povo continuaram sua resistência contra a ideologia islamista fascista e os ataques físicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>História:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alepo é a segunda maior cidade da Síria.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Está situada no norte da Síria e tem uma população de mais de 2 milhões de habitantes. Sheikh Maqsoud e Ashrafieh são bairros de Alepo com maioria kurda e uma população entre 100.000 e 200.000 habitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Em 2011, Alepo se converteu em um dos centros da revolução e foi cenário de intensos combates durante a guerra civil síria. Os bairros de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh expulsaram o regime de Assad com resistência armada e declararam autonomia. Em seguida, os bairros ficaram sob proteção das YPG (Unidades de Proteção Popular). Foram as primeiras zonas que se levantaram contra o regime de Assad e, posteriormente, enfrentaram embargos, assédios e ataques tanto das forças pró-Assad quanto das islamistas. Em 2016, após bombardeios indiscriminados e uso de armas químicas proibidas, a Anistia Internacional declarou que estavam cometendo crimes de guerra nos bairros de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh. Também em 2016, as forças de Assad recuperaram o controle de toda a cidade, exceto dos bairros de maioria kurda, que defenderam com êxito sua autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Muitas pessoas que foram removidas forçadamente de Afrin em 2018 e muitas outras que precisaram fugir de Shahba no fim de 2024 se refugiaram em Sheikh Maqsoud.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O Governo de Transição Sírio, apoiado pela Turquia, Grã-Bretanha, Estados Unidos, União Europeia e Israel, tem uma ideologia jihadista e pretende estender seu poder por toda a Síria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acordos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No dia 29 de novembro de 2024, o HTS e o ENS, respaldados pela Turquia, avançaram contra Alepo em uma ofensiva para derrotar o regime de Assad e se converter no Governo de Transição Sírio. Isto levou as SDF e o HTS a firmar dois acordos:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O “Acordo do dia 10 de março” criou uma via para a integração do norte e leste da Síria em um novo sistema político e militar sírio. Isso deveria ocorrer antes do final de 2025.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O “Acordo do 1º de abril” tinha como objetivo pôr fim aos enfrentamentos que ocorriam nos bairros de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh. Com esse acordo, as SDF retiraram seus combatentes e armas pesadas e somente restaram as Asayish (Forças de Segurança Interna) com armamentos leves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ataques contra os bairros se deram após o suposto fracasso dos diálogos destinados a aplicar as negociações do dia 10 de março e após a pressão do Estado turco para que essas negociações fossem interrompidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que ocorreu e os números:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Os meios de comunicação informaram que, até o momento, mais de 23 civis foram mortos. No entanto, não existem cifras oficiais de vítimas mortais e é de se esperar que esse número aumente na medida em que mais informação seja disponibilizada. Os feridos que abandonaram recentemente os bairros informaram que as ruas estão cheias de cadáveres.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Há mais de 100 pessoas feridas, uma grande quantidade delas são mulheres e crianças. Muitos dos feridos foram retirados de Alepo e se encontram agora na Administração Autônoma de Raqqa e Heseke.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Muitos civis foram sequestrados e se encontram em mãos dos jihadistas, incluindo profissionais da saúde. O Governo de Transição Sírio afirma que detém 300 cidadãos detidos. Seu paradeiro é desconhecido e há um temor pela iminência de um massacre.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A população não tem acesso a água, petróleo, gás, alimentos, tratamento médico e instalações humanitárias. O resultado de tudo isso é uma enorme catástrofe humanitária.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O hospital Khaled Fajr, em Sheikh Maqsoud, carece de eletricidade desde o dia 8 de janeiro, após ter sido atacado mais de cinco vezes com recorrentes bombardeios, o que constitui um crime de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O Governo de Transição Sírio utilizou 80 tanques e 42.000 soldados procedentes de toda a Síria. A população dos bairros, em virtude do acordo do 1º de abril, não dispunha de armas pesadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vínculos internacionais:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como vimos no último ano, o reconhecimento e o apoio externos frequentemente conduzem diretamente à violência contra as minorias a nível interno.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; 6 de janeiro (dia em que começaram os ataques): o Governo de Transição Sírio e Israel chegaram a um acordo mediante conversas mediadas pelos Estados Unidos. Segundo o primeiro-ministro israelense, “os diálogos continuariam para avançar nos objetivos comuns”.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; 8 de janeiro: Turquia declarou seu apoio ao Governo de Transição Sírio em seus contínuos ataques.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; 9 de janeiro: enquanto ocorriam ataques em Alepo, a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, realizou sua primeira visita oficial a Damasco e elogiou o novo regime por seus “avanços” neste processo de transição e falou sobre um possível “novo começo” nas relações. A União Europeia se comprometeu a prestar apoio financeiro e político ao Governo de Transição.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; 10 de janeiro: Estados Unidos concordou em retirar as sanções da Síria e “ampliar seu apoio ao governo sírio do presidente Ahmed al-Sharaa em seu trabalho para estabilizar o país”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Provas do envolvimento da Turquia:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O ENS conta com o respaldo e financiamento da Turquia. Os soldados do ENS recebem salários do Estado turco, e por isso os chamamos de mercenários turcos. O ENS se uniu recentemente de maneira formal ao HTS como parte do Exército sírio e os ataques em Alepo são um esforço conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Informes de civis atacados em Alepo que afirmam que muitos soldados falavam turco, fotos de supostos combatentes sírios fazendo o signo do Lobo Cinzento (nacionalismo turco) e cidadãos turcos conhecidos registrados em vídeo lutando em Alepo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; No dia 8 de janeiro, o Ministério da Defesa turco declarou que “a Turquia proporcionará o apoio necessário (ao HTS)” e que apoiam essa luta. No dia 10 de janeiro, a Turquia lançou um ataque militar direto contra uma posição das SDF em Tabqa e ameaçou ampliar o conflito. A partir do dia 11, a represa de Tushrin também está sendo atacada com drones e artilharia, e foram visualizados aviões de combate pertencentes ao exército turco.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Tom Barack, enviado especial para a Síria e muito ativo nas negociações e acordos entre o HTS e as SDF, é também embaixador dos Estados Unidos na Turquia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resistência e apoio:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A resistência em Sheikh Maqsoud e Ashrafiyah é um poderoso ato de vontade e força popular. A comuna e os conselhos de bairro lideraram o caminho, sendo a voz democrática da resistência popular. As mulheres estiveram entre as primeiras a declarar que não iriam embora, com a comuna de mulheres desempenhando um papel importante nos debates do conselho.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Em todo o mundo foram feitos chamados para deter os ataques e construir uma Síria democrática. Especialmente na região kurda da Turquia, onde milhares de pessoas se manifestaram em Amed [Diyarbakir] contra os ataques.</p>
<p style="text-align: justify;">-Durante a resistência, quatro membros das ISF (Forças de Segurança Interna) cometeram um ato de sacrifício, três deles eram mulheres. Suas ações heroicas deram esperança para continuar a resistência e as YPJ afirmaram: “Enquanto existirem sacrifícios de pessoas como Farashin, Deniz, Rojbin e Hawar, a vitória sempre será do nosso povo”</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Centro de Informação Kongra Star</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>13.01.2026</em></p>
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		<item>
		<title>[Irã] Apoio à luta do povo iraniano por seus direitos: rumo à verdadeira liberdade e igualdade, não a um retorno ao passado</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/01/158485/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 13:46:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Greves]]></category>
		<category><![CDATA[Irão/Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Trabalhadores da Companhia de Ônibus de Teerã e Subúrbios enfatiza a necessidade de continuarmos com protestos independentes, conscientes e organizados. Por Sindicato dos Trabalhadores de Ônibus de Teerã]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por Sindicato dos Trabalhadores de Ônibus de Teerã</h3>
<p style="text-align: justify;">Os protestos e greves em cidades por todo o país já duram onze dias. Apesar da intensificação da segurança, da forte presença policial e das forças de segurança e da violenta repressão, o alcance dos protestos permanece amplo e diversificado. Segundo relatos, pelo menos 174 locais em 60 cidades, distribuídas por 25 províncias, testemunharam manifestações nesse período, e centenas de manifestantes foram presos. Tragicamente, pelo menos 35 cidadãos, incluindo crianças, perderam a vida durante os protestos.</p>
<p style="text-align: justify;">De janeiro de 2018 a novembro de 2019 e setembro de 2022, o povo oprimido do Irã demonstrou repetidamente — ao sair às ruas — que não tolerará a ordem político-econômica vigente e as estruturas construídas sobre a exploração e a desigualdade. Esses movimentos não visam um retorno ao passado. Eles se formaram para construir um futuro livre da dominação do capital — um futuro fundamentado na liberdade, na igualdade, na justiça social e na dignidade humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao declararmos nossa solidariedade às lutas populares contra a pobreza, o desemprego, a discriminação e a repressão, afirmamos claramente nossa oposição a qualquer retorno a um passado definido pela desigualdade, corrupção e injustiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Acreditamos que a verdadeira libertação só é possível por meio da liderança consciente e organizada e da participação da classe trabalhadora e dos oprimidos — não pela reprodução de antigas e autoritárias formas de poder. Nessa luta, trabalhadores, professores, aposentados, enfermeiros, estudantes, mulheres e, especialmente, os jovens — apesar da repressão generalizada, das prisões, das demissões e da piora das condições de vida — permanecem na linha de frente.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sindicato dos Trabalhadores da Companhia de Ônibus de Teerã e Subúrbios enfatiza a necessidade de continuarmos com protestos independentes, conscientes e organizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Já dissemos isso muitas vezes e repetimos: o caminho para a libertação dos trabalhadores e da classe trabalhadora não passa por “líderes” fabricados e impostos de cima para baixo, pela dependência de potências estrangeiras ou por facções dentro do establishment governante. A união, a solidariedade e a construção de organizações independentes nos locais de trabalho, nas comunidades e em nível nacional são fundamentais. Não podemos nos permitir ser novamente vítimas de jogos de poder e dos interesses das classes dominantes.</p>
<p style="text-align: justify;">O sindicato também condena veementemente qualquer propaganda, justificativa ou apoio à intervenção militar por governos estrangeiros, incluindo os Estados Unidos e Israel. Tais intervenções não apenas levam à destruição da sociedade civil e à morte de pessoas, como também fornecem às autoridades mais um pretexto para continuar a violência e a repressão. A experiência passada demonstra que os Estados hegemônicos ocidentais não valorizam a liberdade, os meios de subsistência ou os direitos do povo iraniano.</p>
<p style="text-align: justify;">Exigimos a libertação imediata e incondicional de todos os detidos e enfatizamos a necessidade de identificar e processar aqueles que ordenaram e executaram os assassinatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Viva a liberdade, a igualdade e a solidariedade de classe!</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta para os trabalhadores é a união e a organização.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sindicato dos Trabalhadores da Companhia de Ônibus de Teerã e Subúrbios</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>7 de janeiro de 2026</em></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/p/DTM-LskDhhV/" target="_blank" rel="noopener">https://www.instagram.com/p/DTM-LskDhhV/</a></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>[Venezuela] Nem tutela imperialista nem continuidade autoritária: Por uma saída popular, democrática e soberana para a crise</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/01/158458/</link>
					<comments>https://passapalavra.info/2026/01/158458/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 21:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Govs_nacionais_e_internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[A saída para a perigosa crise atual e a ameaça real de uma escalada militar imperialista passa por pôr fim ao regime autoritário e restabelecer a ordem constitucional. Por Partido Comunista da Venezuela (PCV)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por Partido Comunista da Venezuela (PCV)</h3>
<p style="text-align: justify;">O Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV) ─Eleito pelo XVI Congresso Nacional, novembro de 2022─ <a href="https://x.com/PCV_Venezuela/status/2007375366596231376" target="_blank" rel="noopener">reitera a sua mais firme e categórica condenação dos bombardeamentos criminosos executados pelas forças militares dos Estados Unidos sobre a cidade de Caracas</a> e outras localidades do país durante a madrugada de 3 de janeiro, ação que constitui uma grave agressão contra a soberania nacional e uma violação flagrante do direito internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">O PCV rejeita a detenção violenta e ilegal dos cidadãos Nicolás Maduro Moros e Cilia Flores, realizada no âmbito desta intervenção militar estrangeira. Os Estados Unidos atuam mais uma vez como gendarme do mundo, aplicando extraterritorialmente as suas leis e ignorando abertamente os princípios de soberania, autodeterminação dos povos e não ingerência. As leis americanas não têm jurisdição na Venezuela, e nenhuma potência estrangeira tem o poder de impor a sua vontade pela força das armas.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta posição não implica, em circunstância alguma, qualquer defesa política da administração autoritária, antidemocrática, anti-trabalhista e antipopular de Nicolás Maduro, que exercia de facto a Presidência da República. Maduro e a cúpula do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) foram responsáveis por graves violações da Constituição, das leis e dos direitos políticos, laborais e sociais do povo trabalhador, criando condições favoráveis aos planos imperialistas de cerco e agressão contra o país.</p>
<p style="text-align: justify;">Passaram-se três dias desde a agressão militar do governo de Donald Trump e, até o momento, as autoridades venezuelanas não apresentaram um relatório oficial sobre as vítimas civis e militares; os danos materiais causados pelos bombardeios e muito menos uma explicação sobre a incapacidade das forças de segurança de detectar e responder a uma agressão militar estrangeira. Esse silêncio não é apenas inaceitável, mas também suspeito. O país tem o direito de saber a verdade sobre as consequências desta ação bélica.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem rodeios, Donald Trump confirmou que a suposta «luta contra o narcotráfico» não passava de um vulgar álibi para encobrir os seus verdadeiros objetivos: o controlo do petróleo e dos recursos estratégicos venezuelanos. As suas declarações, nas quais afirma que governará a Venezuela e se encarregará de administrar os recursos petrolíferos, confirmam o caráter abertamente neocolonial e predatório dessa intervenção.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de o governo Trump ter tornado públicas as suas exigências às novas autoridades venezuelanas — entre elas, o acesso privilegiado das empresas americanas aos recursos petrolíferos do país, bem como a proibição de vender petróleo bruto e o rompimento de relações com nações que essa administração classifica como inimigas dos interesses dos Estados Unidos — confirma que o conflito que os venezuelanos enfrentam hoje faz parte da disputa feroz entre as potências imperialistas e as nações capitalistas em ascensão pelo controle de mercados, matérias-primas, rotas comerciais e áreas de influência, no contexto de uma agravamento da crise estrutural do capitalismo à escala mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Os factos também confirmam o que o PCV tem denunciado repetidamente: a cúpula do PSUV negociava às costas do país com Washington, enquanto o povo venezuelano mergulhava numa grave crise política, económica e social. Prova disso são os apelos à «cooperação» e ao «desenvolvimento partilhado» feitos por Delcy Rodríguez diante das ameaças e imposições da potência imperialista.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se deve perder de vista, além disso, que esta operação militar foi impulsionada de forma irresponsável pelo setor mais reacionário da oposição, liderado por María Corina Machado, hoje afastada pelos seus próprios aliados, que deixaram claro que nem a democracia nem os direitos humanos orientam suas ações, mas que suas verdadeiras ambições se concentram no controle e na apropriação da indústria energética venezuelana, mesmo que isso signifique manter a continuidade do atual regime como seu braço executor.</p>
<p style="text-align: justify;">A ingerência militar dos Estados Unidos, embora incentivada por setores internos, não contribui para superar a crise nacional; pelo contrário, a agrava. As condições de vida do povo venezuelano continuam a deteriorar-se, enquanto a elite governante não adota nenhuma medida orientada para recuperar os direitos e a dignidade da classe trabalhadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Advertimos ainda sobre as perigosas implicações do recente decreto de exceção, que pode se tornar um instrumento de repressão nas mãos de atores que mantiveram sua hegemonia por meio do terror, após terem perdido o apoio popular.</p>
<p style="text-align: justify;">O PCV insiste na necessidade inadiável de construir uma saída política popular, constitucional, democrática e soberana para a crise. Nem a ocupação nem a tutela imperialista, assim como a continuidade do regime autoritário, constituem soluções favoráveis para o povo trabalhador.</p>
<p style="text-align: justify;">Que todas as pessoas detidas arbitrariamente após a proclamação irregular de Nicolás Maduro como presidente sejam libertadas imediatamente, incluindo Enrique Márquez, sequestrado há um ano por exigir a publicação dos resultados das eleições presidenciais, bem como todos os ativistas presos por lutar e defender os direitos constitucionais do povo venezuelano.</p>
<p style="text-align: justify;">Os salários e as pensões devem ser resgatados do abismo em que foram mergulhados pelo programa neoliberal do PSUV. A dignidade das famílias trabalhadoras venezuelanas depende disso.</p>
<p style="text-align: justify;">A saída para a perigosa crise atual e a ameaça real de uma escalada militar imperialista passa por pôr fim ao regime autoritário e restabelecer a ordem constitucional através do restabelecimento das liberdades democráticas, da convocação imediata de eleições presidenciais, com plenas garantias para os cidadãos e as organizações políticas. Para isso, as atuais autoridades do CNE devem renunciar e os partidos políticos — entre eles o PCV — devem recuperar a sua personalidade jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;">A luta pela restauração da Constituição e do Estado de direito convoca todas as forças revolucionárias, populares e genuinamente democráticas do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da Venezuela</p>
<p style="text-align: justify;">Caracas, 6 de janeiro de 2026</p>
<p style="text-align: justify;">O original encontra-se em <a href="http://prensapcv.wordpress.com/2026/01/06/ni-tutelaje-imperialista-ni-continuismo-autoritario-por-una-salida-popular-democratica-y-soberana-a-la-crisis/" target="_blank" rel="noopener">prensapcv.wordpress.com/2026/01/06/ni-tutelaje-imperialista-ni-continuismo-autoritario-por-una-salida-popular-democratica-y-soberana-a-la-crisis/</a></p>
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		<title>[SP] 13.12 &#8211; Inauguração do Centro de Memória e Resistência da Favela do Moinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 14:46:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Bairros_e_cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ocupações]]></category>
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					<description><![CDATA[Em meio às ruínas e às tantas violações que obrigam moradores a deixarem o Moinho às pressas, o Centro de Memória e Resistência da Favela do Moinho se propõe a testemunhar e registrar e apoiar a resistência da Comunidade do Moinho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Associação de Moradores e o Comitê em Defesa da Favela do Moinho e pela Liberdade das Pessoas Presas inauguram, no dia 13 de dezembro, às 13hs, o Centro de Memória e Resistência da Favela do Moinho.<br />
No último ano, o território do Moinho, última favela do centro expandido de São Paulo, foi centralizado também pela disputa ideológica e eleitoral do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) contra Luíz Inácio Lula da Silva (PT). Vizinho do local onde Tarcísio planeja transferir a sede do governo por meio da Parceria Público Privada (PPP), o Moinho foi um dos alvos do ataque espoliativo que vai demolir uma série de quarteirões e desalojar centenas de famílias. Ainda em 2024, foi anunciada a construção de uma estação da CPTM e de um parque. O projeto poderia perfeitamente abrigar unidades habitacionais para os moradores que construíram suas casas há décadas na comunidade, mas Tarcísio optou por inflamar uma narrativa que criminaliza e estigmatiza as famílias do Moinho, vendendo a destruição da favela como um projeto de combate ao crime organizado — que, como sabemos, controla diferentes regiões de São Paulo, algumas delas à prova de demolição, como o centro financeiro da Faria Lima. O Governo Federal, por sua vez, aceitou dar a concessão de uso do terreno ao Governo Estadual, sem antes ouvir o que pensavam os moradores do Moinho.<br />
Em maio de 2025, em mais uma luta histórica, a comunidade conquistou um acordo de moradia subsidiada integralmente com recursos estaduais e federais para todos os que seriam expulsos do Moinho. Entretanto, desde então, o governo Tarcísio vem desrespeitando uma série de pontos deste acordo, violando o direito e a dignidade dos moradores e expondo-os à convivência com entulhos e riscos causados pelas demolições diárias, enquanto seu destino ainda é incerto.<br />
Em meio às ruínas e às tantas violações que obrigam moradores a deixarem o Moinho às pressas, o Centro de Memória e Resistência da Favela do Moinho se propõe a testemunhar e registrar e apoiar a resistência da Comunidade do Moinho que enfrentou coletivamente incêndios, muros, balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, violações, repressões e planos especulativos de diferentes gestões, erguendo suas casas, trajetórias e sonhos entre os trilhos do trem.<br />
O evento de inauguração do Centro de Memória terá início às 13h e será realizado no Campinho de Futebol do Moinho.<br />
Você está convidada(o) a se juntar à comunidade pela memória das lutas passadas e pela força das lutas que vêm. Moinho vive e viverá sempre!</p>
<p>&nbsp;</p>
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