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	Comentários sobre Passa Palavra	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por arkx-Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104488</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx-Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 19:57:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Patrícia Quintino,

&#062; &quot; como, na prática, fazer essa &quot;passagem&quot; do diagnóstico à ação?&quot;

Você não apenas me faz a pergunta crucial, como (com elegância) coloca-me diante daquilo que eu mesmo escrevi: 《 ... ao se conceber como transformador do mundo (portanto, voltado não apenas para compreendê-lo) deve se articular visceralmente com algum tipo de ação prática.》

Premissa
O genocídio em curso da população palestina (o qual se pode acompanhar on-line) é a prova incontestável não só da impotência da extrema-esquerda esquerda anticapitalista, como de todo o espectro político, de todas as organizações (governamentais ou não), de todos os governos, etc..etc... etc...

Em suma: o genocídio na Palestina colocou a nu a impotência de todos nós, aqueles que não são, e não apoiam, o sionismo. 

Exemplos de ação prática em relação à Palestina:

1. Trabalhou por alguns anos na assessoria de relações internacionais para uma rede de ONG palestina. O início do período coincide com o cerco a Arafat em Ramallah. Esteve presente no enterro do líder palestino. Contribuiu na articulação de uma candidatura laica, democrática e de viés socialista. O candidato recebeu cerca de 20% dos votos - uma façanha inacreditável. Até hoje tem sintomas de stress pós-traumático. Questiona-se: será que eu não deveria voltar para a linha de frente?

2. Confecciona pequenas bandeiras da Palestina. Podem ser usadas presas à roupa, em bolsas, etc... Jâ distribuiu centenas delas em todo tipo de manifestações, atos e encontros. As pessoas que recebem, adoram. E sempre levam algumas outras para entregar aos amigos. Questiona-se: o que são estas gotículas frente ao horror em Gaza. Mas não desiste. 

3. Administra um canal do WhatsApp agregador de diversos grupos, possibilitando uma coordenação de informações, debates e propostas de atividades. Questiona-se: qual o impacto direto em Gaza de todo esse nosso esforço?

Então, como, na prática, fazer essa &quot;passagem&quot; do diagnóstico à ação?

Não existe resposta individual a essa pergunta. A resposta é obrigatoriamente uma construção coletiva. 

E não é, de modo algum, um processo fácil e rápido. Vem a ser uma jornada extremamente difícil, cheia de idas e vindas, de tropeços e derrotas, de recomeços e retomadas. Exige disciplina, inteligência, sensibilidade, despojamento. 

E também alegria. Mesmo em meio ao horror e o martírio. Pois a única arma capaz de derrotar a necropolítica é a biopotência.

Morra a morte! Viva a Vida!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Patrícia Quintino,</p>
<p>&gt; &#8221; como, na prática, fazer essa &#8220;passagem&#8221; do diagnóstico à ação?&#8221;</p>
<p>Você não apenas me faz a pergunta crucial, como (com elegância) coloca-me diante daquilo que eu mesmo escrevi: 《 &#8230; ao se conceber como transformador do mundo (portanto, voltado não apenas para compreendê-lo) deve se articular visceralmente com algum tipo de ação prática.》</p>
<p>Premissa<br />
O genocídio em curso da população palestina (o qual se pode acompanhar on-line) é a prova incontestável não só da impotência da extrema-esquerda esquerda anticapitalista, como de todo o espectro político, de todas as organizações (governamentais ou não), de todos os governos, etc..etc&#8230; etc&#8230;</p>
<p>Em suma: o genocídio na Palestina colocou a nu a impotência de todos nós, aqueles que não são, e não apoiam, o sionismo. </p>
<p>Exemplos de ação prática em relação à Palestina:</p>
<p>1. Trabalhou por alguns anos na assessoria de relações internacionais para uma rede de ONG palestina. O início do período coincide com o cerco a Arafat em Ramallah. Esteve presente no enterro do líder palestino. Contribuiu na articulação de uma candidatura laica, democrática e de viés socialista. O candidato recebeu cerca de 20% dos votos &#8211; uma façanha inacreditável. Até hoje tem sintomas de stress pós-traumático. Questiona-se: será que eu não deveria voltar para a linha de frente?</p>
<p>2. Confecciona pequenas bandeiras da Palestina. Podem ser usadas presas à roupa, em bolsas, etc&#8230; Jâ distribuiu centenas delas em todo tipo de manifestações, atos e encontros. As pessoas que recebem, adoram. E sempre levam algumas outras para entregar aos amigos. Questiona-se: o que são estas gotículas frente ao horror em Gaza. Mas não desiste. </p>
<p>3. Administra um canal do WhatsApp agregador de diversos grupos, possibilitando uma coordenação de informações, debates e propostas de atividades. Questiona-se: qual o impacto direto em Gaza de todo esse nosso esforço?</p>
<p>Então, como, na prática, fazer essa &#8220;passagem&#8221; do diagnóstico à ação?</p>
<p>Não existe resposta individual a essa pergunta. A resposta é obrigatoriamente uma construção coletiva. </p>
<p>E não é, de modo algum, um processo fácil e rápido. Vem a ser uma jornada extremamente difícil, cheia de idas e vindas, de tropeços e derrotas, de recomeços e retomadas. Exige disciplina, inteligência, sensibilidade, despojamento. </p>
<p>E também alegria. Mesmo em meio ao horror e o martírio. Pois a única arma capaz de derrotar a necropolítica é a biopotência.</p>
<p>Morra a morte! Viva a Vida!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por Patrícia Quintino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104450</link>

		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Quintino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:35:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104450</guid>

					<description><![CDATA[arkx-Brasil, seu comentário é dos poucos que não se limita a repetir uma das trincheiras. A parte final – sobre o excepcionalismo humano e o ecossistema – é uma linha de fuga genuína. Conecta Gaza à crise civilizacional sem perder o chão do genocídio. Isso é raro.

Mas permita uma pergunta: você diz que nomear o Hamas de fascista é insuficiente e que o desarmamento é uma armadilha. E também que a extrema-esquerda não dialoga, que é sectária e autofágica. Até aí, muitos concordariam.

A questão é: como, na prática, fazer essa &quot;passagem&quot; do diagnóstico à ação? Você oferece o &quot;ecossistema&quot; como chave. Mas de que forma a consciência de que somos 99,5% bactérias pode ajudar um palestino em Gaza a resistir ao desarmamento? Ou um jovem brasileiro a não cair no discurso que culpa o pobre pela &quot;falta de trabalho&quot;?

Não é uma crítica. É um pedido de concretude. Porque a força do seu comentário está em apontar a falência da velha política; a fragilidade está em não esboçar um gesto – nem que seja pequeno – que aponte para onde ir.

Se concordar, podemos, juntos, pensar nesse gesto. O fio já está cheio de acusações recíprocas. Que tal um experimento de processamento?

Não para &quot;vencer&quot; a discussão, mas para sair do impasse.

Patrícia Quintino]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>arkx-Brasil, seu comentário é dos poucos que não se limita a repetir uma das trincheiras. A parte final – sobre o excepcionalismo humano e o ecossistema – é uma linha de fuga genuína. Conecta Gaza à crise civilizacional sem perder o chão do genocídio. Isso é raro.</p>
<p>Mas permita uma pergunta: você diz que nomear o Hamas de fascista é insuficiente e que o desarmamento é uma armadilha. E também que a extrema-esquerda não dialoga, que é sectária e autofágica. Até aí, muitos concordariam.</p>
<p>A questão é: como, na prática, fazer essa &#8220;passagem&#8221; do diagnóstico à ação? Você oferece o &#8220;ecossistema&#8221; como chave. Mas de que forma a consciência de que somos 99,5% bactérias pode ajudar um palestino em Gaza a resistir ao desarmamento? Ou um jovem brasileiro a não cair no discurso que culpa o pobre pela &#8220;falta de trabalho&#8221;?</p>
<p>Não é uma crítica. É um pedido de concretude. Porque a força do seu comentário está em apontar a falência da velha política; a fragilidade está em não esboçar um gesto – nem que seja pequeno – que aponte para onde ir.</p>
<p>Se concordar, podemos, juntos, pensar nesse gesto. O fio já está cheio de acusações recíprocas. Que tal um experimento de processamento?</p>
<p>Não para &#8220;vencer&#8221; a discussão, mas para sair do impasse.</p>
<p>Patrícia Quintino</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por arkx-Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104414</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx-Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 12:02:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104414</guid>

					<description><![CDATA[O artigo já recebeu, até o momento 31 comentários. Há desejo de interação, seja com o próprio texto ou com outros participantes. 
Todavia, a qualidade da interação é baixa. Por quê? 

A primeira constatação é que o tema principal colocado pelo artigo mal foi encaminhado nos comentários. Qual seja: o Hamas se desarmar seria cair numa armadilha? 

Trata-se de uma questão clara e objetiva a partir da situação concreta de um genocídio em curso. Ainda assim não foi prioridade para os participantes. 

Logo no primeiro comentário, João Bernardo (JB) faz um balizamento necessário - mesmo se fora do ponto central do desarmamento. 

1. Defesa da população palestina contra o genocídio promovido pelos sionistas.
2. Apontar o Hamas como um organização fascista. 
3. Distinção entre anti-sionismo e anti-semitismo.

Em seguida um outro eixo é por ele acrescentado:

4  A impotência da extrema-esquerda anticapitalista. 

A causa óbvia, embora quase sempre recusada, da baixa qualidade da interação é o colossal bloqueio quanto ao diálogo. 

&quot;O diálogo não é a conversa entre iguais, mas sim a conversa real e concreta entre diferenças que evoluem na busca do conhecimento e da ação que dele deriva. Diálogo é criação.&quot;

Precisamos com urgência reaprender a dialogar, inclusive com nós mesmos. E nisto também já temos o principal motivo da impotência da extrema-esquerda anticapitalista: sua aversão ao diálogo. 

No ambiente rarefeito dos grupos de extrema-esquerda várias outras patologias proliferam: descolamento da prática, sectarismo, centralismo, autoritarismo, autofagia, síndrome da liderança máxima...

De um modo geral, o Desejo é processado nestas plataformas num regime paranóico-fascista. 

Ou seja: esses coletivos não trazem em si relações sociais antecipadoras do mundo que pretendem gerar. Muito pelo contrário... 

Quanto ao tema artigo e os eixos propostos:

• A exigência quanto ao desarmamento do Hamas é sim uma armadilha. E quanto a esta questão prática de uma situação concreta, o Hamas ser fascista não tem qualquer peso. Entretanto, cabe compreender o processo político e histórico de consolidação do Hamas como principal força de resistência palestina. 

Corolário: A resistência ao neo-colonialismo exige dispor de armas.

• A impotência não é só da extrema-esquerda anticapitalista, mas de todo o espectro político. A população palestina está absolutamente abandonada. O isolamento imposto pelo sionismo é tão feroz a ponto de iniciativas quase simbólicas - como a flotilha de solidariedade - serem reprimidas com o mesmo tipo (embora ainda não no mesmo nível) de brutalidade imposta na Palestina. 

Corolário: Para o sionismo somos todos palestinos. A solidariedade é condição de sobrevivência comum. 

• Todo debate, e toda produção de conhecimento, ao se conceberem como transformadores do mundo (portanto, voltados não apenas para compreendê-lo) deve se articular visceralmente com algum tipo de ação prática. Nomear o Hamas como fascista (o que de fato ele é) em nada altera a situação concreta dos condenados da terra na Palestina. E tampouco a nossa própria.

Corolário: Pensar globalmente e agir localmente não é um slogan sedutor, mas um modo de viver.

• Distinguir entre anti-sionismo e anti-semitismo é insuficiente. Precisamos da ousadia exigida por nossa época. O sionismo, e todas as formas de fascismo e supremacismo, tem uma origem comum: o excepcionalismo humano. Somos um eco-sistema, composto por eco-sistemas menores e integrado a eco-sistemas maiores. De cada 10 células do que denominamos como &quot;meu corpo&quot; apenas uma única é humana. As outras são de micro-organismos sem a presença dos quais não ficaríamos.

Corolário: A era do Homem, como construção histórica chegou ao fim. Como na orla do mar um rosto riscado na areia, o Homem desaparecerá. As consequências políticas chegam a ser impensáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo já recebeu, até o momento 31 comentários. Há desejo de interação, seja com o próprio texto ou com outros participantes.<br />
Todavia, a qualidade da interação é baixa. Por quê? </p>
<p>A primeira constatação é que o tema principal colocado pelo artigo mal foi encaminhado nos comentários. Qual seja: o Hamas se desarmar seria cair numa armadilha? </p>
<p>Trata-se de uma questão clara e objetiva a partir da situação concreta de um genocídio em curso. Ainda assim não foi prioridade para os participantes. </p>
<p>Logo no primeiro comentário, João Bernardo (JB) faz um balizamento necessário &#8211; mesmo se fora do ponto central do desarmamento. </p>
<p>1. Defesa da população palestina contra o genocídio promovido pelos sionistas.<br />
2. Apontar o Hamas como um organização fascista.<br />
3. Distinção entre anti-sionismo e anti-semitismo.</p>
<p>Em seguida um outro eixo é por ele acrescentado:</p>
<p>4  A impotência da extrema-esquerda anticapitalista. </p>
<p>A causa óbvia, embora quase sempre recusada, da baixa qualidade da interação é o colossal bloqueio quanto ao diálogo. </p>
<p>&#8220;O diálogo não é a conversa entre iguais, mas sim a conversa real e concreta entre diferenças que evoluem na busca do conhecimento e da ação que dele deriva. Diálogo é criação.&#8221;</p>
<p>Precisamos com urgência reaprender a dialogar, inclusive com nós mesmos. E nisto também já temos o principal motivo da impotência da extrema-esquerda anticapitalista: sua aversão ao diálogo. </p>
<p>No ambiente rarefeito dos grupos de extrema-esquerda várias outras patologias proliferam: descolamento da prática, sectarismo, centralismo, autoritarismo, autofagia, síndrome da liderança máxima&#8230;</p>
<p>De um modo geral, o Desejo é processado nestas plataformas num regime paranóico-fascista. </p>
<p>Ou seja: esses coletivos não trazem em si relações sociais antecipadoras do mundo que pretendem gerar. Muito pelo contrário&#8230; </p>
<p>Quanto ao tema artigo e os eixos propostos:</p>
<p>• A exigência quanto ao desarmamento do Hamas é sim uma armadilha. E quanto a esta questão prática de uma situação concreta, o Hamas ser fascista não tem qualquer peso. Entretanto, cabe compreender o processo político e histórico de consolidação do Hamas como principal força de resistência palestina. </p>
<p>Corolário: A resistência ao neo-colonialismo exige dispor de armas.</p>
<p>• A impotência não é só da extrema-esquerda anticapitalista, mas de todo o espectro político. A população palestina está absolutamente abandonada. O isolamento imposto pelo sionismo é tão feroz a ponto de iniciativas quase simbólicas &#8211; como a flotilha de solidariedade &#8211; serem reprimidas com o mesmo tipo (embora ainda não no mesmo nível) de brutalidade imposta na Palestina. </p>
<p>Corolário: Para o sionismo somos todos palestinos. A solidariedade é condição de sobrevivência comum. </p>
<p>• Todo debate, e toda produção de conhecimento, ao se conceberem como transformadores do mundo (portanto, voltados não apenas para compreendê-lo) deve se articular visceralmente com algum tipo de ação prática. Nomear o Hamas como fascista (o que de fato ele é) em nada altera a situação concreta dos condenados da terra na Palestina. E tampouco a nossa própria.</p>
<p>Corolário: Pensar globalmente e agir localmente não é um slogan sedutor, mas um modo de viver.</p>
<p>• Distinguir entre anti-sionismo e anti-semitismo é insuficiente. Precisamos da ousadia exigida por nossa época. O sionismo, e todas as formas de fascismo e supremacismo, tem uma origem comum: o excepcionalismo humano. Somos um eco-sistema, composto por eco-sistemas menores e integrado a eco-sistemas maiores. De cada 10 células do que denominamos como &#8220;meu corpo&#8221; apenas uma única é humana. As outras são de micro-organismos sem a presença dos quais não ficaríamos.</p>
<p>Corolário: A era do Homem, como construção histórica chegou ao fim. Como na orla do mar um rosto riscado na areia, o Homem desaparecerá. As consequências políticas chegam a ser impensáveis.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104382</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 08:04:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104382</guid>

					<description><![CDATA[É conveniente ler o que eu escrevo e não o que outras pessoas dizem que eu escrevi. Eu classifiquei como «escória» não os ucranianos que fogem da guerra, mas uma certa esquerda que noutros países, incluindo o Brasil, defende Putin.

Quanto à deserção na guerra resultante da invasão russa da Ucrânia, o problema surge devido a uma completa assimetria. Do lado ucraniano regista-se um forte movimento de deserção ou, pelo menos, de relutância em se integrar no exército. Mas isso não acontece do lado russo. Ora, para que um movimento de deserção seja eficaz é necessário que ocorra em ambos os lados, como sucedeu durante a primeira guerra mundial. A deserção será totalmente ineficaz se ocorrer apenas num dos lados. Tratei deste assunto em alguns artigos no Passa Palavra e detalhadamente no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt;.

Quanto à minha resposta ao Caio, o que eu lá escrevi é exactamente o que quis escrever.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É conveniente ler o que eu escrevo e não o que outras pessoas dizem que eu escrevi. Eu classifiquei como «escória» não os ucranianos que fogem da guerra, mas uma certa esquerda que noutros países, incluindo o Brasil, defende Putin.</p>
<p>Quanto à deserção na guerra resultante da invasão russa da Ucrânia, o problema surge devido a uma completa assimetria. Do lado ucraniano regista-se um forte movimento de deserção ou, pelo menos, de relutância em se integrar no exército. Mas isso não acontece do lado russo. Ora, para que um movimento de deserção seja eficaz é necessário que ocorra em ambos os lados, como sucedeu durante a primeira guerra mundial. A deserção será totalmente ineficaz se ocorrer apenas num dos lados. Tratei deste assunto em alguns artigos no Passa Palavra e detalhadamente no <em>Labirintos do Fascismo</em>.</p>
<p>Quanto à minha resposta ao Caio, o que eu lá escrevi é exactamente o que quis escrever.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por Insignificante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104304</link>

		<dc:creator><![CDATA[Insignificante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 22:04:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104304</guid>

					<description><![CDATA[L de SP,

fiquei com a impressão de que o argumento de Caio não foi simplesmente o de &quot;recolocar a questão da defesa em uma situação de genocídio&quot;, mas o de apontar a contradição de João Bernardo sobre o tratamento dado ao conflito Israel-Palestina e Rússia-Ucrânia. No primeiro caso, João parece adotar uma posição internacionalista, de crítica contundente aos dois lados, nacionalistas, como danosos. Já no caso Rússia-Ucrânia, João adota uma posição nacionalista de defesa da Ucrânia, chegando ao ponto de caracterizar os ucranianos que se colocam contra a guerra e defendem a deserção como &quot;escória&quot;, como &quot;fazendo o jogo da Rússia e de Putin&quot;.

A partir daí se podem derivar duas perspectivas: que se aplique a lógica adotada em relação a Rússia-Ucrânia na questão Israel-Palestina, e aí se tome o lado da Palestina e dos palestinos, como povo agredido; ou que se aplique a lógica utilizada em relação a Israel-Palestina ao caso Rússia-Ucrânia, e daí a defesa de que ambos os lados representam interesses distintos de suas próprias burguesias e gestores, mas não os da classe trabalhadora. Mas talvez o caso seja mais profundo, como bem pontuou Caio, e não se trate de uma contradição entre internacionalismo e nacionalismo, mas da própria classificação do fascismo como a contradição primordial a ser enfrentada, e daí a questão de classe é secundarizada frente ao inimigo mais importante — não a burguesia e o capital, mas os fascistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>L de SP,</p>
<p>fiquei com a impressão de que o argumento de Caio não foi simplesmente o de &#8220;recolocar a questão da defesa em uma situação de genocídio&#8221;, mas o de apontar a contradição de João Bernardo sobre o tratamento dado ao conflito Israel-Palestina e Rússia-Ucrânia. No primeiro caso, João parece adotar uma posição internacionalista, de crítica contundente aos dois lados, nacionalistas, como danosos. Já no caso Rússia-Ucrânia, João adota uma posição nacionalista de defesa da Ucrânia, chegando ao ponto de caracterizar os ucranianos que se colocam contra a guerra e defendem a deserção como &#8220;escória&#8221;, como &#8220;fazendo o jogo da Rússia e de Putin&#8221;.</p>
<p>A partir daí se podem derivar duas perspectivas: que se aplique a lógica adotada em relação a Rússia-Ucrânia na questão Israel-Palestina, e aí se tome o lado da Palestina e dos palestinos, como povo agredido; ou que se aplique a lógica utilizada em relação a Israel-Palestina ao caso Rússia-Ucrânia, e daí a defesa de que ambos os lados representam interesses distintos de suas próprias burguesias e gestores, mas não os da classe trabalhadora. Mas talvez o caso seja mais profundo, como bem pontuou Caio, e não se trate de uma contradição entre internacionalismo e nacionalismo, mas da própria classificação do fascismo como a contradição primordial a ser enfrentada, e daí a questão de classe é secundarizada frente ao inimigo mais importante — não a burguesia e o capital, mas os fascistas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por L de SP		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104287</link>

		<dc:creator><![CDATA[L de SP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 20:54:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104287</guid>

					<description><![CDATA[Sim, o debate trava-se também (mas não somente) nos comentários, e foi especificamente nesta seção que o debate sobre o desarmamento, tema central debatido no texto, desviou-se para debater o caráter do Hamas. O Caio tentou recolocar a questão da defesa em uma situação de genocídio (ao menos entendi assim), mas novamente a questão foi ignorada e resvalada para a caracterização do Hamas. Talvez para tranquilizar a consciência de quem escreve...

Sobre a aparente confusão e identificação que JB tenta fazer, colocando todos os sionistas em um saco só, é importante diferenciar o Judenrat, que possuía reconhecimento institucional e operava administrando em conjunto com a ocupação nazista o Gueto, da organização política ligada ao sionismo revisionista ZZW. São duas organizações distintas, uma administrativa e outra ligada à política armada (e de ligação histórica mais diretamente fascista do que o Hamas), e tentar confundi-las ao leitor é inadequado (sendo gentil), talvez tentando desviar o assunto do paralelo proposto (dos dois, que seguem sem resposta).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, o debate trava-se também (mas não somente) nos comentários, e foi especificamente nesta seção que o debate sobre o desarmamento, tema central debatido no texto, desviou-se para debater o caráter do Hamas. O Caio tentou recolocar a questão da defesa em uma situação de genocídio (ao menos entendi assim), mas novamente a questão foi ignorada e resvalada para a caracterização do Hamas. Talvez para tranquilizar a consciência de quem escreve&#8230;</p>
<p>Sobre a aparente confusão e identificação que JB tenta fazer, colocando todos os sionistas em um saco só, é importante diferenciar o Judenrat, que possuía reconhecimento institucional e operava administrando em conjunto com a ocupação nazista o Gueto, da organização política ligada ao sionismo revisionista ZZW. São duas organizações distintas, uma administrativa e outra ligada à política armada (e de ligação histórica mais diretamente fascista do que o Hamas), e tentar confundi-las ao leitor é inadequado (sendo gentil), talvez tentando desviar o assunto do paralelo proposto (dos dois, que seguem sem resposta).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por Insignificante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104277</link>

		<dc:creator><![CDATA[Insignificante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 20:15:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104277</guid>

					<description><![CDATA[João,
é justamente pelo Brasil fazer parte do mundo que levantar a crítica a política do medo se faz tão necessário. Ou será que o desdobramento dos nacionalismos que temos visto por aqui não tem relação nenhuma com as posições adotadas a respeito dos conflitos em outras partes do mundo? Está muito claro que o campismo que vem sendo adotado de forma cada vez mais forte e radical é um sintoma da decadência e insignificância dos anticapitalistas, como você bem pontua a muito tempo. Eu só não acredito que temos que ter dois pesos e duas medidas. Acredito que os anticapitalistas devem dizer o que só eles podem dizer (como veio fazendo o Passa Palavra desde seu surgimento), e condenar a adesão crítica ou acrítica a qualquer um dos lados do capital. Condenar com a mesma firmeza que se condena o Hamas e Israel a Ucrânia e a Russia, o petismo e o bolsonarismo, e tentar encontrar nos movimentos reais da classe em luta um horizonte que esteja a altura das transformações tão necessárias. Não é tarefa fácil, eu concordo. Mas ao meu ver é tarefa urgente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,<br />
é justamente pelo Brasil fazer parte do mundo que levantar a crítica a política do medo se faz tão necessário. Ou será que o desdobramento dos nacionalismos que temos visto por aqui não tem relação nenhuma com as posições adotadas a respeito dos conflitos em outras partes do mundo? Está muito claro que o campismo que vem sendo adotado de forma cada vez mais forte e radical é um sintoma da decadência e insignificância dos anticapitalistas, como você bem pontua a muito tempo. Eu só não acredito que temos que ter dois pesos e duas medidas. Acredito que os anticapitalistas devem dizer o que só eles podem dizer (como veio fazendo o Passa Palavra desde seu surgimento), e condenar a adesão crítica ou acrítica a qualquer um dos lados do capital. Condenar com a mesma firmeza que se condena o Hamas e Israel a Ucrânia e a Russia, o petismo e o bolsonarismo, e tentar encontrar nos movimentos reais da classe em luta um horizonte que esteja a altura das transformações tão necessárias. Não é tarefa fácil, eu concordo. Mas ao meu ver é tarefa urgente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104280</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:40:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104280</guid>

					<description><![CDATA[Quanto ao comentário anterior, em primeiro lugar o debate não é o artigo. O debate trava-se nos comentários, e fui eu quem o iniciou, precisamente ao contrapor o fascismo do Hamas ao fascismo hegemónico no governo israelita. Quanto ao &lt;em&gt;ghetto&lt;/em&gt; de Varsóvia e à estreita colaboração dos sionistas com os nacionais-socialistas ao longo de todo o Terceiro Reich, sugiro que leiam o meu artigo &lt;em&gt;De Perseguidores a Perseguidos: a lição do sionismo&lt;/em&gt; (&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/06/24723/&quot; rel=&quot;ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;). Aliás, nesse artigo escrevi a certo passo: «Só depois de destruída a rede de repressão e de clientelismo que havia assegurado aos chefes sionistas o controlo do &lt;em&gt;ghetto&lt;/em&gt; de Varsóvia é que a insurreição pôde deflagrar». É sempre aconselhável conhecer aquilo de que se fala, e quem pretender uma visão mais detalhada pode ler no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; (edição Hedra) as págs. 231 a 326 do vol. IV. Finalmente, e já que num dos meus comentários anteriores destaquei o facto de organizações fascistas, como o Hamas, prosperarem agora no mundo árabe onde antes o marxismo dera mostras de enraizamento e vigor, aconselho a leitura de Louis Brehony e Tahrir Hamdi (orgs.) &lt;em&gt;Ghassan Kanafani. Selected Political Writings&lt;/em&gt;, Londres: Pluto Press, 2024.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao comentário anterior, em primeiro lugar o debate não é o artigo. O debate trava-se nos comentários, e fui eu quem o iniciou, precisamente ao contrapor o fascismo do Hamas ao fascismo hegemónico no governo israelita. Quanto ao <em>ghetto</em> de Varsóvia e à estreita colaboração dos sionistas com os nacionais-socialistas ao longo de todo o Terceiro Reich, sugiro que leiam o meu artigo <em>De Perseguidores a Perseguidos: a lição do sionismo</em> (<a href="https://passapalavra.info/2010/06/24723/" rel="ugc">aqui</a>). Aliás, nesse artigo escrevi a certo passo: «Só depois de destruída a rede de repressão e de clientelismo que havia assegurado aos chefes sionistas o controlo do <em>ghetto</em> de Varsóvia é que a insurreição pôde deflagrar». É sempre aconselhável conhecer aquilo de que se fala, e quem pretender uma visão mais detalhada pode ler no <em>Labirintos do Fascismo</em> (edição Hedra) as págs. 231 a 326 do vol. IV. Finalmente, e já que num dos meus comentários anteriores destaquei o facto de organizações fascistas, como o Hamas, prosperarem agora no mundo árabe onde antes o marxismo dera mostras de enraizamento e vigor, aconselho a leitura de Louis Brehony e Tahrir Hamdi (orgs.) <em>Ghassan Kanafani. Selected Political Writings</em>, Londres: Pluto Press, 2024.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por L de SP		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104272</link>

		<dc:creator><![CDATA[L de SP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:34:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104272</guid>

					<description><![CDATA[O debate não tratava sobre o caráter fascista do Hamas. O tema do texto é o desarmamento dessa (e outras) organizações na Palestina. Ainda aguardo resposta ao meu paralelo e o amplio (já que me atribuíram o paralelo com o Levante do Gueto de Varsóvia: acaso alguém acharia minimamente razoável ficar indiferente ao (ou pior, defender o) desarmamento da União Militar Judaica, ZZM, uma organização do revisionismo sionista, durante o Levante de Gueto de Varsóvia? Alguém acharia razoável ficar em uma ladainha eterna pintando a organização como fascista perante o genocídio nazista, quando essa caracterização não é o cerne do debate? E olha que estamos falando de uma organização (ZZM) cuja filiação ao fascismo histórico é muito mais direta do que o Hamas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate não tratava sobre o caráter fascista do Hamas. O tema do texto é o desarmamento dessa (e outras) organizações na Palestina. Ainda aguardo resposta ao meu paralelo e o amplio (já que me atribuíram o paralelo com o Levante do Gueto de Varsóvia: acaso alguém acharia minimamente razoável ficar indiferente ao (ou pior, defender o) desarmamento da União Militar Judaica, ZZM, uma organização do revisionismo sionista, durante o Levante de Gueto de Varsóvia? Alguém acharia razoável ficar em uma ladainha eterna pintando a organização como fascista perante o genocídio nazista, quando essa caracterização não é o cerne do debate? E olha que estamos falando de uma organização (ZZM) cuja filiação ao fascismo histórico é muito mais direta do que o Hamas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre A armadilha do desarmamento em Gaza por Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/05/159162/#comment-1104256</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 18:40:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159162#comment-1104256</guid>

					<description><![CDATA[Fagner Henrique,

O que você chama de &quot;esticar a linha de tempo até onde convém&quot; é simplesmente o básico para qualquer pessoa de esquerda, ou socialista, ou que tenha a perspectiva dos oprimidos e explorados: trazer o contexto social.

Você, como todo sionista quer fazer de conta que não existe apartheid, ocupação, colonialismo de povoamento, pogroms etc. na Palestina por parte de Israel, e nem que o Estado de Israel foi fundado e permanece existindo sobre essa violência.

Realmente, para você como para todo sionista, é necessário que não haja história antes de 7 de outubro de 2023 e, aliás, nem depois.

É tão contraditória sua posição, de focar em chamar o Hamas de fascista (que seja, essa não é a discussão), mas normalizar todo o fascismo sionista que chegou ao ponto do genocídio, para além do apartheid, limpeza étnica e colonialismo de décadas. 

O que parece para quem lê esses comentário é que você tenta esconder uma defesa do colonialismo e da limpeza étnica dos supremacistas judaicos atrás de uma ojeriza ao Hamas. Fosse de outra forma como explicar sua reação enxergando &quot;perspectiva do Hamas&quot; num texto publicado por uma revista israelense não-sionista que simplesmente trata objetivamente o que está acontecendo nas negociações para desarmamento em Gaza e cumprimento do falso &quot;cessar-fogo&quot;? O texto tem a perspectiva de quem não quer que um povo continue vivendo situação de extermínio e privações. Se alguém não gosta da perspectiva de um texto desse é porque é a favor do extermínio. Embora se diga de esquerda, a prática é de extremíssima direita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner Henrique,</p>
<p>O que você chama de &#8220;esticar a linha de tempo até onde convém&#8221; é simplesmente o básico para qualquer pessoa de esquerda, ou socialista, ou que tenha a perspectiva dos oprimidos e explorados: trazer o contexto social.</p>
<p>Você, como todo sionista quer fazer de conta que não existe apartheid, ocupação, colonialismo de povoamento, pogroms etc. na Palestina por parte de Israel, e nem que o Estado de Israel foi fundado e permanece existindo sobre essa violência.</p>
<p>Realmente, para você como para todo sionista, é necessário que não haja história antes de 7 de outubro de 2023 e, aliás, nem depois.</p>
<p>É tão contraditória sua posição, de focar em chamar o Hamas de fascista (que seja, essa não é a discussão), mas normalizar todo o fascismo sionista que chegou ao ponto do genocídio, para além do apartheid, limpeza étnica e colonialismo de décadas. </p>
<p>O que parece para quem lê esses comentário é que você tenta esconder uma defesa do colonialismo e da limpeza étnica dos supremacistas judaicos atrás de uma ojeriza ao Hamas. Fosse de outra forma como explicar sua reação enxergando &#8220;perspectiva do Hamas&#8221; num texto publicado por uma revista israelense não-sionista que simplesmente trata objetivamente o que está acontecendo nas negociações para desarmamento em Gaza e cumprimento do falso &#8220;cessar-fogo&#8221;? O texto tem a perspectiva de quem não quer que um povo continue vivendo situação de extermínio e privações. Se alguém não gosta da perspectiva de um texto desse é porque é a favor do extermínio. Embora se diga de esquerda, a prática é de extremíssima direita.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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