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	Comentários sobre Passa Palavra	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Comentário sobre A seita por marisa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150931/#comment-1123618</link>

		<dc:creator><![CDATA[marisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:04:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há muita gente farta de ver sempre o mesmo filme dentro do IKEA. As queixas aparecem, os colaboradores falam, contam o que vivem, mas no fim parece que a empresa arranja sempre maneira de dizer que está tudo bem.

Há quem diga que existem chefias que só protegem os amigos, grupos fechados onde entram sempre os mesmos e quem não faz parte desse clube fica marcado. Se lhes fazes frente ou dizes o que pensas, de repente começas a ser o alvo. Começam os boatos, as bocas, as indiretas e as tentativas de te fazer passar por mau colaborador.

Em vez de resolver os problemas, há colaboradores que sentem que é mais fácil arranjar um culpado. Criam uma imagem negativa da pessoa, inventam histórias, distorcem o que aconteceu e depois tentam convencer toda a gente de que o problema és tu. Assim limpam as mãos e protegem quem realmente devia responder pelos seus atos.

O assédio moral não é uma brincadeira. Fazer pressão todos os dias, isolar pessoas, tentar humilhar, perseguir ou empurrar colaboradores para desistirem é algo que não devia acontecer em lado nenhum. E quando quem manda fecha os olhos ou protege sempre os mesmos, a injustiça só cresce.

Nenhum colaborador devia ir trabalhar com medo de represálias, de ser perseguido ou de ficar mal visto só porque decidiu falar. O respeito não pode depender das amizades, das cunhas ou de quem anda a bater palmas às chefias.

Os colaboradores merecem ser ouvidos, respeitados e tratados com dignidade. Se existem tantas pessoas a contar histórias parecidas, o mínimo que se espera é que essas situações sejam levadas a sério e investigadas, em vez de serem ignoradas ou desvalorizadas. A Barbara Graf continua a aguardar que a amiga Helen lhe dê o carga para a reforma para ir para o Service office estar na boa vida, o Cargo de People and culture Lélia que está protegido pelas amigas e ao qual fazem pressão e ameaçam ja deviam ter saído da Ikea. Depois fazem-se de Santas mas não falam nos enrolamos com seguranças, maridos e namorados das outras e que abrem vagas fictícias que estão guardadas para o grupo ou família. Ou andar ter a família na mesma loja ou andar com elementos da segurança não causa dúvidas e não é contra o código de conduta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muita gente farta de ver sempre o mesmo filme dentro do IKEA. As queixas aparecem, os colaboradores falam, contam o que vivem, mas no fim parece que a empresa arranja sempre maneira de dizer que está tudo bem.</p>
<p>Há quem diga que existem chefias que só protegem os amigos, grupos fechados onde entram sempre os mesmos e quem não faz parte desse clube fica marcado. Se lhes fazes frente ou dizes o que pensas, de repente começas a ser o alvo. Começam os boatos, as bocas, as indiretas e as tentativas de te fazer passar por mau colaborador.</p>
<p>Em vez de resolver os problemas, há colaboradores que sentem que é mais fácil arranjar um culpado. Criam uma imagem negativa da pessoa, inventam histórias, distorcem o que aconteceu e depois tentam convencer toda a gente de que o problema és tu. Assim limpam as mãos e protegem quem realmente devia responder pelos seus atos.</p>
<p>O assédio moral não é uma brincadeira. Fazer pressão todos os dias, isolar pessoas, tentar humilhar, perseguir ou empurrar colaboradores para desistirem é algo que não devia acontecer em lado nenhum. E quando quem manda fecha os olhos ou protege sempre os mesmos, a injustiça só cresce.</p>
<p>Nenhum colaborador devia ir trabalhar com medo de represálias, de ser perseguido ou de ficar mal visto só porque decidiu falar. O respeito não pode depender das amizades, das cunhas ou de quem anda a bater palmas às chefias.</p>
<p>Os colaboradores merecem ser ouvidos, respeitados e tratados com dignidade. Se existem tantas pessoas a contar histórias parecidas, o mínimo que se espera é que essas situações sejam levadas a sério e investigadas, em vez de serem ignoradas ou desvalorizadas. A Barbara Graf continua a aguardar que a amiga Helen lhe dê o carga para a reforma para ir para o Service office estar na boa vida, o Cargo de People and culture Lélia que está protegido pelas amigas e ao qual fazem pressão e ameaçam ja deviam ter saído da Ikea. Depois fazem-se de Santas mas não falam nos enrolamos com seguranças, maridos e namorados das outras e que abrem vagas fictícias que estão guardadas para o grupo ou família. Ou andar ter a família na mesma loja ou andar com elementos da segurança não causa dúvidas e não é contra o código de conduta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Petra Costa e a Estética da Derrota: A Função Ideológica do Cinema Progressista por Elvis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2025/08/157110/#comment-1123345</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elvis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 14:12:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Silvio Tendler entraria na lista do cinema de combate.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Silvio Tendler entraria na lista do cinema de combate.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Sobre o dinheiro. 5 por Vianista vs Vianiano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/04/152054/#comment-1123135</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vianista vs Vianiano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 03:47:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Colocar Marx e Nildo Viana na mesma frase como se estivéssemos diante de duas grandezas intelectuais comparáveis é de uma coragem que beira a ficção científica. É como anunciar um debate entre a Biblioteca de Alexandria e a estante de apostilas de um cursinho de bairro, com a ressalva de que a estante exige ser reconhecida como a verdadeira herdeira de toda a tradição escrita.

O mais engraçado é que essa aproximação aparece justamente para provar a superioridade da abstração. E nisso Mateus realmente entrega uma demonstração prática: foi preciso abstrair história, impacto, alcance teórico, originalidade, rigor e qualquer senso elementar de proporção. Depois dessa limpeza conceitual, realmente sobra espaço para colocar qualquer nome ao lado de Marx.

Não é uma comparação. É uma pane no critério de escala. Marx entra na frase com quase dois séculos de efeitos teóricos e políticos; Nildo Viana entra porque alguém precisava completar a dupla. A cena lembra aquelas propagandas de luta livre em que o cartaz promete “o confronto do século”, embora um dos participantes tenha sido escalado apenas porque estava no corredor.

No fim, a associação diz muito menos sobre Marx ou Nildo Viana do que sobre o entusiasmo de quem a escreveu. Há devoções tão intensas que perdem a noção de tamanho dos objetos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Colocar Marx e Nildo Viana na mesma frase como se estivéssemos diante de duas grandezas intelectuais comparáveis é de uma coragem que beira a ficção científica. É como anunciar um debate entre a Biblioteca de Alexandria e a estante de apostilas de um cursinho de bairro, com a ressalva de que a estante exige ser reconhecida como a verdadeira herdeira de toda a tradição escrita.</p>
<p>O mais engraçado é que essa aproximação aparece justamente para provar a superioridade da abstração. E nisso Mateus realmente entrega uma demonstração prática: foi preciso abstrair história, impacto, alcance teórico, originalidade, rigor e qualquer senso elementar de proporção. Depois dessa limpeza conceitual, realmente sobra espaço para colocar qualquer nome ao lado de Marx.</p>
<p>Não é uma comparação. É uma pane no critério de escala. Marx entra na frase com quase dois séculos de efeitos teóricos e políticos; Nildo Viana entra porque alguém precisava completar a dupla. A cena lembra aquelas propagandas de luta livre em que o cartaz promete “o confronto do século”, embora um dos participantes tenha sido escalado apenas porque estava no corredor.</p>
<p>No fim, a associação diz muito menos sobre Marx ou Nildo Viana do que sobre o entusiasmo de quem a escreveu. Há devoções tão intensas que perdem a noção de tamanho dos objetos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 2) «ressentido, pessimista, revisionista, conformista, eclético e renegado» por Factídico		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159399/#comment-1122778</link>

		<dc:creator><![CDATA[Factídico]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 10:37:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Entre os pedantes marxistas de academia que nada têm a dizer, nada têm a acrescentar, e João Bernardo, não há mais nada... Um deserto intelectual... Vazio, vazio e mais vazio... De facto, João Bernardo está a fazer escola. Sua irreverente iconoclastia destruidora de mitos, serve muito bem para arrasar com tudo a sua volta, e restar um único e último mito: João Bernardo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os pedantes marxistas de academia que nada têm a dizer, nada têm a acrescentar, e João Bernardo, não há mais nada&#8230; Um deserto intelectual&#8230; Vazio, vazio e mais vazio&#8230; De facto, João Bernardo está a fazer escola. Sua irreverente iconoclastia destruidora de mitos, serve muito bem para arrasar com tudo a sua volta, e restar um único e último mito: João Bernardo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 2) «ressentido, pessimista, revisionista, conformista, eclético e renegado» por Johnnie		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159399/#comment-1122613</link>

		<dc:creator><![CDATA[Johnnie]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 19:26:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda bem que ele é tudo isso.
Se não fosse, seria só mais um dos pedantes marxistas de academia que nada têm a dizer, nada tem a acrescentar. Vazio, vazio e mais vazio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda bem que ele é tudo isso.<br />
Se não fosse, seria só mais um dos pedantes marxistas de academia que nada têm a dizer, nada tem a acrescentar. Vazio, vazio e mais vazio.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 1) «João Bernardo defendendo este método positivista» por João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159392/#comment-1122560</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:17:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Dante Gabrieli,

Com efeito, desde o &lt;em&gt;Marx Crítico de Marx&lt;/em&gt; que a noção de ponto vazio, não-dito, constitui para mim o ápice da análise crítica das ideologias, que chega ao seu objectivo quando consegue detectar esse ponto vazio. Foi assim que construí a arquitectura interna de &lt;em&gt;A Sociedade Burguesa de Um e Outro Lado do Espelho&lt;/em&gt;, dedicada à obra de Balzac, até escrever na última página do livro: «O fulcro de uma leitura crítica de &lt;em&gt;La Comédie humaine&lt;/em&gt; é formado pelas escassas páginas de &lt;em&gt;Z. Marcas&lt;/em&gt;, onde o sistema ideológico desvendou o seu ponto vazio. É aqui que a praxis social surge, não surgindo − através da derrota da vontade». E no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt;, depois de analisar extensamente as contradições do fascismo e de as sistematizar em pontos vazios que se desdobram e multiplicam, concluo que só no plano estético o fascismo adquiria coerência, na arte dos rituais de massas enquanto forma suprema da política. Por isso o quinto volume da edição Hedra (São Paulo, 2022), &lt;em&gt;O Fascismo como Arte&lt;/em&gt;, serve para desvendar o resto da obra.

Mas nada disto me chegou via Lacan. Veio por uma fonte mais directa, simplesmente pelo estruturalismo linguístico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Dante Gabrieli,</p>
<p>Com efeito, desde o <em>Marx Crítico de Marx</em> que a noção de ponto vazio, não-dito, constitui para mim o ápice da análise crítica das ideologias, que chega ao seu objectivo quando consegue detectar esse ponto vazio. Foi assim que construí a arquitectura interna de <em>A Sociedade Burguesa de Um e Outro Lado do Espelho</em>, dedicada à obra de Balzac, até escrever na última página do livro: «O fulcro de uma leitura crítica de <em>La Comédie humaine</em> é formado pelas escassas páginas de <em>Z. Marcas</em>, onde o sistema ideológico desvendou o seu ponto vazio. É aqui que a praxis social surge, não surgindo − através da derrota da vontade». E no <em>Labirintos do Fascismo</em>, depois de analisar extensamente as contradições do fascismo e de as sistematizar em pontos vazios que se desdobram e multiplicam, concluo que só no plano estético o fascismo adquiria coerência, na arte dos rituais de massas enquanto forma suprema da política. Por isso o quinto volume da edição Hedra (São Paulo, 2022), <em>O Fascismo como Arte</em>, serve para desvendar o resto da obra.</p>
<p>Mas nada disto me chegou via Lacan. Veio por uma fonte mais directa, simplesmente pelo estruturalismo linguístico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 1) «João Bernardo defendendo este método positivista» por Dante Gabrieli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159392/#comment-1122345</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dante Gabrieli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 02:10:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Aproveito a tua resposta anterior para colocar uma outra questão, que me ficou a inquietar.

Sabe-se que Althusser recebeu uma influência importante de Lacan, sobretudo no conceito de leitura sintomal. O próprio Althusser reconhece ter tomado de empréstimo a ideia de procurar, num texto, os seus «silêncios» e o seu «não-dito», isto é, aquilo que o autor não consegue formular conscientemente.

Ora, nas tuas obras, especialmente na análise de O Capital, também atribuis grande importância ao «não-dito», ao «ponto vazio» e à contradição central que escapa à consciência do autor.

Ao mesmo tempo, as tuas críticas à psicanálise são extremamente severas. Chegas mesmo a compará-la à bruxaria e à alquimia, distinguindo-a claramente da psicologia e da neurologia.

A minha pergunta é, portanto, a seguinte: consideras que esse procedimento metodológico pode ser aproveitado independentemente da teoria psicanalítica? Em suma, há algum aspecto da obra de Lacan que consideres metodologicamente aproveitável, apesar da tua rejeição da psicanálise?

Cumprimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Aproveito a tua resposta anterior para colocar uma outra questão, que me ficou a inquietar.</p>
<p>Sabe-se que Althusser recebeu uma influência importante de Lacan, sobretudo no conceito de leitura sintomal. O próprio Althusser reconhece ter tomado de empréstimo a ideia de procurar, num texto, os seus «silêncios» e o seu «não-dito», isto é, aquilo que o autor não consegue formular conscientemente.</p>
<p>Ora, nas tuas obras, especialmente na análise de O Capital, também atribuis grande importância ao «não-dito», ao «ponto vazio» e à contradição central que escapa à consciência do autor.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as tuas críticas à psicanálise são extremamente severas. Chegas mesmo a compará-la à bruxaria e à alquimia, distinguindo-a claramente da psicologia e da neurologia.</p>
<p>A minha pergunta é, portanto, a seguinte: consideras que esse procedimento metodológico pode ser aproveitado independentemente da teoria psicanalítica? Em suma, há algum aspecto da obra de Lacan que consideres metodologicamente aproveitável, apesar da tua rejeição da psicanálise?</p>
<p>Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 1) «João Bernardo defendendo este método positivista» por João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159392/#comment-1121963</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 19:50:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159392#comment-1121963</guid>

					<description><![CDATA[Caro Dante Gabrieli,

A sua pergunta levou-me a uma viagem pelo tempo, de regresso a um passado distante. Durante o meu exílio em Paris fui muito influenciado pelos livros de Althusser, o que — para um lado ou para outro — era inevitável naquela época. E eu tinha a noção do paradoxo, porque o &lt;em&gt;História e Consciência de Classe&lt;/em&gt; exercera uma influência decisiva na minha formação, bem como em geral a teoria da práxis. O que mais me seduziu em Althusser foi o rigor do pensamento, que o colocava nos antípodas de todas as derivas místicas em que facilmente a teoria da práxis podia cair. Neste mesmo sentido apreciei muito os textos de Mao Tsé-tung sobre a noção de contradição. Mas poucos anos depois os novos livros de Althusser pareceram-me cada vez mais esclerosados, com aquelas horríveis divisões em categorias e subcategorias que tendiam a multiplicar-se sem fim, afastadas de qualquer referência empírica, e a evolução da Revolução Cultural levou-me a formular outras opiniões sobre a política de Mao Tsé-tung. Onde tudo isso vai!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Dante Gabrieli,</p>
<p>A sua pergunta levou-me a uma viagem pelo tempo, de regresso a um passado distante. Durante o meu exílio em Paris fui muito influenciado pelos livros de Althusser, o que — para um lado ou para outro — era inevitável naquela época. E eu tinha a noção do paradoxo, porque o <em>História e Consciência de Classe</em> exercera uma influência decisiva na minha formação, bem como em geral a teoria da práxis. O que mais me seduziu em Althusser foi o rigor do pensamento, que o colocava nos antípodas de todas as derivas místicas em que facilmente a teoria da práxis podia cair. Neste mesmo sentido apreciei muito os textos de Mao Tsé-tung sobre a noção de contradição. Mas poucos anos depois os novos livros de Althusser pareceram-me cada vez mais esclerosados, com aquelas horríveis divisões em categorias e subcategorias que tendiam a multiplicar-se sem fim, afastadas de qualquer referência empírica, e a evolução da Revolução Cultural levou-me a formular outras opiniões sobre a política de Mao Tsé-tung. Onde tudo isso vai!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 1) «João Bernardo defendendo este método positivista» por Mateus Alexandre Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159392/#comment-1121770</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mateus Alexandre Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 02:11:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159392#comment-1121770</guid>

					<description><![CDATA[Saudações,
Como meu comentário foi citado no texto, respondi este texto aqui: https://anotacoes-criticas.blogspot.com/2026/07/anti-factos-uma-breve-resposta-joao.html

Agradeço a leitura!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações,<br />
Como meu comentário foi citado no texto, respondi este texto aqui: <a href="https://anotacoes-criticas.blogspot.com/2026/07/anti-factos-uma-breve-resposta-joao.html" rel="nofollow ugc">https://anotacoes-criticas.blogspot.com/2026/07/anti-factos-uma-breve-resposta-joao.html</a></p>
<p>Agradeço a leitura!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Comentário sobre Factos etc. 2) «ressentido, pessimista, revisionista, conformista, eclético e renegado» por Factóide		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2026/07/159399/#comment-1121700</link>

		<dc:creator><![CDATA[Factóide]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 18:41:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=159399#comment-1121700</guid>

					<description><![CDATA[Os factos não mentem. Nem os factos de João Bernardo ser ressentido, pessimista, revisionista, conformista, eclético e renegado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os factos não mentem. Nem os factos de João Bernardo ser ressentido, pessimista, revisionista, conformista, eclético e renegado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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