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	<title>Europa_de_leste &#8211; Passa Palavra</title>
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		<title>Moldávia: Dividida entre os Comunistas e a Extrema direita</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 00:33:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Moldávia é um país com uma longa tradição de casamentos mistos e identidades híbridas. Mas, paradoxalmente, a sua paleta política possui uma coloração bem acentuada pelos partidos de nacionalismo extremo.  Por Natalia Sineaeva-Pankowska (tradução de Uiran Gebara da Silva) A Moldávia é conhecida no mundo como um dos mais pobres estados ex-soviéticos, como a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>A Moldávia é um país com uma longa tradição de casamentos mistos e identidades híbridas. Mas, paradoxalmente, a sua paleta política possui uma coloração bem acentuada pelos partidos de nacionalismo extremo. <strong> </strong></em><strong>Por Natalia Sineaeva-Pankowska (tradução de Uiran Gebara da Silva)</strong><span id="more-2838"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-2837" title="moldavia-mapa1" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/04/moldavia-mapa1-138x300.gif" alt="moldavia-mapa1" width="138" height="300" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/04/moldavia-mapa1-138x300.gif 138w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/04/moldavia-mapa1.gif 145w" sizes="(max-width: 138px) 100vw, 138px" />A Moldávia é conhecida no mundo como um dos mais pobres estados ex-soviéticos, como a Armênia e a Geórgia. É também um dos países mais multiculturais e multilingüísticos, com uma longa tradição de casamentos mistos e identidades híbridas. Segundo o último censo, conduzido em 2004, quase um quarto da população moldava é composta por minorias étnicas, incluindo os gagauz, ucranianos, russos, búlgaros, judeus e ciganos. Mas paradoxalmente, a paleta política possui uma coloração bem acentuada pelos partidos de nacionalismo extremo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na última eleição do parlamento, ocorrida em 5 de abril, o Partido Comunista, no governo, conseguiu metade dos votos. Os outros três partidos que ultrapassaram a fronteira dos 6 por cento, com coletivos 35 por cento dos votos, todos, possuem uma conotação nacionalista. O termo “nacionalista” no sentido moldavo significa uma condenação contra as tradições das minorias e a unificação com a Romênia, baseada em ligações étnicas e lingüísticas, dominância da identidade romena sobre a identidade multi-étnica moldava e a afirmação da etnicamente orientada “História dos Romenos”. É esta interpretação da história que tem sido ensinada nas escolas desde que a Moldávia se tornou independente, em 1991.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto tentam apresentar à Comunidade Européia uma fachada de oposição democrática ao governo de esquerda, os partidos de direita, ao mesmo tempo, criticam a atual iniciativa do governo comunista de substituir a História dos Romenos nos currículos escolares por uma História da Moldávia, que conta a história das minorias étnicas, incluindo o Holocausto.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é apenas um exemplo da tentativa dos extremistas de passar a limpo a história do período em que a Moldávia era controlada pelo governo romeno, durante a II Guerra Mundial. A definição de Holocausto na versão deles fica limitada à “exterminação alemã de judeus e ciganos” e exclui qualquer menção de responsabilidade do Estado romeno pelo genocídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentativas revisionistas de negar ou distorcer fatos históricos sobre o <img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-2835" title="moldavia2" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/04/moldavia2.jpg" alt="moldavia2" width="292" height="280" />genocídio de judeus e outras minorias étnicas durante a ocupação romena fascista da Moldávia (1941-1944) servem à concepção política de reunificação com a Romênia. Mesmo embora a ideologia pan-romena tenha sido dominante na educação acadêmica desde 1990, a população moldava se manteve votando em partidos moderados, com a exceção de 7 a 10 por cento rotineiramente dados ao Partido Cristão-Democrático Popular, sob a liderança de Iurie Rosca, que se tornou conhecido na Moldávia e no mundo como o principal propagandista da ideologia pan-romena.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois jornais do partido “Tara” (Terra Natal) e “Flux”, que por muitos anos foram patrocinados pelo governo romeno, têm reputação de apresentarem uma retórica explicitamente antiminorias e xenofóbica. No entanto, parece que agora o partido de Rosca perdeu a sua popularidade entre a população e não participará do próximo parlamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, há uma chance de que outros partidos com ideologias similares ocupem o nicho da extrema-direita no parlamento. É também a primeira vez na qual as forças da extrema-direita tomam parte nas eleições em tal escala. Mesmo que alguns destes partidos tenham sido recém-fundados, eles já desfrutam de algum apoio da população, em parte por explorarem a retórica populista de antipobreza e anticorrupção. Uma de suas promessas é a de dar a cada um de seus votantes a cidadania romena e de manter a “História dos Romenos” no currículo.</p>
<p><strong>Partidos Liberal e Liberal-Democrático</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os dois outros partidos que promovem a ideologia nacionalista pan-romena conseguiram entrar no parlamento, cada um ganhando um pouco mais que 12 por cento dos votos: o Partido Liberal de Mihai Ghimpu e Dorin Chirtoaca e o Partido Liberal-Democrático de Vlad Filat. À primeira vista, os seus programas eleitorais não promovem explicitamente a ideologia pan-romena, diferente de outros partidos como o “Ação Européia”. Contudo, ela aparece em seus discursos e seus antecedentes políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, Ghimpu se tornou notório pela frase: “Gagauz são a úlcera no corpo do povo da Moldávia”. Na verdade, gagauz é uma pequena etnia ortodoxa minoritária de origem turca, que recebeu autonomia na Moldávia, em 1994. Ele também fala muito bem de Íon Antonescu, primeiro ministro da Romênia durante a maior parte da II Guerra Mundial, e é conhecido pelo seu anti-semitismo e por sua simpatia por ideologias fascistas e de extrema-direita.</p>
<p style="text-align: justify;">Os partidos de Gjimpu e Filat têm sido suportados por grandes jornais nacionalistas como “Timpul” e “Jornal de Chesinau”, os quais também são acusados de distorcer a verdade sobre o Holocausto. “Timpul”, por exemplo, publicou um artigo descrevendo como libertadores os pilotos romenos que bombardearam as cidades e vilas moldavas em 22 de junho de 1941. Os jornais também se tornaram plataforma para os revisionistas romenos, tais como Íon Coja e Gheorge Buzatu, um colaborador do partido romeno Maré (o Grande Partido da Romênia) e negador do Holocausto.</p>
<p style="text-align: justify;">Coja, que é professor da Universidade de Bucareste, recebeu um palanque no “Jornal de Chesinau” onde ele afirmava que era uma grande bobagem [asneira] colocar um capítulo tendo como assunto o Holocausto nos novos livros escolares. Estes foram incluídos como parte da iniciativa do governo moldavo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele também reivindicou que, na verdade, os judeus no território foram salvos, pelo qual deveriam estar agradecidos. Coja tem autoridade entre acadêmicos moldavos e agora também entre os políticos do país.</p>
<p style="text-align: justify;">“Onde está você, Antonescu?” exclamou um dos visitantes do blog “unimedia”, uma plataforma de mídia pré-eleitoral não-oficial de vários partidos de direita, incluindo os dois partidos liberais que entraram no parlamento. Antonescu e Zelea Codereanu, fundadores da fascista Guarda de Ferro, um partido que existiu na Moldávia no entre-guerras, são heróis populares entre os blogueiros deste recurso.</p>
<p style="text-align: justify;">Natalia Sineaeva-Pankowska é membro da Helsinki Citizens’ Assembly of Moldova e estudante Ph.D. student da Graduate School for Social Research of the Polish Academy of Sciences. Ela também é membro da organização anti-racismo Never Again. Ela pode ser encontrada no seguinte endereço: nsineaeva@gmail.com.</p>
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