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	<title>Honduras &#8211; Passa Palavra</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>Honduras: triste epílogo para um ciclo de lutas de um povo forte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 19:05:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Govs_nacionais_e_internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
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					<description><![CDATA[Não são casuais os chamados de Zelaya à reconciliação nacional, ao invés de chamados para se aprofundar a luta de classes que é o verdadeiro “x” da questão em Honduras. Por José Antonio Gutiérrez D. Porque muitos aqui estão, não simplesmente por Mel, e vocês, dirigentes da Frente, sabem e compartilham disso; estamos aqui para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Não são casuais os chamados de Zelaya à reconciliação  nacional, ao invés de chamados  para se  aprofundar a luta de classes que é o verdadeiro “x” da questão  em  Honduras. </em><strong>Por José Antonio Gutiérrez D.</strong><span id="more-41387"></span></p>
<p><strong></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>Porque muitos aqui estão, não simplesmente por Mel, e vocês,  dirigentes da Frente, sabem e compartilham disso; estamos aqui para  conseguir novos espaços políticos de participação, queremos que se  esclareçam as alianças com Manuel Zelaya, que se consiga  acordos  políticos mínimos que nos tragam novas forças, novos alentos e novas  atitudes diante da luta. Precisamos de um rumo e consolidar uma  direção compartilhada deste movimento, para que, no final, não fiquemos  somente com a volta de Mel ao governo. (<strong>Delfina Bermúdez</strong>,“Escenarios para el Retorno a la Democracia”, 19 de julho de 2009)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/honduras-hg-efe-20091014.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-41388" title="honduras-hg-efe-20091014" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/honduras-hg-efe-20091014.jpg" alt="honduras-hg-efe-20091014" width="324" height="243" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/honduras-hg-efe-20091014.jpg 450w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/honduras-hg-efe-20091014-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 324px) 100vw, 324px" /></a>Dizem que os piores golpes que podem sofrer um povo são aqueles que  frequentemente provêm de seus próprios líderes. Este provérbio se  encaixa perfeitamente à situação que Honduras atravessa neste momento,  com a assinatura do acordo que permitiu o retorno de Zelaya e a  normalização do regime <em>de fato</em>, derivado do Golpe liderado por  Lobos. Nem as milhares de pessoas que com grande júbilo foram receber  Zelaya em seu retorno a Honduras, em 28 de maio, servem para ocultar o  fato de que o que se acordou em Cartagena das Índias, Colômbia,  representa uma derrota para o movimento popular hondurenho em  resistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Também dizem que é próprio do reformismo disfarçar as derrotas de  vitórias. Os setores mais adeptos ao chavismo e a Zelaya nos apresentam  o acordo como uma grande vitória, quando na realidade o que se fez foi  justamente limpar a cara do Golpe e normalizar a mais anômala das  situações: um governo instalado em eleições fraudulentas e de baixíssima  participação, ocorridas apenas alguns meses depois da derrubada do  presidente constitucional, e em um clima de terror, perseguição e  censura que não havia cessado. Além disso, o risco é de que esta  violência, validada pela “legitimidade” do regime e camuflada, se  aprofunde, como adverte um camponês do Bajo Aguán: <em>“Intensificou-se a  ofensiva dos latifundiários e os camponeses organizados temem sair de  seus lotes, porque têm medo que eles podem os assaltar e assassinar (…)  Pelo que observamos nestes últimos dias, parece que esta situação lhes  proporcionou (aos golpistas) mais segurança para continuar agredindo.”</em><strong> [1]</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As implicações desta negociação têm repercussões profundas – a  oligarquia latino-americana demonstrou que se pode realizar golpes em  pleno século XXI e gozar de todos os benefícios da impunidade do século  XX.</p>
<p><strong>O Acordo de Cartagena das Índias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O acordo é a culminação de um processo de diplomacia intensiva do regime  de Porfírio Lobos para normalizar suas relações internacionais. O  desespero da oligarquia hondurenha, que enfrentava uma situação muito  difícil com o isolamento imposto após o Golpe, finalmente fez com que tivesse que  engolir seu orgulho e negociar com Zelaya e Chávez. Depois que o  golpista Micheletti fanfarreou dizendo que Honduras não precisava da  comunidade internacional, uma vez que os EUA não incrementaram a ajuda  econômica a esse país, a oligarquia hondurenha teve que ceder por se  encontrar literalmente arruinada em função de sua aventura golpista. Com  a assinatura do acordo, novamente gozariam da cooperação internacional  suspendida com o Golpe e dos benefícios da reativação da participação  hondurenha na Petrocaribe. Além do mais, havia o fator popular, com  tanta importância quanto o fator econômico e diplomático: esta negociação  representava a única via para pacificar um povo em constante mobilização  e resistência, o qual havia tornado o país ingovernável.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/manuel-zelaya-fpuxq1510214.jpg"><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-41390" title="manuel-zelaya-fpuxq1510214" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/manuel-zelaya-fpuxq1510214.jpg" alt="manuel-zelaya-fpuxq1510214" width="315" height="185" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/manuel-zelaya-fpuxq1510214.jpg 680w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/manuel-zelaya-fpuxq1510214-300x176.jpg 300w" sizes="(max-width: 315px) 100vw, 315px" /></a>No início do ano já havia sido enviado um sinal para o diálogo com a  suspensão dos processos por corrupção contra Zelaya. Logo em 9 de abril  veio a reunião de Cartagena, na qual Chávez e Santos, que se encontravam  em uma reunião bilateral, receberam a inesperada visita de Lobos para  discutir a reincorporação de Honduras à OEA. A partir disso seguiu-se  um processo de negociações secretas, feitas pelas costas da  Resistência, que culminou em 22 de maio com o Acordo de Cartagena das Indias, o qual pode ser resumido da seguinte maneira: autorização para  Zelaya retornar ao país, fim das perseguições contra seus partidários,  investigação de violações aos direitos humanos, conformação da FNRP como  partido político para as eleições de 2013 e garantias para convocar um  processo constituinte. Como se pode ver, o acordo está escrito de  maneira que parece resgatar pontos centrais das demandas do movimento  popular, mas não estabelece prazos para o cumprimento dos compromissos, e  muito menos estabelece mecanismos concretos e imparciais mediante os  quais se possa fiscalizar o cumprimento destes acordos. E o pior, deixa  toda a condução nas mãos dos golpistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem garante que o processo da constituinte seja levado a cabo? Mediante  quais condições? Quem monitorará o fim das perseguições aos membros da  resistência e aos lutadores sociais em Honduras? Os mesmos que nestes  dois anos fizeram vistas grossas ante as violações sistemáticas dos  regimes de Micheletti e Lobos? Quem investigará as violações dos  direitos humanos? O poder judicial, as instituições do Estado ou a  Igreja, todos eles cúmplices? Exclui-se então o castigo aos golpistas,  já que somente se mencionam violações aos direitos humanos?</p>
<p style="text-align: justify;">Particularmente, não acreditarei em promessas de justiça, reparação e  respeito aos direitos humanos até que veja o primeiro gorila atrás  das grades; no momento, todos seguem como se nada ocorresse nas  instituições do Estado e na Corte Suprema. Por outro lado, no dia 5 de junho, os camponeses de Bajo Aguán aprenderam sua primeira lição do  compromisso humanitário das elites hondurenhas, com o assassinato de  três camponeses e o desaparecimento de outros dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, com este acordo, a OEA, em sessão no dia 1 de junho deste ano,  aceitou, quase por unanimidade (com a única oposição do Equador), a  reintegração de Honduras a esse organismo. Dessa forma, podemos dizer  que a oligarquia hondurenha obteve reconhecimento político, um socorro  para sua situação econômica, uma iminente impunidade ante seus crimes,  garantias de que o <em>status quo</em> permanecerá inalterado por muito tempo,  em troca da permissão para que Zelaya retorne a seu país. Os termos são  tão claros que qualquer leitura triunfalista do acordo não é outra coisa  se não a negação da realidade.</p>
<p><strong>Um modelo haitiano para exportação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitos declararam que a generalizada condenação ao Golpe de Estado  contra Zelaya representava o nascimento de uma nova consciência  democrática no Continente, onde os golpes de Estado eram coisas  do passado, inaceitáveis. Na realidade, a causa do rechaço internacional  dizia mais a respeito dos equilíbrios políticos regionais,  principalmente por ser Honduras membro da ALBA e aliado próximo de  Chávez. Como prova contra essa suposta consciência hemisférica  antigolpista está o Haiti, país que sofreu um Golpe de Estado em 2004,  apoiado pela CIA, mas que, diferentemente de Honduras, não suscitou  condenações internacionais nem isolamento diplomático. Ao contrário  disso, quase todos os países latino-americanos participam hoje  ativamente da força de ocupação militar patrocinada pela ONU e dirigida  pelo Brasil, a MINUSTAH, a qual se convertera em força militar do regime  <em>de fato</em> instalado após a derrota de Jean Bertrand Aristide  (recordemos que o Haiti não tem um exército nacional desde que este fora  dissolvido em 1995). Esta ocupação, em grande medida ignorada pela  esquerda latino-americana, representa o capítulo mais perverso e  vergonhoso da história latino-americana no decorrer deste século <strong>[2]</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/haitiprotest.jpg"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-41393" title="haitiprotest" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/haitiprotest.jpg" alt="haitiprotest" width="275" height="163" /></a>O golpe de Estado em Honduras e a forma como se consolidou parecem um <em>déja vu</em> do modelo aplicado exitosamente pelo golpismo no Haiti. É importante,  portanto, retornar à questão haitiana porque ela representa um ponto de  inflexão, onde se elaborou o padrão golpista do século XXI.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1986, a mobilização popular derrota o ditador Jean Claude Duvalier.  Depois de anos de juntas militares que se sucederam uma a outra ante um  povo ingovernável, nas primeiras eleições democráticas no Haiti, em  1990, o candidato da esquerda, um teólogo da libertação chamado  Aristide, ganhou por uma gigantesca maioria. Desde o seu triunfo, tanto  os EUA como seus sócios haitianos, representantes do que há de mais  rançoso na oligarquia deste país, dedicaram todos os seus esforços para  desestabilizar e, finalmente, derrotar Aristide em 1991, apenas 7  meses depois do início do governo. Durante três anos seguintes o  exilado Aristide, desprezado e isolado, negociou os termos para seu  retorno (os chamados Acordos de Rhode Island), que incluíram promessas  de aprofundamento do modelo neoliberal e de garantia da impunidade aos golpistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o seu retorno em 1994, consumou-se o ciclo de debilitamento e derrota  do movimento popular haitiano. Mas Aristide ainda terminou seu mandato  presidencial, do qual restava um ano (parte do acordo era de que  Aristide não reclamaria o tempo perdido). Nestes meses, conseguiu aprovar  uma lei que dissolveu o exército, e então veio o governo de René Preval,  que apenas administrou o neoliberalismo e dosou a ruína do país. Quando  em 2001 Aristide tornou a ganhar as eleições, com promessas de justiça  social e sem o entusiasmo privatizador de Preval, ativou-se novamente  o plano desestabilizador, que finalmente tomou a forma militar: ex-militares haitianos, treinados na República Dominicana, cruzaram a  fronteira semeando o terror e o caos. Tropas norte-americanas,  canadenses, francesas e chilenas invadiram o país no dia 29 de  Fevereiro, Aristide foi sequestrado e exilado na República  Centro-Africana. Em junho, uma força da ONU, composta fundamentalmente  por latino-americanos, substituiu o lugar dos EUA nas funções da  ocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">O que chama atenção é como o modelo haitiano, a grosso modo, foi  novamente aplicado neste caso: retirar do país o presidente, negociar  com ele pelas costas do povo, aterrorizar o povo e destroçar seu tecido  social e, finalmente, normalizar a situação pós-golpista mediante o  retorno do líder, mas com um acordo que em linhas gerais equivale a  nada, ou ao aprofundamento do programa golpista. E, em ambos os casos,  algo que objetivamente representava uma derrota do povo é apresentado  como uma vitória popular.</p>
<p><strong>Os problemas de método e de fundo: uma negociação pelas costas e contra o povo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/17915.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-41394" title="17915" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/17915.jpg" alt="17915" width="350" height="218" srcset="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/17915.jpg 500w, https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/17915-300x187.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /></a>Mas não basta dizer que isto é uma derrota. Toda derrota dever ser  assimilada, as lições pertinentes do caso devem ser aprendidas, e  devemos compreender as causas íntimas que levaram a ela para não tornar a  repeti-las. Poderíamos dizer que as causas que levaram à derrota  estavam presentes na forma vertical em que a Resistência se articulou  com seu Coordenador Geral (Zelaya), em um projeto político eminentemente  reformista que se impulsionava na luta contra a ditadura e, em última  instância, em uma forma de entender a política na qual, apesar de todo o  discurso de democracia participativa, as decisões seguiram concentradas  nas mãos de poucos.</p>
<p style="text-align: justify;">A negociação do Acordo de Cartagena refletiu uma constante que foi a  negociação pelas costas do povo em luta. Assim que foi consumado o  Golpe, em Julho de 2009, a estratégia de negociação não foi definida nas  ruas ou assembleias, mas sim por um grupo de tecnocratas que apostou na mediação dos EUA e do então presidente da Costa Rica, Óscar Arias.  Desde o primeiro momento, a postura dos negociadores partidários de  Zelaya estava clara, como declarou sua própria esposa ao afirmar que <em>“tudo é negociável, menos o fato de que Zelaya deva retornar à presidência”</em>.  Recordemos que, durante as negociações de San José (Costa Rica),  Zelaya havia aceitado integralmente o plano de Arias, e se não se  alcançou o consenso nesta ocasião, foi pela intransigência de  Micheletti, que se negou a aceitar o retorno de Zelaya e a suspensão das  acusações contra ele, alegadamente por corrupção. O plano Arias incluía  a renúncia de qualquer tentativa de reformar a Constituição de 1982;  forçar Zelaya a formar um governo de unidade nacional com a participação  dos golpistas; anistia para todos os crimes políticos cometidos antes e  depois do golpe; e que o Exército controlasse o Supremo Tribunal  Eleitoral nas eleições que se aproximavam. Então a FNRP se opôs às  negociações (salvo o ponto de retorno de Zelaya) por considerar que  garantiam a impunidade e beneficiariam os golpistas<strong> [3]</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final, depois de dois anos de heroica e contínua resistência, até a volta de Zelaya à presidência foi negociável, contentando-se com o  retorno de Zelaya e nada mais, a aceitação do atual governo e algumas  promessas espúrias sem mecanismos claros para que as assumam de fato –  proporcionando um prêmio maior ao golpismo do que o que havia sido  proporcionado em San José.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o conteúdo do Acordo e das promessas nele inscritas nos deixa  inúmeros questionamentos a fazer: em que momento a FNRP debateu se  pretendia ou não ser um partido político eleitoral? Como é que o  Coordenador Geral se vê no direito de impor à organização a participação  nas eleições de 2013 em circunstâncias em que na Assembleia ampliada de 27  de fevereiro a organização propôs se abster do processo? Como se  entregou ao regime <em>de fato</em> a faculdade de zelar pelo processo  constituinte quando a FNRP falou sistematicamente em auto convocá-lo?  Não somente Zelaya desconheceu os mecanismos de tomada de decisões da  organização, mas, além disso, suas propostas estão em contradição com  aquelas construídas coletivamente pela Frente, as quais podem ser más ou  boas, mas são fruto de um processo coletivo que não deve ser ignorado.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim chegamos a uma situação esquizofrênica em que o Coordenador Geral  saúda a incorporação de Honduras à OEA, e os demais representantes da  Frente a rechaçam. Enquanto Zelaya reivindica o reconhecimento do regime  de Lobos, o conjunto da Frente reivindica o seu não reconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Não nos iludamos de que a negociação às costas do povo seja casual. É  parte do desprezo pelas massas que sente, desde sempre, o reformismo,  ainda quando as invoque segundo sua conveniência. Esse desprezo tem  bases políticas, e não são casuais os chamados de Zelaya à reconciliação  nacional (ou seja, a reconciliação com o golpismo) ao invés de chamados  para se aprofundar a luta de classes, que é o verdadeiro “x” da questão  em Honduras assim como no resto do continente. O que significa essa  reconciliação nacional para as centenas de camponeses, pobres,  trabalhadores e jornalistas que deram a vida nesta luta? O que significa  essa reconciliação nacional quando não foi feita justiça, nem as demandas mais elementares do povo foram satisfeitas?</p>
<p style="text-align: justify;">Este acordo deve ser entendido, em última instância, como uma tentativa  de controlar a luta de massas, de contê-la e de pacificar o movimento.  Neste ponto, tanto Zelaya quanto Lobos, assim como a classe que  representam, demonstraram que não possuem contradições antagônicas, como o  mesmo Zelaya não deixa de assinalar com seus chamados à reconciliação em  troco de nada.  Se esta tentativa será exitosa ou não, dependerá da  capacidade da FNRP de exigir de seu Coordenador Geral respeito aos  acordos coletivos, de impor práticas democráticas em seu seio, e em  última instância, de reclamar sua autonomia enquanto projeto distinto ao  da oligarquia em qualquer de suas variações. Mas, sobretudo, dependerá  da capacidade de continuar a mobilização nas ruas contra o regime e de  aprofundar suas concepções políticas na busca de uma mudança profunda. A  OEA pode retirar o regime de seu isolamento, mas não pode garantir a  governabilidade do país: isso depende da mobilização popular e é a única  carta que resta nesta luta no momento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O limite do nacional-desenvolvimentismo. Que tipo de anti-imperialismo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para disfarçar a derrota como vitória, aparecem os que esvaziam a unidade  latino-americana de qualquer conteúdo, argumentando que esta foi uma  negociação sem a presença dos EUA. Para afirmar isso, há que se supor que  Santos, que disse que ficaria orgulhoso se a Colômbia fosse a Israel  latino-americana, agora seja um verdadeiro “hermano bolivariano”.  Afirmar isso, por sua vez, é desconhecer o papel-chave da Colômbia para a  estratégia de controle norte-americano na região, que não se difere  com este ou aquele presidente, pois estamos diante de políticas de  Estado consistentes, estruturais.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo de Juan Manuel Santos na Colômbia possui uma estratégia  continental para ir consolidando as direitas pró-imperialistas na região  e recompor, dessa forma, a debilitada hegemonia dos EUA. Esta  estratégia tem sido exitosa em neutralizar a influência de Chávez e da  ALBA e em desenvolver uma visão mais dinâmica e menos beligerante (ao  menos no discurso) que a de seu predecessor Uribe, que se adapta à  tendência de integração, mas sem deixar de lado seu vínculo íntimo e  fundamental com Washington.</p>
<p style="text-align: justify;">As mãos do Tio Sam estiveram, sim, presentes, pela delegação da Colômbia,  nestes acordos. E seus interesses são convergentes aos da oligarquia  hondurenha. Mas, como explicar a participação de líderes decididamente  anti-imperialistas como Chávez neste jogo?</p>
<p style="text-align: justify;">Chávez parece ter se esgotado enquanto um fator político e tem buscado,  desde a chegada de Santos ao poder, acomodar-se ao cenário de menos  mobilizações populares na região (como as que caracterizaram seu  primeiro ciclo de governo) e, por meio de Santos, controlar indiretamente o  enfrentamento com os EUA. É dessa forma que se pode analisar o giro até  uma estreita cooperação contra-insurgente da Venezuela com a Colômbia,  de ações militares conjuntas na fronteira e de entrega de lutadores  colombianos, desprezando todo o direito internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Líderes como Zelaya, por sua vez, devido a sua intenção de desenvolver  políticas soberanas, se colocaram em contradição com os EUA sem  questionar as relações de fundo que sustentam o sistema imperialista.  Essa mesma situação podemos notar nos demais governos  nacional-desenvolvimentistas da região, inclusive a Venezuela. Perguntamo-nos: pode haver um anti-imperialismo consequente sem ir ao  encontro do anti-capitalismo? Temos nossas dúvidas. Devido ao sistema  capitalista ser dominado pelas potências imperialistas, cedo ou tarde,  quem é incapaz de começar a enraizar as bases de um novo modelo terá que  ceder às regras do jogo de quem tem as condições de impô-las. Em função  disso, o discurso anti-imperialista fatalmente terminará por ceder, à la  Kadaffi, à <em>realpolitik</em> da “coexistência pacífica”.</p>
<p><strong>Hoje mais do que nunca: força à resistência!!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma pergunta deve guiar todo processo de negociação para solucionar um conflito social: <strong>seu resultado cria ou não condições mais favoráveis para continuar a luta?</strong> Não acredito que em todo o momento o povo paute a revolução; na luta  contra a ditadura não era a revolução social ou a construção de uma  sociedade utópica que estava em jogo, mas sim a derrota política da oligarquia e da estratégia golpista, assim como o avanço da  mobilização popular para além dos limites impostos pela democracia  burguesa, que a mesma burguesia havia rompido em primeira instância. Não  é um preciosismo exacerbado o que me torna crítico, mas sim um sentido  realista derivado da análise do estado de isolamento da oligarquia assim  como de suas dificuldades econômicas e, sobretudo, da força e  capacidade política da resistência. <strong>A oligarquia negociou porque  sabia de sua debilidade, mas foi mais hábil que os zelayistas e tirou  um melhor proveito da negociação do que poderia ter imaginado em tais  condições.</strong> É levando em consideração esses fatores que  acredito que se poderia ter arrancado muito, muitíssimo mais, deste  processo de luta se ele tivesse se desenvolvido por outros canais e com  participação da Resistência em todo o processo de negociação, assim fica claro que  se poderia conseguir mais…</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/poder-al-pueblo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-41395" title="poder-al-pueblo" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/06/poder-al-pueblo.jpg" alt="poder-al-pueblo" width="266" height="189" /></a>É por isso que não posso deixar de sentir uma profunda tristeza ante  este triste desfecho para o ciclo de lutas heroicas que nossos irmãos  hondurenhos desenvolveram. Não devemos negar o impacto que este pacto  terá (e já está tendo) em inviabilizar a persistente situação de  violência contra o povo e em dividir as forças do movimento popular. Não  posso disfarçar meu pesar, ainda quando tenho a certeza de que esta  derrota, como toda derrota, há de ser passageira. Porque um regime  infame não é eterno e porque o povo hondurenho não o tolerará e saberá  seguir sua luta, que é sua e não de tal ou qual indivíduo por mais  carismático que seja. Mas nestes momentos há que se retirar as lições do  caso, aprender com o golpe e, sobretudo, levar em conta que temos de  ser pessimistas de intelecto mas otimistas de coração. Pessimistas de  intelecto porque entendemos as dificuldades que nos esperam (não só  para Honduras) e o complexo panorama que teremos de enfrentar, mas  otimistas de coração, porque nos anima a profunda convicção de que a  mudança é inevitável e, afinal de contas, sabemos que é possível!</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>[1] </strong><a href="http://www.kaosenlared.net/noticia/honduras-no-puede-haber-paz-bajo-aguan-sin-justicia-para-campesinos" target="_blank"><span class="urlextern">http://www.kaosenlared.net/noticia/honduras-no-puede-haber-paz-bajo-aguan-sin-justicia-para-campesinos</span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[2]</strong> Sobre o Haiti, escrevi os artigos: “Ayití, entre la liberación y la ocupación” <a href="http://anarkismo.net/article/4651 " target="_blank">(parte I)</a> e  <a href="http://www.anarkismo.net/newswire.php?story_id=4652" target="_blank">(parte II)</a>; “<a href="http://www.anarkismo.net/newswire.php?story_id=1063 " target="_blank">Ayití, una cicatriz en el rostro de América</a>”; “<a href="http://anarkismo.net/article/2078" target="_blank">Las elecciones en Ayiti: fraude democrático para validar a los golpistas y macoutes en el poder</a>”; “<a href="http://anarkismo.net/article/2698 " target="_blank">Ayití en la encrucijada tras las elecciones</a>”; “<a href="http://anarkismo.net/article/8633 " target="_blank">Ayiti, ¿hacia un nuevo dechoukaj?</a>”; “<a href="http://anarkismo.net/article/18539" target="_blank">El retorno de Baby Doc a Ayiti</a>”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[3]</strong> Sobre este tema já havíamos escrito algo em 8 de julho de 2009, “<a href="http://anarkismo.net/article/13683" target="_blank">Honduras, negociando la crisis de espaldas al pueblo</a>”,  e em 23 de julho, “<a href="http://anarkismo.net/article/13854" target="_blank">¿Insurrección en Honduras?</a>”.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo original (em castelhano) publicado no sítio <a href="http://www.anarkismo.net/article/19795" target="_blank">Anarkismo.net</a>.<a href="http://www.anarkismo.net/article/19795" target="_blank"> </a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tradução de Daniel Augusto de Almeida Alves.</em></p>
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		<title>Prisão de sindicalistas nas Honduras</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 20:43:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho_e_sindicatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Forças policiais penetraram na Universidade Nacional Autónoma das Honduras para expulsar e deter os dirigentes sindicais do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade, que desde há vários meses prosseguem protestos e uma greve de fome. Por Giorgio Trucchi Às 5 horas da manhã do dia 5 de Setembro, forças policiais penetraram na Universidade Nacional Autónoma das [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Forças policiais penetraram na Universidade Nacional Autónoma das Honduras para expulsar e deter os dirigentes sindicais do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade, que desde há vários meses prosseguem protestos e uma greve de fome</em>. <strong>Por Giorgio Trucchi</strong></p>
<p><span id="more-28787"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Às 5 horas da manhã do dia 5 de Setembro, forças policiais penetraram na Universidade Nacional Autónoma das Honduras, UNAH, para expulsar e deter os dirigentes sindicais do Sindicato de Trabajadores de la UNAH, SITRAUNAH, que desde há vários meses prosseguem uma manifestação de protesto e uma greve de fome.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-28791" title="honduras-2" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/09/honduras-2.jpg" alt="honduras-2" width="300" height="198" />Segundo as primeiras notícias que estão a ser divulgadas, desconhece-se o lugar para onde os dirigentes foram transferidos, enquanto teria sido suspenso o início dos cursos, que estava previsto para o dia 6 de Setembro.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro da Segurança, Óscar Álvarez, assegurou que se teria procedido à detenção de 15 pessoas, acusadas de rebelião, enquanto seriam 22 as ordens de detenção ao dispor da polícia, contra igual número de pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa nota breve, o muito contestado jornal <em>El Heraldo</em> indicou que «uma vez recuperadas as instalações, procedeu-se a uma busca por todos os edifícios e prédios universitários, para obter a certeza de que nenhum sindicalista permanece ali escondido».</p>
<p style="text-align: justify;">Óscar Álvarez, que chefiou as operações, declarou a algumas emissoras de rádio locais que a expulsão foi efectuada pela polícia, a Fiscalía, os bombeiros e a Cruz Vermelha, «cumprindo uma ordem judicial» assinada pela juíza Laura Casco e pelo secretário Francisco Roberto Izaguirre.</p>
<p style="text-align: justify;">No passado dia 3 de Agosto, a contestada reitora dessa Universidade, Julieta Castellanos, autorizou outra intervenção das forças repressivas. Naquela ocasião, tratou-se de reprimir os protestos da Federación Unitaria de Trabajadores, que decidira proceder a uma ocupação directa da universidade em solidariedade com os 128 despedidos [demitidos] pela reitora desde há mais de quatro meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Os despedidos não foram reintegrados, apesar de estar sobejamente documentada a violação dos seus direitos trabalhistas, disse naquela ocasião Osan Ávila, Fiscal do SITRAUNAH.</p>
<p style="text-align: justify;">René Andino, presidente do SITRAUNAH, afirmou que num Estado que se diz de Direito foi violada a autonomia universitária, como sucedeu no dia 5 de Agosto do ano passado, quando «a ditadora da Universidade, (Julieta) Gonzalina Castellanos, foi espezinhada e atirada ao chão. O que no ano passado era mau agora é bom; hoje ela recorre às forças repressivas do Estado para reprimir os estudantes», denunciou ele em Agosto passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa expulsão ocorreu quando faltavam só dois dias para a Greve Cívica Nacional (7 de Setembro), proclamada pelas centrais operárias e pela Frente Nacional de Resistencia Popular, FNRP, e um dia depois de o Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras, COFADEH, ter dado a conhecer ao público um horripilante relato das violações maciças dos direitos humanos (veja <strong><a href="http://hondurasenlucha.blogspot.com/2010/09/agosto-fatidico-para-los-derechos.html" target="_blank"><span style="color: #ff0000;">aqui</span></a></strong>) ocorrido nas Honduras em Agosto de 2010.</p>
<p>Texto original em <a title="http://cmldf.lunasexta.org/node/17422" rel="nofollow" href="http://cmldf.lunasexta.org/node/17422" target="_blank">http://cmldf.lunasexta.org/node/17422</a><br />
Tradução <em>Passa Palavra</em></p>
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		<item>
		<title>11 vídeos sobre a repressão em San Pedro Sula, Honduras, em 29 de novembro de 2009</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 20:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PassaPalavraTV]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[Honduras, 29 de novembro de 2009 Vídeo 1 Vídeo 2 Vídeo 3 Vídeo 4 Vídeo 5 Vídeo 6 Vídeo 7 Vídeo 8 Vídeo 9 Vídeo 10 Vídeo 11]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-15685"></span></p>
<h4 style="text-align: center;">Honduras, 29 de novembro de 2009</h4>
<p>Vídeo 1</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/n2fr0RGOlTI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/n2fr0RGOlTI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 2</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/ENGRnlrinlQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ENGRnlrinlQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 3</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/LIw0jlmpFEE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LIw0jlmpFEE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 4</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/lcu7wI5zur8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lcu7wI5zur8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 5</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/YSsyHiDTLkA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YSsyHiDTLkA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 6</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/utUGc-LuMjI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/utUGc-LuMjI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 7</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/cC-CWt3wVNQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cC-CWt3wVNQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 8</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/PpH3t8Cq0YY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PpH3t8Cq0YY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 9</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/BUFav7bGbR0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BUFav7bGbR0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 10</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/RrwgH0MUAKk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RrwgH0MUAKk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Vídeo 11</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/CYBHHtUaScA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CYBHHtUaScA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>29 SETEMBRO 2009 &#8211; (HONDURAS) No dia 2 de outubro, Jornada Internacionalista em Solidariedade com o povo de Honduras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:08:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[Contra o golpe de Estado, pela restituição da democracia e a assembléia constituinte Organizações e movimentos sociais, que integramos redes e campanhas regionais e globais, indignados pelo golpe de Estado em Honduras e a repressão ao povo hondurenho pela ditadura de fato, chamamos a uma jornada internacionalista em solidariedade com o povo de Honduras, de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-12523"></span></p>
<h4 style="text-align: center;">Contra o golpe de Estado, pela restituição da democracia e a assembléia constituinte</h4>
<p style="text-align: justify;">Organizações e movimentos sociais, que integramos redes e campanhas regionais e globais, indignados pelo golpe de Estado em Honduras e a repressão ao povo hondurenho pela ditadura de fato, chamamos a uma jornada internacionalista em solidariedade com o povo de Honduras, de maneira simultânea, no próximo 02 de outubro, em continuidade com as ações solidárias que temos realizado desde o 28 de Junho.</p>
<p style="text-align: justify;">Convocamos-lhes a:</p>
<p style="text-align: justify;">1. Organizar ações em frente as representações da ONU, a embaixada e consulados dos Estados Unidos e as representações do Conselho Empresarial da América Latina (ver executivos e capítulos nacionais em <a href="http://www.ceal-int.org" target="_blank"><span class="urlextern">www.ceal-int.org</span></a>) em seus países.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Realizar marchar, shows, celebrações ecumênicas, conferências de imprensa, eventos etc., envolvendo personalidades, ativistas, intelectuais, parlamentares, artistas, líderes religiosos que atraiam a atenção dos meios de comunicação para compartilhar informação e denunciar a situação em Honduras.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Denunciar e boicotar as empresas relacionadas com os golpistas.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Enviar cartas à ONU, a União Européia, a OEA, Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ao Tribunal Penal Internacional para exigir ações e uma pressão maior contra o governo golpista em Honduras e pela restituição imediata da democracia e do presidente legítimo Manuel Zelaya.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Aproveitar estas iniciativas e atividades em cada país para deixar constituir comitês nacionais, estaduais, municipais, locais e de bairro em solidariedade com Honduras e contribuir com as campanhas de informação e comunicação, de pressão política e arrecadação de fundos em solidariedade com a resistência (ver abaixo).</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, os convocamos a mobilizar até Honduras personalidades, ativistas, intelectuais, parlamentares, artistas, líderes religiosos com capacidade de convocatória ante os meios de comunicação para acompanhar solidariamente a nossos irmão e irmãs hondurenhas em resistência, com um esforço especial, para estar presente no Primeiro Encontro Internacionalista contra o Golpe e pela Assembléia Constituinte a celebrar-se entre 8 e 10 de outubro em Tegucigalpa (encuentrohonduras@gmail.com).</p>
<p style="text-align: justify;">CONTRA O GOLPE DE ESTADO E PELA ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE!<br />
HONDURAS NÃO ESTÁ SÓ!</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; Brasil<br />
2 – Centro Memorial Martin Luther King – Cuba<br />
3 – Marcha Mundial das Mulheres<br />
4 &#8211; Grito dos Excluidos Continental<br />
5 &#8211; Grito de losExcluidos Mesoamerica<br />
6 &#8211; Servicio de Paz y Justicia SERPAJ AL<br />
7 – Campaña por la Desmilitarizacion de las Americas CADA<br />
8 &#8211; Equipo de Educación Popular Pañuelos en Rebeldía<br />
9 &#8211; Feministas Inconvenientes &#8211; Argentina<br />
10 -Jubileo Sur – Jubilee South<br />
11 &#8211; Amigos de la Tierra<br />
12 &#8211; Movimiento Nacional Campesiono Indigena<br />
13 &#8211; MOCASE V.C Santiago del Estero<br />
14 &#8211; MCC Movimiento campesino de Cordoba<br />
15 &#8211; UST Union de trbajadores sin tierra de Mendoza<br />
16 &#8211; Encuentro Calchaqui Salta<br />
17 &#8211; Red Puna Jujuy<br />
18 &#8211; Giros Rosario Santa Fe<br />
19 &#8211; Mesa de pequeños productores del norte Neuquino Neuquen<br />
20 &#8211; SERCUPO Buesno Aires<br />
21 &#8211; Corriente Julio Antonio Mella &#8211; Argentina<br />
22 &#8211; La Trifulca &#8211; Frente Cultural y Territorial<br />
23 &#8211; Organización Estudiantil Lobo Suelto<br />
24 &#8211; Consejo Mundial por la Paz &#8211; CMP<br />
25 &#8211; Centro Brasileño de Solidariedad a los Pueblos y Lucha por la Paz &#8211; Cebrapaz<br />
26 &#8211; Ecologistas en Acción<br />
27 &#8211; Frente Popular Dario Santillan Argentina</p>
<p style="text-align: justify;">Informações adicionais e adesões enviar para alba@movimientos.org<br />
Noticias sobre eventos e iniciativas contraelgolpedeestadohn@gmail.com e alba@movimientos.org</p>
<p style="text-align: justify;">Para doações solidárias com o povo hondurenho</p>
<p style="text-align: justify;">Na Bélgica :<br />
François Houtart &#8211; FMA (Forum mondial des Alternatives)<br />
Avenue Ste Gertrude 5<br />
B- 1348 Louvain la Neuve<br />
063-4193287-12<br />
Avec mention: Honduras</p>
<p style="text-align: justify;">Do exterior:<br />
Banque DEXIA-Bruxelles &#8211; boulevard Pacheco, 1000 Bruxelles<br />
IBAN:BE19 0634 1932 8712<br />
BIC: GKCCBEBB</p>
<p style="text-align: justify;">François Houtart<br />
Avenue Sainte Gertrude 5,<br />
1348 Louvain-la-Neuve<br />
Tél : 32.476 31 50 53<br />
Fax : 010/48.95.68<br />
email : francoishoutart@yahoo.fr</p>
<p style="text-align: justify;">Contato: alba@movimientos.org<br />
Secretaria Operativa a/c MST, Alameda Barão de Limeira, 1232 – Campos Eliseos &#8211; São Paulo/SP – Brasil<br />
<a href="http://movimientos.org/noalca/albasi/" target="_blank">http://movimientos.org/noalca/albasi/</a></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>23 SETEMBRO 2009 &#8211; (HONDURAS) Frente Nacional de Resistência: Encontro Internacionalista de 8 a 10 de Outubro</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/09/12206/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 13:54:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[Companheiros e companheiras solidários com a Resistência!   A Resistência nas Honduras envia uma saudação fraterna e combativa a todos e todas que nos acompanham neste processo de luta pelo restabelecimento da ordem constitucional e pela instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte nas Honduras. A Frente Nacional Contra o Golpe de Estado nas Honduras convoca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-12206"></span></p>
<h4 class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;">Companheiros e companheiras solidários com a Resistência!</h4>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">A Resistência nas Honduras envia uma saudação fraterna e combativa a todos e todas que nos acompanham neste processo de luta pelo restabelecimento da ordem constitucional e pela instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte nas Honduras.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">A Frente Nacional Contra o Golpe de Estado nas Honduras convoca o <strong>Primeiro Encontro Internacionalista contra o golpe de Estado e pela Assembleia Nacional Constituinte nas Honduras</strong>, que se realizará nos dias 8, 9 e 10 de Outubro de 2009 na cidade de Tegucigalpa, nas Honduras.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Neste Encontro pretende-se criar amplos espaços de discussão sobre temas de interesse social, político e económico de ordem internacional e estudar as consequências que nos afectam como comunidade latino-americana em particular. Além disso, criar-se-ão redes de trabalho em cada país, em que se integrem diferentes tipos de organização, para dar maior eficácia à acção internacional solidária e ao fluxo de informação de carácter alternativo, ao serviço de todos os processos em curso na região.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">O ideal internacionalista adquire uma importância transcendente num momento em que o mundo atravessa uma profunda crise capitalista, que ameaça a vida dos povos e do planeta. A irracionalidade do sistema que promove o consumismo e desumaniza os povos, que nos obriga a depender do capital transnacional, a submissão das oligarquias nacionais aos interesses mais obscuros das políticas imperialistas vigentes nos Estados Unidos, mesmo tendo em conta a mudança de partido daquele governo, alertam-nos para a necessidade de estabelecer uma estratégia internacional para defender a vida e os direitos que, como povos, temos conseguido conquistar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">No nosso país, sob o espectro de um golpe de Estado militar, o cenário daquilo de que são capazes os poderosos sectores que controlam as nossas economias converteu-se numa realidade: o ressurgimento do fascismo. Por isso os homens e mulheres livres, progressistas, democráticos e revolucionários devem mobilizar-se ao lado do povo hondurenho e da sua Resistência, para que consigamos encontrar-nos no caminho da libertação.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Juntando todos os nossos esforços, venceremos!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado nas Honduras</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>Contactos da equipa organizadora</strong>:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Armando Licona (504) 72167200 e Gilberto Ríos (504) 9885 6508</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Escrever para: <span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">encuentrohonduras@gmail.com</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>22 SETEMBRO 2009 &#8211; (BR-SP) Quarta-feira: Ato de solidariedade ao povo hondurenho</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/09/12155/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 21:39:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[Ato de Solidariedade ao Povo Hondurenho! Abaixo o Golpe Militar em Honduras!   Manifestação Nesta quarta-feira (23), às 14 h Consulado Honduras em São Paulo Rua da Consolação, 3741 Entre as ruas Mello Alves e Bela Cintra A situação em Honduras volta a se agravar. A volta do presidente eleito Manuel Zelaya ontem ao país [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-12155"></span></p>
<h4 style="text-align: center;">Ato de Solidariedade ao Povo Hondurenho! Abaixo o Golpe Militar em Honduras!</h4>
<p style="text-align: justify;"> <br />
<strong>Manifestação<br />
Nesta quarta-feira (23), às 14 h<br />
Consulado Honduras em São Paulo<br />
Rua da Consolação, 3741<br />
Entre as ruas Mello Alves e Bela Cintra<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A situação em Honduras volta a se agravar. A volta do presidente eleito Manuel Zelaya ontem ao país mais uma vez colocou a verdadeira face dos golpistas: repressão as manifestações, prisões, mortes. A repressão brutal contra os manifestantes que estavam em frente a Embaixada Brasileira e o toque de recolher precisam de uma resposta internacional imediata.<br />
 <br />
O noticiário de hoje traz que Tegucigalpa esta sitiada pelos militares que tentam impedir que as marchas que saíram de várias regiões do país cheguem a capital. Ao mesmo tempo os militares tomaram as ruas tentando impedir que a população se manifeste contra os golpistas. Pelas informações já há vários mortos e a repressão continua.<br />
 <br />
Por isso diversas entidades de direitos humanos, do movimento sindical, popular e estudantil decidiram realizar um ato de solidariedade ao povo Hondurenho, amanhã (23), às 14 h, em frente ao Consulado de Honduras em São Paulo.<br />
 <br />
Mais informações:<br />
Dirceu Travesso &#8211; cel: (11) 7673-1466 ou (11) 8932-7648<br />
Conlutas &#8211; Coordenação Nacional de Lutas</p>
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		<title>22 SETEMBRO 2009 &#8211; (HONDURAS) Via Campesina: repressão brutal</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 20:51:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois mortos em virtude da brutal repressão O presidente do Comité de Defesa dos Direitos Humanos nas Honduras (CODEH), Andrés Pavón, prestou informações através da Rádio Globo às 8h. 45 da manhã de hoje, terça-feira, 22 de Setembro de 2009, minutos antes de chegar à Embaixada do Brasil, onde ia verificar como se encontrava o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-12147"></span></p>
<h4 style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;">Dois mortos em virtude da brutal repressão</h4>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">O presidente do Comité de Defesa dos Direitos Humanos nas Honduras (CODEH), Andrés Pavón, prestou informações através da Rádio Globo às 8h. 45 da manhã de hoje, terça-feira, 22 de Setembro de 2009, minutos antes de chegar à Embaixada do Brasil, onde ia verificar como se encontrava o mandatário Manuel Zelaya Rosales e as pessoas que o acompanham, que estão encerrados no interior dessa Embaixada. Entretanto já havia notícia de duas pessoas mortas, mais de 30 feridos e centenas de presos, devido à repressão brutal de que foram alvo hoje de madrugada os e as manifestantes da resistência, frente à Embaixada do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">O defensor dos direitos humanos no nosso país apelou para que os defensores dos direitos humanos nacionais e internacionais venham urgentemente às Honduras ver e verificar as constantes violações dos direitos humanos de que são vítima os nossos compatriotas, para que actuem consoante a lei.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Por outro lado, há a informação de que o estádio Chochi Sosa, situado no bairro Vila Olímpica, na capital, está sendo usado pela polícia como lugar de detenção para centenas de membros da resistência. Ainda não se sabe exactamente o número dos detidos e muito menos dos desaparecidos, em virtude deste novo e brutal atentado criminoso contra o povo hondurenho, que está a defender os seus direitos.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Esdras Amado López, jornalista do Canal 36, que neste momento está a funcionar apenas em áudio, informou que o exército hondurenho tomou de assalto as instalações da Empresa Nacional de Energia Eléctrica (ENEE), e por isso muitas comunidades e muitos municípios estão sem electricidade nem água potável. É assim que este regime militar mantém submissa toda uma população indefesa.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Os abusos praticados pela polícia são incríveis. Muitos cidadãos estã a denunciar através da Rádio Globo que a perseguição chegou a tal ponto que a polícia não está só a prender as pessoas junto à Embaixada, porque a maior parte delas já dispersou. Agora a polícia está a dirigir-se a bairros da capital, principalmente onde moram professores e membros da resistência, para os prender. Soube-se há pouco que detiveram a Avó da Resistência, Dona Dionisia Díaz, uma anciã de 75 anos que desde há 86 dias tem apoiado e acompanhado incansavelmente as diversas actividades da resistência. Sem qualquer respeito pela sua condição de anciã, violaram os seus direitos, ameaçaram-na e levaram-na presa, ignora-se para onde.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Sabe-se que uma das pessoas falecidas era um funcionário do Instituto Nacional Agrário (INA), mas ainda se desconhece quem é o outro morto. Segundo relatos de cidadãos hondurenhos, a polícia está a tirar muitos feridos dos hospitais públicos e não se sabe para onde os leva.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">As comunicações estabelecem-se com dificuldade, porque os poucos órgãos de informação que dão informações à população são a todo o instante tirados do ar.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">As palavras de ordem da resistência são <strong>Pátria, Restituição ou Morte</strong>.</p>
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		<title>Honduras: um menino contra o golpe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 20:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PassaPalavraTV]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
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					<description><![CDATA[Reparem neste menino, Oscar David Montesinos. Ele tem apenas 10 anos de idade e tem se destacado nos eventos políticos feitos em resistência ao golpe que derrubou Manuel Zelaya, presidente constitucional de Honduras. Por um lado, seu discurso eloquente em repúdio às medidas ditatoriais que vêm sendo tomadas em seu país é algo que nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-11745"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Reparem neste menino, Oscar David Montesinos. Ele tem apenas 10 anos de idade e tem se destacado nos eventos políticos feitos em resistência ao golpe que derrubou Manuel Zelaya, presidente constitucional de Honduras. Por um lado, seu discurso eloquente em repúdio às medidas ditatoriais que vêm sendo tomadas em seu país é algo que nos entusiasma e emociona; contagiante! Por outro lado, espanta-nos também o fato de um garoto de tão tenra idade ter já adquirido todos os trejeitos e reproduzir todos os códigos de linguagem de uma esquerda um tanto dogmática. Não estaria aí sendo gestado um “monstrinho”? Que cada um retire sua própria conclusão. <strong><em>Passa Palavra</em></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><object data="http://www.youtube.com/v/K7i4IZ9CwPk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="470" height="360"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/K7i4IZ9CwPk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>15 SETEMBRO 2009 &#8211; (HONDURAS) Jejum mundial contra o golpe de Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 13:53:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[188 anos de Independência: Jejum mundial por Honduras A Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras convida a todas as pessoas conscientes e solidárias com a vida, a paz e a justiça, a um jejum em diversas formas a partir de 15 de setembro de 2009, data em que Honduras e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-11724"></span></p>
<h4 style="text-align: center;">188 anos de Independência: Jejum mundial por Honduras</h4>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;">A Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras convida a todas as pessoas conscientes e solidárias com a vida, a paz e a justiça, a um jejum em diversas formas a partir de 15 de setembro de 2009, data em que Honduras e a América Central comemoram a independência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;">Apelamos pela solidariedade do mundo com a insurreição não-violenta do povo hondurenho que busca:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>1</strong> – O retorno da constitucionalidade em Honduras e restituir José Manuel Zelaya Rosalesen a Presidência da República .</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>2</strong> – Por em prática o Artigo II da Constituição de Honduras que estabelece que “A soberania corresponde ao povo do qual emanam todos os poderes do Estado que se exercem por representação” exercendo o direito a constituir a Assembléia Nacional Constituinte.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>3</strong> – Assegurar que as próximas eleições se celebrem com transparência sob um Estado de direito, já com a restituição do presidente Zelaya.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>4</strong> – Garantir que nenhum ser humano esteja acima da lei, devendo-se aplicar a justiça aos autores intelectuais e executores do Golpe de Estado; e aos que atentaram contra os direitos humanos da população hondurenha durante o tempo que o governo de fato usurpou o poder.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>5</strong> – Promover a desmilitarização para facilitar a transferência de recursos humanos e materiais da violência à não-violência, da guerra à paz. Do mesmo modo, se exige a abolição de todas as bases militares e estrangeiras e o fim do treinamento de militares na Escola das Américas, atualmente conhecida como WHINSEC (pelas suas siglas em inglês).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong>6</strong> – Exigir que o governo dos Estados Unidos declare que ocorreu um golpe militar em Honduras conforme a lei que manifesta que nenhum tipo de fundos “será obrigado ou gasto para financiar diretamente qualquer tipo de assistência ao governo de qualquer país cujo líder que dirige o governo é deposto por golpe de estado militar ou decreto”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;">Jejuar por Honduras</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0cm; margin: 0cm 0cm 0pt;">Por favor comunicar ao correio eletrônico <a href="mailto:huracana2002@yahoo.com">huracana2002@yahoo.com</a>. Podem enviar cópia para <a href="mailto:hondurasayuno@gmail.com">hondurasayuno@gmail.com</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">
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		<title>13 AGOSTO 2009 &#8211; (Honduras) Comunicado de brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 18:04:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos em Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Outras_lutas]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje, 11 de agosto, Honduras foi palco de grandes manifestações populares. Diversos movimentos, partidos e organizações da Frente Nacional de Luta Contra o Golpe de Estado deram continuidade às lutas que tiveram início em 28 de junho, quando foi deposto o presidente Manuel Zelaya. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-10333"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, 11 de agosto, Honduras foi palco de grandes manifestações populares. Diversos movimentos, partidos e organizações da Frente Nacional de Luta Contra o Golpe de Estado deram continuidade às lutas que tiveram início em 28 de junho, quando foi deposto o presidente Manuel Zelaya.</p>
<p style="text-align: justify;">Milhares de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade se uniram numa mobilização que reuniu cerca de 50 mil pessoas na capital, Tegucigalpa. Estavam presentes camponeses/trabalhadores rurais da Via Campesina, membros da Confederação Nacional Indígena-COPIN, diversos setores do movimento operário-sindical (com destaque para os professores que mantêm uma greve por tempo indeterminado), Federação Universitária Revolucionária-FUR e outros setores do movimento estudantil, Frente dos Advogados Contra o Golpe, Feministas Contra o Golpe, setores do Partido Liberal, setores da igreja católica, Igreja Luterana,  parlamentares e militantes do Partido da Unificação Democrática – UD, do Movimento Nova Democracia e inúmeras outras entidades dos movimentos social-operário-popular-estudantil.</p>
<p style="text-align: justify;">As diversas marchas foram se encontrando num local muito próximo da Casa Presidencial. Falaram as delegações internacionalistas do Brasil, da Argentina e dos EUA. A concentração durou 5 horas, aguardando os companheiros e companheiras que vinham de várias regiões do interior do país. Enquanto isso, milhares também se concentravam em San Pedro de Sula.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a marcha até Tegucigalpa foram acontecendo manifestações locais, fechamento de rodovias, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma das últimas das marchas chegou, centenas foram se dirigindo até o Boulevard João Paulo II, avenida da Casa Presidencial, e a Frente convocou o povo para se dirigir até lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto se avaliava qual seria o rumo da marcha, que agora já contava com muita gente, a situação ficava tensa por causa do crescimento do número de soldados, da polícia e do exército. As ruas em torno da Casa Presidencial foram fechadas para pessoas e veículos. Batalhões de Choque e atiradores da polícia e do exército se posicionavam enquanto o povo gritava “Nos tienen miedo porque no tenemos medo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos companheiros e companheiras reconhecem que o nível de consciência política e de organização das massas se elevou neste último período (pós-28/06), mas que ainda é insuficiente para impor uma esmagadora derrota no projeto golpista.</p>
<p style="text-align: justify;">A esposa e a filha de Zelaya também falaram nos atos.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe um esforço em se organizar, e a Comissão de Disciplina do ato identificou infiltrados que, a pé e de moto, acompanhavam as marchas. Logo foram tomadas as medidas necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">A marcha foi impedida de se aproximar da Casa Presidencial, e aí viveu-se um momento de impasse. A polícia iniciou uma negociação para que ocupássemos uma faixa da avenida e seguíssemos por uma rua próxima da Casa, mas o exército foi contra e mandou mais soldados para fortalecer a barreira criada pelas forças da repressão.</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação foi que era preciso evitar um confronto desnecessário naquele momento. Foi dada orientação para não confrontar com as tropas e seguir em caminhada até a Universidade Pedagógica, onde todos ficariam alojados. No caminho um grupo de policiais atirou, segundo militantes que testemunharam o fato, num jovem militante. Então setores do povo reagiram com ações contra estabelecimentos comerciais de propriedade de empresários golpistas e um ônibus. A polícia aproveitou para desencadear a repressão disparando contra o povo. O resultado foi aproximadamente 50 presos. Não temos ainda o número total de feridos. Neste momento, advogados e membros da Frente estão tentando libertar os companheiros. Em resposta à grande mobilização de hoje, o governo anunciou às 19h00 o retorno do toque de recolher das 22h00-05h00, podendo ampliar o mesmo caso considere necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos que no dia que o presidente Manuel Zelaya tentou entrar no país pela fronteira com a Nicarágua o governo estendeu o toque de recolher até ás 12h00, para impedir o povo de se encontrar com ele, e houve muitos conflitos.</p>
<p style="text-align: justify;">O bloqueio midiático é total, mas a consciência do povo está despertando no dia-a-dia das lutas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fortalecer as marchas e mobilizações, fortalecer a unidade na Frente, defender em qualquer situação uma Assembléia Constituinte, parecem ser essas as tarefas principais desse momento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic;">Tegucigalpa, 11 de agosto de 2009 </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Sargento Amauri Soares</span> &#8211; <span><em><a href="http://www.sargentosoares.com.br/" target="_blank">Deputado Estadual</a> (SC)</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span><em></em></span><span style="font-weight: bold;">Ivan Pinheiro</span> <span><em>&#8211; Secretário Geral do <a href="http://www.pcb.org.br/" target="_blank">PCB</a> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Marcelo Buzetto</span> &#8211; <span><em>Dirigente Nacional do <a href="http://www.mst.org.br/" target="_blank">MST</a></em> <img alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<div style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://honduraselogoali.blogspot.com/%20" target="_blank">http://honduraselogoali.blogspot.com/ </a></div>
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