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	<title>Madagascar &#8211; Passa Palavra</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>Do protesto à mudança de regime em Madagascar: desenvolvimento positivo ou mera mudança de uniforme dos governantes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 12:53:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Govs_nacionais_e_internacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Explicando os protestos da Gen Z e a derrubada do presidente de Madagáscar. Por Editores do Pambazuka News]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Por <a href="https://pambazuka.org/Madagascar" target="_blank" rel="noopener">Editores do Pambazuka News</a></h3>
<p style="text-align: justify;">A semana passada [o artigo foi originalmente publicado em 16/10/2025] testemunhou protestos crescentes por parte dos jovens em Madagáscar. O seu desenrolar faz lembrar as reivindicações que ressurgiram na África Ocidental, na África Oriental, no norte da África, na Ásia e na Europa. Em África, seja no Togo, Quênia, Marrocos ou Madagáscar, os manifestantes da Gen Z exigem uma mudança transformadora e uma liderança responsiva que forneça as estruturas para melhorar sua qualidade de vida e participação nas decisões que afetam as suas vidas e a sua permanência nos respectivos países. Querem que o desemprego seja combatido e que a corrupção seja reduzida ao mínimo, se não erradicada.</p>
<p style="text-align: justify;">O desemprego e as condições cada vez mais difíceis, em meio a tanta riqueza nas mãos de poucos, enquadram os protestos em todo o continente e também desencadearam os protestos de Madagáscar. À medida que as energias e exigências dos jovens ganhavam impulso, o Presidente Andry Nirina Rajoelina exigia diálogo. O chamado, no entanto, parece ter chegado um pouco tarde demais. Os jovens rejeitaram os pedidos de conversa do governo e exigiram a sua demissão. Para eles, era desnecessário manter qualquer <a class="urlextern" title="https://www.aljazeera.com/news/2025/10/12/madagascar-president-warns-of-attempt-to-seize-power-what-to-know" href="https://www.aljazeera.com/news/2025/10/12/madagascar-president-warns-of-attempt-to-seize-power-what-to-know" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">conversa</a> quando um regime ataca e esmaga a dissidência e apela à justiça, governando com armas enquanto pede por diálogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando os protestos liderados pelos jovens começaram em 25 de setembro, as preocupações da Geração Z iam desde condições básicas de vida até pedidos de mudanças radicais para construir um país igualitário, livre e unido. Os jovens (liderados pela Gen Z Madagáscar) queriam acabar com a grave escassez de água, a falta de eletricidade, a pobreza, a crise do custo de vida, as horríveis condições de vida e de trabalho, mesmo entre os jovens instruídos, e a corrupção.</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="urlextern" title="https://www.gen-z-madagascar.com/" href="https://www.gen-z-madagascar.com/" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">Gen Z Madagáscar</a> é um “Mouvement Politique des Jeunes, par les Jeunes, pour Madagascar”, isto é, um “movimento político da juventude, pela juventude, para Madagascar.” A Geração Z Madagáscar explorou o espaço digital para suas demandas e reuniu os jovens para defender a mudança no país. Para os organizadores dos protestos, o espaço digital alargou as suas condições. Eles observam que “<strong>Ils n&#8217;ont pas voulu nous entendre dans la rue!!!</strong> Aujourd&#8217;hui, grâce au digital et à la voix de la Génération Z, nous ferons entendre notre voix à la table du pouvoir du coté de l&#8217;opposition. Pour mettre fin à 16 ans d&#8217;immobilisme, exigeons transparence, responsabilité et réformes profondes.”</p>
<p style="text-align: justify;">A afirmação pode ser traduzida como “Eles não quiseram nos ouvir nas ruas!!! Hoje, graças à tecnologia digital e à voz da Gen Z, faremos nossas vozes serem ouvidas na mesa do poder. do lado da oposição. Para pôr fim a 16 anos de imobilismo, vamos exigir transparência, responsabilização e reformas profundas”. Essa declaração reconhece o poder do espaço digital na mobilização popular para a mudança quando as ruas continuam a ser uma zona restrita.</p>
<p style="text-align: justify;">A Gen Z Madagáscar e os seus aliados organizaram-se especialmente em torno dos seguinte objetivos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li class="li">Renúncia imediata do Presidente Andry Nirina Rajoelina e do seu governo.</li>
<li class="li">Desmantelamento da hierarquia das seguintes instituições corruptas: o Senado, o CENI e o HCC.</li>
<li class="li">Levar à justiça o empresário próximo ao presidente pelos atos com que a nação o acusa<strong> [1]</strong>.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Os jovens de Madagáscar buscaram explorar uma série de protestos locais e internacionais, bloqueio administrativo, espaços de mídia globais e reclamações ao Tribunal Internacional de Direitos Humanos para buscar reparação por:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li class="li">Crimes organizados contra o povo malgaxe</li>
<li class="li">Abuso de poder</li>
<li class="li">Corrupção</li>
<li class="li">Desvio de fundos públicos</li>
<li class="li">Repressão</li>
<li class="li">Abertura de uma investigação sobre os ganhos ilícitos do Presidente Andry Rajoelina</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">À medida que os protestos se intensificaram durante 3 semanas, o Presidente fugiu, <a class="urlextern" title="https://www.dw.com/en/madagascar-why-is-the-capsat-army-unit-so-influential/a-74334916" href="https://www.dw.com/en/madagascar-why-is-the-capsat-army-unit-so-influential/a-74334916" target="_blank" rel="nofollow noopener ugc">supostamente</a> num avião militar francês, no domingo, 12 de outubro, para se esconder num local seguro fora do país. Consequentemente, o Tribunal Constitucional decidiu que ele não poderia continuar a ser presidente enquanto não residisse no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã de terça-feira (14 de outubro de 2025), os deputados votaram pelo impeachment do presidente, ao passo que ele emitiu um decreto para dissolver a Assembleia Nacional. A resistência da oposição e as comemorações da Gen Z sobre o impeachment, no entanto, descartaram quaisquer chances de que o decreto do líder em apuros fosse obedecido.</p>
<p style="text-align: justify;">No sábado, 11 de outubro, os soldados juntaram-se aos manifestantes da Gen Z na sua exigência de que o Presidente Andry renunciasse. Soldados da unidade das Forças Armadas <em>Corps d&#8217;administration des personnels et des services administratifs et techniques</em> (CAPSAT) reuniram-se em apoio às manifestações lideradas pela Gen Z e assumiram o governo do país na terça-feira seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">O CAPSAT controla aspectos-chave do exército, como a gestão de pessoal, o apoio administrativo, a logística e os serviços técnicos, e verifica-se que permaneceu independente das influências do regime de Rajoelina entre os militares de Madagáscar.</p>
<p style="text-align: justify;">A aquisição militar pela unidade de elite encerra um “bromance” entre CAPSAT e Rajoelina, que começou em 2009, quando o Presidente Andry, então prefeito da capital, Antananarivo, liderou protestos com o apoio do CAPSAT que levaram à derrubada militar do Presidente Marc Ravalomanana naquele ano. Andry Rajoelina foi eleito após 9 anos de regime transitório e reeleito em 2023 para um segundo mandato de cinco anos, que não será mais concluído.</p>
<p style="text-align: justify;">As Nações Unidas manifestaram preocupação com a intervenção militar e a mudança antidemocrática no governo de Madagáscar. Os jovens do país estão, no entanto, contentes com o fato de o regime ter sido derrubado, embora o presidente insista que continua no comando, embora à revelia.</p>
<p style="text-align: justify;">O coronel Michael Randrianirina anunciou que será o presidente interino por dois anos. Ele não tem mandato para ser presidente. Madagáscar é membro da União Africana e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). Nos termos da carta da União Africana, o coronel Randrianirina não deve ser autorizado a tomar o poder dos jovens e dos trabalhadores. O protocolo da SADC sobre política, defesa e segurança exige que a SADC intervenha para garantir que os militares não pisoteiem os civis.</p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p style="text-align: justify;">Pambazuka se junta às exigências de mudança social fundamental dos jovens afetados pelo desemprego, pelo elevado custo de vida, pela pilhagem de recursos e pela falta de oportunidades e de caminhos para viver vidas básicas e dignas e encontrar satisfação no país insular.</p>
<p style="text-align: justify;">Instamos os jovens e os seus aliados a continuarem a pressionar por uma mudança política significativa e a exigirem práticas democráticas que contribuam para a transformação de Madagáscar e dos seus mais de 31 milhões de habitantes.</p>
<p><strong>Nota</strong></p>
<p><strong>[1] </strong>Trata-se de Maminiaina “Mamy” Ravatomanga, empresário próximo do ex-presidente Andry Rajoelina, acusado de peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. (Nota da tradução)</p>
<p style="text-align: center;"><em>Traduzido por Marco Túlio.</em></p>
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