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	<title>Migrantes &#8211; Passa Palavra</title>
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		<title>Velha Toupeira (45)</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 12:02:07 +0000</pubDate>
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		<title>Velha Toupeira (36)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 12:21:06 +0000</pubDate>
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		<title>Para mim, não para eles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2024 10:29:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O dono do restaurante, quando celebra contratos de trabalho com imigrantes, sempre fixa o mínimo de horas possível, pois, segundo ele, “não estamos aqui para trabalhar para eles [o governo]”. Passa Palavra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O dono do restaurante, quando celebra contratos de trabalho com imigrantes, sempre fixa o mínimo de horas possível, pois, segundo ele, “não estamos aqui para trabalhar para eles [o governo]”. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>Acerto de contas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 03:16:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Após 20 dias cobrando o ex-chefe de sua companheira, que ameaçava “mandá-la de volta para o Brasil”, o imigrante ameaçou quebrar-lhe as duas pernas dele e o restaurante inteiro. Ele pagou. Passa Palavra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Após 20 dias cobrando o ex-chefe de sua companheira, que ameaçava “mandá-la de volta para o Brasil”, o imigrante ameaçou quebrar-lhe as duas pernas dele e o restaurante inteiro. Ele pagou. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>O 25 de Abril está morto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 19:48:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aceitar a derrota quando ela de fato ocorre é o mínimo que deve fazer um revolucionário. A crença em uma falsa vitória é sempre pior que uma derrota assimilada conscientemente. Por Dois imigrantes em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Por Dois imigrantes em Portugal</strong></h3>
<div class="level3">
<p style="text-align: justify;">O 25 de Abril está morto. Isto é o que pudemos constatar em poucos meses de vida e trabalho em Portugal. Isto é o que pudemos constatar em nosso primeiro “feriado” comemorativo desta data, que o 25 de Abril está morto. Afirmamos isso ao não notarmos sequer sombra do ímpeto contestatório do Processo Revolucionário em Curso (PREC) de outrora, entre os trabalhadores. A partir de nossas experiências imediatas e daquilo que acompanhamos da vida política recente em Portugal, não de um estudo sociológico, o que vemos é a total apatia dos trabalhadores, concomitantemente a uma ascensão considerável da extrema-direita fascistizada e da xenofobia, capitaneada eleitoralmente pelo Chega. Em nossos trabalhos, o que vemos são trabalhadores rindo dos colegas humilhados por seus chefes e gerentes, regozijando-se quando é o outro que teve seu salário descontado por um “pedido errado” ou uma taça quebrada. Uma total ausência de solidariedade e consciência de classe, mesmo que totalmente prática. Uma colega brasileira, fodida como todos nós, chegou a reclamar que o filho tinha que fazer um trabalho sobre o 25 de Abril, “aquela merda de revolução dos esquerdistas”. A mesma disse que sua maior contradição era gostar de Raul Seixas e Paulo Coelho, pois ela era de direita e ambos “eram comunistas”. Outro colega, português e tão fodido como nós, afirmou que o problema do 25 de Abril era “não ter matado todos os comunistas”. Enquanto isso os patrões podem dormir sossegados. Poderia o 25 de abril não estar morto?</p>
<p style="text-align: justify;">Os patrões jogam ainda com a questão dos contratos de trabalho, pois sabem que os setores como a Restauração (restaurantes, cafés, bares, etc.) e a Construção Civil são a porta de entrada para o trabalho de milhares de imigrantes em busca de trabalho. Ter um contrato de trabalho é condição primordial para tentar uma permanência legalizada no país, por meio das chamadas Manifestações de Interesse. Prometem-se contratos que nunca chegam e, quando chegam, são totalmente inferiores ao que de fato se trabalha, pagando-se “por fora” o restante de horas trabalhadas, o que é muitas vezes muito mais do que o número de horas previstas no contrato. Jornadas de 12 horas são comuns, pois “quanto mais você trabalhar, mais você irá ganhar”, dizem os patrões. Assim como toda a sonegação de impostos realizada com burlas diárias, chegamos a ouvir que “afinal, não estamos aqui a trabalhar para eles [o Estado], não é mesmo?! Prefiro pagá-los por fora do que dar dinheiro a eles!”. Um de nós chegou mesmo a ouvir do proprietário de um bar: “isto aqui é uma família!”. Certos setores econômicos de Portugal se encontram no futuro do pretérito, reproduzindo de forma modernizada relações trabalhistas que há muito já deveriam ter desaparecido, mesmo no capitalismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal vive ainda uma brutal crise habitacional, com aluguéis atingindo patamares sem antecendentes nas últimas décadas. Centenas de trabalhadores dividem apartamentos superlotados, alugando quartos individuais quando muito. Para se alugar um apartamento de 1 quarto, fora dos grandes centros, paga-se quase 1000 euros mensalmente. Mas, para conseguir esse “privilégio” de alugar uma moradia só para a sua família, pede-se de 4 a 6 meses de adiantamento, entre aluguéis e cauções, além de fiador em muitos casos. Isto pode representar um mínimo de 3500 euros só para conseguir começar a morar com um mínimo de decência. Fora a xenofobia. Não vamos gastar o tempo do leitor com longas descrições de situações vividas, mas sim, ela existe. No trabalho, no banco, no mercado, nas ruas, em todo lugar e em diversos níveis, do mais sútil ao mais grosseiro e violento. Aonde vive o 25 de Abril?</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos hoje para trabalhar no feriado (um de nós apenas, pois o outro quase partiu para a ação direta contra um gerente histérico ontem e pediu demissão), assistindo a cobertura do 25 de Abril nos jornais locais. O que vimos foi um “7 de Setembro à portuguesa”, com paradas militares celebrando a hierarquia na corporação e diante dos Chefes de Estado. A declaração do presidente português, que repercutiu pelos maiores jornais do mundo, que afirmou a “dívida histórica” e o “dever de reparação financeira” dos “povos escravizados”, demonstra que a luta anticolonial dos revolucionários de outrora também foi totalmente recuperada, apropriada pelo programa fascistoide “decolonialista” e identitário, hoje hegemônico na esquerda. Não sobra nada. Nas ruas, o que vimos foram apresentações escolares, cravos de papel sendo distribuídos e comemorações vazias. E turistas, muitos turistas circulando e consumindo, conforme já aguardavam os patrões da Restauração. Ontem não havia o menor “espírito” do 25 de Abril nas ruas, e amanhã já não haverá vestígios novamente. Transformando-se em uma “data cívica” como outra qualquer, o 25 de Abril morreu.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, não foi uma vitória para a Democracia, o 25 de Abril? Para aqueles que vendem sua força de trabalho, que insistimos em chamar de proletários, com certeza foi uma vitória a derrubada do fascismo salazarista. Sob o porrete fascista é muito mais difícil para a classe se organizar politicamente. Enfim, Portugal se tornou uma grande Democracia, de fato. Isto significa que instaurou-se um regime político mais adequado ao imperativo da mais-valia relativa, especialmente após o estabelecimento da União Europeia, que retirou Portugal do ostracismo econômico de 5 décadas de fascismo. No entanto, como toda Democracia surgida da derrocada de regimes totalitários, graças à luta de milhares de trabalhadores, trata-se de um regime inerente à dominação capitalista (burguesa e gestorial) de classe. Politicamente, as Democracias são de fato ambientes um pouco mais abertos à organização política. Mas, não nos emocionemos muito com isso, pois sabemos o que acontece com iniciativas que se ponham a questionar a ordem dominante, no “Estado Democrático de Direito”. Neste sentido, que é hoje o mais importante por ser aquele que constitui o real processo em curso, enquanto os democratas e muitos conservadores comemoram a “vitória da liberdade” conquistada pelo 25 de Abril, para os trabalhadores (de fato, independentemente, dos matizes ideológicos), assim como para as debilitadas forças sociais anticapitalistas, significa hoje uma grande derrota, pois foi completamente fagocitado pelo Estado e suas instituições.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata de uma reflexão ressentida ou derrotista. Aceitar a derrota quando ela realmente ocorre é o mínimo que deve fazer um revolucionário. A crença em uma falsa vitória é sempre pior que uma derrota assimilada conscientemente. Não temos “esperança”, um instrumento dos idealistas. Temos a certeza racional de que, enquanto o capitalismo existir, as contradições que lhe são inerentes podem eclodir em novas lutas e novas formas de organização da classe. Se isto ocorrer novamente em Portugal (não apenas), e é o que desejamos que aconteça, poderemos dizer que o 25 de Abril está vivo novamente.</p>
</div>
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		<title>Estranho?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2024 11:43:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na Europa, a extrema-esquerda protesta contra o «turismo de massas», acusado de privar de apartamentos a classe média baixa devido à proliferação de Alojamentos Locais de curta permanência. E os fascistas protestam contra a «imigração de massas», acusada de privar de empregos o proletariado pouco qualificado devido à concorrência no mercado de trabalho. É uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na Europa, a extrema-esquerda protesta contra o «turismo de massas», acusado de privar de apartamentos a classe média baixa devido à proliferação de Alojamentos Locais de curta permanência. E os fascistas protestam contra a «imigração de massas», acusada de privar de empregos o proletariado pouco qualificado devido à concorrência no mercado de trabalho. É uma estranha inversão de bases sociais. Ou não. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>Velha Toupeira (13)</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2024 03:01:32 +0000</pubDate>
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		<title>Ficar não é para todos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 08:02:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo primeiro-ministro britânico declarou há alguns meses, quando disputava o cargo com Liz Truss, que o Reino Unido precisa fazer decolar o plano de deportar refugiados para Ruanda. Rishi Sunak, filho de pais indianos emigrados da África, e descrito pelos jornais como um homem mais rico do que o próprio rei Charles III, acrescentou: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O novo primeiro-ministro britânico declarou há alguns meses, quando disputava o cargo com Liz Truss, que o Reino Unido precisa fazer decolar o plano de deportar refugiados para Ruanda. Rishi Sunak, filho de pais indianos emigrados da África, e descrito pelos jornais como um homem mais rico do que o próprio rei Charles III, acrescentou: “minha família é de imigrantes, mas foi-lhes permitido ficar, por isso eu apoio o acordo com Ruanda”. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>Indesejáveis</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2021 06:20:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em entrevista para a controversa Revista Opera, Wilson Barbosa diz: “Nós conseguimos ser pior do que a Índia. E dirigidos por uma classe dominante de filhos de imigrantes, indivíduos incompetentes já no seu país de origem, que vieram para cá roubar, pilhar e levar tudo para a Europa e Estados Unidos.” Só esqueceu-se de mencionar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em entrevista para a controversa <em>Revista Opera</em>, Wilson Barbosa diz: “Nós conseguimos ser pior do que a Índia. E dirigidos por uma classe dominante de filhos de imigrantes, indivíduos incompetentes já no seu país de origem, que vieram para cá roubar, pilhar e levar tudo para a Europa e Estados Unidos.” Só esqueceu-se de mencionar que imigrantes trouxeram também o sindicalismo, o socialismo e o anarquismo, por exemplo… <strong>L de SP</strong></p>
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		<title>Primeiro você faz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enzo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 13:07:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Migrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[De passagem na rua escuto parte de um diálogo entre um comerciante local e um imigrante venezuelano: — Primeiro você faz. — Tá, e quanto vai me pagar? — Se eu gostar, eu vejo depois. — Tá, mas se você gostar, vai ser quanto? — Primeiro você vem e faz, aí se eu gostar, eu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De passagem na rua escuto parte de um diálogo entre um comerciante local e um imigrante venezuelano:<br />
— Primeiro você faz.<br />
— Tá, e quanto vai me pagar?<br />
— Se eu gostar, eu vejo depois.<br />
— Tá, mas se você gostar, vai ser quanto?<br />
— Primeiro você vem e faz, aí se eu gostar, eu converso com você depois. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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