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	<title>Migrantes &#8211; Passa Palavra</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>Velha Toupeira (36)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 12:21:06 +0000</pubDate>
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		<title>Para mim, não para eles</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2024 10:29:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O dono do restaurante, quando celebra contratos de trabalho com imigrantes, sempre fixa o mínimo de horas possível, pois, segundo ele, “não estamos aqui para trabalhar para eles [o governo]”. Passa Palavra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O dono do restaurante, quando celebra contratos de trabalho com imigrantes, sempre fixa o mínimo de horas possível, pois, segundo ele, “não estamos aqui para trabalhar para eles [o governo]”. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>Acerto de contas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2024 03:16:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Após 20 dias cobrando o ex-chefe de sua companheira, que ameaçava “mandá-la de volta para o Brasil”, o imigrante ameaçou quebrar-lhe as duas pernas dele e o restaurante inteiro. Ele pagou. Passa Palavra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Após 20 dias cobrando o ex-chefe de sua companheira, que ameaçava “mandá-la de volta para o Brasil”, o imigrante ameaçou quebrar-lhe as duas pernas dele e o restaurante inteiro. Ele pagou. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>O 25 de Abril está morto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 19:48:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aceitar a derrota quando ela de fato ocorre é o mínimo que deve fazer um revolucionário. A crença em uma falsa vitória é sempre pior que uma derrota assimilada conscientemente. Por Dois imigrantes em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Por Dois imigrantes em Portugal</strong></h3>
<div class="level3">
<p style="text-align: justify;">O 25 de Abril está morto. Isto é o que pudemos constatar em poucos meses de vida e trabalho em Portugal. Isto é o que pudemos constatar em nosso primeiro “feriado” comemorativo desta data, que o 25 de Abril está morto. Afirmamos isso ao não notarmos sequer sombra do ímpeto contestatório do Processo Revolucionário em Curso (PREC) de outrora, entre os trabalhadores. A partir de nossas experiências imediatas e daquilo que acompanhamos da vida política recente em Portugal, não de um estudo sociológico, o que vemos é a total apatia dos trabalhadores, concomitantemente a uma ascensão considerável da extrema-direita fascistizada e da xenofobia, capitaneada eleitoralmente pelo Chega. Em nossos trabalhos, o que vemos são trabalhadores rindo dos colegas humilhados por seus chefes e gerentes, regozijando-se quando é o outro que teve seu salário descontado por um “pedido errado” ou uma taça quebrada. Uma total ausência de solidariedade e consciência de classe, mesmo que totalmente prática. Uma colega brasileira, fodida como todos nós, chegou a reclamar que o filho tinha que fazer um trabalho sobre o 25 de Abril, “aquela merda de revolução dos esquerdistas”. A mesma disse que sua maior contradição era gostar de Raul Seixas e Paulo Coelho, pois ela era de direita e ambos “eram comunistas”. Outro colega, português e tão fodido como nós, afirmou que o problema do 25 de Abril era “não ter matado todos os comunistas”. Enquanto isso os patrões podem dormir sossegados. Poderia o 25 de abril não estar morto?</p>
<p style="text-align: justify;">Os patrões jogam ainda com a questão dos contratos de trabalho, pois sabem que os setores como a Restauração (restaurantes, cafés, bares, etc.) e a Construção Civil são a porta de entrada para o trabalho de milhares de imigrantes em busca de trabalho. Ter um contrato de trabalho é condição primordial para tentar uma permanência legalizada no país, por meio das chamadas Manifestações de Interesse. Prometem-se contratos que nunca chegam e, quando chegam, são totalmente inferiores ao que de fato se trabalha, pagando-se “por fora” o restante de horas trabalhadas, o que é muitas vezes muito mais do que o número de horas previstas no contrato. Jornadas de 12 horas são comuns, pois “quanto mais você trabalhar, mais você irá ganhar”, dizem os patrões. Assim como toda a sonegação de impostos realizada com burlas diárias, chegamos a ouvir que “afinal, não estamos aqui a trabalhar para eles [o Estado], não é mesmo?! Prefiro pagá-los por fora do que dar dinheiro a eles!”. Um de nós chegou mesmo a ouvir do proprietário de um bar: “isto aqui é uma família!”. Certos setores econômicos de Portugal se encontram no futuro do pretérito, reproduzindo de forma modernizada relações trabalhistas que há muito já deveriam ter desaparecido, mesmo no capitalismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal vive ainda uma brutal crise habitacional, com aluguéis atingindo patamares sem antecendentes nas últimas décadas. Centenas de trabalhadores dividem apartamentos superlotados, alugando quartos individuais quando muito. Para se alugar um apartamento de 1 quarto, fora dos grandes centros, paga-se quase 1000 euros mensalmente. Mas, para conseguir esse “privilégio” de alugar uma moradia só para a sua família, pede-se de 4 a 6 meses de adiantamento, entre aluguéis e cauções, além de fiador em muitos casos. Isto pode representar um mínimo de 3500 euros só para conseguir começar a morar com um mínimo de decência. Fora a xenofobia. Não vamos gastar o tempo do leitor com longas descrições de situações vividas, mas sim, ela existe. No trabalho, no banco, no mercado, nas ruas, em todo lugar e em diversos níveis, do mais sútil ao mais grosseiro e violento. Aonde vive o 25 de Abril?</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos hoje para trabalhar no feriado (um de nós apenas, pois o outro quase partiu para a ação direta contra um gerente histérico ontem e pediu demissão), assistindo a cobertura do 25 de Abril nos jornais locais. O que vimos foi um “7 de Setembro à portuguesa”, com paradas militares celebrando a hierarquia na corporação e diante dos Chefes de Estado. A declaração do presidente português, que repercutiu pelos maiores jornais do mundo, que afirmou a “dívida histórica” e o “dever de reparação financeira” dos “povos escravizados”, demonstra que a luta anticolonial dos revolucionários de outrora também foi totalmente recuperada, apropriada pelo programa fascistoide “decolonialista” e identitário, hoje hegemônico na esquerda. Não sobra nada. Nas ruas, o que vimos foram apresentações escolares, cravos de papel sendo distribuídos e comemorações vazias. E turistas, muitos turistas circulando e consumindo, conforme já aguardavam os patrões da Restauração. Ontem não havia o menor “espírito” do 25 de Abril nas ruas, e amanhã já não haverá vestígios novamente. Transformando-se em uma “data cívica” como outra qualquer, o 25 de Abril morreu.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, não foi uma vitória para a Democracia, o 25 de Abril? Para aqueles que vendem sua força de trabalho, que insistimos em chamar de proletários, com certeza foi uma vitória a derrubada do fascismo salazarista. Sob o porrete fascista é muito mais difícil para a classe se organizar politicamente. Enfim, Portugal se tornou uma grande Democracia, de fato. Isto significa que instaurou-se um regime político mais adequado ao imperativo da mais-valia relativa, especialmente após o estabelecimento da União Europeia, que retirou Portugal do ostracismo econômico de 5 décadas de fascismo. No entanto, como toda Democracia surgida da derrocada de regimes totalitários, graças à luta de milhares de trabalhadores, trata-se de um regime inerente à dominação capitalista (burguesa e gestorial) de classe. Politicamente, as Democracias são de fato ambientes um pouco mais abertos à organização política. Mas, não nos emocionemos muito com isso, pois sabemos o que acontece com iniciativas que se ponham a questionar a ordem dominante, no “Estado Democrático de Direito”. Neste sentido, que é hoje o mais importante por ser aquele que constitui o real processo em curso, enquanto os democratas e muitos conservadores comemoram a “vitória da liberdade” conquistada pelo 25 de Abril, para os trabalhadores (de fato, independentemente, dos matizes ideológicos), assim como para as debilitadas forças sociais anticapitalistas, significa hoje uma grande derrota, pois foi completamente fagocitado pelo Estado e suas instituições.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se trata de uma reflexão ressentida ou derrotista. Aceitar a derrota quando ela realmente ocorre é o mínimo que deve fazer um revolucionário. A crença em uma falsa vitória é sempre pior que uma derrota assimilada conscientemente. Não temos “esperança”, um instrumento dos idealistas. Temos a certeza racional de que, enquanto o capitalismo existir, as contradições que lhe são inerentes podem eclodir em novas lutas e novas formas de organização da classe. Se isto ocorrer novamente em Portugal (não apenas), e é o que desejamos que aconteça, poderemos dizer que o 25 de Abril está vivo novamente.</p>
</div>
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		<title>Estranho?</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Mar 2024 11:43:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na Europa, a extrema-esquerda protesta contra o «turismo de massas», acusado de privar de apartamentos a classe média baixa devido à proliferação de Alojamentos Locais de curta permanência. E os fascistas protestam contra a «imigração de massas», acusada de privar de empregos o proletariado pouco qualificado devido à concorrência no mercado de trabalho. É uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na Europa, a extrema-esquerda protesta contra o «turismo de massas», acusado de privar de apartamentos a classe média baixa devido à proliferação de Alojamentos Locais de curta permanência. E os fascistas protestam contra a «imigração de massas», acusada de privar de empregos o proletariado pouco qualificado devido à concorrência no mercado de trabalho. É uma estranha inversão de bases sociais. Ou não. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>Velha Toupeira (13)</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2024 03:01:32 +0000</pubDate>
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		<title>Ficar não é para todos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 08:02:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo primeiro-ministro britânico declarou há alguns meses, quando disputava o cargo com Liz Truss, que o Reino Unido precisa fazer decolar o plano de deportar refugiados para Ruanda. Rishi Sunak, filho de pais indianos emigrados da África, e descrito pelos jornais como um homem mais rico do que o próprio rei Charles III, acrescentou: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O novo primeiro-ministro britânico declarou há alguns meses, quando disputava o cargo com Liz Truss, que o Reino Unido precisa fazer decolar o plano de deportar refugiados para Ruanda. Rishi Sunak, filho de pais indianos emigrados da África, e descrito pelos jornais como um homem mais rico do que o próprio rei Charles III, acrescentou: “minha família é de imigrantes, mas foi-lhes permitido ficar, por isso eu apoio o acordo com Ruanda”. <strong>Passa Palavra</strong></p>
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		<title>Indesejáveis</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2021 06:20:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacionalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista para a controversa Revista Opera, Wilson Barbosa diz: “Nós conseguimos ser pior do que a Índia. E dirigidos por uma classe dominante de filhos de imigrantes, indivíduos incompetentes já no seu país de origem, que vieram para cá roubar, pilhar e levar tudo para a Europa e Estados Unidos.” Só esqueceu-se de mencionar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em entrevista para a controversa <em>Revista Opera</em>, Wilson Barbosa diz: “Nós conseguimos ser pior do que a Índia. E dirigidos por uma classe dominante de filhos de imigrantes, indivíduos incompetentes já no seu país de origem, que vieram para cá roubar, pilhar e levar tudo para a Europa e Estados Unidos.” Só esqueceu-se de mencionar que imigrantes trouxeram também o sindicalismo, o socialismo e o anarquismo, por exemplo… <strong>L de SP</strong></p>
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		<title>Primeiro você faz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enzo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 13:07:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flagrantes Delitos]]></category>
		<category><![CDATA[Migrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[De passagem na rua escuto parte de um diálogo entre um comerciante local e um imigrante venezuelano: — Primeiro você faz. — Tá, e quanto vai me pagar? — Se eu gostar, eu vejo depois. — Tá, mas se você gostar, vai ser quanto? — Primeiro você vem e faz, aí se eu gostar, eu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De passagem na rua escuto parte de um diálogo entre um comerciante local e um imigrante venezuelano:<br />
— Primeiro você faz.<br />
— Tá, e quanto vai me pagar?<br />
— Se eu gostar, eu vejo depois.<br />
— Tá, mas se você gostar, vai ser quanto?<br />
— Primeiro você vem e faz, aí se eu gostar, eu converso com você depois. <strong>Passa Palavra</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A casa da vila</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 13:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Bairros_e_cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Migrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[De forma figurativa e paradoxal, um mastro central no pátio conectava todos os varais, que partiam de cada casa, cada entrada, como se dele surgisse uma conexão com todos esses pequenos mundos. Por Luciana Cajado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Por Luciana Cajado</h3>
<p style="text-align: justify;">Nunca sabemos o que nos espera quando se fala de mudança. Naquele tempo, mudamos a vida, mudamos de país. E, diariamente, surgia algo novo, algo do campo das imprevisibilidades com o qual tínhamos de nos reinventar cotidianamente para lidar. Aos poucos, construímos também a rotina. Depois que aquele se tornou nosso novo lar, como em um ritual diário matinal, abríamos as duas únicas janelas da casa (uma das quais era parte da porta de entrada). Delas, eu observava o ritmo da vila. Passava o olho pelos varais e, se já estivessem com roupas, era porque nossos vizinhos nepaleses já sabiam que, naquele dia, não haveria chuva. Com uma atenção preguiçosa de quem acaba de acordar, ouvia o zum-zum-zum da porta colada à nossa e, se já estivesse aberta, era porque os vizinhos indianos já haviam começado a sair para mais um dia de trabalho. E, se fosse sábado, já encontrava dona Alice (a única vizinha que sabíamos portuguesa e que morava na casa abaixo da nossa) a pendurar roupas no varal dela que se conectava ao que tínhamos como um protótipo de varanda. As crianças árabes e nepalesas às vezes já estavam se espalhando a correr pelo pátio, algumas para ir à escola e, se fosse domingo e fizesse sol, três ou quatro já estariam tomando banho em pequenas banheiras azuis, sob a supervisão de seus inúmeros parentes. Nossa vila tinha cerca de um alfabeto de pequenas casas (elas eram “enumeradas” por letras), mas nunca consegui descobrir se chegava na letra X ou Z. Sabia que era multicultural, multilinguística, viva e, por muitas vezes, barulhenta, rica de trajetórias que fizeram todos deixarem seus países (exceto dona Alice, imaginava eu): conflitos políticos, dificuldade financeira, projetos de vida… chegando todos até ali. Mas poucos pareciam conversar entre si, em geral os que compartilhavam suas próprias casas, as crianças e duas janelas — a nossa e a da casa em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu percebia que as janelas seguiam os dias, em sua maioria, sempre fechadas. E quando as pessoas adentravam suas casas, um mundo particular se abria ao interior, ao passo que o nosso, coletivo, encerrava-se fora. Como se formasse um abismo oceânico em cada porta, intransponível aos estrangeiros a cada lar. De forma figurativa e paradoxal, um mastro central no pátio conectava todos os varais, que partiam de cada casa, cada entrada, como se dele surgisse uma conexão com todos esses pequenos mundos. Como um sol, no centro desse sistema. Talvez a materialização de nossos vínculos, a despeito das casas portarem suas paredes coladas e sugerirem uma construção de proximidade.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-127860 size-full" src="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2019/08/IMG-20190808-WA0000.jpg" alt="https://passapalavra.info/2019/08/127858/" width="800" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify;">Foram quatro meses, 120 dias, 1288 horas vivendo aquele espaço cotidianamente, dessa maneira. Entre o ir e vir das minhas tarefas, observando a rotina, às vezes rindo de fatos inusitados como no dia do colchão cheio de carrapatos, o qual misteriosamente abandonaram encostado ao mastro. Dona Alice ficou furiosa, surgiram outros vizinhos, uma lata de veneno, ninguém se entendia direito. No final, retiraram o colchão de lá. Poucas vezes ouvi as pessoas falarem português na vila. Aquele foi um desses poucos dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Da nossa janela — a conexão mais real que eu conseguia perceber, entre o nosso mundo reservado e os outros mundos diversos —, eu comecei por observar uma senhora na janela contra-lateral. Depois, com o passar das primeiras semanas, a cortina deixava se abrir mais e por mais tempo. Deixava-nos ver também uma menina por volta de seus sete ou oito anos, sempre sentada no canto direito de uma mesa. A cena que se repetia: a senhora a alimentar a menina, dava-lhe a comida na boca cuidadosamente, conversava, enquanto a menina a seguia com o olhar, observando-lhe muito atenta. Certa vez, a senhora desceu com ela no colo, pelas escadinhas da casa — entendi que era uma criança com necessidades especiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas semanas lá, organizávamo-nos para sair devido ao final do nosso contrato temporário. Embora não quisesse partir, sabia que o sentimento era muito mais pela região muito agradável e funcional para o nosso dia a dia; definitivamente, não sentia que era por vínculo à vizinhança, porque isso de fato não havia. Ou ao menos, eu não percebia que havia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia antes de devolvermos a chave do imóvel à dona da casa, já estávamos com praticamente todos os nossos pertences retirados (havíamos levado a outros lugares temporários que nos abrigariam até encontrarmos outro lar). Até ali, os vizinhos viam nossa dinâmica de mudança, mas ninguém nos abordara — exceto dona Alice que, dias antes, ao ver meu companheiro com vários instrumentos musicais (que em nada tinham a ver com a mudança em si), perguntou se estávamos saindo da vila. No dia derradeiro, antes da entrega das chaves, estávamos no supermercado entre os corredores, quando encontrei a senhora que cuida da menina. Ela sorriu-me e me senti à vontade para sorrir de volta. Finalizamos as compras, não a vi mais, até entrarmos na vila novamente: lá ela estava a empurrar com dificuldade a cadeira de rodas com a menina. Oferecemos ajuda e percebi que ela se sentiu à vontade para falar. Agradeceu e emendou num discurso um tanto comovente, revelando que havia acompanhado nossa mudança através de sua janela e que estava muito triste. Gostava muito de nós sem nem mesmo nos conhecer. Disse-nos que nunca se sentiu à vontade de vir nos cumprimentar por que não sabia sequer se falávamos português e que sua experiência de comunicação com os diferentes vizinhos imigrantes não tinha sido lá muito boa. Encarnação, como se chamava, falou que adorava acordar de manhã e ver nossa janela aberta, que sentia como se houvesse um laço invisível entre nós. Revelou que adorava janelas abertas, luz. E que vários dos vizinhos anteriores que ali moraram mantinham sempre tudo fechado. Contou-nos de sua rotina muito dedicada aos cuidados da pequenina, que descobrimos então que se chamava Beatriz, sua neta. Comentei que também gostávamos de apreciar o cuidado que ela tinha no momento das refeições de Bia, única parte do dia delas que se exibia através daquela nossa conexão, para além dos passeios que faziam, mas que era mais difícil coincidir de estarmos em casa para ver. O medo também apareceu em sua fala, que por morar sozinha com uma menina, sentia-se vulnerável e sem ter para quem pedir auxílio em caso de perigo ou necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">— Se eu gritasse em desespero, quem iria entender aqui, não é?</p>
<p style="text-align: justify;">— Nós entenderíamos e lhe acudiríamos, dona Encarnação &#8211; respondi serenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela sorriu dizendo que agora não tinha dúvidas de que algo nos conectava. Acredito que, de algum modo, não era apenas a língua irmã. Nossas janelas permitiram que criássemos um vínculo que sequer supúnhamos os quatro.</p>
<p style="text-align: justify;">Saudades. Ela também sentia. Morava na vila há quarenta anos, criou seus filhos lá, quando todos os moradores e moradoras tinham plantas em suas casas e alternavam- se nas semanas em que cada casa era responsável por regar os vasos e varrer a vila. O portão que agora vive aberto, na época, era fechado e acessível apenas aos moradores, o que tornava as crianças mais livres no pátio. Hoje, desse tempo, restam ela, dona Alice e a memória.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-127861 size-full" src="https://passapalavra.info/wp-content/uploads/2019/08/patio-lisboa.jpg" alt="https://passapalavra.info/2019/08/127858/" width="800" height="534" /></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, próximo à hora do almoço, finalizávamos a limpeza da casa e, enquanto aguardávamos a dona para a entrega do apartamento, fui levar os três chocolates de cupuaçu que ainda nos restavam dos presentes da minha terra para dona Encarnação. Pela primeira vez, em quatro meses, eu atravessaria aquele pátio para olhar do outro lado da vila. Subi as escadinhas da casa dela, bati na porta e ela abriu surpresa. Com ela, havia também um cachorro pequeno, peludo e fofinho, que não parava de abanar o rabo enquanto eu lhe entregava a lembrança. Ela ficou muito feliz. Tão feliz que até os olhos sorriam. Ao se despedir, agradeceu diversas vezes em meio a um abraço.</p>
<p style="text-align: justify;">— Obrigada por tudo! Obrigada por tudo!</p>
<p style="text-align: justify;">E eu desci as escadinhas com aquela frase a ressoar na minha cabeça em busca de um sentido. O que era afinal o tudo a que ela se referira? Olhando para nossa casa do outro lado do pátio, já vazia do pequeno jardim que criamos, da janela enfeitada de artesanatos de miriti, da panela esquentando a água do café no fogão… Entendi que ela também assistia a uma pequena história de lá e isso talvez lhe enchesse os dias de sentidos, de pequenos “tudos” que nunca saberemos de todo o que exatamente significavam. Memória. Dei-me conta de que eu já sentia saudades, como se lá morasse há quarenta anos.</p>
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