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	<title>Quirguistão &#8211; Passa Palavra</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>Não à extradição de ativistas russos refugiados!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Aug 2023 03:01:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Govs_nacionais_e_internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Quirguistão]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão_e_liberdades]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Uma campanha de solidariedade a ativistas refugiados no Quirguistão está sendo organizada. Por Comité Internacional de Enlace e Intercambio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Por Comité Internacional de Enlace e Intercambio</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nós, KSD [Social Democrata Clássico], LevSD [Ação Socialista de Esquerda], Levyï Blok [Bloco de Esquerda], protestamos contra a detenção no Quirguistão de ativistas antiguerra de esquerda e sua extradição ilegal a pedido da Federação Russa. Apelamos à solidariedade do povo quirguiz, dos trabalhadores e das organizações sociais e políticas progressistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Alexei Rojkov (anarquista), Lev Skoriakin (Bloco de Esquerda) e Aliona Krylova (Resistência de Esquerda), que defendem os interesses das classes trabalhadoras contra o regime oligárquico autoritário de Putin, denunciando a “operação especial” e lutando ativamente contra ela, foram processados. Para permanecerem livres, eles emigraram para o Quirguistão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas neste verão eles foram presos. Rojkov foi extraditado para a Federação Russa sob ameaça de tortura e em violação de todos os regulamentos legais. Krylova e Skoriakine conseguiram solicitar asilo no Quirguistão. Eles estão presos preventivamente, aguardando uma decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, ativistas de esquerda e democratas russos, acompanhamos com entusiasmo a luta do povo quirguiz amante da liberdade e tentamos aprender junto com eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Ativistas russos extraditados para a Federação Russa correm o risco de serem presos e até torturados em seu próprio país.</p>
<p style="text-align: justify;">Por muitos anos, o Quirguistão foi um país com tradições revolucionárias, uma ilha de democracia na Ásia Central. Em várias ocasiões, revoltas do povo do Quirguistão levaram à derrubada de um regime autoritário corrupto. No entanto, a extradição de ativistas de esquerda e anti-imperialistas para a Rússia vai contra os interesses dos próprios trabalhadores do Quirguistão e a preservação de suas conquistas democráticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, o imperialismo russo, que comprometeu suas relações com muitos povos, apega-se aos poucos países que a ele se vinculam econômica e/ou politicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A crescente influência da Rússia de Putin sobre o Quirguistão está levando à perda de soberania do povo quirguiz e à deriva gradual da situação política em direção a uma ditadura aberta como a russa.</p>
<p style="text-align: justify;">Apelamos ao povo, à opinião pública do Quirguistão e a todas as organizações de esquerda e democráticas para pressionar as autoridades a garantir a segurança dos migrantes anti-Putin e antiguerra, libertá-los dos centros de detenção preventivas e garantir-lhes a possibilidade de obter o estatuto de refugiado político ou de sair sem obstáculos para um terceiro país.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a defesa da democracia e da independência no Quirguistão está intimamente ligada à solidariedade internacional com os opositores russos.</p>
<p style="text-align: justify;">O apelo está aberto para assinatura: <a href="mailto:eit.ile@fr.oleane.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">eit.ile@fr.oleane.com</a><br />
<em>Traduzido por Luã Copillilo</em></p>
<p><em>A imagem de destaque é um detalhe da tapeçaria shyrdak.</em></p>
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		<title>Maus Costumes (I): As noivas roubadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 09:14:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PassaPalavraTV]]></category>
		<category><![CDATA[Quirguistão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nova série de artigos documentais sobre certas aberrações habitualmente defendidas pelos multiculturalistas em nome do “respeito pelas culturas e as tradições”. Há demasiada confusão sobre isso nas esquerdas. É preciso traçar uma fronteira clara entre esses embustes identitários e o internacionalismo revolucionário. Por Passa Palavra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"> <strong>Por Passa Palavra</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Parafraseando o primeiro ponto da plataforma do colectivo Passa Palavra (<a class="urlextern" title="http://passapalavra.info/?p=121" href="../?p=121" rel="nofollow">&#8220;Pontos de Partida&#8221;</a>), podemos perguntar: as comunidades devem ter o direito de manter as suas próprias culturas, línguas e maneiras de viver? Sim, mas não se isso for em prejuízo das conquistas sociais conseguidas noutras lutas e noutras épocas. Isso significa que, para nós, as tradições podem ser boas ou más, como tudo neste mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os fanáticos do multiculturalismo &#8211; um dos avatares da ideologia pós-moderna &#8211; espalharam a ideia de que tudo o que corresponde a tradições e usos dos povos ou comunidades deve ser guardado e respeitado, e de que nós não temos nada que os julgar em função dos nossos próprios valores. Como se não fosse precisamente em função dos valores dos pontífices do multiculturalismo que essas tradições e usos são consideradas dignas de conservação!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que há de perverso naquele raciocínio é que, entre estes “nossos valores” a ignorar, são também postas em causa conquistas de âmbito universal alcançadas em épocas históricas mais recentes. Os resultados das lutas conduzidas pelos socialistas e pelos anarquistas na Europa do século XIX são válidos para todo o mundo, assim como são válidos para todo o mundo os resultados das lutas conduzidas hoje pelos camponeses de Chiapas. Ao internacionalismo das lutas, os multiculturalistas querem opor os nacionalismos, os regionalismos e os bairrismos das culturas conservadoras. Assim se chegaria à aberração de respeitar e preservar tudo quanto fossem “culturas e práticas arreigadas de um grupo ou comunidade”, como por exemplo, polícias de choque, torturadores ou extremistas religiosos, como denuncia Terry Eagleton <strong>[1]</strong>. Temas de grande actualidade, como o uso do véu islâmico ou da burka, ou a excisão das mulheres em certos povos africanos, ou a autoflagelação religiosa, sempre trazem por arrasto intermináveis e confusas discussões sobre “direitos identitários” que raramente conseguem traçar essa fronteira que o <em>Passa Palavra</em> define no texto já referido.</p>
<p style="text-align: justify;">São questões importantes que atravessam a vida pública e privada em muitas sociedades pelo mundo fora. A quem não conhece, aconselhamos a leitura de <em>As Identidades Assassinas</em>, de Amin Maalouf <strong>[2]</strong>, um escritor francófono originário das montanhas do Líbano que, a partir da sua história pessoal, aí faz a radiografia das consequências catastróficas que essas tentações identitárias podem trazer aos povos e às pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas esquerdas e nos múltiplos grupos e movimentos alternativos existe hoje uma enorme confusão de ideias e de atitudes quanto a estes problemas. Muitos ficam paralisados entre a tentação identitária do nacionalismo e, no lado oposto, o sentimento de uma culpa eurocentrista. Ora, a Europa e os Estados Unidos não foram nem são uma cultura só, mas sociedades divididas por contradições e rasgadas por conflitos. O eurocentrismo que hoje domina não é o de uma mítica Europa, mas o de classes dominantes que impuseram uma cultura capitalista transnacional, da qual são parte activa as classes capitalistas africanas, asiáticas e latino-americanas. O internacionalismo revolucionário é a unificação de lutas travadas por explorados e oprimidos no mundo inteiro, os seus ganhos são universais.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros, alimentando a ilusão de um “retorno às origens”, como fizeram os naturalistas românticos do séc. XIX, menosprezam conquistas dos trabalhadores que têm um valor universal para toda a humanidade e sobrevalorizam a herança e a tradição, mesmo quando representam violações dos direitos humanos entretanto conquistados.</p>
<p style="text-align: justify;">A humanidade não deve ser masoquista. Uma pessoa razoável não deve ter saudades do sofrimento. Se conseguirmos, ao estudar as tradições, escalpelizá-las para perceber o seu carácter de classe no respectivo enquadramento histórico, certamente conseguiremos distinguir o que é património enriquecedor dos seres humanos daquilo que não passa de barbarismos residuais que ofendem a dignidade e a liberdade das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso iniciamos com este vídeo exibido num canal televisivo francês uma série documental que poderá ajudar-nos a questionar o fundamento e a legitimidade de certos costumes. Pensámos dar-lhe o título genérico, tristemente irónico, de “Maravilhas do multiculturalismo”. Como é muito longo, optámos por “Maus costumes”.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta reportagem mostra como os rapazes quirguizes têm vindo a ressuscitar uma antiga tradição que consiste em &#8211; com ou sem o conhecimento das famílias delas &#8211; raptar jovens mulheres, em geral estudantes, e forçá-las a casar de imediato. Apesar de ser um crime à luz das leis quirguizes, este barbarismo tem vindo a recrudescer desde o fim da União Soviética e a independência do Quirguistão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas:<em><br />
</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[1]</strong> EAGLETON, Terry. <em>A idéia de cultura</em>. São Paulo: Editora UNESP, 2005 &#8211; ou Lisboa: Temas e Debates, 2003. A passagem a que se alude encontra-se na pág.15 da edição em inglês, <em>The Idea of Culture</em>, Oxford e Malden, Massachusetts: Blackwell Publishers, 2000.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[2]</strong> MAALOUF, Amin. <em>As identidades assassinas</em>. Lisboa: Difel, 1998, reed.2009</p>
<p><iframe src="https://player.vimeo.com/video/10103722?h=4ad50e5af2" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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