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	Comentários sobre: Odebrecht e a luta social	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-835837</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jan 2022 11:51:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alma penada,

No Purgatório estou eu também, porque a questão que você levanta me deixa perplexo, e desde há muito. Mesmo admitindo que os inconvenientes da energia resultante da fissão nuclear superem as vantagens, por que motivo a R&amp;D não se orientou de maneira decidida para a fusão nuclear? No &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/10/85412/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;artigo que encerrou&lt;/a&gt; o longo ensaio &lt;em&gt;Contra a ecologia&lt;/em&gt;, publicado aqui há quase uma década, escrevi a certo passo:

«Desde há muitos anos deixa-me perplexo a falta de investimentos suficientes nos projectos de fusão nuclear. Sou avesso às teorias de conspiração, porque tanto na história como na economia aprendi a trabalhar com a noção de processos regidos pela lei dos grandes números e obedecendo a determinações situadas no plano social, alheio à vontade e à consciência individual. Mas neste caso é difícil não pensar que os &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; do petróleo se activam ainda mais para desviar fundos das pesquisas científicas relativas à fusão nuclear do que para aumentar o pânico relativo à fissão. É certo que a diversificação das fontes de energia, com as novas técnicas que proporciona, se é imediatamente rentável para capitalistas em busca de novas áreas de investimento, a longo prazo pode ser rentável também para os capitalistas ligados a técnicas mais antigas, que procurem assegurar a continuidade dos seus lucros numa época futura. Mas já a entrada em funcionamento de processos controlados de fusão nuclear, aptos a ultrapassar rapidamente em capacidade multiplicadora as fontes de energia hoje industrializadas, implicaria a desvalorização maciça dos capitais investidos nas técnicas precipitadas de súbito para o arcaísmo. Mais estranho ainda é que os ecologistas, tão preocupados com a poluição e outros efeitos secundários negativos, não orientem os seus &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; em apoio aos projectos de fusão nuclear, que nem é uma energia poluente nem esgota recursos considerados finitos. Tal como o cão que não ladrou, também aqui o silêncio dos ecologistas é o indício mais significativo, porque só pode servir para sustentar a todo o custo o decrescimento económico».

E logo em seguida perguntei: «Mas como pode o decrescimento ser rentável para capitalistas que, por definição, têm como único objectivo acumular capital e, portanto, fazer progredir a economia?» Foi precisamente essa a questão a que naquele artigo pretendi responder.

Convém nunca esquecer que o capitalismo é um sistema económico e social altamente plástico, capaz de aproveitar tudo para de tudo extrair mais-valia. Está hoje em moda, em certos meios, afirmar que o capitalismo se encontra numa crise estrutural. E compreende-se que o façam. O Passa Palavra publicou há anos um Flagrante Delito intitulado &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/07/80766/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Certidão de óbito adiada&lt;/a&gt;, em que se lia: «O primeiro volume de &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt;, de Marx, foi publicado em 1867. Cinquenta anos depois, em 1917, Lenin publicou &lt;em&gt;O Imperialismo. Fase Suprema do Capitalismo&lt;/em&gt;. Passados quarenta e oito anos, em 1965, Nkrumah publicou &lt;em&gt;Neocolonialismo. A Última Etapa do Imperialismo&lt;/em&gt;. Já lá vão outros quarenta e oito anos, espera-se para breve a publicação de um livro sobre o derradeiro período da última etapa da fase suprema». Mas os devotos de São Marx fizeram outra coisa, decretaram que o capitalismo está definitivamente comatoso. O capitalismo, claro, não se preocupa nada com isso e continua a prosperar. Num enunciado célebre, Joseph Schumpeter definiu que o capitalismo só progride através da destruição criativa, ou seja, que o progresso no capitalismo implica inevitavelmente crises sectoriais — crises de dados sistemas tecnológicos ou de dadas regiões. Os devotos de São Marx, que têm mais fé do que engenho, confundem a destruição criativa com a crise estrutural, e vão vivendo e morrendo na crença cega de que é amanhã! É já amanhã!

Aliás, o capitalismo necessita a tal ponto da destruição criativa e tem uma tão grande capacidade de a aproveitar, que consegue tornar igualmente propícias as destruições suscitadas por outros. No mês passado, &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2021/09/139745/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;num comentário&lt;/a&gt; em resposta a um leitor, Paulo, eu escrevi, além de outras coisas que aqui não importam:

«Perante a actual histeria climática, o que me deixa perplexo é o facto de o clima ser o resultado de uma enorme variedade de factores, a tal ponto que a teoria matemática do caos foi fundada precisamente por um meteorologista, a quem se deve a tão conhecida metáfora de que o bater de asas de uma borboleta pode gerar um furacão no outro lado do mundo. Qualquer pessoa que se interesse pela história — mas infelizmente este não é um interesse partilhado pelos ecológicos — sabe que o globo terrestre sofreu alterações climáticas cíclicas de muito longo prazo, algumas até anteriores ao aparecimento da humanidade. Mesmo nos últimos milénios são conhecidas variações seculares ou até a mais curto prazo. Assim, o estabelecimento de uma correspondência unívoca entre a industrialização e o aquecimento global parece-me &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; equivocada.
«Mas o novo demónio do CO2 é um bem-vindo pretexto para a renovação geral do parque industrial, precipitando a obsolescência tanto de meios de produção como de bens de consumo e exigindo a construção de novas infra-estruturas, enfim, tudo o que é necessário para impulsionar um novo alento do capitalismo. É certo que esta remodelação implica um aumento dos preços e também dos impostos, que são um preço das infra-estruturas, mas as meninas Gretas servem para convencer as pessoas de que estão a pagar para salvar o mundo, e até agora a campanha publicitária tem resultado».

No final deste arrazoado, tudo o que consigo é clarificar e ordenar melhor as minhas dúvidas, mas longe ainda de ficar com certezas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alma penada,</p>
<p>No Purgatório estou eu também, porque a questão que você levanta me deixa perplexo, e desde há muito. Mesmo admitindo que os inconvenientes da energia resultante da fissão nuclear superem as vantagens, por que motivo a R&#038;D não se orientou de maneira decidida para a fusão nuclear? No <a href="https://passapalavra.info/2013/10/85412/" rel="noopener" target="_blank">artigo que encerrou</a> o longo ensaio <em>Contra a ecologia</em>, publicado aqui há quase uma década, escrevi a certo passo:</p>
<p>«Desde há muitos anos deixa-me perplexo a falta de investimentos suficientes nos projectos de fusão nuclear. Sou avesso às teorias de conspiração, porque tanto na história como na economia aprendi a trabalhar com a noção de processos regidos pela lei dos grandes números e obedecendo a determinações situadas no plano social, alheio à vontade e à consciência individual. Mas neste caso é difícil não pensar que os <em>lobbies</em> do petróleo se activam ainda mais para desviar fundos das pesquisas científicas relativas à fusão nuclear do que para aumentar o pânico relativo à fissão. É certo que a diversificação das fontes de energia, com as novas técnicas que proporciona, se é imediatamente rentável para capitalistas em busca de novas áreas de investimento, a longo prazo pode ser rentável também para os capitalistas ligados a técnicas mais antigas, que procurem assegurar a continuidade dos seus lucros numa época futura. Mas já a entrada em funcionamento de processos controlados de fusão nuclear, aptos a ultrapassar rapidamente em capacidade multiplicadora as fontes de energia hoje industrializadas, implicaria a desvalorização maciça dos capitais investidos nas técnicas precipitadas de súbito para o arcaísmo. Mais estranho ainda é que os ecologistas, tão preocupados com a poluição e outros efeitos secundários negativos, não orientem os seus <em>lobbies</em> em apoio aos projectos de fusão nuclear, que nem é uma energia poluente nem esgota recursos considerados finitos. Tal como o cão que não ladrou, também aqui o silêncio dos ecologistas é o indício mais significativo, porque só pode servir para sustentar a todo o custo o decrescimento económico».</p>
<p>E logo em seguida perguntei: «Mas como pode o decrescimento ser rentável para capitalistas que, por definição, têm como único objectivo acumular capital e, portanto, fazer progredir a economia?» Foi precisamente essa a questão a que naquele artigo pretendi responder.</p>
<p>Convém nunca esquecer que o capitalismo é um sistema económico e social altamente plástico, capaz de aproveitar tudo para de tudo extrair mais-valia. Está hoje em moda, em certos meios, afirmar que o capitalismo se encontra numa crise estrutural. E compreende-se que o façam. O Passa Palavra publicou há anos um Flagrante Delito intitulado <a href="https://passapalavra.info/2013/07/80766/" rel="noopener" target="_blank">Certidão de óbito adiada</a>, em que se lia: «O primeiro volume de <em>O Capital</em>, de Marx, foi publicado em 1867. Cinquenta anos depois, em 1917, Lenin publicou <em>O Imperialismo. Fase Suprema do Capitalismo</em>. Passados quarenta e oito anos, em 1965, Nkrumah publicou <em>Neocolonialismo. A Última Etapa do Imperialismo</em>. Já lá vão outros quarenta e oito anos, espera-se para breve a publicação de um livro sobre o derradeiro período da última etapa da fase suprema». Mas os devotos de São Marx fizeram outra coisa, decretaram que o capitalismo está definitivamente comatoso. O capitalismo, claro, não se preocupa nada com isso e continua a prosperar. Num enunciado célebre, Joseph Schumpeter definiu que o capitalismo só progride através da destruição criativa, ou seja, que o progresso no capitalismo implica inevitavelmente crises sectoriais — crises de dados sistemas tecnológicos ou de dadas regiões. Os devotos de São Marx, que têm mais fé do que engenho, confundem a destruição criativa com a crise estrutural, e vão vivendo e morrendo na crença cega de que é amanhã! É já amanhã!</p>
<p>Aliás, o capitalismo necessita a tal ponto da destruição criativa e tem uma tão grande capacidade de a aproveitar, que consegue tornar igualmente propícias as destruições suscitadas por outros. No mês passado, <a href="https://passapalavra.info/2021/09/139745/" rel="noopener" target="_blank">num comentário</a> em resposta a um leitor, Paulo, eu escrevi, além de outras coisas que aqui não importam:</p>
<p>«Perante a actual histeria climática, o que me deixa perplexo é o facto de o clima ser o resultado de uma enorme variedade de factores, a tal ponto que a teoria matemática do caos foi fundada precisamente por um meteorologista, a quem se deve a tão conhecida metáfora de que o bater de asas de uma borboleta pode gerar um furacão no outro lado do mundo. Qualquer pessoa que se interesse pela história — mas infelizmente este não é um interesse partilhado pelos ecológicos — sabe que o globo terrestre sofreu alterações climáticas cíclicas de muito longo prazo, algumas até anteriores ao aparecimento da humanidade. Mesmo nos últimos milénios são conhecidas variações seculares ou até a mais curto prazo. Assim, o estabelecimento de uma correspondência unívoca entre a industrialização e o aquecimento global parece-me <em>a priori</em> equivocada.<br />
«Mas o novo demónio do CO2 é um bem-vindo pretexto para a renovação geral do parque industrial, precipitando a obsolescência tanto de meios de produção como de bens de consumo e exigindo a construção de novas infra-estruturas, enfim, tudo o que é necessário para impulsionar um novo alento do capitalismo. É certo que esta remodelação implica um aumento dos preços e também dos impostos, que são um preço das infra-estruturas, mas as meninas Gretas servem para convencer as pessoas de que estão a pagar para salvar o mundo, e até agora a campanha publicitária tem resultado».</p>
<p>No final deste arrazoado, tudo o que consigo é clarificar e ordenar melhor as minhas dúvidas, mas longe ainda de ficar com certezas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alma Penada		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-835727</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alma Penada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2022 23:31:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado autor,

Em termos verdadeiramente científicos, a energia nuclear é uma espécie de &quot;suprassumo&quot; no avanço do desenvolvimento das forças produtivas e das condições gerais da produção. Se eu não estiver enganada, &quot;estados amplos e/ou restritos&quot;, tayloristas e/ou toyotistas, em sua maioria, insistem noutras fontes energéticas, o que me parece ser um processo contra a mais valia relativa, contradizendo o próprio sentido do capitalismo. Faz sentido este raciocínio, ou não passa de uma quimera metafísica aqui do além? Qual sua opinião sobre esta contradição das fontes energéticas nas condições gerais de produção?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado autor,</p>
<p>Em termos verdadeiramente científicos, a energia nuclear é uma espécie de &#8220;suprassumo&#8221; no avanço do desenvolvimento das forças produtivas e das condições gerais da produção. Se eu não estiver enganada, &#8220;estados amplos e/ou restritos&#8221;, tayloristas e/ou toyotistas, em sua maioria, insistem noutras fontes energéticas, o que me parece ser um processo contra a mais valia relativa, contradizendo o próprio sentido do capitalismo. Faz sentido este raciocínio, ou não passa de uma quimera metafísica aqui do além? Qual sua opinião sobre esta contradição das fontes energéticas nas condições gerais de produção?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-835607</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2022 12:47:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[《Na luta de classes ganham aqueles que souberem mobilizar o raciocínio e não a apatia nem a irracionalidade.》

Não é o raciocínio o alvo principal da política de gestão de pessoas das grande corporações. 

O objetivo é manter em alta a motivação, pois desta decorre a criatividade. 

E sem intuição não há criatividade. E a intuição não se situa na esfera do racional.

Entretanto, o raciocínio é fundamental para formatar a intuição, conferindo-lhe materialidade.

O aprendizado da Esquerda com as formas de organização das empresas bem deve começar pelo simples e básico:
- estrito cumprimento de horário e cronograma.;
- reuniões com limites de horário respeitados;
- estabelecimento de metas e responsabilidades;
- avaliação formalizada de atos e manifestações.

Também o sistema organizacional empresarial tem suas &quot;místicas&quot;, rituais voltados para fomentar o espírito de equipe e a sinergia. 

Como exemplo: os periódicos cafés da manhã coletivos, nos quais os funcionários participam com contribuições &quot;espontâneas&quot;.

Por sua vez, as &quot;místicas&quot; nas aberturas dos encontros dos movimentos sociais são evocações da espiritualidade popular sempre presente nas lutas, em especial na luta pela terra.

《Por que o ser humano tem a capacidade de ir tão longe na resistência? Por que desafiamos todas as forças e todos os limites, para que uma causa coletiva seja vitoriosa?
 Motivar é incendiar as consciências com o fogo da revolução. É pôr vigor nas ações para que elas sejam maiores que a própria força. 》
Ademar Bogo

Porém, quase sempre as místicas se dão como mera teatralidade, e não como atualização de experiência vivida. Falta na encenação a potência indispensável para ser atingido o objetivo da mística.

Já não é o que acontece com os torés indígenas. 

As organizações revolucionárias marxistas, e a Esquerda em geral, sempre relegaram a espiritualidade ao campo do atraso e do irracionalismo, numa incompreensão quanto às formas concretas que as lutas por emancipação assumem nos países colonizados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>《Na luta de classes ganham aqueles que souberem mobilizar o raciocínio e não a apatia nem a irracionalidade.》</p>
<p>Não é o raciocínio o alvo principal da política de gestão de pessoas das grande corporações. </p>
<p>O objetivo é manter em alta a motivação, pois desta decorre a criatividade. </p>
<p>E sem intuição não há criatividade. E a intuição não se situa na esfera do racional.</p>
<p>Entretanto, o raciocínio é fundamental para formatar a intuição, conferindo-lhe materialidade.</p>
<p>O aprendizado da Esquerda com as formas de organização das empresas bem deve começar pelo simples e básico:<br />
&#8211; estrito cumprimento de horário e cronograma.;<br />
&#8211; reuniões com limites de horário respeitados;<br />
&#8211; estabelecimento de metas e responsabilidades;<br />
&#8211; avaliação formalizada de atos e manifestações.</p>
<p>Também o sistema organizacional empresarial tem suas &#8220;místicas&#8221;, rituais voltados para fomentar o espírito de equipe e a sinergia. </p>
<p>Como exemplo: os periódicos cafés da manhã coletivos, nos quais os funcionários participam com contribuições &#8220;espontâneas&#8221;.</p>
<p>Por sua vez, as &#8220;místicas&#8221; nas aberturas dos encontros dos movimentos sociais são evocações da espiritualidade popular sempre presente nas lutas, em especial na luta pela terra.</p>
<p>《Por que o ser humano tem a capacidade de ir tão longe na resistência? Por que desafiamos todas as forças e todos os limites, para que uma causa coletiva seja vitoriosa?<br />
 Motivar é incendiar as consciências com o fogo da revolução. É pôr vigor nas ações para que elas sejam maiores que a própria força. 》<br />
Ademar Bogo</p>
<p>Porém, quase sempre as místicas se dão como mera teatralidade, e não como atualização de experiência vivida. Falta na encenação a potência indispensável para ser atingido o objetivo da mística.</p>
<p>Já não é o que acontece com os torés indígenas. </p>
<p>As organizações revolucionárias marxistas, e a Esquerda em geral, sempre relegaram a espiritualidade ao campo do atraso e do irracionalismo, numa incompreensão quanto às formas concretas que as lutas por emancipação assumem nos países colonizados.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-835441</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jan 2022 21:53:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A volta da discussão desse artigo me fez lembrar de uma reportagem, mais especificamente desse trecho:
&quot;Num papo com Lula, Alencar comentou que estava pensando em contratar uma pessoa para lidar exclusivamente com os sindicatos, e pediu uma indicação. “Olha, tem o meu irmão, o Frei Chico.” José Ferreira da Silva, três anos mais velho que Lula, emigrara de Pernambuco para São Paulo junto com ele e toda a família no final da década de 1950. Trabalhara em uma metalúrgica no bairro do Ipiranga, ingressou no Sindicato dos Metalúrgicos e, em 1968, foi responsável pela entrada de Lula na chapa que concorreu à diretoria da entidade. Frei Chico, que tinha esse apelido por causa da careca franciscana, era uma figura popular no sindicalismo. Mas o que interessava mesmo é que, sendo irmão de Lula, isso lhe conferia ainda mais legitimidade para fazer o que a Odebrecht esperava dele.

Alencar imediatamente contratou Frei Chico como consultor. Era um serviço que ele dominava bem, pois, como disse na época ao executivo, já fizera o mesmo para outras empresas. Sempre que havia insatisfação, reivindicação ou greve em qualquer de suas plantas petroquímicas, a Odebrecht acionava o irmão de Lula, que dava um jeito de se aproximar dos operários – naturalmente sem dizer que estava a serviço da empreiteira. Tanto ele como a direção da Odebrecht sabiam que boa parte das reivindicações em uma greve servem apenas para “engordar a pauta” e dar aos sindicatos margem de manobra durante as negociações. Frei Chico mapeava também essas filigranas e, ao chegar das viagens, dizia a Alencar o que tinha que ser feito para acabar com a greve. Era um arranjo duplamente útil. Além de ter um espião nos sindicatos, a empreiteira colocara o irmão de Lula em sua folha de pagamento.&quot;
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/historia-de-uma-amizade/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A volta da discussão desse artigo me fez lembrar de uma reportagem, mais especificamente desse trecho:<br />
&#8220;Num papo com Lula, Alencar comentou que estava pensando em contratar uma pessoa para lidar exclusivamente com os sindicatos, e pediu uma indicação. “Olha, tem o meu irmão, o Frei Chico.” José Ferreira da Silva, três anos mais velho que Lula, emigrara de Pernambuco para São Paulo junto com ele e toda a família no final da década de 1950. Trabalhara em uma metalúrgica no bairro do Ipiranga, ingressou no Sindicato dos Metalúrgicos e, em 1968, foi responsável pela entrada de Lula na chapa que concorreu à diretoria da entidade. Frei Chico, que tinha esse apelido por causa da careca franciscana, era uma figura popular no sindicalismo. Mas o que interessava mesmo é que, sendo irmão de Lula, isso lhe conferia ainda mais legitimidade para fazer o que a Odebrecht esperava dele.</p>
<p>Alencar imediatamente contratou Frei Chico como consultor. Era um serviço que ele dominava bem, pois, como disse na época ao executivo, já fizera o mesmo para outras empresas. Sempre que havia insatisfação, reivindicação ou greve em qualquer de suas plantas petroquímicas, a Odebrecht acionava o irmão de Lula, que dava um jeito de se aproximar dos operários – naturalmente sem dizer que estava a serviço da empreiteira. Tanto ele como a direção da Odebrecht sabiam que boa parte das reivindicações em uma greve servem apenas para “engordar a pauta” e dar aos sindicatos margem de manobra durante as negociações. Frei Chico mapeava também essas filigranas e, ao chegar das viagens, dizia a Alencar o que tinha que ser feito para acabar com a greve. Era um arranjo duplamente útil. Além de ter um espião nos sindicatos, a empreiteira colocara o irmão de Lula em sua folha de pagamento.&#8221;<br />
<a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/historia-de-uma-amizade/" rel="nofollow ugc">https://piaui.folha.uol.com.br/materia/historia-de-uma-amizade/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-835433</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jan 2022 21:26:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Respondo tardiamente à questão levantada por Flor da Revolta.

O artigo pode resumir-se em duas linhas: enquanto as organizações de extrema-esquerda continuam a seguir o modelo do taylorismo, as empresas mais produtivas adoptaram modelos derivados do toyotismo. Ora, os múltiplos problemas que a Odebrecht defrontou em nada se deveram às relações de trabalho instauradas na empresa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Respondo tardiamente à questão levantada por Flor da Revolta.</p>
<p>O artigo pode resumir-se em duas linhas: enquanto as organizações de extrema-esquerda continuam a seguir o modelo do taylorismo, as empresas mais produtivas adoptaram modelos derivados do toyotismo. Ora, os múltiplos problemas que a Odebrecht defrontou em nada se deveram às relações de trabalho instauradas na empresa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-834968</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jan 2022 14:55:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41170#comment-834968</guid>

					<description><![CDATA[Por 3 décadas trabalhei numa grande corporação, sendo os últimos 10 anos em sua mais dinâmica subsidiária, onde os resultados não são divulgados por semestre ou trimestre, e sim diariamente.

Neste artigo de quase 11 anos atrás, já se manifestava um padrão não só neste site, o PassaPalavra, como da quase totalidade da Web: a interdição do debate pela pouca predisposição ao diálogo. 

Minha última missão na empresa, antes de me demitir, foi implantar como método de gestão e avaliação de pessoas o coaching. Então ainda uma absoluta novidade no Brasil.

O texto deste post ainda é atualíssimo, principalmente no debate que deveria propiciar. Mas como se constata na área de comentários, não foi o ocorrido.

Embora eu nunca tenha atuado na área de recursos humanos, a gerência na época por mim ocupada, pela peculiaridade de suas funções, exigia um alto grau de interlocução com todas as demais. Por isto fui um dos indicados para fazer o curso de formação, capacitando uma equipe para posterior multiplicação na empresa.

Entre os motivos da reflexão sobre este artigo não ter se aprofundado na área de comentários, se tem que o autor obviamente odeia ser constestado. Numa demonstração de como pessoas muito inteligentes, cultas e experientes podem apresentar comportamentos irracionais, para dizer o mínimo...

Claro que minha motivação para o curso não passava de estrito cumprimento de obrigação profissional. Surpresa! Descobri no coaching características muito úteis para qualquer atividade coletiva. Entre outras: gestão participativa, método de resolução de conflitos e avaliação multidirecional (inclusive de baixo para cima).

Sempre argumentei da necessidade da Esquerda revolucionária conhecer o sistema organizacional das grandes empresas. Não para adotá-los. E sim para também aprender a partir deles. Assim como é indispensável possuir uma contra-inteligência própria.

Após o curso, na avaliação do coaching na reunião com a Diretoria, assinalei minha incredulidade quanto a sua plena utilização. Eram três os Diretores: Presidente, Operacional e Administrativo (seja lá o que isto for, a não ser um cargo com status a ser preenchido por apadrinhamento político). Eles admitiram ser imparcialmente avaliados por seus subordinados?

Se quisermos ao menos sobreviver com dignidade aos colossais desafios a nós  colocados, precisamos começar reaprendendo a dialogar. 

Conforme ensinou o coaching:

 《 Diálogo não é a conversa entre iguais, mas sim a conversa real e concreta entre diferenças que evoluem na busca do conhecimento e da ação que dele deriva.》]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por 3 décadas trabalhei numa grande corporação, sendo os últimos 10 anos em sua mais dinâmica subsidiária, onde os resultados não são divulgados por semestre ou trimestre, e sim diariamente.</p>
<p>Neste artigo de quase 11 anos atrás, já se manifestava um padrão não só neste site, o PassaPalavra, como da quase totalidade da Web: a interdição do debate pela pouca predisposição ao diálogo. </p>
<p>Minha última missão na empresa, antes de me demitir, foi implantar como método de gestão e avaliação de pessoas o coaching. Então ainda uma absoluta novidade no Brasil.</p>
<p>O texto deste post ainda é atualíssimo, principalmente no debate que deveria propiciar. Mas como se constata na área de comentários, não foi o ocorrido.</p>
<p>Embora eu nunca tenha atuado na área de recursos humanos, a gerência na época por mim ocupada, pela peculiaridade de suas funções, exigia um alto grau de interlocução com todas as demais. Por isto fui um dos indicados para fazer o curso de formação, capacitando uma equipe para posterior multiplicação na empresa.</p>
<p>Entre os motivos da reflexão sobre este artigo não ter se aprofundado na área de comentários, se tem que o autor obviamente odeia ser constestado. Numa demonstração de como pessoas muito inteligentes, cultas e experientes podem apresentar comportamentos irracionais, para dizer o mínimo&#8230;</p>
<p>Claro que minha motivação para o curso não passava de estrito cumprimento de obrigação profissional. Surpresa! Descobri no coaching características muito úteis para qualquer atividade coletiva. Entre outras: gestão participativa, método de resolução de conflitos e avaliação multidirecional (inclusive de baixo para cima).</p>
<p>Sempre argumentei da necessidade da Esquerda revolucionária conhecer o sistema organizacional das grandes empresas. Não para adotá-los. E sim para também aprender a partir deles. Assim como é indispensável possuir uma contra-inteligência própria.</p>
<p>Após o curso, na avaliação do coaching na reunião com a Diretoria, assinalei minha incredulidade quanto a sua plena utilização. Eram três os Diretores: Presidente, Operacional e Administrativo (seja lá o que isto for, a não ser um cargo com status a ser preenchido por apadrinhamento político). Eles admitiram ser imparcialmente avaliados por seus subordinados?</p>
<p>Se quisermos ao menos sobreviver com dignidade aos colossais desafios a nós  colocados, precisamos começar reaprendendo a dialogar. </p>
<p>Conforme ensinou o coaching:</p>
<p> 《 Diálogo não é a conversa entre iguais, mas sim a conversa real e concreta entre diferenças que evoluem na busca do conhecimento e da ação que dele deriva.》</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Flor da Revolta		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-834932</link>

		<dc:creator><![CDATA[Flor da Revolta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jan 2022 11:13:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O autor mantém a posição depois da queda da Odebrecht?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autor mantém a posição depois da queda da Odebrecht?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: francisco inocencio de carvalho filho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-41156</link>

		<dc:creator><![CDATA[francisco inocencio de carvalho filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 22:59:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Faço parte da organização desde 1975, hoje com 36 anos de experiência não perdemos a essência do conteúdo da TEO, onde em cada colaborador nota-se a diferença comportamental em uma reunião ou em determidade descisão, e espalha por todos os cantos todo aprendizado comportamental e consegue transmitir conhecimentos adquiridos com muita competência e sabedoria. Nosso orgulho vem de uma filosofia de trabalho na confiaça no homem e nos resultados providos pelo mesmo.
No nosso entorno verifico N empresas copiar ou moldar sua empresas no modelo Odebrecht. Digo sinceramente é muito dificil, pois o tempo de maturação para alcançar o patamar da filosofia de trabalho é longa, e se adquire no ambiente vivido no dia a dia.
Os livros existem, publicações, conferência etc.
Captar o necessário que torna dificil seguir o modelo odebrecht onde entrei aos 21 anos de idade com responsabilidade e uma procuração publica nas mão com amplos poderes e uma assinatura, tamanha era a confiaça que Dr. Luiz Batiste e Hamilto rego depositavam na minha pessoa.
o ORGULHO SEM DUVIDA É NECESSÁRIO E COMEDIDO.
fRANCISCO iNOCÊNCIO DE cARVALHO fILHO]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faço parte da organização desde 1975, hoje com 36 anos de experiência não perdemos a essência do conteúdo da TEO, onde em cada colaborador nota-se a diferença comportamental em uma reunião ou em determidade descisão, e espalha por todos os cantos todo aprendizado comportamental e consegue transmitir conhecimentos adquiridos com muita competência e sabedoria. Nosso orgulho vem de uma filosofia de trabalho na confiaça no homem e nos resultados providos pelo mesmo.<br />
No nosso entorno verifico N empresas copiar ou moldar sua empresas no modelo Odebrecht. Digo sinceramente é muito dificil, pois o tempo de maturação para alcançar o patamar da filosofia de trabalho é longa, e se adquire no ambiente vivido no dia a dia.<br />
Os livros existem, publicações, conferência etc.<br />
Captar o necessário que torna dificil seguir o modelo odebrecht onde entrei aos 21 anos de idade com responsabilidade e uma procuração publica nas mão com amplos poderes e uma assinatura, tamanha era a confiaça que Dr. Luiz Batiste e Hamilto rego depositavam na minha pessoa.<br />
o ORGULHO SEM DUVIDA É NECESSÁRIO E COMEDIDO.<br />
fRANCISCO iNOCÊNCIO DE cARVALHO fILHO</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-36909</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 02:25:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-36779&quot;&gt;Matheus&lt;/a&gt;.

Cruzes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-36779">Matheus</a>.</p>
<p>Cruzes&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41170/#comment-36882</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 22:41:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Matheus não tem lógica mas tem coerência. Se o capitalistas estimulam e usam o raciocínio dos trabalhadores, então para ele não devemos fazer o mesmo, pois seríamos iguais aos capitalistas. Como os capitalistas pensam, ele, colocando sua (i)lógica na prática, não pensa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matheus não tem lógica mas tem coerência. Se o capitalistas estimulam e usam o raciocínio dos trabalhadores, então para ele não devemos fazer o mesmo, pois seríamos iguais aos capitalistas. Como os capitalistas pensam, ele, colocando sua (i)lógica na prática, não pensa.</p>
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