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	Comentários sobre: O mito da natureza: 1) a mitificação do camponês	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-1087125</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 20:15:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gio,

Todos os seres vivos têm uma percepção, pelo menos prática, da separação entre eles e o meio que os rodeia e que aproveitam para assegurar a sua sobrevivência. O mesmo — embora de forma muito mais elaborada — sucede com a espécie humana. Ora, a ciência, pelos seus próprios fundamentos, ajuda a entender o universal e, portanto, situa os humanos na natureza, no que têm de comum e de diferente. A ciência não só entende o que distingue os seres humanos e a natureza, ajudando-nos a aproveitar a natureza, mas também explica o fundamento comum da natureza e dos humanos. Os ecologistas, pelo contrário, assumem que a acção humana sobre a natureza é nociva, pelo menos potencialmente, e criam assim uma barreira que não existe na actividade científica. Essa barreira resulta do facto de os ecologistas considerarem o laboratório como demoníaco, a origem de todo o Mal, de modo que a natureza criada em laboratório é apresentada por esses ecologistas como uma anti-natureza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gio,</p>
<p>Todos os seres vivos têm uma percepção, pelo menos prática, da separação entre eles e o meio que os rodeia e que aproveitam para assegurar a sua sobrevivência. O mesmo — embora de forma muito mais elaborada — sucede com a espécie humana. Ora, a ciência, pelos seus próprios fundamentos, ajuda a entender o universal e, portanto, situa os humanos na natureza, no que têm de comum e de diferente. A ciência não só entende o que distingue os seres humanos e a natureza, ajudando-nos a aproveitar a natureza, mas também explica o fundamento comum da natureza e dos humanos. Os ecologistas, pelo contrário, assumem que a acção humana sobre a natureza é nociva, pelo menos potencialmente, e criam assim uma barreira que não existe na actividade científica. Essa barreira resulta do facto de os ecologistas considerarem o laboratório como demoníaco, a origem de todo o Mal, de modo que a natureza criada em laboratório é apresentada por esses ecologistas como uma anti-natureza.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Gio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-1087054</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 13:02:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, ontem lendo sobre as relações sociedade e natureza, me deparo com um livro do geografo norte americano Neil Smith sobre o desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo. Nesta obra em uma parte sobre a ideologia da natureza é argumentado sobre o paradigma do dualismo conceitual da natureza. Segundo Neil esse dualismo se expressa tanto na visão de uma natureza externa, como na natureza universal, sendo uma retroalimentada pela outra, no caso, ele usa o recorte norte americano para isso. 

Os autores que colocou no inicio como Bacon, fizeram o corte entre a sociedade e natureza, mais mantiveram nesse momento inicial da ciencia a ligação teologica, pois agindo sobre a natureza externa atraves da tecnica correta, voltariamos ao equilbrio da natureza divina ou universal. Esse ponto é argumentando pela conquista do oeste e espansão, ao mesmo tempo que mostrava a maravilha da vida natural, dos refugios, dos escoteiros.... 
Então será que a propria ciencia assim de modo mais &quot;positivista&quot;, vendo a natureza mais como insumo não ajudou também a alimentar os ecologistas de ontem e hoje ? 

&quot; Lo que nos conmociona tanto sobre esta idea de la producción de la naturaleza es que desafía la separación convencional y sacrosanta entre naturaleza y sociedad, pues lo hace con abandono y sin ninguna vergüenza. Estamos acostumbrados a concebir la naturaleza como externa a la sociedad, prístina y prehumana, o como un imponente universal en el que los seres humanos son apenas pequeños y simples engranajes. Sin embargo, aquí nuestros conceptos han vuelto a fallar al intentar atrapar la realidad. Es el capitalismo el que de forma entusiasta desafía la separación heredada entre naturaleza y sociedad, y lo hace más con orgullo que con vergüenza.&quot;  (Smith, 2020. Desarrollo desigual. Naturaleza, capital y la producción del espacio)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, ontem lendo sobre as relações sociedade e natureza, me deparo com um livro do geografo norte americano Neil Smith sobre o desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo. Nesta obra em uma parte sobre a ideologia da natureza é argumentado sobre o paradigma do dualismo conceitual da natureza. Segundo Neil esse dualismo se expressa tanto na visão de uma natureza externa, como na natureza universal, sendo uma retroalimentada pela outra, no caso, ele usa o recorte norte americano para isso. </p>
<p>Os autores que colocou no inicio como Bacon, fizeram o corte entre a sociedade e natureza, mais mantiveram nesse momento inicial da ciencia a ligação teologica, pois agindo sobre a natureza externa atraves da tecnica correta, voltariamos ao equilbrio da natureza divina ou universal. Esse ponto é argumentando pela conquista do oeste e espansão, ao mesmo tempo que mostrava a maravilha da vida natural, dos refugios, dos escoteiros&#8230;.<br />
Então será que a propria ciencia assim de modo mais &#8220;positivista&#8221;, vendo a natureza mais como insumo não ajudou também a alimentar os ecologistas de ontem e hoje ? </p>
<p>&#8221; Lo que nos conmociona tanto sobre esta idea de la producción de la naturaleza es que desafía la separación convencional y sacrosanta entre naturaleza y sociedad, pues lo hace con abandono y sin ninguna vergüenza. Estamos acostumbrados a concebir la naturaleza como externa a la sociedad, prístina y prehumana, o como un imponente universal en el que los seres humanos son apenas pequeños y simples engranajes. Sin embargo, aquí nuestros conceptos han vuelto a fallar al intentar atrapar la realidad. Es el capitalismo el que de forma entusiasta desafía la separación heredada entre naturaleza y sociedad, y lo hace más con orgullo que con vergüenza.&#8221;  (Smith, 2020. Desarrollo desigual. Naturaleza, capital y la producción del espacio)</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-370389</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2018 09:43:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Grande João, 

vou dar uma olhada sim nas referências que você cita e nos comentários da série Post-scriptum, quando for lê-la!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grande João, </p>
<p>vou dar uma olhada sim nas referências que você cita e nos comentários da série Post-scriptum, quando for lê-la!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-367263</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 17:19:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=48913#comment-367263</guid>

					<description><![CDATA[Caro Gabriel,

Grande parte da actividade dos cientistas na área da química tem como objectivo estudar formas de evitar as consequências negativas das técnicas em uso. Isto passa-se tanto em laboratórios de pesquisa estritamente universitários, como em laboratórios universitários de alguma forma ligados a empresas e ainda em laboratórios de grandes empresas. Aliás, pode dizer-se que hoje não existe pesquisa científica que não tome em consideração os eventuais efeitos negativos das inovações.

O número de obras de divulgação científica é muito grande e inclui algumas de excelente qualidade. É portanto lastimável que o público leigo prefira apavorar-se com os cataclismos anunciados pelos movimentos ecológicos e encantar-se com o kitsch místico da New Age — duas faces do mesmo complexo ideológico — do que pôr-se ao corrente da história da ciência e das descobertas científicas recentes. Mas é preciso ter em conta também que os lobbies ecológicos exercem um verdadeiro terrorismo quando os cientistas, incluindo alguns ecologistas sensatos, vêm a público criticar os movimentos ecológicos. A acção dos lobbies ecológicos nos órgãos de informação, divulgando a noção de que os laboratórios são a sede do Mal, uma espécie de inferno laico, tem contribuído para agravar a clivagem existente entre o mundo dos cientistas entre eles e o mundo exterior. São raros os cientistas que estejam dispostos a incomodar-se e a perder tempo com polémicas públicas, que os afastam da actividade de pesquisa para a qual se sentem vocacionados. Há no entanto excepções, embora esta que vou citar não o seja inteiramente, porque permaneceu restrita ao meio científico e não teve eco nos grandes órgãos de informação. Reproduzo o que escrevi num comentário publicado aqui: http://passapalavra.info/2013/09/83203/ em 30 de Outubro deste ano:

Na semana passada tomei conhecimento de um abaixo-assinado devido à iniciativa de cientistas de mais de oitenta e cinco institutos e centros de pesquisa europeus de primeiro plano. O documento pede às autoridades da União Europeia para não tomarem medidas que limitem a investigação científica na área das plantas e da agricultura, o que poderia impedir a criação de novas variedades mais nutritivas e mais resistentes às variações climáticas. Esses cientistas invocam um argumento decisivo, que eu mencionei neste artigo, ao escreverem: «A melhoria das culturas tem sido feita desde há séculos por meio de técnicas convencionais de reprodução de plantas, todas elas levando a mudanças genéticas nessas plantas. Hoje, técnicas inovadoras constituem o passo seguinte na reprodução de plantas e permitem fazer as desejadas mudanças genéticas com eficiência e precisão muito elevadas».
É tão raro que cientistas enfrentem publicamente a demagogia dos lobbies ecológicos, que esta iniciativa merece ser saudada e divulgada.
O texto completo do abaixo-assinado pode ser lido aqui: http://www.itqb.unl.pt/news/european-scientists-unite-to-safeguard-precision-breeding-for-sustainable-agriculture 
Para mais explicações, ver aqui: http://www.vib.be/en/news/Pages/European-scientists-unite-to-safeguard-precision-breeding-for-sustainable-agriculture.aspx 

Alguns cientistas com quem partilho esta perspectiva de crítica aos movimentos ecológicos enviam-me por vezes artigos publicados em revistas científicas de circulação estritamente académica, que usei para certos aspectos decisivos da série de artigos «Post-scriptum: contra a ecologia» (http://passapalavra.info/2013/08/98771/ ), nomeadamente no quarto artigo, «A Agroecologia e a Mais-Valia Absoluta» (http://passapalavra.info/2013/09/83203/ ). Aliás, note que o facto de alguns autores citados nesse quarto artigo serem ecologistas não os impede de assumirem uma visão crítica. Recomendo-lhe também que passe a vista pelos comentários naquela série de oito artigos «Post-scriptum: contra a ecologia», porque encontrará numerosas indicações bibliográficas interessantes. Como obra global, parece-me imprescindível a leitura do livro de Bjørn Lomborg, The Skeptical Environmentalist. Measuring the Real State of the World (Cambridge: Cambridge University Press, 2001), que creio que foi traduzido no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gabriel,</p>
<p>Grande parte da actividade dos cientistas na área da química tem como objectivo estudar formas de evitar as consequências negativas das técnicas em uso. Isto passa-se tanto em laboratórios de pesquisa estritamente universitários, como em laboratórios universitários de alguma forma ligados a empresas e ainda em laboratórios de grandes empresas. Aliás, pode dizer-se que hoje não existe pesquisa científica que não tome em consideração os eventuais efeitos negativos das inovações.</p>
<p>O número de obras de divulgação científica é muito grande e inclui algumas de excelente qualidade. É portanto lastimável que o público leigo prefira apavorar-se com os cataclismos anunciados pelos movimentos ecológicos e encantar-se com o kitsch místico da New Age — duas faces do mesmo complexo ideológico — do que pôr-se ao corrente da história da ciência e das descobertas científicas recentes. Mas é preciso ter em conta também que os lobbies ecológicos exercem um verdadeiro terrorismo quando os cientistas, incluindo alguns ecologistas sensatos, vêm a público criticar os movimentos ecológicos. A acção dos lobbies ecológicos nos órgãos de informação, divulgando a noção de que os laboratórios são a sede do Mal, uma espécie de inferno laico, tem contribuído para agravar a clivagem existente entre o mundo dos cientistas entre eles e o mundo exterior. São raros os cientistas que estejam dispostos a incomodar-se e a perder tempo com polémicas públicas, que os afastam da actividade de pesquisa para a qual se sentem vocacionados. Há no entanto excepções, embora esta que vou citar não o seja inteiramente, porque permaneceu restrita ao meio científico e não teve eco nos grandes órgãos de informação. Reproduzo o que escrevi num comentário publicado aqui: <a href="http://passapalavra.info/2013/09/83203/" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/09/83203/</a> em 30 de Outubro deste ano:</p>
<p>Na semana passada tomei conhecimento de um abaixo-assinado devido à iniciativa de cientistas de mais de oitenta e cinco institutos e centros de pesquisa europeus de primeiro plano. O documento pede às autoridades da União Europeia para não tomarem medidas que limitem a investigação científica na área das plantas e da agricultura, o que poderia impedir a criação de novas variedades mais nutritivas e mais resistentes às variações climáticas. Esses cientistas invocam um argumento decisivo, que eu mencionei neste artigo, ao escreverem: «A melhoria das culturas tem sido feita desde há séculos por meio de técnicas convencionais de reprodução de plantas, todas elas levando a mudanças genéticas nessas plantas. Hoje, técnicas inovadoras constituem o passo seguinte na reprodução de plantas e permitem fazer as desejadas mudanças genéticas com eficiência e precisão muito elevadas».<br />
É tão raro que cientistas enfrentem publicamente a demagogia dos lobbies ecológicos, que esta iniciativa merece ser saudada e divulgada.<br />
O texto completo do abaixo-assinado pode ser lido aqui: <a href="http://www.itqb.unl.pt/news/european-scientists-unite-to-safeguard-precision-breeding-for-sustainable-agriculture" rel="nofollow ugc">http://www.itqb.unl.pt/news/european-scientists-unite-to-safeguard-precision-breeding-for-sustainable-agriculture</a><br />
Para mais explicações, ver aqui: <a href="http://www.vib.be/en/news/Pages/European-scientists-unite-to-safeguard-precision-breeding-for-sustainable-agriculture.aspx" rel="nofollow ugc">http://www.vib.be/en/news/Pages/European-scientists-unite-to-safeguard-precision-breeding-for-sustainable-agriculture.aspx</a> </p>
<p>Alguns cientistas com quem partilho esta perspectiva de crítica aos movimentos ecológicos enviam-me por vezes artigos publicados em revistas científicas de circulação estritamente académica, que usei para certos aspectos decisivos da série de artigos «Post-scriptum: contra a ecologia» (<a href="http://passapalavra.info/2013/08/98771/" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/08/98771/</a> ), nomeadamente no quarto artigo, «A Agroecologia e a Mais-Valia Absoluta» (<a href="http://passapalavra.info/2013/09/83203/" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/09/83203/</a> ). Aliás, note que o facto de alguns autores citados nesse quarto artigo serem ecologistas não os impede de assumirem uma visão crítica. Recomendo-lhe também que passe a vista pelos comentários naquela série de oito artigos «Post-scriptum: contra a ecologia», porque encontrará numerosas indicações bibliográficas interessantes. Como obra global, parece-me imprescindível a leitura do livro de Bjørn Lomborg, The Skeptical Environmentalist. Measuring the Real State of the World (Cambridge: Cambridge University Press, 2001), que creio que foi traduzido no Brasil.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-367085</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 11:05:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, meu caro

Realmente essa distinção que você faz é de fundamental importância. Inclusive vai de acordo com o que falei no comentário anterior. Apesar de que eu acho que deveríamos rever nossos conceitos de &#039;&#039;avanço&#039;&#039; e &#039;&#039;progresso&#039;&#039;, objetivamente falando, os danos causados ao meio ambiente são reflexo das relações de produção que operam, do nível de desenvolvimento das forças produtivas e claro, das relações sociais por elas determinadas. Dependemos do maior avanço da técnica para sanar esses problemas sempre causados por nós mas, nesse sentido, os movimentos ecológicos não poderiam ser importantes para contribuir na criação de uma nova mentalidade a respeito da visão que se tem do trato ao MA ou do uso das nossas capacidades técnicas atuais nesse sentido? Falo isso pensando que há setores da produção nos quais já seria possível mudar a forma e usar as técnicas de forma menos agressiva ou etc ao MA, mas isso não acontece já que poderia prejudicar a extração de mais valia num primeiro momento, pelo menos, e como você diz, a mais valia é a entropia negativa do sistema.
Ainda, há obras que você recomenda quanto ao ecologismo em geral, preservação do meio ambiente e etc, que não se inserem nesse conjunto dos retrógrados? Um ecologismo sob outras bases, digamos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, meu caro</p>
<p>Realmente essa distinção que você faz é de fundamental importância. Inclusive vai de acordo com o que falei no comentário anterior. Apesar de que eu acho que deveríamos rever nossos conceitos de &#8221;avanço&#8221; e &#8221;progresso&#8221;, objetivamente falando, os danos causados ao meio ambiente são reflexo das relações de produção que operam, do nível de desenvolvimento das forças produtivas e claro, das relações sociais por elas determinadas. Dependemos do maior avanço da técnica para sanar esses problemas sempre causados por nós mas, nesse sentido, os movimentos ecológicos não poderiam ser importantes para contribuir na criação de uma nova mentalidade a respeito da visão que se tem do trato ao MA ou do uso das nossas capacidades técnicas atuais nesse sentido? Falo isso pensando que há setores da produção nos quais já seria possível mudar a forma e usar as técnicas de forma menos agressiva ou etc ao MA, mas isso não acontece já que poderia prejudicar a extração de mais valia num primeiro momento, pelo menos, e como você diz, a mais valia é a entropia negativa do sistema.<br />
Ainda, há obras que você recomenda quanto ao ecologismo em geral, preservação do meio ambiente e etc, que não se inserem nesse conjunto dos retrógrados? Um ecologismo sob outras bases, digamos?</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-366536</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Dec 2018 11:57:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=48913#comment-366536</guid>

					<description><![CDATA[Caro Gabriel,

As suas inquietações trouxeram-me à memória que há já alguns anos houve quem, num comentário neste site, afirmasse que o único aspecto em que eu sou um marxista ortodoxo é na crítica à ecologia. Em parte esse comentador tem razão.

Com efeito, tal como Marx eu considero que o capitalismo representa um avanço sobre os modos de produção e de exploração anteriores.
Tal como Marx eu considero que na história da humanidade existe progresso, mensurável em termos tanto materiais como sociais.
Tal como Marx eu considero que só o nível de produtividade e a abertura social propiciados pelo capitalismo tornam possível o desejo do socialismo.
Tal como Marx eu considero que um sistema socialista só terá legitimidade se representar um progresso relativamente ao capitalismo, tanto em termos materiais (abundância generalizada) como em termos sociais (liberdade).

Onde esse comentador não teve razão, porém, é que, ao contrário de Marx, eu distingo entre tecnologia (um sistema inteiramente determinado por relações sociais) e técnica (um elemento socialmente neutro). Isto permite-me pensar um âmbito de civilizações, mais amplo e duradouro do que os modos de produção. Para maior facilidade, reproduzo aqui o que escrevi naquele livro (págs. 1417-1418) (https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1415/mode/2up ):

As técnicas surgiram para defender a sociedade da natureza, permitindo a apropriação da natureza. Mas as tecnologias, enquanto materialização de sistemas de relacionamento social, acrescentaram aos desequilíbrios inerentes à natureza e aos criados entre a sociedade e a natureza outros desequilíbrios, internos à humanidade. Sempre que nos aproximamos de um ponto de ruptura estamos a suscitar a criação de sistemas tecnológicos novos, destinados não só a resolver os desequilíbrios resultantes de dados tipos de apropriação humana da natureza como ainda a solucionar desequilíbrios sociais, em ambos os casos inaugurando modalidades novas de desequilíbrio.
A tecnologia é uma estrutura, que determina os modos como são usadas as técnicas que a integram e os sentidos em que podem ser desenvolvidas. Mas tem sucedido com frequência que uma técnica se torne independente da tecnologia em que foi originariamente gerada e se insira noutra estrutura tecnológica. Para a interpretação destes casos, a analogia mais útil é fornecida pela linguística. Uma língua é uma estrutura que determina rigorosamente as palavras componentes, e no entanto a maior parte dessas palavras provém de outras línguas, mortas ou vivas; saída da língua de origem, uma palavra neutralizou-se, para obedecer a outras regras e assumir outras implicações na nova língua em que se foi integrar. O mesmo ocorre com as técnicas. A domesticação do fogo, por exemplo, fez parte de um conjunto de técnicas articuladas numa mesma estrutura tecnológica e ocupou aí um lugar dominante, suscitando uma divisão de funções com efeitos ideológicos de grande alcance. As religiões, com os respectivos sacerdotes, foram em boa medida herdeiras da aura em que se envolveram os guardiães do fogo. Porém, desprovido das conotações sociais e ideológicas de que se rodeara na tecnologia originária, o fogo continuou a ser uma técnica indispensável nas tecnologias posteriores, mas obedecendo já a novas determinantes. O processo foi idêntico para um sem número de outras técnicas. Retiradas da estrutura tecnológica em que haviam sido geradas, tornaram-se neutras e, uma vez inseridas noutra estrutura, adquiriram as características que ela determina. Esta passagem das técnicas de umas para outras tecnologias contribui para a criação de civilizações e sociedades de muito longa duração, mais duradouras do que os modos de produção que sucessivamente as sustentam. Devemos assim admitir que uma futura superação do capitalismo, embora alterando as relações de trabalho e, portanto, criando um novo quadro tecnológico, reutilize inúmeras técnicas anteriores, definindo-lhes outras implicações sociais e um novo sentido de desenvolvimento. Tal como a civilização urbana existe continuamente desde o neolítico e tem servido de quadro a sucessivos modos de produção, com as respectivas tecnologias, também a sociedade industrial durará para além do modo de produção capitalista que a gerou.
Ora, como só o desenvolvimento técnico proporcionado pela sociedade industrial permitiu à humanidade multiplicar a produção de alimentos, libertar-se das epidemias e de um grande número de doenças e evitar as piores consequências da maior parte das catástrofes naturais, se fosse cumprido o programa ecológico de inversão da produtividade e diminuição da actividade industrial a população mundial seria drasticamente reduzida. A ecologia surge, assim, como o substituto moderno da guerra enquanto factor de resolução de crises, e aqui se situa o seu horizonte último de convergência com o metacapitalismo nacional-socialista. É esta a função prática do irracionalismo das doutrinas ecológicas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gabriel,</p>
<p>As suas inquietações trouxeram-me à memória que há já alguns anos houve quem, num comentário neste site, afirmasse que o único aspecto em que eu sou um marxista ortodoxo é na crítica à ecologia. Em parte esse comentador tem razão.</p>
<p>Com efeito, tal como Marx eu considero que o capitalismo representa um avanço sobre os modos de produção e de exploração anteriores.<br />
Tal como Marx eu considero que na história da humanidade existe progresso, mensurável em termos tanto materiais como sociais.<br />
Tal como Marx eu considero que só o nível de produtividade e a abertura social propiciados pelo capitalismo tornam possível o desejo do socialismo.<br />
Tal como Marx eu considero que um sistema socialista só terá legitimidade se representar um progresso relativamente ao capitalismo, tanto em termos materiais (abundância generalizada) como em termos sociais (liberdade).</p>
<p>Onde esse comentador não teve razão, porém, é que, ao contrário de Marx, eu distingo entre tecnologia (um sistema inteiramente determinado por relações sociais) e técnica (um elemento socialmente neutro). Isto permite-me pensar um âmbito de civilizações, mais amplo e duradouro do que os modos de produção. Para maior facilidade, reproduzo aqui o que escrevi naquele livro (págs. 1417-1418) (<a href="https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1415/mode/2up" rel="nofollow ugc">https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1415/mode/2up</a> ):</p>
<p>As técnicas surgiram para defender a sociedade da natureza, permitindo a apropriação da natureza. Mas as tecnologias, enquanto materialização de sistemas de relacionamento social, acrescentaram aos desequilíbrios inerentes à natureza e aos criados entre a sociedade e a natureza outros desequilíbrios, internos à humanidade. Sempre que nos aproximamos de um ponto de ruptura estamos a suscitar a criação de sistemas tecnológicos novos, destinados não só a resolver os desequilíbrios resultantes de dados tipos de apropriação humana da natureza como ainda a solucionar desequilíbrios sociais, em ambos os casos inaugurando modalidades novas de desequilíbrio.<br />
A tecnologia é uma estrutura, que determina os modos como são usadas as técnicas que a integram e os sentidos em que podem ser desenvolvidas. Mas tem sucedido com frequência que uma técnica se torne independente da tecnologia em que foi originariamente gerada e se insira noutra estrutura tecnológica. Para a interpretação destes casos, a analogia mais útil é fornecida pela linguística. Uma língua é uma estrutura que determina rigorosamente as palavras componentes, e no entanto a maior parte dessas palavras provém de outras línguas, mortas ou vivas; saída da língua de origem, uma palavra neutralizou-se, para obedecer a outras regras e assumir outras implicações na nova língua em que se foi integrar. O mesmo ocorre com as técnicas. A domesticação do fogo, por exemplo, fez parte de um conjunto de técnicas articuladas numa mesma estrutura tecnológica e ocupou aí um lugar dominante, suscitando uma divisão de funções com efeitos ideológicos de grande alcance. As religiões, com os respectivos sacerdotes, foram em boa medida herdeiras da aura em que se envolveram os guardiães do fogo. Porém, desprovido das conotações sociais e ideológicas de que se rodeara na tecnologia originária, o fogo continuou a ser uma técnica indispensável nas tecnologias posteriores, mas obedecendo já a novas determinantes. O processo foi idêntico para um sem número de outras técnicas. Retiradas da estrutura tecnológica em que haviam sido geradas, tornaram-se neutras e, uma vez inseridas noutra estrutura, adquiriram as características que ela determina. Esta passagem das técnicas de umas para outras tecnologias contribui para a criação de civilizações e sociedades de muito longa duração, mais duradouras do que os modos de produção que sucessivamente as sustentam. Devemos assim admitir que uma futura superação do capitalismo, embora alterando as relações de trabalho e, portanto, criando um novo quadro tecnológico, reutilize inúmeras técnicas anteriores, definindo-lhes outras implicações sociais e um novo sentido de desenvolvimento. Tal como a civilização urbana existe continuamente desde o neolítico e tem servido de quadro a sucessivos modos de produção, com as respectivas tecnologias, também a sociedade industrial durará para além do modo de produção capitalista que a gerou.<br />
Ora, como só o desenvolvimento técnico proporcionado pela sociedade industrial permitiu à humanidade multiplicar a produção de alimentos, libertar-se das epidemias e de um grande número de doenças e evitar as piores consequências da maior parte das catástrofes naturais, se fosse cumprido o programa ecológico de inversão da produtividade e diminuição da actividade industrial a população mundial seria drasticamente reduzida. A ecologia surge, assim, como o substituto moderno da guerra enquanto factor de resolução de crises, e aqui se situa o seu horizonte último de convergência com o metacapitalismo nacional-socialista. É esta a função prática do irracionalismo das doutrinas ecológicas.</p>
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		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-366058</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2018 11:11:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo em desconstruir a relação de dualidade harmônica entre natureza e homem, e na forma como você elabora isso nessas poucas páginas. Mas me parece que há uma supervalorização da técnica a qual eu tenha uma certa crítica.
Nessa passagem &#039;&#039;nós conhemos e utilizamos hoje uma natureza muitíssimo mais vasta e mais profunda do que as outras sociedades conheceram e usaram. Por isso nossa compressnsão alcança mais longe que os saberes tradicionais. A ciência e a técnica não permitem apensa dominar a natureza, permitem ampliar a natureza que demonimamos e, por conseguinte, extrair mais dela.&#039;&#039;
Ao mesmo tempo em que eu concordo quanto ao que temos em possibilidades de expandir os limites da nossa natureza e explorá-la de todas as formas, ainda assim me parece que há uma supervalorização da técnica e como que um julgamento de valor em cima disso. Acredito que essa visão super técnica da condição humana deve ser relativizada... temos formas diferentes de explorar a natureza (e aos seres humanos), ao passo que isso implica um desenvolvimento tecnológico grande não necessariamente condiciona este nosso modo de vida como melhor necessariamente que qualquer outro; enfim, fico um tanto incomodado com isso pois me parece muito típica a forma como os defensores do capitalismo sempre defendem o &#039;&#039;avanço&#039;&#039; e o &#039;&#039;progresso&#039;&#039; etc, assim como dizer que &#039;&#039;a natureza sem a técnica humana não seria a natureza&#039;&#039;.. me parecem ideais que do ponto de vista filosófico talvez me desagradem de certo modo, e também estão presentes em certos discursos do capital.

Como havia dito antes, me parece claro que deve-se avaliar as técnicas usadas em relação ao nível de produção para poder quantificar seus danos, e também está claro que quanto mais avançadas, mais chances para curar os próprio males causados pela ação humana.
Meu problema com esse tipo de coisa é que parece justificar qualquer coisa em favor da produção.
Como se não importasse muita coisa além das necessidades humana e, por mais que possa concordar, ainda temos que levar em conta que se destruirmos o parquinho não dai mais dar pra brincar. Não é como se tudo pudsse ser justificado pelas &#039;&#039;necessidades de produção&#039;&#039; e etc.., mesmo porque devemos considerar o contexto atual em que se dá essa produção, que é esse mundo capitalista onde produzimos mais do que precisamos, e produzimos sim às custas de danos à natureza (como sempre foi na história da humanidade), mas não quer dizer que esteja justificado.
Fora que não são as técnicas necessariamente mais avançadas que são empregadas, e sim as que possibilitam maior mais valia, então talvez seja um erro pensar esse tal &#039;&#039;avanço&#039;&#039; técnico do modo capitalista, porque ele é totalmente pautado na mais valia, como você bem disse no texto. É um avanço &#039;&#039;enviesado&#039;&#039;, apesar de ainda assim um avanço, mas acredito que tendo isso em vista devemos tomar certo cuidado com a nossa crítica a esses princípios da ecologia até para não desligitimar essa luta quando bem posicionada.
Talvez me incomode em certo grau esse debate porque o vejo constantemente nas bocas de defensores do capitalismo que defendem o &#039;&#039;progresso&#039;&#039; e a crítica à ecologia e a sustentabilidade, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo em desconstruir a relação de dualidade harmônica entre natureza e homem, e na forma como você elabora isso nessas poucas páginas. Mas me parece que há uma supervalorização da técnica a qual eu tenha uma certa crítica.<br />
Nessa passagem &#8221;nós conhemos e utilizamos hoje uma natureza muitíssimo mais vasta e mais profunda do que as outras sociedades conheceram e usaram. Por isso nossa compressnsão alcança mais longe que os saberes tradicionais. A ciência e a técnica não permitem apensa dominar a natureza, permitem ampliar a natureza que demonimamos e, por conseguinte, extrair mais dela.&#8221;<br />
Ao mesmo tempo em que eu concordo quanto ao que temos em possibilidades de expandir os limites da nossa natureza e explorá-la de todas as formas, ainda assim me parece que há uma supervalorização da técnica e como que um julgamento de valor em cima disso. Acredito que essa visão super técnica da condição humana deve ser relativizada&#8230; temos formas diferentes de explorar a natureza (e aos seres humanos), ao passo que isso implica um desenvolvimento tecnológico grande não necessariamente condiciona este nosso modo de vida como melhor necessariamente que qualquer outro; enfim, fico um tanto incomodado com isso pois me parece muito típica a forma como os defensores do capitalismo sempre defendem o &#8221;avanço&#8221; e o &#8221;progresso&#8221; etc, assim como dizer que &#8221;a natureza sem a técnica humana não seria a natureza&#8221;.. me parecem ideais que do ponto de vista filosófico talvez me desagradem de certo modo, e também estão presentes em certos discursos do capital.</p>
<p>Como havia dito antes, me parece claro que deve-se avaliar as técnicas usadas em relação ao nível de produção para poder quantificar seus danos, e também está claro que quanto mais avançadas, mais chances para curar os próprio males causados pela ação humana.<br />
Meu problema com esse tipo de coisa é que parece justificar qualquer coisa em favor da produção.<br />
Como se não importasse muita coisa além das necessidades humana e, por mais que possa concordar, ainda temos que levar em conta que se destruirmos o parquinho não dai mais dar pra brincar. Não é como se tudo pudsse ser justificado pelas &#8221;necessidades de produção&#8221; e etc.., mesmo porque devemos considerar o contexto atual em que se dá essa produção, que é esse mundo capitalista onde produzimos mais do que precisamos, e produzimos sim às custas de danos à natureza (como sempre foi na história da humanidade), mas não quer dizer que esteja justificado.<br />
Fora que não são as técnicas necessariamente mais avançadas que são empregadas, e sim as que possibilitam maior mais valia, então talvez seja um erro pensar esse tal &#8221;avanço&#8221; técnico do modo capitalista, porque ele é totalmente pautado na mais valia, como você bem disse no texto. É um avanço &#8221;enviesado&#8221;, apesar de ainda assim um avanço, mas acredito que tendo isso em vista devemos tomar certo cuidado com a nossa crítica a esses princípios da ecologia até para não desligitimar essa luta quando bem posicionada.<br />
Talvez me incomode em certo grau esse debate porque o vejo constantemente nas bocas de defensores do capitalismo que defendem o &#8221;progresso&#8221; e a crítica à ecologia e a sustentabilidade, etc.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-365113</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Dec 2018 11:01:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ZEROWORKER
Abacateiro:
Atacaremos teu ato.
Eis o nosso desacato,
no inverno e no verão.
Desaguardaremos
não tro(n)c(h)aremos mais
o tanto fez pelo tanto faz.
Somos : desacataremos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ZEROWORKER<br />
Abacateiro:<br />
Atacaremos teu ato.<br />
Eis o nosso desacato,<br />
no inverno e no verão.<br />
Desaguardaremos<br />
não tro(n)c(h)aremos mais<br />
o tanto fez pelo tanto faz.<br />
Somos : desacataremos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gilberto Gil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-364916</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Dec 2018 00:52:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena parabolicamará
Ê, volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes mundo era pequeno<br />
Porque Terra era grande<br />
Hoje mundo é muito grande<br />
Porque Terra é pequena<br />
Do tamanho da antena parabolicamará<br />
Ê, volta do mundo, camará<br />
Ê, ê, mundo dá volta, camará</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48913/#comment-364725</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2018 17:11:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gabriel,

Quanto ao seu argumento principal, para não ocupar aqui demasiado espaço remeto para as págs. 1376-1382 da última versão do Labirintos do Fascismo (https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1375/mode/2up ), onde expus a questão em detalhe e com exemplos elucidativos, usando bibliografia recente. Como se trata de um dos argumentos mais invocados, e como ele não resiste à crítica histórica, espero que haja pessoas suficientemente arrojadas para se darem ao trabalho de ler seis páginas. Limito-me aqui a reproduzir o que escrevi no último parágrafo:

Deparo por vezes com o argumento de que esse problema não era grave, ou nem mesmo seria um problema, nas épocas em que a população era escassa. Ao supor que a vastidão das superfícies inabitadas permitiria destruições extensas, esse argumento fornece mais um exemplo da falácia que consiste em imaginar uma natureza passiva perante uma humanidade activa. Na realidade, porém, o mundo era muito pequeno para as sociedades dotadas de técnicas rudimentares, e quanto mais rudimentares fossem, mais reduzido seria o espaço social, cercado por uma imensidão hostil. Extensões que medidas em quilómetros quadrados parecem vastas eram muito estreitas quando avaliadas pela utilização humana possível. Em todas as sociedades, desde que existe homo sapiens, as necessidades são criadas. Perante isto não há mundos vastos, mas sempre mundos pequenos, o que explica o aparente paradoxo de sociedades pouco numerosas terem levado ao esgotamento de recursos naturais devido à sua sobreexploração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gabriel,</p>
<p>Quanto ao seu argumento principal, para não ocupar aqui demasiado espaço remeto para as págs. 1376-1382 da última versão do Labirintos do Fascismo (<a href="https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1375/mode/2up" rel="nofollow ugc">https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1375/mode/2up</a> ), onde expus a questão em detalhe e com exemplos elucidativos, usando bibliografia recente. Como se trata de um dos argumentos mais invocados, e como ele não resiste à crítica histórica, espero que haja pessoas suficientemente arrojadas para se darem ao trabalho de ler seis páginas. Limito-me aqui a reproduzir o que escrevi no último parágrafo:</p>
<p>Deparo por vezes com o argumento de que esse problema não era grave, ou nem mesmo seria um problema, nas épocas em que a população era escassa. Ao supor que a vastidão das superfícies inabitadas permitiria destruições extensas, esse argumento fornece mais um exemplo da falácia que consiste em imaginar uma natureza passiva perante uma humanidade activa. Na realidade, porém, o mundo era muito pequeno para as sociedades dotadas de técnicas rudimentares, e quanto mais rudimentares fossem, mais reduzido seria o espaço social, cercado por uma imensidão hostil. Extensões que medidas em quilómetros quadrados parecem vastas eram muito estreitas quando avaliadas pela utilização humana possível. Em todas as sociedades, desde que existe homo sapiens, as necessidades são criadas. Perante isto não há mundos vastos, mas sempre mundos pequenos, o que explica o aparente paradoxo de sociedades pouco numerosas terem levado ao esgotamento de recursos naturais devido à sua sobreexploração.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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