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	Comentários sobre: O mito da natureza: 3) a agricultura familiar no nazismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-856854</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 11:32:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro JB:
Ocorreu uma falha de comunicação, enfim sanada, que estava afetando negativamente tua reputação (aliás, merecida) de generosidade intelectual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro JB:<br />
Ocorreu uma falha de comunicação, enfim sanada, que estava afetando negativamente tua reputação (aliás, merecida) de generosidade intelectual.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-856720</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 19:57:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ulisses,

Não respondi ao Gabriel Silva porque me pareceu que se tratava de um diálogo, eram considerações que não requeriam resposta e que, aliás, me parecem pertinentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ulisses,</p>
<p>Não respondi ao Gabriel Silva porque me pareceu que se tratava de um diálogo, eram considerações que não requeriam resposta e que, aliás, me parecem pertinentes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-856682</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 16:03:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Per fas et nefas, Gabriel continua sem resposta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Per fas et nefas, Gabriel continua sem resposta&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-856640</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 09:26:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os escritores escrevem e os leitores lêem, mas chega-se a resultados curiosos quando um leitor lê o inverso do que o escritor escreveu. Em 19 de Julho deste ano, sob o título &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://pilulas-diarias.blogspot.com/2022/07/a-ecologia-dos-nazistas.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;A ecologia dos nazistas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, um blog transcreveu uma passagem deste artigo e um leitor comentou: «Puxa vida, muito surpreendente. Ou seja, o velho nazismo nesse quesito era superior ao atual neofascismo, em especial o brasileiro». Escrevi este artigo para criticar a ecologia e aquele leitor leu um elogio ao nazismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os escritores escrevem e os leitores lêem, mas chega-se a resultados curiosos quando um leitor lê o inverso do que o escritor escreveu. Em 19 de Julho deste ano, sob o título <em><a href="https://pilulas-diarias.blogspot.com/2022/07/a-ecologia-dos-nazistas.html" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">A ecologia dos nazistas</a></em>, um blog transcreveu uma passagem deste artigo e um leitor comentou: «Puxa vida, muito surpreendente. Ou seja, o velho nazismo nesse quesito era superior ao atual neofascismo, em especial o brasileiro». Escrevi este artigo para criticar a ecologia e aquele leitor leu um elogio ao nazismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-374515</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Dec 2018 11:26:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-374013&quot;&gt;Gabriel Silva&lt;/a&gt;.

Caro Gabriel,

João Bernardo comunicou ao Passa Palavra que está impossibilitado de responder e assim que puder o fará.

Atenciosamente,
Passa Palavra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-374013">Gabriel Silva</a>.</p>
<p>Caro Gabriel,</p>
<p>João Bernardo comunicou ao Passa Palavra que está impossibilitado de responder e assim que puder o fará.</p>
<p>Atenciosamente,<br />
Passa Palavra</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-374013</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 11:45:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João

Realmente, já tinha lido essa passagem do seu livro mas não pensei em me voltar a ele para maior bibliografia. Agradeço a todas as referências. Aliás, estou dando uma &#039;&#039;googlada&#039;&#039; sobre os dois autores que você recomendou (e Bookchin, por consequência) e me parece que eles são uma fonte interessante de leituras para me aprofundar na questão, de fato. Me parece que, dando uma lidinha, a construção de uma sociedade que consiga estabelecer uma relação menos danosa ao meio ambiente passa, primeiro, pela mudança estrutural da sociedade. A série sobre o MST lerei já.
Esse seu comentário, falando sobre Ana Primavesi, é muito interessante. Nem sequer a conhecia. Fica clara sua conexão implícita (ou ocultada) com os ideais fascistas e se encontram justamente como raiz e inspiração para os movimentos ecológicos.

Quando você fala dos coletes amarelos, não pode estar mais certo quanto ao descontentamento, mas isso não é nada além de natural, certo?
Supondo que há uma pauta ecológica sendo atendida, o processo de mudança para outras tecnologias e métodos está se dando às custas do cidadão comum, ao invés das empresas, mas essa correlação de forças (e o fato do cidadão sair perdendo) não muda em nada a possibilidade de um desenvolvimento do setor, aumentando sua produtividade, não sendo então um entrave ao desenvolvimento das forças produtivas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João</p>
<p>Realmente, já tinha lido essa passagem do seu livro mas não pensei em me voltar a ele para maior bibliografia. Agradeço a todas as referências. Aliás, estou dando uma &#8221;googlada&#8221; sobre os dois autores que você recomendou (e Bookchin, por consequência) e me parece que eles são uma fonte interessante de leituras para me aprofundar na questão, de fato. Me parece que, dando uma lidinha, a construção de uma sociedade que consiga estabelecer uma relação menos danosa ao meio ambiente passa, primeiro, pela mudança estrutural da sociedade. A série sobre o MST lerei já.<br />
Esse seu comentário, falando sobre Ana Primavesi, é muito interessante. Nem sequer a conhecia. Fica clara sua conexão implícita (ou ocultada) com os ideais fascistas e se encontram justamente como raiz e inspiração para os movimentos ecológicos.</p>
<p>Quando você fala dos coletes amarelos, não pode estar mais certo quanto ao descontentamento, mas isso não é nada além de natural, certo?<br />
Supondo que há uma pauta ecológica sendo atendida, o processo de mudança para outras tecnologias e métodos está se dando às custas do cidadão comum, ao invés das empresas, mas essa correlação de forças (e o fato do cidadão sair perdendo) não muda em nada a possibilidade de um desenvolvimento do setor, aumentando sua produtividade, não sendo então um entrave ao desenvolvimento das forças produtivas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jorge		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-371167</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 15:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acompanhando o comentário do JB, será muito interessante quando a história  de Ana Maria Primavesi e seu périplo até chegar ao Brasil (e tornar-se leitura importante dentro do MST) for contada..]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanhando o comentário do JB, será muito interessante quando a história  de Ana Maria Primavesi e seu périplo até chegar ao Brasil (e tornar-se leitura importante dentro do MST) for contada..</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-370938</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 18:19:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49001#comment-370938</guid>

					<description><![CDATA[Caro Gabriel,

O tema deste artigo encontra-se desenvolvido mais detalhadamente e com bibliografia mais recente na terceira versão do meu livro Labirintos do Fascismo, págs. 1396-1404 ( https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1395/mode/2up ).

Quanto à relação entre a ecologia no Terceiro Reich e o ressurgimento dos movimentos ecológicos na década de 1970 é esclarecedora a leitura de Anna BRAMWELL, Blood and Soil. Richard Walther Darré and Hitler’s “Green Party”, Abbots-brook: Kensal, 1985, que se pode encontrar na internet, e de William Walter KAY, «Review of Bramwell’s Hidden History of Environmentalism», Environmentalism is Fascism, 2008, http://www.ecofascism.com/review11.html .Deve ler-se também Peter STAUDENMAIER, «Anthroposophy and Ecofascism», New Compass, 2011, http://new-compass.net/articles/anthroposophy-and-ecofascism . Especialmente elucidativa é a sequência que vai desde a invenção da agricultura biodinâmica no âmbito da antroposofia de Rudolf Steiner, passando pela sua adopção pelo Ministério da Agricultura do Terceiro Reich e pelos SS, até à hegemonia hoje adquirida pela agricultura orgânica no âmbito da esquerda. Aliás, talvez ajude ao entendimento dessa questão a análise a que procedi da história do MST na série de três artigos «MST e Agroecologia: Uma Mutação Decisiva» ( https://passapalavra.info/2012/03/97517/ ). Ainda a respeito da relação de continuidade entre as noções de ecologia no Terceiro Reich e nos dias de hoje é indispensável a leitura de Janet BIEHL e Peter STAUDENMAIER, Ecofascism. Lessons from the German Experience, Edimburgo e San Francisco: AK Press, 1995. E quem, como você, se interesse por ecologistas críticos das correntes dominantes no movimento ecológico, deve pesquisar na internet quem são estes dois autores.

A relação íntima entre o universo ideológico dos SS e a denominada ecologia profunda opera-se no conjunto de crenças religiosas e espiritualistas classificadas hoje como New Age. Não devemos esquecer o Brasil, onde esse tipo de concepções é muito difundido, já que a fuga de nacionais-socialistas para a Argentina e para algumas regiões do Brasil, a seguir à derrota militar do Reich, contribuiu para lançar raízes que frutificaram nas últimas décadas. Será uma pesquisa aliciante, a de reconstituir esses traços, como pode ver-se, por exemplo, no meu comentário de 13 de Agosto de 2016 aqui: http://passapalavra.info/2012/04/54095/ .

Quanto a um dos exemplos que você evoca, a mudança dos motores de automóveis da gasolina e do gasóleo para motores eléctricos, ou seja, a imposição legal de uma colossal e súbita obsolescência técnica, constitui sem dúvida uma oportuna fonte de lucros para as empresas fabricantes de automóveis. Os cidadãos comuns, porém, pelo menos em França, parecem apreciar menos essa medida. Quem não ouviu falar dos Coletes Amarelos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gabriel,</p>
<p>O tema deste artigo encontra-se desenvolvido mais detalhadamente e com bibliografia mais recente na terceira versão do meu livro Labirintos do Fascismo, págs. 1396-1404 ( <a href="https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1395/mode/2up" rel="nofollow ugc">https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n1395/mode/2up</a> ).</p>
<p>Quanto à relação entre a ecologia no Terceiro Reich e o ressurgimento dos movimentos ecológicos na década de 1970 é esclarecedora a leitura de Anna BRAMWELL, Blood and Soil. Richard Walther Darré and Hitler’s “Green Party”, Abbots-brook: Kensal, 1985, que se pode encontrar na internet, e de William Walter KAY, «Review of Bramwell’s Hidden History of Environmentalism», Environmentalism is Fascism, 2008, <a href="http://www.ecofascism.com/review11.html" rel="nofollow ugc">http://www.ecofascism.com/review11.html</a> .Deve ler-se também Peter STAUDENMAIER, «Anthroposophy and Ecofascism», New Compass, 2011, <a href="http://new-compass.net/articles/anthroposophy-and-ecofascism" rel="nofollow ugc">http://new-compass.net/articles/anthroposophy-and-ecofascism</a> . Especialmente elucidativa é a sequência que vai desde a invenção da agricultura biodinâmica no âmbito da antroposofia de Rudolf Steiner, passando pela sua adopção pelo Ministério da Agricultura do Terceiro Reich e pelos SS, até à hegemonia hoje adquirida pela agricultura orgânica no âmbito da esquerda. Aliás, talvez ajude ao entendimento dessa questão a análise a que procedi da história do MST na série de três artigos «MST e Agroecologia: Uma Mutação Decisiva» ( <a href="https://passapalavra.info/2012/03/97517/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2012/03/97517/</a> ). Ainda a respeito da relação de continuidade entre as noções de ecologia no Terceiro Reich e nos dias de hoje é indispensável a leitura de Janet BIEHL e Peter STAUDENMAIER, Ecofascism. Lessons from the German Experience, Edimburgo e San Francisco: AK Press, 1995. E quem, como você, se interesse por ecologistas críticos das correntes dominantes no movimento ecológico, deve pesquisar na internet quem são estes dois autores.</p>
<p>A relação íntima entre o universo ideológico dos SS e a denominada ecologia profunda opera-se no conjunto de crenças religiosas e espiritualistas classificadas hoje como New Age. Não devemos esquecer o Brasil, onde esse tipo de concepções é muito difundido, já que a fuga de nacionais-socialistas para a Argentina e para algumas regiões do Brasil, a seguir à derrota militar do Reich, contribuiu para lançar raízes que frutificaram nas últimas décadas. Será uma pesquisa aliciante, a de reconstituir esses traços, como pode ver-se, por exemplo, no meu comentário de 13 de Agosto de 2016 aqui: <a href="http://passapalavra.info/2012/04/54095/" rel="ugc">http://passapalavra.info/2012/04/54095/</a> .</p>
<p>Quanto a um dos exemplos que você evoca, a mudança dos motores de automóveis da gasolina e do gasóleo para motores eléctricos, ou seja, a imposição legal de uma colossal e súbita obsolescência técnica, constitui sem dúvida uma oportuna fonte de lucros para as empresas fabricantes de automóveis. Os cidadãos comuns, porém, pelo menos em França, parecem apreciar menos essa medida. Quem não ouviu falar dos Coletes Amarelos?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-370855</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 11:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João

A sua crítica, pelo que vejo, se concentra não com a pauta em si da preservação ambiental, mas sim com a forma pela qual se justifica essa preocupação, assim como os exageros relacionados. Talvez pudesse dizer que essa série seja um tipo de &#039;&#039;resgate da racionalidade&#039;&#039; na questão ecológica. Vejo muito a &#039;&#039;esquerda&#039;&#039; desenvolver críticas sobre as formas como o capital e seus agentes atuam sob ideais comummente tidos como &#039;&#039;bons&#039;&#039; ou &#039;&#039;corretos&#039;&#039; mas que na realidade servem apenas a propósitos contrários ao que se propõe. Por isso tratar das origens da construção do tema e desnudá-lo nesse sentido é importante para que a própria &#039;&#039;esquerda&#039;&#039; se veja alvo de seu próprio tipo de crítica, e possa se recuperar das contradições.
Ainda assim me fica uma certa dúvida quanto às relações com o fascismo. Você acredita que a generalidade dos movimentos ecológicos têm essas mesmas motivações, ainda hoje? Pergunto porque, conforme passa o tempo, os discursos e ideologias que foram produzidos vão sendo disseminados e reproduzidos não mais em sua profundidade, mas só na superfície, isso de certa forma não faria &#039;&#039;diluir&#039;&#039; o aspecto fascista presente na origem? Digo isso pensando se os movimentos ecológicos para exercer pressão que exija reformulações nas formas de produzir; por exemplo: pressão para que se substitua o combustível ou os motores dos carros num país, exigindo maior produtividade dos setores respectivos em tecnologias que resultem menos danos ao meio ambiente. Ou você acha que não há movimentos ecológicos que sirvam a esse propósito? Ou que não sejam expressivos o suficiente para promover mudanças?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João</p>
<p>A sua crítica, pelo que vejo, se concentra não com a pauta em si da preservação ambiental, mas sim com a forma pela qual se justifica essa preocupação, assim como os exageros relacionados. Talvez pudesse dizer que essa série seja um tipo de &#8221;resgate da racionalidade&#8221; na questão ecológica. Vejo muito a &#8221;esquerda&#8221; desenvolver críticas sobre as formas como o capital e seus agentes atuam sob ideais comummente tidos como &#8221;bons&#8221; ou &#8221;corretos&#8221; mas que na realidade servem apenas a propósitos contrários ao que se propõe. Por isso tratar das origens da construção do tema e desnudá-lo nesse sentido é importante para que a própria &#8221;esquerda&#8221; se veja alvo de seu próprio tipo de crítica, e possa se recuperar das contradições.<br />
Ainda assim me fica uma certa dúvida quanto às relações com o fascismo. Você acredita que a generalidade dos movimentos ecológicos têm essas mesmas motivações, ainda hoje? Pergunto porque, conforme passa o tempo, os discursos e ideologias que foram produzidos vão sendo disseminados e reproduzidos não mais em sua profundidade, mas só na superfície, isso de certa forma não faria &#8221;diluir&#8221; o aspecto fascista presente na origem? Digo isso pensando se os movimentos ecológicos para exercer pressão que exija reformulações nas formas de produzir; por exemplo: pressão para que se substitua o combustível ou os motores dos carros num país, exigindo maior produtividade dos setores respectivos em tecnologias que resultem menos danos ao meio ambiente. Ou você acha que não há movimentos ecológicos que sirvam a esse propósito? Ou que não sejam expressivos o suficiente para promover mudanças?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49001/#comment-308266</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2015 16:52:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49001#comment-308266</guid>

					<description><![CDATA[Caro Edgard,

Quanto à questão do MST, o próprio autor tratou dela em outra série de artigos, &quot;MST e agroecologia: uma mutação decisiva&quot;, disponível aqui: http://www.passapalavra.info/2012/03/97517

Cordialmente,
o coletivo Passa Palavra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Edgard,</p>
<p>Quanto à questão do MST, o próprio autor tratou dela em outra série de artigos, &#8220;MST e agroecologia: uma mutação decisiva&#8221;, disponível aqui: <a href="http://www.passapalavra.info/2012/03/97517" rel="nofollow ugc">http://www.passapalavra.info/2012/03/97517</a></p>
<p>Cordialmente,<br />
o coletivo Passa Palavra</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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