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	Comentários sobre: Um balão no ar	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-119883</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2013 18:27:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estimado JVA


Finalmente juntei a paciência e o tempo necessários para responder-lhe.

Em primeiro lugar, não citei o nome de Octávio Teixeira pelo selo de autoridade. Mas simplesmente porque não sou economista e, como tal, não sei construir e analisar matrizes de insumo-produto. Então, sou obrigado a confiar no ÚNICO que o fez. Ao contrário do Louçã que se limitou a chutar números para o ar. Segundo Octávio Teixeira, mesmo não havendo aumentos salariais, a perda de salário pela inflação dos produtos importados era de 8%. Compare-se com os 15% de salários já perdidos em aumentos de impostos que seriam evitados com a saía do euro.

Mas citei também o Octávio Teixeira para passar adiante aos argumentos que eu posso sustentar. E esses argumentos são:

1. O fascismo não é necessariamente nacional. Até é mais provável que seja europeu. Portanto, se a saída do euro pode levar ao fascismo (à reconstrução violenta do capitalismo), a permanência nele também! Os vossos argumentos virão-se contra vocês.

2. O movimento que vocês fazem anula o papel do Estado como instrumento e alvo da luta de classes. Já falei o suficiente sobre isto nos meus comentários. Estaremos de acordo que esquecer que é preciso conquistar o Estado para destruí-lo não é ser marxista. O vosso movimento de pensamento ignora completamente o Estado e, portanto, as vossas propostas são etérias.

3. Mas - e agora acrescentando ao que já disse - o caráter etéreo das posições política do Passa a Palavra está no facto de esquecer que as mudanças estruturais só se podem dar na conjuntura. Querer mudar a estrutura esquecendo que os atos são sempre conjunturais é como querer chegar à meta sem começar a correr. 

Sobre este ponto não me vou alongar. Compare-se as análises do Passa a Palavra com esta análise minha já desatualizada. (A conjuntura mudou em fevereiro deste ano. Esse texto é, portanto, aplicável ao período de agosto do ano passado a fevereiro - em especial aos meses de setembro e outubro).

http://pt.scribd.com/doc/102101799/Desempregados-nao-pagam-dividas-respostas


Espero agora ter sido suficientemente claro.
Ficou patente na resposta do JVA que ele não entendeu o meu argumento.

Abraço
Zé]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estimado JVA</p>
<p>Finalmente juntei a paciência e o tempo necessários para responder-lhe.</p>
<p>Em primeiro lugar, não citei o nome de Octávio Teixeira pelo selo de autoridade. Mas simplesmente porque não sou economista e, como tal, não sei construir e analisar matrizes de insumo-produto. Então, sou obrigado a confiar no ÚNICO que o fez. Ao contrário do Louçã que se limitou a chutar números para o ar. Segundo Octávio Teixeira, mesmo não havendo aumentos salariais, a perda de salário pela inflação dos produtos importados era de 8%. Compare-se com os 15% de salários já perdidos em aumentos de impostos que seriam evitados com a saía do euro.</p>
<p>Mas citei também o Octávio Teixeira para passar adiante aos argumentos que eu posso sustentar. E esses argumentos são:</p>
<p>1. O fascismo não é necessariamente nacional. Até é mais provável que seja europeu. Portanto, se a saída do euro pode levar ao fascismo (à reconstrução violenta do capitalismo), a permanência nele também! Os vossos argumentos virão-se contra vocês.</p>
<p>2. O movimento que vocês fazem anula o papel do Estado como instrumento e alvo da luta de classes. Já falei o suficiente sobre isto nos meus comentários. Estaremos de acordo que esquecer que é preciso conquistar o Estado para destruí-lo não é ser marxista. O vosso movimento de pensamento ignora completamente o Estado e, portanto, as vossas propostas são etérias.</p>
<p>3. Mas &#8211; e agora acrescentando ao que já disse &#8211; o caráter etéreo das posições política do Passa a Palavra está no facto de esquecer que as mudanças estruturais só se podem dar na conjuntura. Querer mudar a estrutura esquecendo que os atos são sempre conjunturais é como querer chegar à meta sem começar a correr. </p>
<p>Sobre este ponto não me vou alongar. Compare-se as análises do Passa a Palavra com esta análise minha já desatualizada. (A conjuntura mudou em fevereiro deste ano. Esse texto é, portanto, aplicável ao período de agosto do ano passado a fevereiro &#8211; em especial aos meses de setembro e outubro).</p>
<p><a href="http://pt.scribd.com/doc/102101799/Desempregados-nao-pagam-dividas-respostas" rel="nofollow ugc">http://pt.scribd.com/doc/102101799/Desempregados-nao-pagam-dividas-respostas</a></p>
<p>Espero agora ter sido suficientemente claro.<br />
Ficou patente na resposta do JVA que ele não entendeu o meu argumento.</p>
<p>Abraço<br />
Zé</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118530</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2013 19:43:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os comentários do José Ferreira limitam-se na maioria das vezes a repetir as patranhas do PCP: nacionalização da banca, etc. Aliás, sobre a nacionalização da banca já publiquei aqui no Passa Palavra um artigo sobre o assunto onde defendo que a nacionalização da banca é uma falsa solução.

Primeiro, porque a nacionalização implica um fortalecimento do Estado, precisamente um dos pilares do capitalismo. Curiosamente os &quot;marxistas&quot; do PCP acham que podem contrapor o mercado ao Estado... Bom, até que os percebo, pois se aspiram um dia instalar-se no Estado, então aí percebe-se a deturpação que protagonizam... E em segundo, a nacionalização da banca implicaria que o Estado português &quot;entrasse pela madeira dentro&quot; para compensar o descalabro que uma saída do euro acarretaria no sistema bancário. As pessoas já se queixam (e com razão) do BPN. Agora, imagine-se o Estado a ter de cobrir as perdas do resto da banca. Claro que os mestres da dialéctica dizem que vão imprimir moeda para compensar essas perdas. Pois, os trabalhadores depois que aguentem a inflação. E nem sequer falo da prática impossibilidade de um país como Portugal controlar o fluxo de capitais na actual arquitectura internacional... Um dia, Garcia Pereira disse que seria fácil Portugal sair do euro pois bastaria colocar o exército e a polícia à porta dos bancos para que os capitalistas não fugissem com o dinheiro. Eu sei muito bem que é mais fácil confundir os capitalistas com os irmãos metralha mas não custava perceber que o dinheiro é muitíssimo mais do que as moedas e as notas de uso corrente... Se calhar o que o Garcia Pereira e todos os nacionalistas de esquerda defendem é que a chamada da polícia e do exército afinal até tem a ver com a antecipação dos conflitos sociais violentos que uma saída do euro comportaria. Se os gestores tecnocratas que estão hoje no poder também tentam antecipar possíveis conflitos, porque os patriotas aspirantes a novos gestores do PC, do MRPP, da CGTP, de sectores do BE, da Rubra, dos movimentos, das FA&#039;s, etc. que aspiram a construir um capitalismo de Estado não procederiam da mesma maneira?

Mas como José Ferreira nunca discute estas questões estruturais mas apenas se dedica a debater banalidades como os discursos de políticos, ou a repetir os mesmos slogans de décadas sobre o imperialismo, as nacionalizações, etc., devo dizer que o pior das suas intervenções tem a ver com o recorrente recurso ao falso argumento do género &quot;implantar um conjunto de medidas já identificadas por economistas como o Otávio Teixeira&quot;. Ora, só por si, nenhum nome, mas rigorosamente nenhum nome, é selo de autoridade para nada. Acima falei do automatismo cognitivo de citar o Lénine a despropósito. Agora, José Ferreira volta à carga no mesmo comprimento de onda.

Este tipo de abordagem tem dois grandes problemas. Em primeiro, a menção do nome de alguém prestigiado ou com credenciais surge sempre como antídoto para se pensar por si mesmo. O pensamento académico tem imensos defeitos mas tem o condão de obrigar as pessoas a deixar-se desse tipo de argumentos de autoridade. Alguém que experimente fazer um artigo a sério apenas recorrendo a argumentos desse tipo... Em segundo, o argumento de autoridade só serve para pessoalizar as discussões. O autor A ou B que qualquer um de nós cita não interessa enquanto pessoa mas enquanto um produtor de conhecimento e, portanto, o que deveria estar em causa deveriam ser as teses que alguém apresenta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os comentários do José Ferreira limitam-se na maioria das vezes a repetir as patranhas do PCP: nacionalização da banca, etc. Aliás, sobre a nacionalização da banca já publiquei aqui no Passa Palavra um artigo sobre o assunto onde defendo que a nacionalização da banca é uma falsa solução.</p>
<p>Primeiro, porque a nacionalização implica um fortalecimento do Estado, precisamente um dos pilares do capitalismo. Curiosamente os &#8220;marxistas&#8221; do PCP acham que podem contrapor o mercado ao Estado&#8230; Bom, até que os percebo, pois se aspiram um dia instalar-se no Estado, então aí percebe-se a deturpação que protagonizam&#8230; E em segundo, a nacionalização da banca implicaria que o Estado português &#8220;entrasse pela madeira dentro&#8221; para compensar o descalabro que uma saída do euro acarretaria no sistema bancário. As pessoas já se queixam (e com razão) do BPN. Agora, imagine-se o Estado a ter de cobrir as perdas do resto da banca. Claro que os mestres da dialéctica dizem que vão imprimir moeda para compensar essas perdas. Pois, os trabalhadores depois que aguentem a inflação. E nem sequer falo da prática impossibilidade de um país como Portugal controlar o fluxo de capitais na actual arquitectura internacional&#8230; Um dia, Garcia Pereira disse que seria fácil Portugal sair do euro pois bastaria colocar o exército e a polícia à porta dos bancos para que os capitalistas não fugissem com o dinheiro. Eu sei muito bem que é mais fácil confundir os capitalistas com os irmãos metralha mas não custava perceber que o dinheiro é muitíssimo mais do que as moedas e as notas de uso corrente&#8230; Se calhar o que o Garcia Pereira e todos os nacionalistas de esquerda defendem é que a chamada da polícia e do exército afinal até tem a ver com a antecipação dos conflitos sociais violentos que uma saída do euro comportaria. Se os gestores tecnocratas que estão hoje no poder também tentam antecipar possíveis conflitos, porque os patriotas aspirantes a novos gestores do PC, do MRPP, da CGTP, de sectores do BE, da Rubra, dos movimentos, das FA&#8217;s, etc. que aspiram a construir um capitalismo de Estado não procederiam da mesma maneira?</p>
<p>Mas como José Ferreira nunca discute estas questões estruturais mas apenas se dedica a debater banalidades como os discursos de políticos, ou a repetir os mesmos slogans de décadas sobre o imperialismo, as nacionalizações, etc., devo dizer que o pior das suas intervenções tem a ver com o recorrente recurso ao falso argumento do género &#8220;implantar um conjunto de medidas já identificadas por economistas como o Otávio Teixeira&#8221;. Ora, só por si, nenhum nome, mas rigorosamente nenhum nome, é selo de autoridade para nada. Acima falei do automatismo cognitivo de citar o Lénine a despropósito. Agora, José Ferreira volta à carga no mesmo comprimento de onda.</p>
<p>Este tipo de abordagem tem dois grandes problemas. Em primeiro, a menção do nome de alguém prestigiado ou com credenciais surge sempre como antídoto para se pensar por si mesmo. O pensamento académico tem imensos defeitos mas tem o condão de obrigar as pessoas a deixar-se desse tipo de argumentos de autoridade. Alguém que experimente fazer um artigo a sério apenas recorrendo a argumentos desse tipo&#8230; Em segundo, o argumento de autoridade só serve para pessoalizar as discussões. O autor A ou B que qualquer um de nós cita não interessa enquanto pessoa mas enquanto um produtor de conhecimento e, portanto, o que deveria estar em causa deveriam ser as teses que alguém apresenta.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118401</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2013 16:18:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aviso aos querelantes: &quot;Se quereis salvar vossa sociedade, chamai os bombeiros!&quot; BERTOLT BRECHT]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aviso aos querelantes: &#8220;Se quereis salvar vossa sociedade, chamai os bombeiros!&#8221; BERTOLT BRECHT</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118326</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 21:53:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas vocês acham que eu sou imbecil? Que venho para aqui discutir a bola. Se venho apresentar contradições na lógica dos argumentos do texto é dos autores e não dos leitores que espero a resposta. Aliás, que leitor terá interesse em responder-me?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas vocês acham que eu sou imbecil? Que venho para aqui discutir a bola. Se venho apresentar contradições na lógica dos argumentos do texto é dos autores e não dos leitores que espero a resposta. Aliás, que leitor terá interesse em responder-me?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118322</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 21:09:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José Ferreira,
Lamentamos que tenha interpretado tão erradamente o nosso último comentário.
Pretendemos que o espaço de debate seja usado sobretudo pelos leitores e procuramos restringir as nossas intervenções a um mínimo, sobretudo quando já nos expressámos em artigos.
Aliás, basta navegar pelo &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; para verificar que este é um espaço de debate entre os leitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Ferreira,<br />
Lamentamos que tenha interpretado tão erradamente o nosso último comentário.<br />
Pretendemos que o espaço de debate seja usado sobretudo pelos leitores e procuramos restringir as nossas intervenções a um mínimo, sobretudo quando já nos expressámos em artigos.<br />
Aliás, basta navegar pelo <em>Passa Palavra</em> para verificar que este é um espaço de debate entre os leitores.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118321</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 20:55:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ah! Isto não é um espaço de debate. O.K.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah! Isto não é um espaço de debate. O.K.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118264</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 10:26:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José Ferreira,
Não desejamos prolongar os debates além do que for necessário para a clarificação das posições respectivas. Por isso nos limitamos agora a acrescentar que para nós, baseados na experiência mundial e na experiência portuguesa de 1974-1975, a &lt;em&gt;esquerda&lt;/em&gt; que você menciona é simplesmente o agente de um capitalismo de Estado. Ora, não encontramos hoje em Portugal nenhuma organização dos trabalhadores no plano autónomo, que possa servir de antídoto ao capitalismo de Estado, como ocorreu em 1975. E depois de implantado um capitalismo de Estado mais difícil ainda se torna para os trabalhadores organizarem-se autonomamente. É neste aspecto que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; tem insistido, tanto em artigos colectivos como individuais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Ferreira,<br />
Não desejamos prolongar os debates além do que for necessário para a clarificação das posições respectivas. Por isso nos limitamos agora a acrescentar que para nós, baseados na experiência mundial e na experiência portuguesa de 1974-1975, a <em>esquerda</em> que você menciona é simplesmente o agente de um capitalismo de Estado. Ora, não encontramos hoje em Portugal nenhuma organização dos trabalhadores no plano autónomo, que possa servir de antídoto ao capitalismo de Estado, como ocorreu em 1975. E depois de implantado um capitalismo de Estado mais difícil ainda se torna para os trabalhadores organizarem-se autonomamente. É neste aspecto que o <em>Passa Palavra</em> tem insistido, tanto em artigos colectivos como individuais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118227</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 01:31:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desculpem o péssimo português de quem digita à pressa! :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpem o péssimo português de quem digita à pressa! :)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118226</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 01:29:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;No que diz respeito a Portugal, um dos aspectos em que o Passa Palavra mais tem insistido, quer com artigos do colectivo quer com contribuições individuais, é que o abandono do euro e a adopção de uma moeda nacional desvalorizada teria como consequência piorar mais ainda as condições de vida dos trabalhadores residentes no país&quot;.

Mas isto é supor um cenário implausível. Que a esquerda acumularia força para garantir a saída do euro, mas no segundo imediato perdia essa força! Pois, se a retivesse, podia implantar um conjunto de medidas já identificadas por economistas como o Otávio Teixeira.

Em poucas palavras. Um manifesto assinado internacional assinado por Louçã, Toussaint e outros afirma &quot;A saída do euro não garante o fim do &#039;euroliberalismo&#039; &quot;. Em poucas palavras: sim, SE for uma liderança liberal a conduzir a saída do euro. Se um uma liderança de esquerda, a frase é falsa. Por uma razão: não há como liderar um processo de saída do euro sem liderar outro processos político (da renegociação da dívida à nacionalização da banca - de que Carvalhas fala, infelizmente, a medo!).

Abraço
Zé]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;No que diz respeito a Portugal, um dos aspectos em que o Passa Palavra mais tem insistido, quer com artigos do colectivo quer com contribuições individuais, é que o abandono do euro e a adopção de uma moeda nacional desvalorizada teria como consequência piorar mais ainda as condições de vida dos trabalhadores residentes no país&#8221;.</p>
<p>Mas isto é supor um cenário implausível. Que a esquerda acumularia força para garantir a saída do euro, mas no segundo imediato perdia essa força! Pois, se a retivesse, podia implantar um conjunto de medidas já identificadas por economistas como o Otávio Teixeira.</p>
<p>Em poucas palavras. Um manifesto assinado internacional assinado por Louçã, Toussaint e outros afirma &#8220;A saída do euro não garante o fim do &#8216;euroliberalismo&#8217; &#8220;. Em poucas palavras: sim, SE for uma liderança liberal a conduzir a saída do euro. Se um uma liderança de esquerda, a frase é falsa. Por uma razão: não há como liderar um processo de saída do euro sem liderar outro processos político (da renegociação da dívida à nacionalização da banca &#8211; de que Carvalhas fala, infelizmente, a medo!).</p>
<p>Abraço<br />
Zé</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/04/75745/#comment-118159</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2013 11:05:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=75745#comment-118159</guid>

					<description><![CDATA[José Ferreira,
Sem dúvida que previsões exactas são impossíveis na economia, como sempre que se conjuga uma multiplicidade de factores de peso diferente e determinados de maneira distinta. Mas pensamos que podem ser traçadas grandes linhas, que, se estiverem certas, contribuirão para não nos deixar imobilizados perante mudanças súbitas.
No que diz respeito a Portugal, um dos aspectos em que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; mais tem insistido, quer com artigos do colectivo quer com contribuições individuais, é que o abandono do euro e a adopção de uma moeda nacional desvalorizada teria como consequência piorar mais ainda as condições de vida dos trabalhadores residentes no país. Em termos muito simplificados, o custo das importações aumentaria, o que agravaria o nível de vida, no que diz respeito às importações de bens de consumo, e comprometeria mais ainda a produtividade, no que diz respeito às importações de meios de produção e matérias-primas. Sem conseguir ser competitivo no mercado externo através de um aumento da produtividade, restaria ao capitalismo português o recurso de ser competitivo mediante o rebaixamento dos custos salariais. Ora, isto exigiria a imposição de uma disciplina e um enquadramento da força de trabalho de que os fascismos deram o modelo. Esta é a nossa principal linha de argumentação, que temos defendido de várias maneiras e com recurso a uma multiplicidade de dados económicos, como se pode ver nos artigos publicados acerca do assunto.
Outra questão é a de avaliar o papel que o Partido Comunista Português poderia desempenhar naquele processo, e quanto a isto houve em Fevereiro uma polémica, nomeadamente com o artigo de José Nuno Matos (http://passapalavra.info/2013/02/73093 ).
Quanto ao problema da soberania nacional, sempre evocado por nacionalistas e patriotas, devemos recordar que, em Dezembro de 2010, João Bernardo defendeu a posição extrema de que Portugal não existe (http://passapalavra.info/2010/12/33125 ). Pelos vistos, os capitalistas alemães começaram a chegar à mesma conclusão e desinvestem de Portugal. Isto não impede José Ferreira, no seu último comentário, de adiantar como um dos três cenários que «a Alemanha está a sobreviver à crise à custa da crise dos países do sul da Europa». Não. A Alemanha está a sobreviver à crise à custa da alta produtividade dos processos de trabalho na Alemanha, ou seja, à custa da exploração dos trabalhadores activos naquele país.
É que, quanto ao problema do abandono da zona euro e das questões de soberania nacional, não nos limitamos no &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; a uma análise circunscrita às fronteiras portuguesas. Pelo contrário, partimos de um plano que nunca é levado em conta pelos nossos opositores, já que defendemos que a transnacionalização do capital alterou completamente os termos da geopolítica e obrigou a pensar numa nova perspectiva os Estados e o imperialismo.
Partimos desse plano de análise porque consideramos como motor do capitalismo as relações de exploração ocorridas no processo de trabalho. Assim, consideramos que a história do capitalismo é determinada fundamentalmente pela história das relações sociais de trabalho, que constitui o campo específico da luta de classes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Ferreira,<br />
Sem dúvida que previsões exactas são impossíveis na economia, como sempre que se conjuga uma multiplicidade de factores de peso diferente e determinados de maneira distinta. Mas pensamos que podem ser traçadas grandes linhas, que, se estiverem certas, contribuirão para não nos deixar imobilizados perante mudanças súbitas.<br />
No que diz respeito a Portugal, um dos aspectos em que o <em>Passa Palavra</em> mais tem insistido, quer com artigos do colectivo quer com contribuições individuais, é que o abandono do euro e a adopção de uma moeda nacional desvalorizada teria como consequência piorar mais ainda as condições de vida dos trabalhadores residentes no país. Em termos muito simplificados, o custo das importações aumentaria, o que agravaria o nível de vida, no que diz respeito às importações de bens de consumo, e comprometeria mais ainda a produtividade, no que diz respeito às importações de meios de produção e matérias-primas. Sem conseguir ser competitivo no mercado externo através de um aumento da produtividade, restaria ao capitalismo português o recurso de ser competitivo mediante o rebaixamento dos custos salariais. Ora, isto exigiria a imposição de uma disciplina e um enquadramento da força de trabalho de que os fascismos deram o modelo. Esta é a nossa principal linha de argumentação, que temos defendido de várias maneiras e com recurso a uma multiplicidade de dados económicos, como se pode ver nos artigos publicados acerca do assunto.<br />
Outra questão é a de avaliar o papel que o Partido Comunista Português poderia desempenhar naquele processo, e quanto a isto houve em Fevereiro uma polémica, nomeadamente com o artigo de José Nuno Matos (<a href="http://passapalavra.info/2013/02/73093" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/02/73093</a> ).<br />
Quanto ao problema da soberania nacional, sempre evocado por nacionalistas e patriotas, devemos recordar que, em Dezembro de 2010, João Bernardo defendeu a posição extrema de que Portugal não existe (<a href="http://passapalavra.info/2010/12/33125" rel="ugc">http://passapalavra.info/2010/12/33125</a> ). Pelos vistos, os capitalistas alemães começaram a chegar à mesma conclusão e desinvestem de Portugal. Isto não impede José Ferreira, no seu último comentário, de adiantar como um dos três cenários que «a Alemanha está a sobreviver à crise à custa da crise dos países do sul da Europa». Não. A Alemanha está a sobreviver à crise à custa da alta produtividade dos processos de trabalho na Alemanha, ou seja, à custa da exploração dos trabalhadores activos naquele país.<br />
É que, quanto ao problema do abandono da zona euro e das questões de soberania nacional, não nos limitamos no <em>Passa Palavra</em> a uma análise circunscrita às fronteiras portuguesas. Pelo contrário, partimos de um plano que nunca é levado em conta pelos nossos opositores, já que defendemos que a transnacionalização do capital alterou completamente os termos da geopolítica e obrigou a pensar numa nova perspectiva os Estados e o imperialismo.<br />
Partimos desse plano de análise porque consideramos como motor do capitalismo as relações de exploração ocorridas no processo de trabalho. Assim, consideramos que a história do capitalismo é determinada fundamentalmente pela história das relações sociais de trabalho, que constitui o campo específico da luta de classes.</p>
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