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	Comentários sobre: O Estado e a Nação – II. O estado da Nação	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: gio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-1048918</link>

		<dc:creator><![CDATA[gio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 19:07:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Atualizando : Hoje vi uma chamada em Curitiba-BR, para uma manifestação do Grande ato de lançamento o movimento meu brasil brasileiro , que em suma é antipartidario e nao cita quem chama...( mas logo se ve , a cut por trás) . 
E o presidente usando um bone azul ( o brasil é dos brasileiros )....buracos e mais buracos sendo cavados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualizando : Hoje vi uma chamada em Curitiba-BR, para uma manifestação do Grande ato de lançamento o movimento meu brasil brasileiro , que em suma é antipartidario e nao cita quem chama&#8230;( mas logo se ve , a cut por trás) .<br />
E o presidente usando um bone azul ( o brasil é dos brasileiros )&#8230;.buracos e mais buracos sendo cavados</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Epitacio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-124241</link>

		<dc:creator><![CDATA[Epitacio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2013 13:46:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sou a favor de direito a voto dos projetos através de escolha livre e utilizando a urna eletrônica permanentemente instalada nas zonas eleitorais, transparência a todos os projetos apresentados por quem foram eleitos com direito a voto, chega de deixar na mão deles o monopólio de decisão que muitas vezes não fazem parte de nossos desejos e necessidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou a favor de direito a voto dos projetos através de escolha livre e utilizando a urna eletrônica permanentemente instalada nas zonas eleitorais, transparência a todos os projetos apresentados por quem foram eleitos com direito a voto, chega de deixar na mão deles o monopólio de decisão que muitas vezes não fazem parte de nossos desejos e necessidades.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-121505</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 01:12:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Valente
Obrigado pela ótima resposta.
Abraço,
Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Valente<br />
Obrigado pela ótima resposta.<br />
Abraço,<br />
Paulo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-121485</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2013 19:44:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Paulo,

desculpe o atraso na resposta.

1) «Se o socialismo só se pode desenvolver a partir de determinada configuração do capitalismo, posso presumir que o desenvolvimento de um país (tomado em sentido amplo, isto é, econômico e social) se coloca como uma necessidade?» 

O socialismo tomado genericamente como uma alternativa ao capitalismo assente em relações solidárias desenvolve-se a partir de determinadas premissas. Mas não são essas premissas capitalistas estruturais (toyotismo, transnacionalização do capital, etc.) que desaguarão necessariamente nesse socialismo. Só as lutas sociais transformam o capitalismo e só as lutas sociais dos trabalhadores podem transformar o capitalismo noutro modo de produção. Dito isto, os traços mais modernizadores do capitalismo relacionam-se intimamente com a sua transnacionalização crescente. Não se trata de protagonizar um salto mecânico entre uma transnacionalização capitalista para uma de tipo socialista. Mas a transnacionalização capitalista não apenas é sempre preferível aos nacionalismos, desde motivos ideológicos, até à importante questão das condições de vida dos trabalhadores, aspecto que a maioria da esquerda nacionalista não quer saber para nada. Mas como estava a dizer, a tendência expansionista do capitalismo é sempre preferível às tendências irracionalistas do decrescimento, mas também permite melhores condições para que as lutas dos trabalhadores possam desenvolver-se num plano mais articulado e internacional. Naturalmente não é essa transnacionalização que o permite automaticamente. É apenas um palco menos nocivo do que o nacionalismo.

2) «no contexto atual é possível rumar para um socialismo da abundância sem políticas públicas, sem a adoção de mecanismo de distribuição de renda, sem investimento estatal em educação, saúde etc.?»

É bom lembrar que os serviços públicos de educação, saúde e de previdência tiveram origem em instituições comunitárias criadas pela classe trabalhadora. O estado no quadro do fordismo apropriou-se não apenas das reivindicações dos trabalhadores mas sobretudo dessas modalidades de organização. Para mim, é de longe preferível que esses serviços sejam públicos e de acesso gratuito e universal do que serem privados. Para os trabalhadores que não trabalham nesses sectores é imensamente importante que o acesso se mantenha gratuito e com qualidade. Mas esta característica é imanente ao Estado? Eu creio que não. Se o Estado actua em todos os outros planos (justiça, polícia, impostos, empresas estatais, etc.) de modo totalmente distinto (e repressivo) porque actuaria de modo solidário na saúde e na educação? De facto, o acesso a serviços estatais de saúde e de educação mantém-se mas cada vez de modo mais residual na Europa, etc. Porém, mesmo que o acesso possa manter-se público e gratuito, importa lembrar que aqui estamos ainda no plano do consumo (acesso a bens e serviços que ajudam a compensar os rendimentos dos trabalhadores que não operam nesses sectores). Se passarmos para as relações de trabalho dentro da saúde e da educação fornecidas pelo Estado, então a minha conclusão é que essas são claramente aproximadas às de qualquer empresa. Pelo menos nos casos europeus que conheço, o seu modo de funcionamento interno (princípios hierárquicos, contratação de trabalhadores, organigrama, políticas de rentabilidade e de controlo de custos, etc.) é praticamente o mesmo ao que acontece nas empresas privadas. Portanto, no limite, um determinado Estado poderá continuar a fornecer serviços de saúde e de educação a baixo custo e, na sua estrutura interna, manter características empresariais.

Em suma, se é óbvio que é imensamente benéfico que os trabalhadores tenham acesso gratuito e universal a serviços públicos importa lembrar que a destruição desse acesso começa noutro local: na crescente partilha de princípios empresariais no seio da estrutura do Estado.

3) «É possível enfim hoje, numa época em que o mundo do trabalho não consegue sequer se articular no interior de um país, pensar um desenvolvimento econômico-social fora dos quadrantes de um país, fora da esfera nacional, em âmbito internacional?»

Eu colocaria a questão ao contrário. Ou as lutas dos trabalhadores se expressam no plano internacional ou não haverá saída para o actual estado de fragmentação da classe trabalhadora. Creio que essa linha etapista sempre acaba por encerrar a luta dentro de um país e, acima de tudo, em regenerar um novo tipo de capitalismo nacional com novos gestores.

Abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo,</p>
<p>desculpe o atraso na resposta.</p>
<p>1) «Se o socialismo só se pode desenvolver a partir de determinada configuração do capitalismo, posso presumir que o desenvolvimento de um país (tomado em sentido amplo, isto é, econômico e social) se coloca como uma necessidade?» </p>
<p>O socialismo tomado genericamente como uma alternativa ao capitalismo assente em relações solidárias desenvolve-se a partir de determinadas premissas. Mas não são essas premissas capitalistas estruturais (toyotismo, transnacionalização do capital, etc.) que desaguarão necessariamente nesse socialismo. Só as lutas sociais transformam o capitalismo e só as lutas sociais dos trabalhadores podem transformar o capitalismo noutro modo de produção. Dito isto, os traços mais modernizadores do capitalismo relacionam-se intimamente com a sua transnacionalização crescente. Não se trata de protagonizar um salto mecânico entre uma transnacionalização capitalista para uma de tipo socialista. Mas a transnacionalização capitalista não apenas é sempre preferível aos nacionalismos, desde motivos ideológicos, até à importante questão das condições de vida dos trabalhadores, aspecto que a maioria da esquerda nacionalista não quer saber para nada. Mas como estava a dizer, a tendência expansionista do capitalismo é sempre preferível às tendências irracionalistas do decrescimento, mas também permite melhores condições para que as lutas dos trabalhadores possam desenvolver-se num plano mais articulado e internacional. Naturalmente não é essa transnacionalização que o permite automaticamente. É apenas um palco menos nocivo do que o nacionalismo.</p>
<p>2) «no contexto atual é possível rumar para um socialismo da abundância sem políticas públicas, sem a adoção de mecanismo de distribuição de renda, sem investimento estatal em educação, saúde etc.?»</p>
<p>É bom lembrar que os serviços públicos de educação, saúde e de previdência tiveram origem em instituições comunitárias criadas pela classe trabalhadora. O estado no quadro do fordismo apropriou-se não apenas das reivindicações dos trabalhadores mas sobretudo dessas modalidades de organização. Para mim, é de longe preferível que esses serviços sejam públicos e de acesso gratuito e universal do que serem privados. Para os trabalhadores que não trabalham nesses sectores é imensamente importante que o acesso se mantenha gratuito e com qualidade. Mas esta característica é imanente ao Estado? Eu creio que não. Se o Estado actua em todos os outros planos (justiça, polícia, impostos, empresas estatais, etc.) de modo totalmente distinto (e repressivo) porque actuaria de modo solidário na saúde e na educação? De facto, o acesso a serviços estatais de saúde e de educação mantém-se mas cada vez de modo mais residual na Europa, etc. Porém, mesmo que o acesso possa manter-se público e gratuito, importa lembrar que aqui estamos ainda no plano do consumo (acesso a bens e serviços que ajudam a compensar os rendimentos dos trabalhadores que não operam nesses sectores). Se passarmos para as relações de trabalho dentro da saúde e da educação fornecidas pelo Estado, então a minha conclusão é que essas são claramente aproximadas às de qualquer empresa. Pelo menos nos casos europeus que conheço, o seu modo de funcionamento interno (princípios hierárquicos, contratação de trabalhadores, organigrama, políticas de rentabilidade e de controlo de custos, etc.) é praticamente o mesmo ao que acontece nas empresas privadas. Portanto, no limite, um determinado Estado poderá continuar a fornecer serviços de saúde e de educação a baixo custo e, na sua estrutura interna, manter características empresariais.</p>
<p>Em suma, se é óbvio que é imensamente benéfico que os trabalhadores tenham acesso gratuito e universal a serviços públicos importa lembrar que a destruição desse acesso começa noutro local: na crescente partilha de princípios empresariais no seio da estrutura do Estado.</p>
<p>3) «É possível enfim hoje, numa época em que o mundo do trabalho não consegue sequer se articular no interior de um país, pensar um desenvolvimento econômico-social fora dos quadrantes de um país, fora da esfera nacional, em âmbito internacional?»</p>
<p>Eu colocaria a questão ao contrário. Ou as lutas dos trabalhadores se expressam no plano internacional ou não haverá saída para o actual estado de fragmentação da classe trabalhadora. Creio que essa linha etapista sempre acaba por encerrar a luta dentro de um país e, acima de tudo, em regenerar um novo tipo de capitalismo nacional com novos gestores.</p>
<p>Abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-121127</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jun 2013 20:35:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77590#comment-121127</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Valente Aguiar
Obrigado pela resposta. Aproveito a oportunidade para compartilhar algumas dúvidas, de ordem teórico-prática, que vão para além do caso português: Se o socialismo só se pode desenvolver a partir de determinada configuração do capitalismo, posso presumir que o desenvolvimento de um país (tomado em sentido amplo, isto é, econômico e social) se coloca como uma necessidade? O desenvolvimento econômico e social, no mundo de hoje (em que há grande assimetria de poder nas relações internacionais, em que vige o toyotismo no mundo empresarial e uma pungente fragmentação do trabalho), não demanda a intervenção do Estado? Logo, para que possa ocorrer ou avançar, isso não seria possível apenas nos quadrantes de um país? Ou no contexto atual é possível rumar para um socialismo da abundância sem políticas públicas, sem a adoção de mecanismo de distribuição de renda, sem investimento estatal em educação, saúde etc.? É possível enfim hoje, numa época em que o mundo do trabalho não consegue sequer se articular no interior de um país, pensar um desenvolvimento econômico-social fora dos quadrantes de um país, fora da esfera nacional, em âmbito internacional? Se não for abuso, gostaria de conhecer sua visão sobre essas questões, ainda que de forma inacabada, pois creio que quaisquer considerações de sua parte contribuirão para que eu possa melhor refletir sobre elas.
Abraço,
Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Valente Aguiar<br />
Obrigado pela resposta. Aproveito a oportunidade para compartilhar algumas dúvidas, de ordem teórico-prática, que vão para além do caso português: Se o socialismo só se pode desenvolver a partir de determinada configuração do capitalismo, posso presumir que o desenvolvimento de um país (tomado em sentido amplo, isto é, econômico e social) se coloca como uma necessidade? O desenvolvimento econômico e social, no mundo de hoje (em que há grande assimetria de poder nas relações internacionais, em que vige o toyotismo no mundo empresarial e uma pungente fragmentação do trabalho), não demanda a intervenção do Estado? Logo, para que possa ocorrer ou avançar, isso não seria possível apenas nos quadrantes de um país? Ou no contexto atual é possível rumar para um socialismo da abundância sem políticas públicas, sem a adoção de mecanismo de distribuição de renda, sem investimento estatal em educação, saúde etc.? É possível enfim hoje, numa época em que o mundo do trabalho não consegue sequer se articular no interior de um país, pensar um desenvolvimento econômico-social fora dos quadrantes de um país, fora da esfera nacional, em âmbito internacional? Se não for abuso, gostaria de conhecer sua visão sobre essas questões, ainda que de forma inacabada, pois creio que quaisquer considerações de sua parte contribuirão para que eu possa melhor refletir sobre elas.<br />
Abraço,<br />
Paulo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-120748</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2013 18:48:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77590#comment-120748</guid>

					<description><![CDATA[Caro Paulo,

obrigado pelo seu comentário.

Sobre a sua pergunta. Creio que perante as experiências do século XX, o socialismo passou a ser visto predominantemente como um modelo capitalista de Estado. Mas se assumirmos o socialismo como algo genérico e sinónimo de uma sociedade que rompa radicalmente com o capitalismo e se alicerce em novos princípios de sociedade geridos pelos trabalhadores, então é possível relacionar esta última visão anticapitalista de socialismo com o capitalismo? Dito de uma maneira muito lata, se o socialismo pode ser radicalmente anticapitalista, creio que o socialismo só se pode desenvolver a partir de uma determinada configuração do capitalismo. Ou seja, quanto mais transnacionalizado o capitalismo, mais possível e viável será uma sua alternativa. Pelo contrário, num mundo de capitalismos mais nacionalistas e proteccionistas, as dificuldades para uma organização dos trabalhadores exponenciam-se.

Contudo, quando eu aqui relaciono as características de maior ou menor modernização do capitalismo com as possibilidades de surgirem alternativas não o faço tomando como princípio aquele princípio mecânico de que bastaria o desenvolvimento das forças produtivas para suplantar o capitalismo. Pelo contrário, um capitalismo mais moderno é melhor para os trabalhadores porque lhes dá maiores possibilidades de se organizarem internacionalmente. Não é melhor porque se aproxima de um putativo óptimo produtivo onde depois bastaria nacionalizar a economia para se (pretensamente) construir uma nova sociedade.

Para terminar. Quando eu falo no texto que uma esquerda nem para modernizar o capitalismo serve, refiro-me a isto na sequência de vários artigos que eu tenho escrito sobre o facto de grande parte da esquerda portuguesa não defender qualquer vector emancipatório para os trabalhadores. Bem pelo contrário. A esmagadora maioria da esquerda portuguesa tem como objectivo e programa político um capitalismo ainda mais miserável do que já vivemos. Sobre este assunto creio que vale a pena ler o seguinte artigo do João Bernardo: http://passapalavra.info/2011/03/37649]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo,</p>
<p>obrigado pelo seu comentário.</p>
<p>Sobre a sua pergunta. Creio que perante as experiências do século XX, o socialismo passou a ser visto predominantemente como um modelo capitalista de Estado. Mas se assumirmos o socialismo como algo genérico e sinónimo de uma sociedade que rompa radicalmente com o capitalismo e se alicerce em novos princípios de sociedade geridos pelos trabalhadores, então é possível relacionar esta última visão anticapitalista de socialismo com o capitalismo? Dito de uma maneira muito lata, se o socialismo pode ser radicalmente anticapitalista, creio que o socialismo só se pode desenvolver a partir de uma determinada configuração do capitalismo. Ou seja, quanto mais transnacionalizado o capitalismo, mais possível e viável será uma sua alternativa. Pelo contrário, num mundo de capitalismos mais nacionalistas e proteccionistas, as dificuldades para uma organização dos trabalhadores exponenciam-se.</p>
<p>Contudo, quando eu aqui relaciono as características de maior ou menor modernização do capitalismo com as possibilidades de surgirem alternativas não o faço tomando como princípio aquele princípio mecânico de que bastaria o desenvolvimento das forças produtivas para suplantar o capitalismo. Pelo contrário, um capitalismo mais moderno é melhor para os trabalhadores porque lhes dá maiores possibilidades de se organizarem internacionalmente. Não é melhor porque se aproxima de um putativo óptimo produtivo onde depois bastaria nacionalizar a economia para se (pretensamente) construir uma nova sociedade.</p>
<p>Para terminar. Quando eu falo no texto que uma esquerda nem para modernizar o capitalismo serve, refiro-me a isto na sequência de vários artigos que eu tenho escrito sobre o facto de grande parte da esquerda portuguesa não defender qualquer vector emancipatório para os trabalhadores. Bem pelo contrário. A esmagadora maioria da esquerda portuguesa tem como objectivo e programa político um capitalismo ainda mais miserável do que já vivemos. Sobre este assunto creio que vale a pena ler o seguinte artigo do João Bernardo: <a href="http://passapalavra.info/2011/03/37649" rel="ugc">http://passapalavra.info/2011/03/37649</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/05/77590/#comment-120669</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2013 00:12:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=77590#comment-120669</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Valente Aguiar
Parabéns pelo artigo. Uma pergunta: considera o desenvolvimento capitalista essencial ao socialismo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Valente Aguiar<br />
Parabéns pelo artigo. Uma pergunta: considera o desenvolvimento capitalista essencial ao socialismo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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