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	Comentários sobre: Teses do intelectual/ministro/prefeito Fernando Haddad, ou a vida cômica de um intelectual engajado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: GABRIELA		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-338015</link>

		<dc:creator><![CDATA[GABRIELA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2018 01:51:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguem poderia me enviar o link das teses de metrado e doutorado defendidas por Haddad?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguem poderia me enviar o link das teses de metrado e doutorado defendidas por Haddad?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Danilo Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 20:59:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros amigos,

eu gostei do texto. Achei interessante a &quot;atualização&quot; do artigo do Roberto Schwarz, na introdução. Lembrando que Schwarz escreveu &quot;Nunca fomos tão engajados&quot; em 1994. 

Também achei interessante como o autor ridiculariza as &quot;Teses sobre Karl Marx&quot;, tendo em vista a atuação do prefeito. 

Sem fazer uma comparação rigorosa... Esse texto lembra o Marx nos textos em que ele procurou ridicularizar as fraseologias dos Jovens Hegelianos. A grande diferença é que Marx fez a crítica demolidora propondo algo, ou seja, uma análise das das condições materiais de existência. O autor aqui não propõe nada, mas acho que nem deveria, pois ele está criticando certo materialismo que também virou fraseologia.

Sobre a discussão que o leitor Marcos levanta, creio que precisamos ser mais rigoroso. Já que ele cobra uma análise mais sistemática, creio que ele deveria ser mais cuidadoso ao explicitar sua opinião eleitoral.

a) Diminuição da violência da PM. Alguém do PSDB também pode reivindicar esses números a favor de Alckmin.

b) Programas de distribuição de renda. Há uma disputa para saber que inventou isso. A cientista social Amélia Cohn acaba de lançar um bom livro sobre o tema. Ela, uma das idealizadoras do programa, não tem dúvidas que isso surgiu com o PSDB e foi aprimorado pelo PT. Além disso, ela demonstra o vínculo do programa com o Banco Mundial e coisas do gênero. (mas não precisa acusá-la de tucana, porque ela defende o programa e demonstra a importância dele analisando a carta de indivíduos que escreveram para o presidente agradecendo o programa).

c) Discussão sobre salário, eu pediria para o leitor pensar sobre o que está acontecendo no ABC Paulista.Em São Bernardo  a CUT, tendo como ponta de lança o sindicato dos metalúrgicos do ABC, está em plena batalha pela &quot;ACE&quot;. Trata-se de &quot;acordo coletivo especial&quot;. Nesse acordo o negociado prevalece sobre o legislado. Isso é normal, é da natureza dos acordos coletivos. A novidade é o &quot;especial&quot;, que concede sem contrapartida nenhuma o que o FHC, no auge do seu poder não conseguiu: que se renuncie a direitos garantidos por lei. Trata-se de possibilitar a retirada de direitos e a revogação do artigo 612 da CLT. Isso em troca de que? De uma vaga promessa da GM de retirar de São José (onde o PSTU/Conlutas é dominante) uma unidade fabril e levá-la provavelmente para Taubaté ou São Bernardo onde o sindicato é CUTista.

d) Sobre a educação... Além de acompanhar como foi a greve dos professores municipais. Sugiro que leia o D.O de ontem e veja como a prefeitura do Haddad está quebrando os acordos firmados no fim da greve. Falou que não ia descontar salários, mas cortou. Falou que as unidades escolares teriam autonomia para fazer o calendário de reposição, mas decretou que parte das reposições serão no recesso de julho... E por ai vai.

Essas análises podem ser feitas, sem que mobilizemos uma versão de &quot;esquerda&quot; da Regina Duarte: &quot;Tenho medo que o pior volte&quot;. E claro, sem que coloquemos nossas opiniões no comportamento do &quot;povão&quot;. Esse povão vota no Lula, mas também vota no Maluf, no Kassab, no Tiririca. Parte dele fala como o autor: &quot;Tô fora disso&quot;. Parte dele é a favor de cotas, outros não. Alguns são a favor do aborto, outros não. E por ai vai.

Mas certamente todos devem dizer: &quot;Fique com sua opinião e não me ...!&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos,</p>
<p>eu gostei do texto. Achei interessante a &#8220;atualização&#8221; do artigo do Roberto Schwarz, na introdução. Lembrando que Schwarz escreveu &#8220;Nunca fomos tão engajados&#8221; em 1994. </p>
<p>Também achei interessante como o autor ridiculariza as &#8220;Teses sobre Karl Marx&#8221;, tendo em vista a atuação do prefeito. </p>
<p>Sem fazer uma comparação rigorosa&#8230; Esse texto lembra o Marx nos textos em que ele procurou ridicularizar as fraseologias dos Jovens Hegelianos. A grande diferença é que Marx fez a crítica demolidora propondo algo, ou seja, uma análise das das condições materiais de existência. O autor aqui não propõe nada, mas acho que nem deveria, pois ele está criticando certo materialismo que também virou fraseologia.</p>
<p>Sobre a discussão que o leitor Marcos levanta, creio que precisamos ser mais rigoroso. Já que ele cobra uma análise mais sistemática, creio que ele deveria ser mais cuidadoso ao explicitar sua opinião eleitoral.</p>
<p>a) Diminuição da violência da PM. Alguém do PSDB também pode reivindicar esses números a favor de Alckmin.</p>
<p>b) Programas de distribuição de renda. Há uma disputa para saber que inventou isso. A cientista social Amélia Cohn acaba de lançar um bom livro sobre o tema. Ela, uma das idealizadoras do programa, não tem dúvidas que isso surgiu com o PSDB e foi aprimorado pelo PT. Além disso, ela demonstra o vínculo do programa com o Banco Mundial e coisas do gênero. (mas não precisa acusá-la de tucana, porque ela defende o programa e demonstra a importância dele analisando a carta de indivíduos que escreveram para o presidente agradecendo o programa).</p>
<p>c) Discussão sobre salário, eu pediria para o leitor pensar sobre o que está acontecendo no ABC Paulista.Em São Bernardo  a CUT, tendo como ponta de lança o sindicato dos metalúrgicos do ABC, está em plena batalha pela &#8220;ACE&#8221;. Trata-se de &#8220;acordo coletivo especial&#8221;. Nesse acordo o negociado prevalece sobre o legislado. Isso é normal, é da natureza dos acordos coletivos. A novidade é o &#8220;especial&#8221;, que concede sem contrapartida nenhuma o que o FHC, no auge do seu poder não conseguiu: que se renuncie a direitos garantidos por lei. Trata-se de possibilitar a retirada de direitos e a revogação do artigo 612 da CLT. Isso em troca de que? De uma vaga promessa da GM de retirar de São José (onde o PSTU/Conlutas é dominante) uma unidade fabril e levá-la provavelmente para Taubaté ou São Bernardo onde o sindicato é CUTista.</p>
<p>d) Sobre a educação&#8230; Além de acompanhar como foi a greve dos professores municipais. Sugiro que leia o D.O de ontem e veja como a prefeitura do Haddad está quebrando os acordos firmados no fim da greve. Falou que não ia descontar salários, mas cortou. Falou que as unidades escolares teriam autonomia para fazer o calendário de reposição, mas decretou que parte das reposições serão no recesso de julho&#8230; E por ai vai.</p>
<p>Essas análises podem ser feitas, sem que mobilizemos uma versão de &#8220;esquerda&#8221; da Regina Duarte: &#8220;Tenho medo que o pior volte&#8221;. E claro, sem que coloquemos nossas opiniões no comportamento do &#8220;povão&#8221;. Esse povão vota no Lula, mas também vota no Maluf, no Kassab, no Tiririca. Parte dele fala como o autor: &#8220;Tô fora disso&#8221;. Parte dele é a favor de cotas, outros não. Alguns são a favor do aborto, outros não. E por ai vai.</p>
<p>Mas certamente todos devem dizer: &#8220;Fique com sua opinião e não me &#8230;!&#8221;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ricardo Peres		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121612</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Peres]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 19:22:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=78204#comment-121612</guid>

					<description><![CDATA[Existe pouca dúvida sobre o talento literário do prefeito, e a falta de clareza explicitada nas teses tangenciando Marx ilustra uma relação pouco confortável com a palavra escrita. Ainda, devemos considerar que o prefeito não tinha sequer 40 anos quando elaborou as idéias aqui elencadas pelo Carlos Henrique. 

Ora, talvez ele tenha evoluído desde então. É uma possibilidade. Assim, talvez fosse o caso de convidá-lo para um seminário sobre Marxismo. Fica a sugestão... Mesmo porque, o registro que permanece na análise de 1998 é pobre, enquanto que o valor de Marx e da dialética material permanece inesgotável. 

A propósito, se engana quem pensa que a dialógica (lógica da complexidade) tenha superado a dialética material marxista. Pois a complexidade apresenta extrema dificuldade em acomodar a síntese material e, sendo a realidade concreta e o mundo terrestre finito, a síntese resultante da interlocução racional entre homem e meio material continua indispensável para organizar sociedades de grande escala. Fora isso, estaríamos simplesmente deixando tudo nas “mãos de Deus”. Daí a crescente relevância de Marx e, logicamente, a merecida oportunidade para o prefeito fazer um “update” sobre o tema...

Quanto ao texto aqui publicado, curti o humor dos comentários do autor sobre a tese-II, lidando com a questão político-prática vis-à-vis a econômico-teórica. O prefeito (hoje) escreveu (ontem): “Os socialistas se valem das crises do capitalismo, expressão do seu caráter inerentemente contraditório e irracional, para afirmar seu ponto de vista. Não obstante, a questão sobre qual será a crise final desse sistema é uma questão político-prática e não econômico-teórica”. 

Bem, o primeiro fato é que essa análise está correta, conforme demonstrado por Adorno em sua Dialética do Esclarecimento. O problema da análise do prefeito é precisamente o (segundo) fato de ele ter ficado parado em 1944, num pensamento vencido pelo desânimo e pela depressão. 

Qualquer criança hoje em dia sabe na pele que a crítica foi colocada em cheque no mundo industrial e, mais do que nunca, no mundo da velocidade digital, que asfixia o tempo da gente, criando “utilidades” em ciclos cada vez menores de produção requerendo manutenção 100% do tempo. 

Um tempo roubado, obviamente, e transferido à super elite que controla e lucra com a produção de tais utilidades industriais e tecnológicas, num mundo em que ninguém está disposto a voltar às cavernas, e onde índio também quer luz elétrica. Teoricamente, esse é o quadro que interessaria debater para induzir avanços reais do pensamento marxista na imaginação dos intelectuais, especialmente dos políticos pensantes, como é o caso do nosso prefeito... 

O Carlos Henrique está certo em ironizar o “jovem menino que ajudava o pai na Rua 25 de março”, mesmo porque a imagem inferida está mais para novela da Rede Globo do que para qualquer outra coisa (e nada como uma boa sacaneada para afastar a tacanhice). 

Por outro lado, com ou sem ironia, ao menos tem um “menino”, um “pai” e uma “rua” no enredo, sendo que mesmo essas coisas estão em jogo no presente. Hoje, a humanidade está em jogo e o futuro da espécie submetido a questões político-práticas. As guerras estão aí para esclarecer o ponto. 

Além disso, a Nanotecnologia projeta três trilhões de dólares em negócios até 2015, e o arcabouço material da indústria bélica (de cunho nazifascista para alguns) concentra as decisões do planeta em conjunto com o mercado do capital privado. 

Adorno acertou quando disse que a técnica submeteria a crítica, mas três gerações já passaram desde esse diagnóstico. Então é o seguinte: ou joga-se a toalha logo de uma vez ou, enquanto houver mentes saudáveis no mundo, apostemos na crítica. Aparentemente, não existe nada a perder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe pouca dúvida sobre o talento literário do prefeito, e a falta de clareza explicitada nas teses tangenciando Marx ilustra uma relação pouco confortável com a palavra escrita. Ainda, devemos considerar que o prefeito não tinha sequer 40 anos quando elaborou as idéias aqui elencadas pelo Carlos Henrique. </p>
<p>Ora, talvez ele tenha evoluído desde então. É uma possibilidade. Assim, talvez fosse o caso de convidá-lo para um seminário sobre Marxismo. Fica a sugestão&#8230; Mesmo porque, o registro que permanece na análise de 1998 é pobre, enquanto que o valor de Marx e da dialética material permanece inesgotável. </p>
<p>A propósito, se engana quem pensa que a dialógica (lógica da complexidade) tenha superado a dialética material marxista. Pois a complexidade apresenta extrema dificuldade em acomodar a síntese material e, sendo a realidade concreta e o mundo terrestre finito, a síntese resultante da interlocução racional entre homem e meio material continua indispensável para organizar sociedades de grande escala. Fora isso, estaríamos simplesmente deixando tudo nas “mãos de Deus”. Daí a crescente relevância de Marx e, logicamente, a merecida oportunidade para o prefeito fazer um “update” sobre o tema&#8230;</p>
<p>Quanto ao texto aqui publicado, curti o humor dos comentários do autor sobre a tese-II, lidando com a questão político-prática vis-à-vis a econômico-teórica. O prefeito (hoje) escreveu (ontem): “Os socialistas se valem das crises do capitalismo, expressão do seu caráter inerentemente contraditório e irracional, para afirmar seu ponto de vista. Não obstante, a questão sobre qual será a crise final desse sistema é uma questão político-prática e não econômico-teórica”. </p>
<p>Bem, o primeiro fato é que essa análise está correta, conforme demonstrado por Adorno em sua Dialética do Esclarecimento. O problema da análise do prefeito é precisamente o (segundo) fato de ele ter ficado parado em 1944, num pensamento vencido pelo desânimo e pela depressão. </p>
<p>Qualquer criança hoje em dia sabe na pele que a crítica foi colocada em cheque no mundo industrial e, mais do que nunca, no mundo da velocidade digital, que asfixia o tempo da gente, criando “utilidades” em ciclos cada vez menores de produção requerendo manutenção 100% do tempo. </p>
<p>Um tempo roubado, obviamente, e transferido à super elite que controla e lucra com a produção de tais utilidades industriais e tecnológicas, num mundo em que ninguém está disposto a voltar às cavernas, e onde índio também quer luz elétrica. Teoricamente, esse é o quadro que interessaria debater para induzir avanços reais do pensamento marxista na imaginação dos intelectuais, especialmente dos políticos pensantes, como é o caso do nosso prefeito&#8230; </p>
<p>O Carlos Henrique está certo em ironizar o “jovem menino que ajudava o pai na Rua 25 de março”, mesmo porque a imagem inferida está mais para novela da Rede Globo do que para qualquer outra coisa (e nada como uma boa sacaneada para afastar a tacanhice). </p>
<p>Por outro lado, com ou sem ironia, ao menos tem um “menino”, um “pai” e uma “rua” no enredo, sendo que mesmo essas coisas estão em jogo no presente. Hoje, a humanidade está em jogo e o futuro da espécie submetido a questões político-práticas. As guerras estão aí para esclarecer o ponto. </p>
<p>Além disso, a Nanotecnologia projeta três trilhões de dólares em negócios até 2015, e o arcabouço material da indústria bélica (de cunho nazifascista para alguns) concentra as decisões do planeta em conjunto com o mercado do capital privado. </p>
<p>Adorno acertou quando disse que a técnica submeteria a crítica, mas três gerações já passaram desde esse diagnóstico. Então é o seguinte: ou joga-se a toalha logo de uma vez ou, enquanto houver mentes saudáveis no mundo, apostemos na crítica. Aparentemente, não existe nada a perder.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felix		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121609</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felix]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 19:03:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, não seria talvez pela vaidade da crítica? 
Marcos, por que raios o PP tem de se ater a uma &quot;tradição analítica&quot; ao invés de aceitar uma pluralidade literária? 
Ademais, Marcos, pessoalmente não creio que vamos ler aqui no PP a crítica destruidora capaz de derrubar o gabinete do prefeito. No entanto, gostei de ler trechos da obra do ilustre alcaíde. Não deixa de ser importate, num meio crítico, também  atentarmos a que tipo de produção intelectual essa classe de gestores públicos produzem na academia (digo atentar, pois a crítica propriamente acadêmica destas obras não tem outro lugar para ser feita que não na academia mesma. Outras modalidades de crítica podem ser feitas onde bem entendermos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, não seria talvez pela vaidade da crítica?<br />
Marcos, por que raios o PP tem de se ater a uma &#8220;tradição analítica&#8221; ao invés de aceitar uma pluralidade literária?<br />
Ademais, Marcos, pessoalmente não creio que vamos ler aqui no PP a crítica destruidora capaz de derrubar o gabinete do prefeito. No entanto, gostei de ler trechos da obra do ilustre alcaíde. Não deixa de ser importate, num meio crítico, também  atentarmos a que tipo de produção intelectual essa classe de gestores públicos produzem na academia (digo atentar, pois a crítica propriamente acadêmica destas obras não tem outro lugar para ser feita que não na academia mesma. Outras modalidades de crítica podem ser feitas onde bem entendermos).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121552</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 10:59:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121506&quot;&gt;Marcos&lt;/a&gt;.

E mais uma pessoa pede que o PP escreva sobre educação... Por que ao invés de pedir não escrevem elas mesmas e mandam para publicação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121506">Marcos</a>.</p>
<p>E mais uma pessoa pede que o PP escreva sobre educação&#8230; Por que ao invés de pedir não escrevem elas mesmas e mandam para publicação?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121506</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 01:17:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=78204#comment-121506</guid>

					<description><![CDATA[Leio, hoje, na Folha de São Paulo, que os assassinatos praticados pela PM de SP diminuíram drasticamente depois da queda de Antônio Ferreira Pinto. A derrubada de um secretário significou a vida para muitos. 

Eu fui formado na esquerda radical e há tempos atrás iria corroborar o &quot;tô fora&quot; do Carlos Henrique. Mas os anos passam e nada como a experiência própria para rever os conceitos e as posições. 

É curioso que o povão prefira o PT e tantos que estão salvos nas redes de proteção de classe média ou salvos pela cidadania universitária possam ousar o &quot;tô fora&quot;. 

Para quem corre risco de ser chacinado é melhor o partido que diminui as chacinas. Para quem não tem como pagar universidade é melhor o partido que dá possibilidades maiores de estudo. Para quem não vai herdar casa é melhor o partido que fala em moradias populares. Para quem é doméstica é melhor o partido que aprova a PEC das domésticas. Queremos igualdade, mas se tenho uma elite que me bate menos e me dá mais oportunidades, é esta que prefiro. Simples assim.  Mais comida na mesa. Mais oportunidades de vida e menos tiros e cacetadas. 

O Brasil é uma coisa muito brutal para que se possa desprezar certos avanços. O fator migratório gerou uma classe média escravocrata branca que não se identifica com o povo, que se vê mais como &quot;descendente de&quot;, que odeia a nação negríndia, a ralé, os pobres, pardos e negros. E diante de tal situação não se pode fazer tábula rasa. 

Eu poderia levantar aqui uma série de coisas positivas relacionadas à gestão Haddad. Desde o fato de o PT ter sido o responsável por servir merenda para o ensino médio até o fato de ter tirado 30 subprefeituras das mãos de coronéis da PM em SP. E fecharia com o fato de que foi preciso o Haddad vencer para que os Racionais pudessem se apresentar num show público. Há uma lista enorme para análise, que vai da relação do MEC com os conselhos estaduais de educação até a relação com o setor privado, muito ativo; e tem a igreja, e tem as universidades, que se arvoram donas da educação pública. Não tem nada disto no seu texto. Nenhum conhecimento prático, nenhuma análise concreta da educação. O que não espanta numa esquerda que não sabe nada de gestão educacional e menos ainda de concepções pedagógicas. A coisa mais difícil é achar algum crítico que saiba quantas escolas existem em seu Estado ou quanto é gasto com a merenda escolar. Falar de currículo soa como falar de elefantes coloridos...

O Passapalavra, numa das contribuições de destaque que marca sua trajetória, foi responsável por uma análise lúcida do Bolsa Família. Fez a crítica, fazendo a defesa. Com tudo isso não quero dizer que o Haddad não é alguém que não deva ser criticado. Mas que a crítica deve partir de uma análise concreta, pontuando os avanços e os desafios. Fora disso podemos construir milhares de críticas mas que não possuem compromisso com nada exceto a vaidade da crítica.

Me dou o direito de criticar textos como esse porque ele vai contra uma tradição analítica do Passapalavra. Tradição que muito me ensinou e ensina a outros. E também porque de ironias me sirvo bem mais apropriadamente do José Simão.

Num site onde tem tantas pessoas admiradoras de Tragtenberg, espero que algum dia alguém siga as pegadas do mestre em seu interesse real pelo estudo da educação. Essa grande desconhecida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio, hoje, na Folha de São Paulo, que os assassinatos praticados pela PM de SP diminuíram drasticamente depois da queda de Antônio Ferreira Pinto. A derrubada de um secretário significou a vida para muitos. </p>
<p>Eu fui formado na esquerda radical e há tempos atrás iria corroborar o &#8220;tô fora&#8221; do Carlos Henrique. Mas os anos passam e nada como a experiência própria para rever os conceitos e as posições. </p>
<p>É curioso que o povão prefira o PT e tantos que estão salvos nas redes de proteção de classe média ou salvos pela cidadania universitária possam ousar o &#8220;tô fora&#8221;. </p>
<p>Para quem corre risco de ser chacinado é melhor o partido que diminui as chacinas. Para quem não tem como pagar universidade é melhor o partido que dá possibilidades maiores de estudo. Para quem não vai herdar casa é melhor o partido que fala em moradias populares. Para quem é doméstica é melhor o partido que aprova a PEC das domésticas. Queremos igualdade, mas se tenho uma elite que me bate menos e me dá mais oportunidades, é esta que prefiro. Simples assim.  Mais comida na mesa. Mais oportunidades de vida e menos tiros e cacetadas. </p>
<p>O Brasil é uma coisa muito brutal para que se possa desprezar certos avanços. O fator migratório gerou uma classe média escravocrata branca que não se identifica com o povo, que se vê mais como &#8220;descendente de&#8221;, que odeia a nação negríndia, a ralé, os pobres, pardos e negros. E diante de tal situação não se pode fazer tábula rasa. </p>
<p>Eu poderia levantar aqui uma série de coisas positivas relacionadas à gestão Haddad. Desde o fato de o PT ter sido o responsável por servir merenda para o ensino médio até o fato de ter tirado 30 subprefeituras das mãos de coronéis da PM em SP. E fecharia com o fato de que foi preciso o Haddad vencer para que os Racionais pudessem se apresentar num show público. Há uma lista enorme para análise, que vai da relação do MEC com os conselhos estaduais de educação até a relação com o setor privado, muito ativo; e tem a igreja, e tem as universidades, que se arvoram donas da educação pública. Não tem nada disto no seu texto. Nenhum conhecimento prático, nenhuma análise concreta da educação. O que não espanta numa esquerda que não sabe nada de gestão educacional e menos ainda de concepções pedagógicas. A coisa mais difícil é achar algum crítico que saiba quantas escolas existem em seu Estado ou quanto é gasto com a merenda escolar. Falar de currículo soa como falar de elefantes coloridos&#8230;</p>
<p>O Passapalavra, numa das contribuições de destaque que marca sua trajetória, foi responsável por uma análise lúcida do Bolsa Família. Fez a crítica, fazendo a defesa. Com tudo isso não quero dizer que o Haddad não é alguém que não deva ser criticado. Mas que a crítica deve partir de uma análise concreta, pontuando os avanços e os desafios. Fora disso podemos construir milhares de críticas mas que não possuem compromisso com nada exceto a vaidade da crítica.</p>
<p>Me dou o direito de criticar textos como esse porque ele vai contra uma tradição analítica do Passapalavra. Tradição que muito me ensinou e ensina a outros. E também porque de ironias me sirvo bem mais apropriadamente do José Simão.</p>
<p>Num site onde tem tantas pessoas admiradoras de Tragtenberg, espero que algum dia alguém siga as pegadas do mestre em seu interesse real pelo estudo da educação. Essa grande desconhecida.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121446</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2013 13:06:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=78204#comment-121446</guid>

					<description><![CDATA[Nessa questão sobre a forma do texto, agradeço o passapalavra por ter publicado. Não era minha intenção fazer uma análise sistemática do governo Haddad.

Trata-se de pensar o texto do intelectual Haddad. Ele é cômico por si mesmo. 

&quot;A maior pobreza do capitalismo é a pobreza de espírito!&quot; Pelo amor de deus, quanta bobagem! É cardecismo espírita agora?&quot;Metafisica realmente existente&quot;! Alguém explica isso? Além do palavreado &quot;acadêmico&quot; vazio, ele escreve uma tese sobre Marx sem falar em trabalhador, sem falar no movimento do valor...

Não tem nada de aproveitável, mas a academia brasileira chancela isso. Há pesquisadores que citam essa palhaçada. Isso é considerado produção, dentro desse produtivismo tacanho da universidade.

Por isso a ideia de denunciar essa &quot;mediocridade acadêmica&quot; em relação as práticas do prefeito.

Discutir a gestão Haddad a partir das dificuldades da cidade de São Paulo é justificá-lo.
Isso é argumento eleitoral. Quem quiser que faça, mas eu tô fora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa questão sobre a forma do texto, agradeço o passapalavra por ter publicado. Não era minha intenção fazer uma análise sistemática do governo Haddad.</p>
<p>Trata-se de pensar o texto do intelectual Haddad. Ele é cômico por si mesmo. </p>
<p>&#8220;A maior pobreza do capitalismo é a pobreza de espírito!&#8221; Pelo amor de deus, quanta bobagem! É cardecismo espírita agora?&#8221;Metafisica realmente existente&#8221;! Alguém explica isso? Além do palavreado &#8220;acadêmico&#8221; vazio, ele escreve uma tese sobre Marx sem falar em trabalhador, sem falar no movimento do valor&#8230;</p>
<p>Não tem nada de aproveitável, mas a academia brasileira chancela isso. Há pesquisadores que citam essa palhaçada. Isso é considerado produção, dentro desse produtivismo tacanho da universidade.</p>
<p>Por isso a ideia de denunciar essa &#8220;mediocridade acadêmica&#8221; em relação as práticas do prefeito.</p>
<p>Discutir a gestão Haddad a partir das dificuldades da cidade de São Paulo é justificá-lo.<br />
Isso é argumento eleitoral. Quem quiser que faça, mas eu tô fora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121346</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jun 2013 14:39:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=78204#comment-121346</guid>

					<description><![CDATA[Felix, concordo com sua observação. Este tipo de comentarista faria muito melhor (para si, para o PP e para os demais leitores) se escrevesse, argumentada e detalhadamente, sobre o que considera importante, e enviasse este(s) escrito(s) para publicação. Ajuda inclusive a multiplicar análises e opiniões, a enriquecer debates, a ver para que lado abana o leque político... Mas já virou regra: do PP primeiro se discorda, e depois se vê do quê se discordou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felix, concordo com sua observação. Este tipo de comentarista faria muito melhor (para si, para o PP e para os demais leitores) se escrevesse, argumentada e detalhadamente, sobre o que considera importante, e enviasse este(s) escrito(s) para publicação. Ajuda inclusive a multiplicar análises e opiniões, a enriquecer debates, a ver para que lado abana o leque político&#8230; Mas já virou regra: do PP primeiro se discorda, e depois se vê do quê se discordou.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felix		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121218</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felix]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2013 15:57:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marcos,
não apenas você mas uma parcela de leitores do PP as vezes me dão a impressão de estarem exigindo dos textos postados aqui coisas que nem sempre eles pretendem. Não raramente isso gera comentários mais hostis do que se esperaria, muitas vezes deixando de fazer críticas ao conteúdo do texto e sim ao que &quot;poderia ter sido&quot; o texto.
Se por um lado é bom saber que há gente interessada em leituras críticas e analítias de qualidade que as ajude a compreender o mundo e a política de hoje pelo viés da extrema esquerda, por outro me faz pensar que há algo meio estranho nessa dinâmica entre autores e leitores aqui, um tipo de cobrança peculiar, e infelizmente isso as vezes parece insidir especialmente sobre textos que fogem um pouco da literatura analítica.

Seria isso uma ânsia por textos que contenham o fragamento da verdade que está faltando para a revolução?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos,<br />
não apenas você mas uma parcela de leitores do PP as vezes me dão a impressão de estarem exigindo dos textos postados aqui coisas que nem sempre eles pretendem. Não raramente isso gera comentários mais hostis do que se esperaria, muitas vezes deixando de fazer críticas ao conteúdo do texto e sim ao que &#8220;poderia ter sido&#8221; o texto.<br />
Se por um lado é bom saber que há gente interessada em leituras críticas e analítias de qualidade que as ajude a compreender o mundo e a política de hoje pelo viés da extrema esquerda, por outro me faz pensar que há algo meio estranho nessa dinâmica entre autores e leitores aqui, um tipo de cobrança peculiar, e infelizmente isso as vezes parece insidir especialmente sobre textos que fogem um pouco da literatura analítica.</p>
<p>Seria isso uma ânsia por textos que contenham o fragamento da verdade que está faltando para a revolução?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/06/78204/#comment-121212</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2013 14:50:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=78204#comment-121212</guid>

					<description><![CDATA[Bem ví que tinha sentido cômico. A questão é que isso não serve para esclarecer nada. A correlação de forças no meio da qual atua Haddad e o contexto todo é muito turbulento.

Numa São Paulo que é diretamente gerida por batalhões da polícia militar ou pelo PCC em vastas partes da cidade não sei qual a utilidade desse tipo de ironia. Ajuda a compreender alguma coisa do leque político?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem ví que tinha sentido cômico. A questão é que isso não serve para esclarecer nada. A correlação de forças no meio da qual atua Haddad e o contexto todo é muito turbulento.</p>
<p>Numa São Paulo que é diretamente gerida por batalhões da polícia militar ou pelo PCC em vastas partes da cidade não sei qual a utilidade desse tipo de ironia. Ajuda a compreender alguma coisa do leque político?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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