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	Comentários sobre: Notas sobre a luta autônoma em Salvador. 1ª parte	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: matinho púrpura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/87110/#comment-145448</link>

		<dc:creator><![CDATA[matinho púrpura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2013 19:02:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Minhas experiências no movimento estudantil já começou com a esquerda toda solta no líquido da conjuntura. Ao entrar na UfBa, com aquela ânsia de mudar o mundo que muitxs tem ao entrar num curso de humanas, fui bombardeada diversas vezes por convites de pessoas que faziam parte do PT, quando não bombardeada, assediada...eram cervejinhas, miguxinhos numa profusão de argumentos orgasmáticos na defesa da transformação social atrás do modelo de representação partidária. E eu que venho de colégio onde o mais perto de política que se chegava era em um assunto e outro nas aulas de história (foi numa dessa que quase me filiei ao pcdob via net).
Depois veio o estágio de vivência do mst, onde havia um processo de formação política orquestrado pela consulta popular, que centralizavam várias discussões ao seu bel favorecimento, um verdadeira máquina de encaixe de perspectivas militantes. Tudo era Paulo Freire, como se para o processo de transformação econômica, política, social, ideológica só se desse através da educação com elementos lúdicos (nada contra isso, não deturpem por favor), mas parecia que tudo era só fazer teatro, bater tambor e criar musiquinha masturbando uma ideia de poder popular centralizado nos pressupostos organizativos de tal grupo político e na sua tática de militância baseada na expressão &#039;vamos com calma, companheiro&#039;.
Essa minha experiência com consulta popular, se deu em época de eleição de Dilma para presidenta, e haja campanha disfarçada nos acampamentos e assentamentos...me perguntava: esta merda é legítima? primeiro fazem uma formação falando que não disputavam eleição por acreditarem que ao entrar no sistema político uma série de conchavos e promessas de almas são feitas aos fortes grupos econômicos, depois fazem campanha se aproveitando de uma série de pessoas que estão ali na luta por terra e sobrevivência, justificando que é melhor o PT para que a classe trabalhadora não perca suas conquistas históricas?
E hoje, 2013, a consulta com seus tambores e musiquinhas engessam o movimento estudantil na UfBa se multiplicando como ratxs. 
Mas qual o papel da militância anti-capitalista, anti-racista, anti-sexista, anti-um bocado de merda que só faz nos lenhar num movimento estudantil atualmente?
Depois das cotas se tornou mais importante ainda lutar por assistência estudantil, por uma educação não-branca, por uma educação voltada para nossas necessidades e superações, não para os interesses do mercado, é um espaço para se pautar o que se vem debatendo nos diversos movimentos sociais...porém a universidade é uma caixinha fechada, trancada e soldada, mesmo que se debata sobre e &#039;diga que se apoia&#039; as lutas dos movimentos sociais isto não sai de lá, são academicistas que acham que só suas pesquisas sobre precarização do trabalho vão revolucionar, ou a agitprop vai fazer &#039;as massas de estudantes se levantarem contra o capital&#039;...bom, não é novidade que a universidade é composta em maioria por uma classe pequeno-burguesa branca, como mobilizar? estamos perdendo energia? deixamos para os trabalhos acadêmicos revolucionarem? ou para as ocupações fajutas em espaços que de nada influenciam no andamento dos trabalhos na universidade? 
Está foda por que a universidade do jeito que tá, é um espaço de inicio de militância para muitxs e as referências estão transitando entre governistas e para-governistas que acabam &#039;ensinando&#039; uma maneira de lutar pela transformação social que não é nada anti-autoritária e para além das representações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minhas experiências no movimento estudantil já começou com a esquerda toda solta no líquido da conjuntura. Ao entrar na UfBa, com aquela ânsia de mudar o mundo que muitxs tem ao entrar num curso de humanas, fui bombardeada diversas vezes por convites de pessoas que faziam parte do PT, quando não bombardeada, assediada&#8230;eram cervejinhas, miguxinhos numa profusão de argumentos orgasmáticos na defesa da transformação social atrás do modelo de representação partidária. E eu que venho de colégio onde o mais perto de política que se chegava era em um assunto e outro nas aulas de história (foi numa dessa que quase me filiei ao pcdob via net).<br />
Depois veio o estágio de vivência do mst, onde havia um processo de formação política orquestrado pela consulta popular, que centralizavam várias discussões ao seu bel favorecimento, um verdadeira máquina de encaixe de perspectivas militantes. Tudo era Paulo Freire, como se para o processo de transformação econômica, política, social, ideológica só se desse através da educação com elementos lúdicos (nada contra isso, não deturpem por favor), mas parecia que tudo era só fazer teatro, bater tambor e criar musiquinha masturbando uma ideia de poder popular centralizado nos pressupostos organizativos de tal grupo político e na sua tática de militância baseada na expressão &#8216;vamos com calma, companheiro&#8217;.<br />
Essa minha experiência com consulta popular, se deu em época de eleição de Dilma para presidenta, e haja campanha disfarçada nos acampamentos e assentamentos&#8230;me perguntava: esta merda é legítima? primeiro fazem uma formação falando que não disputavam eleição por acreditarem que ao entrar no sistema político uma série de conchavos e promessas de almas são feitas aos fortes grupos econômicos, depois fazem campanha se aproveitando de uma série de pessoas que estão ali na luta por terra e sobrevivência, justificando que é melhor o PT para que a classe trabalhadora não perca suas conquistas históricas?<br />
E hoje, 2013, a consulta com seus tambores e musiquinhas engessam o movimento estudantil na UfBa se multiplicando como ratxs.<br />
Mas qual o papel da militância anti-capitalista, anti-racista, anti-sexista, anti-um bocado de merda que só faz nos lenhar num movimento estudantil atualmente?<br />
Depois das cotas se tornou mais importante ainda lutar por assistência estudantil, por uma educação não-branca, por uma educação voltada para nossas necessidades e superações, não para os interesses do mercado, é um espaço para se pautar o que se vem debatendo nos diversos movimentos sociais&#8230;porém a universidade é uma caixinha fechada, trancada e soldada, mesmo que se debata sobre e &#8216;diga que se apoia&#8217; as lutas dos movimentos sociais isto não sai de lá, são academicistas que acham que só suas pesquisas sobre precarização do trabalho vão revolucionar, ou a agitprop vai fazer &#8216;as massas de estudantes se levantarem contra o capital&#8217;&#8230;bom, não é novidade que a universidade é composta em maioria por uma classe pequeno-burguesa branca, como mobilizar? estamos perdendo energia? deixamos para os trabalhos acadêmicos revolucionarem? ou para as ocupações fajutas em espaços que de nada influenciam no andamento dos trabalhos na universidade?<br />
Está foda por que a universidade do jeito que tá, é um espaço de inicio de militância para muitxs e as referências estão transitando entre governistas e para-governistas que acabam &#8216;ensinando&#8217; uma maneira de lutar pela transformação social que não é nada anti-autoritária e para além das representações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Neto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/87110/#comment-144165</link>

		<dc:creator><![CDATA[Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2013 19:37:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente iniciativa esta série de artigos. Além já da Sandra e do Manolo, certamente continuará a reverberar em outras experiências parecidíssimas, a despeito da diferença de cidades ou níveis de atuação/consciência. 
(como acredito ser meu caso) 

Sobre o texto, aguardo com expectativa a segunda parte,
já que a problematização já está dada e só não está na cara de quem está disposto a passar a vida inteira no &quot;rolê&quot; ou integrar-se/resignar-se docilmente no momento pós-universidade.
-
Sobre o comentário da Sandra, ao fato de não existir há muito tempo uma &quot;organização macro&quot; dentro do próprio campo autônomo, de fato, deve-se ao fator do sentimento &quot;anti-organização&quot;/&quot;anti-coletivismo&quot; (=individualismo) que ainda está assombrosamente enraizado neste meio.
Eu faria uma ressalva quanto ao &quot;pioneirismo&quot; de um campo autônomo na discussão dos transportes, não só porque esta pauta institucionalizou-se nacionalmente (não falo de modo necessariamente pejorativo), mas principalmente porque é somente uma pauta específica, que não dá conta da totalidade da nossa luta. 
-
Sobre o relato do Manolo, do seu colega que passou a denunciar toda iniciativa política à esquerda como coisa de &quot;boy universitário&quot; - apesar do trabalho acadêmico rigoroso ora trabalhado -  vejo como um sintoma de um fator amplo que seria: 
entregamos de mão beijada para a universidade, ou ao período que estamos nela, duas ferramentas imprescindíveis da luta de classes: a necessidade de se organizar e a necessidade de pensar criticamente (teoria, pensamento complexo, etc.) Sobre o primeiro elemento, a hesitação e o vacilo de denunciar e enfrentar o atropelo dos alienígenas no Movimento dos Sem Teto da Bahia (MSTB) em 2005 é também sintomática; sobre o segundo elemento, o que precisa aí ser investigado, acredito, é o fortíssimo anti-intelectualismo (elogio constante da prática/ativismo) também enraizados no meio. 


no mais, saúdo novamente a iniciativa da série.
até breve]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente iniciativa esta série de artigos. Além já da Sandra e do Manolo, certamente continuará a reverberar em outras experiências parecidíssimas, a despeito da diferença de cidades ou níveis de atuação/consciência.<br />
(como acredito ser meu caso) </p>
<p>Sobre o texto, aguardo com expectativa a segunda parte,<br />
já que a problematização já está dada e só não está na cara de quem está disposto a passar a vida inteira no &#8220;rolê&#8221; ou integrar-se/resignar-se docilmente no momento pós-universidade.<br />
&#8211;<br />
Sobre o comentário da Sandra, ao fato de não existir há muito tempo uma &#8220;organização macro&#8221; dentro do próprio campo autônomo, de fato, deve-se ao fator do sentimento &#8220;anti-organização&#8221;/&#8221;anti-coletivismo&#8221; (=individualismo) que ainda está assombrosamente enraizado neste meio.<br />
Eu faria uma ressalva quanto ao &#8220;pioneirismo&#8221; de um campo autônomo na discussão dos transportes, não só porque esta pauta institucionalizou-se nacionalmente (não falo de modo necessariamente pejorativo), mas principalmente porque é somente uma pauta específica, que não dá conta da totalidade da nossa luta.<br />
&#8211;<br />
Sobre o relato do Manolo, do seu colega que passou a denunciar toda iniciativa política à esquerda como coisa de &#8220;boy universitário&#8221; &#8211; apesar do trabalho acadêmico rigoroso ora trabalhado &#8211;  vejo como um sintoma de um fator amplo que seria:<br />
entregamos de mão beijada para a universidade, ou ao período que estamos nela, duas ferramentas imprescindíveis da luta de classes: a necessidade de se organizar e a necessidade de pensar criticamente (teoria, pensamento complexo, etc.) Sobre o primeiro elemento, a hesitação e o vacilo de denunciar e enfrentar o atropelo dos alienígenas no Movimento dos Sem Teto da Bahia (MSTB) em 2005 é também sintomática; sobre o segundo elemento, o que precisa aí ser investigado, acredito, é o fortíssimo anti-intelectualismo (elogio constante da prática/ativismo) também enraizados no meio. </p>
<p>no mais, saúdo novamente a iniciativa da série.<br />
até breve</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/87110/#comment-143857</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 21:11:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=87110#comment-143857</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/10/87110/#comment-143848&quot;&gt;Sandra&lt;/a&gt;.

Gostei do artigo. Lembra muito de coisas que eu mesmo vivi, por ter sido contemporâneo disso tudo.

E o que Sandra levanta tem sua parcela de verdade. Digo &quot;parcela&quot; porque muita gente que conheci como militantes do PT, do PCdoB e do PSTU na universidade passou por processos semelhantes: largaram tudo depois do movimento estudantil. Então não me parece que esta &quot;apatia pós-universidade&quot; seja característica apenas do meio autônomo. 

Um exemplo: quando era estudante conheci um sujeito que cursava Ciências Sociais. Ainda na fase pré-cotas, era o exemplo do cara guerreiro: filho de empregada doméstica mãe solteira, estudou por conta própria, passou no vestibular, comeu o pão que o diabo amassou para cursar regularmente um curso que tem horários irregulares frequentemente conflitantes com seu horário de trabalho, e ainda encontrou tempo para organizar um pequeno grupo de estudos militantes e divulgar muita coisa que de outro modo ficaria esquecida nas memórias de um ou outro mais velho. 

Formou-se com um belo trabalho onde cruzou muito fertilmente Erving Goffman, Max Weber, Pierre Bourdieu e Robert Michels para fazer uma análise das rotinas partidárias dentro do PT. Casou-se, foi morar em Candeias (região metropolitana de Salvador), separou-se, num processo bastante traumático; hoje mora com a filha, que deve ter uns doze anos, se não me falha a memória. De todo aquele esforço militante, de toda aquela enorme carga de superação de obstáculos para &quot;tirar a mãe da miséria&quot; (era o que dizia-nos a todo tempo), não restou outra coisa que não um homem amargurado pela virada de 180º do seu partido e pelas experiências militantes que teve. Hoje, quando nos encontra (a mim e a outros que lhe foram inclusive mais próximos), ele, logo ele, homem inteligentíssimo e guerreiro, aproveita toda e qualquer oportunidade para atacar qualquer iniciativa política de seus antigos companheiros de curso e de universidade, pelo simples fato de serem &quot;coisas de boy universitário&quot;. 

Justo ele, que consegue na mesma frase articular concepções de três a quatro sociólogos diferentes de modo muito perspicaz e preciso, a acusar seus velhos companheiros por serem o mesmo que ele: diplomados em universidades. Pouco importa que escolhas fizeram, pouco importa que rumos tomaram, pouco importa inclusive que estejam em espectros políticos diametralmente opostos, pouco importa que suas práticas políticas convirjam -- ou não -- com o que ele próprio acredita: são todos &quot;universitários&quot;.

Uma pena. Uma tragédia, na verdade. Fenômenos como este, a meu ver, são importantes e precisam ser investigados com calma, pois ele não é o único que conheço a agir desta maneira. São as necessidades da vida cotidiana quem empurra para fora da militância? Seria só a diferença entre origens de classe a criar esta amargura? Não sei. Só sei que casos como estes andam se proliferando, infelizmente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2013/10/87110/#comment-143848">Sandra</a>.</p>
<p>Gostei do artigo. Lembra muito de coisas que eu mesmo vivi, por ter sido contemporâneo disso tudo.</p>
<p>E o que Sandra levanta tem sua parcela de verdade. Digo &#8220;parcela&#8221; porque muita gente que conheci como militantes do PT, do PCdoB e do PSTU na universidade passou por processos semelhantes: largaram tudo depois do movimento estudantil. Então não me parece que esta &#8220;apatia pós-universidade&#8221; seja característica apenas do meio autônomo. </p>
<p>Um exemplo: quando era estudante conheci um sujeito que cursava Ciências Sociais. Ainda na fase pré-cotas, era o exemplo do cara guerreiro: filho de empregada doméstica mãe solteira, estudou por conta própria, passou no vestibular, comeu o pão que o diabo amassou para cursar regularmente um curso que tem horários irregulares frequentemente conflitantes com seu horário de trabalho, e ainda encontrou tempo para organizar um pequeno grupo de estudos militantes e divulgar muita coisa que de outro modo ficaria esquecida nas memórias de um ou outro mais velho. </p>
<p>Formou-se com um belo trabalho onde cruzou muito fertilmente Erving Goffman, Max Weber, Pierre Bourdieu e Robert Michels para fazer uma análise das rotinas partidárias dentro do PT. Casou-se, foi morar em Candeias (região metropolitana de Salvador), separou-se, num processo bastante traumático; hoje mora com a filha, que deve ter uns doze anos, se não me falha a memória. De todo aquele esforço militante, de toda aquela enorme carga de superação de obstáculos para &#8220;tirar a mãe da miséria&#8221; (era o que dizia-nos a todo tempo), não restou outra coisa que não um homem amargurado pela virada de 180º do seu partido e pelas experiências militantes que teve. Hoje, quando nos encontra (a mim e a outros que lhe foram inclusive mais próximos), ele, logo ele, homem inteligentíssimo e guerreiro, aproveita toda e qualquer oportunidade para atacar qualquer iniciativa política de seus antigos companheiros de curso e de universidade, pelo simples fato de serem &#8220;coisas de boy universitário&#8221;. </p>
<p>Justo ele, que consegue na mesma frase articular concepções de três a quatro sociólogos diferentes de modo muito perspicaz e preciso, a acusar seus velhos companheiros por serem o mesmo que ele: diplomados em universidades. Pouco importa que escolhas fizeram, pouco importa que rumos tomaram, pouco importa inclusive que estejam em espectros políticos diametralmente opostos, pouco importa que suas práticas políticas convirjam &#8212; ou não &#8212; com o que ele próprio acredita: são todos &#8220;universitários&#8221;.</p>
<p>Uma pena. Uma tragédia, na verdade. Fenômenos como este, a meu ver, são importantes e precisam ser investigados com calma, pois ele não é o único que conheço a agir desta maneira. São as necessidades da vida cotidiana quem empurra para fora da militância? Seria só a diferença entre origens de classe a criar esta amargura? Não sei. Só sei que casos como estes andam se proliferando, infelizmente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sandra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/10/87110/#comment-143848</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 19:58:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=87110#comment-143848</guid>

					<description><![CDATA[Lido o relato tive mais ainda a certeza que o meio autônomo esteve presente e forte nas universidades. Em vários cantos, são os independentes, sem partido e militantes libertários a tocarem lutas por várias coisas, fazerem a roda girar. 

No entanto, e talvez isso explica a inquietação que vem no final do texto, quando sai da universidade o setor autônomo pulveriza. Não há um movimento ou organização que os concentrem, como há com os movimentos e partidos. Até hoje nunca existiu uma organização macro do campo autônomo. A verdade é que o meio autônomo não possui enraizamento social.

Agora está se consolidando uma presença pioneira na discussão sobre transportes. Mas também porque era um campo aberto, que não foi ocupado ainda pelos partidos e não havia um movimento da área. No entanto, com um controle majoritário de gente da universidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lido o relato tive mais ainda a certeza que o meio autônomo esteve presente e forte nas universidades. Em vários cantos, são os independentes, sem partido e militantes libertários a tocarem lutas por várias coisas, fazerem a roda girar. </p>
<p>No entanto, e talvez isso explica a inquietação que vem no final do texto, quando sai da universidade o setor autônomo pulveriza. Não há um movimento ou organização que os concentrem, como há com os movimentos e partidos. Até hoje nunca existiu uma organização macro do campo autônomo. A verdade é que o meio autônomo não possui enraizamento social.</p>
<p>Agora está se consolidando uma presença pioneira na discussão sobre transportes. Mas também porque era um campo aberto, que não foi ocupado ainda pelos partidos e não havia um movimento da área. No entanto, com um controle majoritário de gente da universidade.</p>
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