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	Comentários sobre: Da infungibilidade do marxismo-leninismo científico	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Penhasco		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-203193</link>

		<dc:creator><![CDATA[Penhasco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2014 14:32:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fiquei me perguntando o porque deste caras publicarem ESTE texto NESTE site. Pensei que queriam causar um polemicazinha só para ter o que fazer na internet durante o verão.
Mas aí um passarinho me lembrou que nada se faz a toa nesse mundo. Pois bem, é só acessar os links abaixo ir na sessão &quot;produção bibliográfica&quot; e ver a questão  DA INFUNGIBILIDADE DO ACADEMICISMO-PICARETA CIENTÍFICO.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=S4970377

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4256910H4]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei me perguntando o porque deste caras publicarem ESTE texto NESTE site. Pensei que queriam causar um polemicazinha só para ter o que fazer na internet durante o verão.<br />
Mas aí um passarinho me lembrou que nada se faz a toa nesse mundo. Pois bem, é só acessar os links abaixo ir na sessão &#8220;produção bibliográfica&#8221; e ver a questão  DA INFUNGIBILIDADE DO ACADEMICISMO-PICARETA CIENTÍFICO.</p>
<p><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=S4970377" rel="nofollow ugc">http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=S4970377</a></p>
<p><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4256910H4" rel="nofollow ugc">http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4256910H4</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-193958</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2014 13:31:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um, mitológico, tentou voar.
Outro, bestialógico, tenta escrever.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um, mitológico, tentou voar.<br />
Outro, bestialógico, tenta escrever.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Icaro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-193122</link>

		<dc:creator><![CDATA[Icaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2014 04:18:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto vigoroso. Um alívio em meio a mesmice da esquerda atual, com seus chavões que já não dizem mais nada. Texto vigoroso, em estilo e conteúdo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto vigoroso. Um alívio em meio a mesmice da esquerda atual, com seus chavões que já não dizem mais nada. Texto vigoroso, em estilo e conteúdo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-183390</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2014 13:45:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um mínimo de coerência exigiria que o título dessa catadupa de baboseiras fosse DA INFUNGABILIDADE DO MIASMÁTICO DIAMAT EXCREMENTÍCIO.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um mínimo de coerência exigiria que o título dessa catadupa de baboseiras fosse DA INFUNGABILIDADE DO MIASMÁTICO DIAMAT EXCREMENTÍCIO.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manuel António Rosário de Figueiredo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-183100</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel António Rosário de Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2014 19:47:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No artigo acima elaborado, foca-se a obra de Alvaro Cunhal, mas toda a obra do camarada Alvaro Cunhal, foi elaborada especificamente à realidade Portuguesa, e nunca pertendeu que o seu trabalho teórico fosse adoptado a outro tipo de realidades sociais, políticas e económicas. A análise da realidade da Sociedade Brasileira terá e deverá ser feita pelos Comunistas Brasileiros, porque um dos princípios MARXISTAS-LENINISTAS, é para cada situação concreta, uma resposta concreta. A grande virtude do camarada Alvaro Cunhal, foi partindo da realidade da sociedade fascista que então se vivia em Portugal, propor medidas e propostas, que no desenvolvimento da REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL, se vieram a provar que eram ajustadas. Eu sendo Militante do Partido Comunista Português, tal como o meu saudoso camarada, e todo o Partido Comunista Português, sempre defendemos que cada Partido Irmão, deverá ser autonomo nas sua acção e nas questões programáticas. Os camaradas sabem perfeitamente, que o nosso Partido, sendo Patriótico, é intrinsecamente INTERNACIONALISTA, e desde sempre fomos somos e seremos solidários duma forma activa com todos os outros Partidos irmãos e as lutas dos respectivos povos. E sendo nós tanto programáticamente, como na acção profundamente MARXISTAS-LENINISTAS sabemos que como os grandes teóricos MARX e ENGELS, a teoria por eles descoberta o MARXISMO que diziam que a sua teoria não era um dogma, mas um guia para a acção, e portanto partindo desse princípio devemos utilizá-lo dialéticamente, e temos que partir da realidade, indo à raíz do problema, que é o capitalismo, para encontrar a resposta concreta e que solucione o problema, que é a realização da REVOLUÇÃO SOCIALISTA, IMPONDO A DITADURA REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO E DO CAMPESINATO, CONSTRUINDO A SOCIEDADE SOCIALISTA E COMUNISTA. Tambem não deveremos esquecer este principio de LENIN, de que todos os países virão ao SOCIALISMO de maneiras diferentes, tendo em conta o seu desenvolvimento económico, social, político e fundamentalmente a consciência das massas populares. Para terminar camarada gostaria de afirmar que tanto o nosso camarada Alvaro Cunhal, bem como todo o Partido Comunista Português não pertendemos ter um sentimento de superioridade em relação a qualquer outro Partido Irmão, portanto camarada contarás sempre com a mais activa solidariedade COMUNISTA do PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS, BEM COM A TODOS OS PARTIDOS IRMÃOS E REVOLUCINÁRIOS. VIVA O SOCIALISMO E O COMUNISMO.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo acima elaborado, foca-se a obra de Alvaro Cunhal, mas toda a obra do camarada Alvaro Cunhal, foi elaborada especificamente à realidade Portuguesa, e nunca pertendeu que o seu trabalho teórico fosse adoptado a outro tipo de realidades sociais, políticas e económicas. A análise da realidade da Sociedade Brasileira terá e deverá ser feita pelos Comunistas Brasileiros, porque um dos princípios MARXISTAS-LENINISTAS, é para cada situação concreta, uma resposta concreta. A grande virtude do camarada Alvaro Cunhal, foi partindo da realidade da sociedade fascista que então se vivia em Portugal, propor medidas e propostas, que no desenvolvimento da REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL, se vieram a provar que eram ajustadas. Eu sendo Militante do Partido Comunista Português, tal como o meu saudoso camarada, e todo o Partido Comunista Português, sempre defendemos que cada Partido Irmão, deverá ser autonomo nas sua acção e nas questões programáticas. Os camaradas sabem perfeitamente, que o nosso Partido, sendo Patriótico, é intrinsecamente INTERNACIONALISTA, e desde sempre fomos somos e seremos solidários duma forma activa com todos os outros Partidos irmãos e as lutas dos respectivos povos. E sendo nós tanto programáticamente, como na acção profundamente MARXISTAS-LENINISTAS sabemos que como os grandes teóricos MARX e ENGELS, a teoria por eles descoberta o MARXISMO que diziam que a sua teoria não era um dogma, mas um guia para a acção, e portanto partindo desse princípio devemos utilizá-lo dialéticamente, e temos que partir da realidade, indo à raíz do problema, que é o capitalismo, para encontrar a resposta concreta e que solucione o problema, que é a realização da REVOLUÇÃO SOCIALISTA, IMPONDO A DITADURA REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO E DO CAMPESINATO, CONSTRUINDO A SOCIEDADE SOCIALISTA E COMUNISTA. Tambem não deveremos esquecer este principio de LENIN, de que todos os países virão ao SOCIALISMO de maneiras diferentes, tendo em conta o seu desenvolvimento económico, social, político e fundamentalmente a consciência das massas populares. Para terminar camarada gostaria de afirmar que tanto o nosso camarada Alvaro Cunhal, bem como todo o Partido Comunista Português não pertendemos ter um sentimento de superioridade em relação a qualquer outro Partido Irmão, portanto camarada contarás sempre com a mais activa solidariedade COMUNISTA do PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS, BEM COM A TODOS OS PARTIDOS IRMÃOS E REVOLUCINÁRIOS. VIVA O SOCIALISMO E O COMUNISMO.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-181780</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2014 13:27:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[louvável a valorização da análise econômica.
no entanto, como escrito político tanto texto quanto comentários dos autores parecem ter mais interesse tomar a análise como uma bússola para a gerência do capital do que para a organização da classe trabalhadora. 
Afastar-se da sedução romântica do socialismo da miséria é justo, lúcido; mas tomar a divisão do trabalho como a lógica da erradicação da miséria é ser mais capitalista que os capitalistas. Uma dialética do esclarecimento lhes cairia bem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>louvável a valorização da análise econômica.<br />
no entanto, como escrito político tanto texto quanto comentários dos autores parecem ter mais interesse tomar a análise como uma bússola para a gerência do capital do que para a organização da classe trabalhadora.<br />
Afastar-se da sedução romântica do socialismo da miséria é justo, lúcido; mas tomar a divisão do trabalho como a lógica da erradicação da miséria é ser mais capitalista que os capitalistas. Uma dialética do esclarecimento lhes cairia bem.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-181714</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2014 06:01:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Isso é uma gozação com o Passa Palavra, não me parece que os autores queiram outra coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso é uma gozação com o Passa Palavra, não me parece que os autores queiram outra coisa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Roberto Cesar Cunha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-180834</link>

		<dc:creator><![CDATA[Roberto Cesar Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2014 15:53:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por Paulo Henrique Schlickmann e Roberto César Cunha

Sempre gostamos de caminhar por terra, ou seja, a partir da terra se chega no céu. O mundo é como ele é e não como gostaríamos que fosse. 
Um país que já teve séculos de escravidão, ainda possui fulcros de servidão e hoje uma grande massa de assalariados e dizer que que o capitalismo é melhor para o trabalhador é no mínimo redundante. Não somos fãs do Gramsci, mas reconhecemos suas virtudes em: ¨Americanismo e fordismo¨ e seu carácter progressista. A ¨pobreza¨ não tem haver com a riqueza de poucos como diz toda esquerda burra. Não podemos mensurar pobreza e riqueza simplesmente apenas pela sociedade humana. Quando se trata de Brasil, é preciso ter em mente que riqueza ¨social¨ é tudo aquilo que é gerado com ampla divisão do trabalho. E essa produção de riqueza ¨social¨ não é puramente social, requer relações entre a sociedade e um elemento que tem suas próprias leis: a natureza. A distribuição da riqueza é estritamente social e só há distribuição se houver meios de transportes (matéria-prima, mercadorias, mão-de-obra tem que se movimentar) e só existe divisão do trabalho se houver infraestrutura e fábricas, e isso representa acúmulo de capital. A produção da riqueza é diretamente proporcional ao domínio das ciências da natureza, biologia, química e física. No Maranhão, com fulcros visíveis de modo de produção medieval, não consegui se quer fazer uma máquina de quebrar o coco babaçú sem quebrar as amêndoas para avançar internamente nas relações sociais de produção. Por outro lado, no sul do estado, temos uma divisão do trabalho superior, Capitalismo financeiro (com engenharias financeiras de ponto e biotecnologia avançada), onde não há limites entre rural-urbano, campo-cidade, assalariamento, etc. No Maranhão (um peão no xadrez Brasil) o processo de formação de capital é lento e gradual, devido, mix de relações atrasadas e dinâmicas, com isso o capital social é consumido improdutividade (ver o alto consumo em luxos importados da burguesia) e a parte não consumida não é aplicada na produção (sem investimentos em equipamentos nas subsidiários da Vale e Alumar). O lado dinâmico do Maranhão é interessante. A agricultura de ponta no sul é um gigantesco potencial instalado e não instalado, mas é tragado pelo desfavorável comércio exterior do estado. As possibilidades são muitas, hoje o varejo é a bola da vez, e o estado tem vários estabelecimentos genuinamente maranhense, isso prova que nossos empresários são dinâmicos à la Delmiro Gouveia. O mercado interno foi historicamente prejudicado pela superpopulação rural e depois da abertura do complexo rural a superpopulação nas grandes cidades des-subempregada. O crédito, uma prática milenar ainda é o melhor forma de inversões nas forças produtivas. Não entender como funciona o mecanismo de economia nacional é não entender a composição das classes sociais. E isso acarreta confundir ¨black Bloc¨ com massa trabalhadora assalariada consciente, isso é confundir expropriação dos meios de produção com guerrilha urbana e simplesmente confundir o céu com a terra. Produção, Circulação, Distribuição e Consumo gera confusão quando isolados. São uma totalidade indivisível, portanto, a produtividade refletirá na distribuição e no consumo; porém não fará diferença caso tenha data marcada para iniciar a revolução da nova reforma do capital, que refletirá apenas ao capital e a sua ideologia dominante (ou os maiores vitoriosos das manifestações no Brasil não é o monopólio da informação e imprensa?). E gera confusão através de escolhas que fazemos, por exemplo, preferir o ¨Que Fazer?¨ do Lênin (o céu) do que ¨o Desenvolvimento do Capitalismo da Rússia¨ (a terra), ou ¨O Manifesto Comunista¨ do Marx e Engles (o céu) do que ¨ O Capital¨ (a terra), e “Reforma social ou revolução?¨ da Rosa Luxemburgo (o céu) do que ¨A acumulação do Capital¨ (a terra). Fizemos nossa escolha: a terra. 
Por fim, não fica clara a ironia, a não ser que, não se sabe do que trata marxismo leninismo científico. Nesse sentido presumimos que se trata de um artifício de linguagem, que quando é favorável se sai pela tangente da ironia, não pela capacidade de se fazer entender.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Paulo Henrique Schlickmann e Roberto César Cunha</p>
<p>Sempre gostamos de caminhar por terra, ou seja, a partir da terra se chega no céu. O mundo é como ele é e não como gostaríamos que fosse.<br />
Um país que já teve séculos de escravidão, ainda possui fulcros de servidão e hoje uma grande massa de assalariados e dizer que que o capitalismo é melhor para o trabalhador é no mínimo redundante. Não somos fãs do Gramsci, mas reconhecemos suas virtudes em: ¨Americanismo e fordismo¨ e seu carácter progressista. A ¨pobreza¨ não tem haver com a riqueza de poucos como diz toda esquerda burra. Não podemos mensurar pobreza e riqueza simplesmente apenas pela sociedade humana. Quando se trata de Brasil, é preciso ter em mente que riqueza ¨social¨ é tudo aquilo que é gerado com ampla divisão do trabalho. E essa produção de riqueza ¨social¨ não é puramente social, requer relações entre a sociedade e um elemento que tem suas próprias leis: a natureza. A distribuição da riqueza é estritamente social e só há distribuição se houver meios de transportes (matéria-prima, mercadorias, mão-de-obra tem que se movimentar) e só existe divisão do trabalho se houver infraestrutura e fábricas, e isso representa acúmulo de capital. A produção da riqueza é diretamente proporcional ao domínio das ciências da natureza, biologia, química e física. No Maranhão, com fulcros visíveis de modo de produção medieval, não consegui se quer fazer uma máquina de quebrar o coco babaçú sem quebrar as amêndoas para avançar internamente nas relações sociais de produção. Por outro lado, no sul do estado, temos uma divisão do trabalho superior, Capitalismo financeiro (com engenharias financeiras de ponto e biotecnologia avançada), onde não há limites entre rural-urbano, campo-cidade, assalariamento, etc. No Maranhão (um peão no xadrez Brasil) o processo de formação de capital é lento e gradual, devido, mix de relações atrasadas e dinâmicas, com isso o capital social é consumido improdutividade (ver o alto consumo em luxos importados da burguesia) e a parte não consumida não é aplicada na produção (sem investimentos em equipamentos nas subsidiários da Vale e Alumar). O lado dinâmico do Maranhão é interessante. A agricultura de ponta no sul é um gigantesco potencial instalado e não instalado, mas é tragado pelo desfavorável comércio exterior do estado. As possibilidades são muitas, hoje o varejo é a bola da vez, e o estado tem vários estabelecimentos genuinamente maranhense, isso prova que nossos empresários são dinâmicos à la Delmiro Gouveia. O mercado interno foi historicamente prejudicado pela superpopulação rural e depois da abertura do complexo rural a superpopulação nas grandes cidades des-subempregada. O crédito, uma prática milenar ainda é o melhor forma de inversões nas forças produtivas. Não entender como funciona o mecanismo de economia nacional é não entender a composição das classes sociais. E isso acarreta confundir ¨black Bloc¨ com massa trabalhadora assalariada consciente, isso é confundir expropriação dos meios de produção com guerrilha urbana e simplesmente confundir o céu com a terra. Produção, Circulação, Distribuição e Consumo gera confusão quando isolados. São uma totalidade indivisível, portanto, a produtividade refletirá na distribuição e no consumo; porém não fará diferença caso tenha data marcada para iniciar a revolução da nova reforma do capital, que refletirá apenas ao capital e a sua ideologia dominante (ou os maiores vitoriosos das manifestações no Brasil não é o monopólio da informação e imprensa?). E gera confusão através de escolhas que fazemos, por exemplo, preferir o ¨Que Fazer?¨ do Lênin (o céu) do que ¨o Desenvolvimento do Capitalismo da Rússia¨ (a terra), ou ¨O Manifesto Comunista¨ do Marx e Engles (o céu) do que ¨ O Capital¨ (a terra), e “Reforma social ou revolução?¨ da Rosa Luxemburgo (o céu) do que ¨A acumulação do Capital¨ (a terra). Fizemos nossa escolha: a terra.<br />
Por fim, não fica clara a ironia, a não ser que, não se sabe do que trata marxismo leninismo científico. Nesse sentido presumimos que se trata de um artifício de linguagem, que quando é favorável se sai pela tangente da ironia, não pela capacidade de se fazer entender.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Matias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-180373</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2014 03:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os autores dizem com todas as letras que o melhor para o trabalhador é o capitalismo. E que os dotados do &quot;marxismo-leninismo cientifico&quot; tem a melhor maneira para gerir o capitalismo.

Ora, o discurso denuncia seu carácter de classe. Trata-se da classe dos gestores em que muito bem foi desvelada na esquerda marxista ortodoxa através da série de artigos de João Valente Aguiar aqui: http://passapalavra.info/2013/09/85889]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os autores dizem com todas as letras que o melhor para o trabalhador é o capitalismo. E que os dotados do &#8220;marxismo-leninismo cientifico&#8221; tem a melhor maneira para gerir o capitalismo.</p>
<p>Ora, o discurso denuncia seu carácter de classe. Trata-se da classe dos gestores em que muito bem foi desvelada na esquerda marxista ortodoxa através da série de artigos de João Valente Aguiar aqui: <a href="http://passapalavra.info/2013/09/85889" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/09/85889</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/01/90830/#comment-180307</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2014 18:30:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=90830#comment-180307</guid>

					<description><![CDATA[O marxismo-leninismo eu sei muito bem o que é. O que fiz foi ironizar com o termo «marxismo-leninismo científico», utilizado no artigo. Enfim... Ter que explicar o que está bem claro, pelo menos para quem sabe ler e escrever em português, é desapontante.

Talvez o Paulo Henrique Schlickmann queira, então, nos esclarecer, a todos nós, sobre como é que se pode «romper com as relações capitalistas», o que, segundo ele, os movimentos sociais brasileiros, a «esquerdinha criativa porém reformista e &quot;suave&quot;», são incapazes de fazer.

Essa acusação de reformismo é, quase sempre, feita por representantes da esquerda ortodoxa, a qual merece, e muito, ser criticada, tanto quanto os fascistas, os neoliberais e os neofascistas. Mesmo porque uma observação da ideologia e das práticas dessa esquerda possibilita encontrar momentos de convergência entre esta e aqueles.

Agora, essa falsa dicotomia entre reforma e revolução foi criticada - numa obra que já é, hoje, um dinossauro, mas que continua útil - por Rosa Luxemburgo: «lutar dia a dia, no interior do próprio sistema existente, pelas reformas, pela melhoria da situação dos trabalhadores, pelas instituições democráticas, é o único processo de iniciar a luta de classes proletária e de se orientar para o seu objetivo final, quer dizer: trabalhar para conquistar o poder político e abolir o sistema salarial. [...] a luta pela reforma social é o meio, a revolução social é o fim (Rosa Luxemburgo, &quot;Reforma social ou revolução?&quot;, São Paulo: Global, 1986, p. 23).»

Caso contrário, como é que vamos fazer, então, a revolução? Desenhando um &quot;projeto nacional de desenvolvimento&quot;, um que seja &quot;novo&quot;? Descobrindo pontos de estrangulamento na economia nacional? E para quê? Ou será que o faremos concedendo serviços de utilidade para a iniciativa privada? A concessão de serviços de utilidade pública para a iniciativa privada, por exemplo, faz parte de uma estratégia de busca de novas fontes de acumulação para o setor privado; de introdução de processos de trabalho melhor monitorados e com uso de tecnologias mais avançadas, capazes de incrementar a produtividade do trabalhador e, por conseguinte, de incrementar a sua exploração pelo capital; de aumento da soberania das grandes corporações em detrimento do Estado; de enfraquecimento do sindicalismo do setor público; de precarização dos contratos de trabalho e de ataque a benefícios trabalhistas, conquistados a duras penas... Como é que tudo isso contribui para a revolução eu não sei. Me parece que contribui para manter inalterado o sistema de trabalho e as relações de poder vigentes.

Os autores do artigo, todavia, parecem mais interessados em refletir sobre a melhor maneira de se gerir o capitalismo - tal como já o fazem empresários, administradores de empresas, técnicos, burocratas e políticos profissionais - ou, talvez, em se mostrarem qualificados para fazê-lo. Na contramão vem, geralmente, a «esquerdinha criativa porém reformista e &quot;suave&quot;».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O marxismo-leninismo eu sei muito bem o que é. O que fiz foi ironizar com o termo «marxismo-leninismo científico», utilizado no artigo. Enfim&#8230; Ter que explicar o que está bem claro, pelo menos para quem sabe ler e escrever em português, é desapontante.</p>
<p>Talvez o Paulo Henrique Schlickmann queira, então, nos esclarecer, a todos nós, sobre como é que se pode «romper com as relações capitalistas», o que, segundo ele, os movimentos sociais brasileiros, a «esquerdinha criativa porém reformista e &#8220;suave&#8221;», são incapazes de fazer.</p>
<p>Essa acusação de reformismo é, quase sempre, feita por representantes da esquerda ortodoxa, a qual merece, e muito, ser criticada, tanto quanto os fascistas, os neoliberais e os neofascistas. Mesmo porque uma observação da ideologia e das práticas dessa esquerda possibilita encontrar momentos de convergência entre esta e aqueles.</p>
<p>Agora, essa falsa dicotomia entre reforma e revolução foi criticada &#8211; numa obra que já é, hoje, um dinossauro, mas que continua útil &#8211; por Rosa Luxemburgo: «lutar dia a dia, no interior do próprio sistema existente, pelas reformas, pela melhoria da situação dos trabalhadores, pelas instituições democráticas, é o único processo de iniciar a luta de classes proletária e de se orientar para o seu objetivo final, quer dizer: trabalhar para conquistar o poder político e abolir o sistema salarial. [&#8230;] a luta pela reforma social é o meio, a revolução social é o fim (Rosa Luxemburgo, &#8220;Reforma social ou revolução?&#8221;, São Paulo: Global, 1986, p. 23).»</p>
<p>Caso contrário, como é que vamos fazer, então, a revolução? Desenhando um &#8220;projeto nacional de desenvolvimento&#8221;, um que seja &#8220;novo&#8221;? Descobrindo pontos de estrangulamento na economia nacional? E para quê? Ou será que o faremos concedendo serviços de utilidade para a iniciativa privada? A concessão de serviços de utilidade pública para a iniciativa privada, por exemplo, faz parte de uma estratégia de busca de novas fontes de acumulação para o setor privado; de introdução de processos de trabalho melhor monitorados e com uso de tecnologias mais avançadas, capazes de incrementar a produtividade do trabalhador e, por conseguinte, de incrementar a sua exploração pelo capital; de aumento da soberania das grandes corporações em detrimento do Estado; de enfraquecimento do sindicalismo do setor público; de precarização dos contratos de trabalho e de ataque a benefícios trabalhistas, conquistados a duras penas&#8230; Como é que tudo isso contribui para a revolução eu não sei. Me parece que contribui para manter inalterado o sistema de trabalho e as relações de poder vigentes.</p>
<p>Os autores do artigo, todavia, parecem mais interessados em refletir sobre a melhor maneira de se gerir o capitalismo &#8211; tal como já o fazem empresários, administradores de empresas, técnicos, burocratas e políticos profissionais &#8211; ou, talvez, em se mostrarem qualificados para fazê-lo. Na contramão vem, geralmente, a «esquerdinha criativa porém reformista e &#8220;suave&#8221;».</p>
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