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	Comentários sobre: Ainda não sabiam que eram fascistas. 3) Do vanguardismo a uma teoria das elites	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-209286</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2014 18:37:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ERRATA: O nome correto do modelo de desenvolvimento de software a que me referi em comentário anterior é &lt;b&gt;Capability&lt;/b&gt; Maturity Model.
De resto, &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Capability_Maturity_Model&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;o verbete dedicado a ele na Wikipedia&lt;/a&gt;  dá uma boa visão do grau de sofisticação e abstração que o modo capitalista de produção contemporâneo atingiu, arrisco dizer, muito além da &quot;utopia&quot; soreliana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ERRATA: O nome correto do modelo de desenvolvimento de software a que me referi em comentário anterior é <b>Capability</b> Maturity Model.<br />
De resto, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capability_Maturity_Model" rel="nofollow">o verbete dedicado a ele na Wikipedia</a>  dá uma boa visão do grau de sofisticação e abstração que o modo capitalista de produção contemporâneo atingiu, arrisco dizer, muito além da &#8220;utopia&#8221; soreliana.</p>
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		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-209265</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2014 17:51:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É curioso observar como o trecho

«&lt;i&gt;a oficina socialista reunirá produtores cujo espírito estará sempre desperto para criticar as práticas adquiridas, que serão orientados por contramestres semelhantes aos preparadores dos professores de química e à cabeça dos quais se encontrarão engenheiros que falarão aos seus homens como um professor fala aos seus alunos&lt;/i&gt;»

antevê, de certo modo, o ideal de trabalhador que se torna hegemônico a partir da década de 80 do século passado.

Tenho a impressão que o capitalismo, hoje, precisa desesperadamente de trabalhadores com esse &quot;espírito crítico&quot;, sempre prontos a questionar os processos de produção a eles incumbidos, não importando o escalão em que se encontrem na hierarquia.

Creio que, na perspectiva do capitalismo atual, essa característica fundamental, tão bem descrita por Sorel, liga-se diretamente àquele componente do toyotismo, o da Qualidade Total.

Mesmo quando Sorel diz que esse &quot;espírito desperto&quot; deverá ser orientado por especialistas, ainda que possamos ver aí o germe da veneração à autoridade típica do fascismo, não deixa também de ser um elemento atual do capitalismo contemporâneo, se notarmos que muitas empresas de ponta adotam, com nomes diferentes, a figura do &quot;mentor&quot;, aquele responsável por indicar caminhos, mais do que gerir diretamente o trabalho dos outros.

Por último, não posso deixar de fazer também um paralelo com um modelo de desenvolvimento de sistemas que encontrei nas várias empresas americanas em que trabalhei: o Capacity Maturity Model (CMM). Nele, são descritos cinco níveis de &quot;maturidade&quot; do processo de produção de software, em que, no último (correspondente ao grau máximo de &quot;maturidade&quot;) o processo de produção inclui mecanismos de autocrítica, revisão e modificação como inerentes ao próprio processo de produção. 

Para exemplificar, se antes um programador de sistemas tinha como missão &quot;apenas&quot; fazer programas de computador, agora ele tem que fazer programas e executar uma série de controles, passar por uma série de check-lists ao longo de todo o desenvolvimento do sistema, controles esses elaborados pela própria equipe. Desnecessário dizer do quanto de trabalho a mais esse programador é incumbido.

No fim (e esse é o objetivo último de tudo isso), um cliente que contrata o serviço ou compra o desenvolvimento de um software de uma empresa certificada como nível 5 do CMM estará contratando também um certo &lt;b&gt;grau de certeza&lt;/b&gt;, uma certa &lt;b&gt;garantia extra&lt;/b&gt;, de que o produto entregue estará mais adequado às suas necessidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É curioso observar como o trecho</p>
<p>«<i>a oficina socialista reunirá produtores cujo espírito estará sempre desperto para criticar as práticas adquiridas, que serão orientados por contramestres semelhantes aos preparadores dos professores de química e à cabeça dos quais se encontrarão engenheiros que falarão aos seus homens como um professor fala aos seus alunos</i>»</p>
<p>antevê, de certo modo, o ideal de trabalhador que se torna hegemônico a partir da década de 80 do século passado.</p>
<p>Tenho a impressão que o capitalismo, hoje, precisa desesperadamente de trabalhadores com esse &#8220;espírito crítico&#8221;, sempre prontos a questionar os processos de produção a eles incumbidos, não importando o escalão em que se encontrem na hierarquia.</p>
<p>Creio que, na perspectiva do capitalismo atual, essa característica fundamental, tão bem descrita por Sorel, liga-se diretamente àquele componente do toyotismo, o da Qualidade Total.</p>
<p>Mesmo quando Sorel diz que esse &#8220;espírito desperto&#8221; deverá ser orientado por especialistas, ainda que possamos ver aí o germe da veneração à autoridade típica do fascismo, não deixa também de ser um elemento atual do capitalismo contemporâneo, se notarmos que muitas empresas de ponta adotam, com nomes diferentes, a figura do &#8220;mentor&#8221;, aquele responsável por indicar caminhos, mais do que gerir diretamente o trabalho dos outros.</p>
<p>Por último, não posso deixar de fazer também um paralelo com um modelo de desenvolvimento de sistemas que encontrei nas várias empresas americanas em que trabalhei: o Capacity Maturity Model (CMM). Nele, são descritos cinco níveis de &#8220;maturidade&#8221; do processo de produção de software, em que, no último (correspondente ao grau máximo de &#8220;maturidade&#8221;) o processo de produção inclui mecanismos de autocrítica, revisão e modificação como inerentes ao próprio processo de produção. </p>
<p>Para exemplificar, se antes um programador de sistemas tinha como missão &#8220;apenas&#8221; fazer programas de computador, agora ele tem que fazer programas e executar uma série de controles, passar por uma série de check-lists ao longo de todo o desenvolvimento do sistema, controles esses elaborados pela própria equipe. Desnecessário dizer do quanto de trabalho a mais esse programador é incumbido.</p>
<p>No fim (e esse é o objetivo último de tudo isso), um cliente que contrata o serviço ou compra o desenvolvimento de um software de uma empresa certificada como nível 5 do CMM estará contratando também um certo <b>grau de certeza</b>, uma certa <b>garantia extra</b>, de que o produto entregue estará mais adequado às suas necessidades.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-209176</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2014 14:57:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trabalhador pobre,

não sei se é nessa ou nas partes anteriores desse artigo em que o autor deixa claro a que sindicalistas revolucionários ele estava referindo, ou melhor, ao que ele se referia quando usava a expressão sindicalistas revolucionários, diferenciando esses do sindicalismo da CGT francesa, por exemplo, que também é descrito na história como sindicalismo revolucionário, e que veio a influenciar o sindicalismo no Brasil nas primeiras décadas do século XX.

Não sabia que havia adeptos dessa corrente do sindicalismo revolucionário, soreliano, no Brasil hoje em dia, para ficarem de tal forma chateados. Sei que existem anarquistas, com sua relação histórica com um sindicalismo revolucionário. Mas para esses, o artigo deveria servir para mostrar como estavam corretos em não apoiar a entrada da Itália na guerra, e se manterem numa visão classista e internacionalista, ao contrário dos sindicalistas revolucionários de que trata o artigo. Portanto, não seria motivo para ficarem chateados, pelo contrário.
Mas para tanto é preciso ler o artigo sem preconceitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhador pobre,</p>
<p>não sei se é nessa ou nas partes anteriores desse artigo em que o autor deixa claro a que sindicalistas revolucionários ele estava referindo, ou melhor, ao que ele se referia quando usava a expressão sindicalistas revolucionários, diferenciando esses do sindicalismo da CGT francesa, por exemplo, que também é descrito na história como sindicalismo revolucionário, e que veio a influenciar o sindicalismo no Brasil nas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>Não sabia que havia adeptos dessa corrente do sindicalismo revolucionário, soreliano, no Brasil hoje em dia, para ficarem de tal forma chateados. Sei que existem anarquistas, com sua relação histórica com um sindicalismo revolucionário. Mas para esses, o artigo deveria servir para mostrar como estavam corretos em não apoiar a entrada da Itália na guerra, e se manterem numa visão classista e internacionalista, ao contrário dos sindicalistas revolucionários de que trata o artigo. Portanto, não seria motivo para ficarem chateados, pelo contrário.<br />
Mas para tanto é preciso ler o artigo sem preconceitos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-209100</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2014 11:55:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mussolini era muçulmano ou mussulmano? Dúvida atroz &#038; diadema retrós assolam um hamlet asqueado e justificam redundâncias, tautologias, solipsismos delirantes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mussolini era muçulmano ou mussulmano? Dúvida atroz &amp; diadema retrós assolam um hamlet asqueado e justificam redundâncias, tautologias, solipsismos delirantes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Trabalhador Pobre		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-208653</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhador Pobre]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 14:15:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92831#comment-208653</guid>

					<description><![CDATA[Quanto ao Mussolini na verdade quis escrever Partido Socialista desde o começo, no primeiro post, pelo asco que seu texto me causou, acabei escrevendo comunista por engano. 
No título do seu texto não diz que você se refere, exclusivamente, ao cenário da França e Itália no pós primeira guerra, pelo contrário, transparece sim uma tentativa de difamar o sindicalismo revolucionário como um todo, apresentando-o, não só a corrente mas o conjunto de seus militantes, como fascistas.
Quanto à comparar a defesa do sindicalismo revolucionário, movimento social que tem uma folha extensa de serviços prestados ao povo trabalhador e oprimido mundo afora, com a virgindade de Maria, mostra bem o teor leviano e mal intencionado de sua discussão, esperamos que em breve seja esclarecida suas reais intenções com esta série de artigos.
Quem sabe daqui uns dias, alguns não escrevam sobre o germe do neo-fascismo no pensamento trosko-autonomista de vossa eminência, senhor arauto da heterodoxia pós-moderna...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao Mussolini na verdade quis escrever Partido Socialista desde o começo, no primeiro post, pelo asco que seu texto me causou, acabei escrevendo comunista por engano.<br />
No título do seu texto não diz que você se refere, exclusivamente, ao cenário da França e Itália no pós primeira guerra, pelo contrário, transparece sim uma tentativa de difamar o sindicalismo revolucionário como um todo, apresentando-o, não só a corrente mas o conjunto de seus militantes, como fascistas.<br />
Quanto à comparar a defesa do sindicalismo revolucionário, movimento social que tem uma folha extensa de serviços prestados ao povo trabalhador e oprimido mundo afora, com a virgindade de Maria, mostra bem o teor leviano e mal intencionado de sua discussão, esperamos que em breve seja esclarecida suas reais intenções com esta série de artigos.<br />
Quem sabe daqui uns dias, alguns não escrevam sobre o germe do neo-fascismo no pensamento trosko-autonomista de vossa eminência, senhor arauto da heterodoxia pós-moderna&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-208504</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 09:05:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tanta histeria! Se eu tivesse ido para um Congresso Mariano tecer dúvidas sobre a virgindade de Nossa Senhora não provocaria reacções menos indignadas. O que não espanta, a veneração às relíquias é a mesma, as reacções não poderiam ser diferentes também. Esclarecendo um pouco as confusões:
- Na segunda parte deste artigo preveni: «As palavras valem o que valem e as denominações são convencionais, mas quando os usos se tornam ambíguos e as convenções fluidas, impõem-se alguns esclarecimentos. Ao mencionar os sindicalistas revolucionários não me refiro aqui ao conjunto daquelas correntes, muito difundidas na Confédération Générale du Travail (CGT, Confederação Geral do Trabalho) francesa antes da primeira guerra mundial, que afirmavam a independência dos organismos sindicais perante o Estado burguês e perante os vários partidos socialistas ou, depois da unificação, perante a Section Française de l’Internationale Ouvrière (SFIO, Secção Francesa da Internacional Operária ou seja, na realidade, o Partido Socialista francês). [...] na acepção em que emprego os termos, para designar Sorel e os seus discípulos, os sindicalistas revolucionários constituíram apenas uma das tendências daquele tipo de sindicalismo». Depois afirmei que a influência de Sorel no sindicalismo francês foi reduzida e que foi sobretudo em Itália que ele teve grande projecção. É a este meio político que me refiro e a nenhum outro.
- Não é a primeira vez que à falta de argumentos me acusam de eurocentrismo, o que é curioso, porque pelo menos sou tão brasileiro como europeu. Quando se trata de analisar um processo ocorrido em Itália e em França não vejo como poderia fazê-lo sem ser nestes dois países. Porém, no meu livro a que me refiro na abertura desta série de artigos atribuí tanta importância a Kita Ikki como a Corradini e analisei o fascismo na Ásia, no Norte de África e também no movimento negro, com Marcus Garvey. Quanto ao fascismo argentino e ao papel nele desempenhado pelo sindicalismo, quem estiver interessado pode ler neste site o meu artigo «O fascismo de Perón» (1ª parte: http://passapalavra.info/2013/03/73791 e 2ª parte: http://passapalavra.info/2013/03/73793 ).
- Quanto ao comentário no Facebook que salienta o carácter libertário de passagens das &lt;em&gt;Réflexions sur la Violence&lt;/em&gt; e por isso duvida que se possa encontrar aí um gérmen do fascismo, é precisamente esse o contraste que pretendi estabelecer ao longo desta série, mostrando como foi possível que uma coisa se tivesse desenvolvido na outra, daí os títulos que dei às segunda, terceira e quarta partes, todos eles incidindo na passagem e na transformação. Antigamente chamava-se a isto &lt;em&gt;dialéctica&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;contradições internas&lt;/em&gt;, mas pelos vistos estas noções foram esquecidas.
- Seria bom também não esquecer que Sorel aderiu à Action Française, o que deveria bastar para esclarecer muitas dúvidas.
- Finalmente, talvez não devesse perder tempo com isto, mas achei muito engraçado que aquele mesmo comentador que às 20:52 escreveu «Quanto a Mussolini ser do Partido Socialista, não é segredo, até nos livros didáticos você encontra referências sobre isto», tivesse escrito às 13:01 «Mussolini era do Partido comunista antes de fundar o Partido Fascista».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanta histeria! Se eu tivesse ido para um Congresso Mariano tecer dúvidas sobre a virgindade de Nossa Senhora não provocaria reacções menos indignadas. O que não espanta, a veneração às relíquias é a mesma, as reacções não poderiam ser diferentes também. Esclarecendo um pouco as confusões:<br />
&#8211; Na segunda parte deste artigo preveni: «As palavras valem o que valem e as denominações são convencionais, mas quando os usos se tornam ambíguos e as convenções fluidas, impõem-se alguns esclarecimentos. Ao mencionar os sindicalistas revolucionários não me refiro aqui ao conjunto daquelas correntes, muito difundidas na Confédération Générale du Travail (CGT, Confederação Geral do Trabalho) francesa antes da primeira guerra mundial, que afirmavam a independência dos organismos sindicais perante o Estado burguês e perante os vários partidos socialistas ou, depois da unificação, perante a Section Française de l’Internationale Ouvrière (SFIO, Secção Francesa da Internacional Operária ou seja, na realidade, o Partido Socialista francês). [&#8230;] na acepção em que emprego os termos, para designar Sorel e os seus discípulos, os sindicalistas revolucionários constituíram apenas uma das tendências daquele tipo de sindicalismo». Depois afirmei que a influência de Sorel no sindicalismo francês foi reduzida e que foi sobretudo em Itália que ele teve grande projecção. É a este meio político que me refiro e a nenhum outro.<br />
&#8211; Não é a primeira vez que à falta de argumentos me acusam de eurocentrismo, o que é curioso, porque pelo menos sou tão brasileiro como europeu. Quando se trata de analisar um processo ocorrido em Itália e em França não vejo como poderia fazê-lo sem ser nestes dois países. Porém, no meu livro a que me refiro na abertura desta série de artigos atribuí tanta importância a Kita Ikki como a Corradini e analisei o fascismo na Ásia, no Norte de África e também no movimento negro, com Marcus Garvey. Quanto ao fascismo argentino e ao papel nele desempenhado pelo sindicalismo, quem estiver interessado pode ler neste site o meu artigo «O fascismo de Perón» (1ª parte: <a href="http://passapalavra.info/2013/03/73791" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/03/73791</a> e 2ª parte: <a href="http://passapalavra.info/2013/03/73793" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/03/73793</a> ).<br />
&#8211; Quanto ao comentário no Facebook que salienta o carácter libertário de passagens das <em>Réflexions sur la Violence</em> e por isso duvida que se possa encontrar aí um gérmen do fascismo, é precisamente esse o contraste que pretendi estabelecer ao longo desta série, mostrando como foi possível que uma coisa se tivesse desenvolvido na outra, daí os títulos que dei às segunda, terceira e quarta partes, todos eles incidindo na passagem e na transformação. Antigamente chamava-se a isto <em>dialéctica</em> e <em>contradições internas</em>, mas pelos vistos estas noções foram esquecidas.<br />
&#8211; Seria bom também não esquecer que Sorel aderiu à Action Française, o que deveria bastar para esclarecer muitas dúvidas.<br />
&#8211; Finalmente, talvez não devesse perder tempo com isto, mas achei muito engraçado que aquele mesmo comentador que às 20:52 escreveu «Quanto a Mussolini ser do Partido Socialista, não é segredo, até nos livros didáticos você encontra referências sobre isto», tivesse escrito às 13:01 «Mussolini era do Partido comunista antes de fundar o Partido Fascista».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Trabalhador Pobre		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-208390</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhador Pobre]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 04:57:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quanto à relação da AIT com o sindicalismo Revolucionário busque pela obra BAKUNIN, Fundador do Sindicalismo Revolucionário de Gaston Leval, para uma introdução ao tema, depois não faltará referências para aprofundar. Quanto às contribuições do sindicalismo revolucionário no Brasil pesquise sobre a Confederação Operária Brasileira, FOSP, FORJ e as primeiras lutas e organizações operárias no país, e suas respectivas lutas, derrotas e conquistas. No México pesquise sobre a Revolução Mexicana dos anos 10. Na Argentina sobre as primeiras lutas operárias na região. A história é extensa e existem diversas obras já publicadas e de fácil acesso sobre todos estes três casos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto à relação da AIT com o sindicalismo Revolucionário busque pela obra BAKUNIN, Fundador do Sindicalismo Revolucionário de Gaston Leval, para uma introdução ao tema, depois não faltará referências para aprofundar. Quanto às contribuições do sindicalismo revolucionário no Brasil pesquise sobre a Confederação Operária Brasileira, FOSP, FORJ e as primeiras lutas e organizações operárias no país, e suas respectivas lutas, derrotas e conquistas. No México pesquise sobre a Revolução Mexicana dos anos 10. Na Argentina sobre as primeiras lutas operárias na região. A história é extensa e existem diversas obras já publicadas e de fácil acesso sobre todos estes três casos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Trabalhador Pobre		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-208380</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhador Pobre]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 04:50:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92831#comment-208380</guid>

					<description><![CDATA[vou reproduzir uma reflexão do professor Rafael Saddi da UFG, sobre o texto do João Bernardo, publicado originalmente como um comentário no facebook, para contribuir nesta discussão.

&quot;O título do texto do João Bernardo já apresenta a sua tese principal: &quot;os sindicalistas revolucionários já eram fascistas, mas não sabiam&quot;. O exercício que ele faz é sempre tentador (como por exemplo, buscar a origem do capitalismo de estado russo no pensamento do próprio Marx e aqui poderíamos pensar diversos outros exemplos). Mas, apesar de tentador é sempre muito arriscado e geralmente pouco capaz de dar conta da complexidade destes processos de mudanças ideológicas de um indivíduo ou mais ainda de grupos. Se pensarmos que o sindicalismo revolucionário é algo bem complexo e não se trata simplesmente de um partido com uma unidade teórica definida, aí veremos que a tarefa proposta pelo João Bernardo fica ainda mais difícil. Em termos empíricos, gostaria de chamar atenção somente para a última parte do texto. Ali quando ele tenta demonstrar que os germes do fascismo já estavam presentes no Sorel do Réflexions sur la Violence há uma forçação de barra. As citações utilizadas reforçam mesmo o caráter libertário do sindicalismo revolucionário e não germes do fascismo. Internacionalismo, anti-estatismo, ação direta, anti-parlamentarismo, crítica à ditadura revolucionária, etc. etc. As citações utilizadas para demonstrar que havia ali um germe do fascismo são pouco ilustrativas e não nos permitem chegar à conclusão desejada. Acho difícil esse exercício, embora admita a sua importância. Mas, deve-se levar em consideração toda a mudança de conjuntura vivida na Europa e, especialmente, em alguns países europeus, para entender estas mudanças ideológicas de vários militantes do sindicalismo revolucionário, como de outras correntes. Veja, não foram só os militantes do sindicalismo revolucionário que mudaram de lado. Se ampliamos isso, veremos que estas mudanças foram muito mais massivas do que parecem. Ao mesmo tempo, ampliando para uma percepção das mudanças gerais ocorridas, veremos que não é tão simples querer buscar a mudança para o fascismo como algo que o sindicalismo revolucionário já carregava.&quot;

quanto ao fato de meu codinome ser Trabalhador Pobre, foi apenas uma tentativa de escrever algo redundante e/ou insignificante,mas palavroso, pra parecer algo pós-moderno e heterodoxo. Afinal de contas, trabalhador rico seria algo bem mais absurdo, não????!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>vou reproduzir uma reflexão do professor Rafael Saddi da UFG, sobre o texto do João Bernardo, publicado originalmente como um comentário no facebook, para contribuir nesta discussão.</p>
<p>&#8220;O título do texto do João Bernardo já apresenta a sua tese principal: &#8220;os sindicalistas revolucionários já eram fascistas, mas não sabiam&#8221;. O exercício que ele faz é sempre tentador (como por exemplo, buscar a origem do capitalismo de estado russo no pensamento do próprio Marx e aqui poderíamos pensar diversos outros exemplos). Mas, apesar de tentador é sempre muito arriscado e geralmente pouco capaz de dar conta da complexidade destes processos de mudanças ideológicas de um indivíduo ou mais ainda de grupos. Se pensarmos que o sindicalismo revolucionário é algo bem complexo e não se trata simplesmente de um partido com uma unidade teórica definida, aí veremos que a tarefa proposta pelo João Bernardo fica ainda mais difícil. Em termos empíricos, gostaria de chamar atenção somente para a última parte do texto. Ali quando ele tenta demonstrar que os germes do fascismo já estavam presentes no Sorel do Réflexions sur la Violence há uma forçação de barra. As citações utilizadas reforçam mesmo o caráter libertário do sindicalismo revolucionário e não germes do fascismo. Internacionalismo, anti-estatismo, ação direta, anti-parlamentarismo, crítica à ditadura revolucionária, etc. etc. As citações utilizadas para demonstrar que havia ali um germe do fascismo são pouco ilustrativas e não nos permitem chegar à conclusão desejada. Acho difícil esse exercício, embora admita a sua importância. Mas, deve-se levar em consideração toda a mudança de conjuntura vivida na Europa e, especialmente, em alguns países europeus, para entender estas mudanças ideológicas de vários militantes do sindicalismo revolucionário, como de outras correntes. Veja, não foram só os militantes do sindicalismo revolucionário que mudaram de lado. Se ampliamos isso, veremos que estas mudanças foram muito mais massivas do que parecem. Ao mesmo tempo, ampliando para uma percepção das mudanças gerais ocorridas, veremos que não é tão simples querer buscar a mudança para o fascismo como algo que o sindicalismo revolucionário já carregava.&#8221;</p>
<p>quanto ao fato de meu codinome ser Trabalhador Pobre, foi apenas uma tentativa de escrever algo redundante e/ou insignificante,mas palavroso, pra parecer algo pós-moderno e heterodoxo. Afinal de contas, trabalhador rico seria algo bem mais absurdo, não????!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: dokonal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-208355</link>

		<dc:creator><![CDATA[dokonal]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 04:08:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=92831#comment-208355</guid>

					<description><![CDATA[E eu estou curioso aguardando as referências desse Trabalhador Pobre às contribuições do Sindicalismo Revolucionário no Brasil, México e Argentina.

O que achei incrível, entretanto, é a existência desses documentos relatando o esforço do Sindicalismo Revolucionário durante a existência da AIT. De fato é um achado de implicações cósmicas. Se é certo que a AIT foi dissolvida em 1876 e que o Sindicalismo Revolucionário surge em 1906 com a &lt;em&gt;Charte d&#039;Amiens&lt;/em&gt;, então esses documentos podem ter estado num buraco de minhoca espaço-temporal. Os físicos do CERN certamente estarão interessados numa descoberta dessas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E eu estou curioso aguardando as referências desse Trabalhador Pobre às contribuições do Sindicalismo Revolucionário no Brasil, México e Argentina.</p>
<p>O que achei incrível, entretanto, é a existência desses documentos relatando o esforço do Sindicalismo Revolucionário durante a existência da AIT. De fato é um achado de implicações cósmicas. Se é certo que a AIT foi dissolvida em 1876 e que o Sindicalismo Revolucionário surge em 1906 com a <em>Charte d&#8217;Amiens</em>, então esses documentos podem ter estado num buraco de minhoca espaço-temporal. Os físicos do CERN certamente estarão interessados numa descoberta dessas.</p>
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		<title>
		Por: Ubaldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/03/92831/#comment-208341</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ubaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 03:46:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antes de o Trabalhador Pobre sair fazendo drama, bem que poderia ler a série desde o início. Os textos são curtos. Entenderia que a intenção do autor não é fazer &quot;revisionismo&quot; nem denegrir ou desprezar a &quot;história de luta e sangue derramado&quot;. Isso faz parte de uma correção, ou alteração, de um livro do próprio autor chamado &quot;Labirintos do Fascismo: na encruzilhada da ordem e da revolta&quot;, portanto se propõe a identificar nesses caras princípios ideológicos do fascismo. É bom que quebra os dogmas de certas religiões políticas ajudando na autocrítica... isso é importante pra luta de todos os trabalhadores, não necessariamente apenas os que declaram renda de pobreza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de o Trabalhador Pobre sair fazendo drama, bem que poderia ler a série desde o início. Os textos são curtos. Entenderia que a intenção do autor não é fazer &#8220;revisionismo&#8221; nem denegrir ou desprezar a &#8220;história de luta e sangue derramado&#8221;. Isso faz parte de uma correção, ou alteração, de um livro do próprio autor chamado &#8220;Labirintos do Fascismo: na encruzilhada da ordem e da revolta&#8221;, portanto se propõe a identificar nesses caras princípios ideológicos do fascismo. É bom que quebra os dogmas de certas religiões políticas ajudando na autocrítica&#8230; isso é importante pra luta de todos os trabalhadores, não necessariamente apenas os que declaram renda de pobreza.</p>
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