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	Comentários sobre: Goiânia: no Dia de Lutas Contra o Aumento da Tarifa o jogo terminou em 3 x 2	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Alexandre de Paula Meirelles		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-220331</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alexandre de Paula Meirelles]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2014 05:31:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Companheiros!

Estou acompanhado esta discussão a um tempo e até então não havia comentado. Também não vou me delongar comentando. É intensamente positivo e saudável a ideia de se pensar a luta que está sendo travada em Goiânia e saúdo os autores deste texto mesmo que não concordando com o que foi dito sobre a questão da ação direta mas entendendo a preocupação dos autores com a luta, emancipação, participação e autonomia do trabalhador e estudante que utiliza o transporte coletivo. Porém não há no que delongar aqui fazendo críticas ao texto afinal muito já se discutiu e se tirou de proveito desta discussão. O que me preocupa é o que tem representado estes textos, aliás não  os textos mas a discussão que tem sido feita em torno dos textos, inclusive muito anacrônicos conceitualmente e estruturalmente vide o comentário  da &quot;Antivanguarda Bernardiana&quot; e do &quot;Steve no protesto&quot; entre outros. Eis que sempre dentro dos comentários destes textos acabam por se tornar discussão de hegemonia de grupos e a luta em si acaba se tornando um fator secundário. E pra mim isso é muito negativo, além de ser uma grande armadilha inclusive para a ideia de autonomia e luta de classes. Falo isso hoje justamente pelo que ocorreu no texto, não  se respeita as atitudes individuais de ninguém como não foi respeitado a individualidade dos autores deste texto, hoje os movimentos sociais em Goiás carregam esse estigma dos GRUPOS, e estes acabam sendo sempre preocupações prévias na organização da luta contra o Capital pois insistem em dentro dos Movimentos Sociais estruturar uma coalizão de forças com outros grupos, já pensando nos frutos a colher, na sua hegemonia  e no racha do que na continuidade da luta ou a autonomia do indivíduo no processo da mesma.  Não estou criticando o fato das pessoas se organizarem em grupos de afinidade ideológica e prática, mas é um fato que os caminhos que estão tomando as discussões têm se mostrado mais uma reprodução de organizações como Partidos Políticos (que muitos abominam) fazendo correlação de forças, portanto acaba a meu ver se tornando uma Pré-burocracia, já que forma-se a turminha do &quot;já que é desse jeito não serve&quot;, e assim mais uma vez não se respeita as posturas individuais reforçando como não se respeitou a postura aqui dos autores do texto, isso  porquê algumas  destas(não todas) organizações Políticas parecem não respeitar a postura ideológica e individual de seus próprios membros. Essa é uma grande armadilha e inclusive um inimigo oculto, onde essas organizações políticas parecem mais empresariais do que coletivo de estudantes e trabalhadores,falo empresas porque a ideia de conduzir o trabalhador à uma sociedade sem luta de classes é uma prática advinda das relações capitalistas cristalizadas na História por Movimentos de Vanguarda como o Bolchevismo entre outros, por conseguinte é um fato que Vanguarda é  uma prática que não conduz ao socialismo ou comunismo, mas sim remodela a hierarquização dos processos  produtivos e aqui se cristaliza isso, na medida em que muitos não conseguem pensar que o trabalhador não precisa ser conduzido mas sim ser um sujeito do processo,  como foi visto em alguns momentos na Comuna de Paris e na Revolução dos Cravos por exemplo. Parece-me que alguns grupos talvez não aceitem o fato do trabalhador ser sujeito do processo antes das organizações, parecem não confiar na classe trabalhadora e isso eu abomino com força. Eu particularmente tenho afinidade com as ideias existentes dentro do Tarifa Zero Goiânia, justamente por ser um grupo que respeita essa individualidade dos membros e pela afinidade com a ideia de autonomia e autogestão como uma maneira de se organizar contra o Capital na luta de classes, e vejo os comentários feitos aqui neste texto como uma armadilha para quem pensa na autonomia, acredito que os membros do Tarifa Zero não deveriam dar importância para os ataques feitos ao grupo justamente como uma maneira de prezar pela individualidade de seus membros, eis que assim desta maneira vocês acabam involuntariamente entrando na discussão da coalizão dando vazão à quem quer pensa-los enquanto um certo tipo de Vanguarda(mesmo vocês não sendo), ou seja, os ataques são uma armadilha quanto mais vocês respondem &quot;O Tarifa Zero etc etc&quot;, acredito eu que se afastam justamente um pouco desta ideia da individualidade e autonomia entrando num outro campo de relação de poder. Este foi um fato que eu particularmente e outros companheiros decidimos não entrar em nenhum grupo político a uns anos justamente para ser respeitado e não vinculado a outras pessoas ou grupos em momentos como este, mesmo tendo muita vontade de participar de coletivos que se organizam de maneira autogestionária como o próprio TZ. Assim eu prefiro pensar que &quot;Tarifa Zero&quot; é uma bandeira de luta de todos os trabalhadores e estudantes do que um grupo, como penso outras inúmeras outras bandeiras, isso pra mim traduz o que é uma luta classista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Companheiros!</p>
<p>Estou acompanhado esta discussão a um tempo e até então não havia comentado. Também não vou me delongar comentando. É intensamente positivo e saudável a ideia de se pensar a luta que está sendo travada em Goiânia e saúdo os autores deste texto mesmo que não concordando com o que foi dito sobre a questão da ação direta mas entendendo a preocupação dos autores com a luta, emancipação, participação e autonomia do trabalhador e estudante que utiliza o transporte coletivo. Porém não há no que delongar aqui fazendo críticas ao texto afinal muito já se discutiu e se tirou de proveito desta discussão. O que me preocupa é o que tem representado estes textos, aliás não  os textos mas a discussão que tem sido feita em torno dos textos, inclusive muito anacrônicos conceitualmente e estruturalmente vide o comentário  da &#8220;Antivanguarda Bernardiana&#8221; e do &#8220;Steve no protesto&#8221; entre outros. Eis que sempre dentro dos comentários destes textos acabam por se tornar discussão de hegemonia de grupos e a luta em si acaba se tornando um fator secundário. E pra mim isso é muito negativo, além de ser uma grande armadilha inclusive para a ideia de autonomia e luta de classes. Falo isso hoje justamente pelo que ocorreu no texto, não  se respeita as atitudes individuais de ninguém como não foi respeitado a individualidade dos autores deste texto, hoje os movimentos sociais em Goiás carregam esse estigma dos GRUPOS, e estes acabam sendo sempre preocupações prévias na organização da luta contra o Capital pois insistem em dentro dos Movimentos Sociais estruturar uma coalizão de forças com outros grupos, já pensando nos frutos a colher, na sua hegemonia  e no racha do que na continuidade da luta ou a autonomia do indivíduo no processo da mesma.  Não estou criticando o fato das pessoas se organizarem em grupos de afinidade ideológica e prática, mas é um fato que os caminhos que estão tomando as discussões têm se mostrado mais uma reprodução de organizações como Partidos Políticos (que muitos abominam) fazendo correlação de forças, portanto acaba a meu ver se tornando uma Pré-burocracia, já que forma-se a turminha do &#8220;já que é desse jeito não serve&#8221;, e assim mais uma vez não se respeita as posturas individuais reforçando como não se respeitou a postura aqui dos autores do texto, isso  porquê algumas  destas(não todas) organizações Políticas parecem não respeitar a postura ideológica e individual de seus próprios membros. Essa é uma grande armadilha e inclusive um inimigo oculto, onde essas organizações políticas parecem mais empresariais do que coletivo de estudantes e trabalhadores,falo empresas porque a ideia de conduzir o trabalhador à uma sociedade sem luta de classes é uma prática advinda das relações capitalistas cristalizadas na História por Movimentos de Vanguarda como o Bolchevismo entre outros, por conseguinte é um fato que Vanguarda é  uma prática que não conduz ao socialismo ou comunismo, mas sim remodela a hierarquização dos processos  produtivos e aqui se cristaliza isso, na medida em que muitos não conseguem pensar que o trabalhador não precisa ser conduzido mas sim ser um sujeito do processo,  como foi visto em alguns momentos na Comuna de Paris e na Revolução dos Cravos por exemplo. Parece-me que alguns grupos talvez não aceitem o fato do trabalhador ser sujeito do processo antes das organizações, parecem não confiar na classe trabalhadora e isso eu abomino com força. Eu particularmente tenho afinidade com as ideias existentes dentro do Tarifa Zero Goiânia, justamente por ser um grupo que respeita essa individualidade dos membros e pela afinidade com a ideia de autonomia e autogestão como uma maneira de se organizar contra o Capital na luta de classes, e vejo os comentários feitos aqui neste texto como uma armadilha para quem pensa na autonomia, acredito que os membros do Tarifa Zero não deveriam dar importância para os ataques feitos ao grupo justamente como uma maneira de prezar pela individualidade de seus membros, eis que assim desta maneira vocês acabam involuntariamente entrando na discussão da coalizão dando vazão à quem quer pensa-los enquanto um certo tipo de Vanguarda(mesmo vocês não sendo), ou seja, os ataques são uma armadilha quanto mais vocês respondem &#8220;O Tarifa Zero etc etc&#8221;, acredito eu que se afastam justamente um pouco desta ideia da individualidade e autonomia entrando num outro campo de relação de poder. Este foi um fato que eu particularmente e outros companheiros decidimos não entrar em nenhum grupo político a uns anos justamente para ser respeitado e não vinculado a outras pessoas ou grupos em momentos como este, mesmo tendo muita vontade de participar de coletivos que se organizam de maneira autogestionária como o próprio TZ. Assim eu prefiro pensar que &#8220;Tarifa Zero&#8221; é uma bandeira de luta de todos os trabalhadores e estudantes do que um grupo, como penso outras inúmeras outras bandeiras, isso pra mim traduz o que é uma luta classista.</p>
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		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218823</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2014 17:08:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(O comentário é imenso, mas eu acredito que quem ler não terá o tempo de todo perdido).

Nossa, alguns agrupamentos da esquerda radical goianiense me deixam boquiaberto. Não por serem goianenses - porque se for reparar nem são tão goianienses como gostam de se fazer passar, várias pessoas vieram de outros lugares, além das organizações que fazem parte terem sede em outros estados (e aqui deveríamos pensar que quem tem forma centralizada de organização e que por isso recebe ordens de seus comitês centrais são outros grupos... Tendo isso em conta só podemos concluir que estas pessoas criticam nos outros exatamente aquilo que elas são, o que se não fosse uma mentira deslavada, ainda é sinal da maior hipocrisia e cara lavada do mundo!)... Sobre este argumento, era ainda importante também consultar os dados sobre a composição de imigrantes na população goianiense, pois Goiânia é uma cidade (como outras do coentro-oeste) que tem altíssima composição de pessoas vindas de outras regiões. Por isso a crítica a alguns setores da esquerda radical goianiense se dá tão somente por serem de pessoas que militam em Goiânia e cospem as maiores torpezas de extrema-direita (notadamente, discurso xenofóbico regionalista) sem terem o mínimo de comiseração em relação aos que ouvem tamanha irresponsabilidade.

Alguns comentadores chegaram a insinuar que as posições do texto seriam de pessoas que estariam de passagem pela cidade. Bom, primeiro a mentira é tentar vincular o texto ao coletivo (as pessoas do coletivo podem até ter posições como a do texto, mas não foi o coletivo quem o produziu e por isso o texto é de autoria de três indivíduos, como já falaram mais de uma vez). Mas de fato única pessoa que foi do TZ (não sou mais) e somente passou pela cidade fui eu, então aqui acaba o xororô, porque nem militando estou neste momento, minha vida anda conturbada e estou sem tempo. Mesmo assim eu vivi 2 anos em Goiânia, trabalhei, estudei, militei, comi, bebi água, usei a rede de esgoto (e as fossas sépticas), paguei imposto, tirei título de eleitor (a contra-gosto) fiz amigos... Vivi anos dos mais intensos da minha vida. O que mais eu teria de fazer para ser um morador legítimo perante a cidade? Sobre outros membros do coletivo, se as pessoas consideram estrangeiro o sujeito mesmo morando por mais de 5 anos na cidade e por isso as pessoas ainda assim estariam somente de passagem, então Goiânia (e todas as cidades do mundo) são cidades de passagem. Mas como já disse, mesmo se isso tudo fosse verdade, ainda seria um argumento de extrema-direita, o que no mínimo deveria fazer pensar quem solta destas por aí.

Mas o mais importante que eu queria comentar não é isto, e sim a memória de uma luta que vi de perto e que me parece trazer reflexões importantes para a luta de Goiânia, contribuindo com o esforço dos autores do artigo.

No Rio de Janeiro, do final do ano passado e início deste ano iniciou-se uma luta contra o aumento das passagens. O Rio nesta ocasião seria a primeira cidade onde o poder público ousaria tentar enfiar um aumento depois das jornadas de junho. 
Aqui o MPL ainda é bastante recente e não tem o trabalho consolidado como existe em outras cidades, mesmo assim o coletivo entendeu a importância estratégica de não deixar ocorrer o aumento e se lançou em uma jornada de luta sem ter parâmetro nenhum se iria dar certo ou não.

Convocou uma manifestação ainda em dezembro, logo quando da primeira sinalização pública do governo de que iria ocorrer o aumento, e tentou contatar o mais amplo espectro de grupos de esquerda radical possíveis. Aqui cabe uma nota, pois no Rio, diferente de Goiânia, existe uma infinidade de grupos radicais, das mais variadas orientações políticas, o que cria uma rede de solidariedade interessante e pode também ser fator explicativo da persistência da luta de rua por tanto tempo. 
Coerente com sua posição horizontalista e também com esta condição de debilidade, o MPL tentou deixar claro que a movimentação para ser vitoriosa deveria ser de todos os grupos e indivíduos que se identificassem com a pauta. Na sequência dos atos as organizações e indivíduos foram aderindo à luta e a coisa foi ganhando corpo. Porém a cidade já estava um pouco saturada com as manifestações de rua, que não deixaram de ocorrer em nenhum momento desde junho de 2013, e já havia claros sinais que seguido o mesmo caminho não atingiriam nem a população nem o governo com o uso somente da tática de travar grandes avenidas. Foi aí que em uma manifestação pequena (para os padrões locais) um grupo de militantes resolveu que era hora de inovar e fizeram um catracaço na estação de trem da Central do Brasil (lugar onde todo mundo dizia que era impossível fazer). A ação, ocorrida contra as expectativas correntes, pegou a todos de surpresa (inclusive o poder público) e por isso foi um sucesso, repercutindo de forma estrondosa entre a população e entre outros agrupamentos de militantes. Esta ação conseguiu criar interessantes canais de diálogo político entre os usuários do sistema de transporte e os mais dedicados à luta social, criando um corpo social potencialmente forte. Disso decorreu que outros catracaços se seguiram e rapidamente o poder público estadual, acuado ela pressão pública, revogou de uma só vez o aumento em três modais diferentes (barcas, metrôs e trens). Porém ainda restava intacta a estrutura política que sustentava o aumento dos preços nos ônibus municipais e por isso era necessária a criação de uma estratégia para atacar a prefeitura. É aqui que tudo desanda.
Não se conseguiu avançar em uma discussão sobre a estratégia necessária para alcançar este objetivo e por inércia todos os grupos tentaram seguir a fórmula que havia sido vitoriosa em outra circunstância. 
Porém o poder público já tinha entendido as linhas de força do movimento e a repressão passou a ser intensa nas manifestações que pretendiam chegar às estações de trem. No meio disso aqueles que tratam a luta social como um meio de produzir adrenalina resolveram que era maneiríssimo aumentar ainda mais caos e, favorecidos pelo caos instaurado pela própria polícia, foram lá e jogaram um rojão pro meio do nada, atingindo o câmera Santiago Andrade, que foi a óbito. Qual foi o saldo disso? 

Aqueles canais de diálogo com a população foram abruptamente cortados, porque o grosso da população passou a identificar estes irresponsáveis com os militantes. Por isso a luta perdeu completamente a legitimidade e consequentemente o movimento perdeu sua força. Como resultado não só não se revogou o aumento dos ônibus, como o governo estadual se sentiu confiante para retroceder nas revogações dos aumentos. Isso mesmo, o governo estadual voltou atrás na própria palavra e voltou a anunciar aumento para barcas, metrôs e trens. Claro que o trabalho da mídia aqui foi pesado para fazer a associação entre aqueles lunáticos e o movimento, mas não podemos pensar que a causa da derrota se deveu exclusivamente a atuação do Estado e da mídia, porque eles fazem o que é da natureza deles fazer. E quanto a nós, o que fizemos? O que aprendemos com isto?

O mais tristemente irônico nisto tudo é que o que aconteceu no Rio serviu de suporte para iniciar uma campanha muito ampla de aumentos por todo o Brasil, inclusive em Goiânia. Ou seja, há a comunicação e articulação das empresas de ônibus em nível nacional, e um revés na luta em um lugar serve de inspiração e reflexão para a repressão atuar em outro lugar (sem contar os diálogos promovidos por meios oficiais entre os governos estaduais e o federal). E em contrapartida, o que os atormentados de algumas organizações de Goiânia dizem : “não escutem eles, são de fora” (!). 

Bom, se eu pudesse dizer alguma coisa, primeiro diria que não se enganem, as divisões regionais só favorecem os capitalistas, porque eles não se prendem em fronteiras, segundo, diria que deveríamos ser todos internacionalistas, terceiro é que deveríamos aprender uns com os outros sobre as estratégias de repressão (e quem sabe no futuro criar formas de solidariedade entre as lutas de diferentes lugares). 

E pros companheiros do TZ Goiânia: não se intimidem com essa gritaria toda, eles já tentaram uma vez implodir a frente, criaram outra frente, mas como são lunáticos ninguém dá importância para eles e tiveram que inserir a frente deles na frente coletiva. Pois bem, vocês estão fortes e sigam o caminho de vocês.  Nunca caiam no erro deles de serem vaidosos e nunca se foquem, como eles fazem, na autopromoção da sigla. A sigla é só um meio o que interessa é a luta e é lá onde tudo deve acontecer. 

Saudações de luta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(O comentário é imenso, mas eu acredito que quem ler não terá o tempo de todo perdido).</p>
<p>Nossa, alguns agrupamentos da esquerda radical goianiense me deixam boquiaberto. Não por serem goianenses &#8211; porque se for reparar nem são tão goianienses como gostam de se fazer passar, várias pessoas vieram de outros lugares, além das organizações que fazem parte terem sede em outros estados (e aqui deveríamos pensar que quem tem forma centralizada de organização e que por isso recebe ordens de seus comitês centrais são outros grupos&#8230; Tendo isso em conta só podemos concluir que estas pessoas criticam nos outros exatamente aquilo que elas são, o que se não fosse uma mentira deslavada, ainda é sinal da maior hipocrisia e cara lavada do mundo!)&#8230; Sobre este argumento, era ainda importante também consultar os dados sobre a composição de imigrantes na população goianiense, pois Goiânia é uma cidade (como outras do coentro-oeste) que tem altíssima composição de pessoas vindas de outras regiões. Por isso a crítica a alguns setores da esquerda radical goianiense se dá tão somente por serem de pessoas que militam em Goiânia e cospem as maiores torpezas de extrema-direita (notadamente, discurso xenofóbico regionalista) sem terem o mínimo de comiseração em relação aos que ouvem tamanha irresponsabilidade.</p>
<p>Alguns comentadores chegaram a insinuar que as posições do texto seriam de pessoas que estariam de passagem pela cidade. Bom, primeiro a mentira é tentar vincular o texto ao coletivo (as pessoas do coletivo podem até ter posições como a do texto, mas não foi o coletivo quem o produziu e por isso o texto é de autoria de três indivíduos, como já falaram mais de uma vez). Mas de fato única pessoa que foi do TZ (não sou mais) e somente passou pela cidade fui eu, então aqui acaba o xororô, porque nem militando estou neste momento, minha vida anda conturbada e estou sem tempo. Mesmo assim eu vivi 2 anos em Goiânia, trabalhei, estudei, militei, comi, bebi água, usei a rede de esgoto (e as fossas sépticas), paguei imposto, tirei título de eleitor (a contra-gosto) fiz amigos&#8230; Vivi anos dos mais intensos da minha vida. O que mais eu teria de fazer para ser um morador legítimo perante a cidade? Sobre outros membros do coletivo, se as pessoas consideram estrangeiro o sujeito mesmo morando por mais de 5 anos na cidade e por isso as pessoas ainda assim estariam somente de passagem, então Goiânia (e todas as cidades do mundo) são cidades de passagem. Mas como já disse, mesmo se isso tudo fosse verdade, ainda seria um argumento de extrema-direita, o que no mínimo deveria fazer pensar quem solta destas por aí.</p>
<p>Mas o mais importante que eu queria comentar não é isto, e sim a memória de uma luta que vi de perto e que me parece trazer reflexões importantes para a luta de Goiânia, contribuindo com o esforço dos autores do artigo.</p>
<p>No Rio de Janeiro, do final do ano passado e início deste ano iniciou-se uma luta contra o aumento das passagens. O Rio nesta ocasião seria a primeira cidade onde o poder público ousaria tentar enfiar um aumento depois das jornadas de junho.<br />
Aqui o MPL ainda é bastante recente e não tem o trabalho consolidado como existe em outras cidades, mesmo assim o coletivo entendeu a importância estratégica de não deixar ocorrer o aumento e se lançou em uma jornada de luta sem ter parâmetro nenhum se iria dar certo ou não.</p>
<p>Convocou uma manifestação ainda em dezembro, logo quando da primeira sinalização pública do governo de que iria ocorrer o aumento, e tentou contatar o mais amplo espectro de grupos de esquerda radical possíveis. Aqui cabe uma nota, pois no Rio, diferente de Goiânia, existe uma infinidade de grupos radicais, das mais variadas orientações políticas, o que cria uma rede de solidariedade interessante e pode também ser fator explicativo da persistência da luta de rua por tanto tempo.<br />
Coerente com sua posição horizontalista e também com esta condição de debilidade, o MPL tentou deixar claro que a movimentação para ser vitoriosa deveria ser de todos os grupos e indivíduos que se identificassem com a pauta. Na sequência dos atos as organizações e indivíduos foram aderindo à luta e a coisa foi ganhando corpo. Porém a cidade já estava um pouco saturada com as manifestações de rua, que não deixaram de ocorrer em nenhum momento desde junho de 2013, e já havia claros sinais que seguido o mesmo caminho não atingiriam nem a população nem o governo com o uso somente da tática de travar grandes avenidas. Foi aí que em uma manifestação pequena (para os padrões locais) um grupo de militantes resolveu que era hora de inovar e fizeram um catracaço na estação de trem da Central do Brasil (lugar onde todo mundo dizia que era impossível fazer). A ação, ocorrida contra as expectativas correntes, pegou a todos de surpresa (inclusive o poder público) e por isso foi um sucesso, repercutindo de forma estrondosa entre a população e entre outros agrupamentos de militantes. Esta ação conseguiu criar interessantes canais de diálogo político entre os usuários do sistema de transporte e os mais dedicados à luta social, criando um corpo social potencialmente forte. Disso decorreu que outros catracaços se seguiram e rapidamente o poder público estadual, acuado ela pressão pública, revogou de uma só vez o aumento em três modais diferentes (barcas, metrôs e trens). Porém ainda restava intacta a estrutura política que sustentava o aumento dos preços nos ônibus municipais e por isso era necessária a criação de uma estratégia para atacar a prefeitura. É aqui que tudo desanda.<br />
Não se conseguiu avançar em uma discussão sobre a estratégia necessária para alcançar este objetivo e por inércia todos os grupos tentaram seguir a fórmula que havia sido vitoriosa em outra circunstância.<br />
Porém o poder público já tinha entendido as linhas de força do movimento e a repressão passou a ser intensa nas manifestações que pretendiam chegar às estações de trem. No meio disso aqueles que tratam a luta social como um meio de produzir adrenalina resolveram que era maneiríssimo aumentar ainda mais caos e, favorecidos pelo caos instaurado pela própria polícia, foram lá e jogaram um rojão pro meio do nada, atingindo o câmera Santiago Andrade, que foi a óbito. Qual foi o saldo disso? </p>
<p>Aqueles canais de diálogo com a população foram abruptamente cortados, porque o grosso da população passou a identificar estes irresponsáveis com os militantes. Por isso a luta perdeu completamente a legitimidade e consequentemente o movimento perdeu sua força. Como resultado não só não se revogou o aumento dos ônibus, como o governo estadual se sentiu confiante para retroceder nas revogações dos aumentos. Isso mesmo, o governo estadual voltou atrás na própria palavra e voltou a anunciar aumento para barcas, metrôs e trens. Claro que o trabalho da mídia aqui foi pesado para fazer a associação entre aqueles lunáticos e o movimento, mas não podemos pensar que a causa da derrota se deveu exclusivamente a atuação do Estado e da mídia, porque eles fazem o que é da natureza deles fazer. E quanto a nós, o que fizemos? O que aprendemos com isto?</p>
<p>O mais tristemente irônico nisto tudo é que o que aconteceu no Rio serviu de suporte para iniciar uma campanha muito ampla de aumentos por todo o Brasil, inclusive em Goiânia. Ou seja, há a comunicação e articulação das empresas de ônibus em nível nacional, e um revés na luta em um lugar serve de inspiração e reflexão para a repressão atuar em outro lugar (sem contar os diálogos promovidos por meios oficiais entre os governos estaduais e o federal). E em contrapartida, o que os atormentados de algumas organizações de Goiânia dizem : “não escutem eles, são de fora” (!). </p>
<p>Bom, se eu pudesse dizer alguma coisa, primeiro diria que não se enganem, as divisões regionais só favorecem os capitalistas, porque eles não se prendem em fronteiras, segundo, diria que deveríamos ser todos internacionalistas, terceiro é que deveríamos aprender uns com os outros sobre as estratégias de repressão (e quem sabe no futuro criar formas de solidariedade entre as lutas de diferentes lugares). </p>
<p>E pros companheiros do TZ Goiânia: não se intimidem com essa gritaria toda, eles já tentaram uma vez implodir a frente, criaram outra frente, mas como são lunáticos ninguém dá importância para eles e tiveram que inserir a frente deles na frente coletiva. Pois bem, vocês estão fortes e sigam o caminho de vocês.  Nunca caiam no erro deles de serem vaidosos e nunca se foquem, como eles fazem, na autopromoção da sigla. A sigla é só um meio o que interessa é a luta e é lá onde tudo deve acontecer. </p>
<p>Saudações de luta!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Porfírio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218438</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Porfírio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 22:20:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Achei um texto de um dos autores acima, Fagner Enrique, sobre a FIP-GO, com acusações contra o MEPR e outros grupos de Goiânia. As acusações são verdadeiras ou tudo não passa de mais uma dificuldade de interpretação por parte da extrema esquerda analfabeta funcional??

link do texto:
http://passapalavra.info/2013/11/87461]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei um texto de um dos autores acima, Fagner Enrique, sobre a FIP-GO, com acusações contra o MEPR e outros grupos de Goiânia. As acusações são verdadeiras ou tudo não passa de mais uma dificuldade de interpretação por parte da extrema esquerda analfabeta funcional??</p>
<p>link do texto:<br />
<a href="http://passapalavra.info/2013/11/87461" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/11/87461</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Amazonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218393</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Amazonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 19:35:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[engraçado que ninguém está falando de mais um fracasso comandado pela FIP goiânia. Já que eles também não conseguiram mobilizar e o ato chamado por eles, no centro da cidade, foi o primeiro a não ir pra rua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>engraçado que ninguém está falando de mais um fracasso comandado pela FIP goiânia. Já que eles também não conseguiram mobilizar e o ato chamado por eles, no centro da cidade, foi o primeiro a não ir pra rua.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218388</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 19:18:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=94251#comment-218388</guid>

					<description><![CDATA[Pedro Pomar, li o seu comentário várias vezes antes de postar o meu em resposta. Mas, depois da minha resposta, ao que parece você deu um jeito de dissimular o seu posicionamento inicial, o que seria lamentável. Ou então foi você que não soube se expressar como deveria, para se fazer entender, o que também é de se lamentar. Em todo caso, parece que você não se deixou perder a oportunidade de bater na mesma tecla de vários comentadores acima, atribuindo a autoria do artigo ao coletivo de que fazemos parte. Como você mesmo disse, &quot;quem tem olhos vê&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro Pomar, li o seu comentário várias vezes antes de postar o meu em resposta. Mas, depois da minha resposta, ao que parece você deu um jeito de dissimular o seu posicionamento inicial, o que seria lamentável. Ou então foi você que não soube se expressar como deveria, para se fazer entender, o que também é de se lamentar. Em todo caso, parece que você não se deixou perder a oportunidade de bater na mesma tecla de vários comentadores acima, atribuindo a autoria do artigo ao coletivo de que fazemos parte. Como você mesmo disse, &#8220;quem tem olhos vê&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Pomar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218358</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Pomar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 17:19:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fagner, leia novamente o comentário você está muito intimidado. Relaxa. A minha opinião é que o Tarifa Zero dá indícios que superará algumas atitudes, que algumas coisas estão saindo das reuniões e tomando corpo. Isso é bom. Outros grupos, no entanto, não aprendem nada com o processo da luta. O Tarifa Zero ter chegado a algumas conclusões plausíveis é proveitoso para a luta em Goiânia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner, leia novamente o comentário você está muito intimidado. Relaxa. A minha opinião é que o Tarifa Zero dá indícios que superará algumas atitudes, que algumas coisas estão saindo das reuniões e tomando corpo. Isso é bom. Outros grupos, no entanto, não aprendem nada com o processo da luta. O Tarifa Zero ter chegado a algumas conclusões plausíveis é proveitoso para a luta em Goiânia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218330</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 16:00:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais um... Ai, ai...

Pedro Pomar, onde é que está escrito no nosso artigo que outros grupos não fazem trabalho de base? Onde é que está escrito no nosso artigo que os grêmios escolares não têm importância? Onde é que está escrito no nosso artigo que fazer trabalho de base é fácil e se resume a panfletar num terminal para pessoas que nunca mais se verá na vida? Aponte-me onde é que está escrito tudo isso. Deixamos muito claro que somos favoráveis a que não se perca de vista a necessidade de constituir &quot;núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público&quot;; e não escrevemos, caso venham a afirmar no futuro, &quot;núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público do Tarifa Zero Goiânia&quot;; escrevemos &quot;núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público&quot;, o que sugere que esses núcleos a nosso ver podem e devem ser constituídos por outros grupos. E, sobre a afirmação de que consideramos fácil fazer trabalho de base, é exatamente o contrário, pois deixamos muito claro que o ato do Jardim Novo Mundo não vingou por conta de o trabalho de base do Tarifa Zero Goiânia ser ainda muito embrionário no bairro (foi uma aposta feita pelo Tarifa Zero Goiânia e a aposta foi perdida, mas não por completo). E nem sequer desmerecemos as ações realizadas na Vila Itatiaia, pois escrevemos muito claramente que &quot;No Dia de Lutas Contra o Aumento da Tarifa em Goiânia, o jogo terminou em 3 x 2: 3 para as empresas de transporte, que conseguiram, por enquanto, não só impor o aumento da tarifa (de R$ 2,70 para R$ 2,80) como também garantir para si um subsídio de R$ 4,5 milhões, a ser pago pelo governo estadual, além de terem inaugurado uma nova tática de combate às manifestações e às revoltas nos terminais, frente à qual usuários do transporte e militantes não sabem ainda o que fazer: interromper a circulação de ônibus para o local pelo resto do dia; e 2 para os usuários do transporte, que, por meio da prática da ação direta, conseguiram impor prejuízos consideráveis às empresas e que estabeleceram ou podem vir a estabelecer, em determinadas regiões da cidade (Jardim Novo Mundo, região do Terminal Bandeiras, Vila Itatiaia, região do Parque Oeste), núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público&quot;. Mas será que ninguém leu este trecho?! Nele reconhecemos que a ação direta causou prejuízos às empresas (o que é bom); mas, por outro lado, deixamos claro ao longo do texto que isso não é suficiente (reler o artigo umas dez vezes talvez seja necessário para que algumas pessoas percebam tudo isso; outras, que são desonestas e que são de baixo nível, não precisam reler nada, pois o que lhes interessa agora é a difamação). Os três autores do texto acima (eu incluso) não estão desmerecendo o trabalho de ninguém (o que não pode ser dito também a respeito de certos comentadores). Estamos apontando certos problemas que identificamos, para estimular o debate e o avanço da luta. Temos o direito e a capacidade de o fazer e não vamos nos renunciar a fazê-lo. Quem não tolera críticas deveria ter começado por não ler o artigo. Aliás, deveria ter começado por não se envolver com a política.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um&#8230; Ai, ai&#8230;</p>
<p>Pedro Pomar, onde é que está escrito no nosso artigo que outros grupos não fazem trabalho de base? Onde é que está escrito no nosso artigo que os grêmios escolares não têm importância? Onde é que está escrito no nosso artigo que fazer trabalho de base é fácil e se resume a panfletar num terminal para pessoas que nunca mais se verá na vida? Aponte-me onde é que está escrito tudo isso. Deixamos muito claro que somos favoráveis a que não se perca de vista a necessidade de constituir &#8220;núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público&#8221;; e não escrevemos, caso venham a afirmar no futuro, &#8220;núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público do Tarifa Zero Goiânia&#8221;; escrevemos &#8220;núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público&#8221;, o que sugere que esses núcleos a nosso ver podem e devem ser constituídos por outros grupos. E, sobre a afirmação de que consideramos fácil fazer trabalho de base, é exatamente o contrário, pois deixamos muito claro que o ato do Jardim Novo Mundo não vingou por conta de o trabalho de base do Tarifa Zero Goiânia ser ainda muito embrionário no bairro (foi uma aposta feita pelo Tarifa Zero Goiânia e a aposta foi perdida, mas não por completo). E nem sequer desmerecemos as ações realizadas na Vila Itatiaia, pois escrevemos muito claramente que &#8220;No Dia de Lutas Contra o Aumento da Tarifa em Goiânia, o jogo terminou em 3 x 2: 3 para as empresas de transporte, que conseguiram, por enquanto, não só impor o aumento da tarifa (de R$ 2,70 para R$ 2,80) como também garantir para si um subsídio de R$ 4,5 milhões, a ser pago pelo governo estadual, além de terem inaugurado uma nova tática de combate às manifestações e às revoltas nos terminais, frente à qual usuários do transporte e militantes não sabem ainda o que fazer: interromper a circulação de ônibus para o local pelo resto do dia; e 2 para os usuários do transporte, que, por meio da prática da ação direta, conseguiram impor prejuízos consideráveis às empresas e que estabeleceram ou podem vir a estabelecer, em determinadas regiões da cidade (Jardim Novo Mundo, região do Terminal Bandeiras, Vila Itatiaia, região do Parque Oeste), núcleos de discussão e mobilização para a luta pelo transporte público&#8221;. Mas será que ninguém leu este trecho?! Nele reconhecemos que a ação direta causou prejuízos às empresas (o que é bom); mas, por outro lado, deixamos claro ao longo do texto que isso não é suficiente (reler o artigo umas dez vezes talvez seja necessário para que algumas pessoas percebam tudo isso; outras, que são desonestas e que são de baixo nível, não precisam reler nada, pois o que lhes interessa agora é a difamação). Os três autores do texto acima (eu incluso) não estão desmerecendo o trabalho de ninguém (o que não pode ser dito também a respeito de certos comentadores). Estamos apontando certos problemas que identificamos, para estimular o debate e o avanço da luta. Temos o direito e a capacidade de o fazer e não vamos nos renunciar a fazê-lo. Quem não tolera críticas deveria ter começado por não ler o artigo. Aliás, deveria ter começado por não se envolver com a política.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Pomar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218315</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Pomar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 15:00:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=94251#comment-218315</guid>

					<description><![CDATA[Quem tem olhos vê. Estão falando em trabalho de base e não vejo ninguém falando no Grêmio do IFG que foi reconstruído em 2008 e desde então tem atuação ininterrupta nas lutas em Goiânia, sendo um dos maiores mobilizadores da luta contra o aumento de 2009, 2010, 2011 e 2013. Nesse ano foram o melhor local de mobilização e tiveram importante participação no Encontro Nacional de Escolas Técnicas na semana passada.
Ninguém fala do Grêmio do IEG que começou a ser construído em 2011, teve participação na greve dos professores de 2012, e foi uma das escolas mais mobilizadas em 2013. Neste ano a diretora, uma interventora diretamente mandada pelo PSBD tentou desarticular o grêmio mas não conseguiu. O Grêmio do IEG segue firme na luta, amanhã mesmo farão um mutirão de limpeza da escola.
O Grêmio do COLU que apesar de todas as dificuldades vai para o segundo ano de trabalho.
Sem contar certos cursos da UFG em que uma atuação que realmente constrói bases tem até uma década de atuação ininterrupta de determinadas correntes.
Só a título de exemplo a coordenação do que provavelmente será o único sindicato revolucionário do estado, o SIMSED/Comando de Luta, é composta quase totalmente de uma fornada de jovens que faziam parte do CA de Pedagogia da UFG na década passada.
Parece que existe trabalho de base em Goiânia e que ele não é tão fácil como aparenta, exigem anos de debates e formação política. Fazer trabalho de base vai muito além de soltar um panfleto no Terminal para pessoas nunca mais veremos na vida.
Parece que a história da luta em Goiânia tem sido muito mal estudada e mal contada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem tem olhos vê. Estão falando em trabalho de base e não vejo ninguém falando no Grêmio do IFG que foi reconstruído em 2008 e desde então tem atuação ininterrupta nas lutas em Goiânia, sendo um dos maiores mobilizadores da luta contra o aumento de 2009, 2010, 2011 e 2013. Nesse ano foram o melhor local de mobilização e tiveram importante participação no Encontro Nacional de Escolas Técnicas na semana passada.<br />
Ninguém fala do Grêmio do IEG que começou a ser construído em 2011, teve participação na greve dos professores de 2012, e foi uma das escolas mais mobilizadas em 2013. Neste ano a diretora, uma interventora diretamente mandada pelo PSBD tentou desarticular o grêmio mas não conseguiu. O Grêmio do IEG segue firme na luta, amanhã mesmo farão um mutirão de limpeza da escola.<br />
O Grêmio do COLU que apesar de todas as dificuldades vai para o segundo ano de trabalho.<br />
Sem contar certos cursos da UFG em que uma atuação que realmente constrói bases tem até uma década de atuação ininterrupta de determinadas correntes.<br />
Só a título de exemplo a coordenação do que provavelmente será o único sindicato revolucionário do estado, o SIMSED/Comando de Luta, é composta quase totalmente de uma fornada de jovens que faziam parte do CA de Pedagogia da UFG na década passada.<br />
Parece que existe trabalho de base em Goiânia e que ele não é tão fácil como aparenta, exigem anos de debates e formação política. Fazer trabalho de base vai muito além de soltar um panfleto no Terminal para pessoas nunca mais veremos na vida.<br />
Parece que a história da luta em Goiânia tem sido muito mal estudada e mal contada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218314</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 14:59:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=94251#comment-218314</guid>

					<description><![CDATA[Acusam-me agora de ter preconceitos pequeno-burgueses. Era o que faltava... O que fiz foi levantar duas hipóteses. Se alguém é incapaz de compreender adequadamente um texto – mesmo que seja capaz de identificar letras e números – essa pessoa é classificada como analfabeta funcional. Então, das duas uma: ou as pessoas que estão distorcendo o que está escrito no nosso texto – para atacar o coletivo de que fazemos parte – padecem desse mal ou trata-se mesmo de desonestidade. No primeiro caso, é recomendável a busca de ajuda profissional. No segundo caso, não há profissional no mundo que possa ajudar. Enfim, é realmente inusitado que tenhamos ou que ensinar os comentadores hostis a interpretar um texto ou que demonstrar o quanto esses comentadores hostis têm se empenhado em distorcer o que escrevemos, como temos feito. A histeria de muitos comentadores só revela que acertamos o alvo em cheio: os leitores do Passa Palavra perceberam que esses comentadores hostis – alguns dos quais têm partido para insultos e injúrias pessoais, como o atestam os alertas do coletivo do Passa Palavra ao longo dos comentários – resolveram nos atacar, a maior parte deles, unicamente por conta das nossas críticas às ações realizadas na Vila Itatiaia? Nomeadamente, ao fetiche do enfrentamento e da ação direta? Ao comportamento de certas pessoas, para as quais o importante é a estética e o cunho midiático das manifestações e não o estímulo à auto-organização da classe trabalhadora e à sua participação ativa no processo de luta? Uma crítica pontual, feita no nosso artigo, trouxe-nos essa explosão de indignação, o que demonstra que esse fetiche é realmente forte em Goiânia. Paus, pedras e molotovs (ou goianinhos, como se diz por aqui)... A isto foi reduzida a combatividade! O capitalismo será, para esses senhores e senhoras, derrubado na base de pauladas, de pedradas e de shows pirotécnicos. Que será da classe trabalhadora, com essa extrema-esquerda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acusam-me agora de ter preconceitos pequeno-burgueses. Era o que faltava&#8230; O que fiz foi levantar duas hipóteses. Se alguém é incapaz de compreender adequadamente um texto – mesmo que seja capaz de identificar letras e números – essa pessoa é classificada como analfabeta funcional. Então, das duas uma: ou as pessoas que estão distorcendo o que está escrito no nosso texto – para atacar o coletivo de que fazemos parte – padecem desse mal ou trata-se mesmo de desonestidade. No primeiro caso, é recomendável a busca de ajuda profissional. No segundo caso, não há profissional no mundo que possa ajudar. Enfim, é realmente inusitado que tenhamos ou que ensinar os comentadores hostis a interpretar um texto ou que demonstrar o quanto esses comentadores hostis têm se empenhado em distorcer o que escrevemos, como temos feito. A histeria de muitos comentadores só revela que acertamos o alvo em cheio: os leitores do Passa Palavra perceberam que esses comentadores hostis – alguns dos quais têm partido para insultos e injúrias pessoais, como o atestam os alertas do coletivo do Passa Palavra ao longo dos comentários – resolveram nos atacar, a maior parte deles, unicamente por conta das nossas críticas às ações realizadas na Vila Itatiaia? Nomeadamente, ao fetiche do enfrentamento e da ação direta? Ao comportamento de certas pessoas, para as quais o importante é a estética e o cunho midiático das manifestações e não o estímulo à auto-organização da classe trabalhadora e à sua participação ativa no processo de luta? Uma crítica pontual, feita no nosso artigo, trouxe-nos essa explosão de indignação, o que demonstra que esse fetiche é realmente forte em Goiânia. Paus, pedras e molotovs (ou goianinhos, como se diz por aqui)&#8230; A isto foi reduzida a combatividade! O capitalismo será, para esses senhores e senhoras, derrubado na base de pauladas, de pedradas e de shows pirotécnicos. Que será da classe trabalhadora, com essa extrema-esquerda?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Karina O.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/04/94251/#comment-218270</link>

		<dc:creator><![CDATA[Karina O.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 13:14:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Wager, creio que você não leu essa parte com atenção, em nenhum momento afirmamos que queimar ônibus, é “…uma prática ofensiva, ilegítima e irracional, dado que não houve repressão policial que justificasse o recurso a esse tipo de ação.” A frase é: &quot;Diante disso, a prática da ação direta pode deixar de ser concebida, por quem está observando de fora, como uma prática defensiva, legítima e racional, que se dá em resposta à repressão policial, e passar a ser concebida como uma prática ofensiva, ilegítima e irracional, dado que não houve repressão policial que justificasse o recurso a esse tipo de ação.&quot; Ou seja, ela não é assim, mas pode ser concebida por pessoas de fora de tal maneira, o que torna mais necessário o diálogo com a população, esse é o ponto defendido.

Arroz com pequi
Onde no texto está escrito que o trabalho de base no Novo Mundo é mais consolidado do que no Itatiaia? No texto é bem claro que o do primeiro é inicial, em nenhum momento faz comparação entre trabalhos de base e a questão que coloca do Itatiaia é que não houve grande empenho de mobilização da maioria dos militantes da Frente. O texto coloca inclusive o desconhecimento do tz da dinâmica do próprio bairro.

Claro que tais grupos compõe a frente e são de imensa importância para a mesma, mas isso quer dizer que é tranquilo instrumentalizar certas ações desta frente para o benefício do próprio grupo? Os grupos pichados não foram todos estes e nem só estes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Wager, creio que você não leu essa parte com atenção, em nenhum momento afirmamos que queimar ônibus, é “…uma prática ofensiva, ilegítima e irracional, dado que não houve repressão policial que justificasse o recurso a esse tipo de ação.” A frase é: &#8220;Diante disso, a prática da ação direta pode deixar de ser concebida, por quem está observando de fora, como uma prática defensiva, legítima e racional, que se dá em resposta à repressão policial, e passar a ser concebida como uma prática ofensiva, ilegítima e irracional, dado que não houve repressão policial que justificasse o recurso a esse tipo de ação.&#8221; Ou seja, ela não é assim, mas pode ser concebida por pessoas de fora de tal maneira, o que torna mais necessário o diálogo com a população, esse é o ponto defendido.</p>
<p>Arroz com pequi<br />
Onde no texto está escrito que o trabalho de base no Novo Mundo é mais consolidado do que no Itatiaia? No texto é bem claro que o do primeiro é inicial, em nenhum momento faz comparação entre trabalhos de base e a questão que coloca do Itatiaia é que não houve grande empenho de mobilização da maioria dos militantes da Frente. O texto coloca inclusive o desconhecimento do tz da dinâmica do próprio bairro.</p>
<p>Claro que tais grupos compõe a frente e são de imensa importância para a mesma, mas isso quer dizer que é tranquilo instrumentalizar certas ações desta frente para o benefício do próprio grupo? Os grupos pichados não foram todos estes e nem só estes.</p>
]]></content:encoded>
		
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