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	Comentários sobre: Sobre a esquerda e as esquerdas (4ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1060278</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 09:36:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda sobre rumos (seja o referido ou o tomado), note-se como em mais de 6 dezenas de comentários neste artigo o tom é respeitoso (até cerimonioso, eu diria),  sempre havendo um encaminhamento do diálogo e da reflexão.  

Entretanto... O rumo muda abruptamente nas atuais e últimas réplicas. As pessoas perderam o interesse, e mesmo a capacidade, de dialogar. Tornou-se uma deficiência cognitiva. 

Talvez se estivessem em Gaza...

Enquanto que o tema das flotilhas de auxílio humanitário são de extrema pertinência não só para reflexão como, principalmente, de ação. 

Mas os &quot;meninos&quot; (nem tanto) do PassaPalavra preferem outros rumos. Por isso lhes é tão incômoda a &quot;menina Greta&quot;. 

Ah! E persistem na ilusão de uma resistência &quot;auto-organizada&quot; na Ucrânia. Haja perda de rumo!

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

PS:
O &quot;menino&quot; Trump (agente de Putin na Casa Branca) informa que passará o final de semana em Gaza (nem tanto). Irá acompanhado de uma flotilha de F-35. 
Para renascer uma Esquerda Revolucionária se exige uma revolução no comportamento de seus integrantes, não tendo mais lugar para sectarismo, autoritarismo, dogmatismo, centralismo e presunção, arrogância e vaidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre rumos (seja o referido ou o tomado), note-se como em mais de 6 dezenas de comentários neste artigo o tom é respeitoso (até cerimonioso, eu diria),  sempre havendo um encaminhamento do diálogo e da reflexão.  </p>
<p>Entretanto&#8230; O rumo muda abruptamente nas atuais e últimas réplicas. As pessoas perderam o interesse, e mesmo a capacidade, de dialogar. Tornou-se uma deficiência cognitiva. </p>
<p>Talvez se estivessem em Gaza&#8230;</p>
<p>Enquanto que o tema das flotilhas de auxílio humanitário são de extrema pertinência não só para reflexão como, principalmente, de ação. </p>
<p>Mas os &#8220;meninos&#8221; (nem tanto) do PassaPalavra preferem outros rumos. Por isso lhes é tão incômoda a &#8220;menina Greta&#8221;. </p>
<p>Ah! E persistem na ilusão de uma resistência &#8220;auto-organizada&#8221; na Ucrânia. Haja perda de rumo!</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>PS:<br />
O &#8220;menino&#8221; Trump (agente de Putin na Casa Branca) informa que passará o final de semana em Gaza (nem tanto). Irá acompanhado de uma flotilha de F-35.<br />
Para renascer uma Esquerda Revolucionária se exige uma revolução no comportamento de seus integrantes, não tendo mais lugar para sectarismo, autoritarismo, dogmatismo, centralismo e presunção, arrogância e vaidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1060150</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 21:22:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As flotilhas são as flotilhas e a menina Greta é a menina Greta. Surpreso eu ficaria se ela fosse para Burkina Fasso, ou Mianmar, ou para a fronteira entre Paquistão e Afeganistão, ou Somália, ou Sudão, ou Síria, ou Nigéria, ou Etiópia, ou alguma cidade na linha de frente da Ucrânia. Ela sabe onde ganhar o pão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As flotilhas são as flotilhas e a menina Greta é a menina Greta. Surpreso eu ficaria se ela fosse para Burkina Fasso, ou Mianmar, ou para a fronteira entre Paquistão e Afeganistão, ou Somália, ou Sudão, ou Síria, ou Nigéria, ou Etiópia, ou alguma cidade na linha de frente da Ucrânia. Ela sabe onde ganhar o pão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antiparlamentável		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1060134</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antiparlamentável]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 19:52:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensar, escrever, criticar são atividades muito importantes. Mas, entre a ausência de prática e o suposto ativismo remunerado da menina Greta, há uma infinidade de possibilidades. Apesar dos pesares, com todas as críticas que se possam fazer às flotilhas, é uma iniciativa que está colocando a público o genocídio em Gaza. Há quem diga que à distância não há nada que possamos fazer. Será? Se não as flotilhas, o quê? Continuar analisando e criticando? Sim, fundamental. Mas, só? Houve um tempo em que a crítica era apenas uma das atividades dos coletivos, que era informada por, e informava a sua prática. Parece que tornar-se crítico profissional pode, desde que não seja este o seu ganha pão. Podemos limpar banheiros e criticar, daí sim. A prática é só um objeto de análise, pois somos tão críticos que não podemos sujar as mãos com atividades mundanas. Aliás, atividades mundanas que não sejam o trabalho, diga-se. O que nos resta: trabalhar e criticar. Ou... tornar-se objeto da crítica mordaz dos comentaristas do Passa Palavra. Eis a miséria do autonomismo atual e seus querubins...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensar, escrever, criticar são atividades muito importantes. Mas, entre a ausência de prática e o suposto ativismo remunerado da menina Greta, há uma infinidade de possibilidades. Apesar dos pesares, com todas as críticas que se possam fazer às flotilhas, é uma iniciativa que está colocando a público o genocídio em Gaza. Há quem diga que à distância não há nada que possamos fazer. Será? Se não as flotilhas, o quê? Continuar analisando e criticando? Sim, fundamental. Mas, só? Houve um tempo em que a crítica era apenas uma das atividades dos coletivos, que era informada por, e informava a sua prática. Parece que tornar-se crítico profissional pode, desde que não seja este o seu ganha pão. Podemos limpar banheiros e criticar, daí sim. A prática é só um objeto de análise, pois somos tão críticos que não podemos sujar as mãos com atividades mundanas. Aliás, atividades mundanas que não sejam o trabalho, diga-se. O que nos resta: trabalhar e criticar. Ou&#8230; tornar-se objeto da crítica mordaz dos comentaristas do Passa Palavra. Eis a miséria do autonomismo atual e seus querubins&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1060016</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 09:36:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E não é esse o ganha-pão da menina Greta? O Balotelli faz gols, o carteiro entrega cartas, a professora dá aula, o orelha seca bate a massa, a faxineira lava a privada...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E não é esse o ganha-pão da menina Greta? O Balotelli faz gols, o carteiro entrega cartas, a professora dá aula, o orelha seca bate a massa, a faxineira lava a privada&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antiparlamentável		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1059644</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antiparlamentável]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 22:58:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enquanto o Passa Palavra resolve só parlar, a &quot;menina Greta&quot; já foi e voltou duas vezes (literalmente...).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o Passa Palavra resolve só parlar, a &#8220;menina Greta&#8221; já foi e voltou duas vezes (literalmente&#8230;).</p>
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		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1059391</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2025 19:23:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pedro,

Não se trata de minha preferência pessoal sobre os rumos do PassaPalavra, e sim de óbvia constatação de como refluiu a participação dos leitores na área de comentários do site.

Assim como também diminuiu a própria conexão dos textos publicados com uma imprescindível reflexão sobre como a Esquerda Revolucionária pode reencontrar seu rumo e seu sentido. 

Considerar:
• Não é necessário concordar por completo com análises e posicionamentos políticos para lhes reconhecer o valor. 
• Embora quase sempre subestimada, a área de comentários pode fornecer  contribuições originais e valiosas. 

☆ Seja como for, em meio ao deserto desolador dos sites políticos na Web, o PassaPalavra permanece como uma exceção. 

E mais: ainda traz em si a possibilidade de se viabilizar um meio de comunicação configurado como tecido conjuntivo das lutas concretas,  atuando para &quot;noticiar as lutas; apoiá-las; pensar sobre elas&quot;.
E não só: principalmente para possibilitar que os participantes das lutas produzam e divulguem conteúdo.

《Para reconstruir uma esquerda anticapitalista ou, mais exactamente, para reconstruir o anticapitalismo no espaço que hoje se denomina esquerda, temos de partir quase do zero.》

O anti-Capitalismo precisa se materializar em lutas concretas, cujas formas dessas lutas são determinantes do conteúdo delas. 

Deste modo, as formas de comunicação já trazem em si formas específicas de organização, enquanto estas por sua vez devem antecipar outro tipo de relações sociais, tornando-se embrião de um mundo pós-capitalista.

O desafio consiste em criar formas autônomas de comunicação, dando origem a formas de organização também autônomas, fundamentais para criar relações sociais tendo a Autonomia como meio e fim.

☆ Exemplo: As matérias publicadas sobre a Ikea.
https://passapalavra.info/2023/12/150931/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro,</p>
<p>Não se trata de minha preferência pessoal sobre os rumos do PassaPalavra, e sim de óbvia constatação de como refluiu a participação dos leitores na área de comentários do site.</p>
<p>Assim como também diminuiu a própria conexão dos textos publicados com uma imprescindível reflexão sobre como a Esquerda Revolucionária pode reencontrar seu rumo e seu sentido. </p>
<p>Considerar:<br />
• Não é necessário concordar por completo com análises e posicionamentos políticos para lhes reconhecer o valor.<br />
• Embora quase sempre subestimada, a área de comentários pode fornecer  contribuições originais e valiosas. </p>
<p>☆ Seja como for, em meio ao deserto desolador dos sites políticos na Web, o PassaPalavra permanece como uma exceção. </p>
<p>E mais: ainda traz em si a possibilidade de se viabilizar um meio de comunicação configurado como tecido conjuntivo das lutas concretas,  atuando para &#8220;noticiar as lutas; apoiá-las; pensar sobre elas&#8221;.<br />
E não só: principalmente para possibilitar que os participantes das lutas produzam e divulguem conteúdo.</p>
<p>《Para reconstruir uma esquerda anticapitalista ou, mais exactamente, para reconstruir o anticapitalismo no espaço que hoje se denomina esquerda, temos de partir quase do zero.》</p>
<p>O anti-Capitalismo precisa se materializar em lutas concretas, cujas formas dessas lutas são determinantes do conteúdo delas. </p>
<p>Deste modo, as formas de comunicação já trazem em si formas específicas de organização, enquanto estas por sua vez devem antecipar outro tipo de relações sociais, tornando-se embrião de um mundo pós-capitalista.</p>
<p>O desafio consiste em criar formas autônomas de comunicação, dando origem a formas de organização também autônomas, fundamentais para criar relações sociais tendo a Autonomia como meio e fim.</p>
<p>☆ Exemplo: As matérias publicadas sobre a Ikea.<br />
<a href="https://passapalavra.info/2023/12/150931/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2023/12/150931/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Seeger		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1059353</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Seeger]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2025 13:18:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada arkx, a qual rumo você se refere? E qual é o novo rumo tomado? Fiquei pensando no seu comentário mas simplesmente achei muito criptico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada arkx, a qual rumo você se refere? E qual é o novo rumo tomado? Fiquei pensando no seu comentário mas simplesmente achei muito criptico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1058911</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 11:02:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao se ler esta série de textos (entre outras) e também os comentários (e os demais), é impossível não indagar:
• Onde, como e por que o PassaPalavra perdeu seu rumo?
Uma lástima...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao se ler esta série de textos (entre outras) e também os comentários (e os demais), é impossível não indagar:<br />
• Onde, como e por que o PassaPalavra perdeu seu rumo?<br />
Uma lástima&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1058694</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 16:35:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93844#comment-1058694</guid>

					<description><![CDATA[Davi,

Se o socialismo num só país se revelou impossível, mais impossível ainda é o socialismo numa única empresa. Apenas um processo revolucionário que abarque toda a sociedade permite um contexto em que uma efectiva autogestão se prolongue durante o tempo suficiente para construir novas experiências e responder a novos problemas. Sem isso, as empresas em autogestão inevitavelmente se burocratizam e acabam por se converter em empresas capitalistas, que só por motivos publicitários mantêm a referência às origens. 

Mas se um amplo processo revolucionário existir e se desenvolver, então a autogestão e as múltiplas formas de interferência activa dos trabalhadores na gestão das empresas criarão condições para a modificação do funcionamento dessas empresas. Numa ponta, se se alteram as relações sociais de trabalho, altera-se também a forma como se usam as técnicas e começa-se a lançar os primeiros esboços de uma nova tecnologia. Na outra extremidade, avalia-se quais são os consumidores do produto final e pode então, se for o caso — como é nos exemplos que você citou — alterar-se o produto, mantendo em parte as técnicas de produção existentes, embora fazendo-as funcionar de forma diferente e para outros fins. 

Foi o que se passou durante o processo revolucionário português de 1974-1975, especialmente ao longo dos três primeiros trimestres de 1975. Nessa época eu fazia parte do grupo que criou e manteve o jornal &lt;em&gt;Combate&lt;/em&gt;, exclusivamente dedicado ao relato directo de lutas concretas, com excepção dos editoriais, que eram redigidos por nós, mas se referiam à situação dessas lutas e à sua evolução. A colecção completa do &lt;em&gt;Combate&lt;/em&gt; encontra-se &lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e o &lt;em&gt;Vosstanie&lt;/em&gt; fez uma reedição fac-símile em papel de toda a colecção, &lt;a href=&quot;https://vosstanie.blogspot.com/p/reprint-todos-os-numeros-do-jornal.html&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Se você se der ao trabalho de procurar nas páginas do &lt;em&gt;Combate&lt;/em&gt;, creio que encontrará alguns ensaios de resposta prática ao problema que colocou. Mas previno já. A leitura pode parecer cansativa, porque nós reproduzíamos literalmente a integralidade dos relatos feitos pelos trabalhadores e das respostas que os trabalhadores davam nas entrevistas, contrariamente à prática seguida pelos outros grupos e partidos de extrema-esquerda — e proliferavam, naquela época! — que cortavam o que não gostavam a mantinham só o que lhes convinha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Davi,</p>
<p>Se o socialismo num só país se revelou impossível, mais impossível ainda é o socialismo numa única empresa. Apenas um processo revolucionário que abarque toda a sociedade permite um contexto em que uma efectiva autogestão se prolongue durante o tempo suficiente para construir novas experiências e responder a novos problemas. Sem isso, as empresas em autogestão inevitavelmente se burocratizam e acabam por se converter em empresas capitalistas, que só por motivos publicitários mantêm a referência às origens. </p>
<p>Mas se um amplo processo revolucionário existir e se desenvolver, então a autogestão e as múltiplas formas de interferência activa dos trabalhadores na gestão das empresas criarão condições para a modificação do funcionamento dessas empresas. Numa ponta, se se alteram as relações sociais de trabalho, altera-se também a forma como se usam as técnicas e começa-se a lançar os primeiros esboços de uma nova tecnologia. Na outra extremidade, avalia-se quais são os consumidores do produto final e pode então, se for o caso — como é nos exemplos que você citou — alterar-se o produto, mantendo em parte as técnicas de produção existentes, embora fazendo-as funcionar de forma diferente e para outros fins. </p>
<p>Foi o que se passou durante o processo revolucionário português de 1974-1975, especialmente ao longo dos três primeiros trimestres de 1975. Nessa época eu fazia parte do grupo que criou e manteve o jornal <em>Combate</em>, exclusivamente dedicado ao relato directo de lutas concretas, com excepção dos editoriais, que eram redigidos por nós, mas se referiam à situação dessas lutas e à sua evolução. A colecção completa do <em>Combate</em> encontra-se <a href="https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/" rel="nofollow ugc">aqui</a> e o <em>Vosstanie</em> fez uma reedição fac-símile em papel de toda a colecção, <a href="https://vosstanie.blogspot.com/p/reprint-todos-os-numeros-do-jornal.html" rel="nofollow ugc">aqui</a>. Se você se der ao trabalho de procurar nas páginas do <em>Combate</em>, creio que encontrará alguns ensaios de resposta prática ao problema que colocou. Mas previno já. A leitura pode parecer cansativa, porque nós reproduzíamos literalmente a integralidade dos relatos feitos pelos trabalhadores e das respostas que os trabalhadores davam nas entrevistas, contrariamente à prática seguida pelos outros grupos e partidos de extrema-esquerda — e proliferavam, naquela época! — que cortavam o que não gostavam a mantinham só o que lhes convinha.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Davi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/93844/#comment-1058662</link>

		<dc:creator><![CDATA[Davi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 14:27:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=93844#comment-1058662</guid>

					<description><![CDATA[João Bernardo,

Há muito tempo gostaria de te perguntar isso, pensei que este artigo seria oportuno. Como lidar com a questão da autogestão dos locais de trabalho que não serão reproduzidos numa sociedade autogerida pelos trabalhadores? Digo, por exemplo, no caso dos call centers de cobrança de dívidas, nas diversas áreas do setor bancário como o mercado de crédito para pessoas físicas e empresas, setor de investimentos, diversos tipos de vendedores, vigilantes terceirizados, e por aí vai... A saída para uma autogestão efetiva destes setores é uma conexão mais forte com outras lutas de setores que poderão existir reformulados numa sociedade autogerida? Não sei se possui alguma reflexão que feita sobre essa questão anteriormente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,</p>
<p>Há muito tempo gostaria de te perguntar isso, pensei que este artigo seria oportuno. Como lidar com a questão da autogestão dos locais de trabalho que não serão reproduzidos numa sociedade autogerida pelos trabalhadores? Digo, por exemplo, no caso dos call centers de cobrança de dívidas, nas diversas áreas do setor bancário como o mercado de crédito para pessoas físicas e empresas, setor de investimentos, diversos tipos de vendedores, vigilantes terceirizados, e por aí vai&#8230; A saída para uma autogestão efetiva destes setores é uma conexão mais forte com outras lutas de setores que poderão existir reformulados numa sociedade autogerida? Não sei se possui alguma reflexão que feita sobre essa questão anteriormente.</p>
]]></content:encoded>
		
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