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	Comentários sobre: Revolta popular: o limite da tática	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Olavo dos Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-933790</link>

		<dc:creator><![CDATA[Olavo dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 22:24:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ola,
um texto e uma autocritica interessante ... Mas ... faltando muitas coisas ainda (p.e. = porque vcs não buscam a união na luta com colegas e sindicalista de transporte e.o.?) - Consciência de classe + clareza proletária = organização revolucionaria!
Uma referencia para entender os positivos e negativos efeitos de 2013 é aqui:
https://www.neuerweg.de/bucher/algumas-questoes-fundamentais-acerca-da-construcao-do-partido/algumas-questoes-fundamentais-acerca-da-construcao-do-partido
e ainda mais: https://www.neuerweg.de/bucher/la-lucha-por-el-modo/la-lucha-por-el-modo
Porque vcs não querem ler e estudar as experiencias que camaradas de outro países aprendem já antes - ou vsc querem repetir velhos erros dessa maneira do novo?
Brasil precisa um partido marxista-leninista de trabalhadores de tipo novo (com modo de pensar proletário).
...
Porque na luta de classes não tem espaço vazio! Vc luta no um caminho revolucionário com classe trabalhadora para criar novo partido de lutar para um socialismo autentico - ou vc cria essa besta ... parece 2018! Sé vc deixa espaço para &quot;outros&quot; - o ovo da serpente esta pronta para espalhar.
...
CITACAO do livro de cima de autor STEFAN ENGEL (livro alemão, própria tradução) =

&quot;Os trabalhadores devem perceber, que uma pequena camada de monopólios dominantes surgiu da classe dos capitalistas, que determina o desenvolvimento econômico e político da sociedade como um todo. Com sua ditadura total, eles dominam até mesmo a burguesia não monopolizada. Isso se baseia na subordinação do Estado aos monopólios e na fusão dos órgãos dos monopólios com os órgãos do Estado. Esse emaranhado, quase impossível de ser desembaraçado de relações de poder entre o Estado e os monopólios, torna difícil para muitos trabalhadores enxergar as raízes de classe dessa ou daquela política. 
Com a mudança na estrutura de classes após a Segunda Guerra Mundial, os limites entre a classe trabalhadora e os estratos intermediários pequeno-burgueses tornaram-se indistintos, de modo que o sentimento de pertencer a uma classe unificada como trabalhador, ficou mais ou menos prejudicado. A manipulação da opinião pública com a ajuda da mídia de massa moderna e do sistema partidário burguês, cobriu as relações de classe reais com um véu. Se a classe trabalhadora de hoje quiser &quot;ganhar influência sobre os assuntos do Estado&quot;, ela deve perceber que precisa derrubar o poder dos monopólios dominantes, que não estão preparados para compartilhá-lo com ninguém.
Mas a consciência de classe também significa entender, como a ditadura dos monopólios já minou as relações capitalistas a tal ponto que preparou completamente a transição material para uma sociedade socialista contra sua vontade. Isso também se expressa no fato, de que a manutenção da produção capitalista só é possível, se as massas contribuírem conscientemente com suas habilidades criativas. No entanto, a luta pelo socialismo hoje também pressupõe, que a classe trabalhadora aceite as lições históricas da traição revisionista ao socialismo e da restauração do capitalismo em todos os antigos países socialistas, sem exceção.&quot;

Um trabalhador alemão ... que quer ajudar tirar as lições.
Abraços de solidariedade internacional. Os proletários de todos os países se unem!
OLAVO]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ola,<br />
um texto e uma autocritica interessante &#8230; Mas &#8230; faltando muitas coisas ainda (p.e. = porque vcs não buscam a união na luta com colegas e sindicalista de transporte e.o.?) &#8211; Consciência de classe + clareza proletária = organização revolucionaria!<br />
Uma referencia para entender os positivos e negativos efeitos de 2013 é aqui:<br />
<a href="https://www.neuerweg.de/bucher/algumas-questoes-fundamentais-acerca-da-construcao-do-partido/algumas-questoes-fundamentais-acerca-da-construcao-do-partido" rel="nofollow ugc">https://www.neuerweg.de/bucher/algumas-questoes-fundamentais-acerca-da-construcao-do-partido/algumas-questoes-fundamentais-acerca-da-construcao-do-partido</a><br />
e ainda mais: <a href="https://www.neuerweg.de/bucher/la-lucha-por-el-modo/la-lucha-por-el-modo" rel="nofollow ugc">https://www.neuerweg.de/bucher/la-lucha-por-el-modo/la-lucha-por-el-modo</a><br />
Porque vcs não querem ler e estudar as experiencias que camaradas de outro países aprendem já antes &#8211; ou vsc querem repetir velhos erros dessa maneira do novo?<br />
Brasil precisa um partido marxista-leninista de trabalhadores de tipo novo (com modo de pensar proletário).<br />
&#8230;<br />
Porque na luta de classes não tem espaço vazio! Vc luta no um caminho revolucionário com classe trabalhadora para criar novo partido de lutar para um socialismo autentico &#8211; ou vc cria essa besta &#8230; parece 2018! Sé vc deixa espaço para &#8220;outros&#8221; &#8211; o ovo da serpente esta pronta para espalhar.<br />
&#8230;<br />
CITACAO do livro de cima de autor STEFAN ENGEL (livro alemão, própria tradução) =</p>
<p>&#8220;Os trabalhadores devem perceber, que uma pequena camada de monopólios dominantes surgiu da classe dos capitalistas, que determina o desenvolvimento econômico e político da sociedade como um todo. Com sua ditadura total, eles dominam até mesmo a burguesia não monopolizada. Isso se baseia na subordinação do Estado aos monopólios e na fusão dos órgãos dos monopólios com os órgãos do Estado. Esse emaranhado, quase impossível de ser desembaraçado de relações de poder entre o Estado e os monopólios, torna difícil para muitos trabalhadores enxergar as raízes de classe dessa ou daquela política.<br />
Com a mudança na estrutura de classes após a Segunda Guerra Mundial, os limites entre a classe trabalhadora e os estratos intermediários pequeno-burgueses tornaram-se indistintos, de modo que o sentimento de pertencer a uma classe unificada como trabalhador, ficou mais ou menos prejudicado. A manipulação da opinião pública com a ajuda da mídia de massa moderna e do sistema partidário burguês, cobriu as relações de classe reais com um véu. Se a classe trabalhadora de hoje quiser &#8220;ganhar influência sobre os assuntos do Estado&#8221;, ela deve perceber que precisa derrubar o poder dos monopólios dominantes, que não estão preparados para compartilhá-lo com ninguém.<br />
Mas a consciência de classe também significa entender, como a ditadura dos monopólios já minou as relações capitalistas a tal ponto que preparou completamente a transição material para uma sociedade socialista contra sua vontade. Isso também se expressa no fato, de que a manutenção da produção capitalista só é possível, se as massas contribuírem conscientemente com suas habilidades criativas. No entanto, a luta pelo socialismo hoje também pressupõe, que a classe trabalhadora aceite as lições históricas da traição revisionista ao socialismo e da restauração do capitalismo em todos os antigos países socialistas, sem exceção.&#8221;</p>
<p>Um trabalhador alemão &#8230; que quer ajudar tirar as lições.<br />
Abraços de solidariedade internacional. Os proletários de todos os países se unem!<br />
OLAVO</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Calm like a bomb		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-240219</link>

		<dc:creator><![CDATA[Calm like a bomb]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2014 13:02:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como diz a música do Rage Against the Machine, a revolta é a rima dos sem voz:
And the riot be the rhyme of the unheard]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como diz a música do Rage Against the Machine, a revolta é a rima dos sem voz:<br />
And the riot be the rhyme of the unheard</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-236061</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2014 00:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um dos pontos que mais me chamou a atenção no texto foi a caracterização do MPL como uma &quot;articulação entre grupos dirigentes das lutas contra aumentos&quot;. Aqui, na minha opinião, se encontra o ponto-chave. Afinal, como passar da luta reativa contra os aumentos a uma real remodelação do transporte coletivo? E aqui não me refiro apenas a uma remodelação &quot;autogestionária&quot;, mas também à mera remodelação capitalista. Basta notar que as jornadas de junho não impuseram nenhuma alteração significativa na legislação sobre os transportes. 
E é aí que a limitação da &quot;forma&quot; MPL transparece de maneira mais nítida (tal como muito bem colocou o Leo Vinícius acima): &quot;A grande questão, pensando na conquista de tarifa zero é pensar o caminho para conquista-la: a partir de que tipo de ação, de que tipo de mobilização?&quot;. Um dos caminhos em que diversos coletivos do MPL se enveredaram foi a criação de listas de abaixo-assinados para tentar aprovar projetos de lei de iniciativa popular. Assim foi feito em Florianópolis com a Lei do Passe Livre Estudantil. Da mesma forma em São Paulo, logo após a luta contra o aumento de 2011. O resultado todos nós sabemos: nada saiu do papel.
Que caminho seguir então? Não me atreveria a dizer aqui que tenho a resposta, mas ouso palpitar alguns pontos que acho importantes.
1)A criação de organizações de usuários.
Como o texto mostra, a estratégia da revolta popular vive da &quot;tensão entre uma minoria altamente organizada e uma maioria não organizada&quot; e dessa forma &quot;limita a si mesma&quot;. Sendo assim, um primeiro passo na construção de um outro transporte está justamente na criação de processos de organização entre os usuários do transporte. Nesse sentido acho de suma importância as recentes lutas contra os cortes de linhas e a experiência de uma linha popular no extremo sul de São Paulo (http://passapalavra.info/2014/04/94048).
2)Estabelecimento de pautas e lutas comuns com os trabalhadores do transporte.
As recentes greves de rodoviários e a atual greve dos metroviários em SP serviram sobretudo para demonstrar a necessidade de superar o abismo que existe entre os trabalhadores e os suários do transporte. A atitude de reprovação às greves de grande parte da população foi fator fundamental nas derrotas dos rodoviários de RJ e SP. Ao mesmo tempo, a importância de tal unificação se tornou clara nos catracaços realizados em apoio à greve dos metroviários.
Além disso, se estamos aqui falando de controle sobre o transporte - de autogestão portanto -, bastaria lembrar que uma das questões colocadas pelos motoristas de Salvador durante a greve era justamente manter os ônibus em suas mãos, fora do controle das empresas. Ou seja, são eles que podem exercer o controle de maneira mais direta.
Tenho consciência de que o que está aqui colocado não é nenhuma novidade para ninguém, todos já sabiam, só não sabiam como colocar isso em prática. No entanto, creio que os últimos meses deram pistas importantes de como proceder nesse ciclo que se abriu a partir de junho de 2013.

E mais uma vez parabéns aos autores pelo artigo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos pontos que mais me chamou a atenção no texto foi a caracterização do MPL como uma &#8220;articulação entre grupos dirigentes das lutas contra aumentos&#8221;. Aqui, na minha opinião, se encontra o ponto-chave. Afinal, como passar da luta reativa contra os aumentos a uma real remodelação do transporte coletivo? E aqui não me refiro apenas a uma remodelação &#8220;autogestionária&#8221;, mas também à mera remodelação capitalista. Basta notar que as jornadas de junho não impuseram nenhuma alteração significativa na legislação sobre os transportes.<br />
E é aí que a limitação da &#8220;forma&#8221; MPL transparece de maneira mais nítida (tal como muito bem colocou o Leo Vinícius acima): &#8220;A grande questão, pensando na conquista de tarifa zero é pensar o caminho para conquista-la: a partir de que tipo de ação, de que tipo de mobilização?&#8221;. Um dos caminhos em que diversos coletivos do MPL se enveredaram foi a criação de listas de abaixo-assinados para tentar aprovar projetos de lei de iniciativa popular. Assim foi feito em Florianópolis com a Lei do Passe Livre Estudantil. Da mesma forma em São Paulo, logo após a luta contra o aumento de 2011. O resultado todos nós sabemos: nada saiu do papel.<br />
Que caminho seguir então? Não me atreveria a dizer aqui que tenho a resposta, mas ouso palpitar alguns pontos que acho importantes.<br />
1)A criação de organizações de usuários.<br />
Como o texto mostra, a estratégia da revolta popular vive da &#8220;tensão entre uma minoria altamente organizada e uma maioria não organizada&#8221; e dessa forma &#8220;limita a si mesma&#8221;. Sendo assim, um primeiro passo na construção de um outro transporte está justamente na criação de processos de organização entre os usuários do transporte. Nesse sentido acho de suma importância as recentes lutas contra os cortes de linhas e a experiência de uma linha popular no extremo sul de São Paulo (<a href="http://passapalavra.info/2014/04/94048" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/04/94048</a>).<br />
2)Estabelecimento de pautas e lutas comuns com os trabalhadores do transporte.<br />
As recentes greves de rodoviários e a atual greve dos metroviários em SP serviram sobretudo para demonstrar a necessidade de superar o abismo que existe entre os trabalhadores e os suários do transporte. A atitude de reprovação às greves de grande parte da população foi fator fundamental nas derrotas dos rodoviários de RJ e SP. Ao mesmo tempo, a importância de tal unificação se tornou clara nos catracaços realizados em apoio à greve dos metroviários.<br />
Além disso, se estamos aqui falando de controle sobre o transporte &#8211; de autogestão portanto -, bastaria lembrar que uma das questões colocadas pelos motoristas de Salvador durante a greve era justamente manter os ônibus em suas mãos, fora do controle das empresas. Ou seja, são eles que podem exercer o controle de maneira mais direta.<br />
Tenho consciência de que o que está aqui colocado não é nenhuma novidade para ninguém, todos já sabiam, só não sabiam como colocar isso em prática. No entanto, creio que os últimos meses deram pistas importantes de como proceder nesse ciclo que se abriu a partir de junho de 2013.</p>
<p>E mais uma vez parabéns aos autores pelo artigo!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: São Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-236033</link>

		<dc:creator><![CDATA[São Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2014 20:39:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ah, vunus, só não pode esquecer Jesus. Ele também está sempre ajudando as pessoas sem que elas percebam. Ele está presente e atuante em todo o mundo, e sem dúvida foi o principal protagonista nas Jornadas de Junho no Brasil. Mas é assim desde os tempos da cruz, vão dizer que é mentira, vão perseguir os crentes, jogá-los aos leões. Pode até vir ser objeto de estudo de futuros historiadores, mas a história já está escrita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ah, vunus, só não pode esquecer Jesus. Ele também está sempre ajudando as pessoas sem que elas percebam. Ele está presente e atuante em todo o mundo, e sem dúvida foi o principal protagonista nas Jornadas de Junho no Brasil. Mas é assim desde os tempos da cruz, vão dizer que é mentira, vão perseguir os crentes, jogá-los aos leões. Pode até vir ser objeto de estudo de futuros historiadores, mas a história já está escrita.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: VUNUS BUNUS CANIS		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-236019</link>

		<dc:creator><![CDATA[VUNUS BUNUS CANIS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2014 19:01:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O artigo contém toques de realismo parcial, desejos de factualidades e retórica, a de convencer de que o MPL foi motor da &quot;Primavera Brasileira&quot; de junho de 2013. O MPL merece reconhecimento do seu papel de coadjuvante na grande mobilizaçao popular que colocou em espanto o mundo inteiro. Se nao houve continuidade do movimento popular sui generis nao foi porque o MPL se limitou em organizaçao e estratégias. O movimento passe livre  foi apenas mais um dos inúmeros movimentos que explodiam a época de junho de 2013 integrados no conjunto do movimento popular, excluídas todas as demais entidades organizadas,cotumazes na conduçao dos movimentos populares. Elas, estas entidades institucionalizada também é expressao desse Estado opressor. 
O que ressalta no artigo de Caio e Leonardo é a omissao de registro, detalhado, do comando do MPL-SP quando escolhido para responder como líder do Movimento de Junho. (Na imprensa está a opiniao expressada pelos líderes do MPL, nao podendo ser negada e tampouco distorcida) 
A verdade sobre o importante papel na mobilizaçao da massa em todo amplo territorio do Brasil foram os ANONYMOUS. A esses anonimos muito se deve agradecer pela deflagraçao da Primavera Brasileira. Historiar sobre o papel dos ANONYMOUS nas mobilizaçoes de junho de 2013 nao será tarefa fácil aos estudiosos e analistas. É justamente a condiçao de anonimato e sem organizaçao convencional dos grupos anonymous que impossibilita tal tarefa. Os ANONYMOUS estao presentes e atuantes em todo o mundo, o que nao seria diferente no Brasil. Há, sim, diversos respeitáveis estudos procurando identificar o núcleo animus incitatio do movimento de junho, muitos desses estudiosos detectam os anonymous como aglutinadores de insatisfaçoes individuais, de causas de pequenos e grandes grupos organizados inseridos na margem dos movimentos sociais propriamente ditos. Enfim, isto é assunto de análise e registro pelos futuros historiadores, isentos de ideologias. Afinal, a açao política dos anonymous tal como se dizem anonimos, por certo também será anonima.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo contém toques de realismo parcial, desejos de factualidades e retórica, a de convencer de que o MPL foi motor da &#8220;Primavera Brasileira&#8221; de junho de 2013. O MPL merece reconhecimento do seu papel de coadjuvante na grande mobilizaçao popular que colocou em espanto o mundo inteiro. Se nao houve continuidade do movimento popular sui generis nao foi porque o MPL se limitou em organizaçao e estratégias. O movimento passe livre  foi apenas mais um dos inúmeros movimentos que explodiam a época de junho de 2013 integrados no conjunto do movimento popular, excluídas todas as demais entidades organizadas,cotumazes na conduçao dos movimentos populares. Elas, estas entidades institucionalizada também é expressao desse Estado opressor.<br />
O que ressalta no artigo de Caio e Leonardo é a omissao de registro, detalhado, do comando do MPL-SP quando escolhido para responder como líder do Movimento de Junho. (Na imprensa está a opiniao expressada pelos líderes do MPL, nao podendo ser negada e tampouco distorcida)<br />
A verdade sobre o importante papel na mobilizaçao da massa em todo amplo territorio do Brasil foram os ANONYMOUS. A esses anonimos muito se deve agradecer pela deflagraçao da Primavera Brasileira. Historiar sobre o papel dos ANONYMOUS nas mobilizaçoes de junho de 2013 nao será tarefa fácil aos estudiosos e analistas. É justamente a condiçao de anonimato e sem organizaçao convencional dos grupos anonymous que impossibilita tal tarefa. Os ANONYMOUS estao presentes e atuantes em todo o mundo, o que nao seria diferente no Brasil. Há, sim, diversos respeitáveis estudos procurando identificar o núcleo animus incitatio do movimento de junho, muitos desses estudiosos detectam os anonymous como aglutinadores de insatisfaçoes individuais, de causas de pequenos e grandes grupos organizados inseridos na margem dos movimentos sociais propriamente ditos. Enfim, isto é assunto de análise e registro pelos futuros historiadores, isentos de ideologias. Afinal, a açao política dos anonymous tal como se dizem anonimos, por certo também será anonima.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-233777</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2014 21:24:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Só corrigindo uma informação. No Grajaú foram 80 ônibus depredados no dia 18 de junho. A fonte é um blog que, diga-se de passagem, é bastante instrutivo por mostrar o que os de cima tem a dizer sobre o transporte.

http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/06/19/viacao-cidade-dutra-com-menos-onibus-e-anchieta-com-fogo-na-pista/

&quot;Na noite de ontem, na zona Sul da Capital Paulista, diversos ônibus da Viação Cidade Dutra foram danificados durante os protestos.
Não há um balanço oficial, mas cerca de 80 veículos foram danificados na manifestação. Ao menos foram 79 pichados, amassados e depredados e um foi queimado.&quot;

E ainda pretendo deixar meu comentário, mas antes quero ler o texto com mais calma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só corrigindo uma informação. No Grajaú foram 80 ônibus depredados no dia 18 de junho. A fonte é um blog que, diga-se de passagem, é bastante instrutivo por mostrar o que os de cima tem a dizer sobre o transporte.</p>
<p><a href="http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/06/19/viacao-cidade-dutra-com-menos-onibus-e-anchieta-com-fogo-na-pista/" rel="nofollow ugc">http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/06/19/viacao-cidade-dutra-com-menos-onibus-e-anchieta-com-fogo-na-pista/</a></p>
<p>&#8220;Na noite de ontem, na zona Sul da Capital Paulista, diversos ônibus da Viação Cidade Dutra foram danificados durante os protestos.<br />
Não há um balanço oficial, mas cerca de 80 veículos foram danificados na manifestação. Ao menos foram 79 pichados, amassados e depredados e um foi queimado.&#8221;</p>
<p>E ainda pretendo deixar meu comentário, mas antes quero ler o texto com mais calma.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana Elisa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-233185</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana Elisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2014 03:54:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=95701#comment-233185</guid>

					<description><![CDATA[Caros Camaradas,

Texto como o de vcs faz pensar. Me fez sair de lado, fumar um cigarro, antes de escrever um comentário publico, coisa que tenho, e ainda tenho, gde receio em fazer.

O seu pessismismo realista quanto à tática da revolta é um belo banho de água fria nos nossos desejos militantes mais profundos (ainda que saibamos que não vai rolar como gostaríamos no fim das contas), e é corajoso pois nesse período pré-copa poderiam estar se refestelando com as possibilidades de recriar a experiência de junho. E, aí sim, se consolidarem de fato como atores desse teatro que descreveram, e, talvez pior, seriam bons interlocutores, negociáveis, dialogáveis, pros governos aqui aí estão. Um intelectual, militante e bom amigo, me perguntou esses dias, em terras cariocas, se os meninos do passe livre não seriam sugados por essa mesma bolha semi- inescapável que traga a esquerda. Respondi que não tinha vacina, que era possível sim que fossem. Mas que vcs tinham TODA consciencia desse risco. E que de gaiatos não entrariam nesse navio. E que isso fazia toda diferença. Esse texto de vcs só reforçou essa impressão, de uma militante distante e &quot;quase&quot; isolada nesse mundão difícil dos agora &quot;esquerdistas banidos por conta própria&quot; dos espaços da ordem velada. Depois desse desabado, queria dialogar com vocês em dois pontos.

1 - Vocês foram atores centrais em criar desordem social. Nessa falência completa das organizações da esquerda, que abarca partidos, sindicatos, e infelizmente, os mortos-vivos movimentos, foi forjada uma experiência distinta. Inclusive, e talvez principalmente, porque vocês &quot;perderam o controle&quot;. Isso não pode sair de foco. A tática das ruas, agora manjada pelos senhores da ordem e as seguradoras do capital (containers em frente às concecionarias em BH!), gerou uma experiência nova e, mais importante, trouxe as ruas setores revoltosos quase irreconheciveis. De onde saíram? De que classe são? Onde entram em nossos manuais esquerdistas? Será que Marx ou Bakunin os identificaram em 1800 e alguma coisa? quem nos salva? 
Esse sentimento é precioso. De não saber. De termos que entender a NOSSA realidade. Parece que nós, da esquerda inteirinha, esquecemos o que é isso.

2- Que fazer a partir desse cenario? (e olha que não sou leninista. gosto do lenin dos soviets. rápida, e precipitadamente, abandonado por todo mundo. rs)
Que novas experiências criar quando a estrategia não esta formulada? Não sairá da cabeça de nenhum iluminado, nem pequeno grupelho de iluminados. Brotará da experiêncais de luta, das trincheiras e escaramuças. Muitas, espero, brotarão por aí. E a grande maioria será absolutamente essencial. Quais serão as nossas próximas, caros camaradas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Camaradas,</p>
<p>Texto como o de vcs faz pensar. Me fez sair de lado, fumar um cigarro, antes de escrever um comentário publico, coisa que tenho, e ainda tenho, gde receio em fazer.</p>
<p>O seu pessismismo realista quanto à tática da revolta é um belo banho de água fria nos nossos desejos militantes mais profundos (ainda que saibamos que não vai rolar como gostaríamos no fim das contas), e é corajoso pois nesse período pré-copa poderiam estar se refestelando com as possibilidades de recriar a experiência de junho. E, aí sim, se consolidarem de fato como atores desse teatro que descreveram, e, talvez pior, seriam bons interlocutores, negociáveis, dialogáveis, pros governos aqui aí estão. Um intelectual, militante e bom amigo, me perguntou esses dias, em terras cariocas, se os meninos do passe livre não seriam sugados por essa mesma bolha semi- inescapável que traga a esquerda. Respondi que não tinha vacina, que era possível sim que fossem. Mas que vcs tinham TODA consciencia desse risco. E que de gaiatos não entrariam nesse navio. E que isso fazia toda diferença. Esse texto de vcs só reforçou essa impressão, de uma militante distante e &#8220;quase&#8221; isolada nesse mundão difícil dos agora &#8220;esquerdistas banidos por conta própria&#8221; dos espaços da ordem velada. Depois desse desabado, queria dialogar com vocês em dois pontos.</p>
<p>1 &#8211; Vocês foram atores centrais em criar desordem social. Nessa falência completa das organizações da esquerda, que abarca partidos, sindicatos, e infelizmente, os mortos-vivos movimentos, foi forjada uma experiência distinta. Inclusive, e talvez principalmente, porque vocês &#8220;perderam o controle&#8221;. Isso não pode sair de foco. A tática das ruas, agora manjada pelos senhores da ordem e as seguradoras do capital (containers em frente às concecionarias em BH!), gerou uma experiência nova e, mais importante, trouxe as ruas setores revoltosos quase irreconheciveis. De onde saíram? De que classe são? Onde entram em nossos manuais esquerdistas? Será que Marx ou Bakunin os identificaram em 1800 e alguma coisa? quem nos salva?<br />
Esse sentimento é precioso. De não saber. De termos que entender a NOSSA realidade. Parece que nós, da esquerda inteirinha, esquecemos o que é isso.</p>
<p>2- Que fazer a partir desse cenario? (e olha que não sou leninista. gosto do lenin dos soviets. rápida, e precipitadamente, abandonado por todo mundo. rs)<br />
Que novas experiências criar quando a estrategia não esta formulada? Não sairá da cabeça de nenhum iluminado, nem pequeno grupelho de iluminados. Brotará da experiêncais de luta, das trincheiras e escaramuças. Muitas, espero, brotarão por aí. E a grande maioria será absolutamente essencial. Quais serão as nossas próximas, caros camaradas?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-233091</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2014 19:55:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=95701#comment-233091</guid>

					<description><![CDATA[Também gostei muito do texto, pela forma e, claro, conteúdo. Gostaria apenas de pontuar que o crescimento da &quot;disposição&quot; para a luta, mencionado no fim do texto, já é por si só um legado de valor inestimável para a esquerda anti-capitalista brasileira. As iniciativas organizacionais de periferia, em (lenta?) construção pós-junho, mencionadas no comentário do Eduardo Tomazine, a Greve dos Garis, a greve dos rodoviários, atualmente em curso e já vitoriosa por ser feita pela base, inclusive à revelia do sindicato da categoria, tudo isso, essa fermentação de greves e lutas sociais pelo país, já são por si só ganhos políticos para a classe, e não me parece que devamos nutrir um tipo de pessimismo histórico ou político por conta do tempo (lento?) dos avanços organizacionais e das lutas com pautas mais radicais. O tempo das lutas oscila muito, e o conceito de aceleração da história só existe porque existe também a toupeira, que faz a história parecer desacelerada em dias anteriores às erupções. Enfim, meu otimismo é por causa do histórico das lutas de classes no Brasil. Estamos ainda encerrando o ciclo do PT, um ciclo que vinha de fins dos anos 1970, nas lutas ofensivas contra a ditadura, e que transcorreu em 30 anos uma trajetória de passagem da radicalidade à acomodação à ordem: primeiro o PT, indo para a tática eleitoral de busca pelo poder político a qualquer custo, assimilando e engolindo a CUT, e mais recentemente o MST, passando da luta pela reforma agrária (e potenciais revolucionários) à luta por maior competitividade no mercado capitalista de produtos alimentícios, &quot;contra o agronegócio&quot; não enquanto inimigo de classe, mas como inimigo, digamos, comercial. Num texto meu publicado nesse mesmo site, ainda em junho, afirmei que:

a ausência de espaços políticos atraentes e de um bom trabalho de base da esquerda organizada criou uma espécie de vácuo de espaços de sociabilidade da classe que foi rapidamente aproveitado por setores conservadores da sociedade, os quais souberam fazer trabalho de base e lograram canalizar para si grande parcela das camadas sociais desfavorecidas [...]
Vendo o quão trágico é o cenário histórico da política no Brasil, há motivos de sobra para o militante de esquerda se empolgar com as recentes manifestações pela baixa da tarifa, no Brasil todo. Num país dominado pela resistência sociopática à mudança, onde a burguesia tem medo-pânico das classes trabalhadoras descerem o morro e não ser carnaval (como diz o samba), há portanto que alimentar o “otimismo da vontade” e ir às ruas, lutar para que o movimento resulte no maior ganho possível para a classe trabalhadora, especialmente, a meu ver, no âmbito de alimentar uma cultura política de luta e conquistas, de baixo para cima. Conquistar, portanto, algum grau de autonomia política de classe. (http://passapalavra.info/2013/06/80009)

Um ano depois, e tantos avanços e recuos, mantenho meu otimismo da vontade, pois acredito q os avanços da luta podem até ter sido menores do que esperávamos naqueles dias de aceleração da história, estando a classe (um ano depois) ainda patinando nesse modelo tático de &quot;revolta popular&quot; sem saber exatamente como levar a luta para o patamar mais avançado, de &quot;conflito permanente e radical contra a ordem&quot;. Mas ainda assim foram gigantescos os pequenos passos dados, justamente por terem se dado no Brasil de 2013/2014, um Brasil que ainda está encerrando o ciclo do PT e que tem sua esquerda histórica totalmente desmantelada. Daí a necessidade do trabalho de base, bem pontuada pelos autores e alguns outros (por exemplo: http://www.brasildefato.com.br/node/13389).
Outra questão importante que, salvo engano, não foi mencionada no excelente texto de vocês, é a questão de que essas lutas no modelo ainda defensivo de &quot;revolta popular&quot; (defensivo apesar de sua ofensividade enquanto reação largamente &quot;espontânea&quot; da classe; defensivo porque ainda desorientado do inimigo principal, o capital enquanto modo de controle da sociabilidade) forjam lutadores. E são esses que, educados na prática e forjados ontem, forjarão as lutas mais ofensivas de amanhã. O que me lembra do texto &quot;Lutas precisam-se, lutadores também&quot;, publicado aqui. Ora, forjando lutadores, essas lutas ainda defensivas com pautas específicas e limitadas acabam preparando o terreno para as lutas mais radicais de amanhã, também porque o sistema talvez, mas só talvez, passe a enfrentar crises que o impossibilitem até mesmo de garantir no futuro as pautas mais singelas, como por exemplo a revogação do aumento (sem esquecer que foi via concessão de isenção de impostos às empresas...). No Rio o cancelamento do aumento em junho durou apenas 6 meses; já em janeiro a tarifa aumentou novamente. Ora, me parece que aumentou justamente para impor uma pauta política regressiva às nossas lutas, anunciadas, (a pauta então passa a ser novo cancelamento do aumento, em vez de, por exemplo, redução para um valor menor ou até mesmo a almejada tarifa zero...). Esse motivo pode ser também de cunho econômico: empresa + Estado não aguentariam uma redução da tarifa, que seria onerosa aos superlucros e compromissos $$ entre empresas e governo...
Em todo caso, o nosso foco deve ser a criação de lutadores e órgãos de luta organizados suficientemente para sermos capazes de, uma vez radicalizadas as lutas, propormos a &quot;ocupação da câmara e da prefeitura decretando um governo municipal por conselhos populares&quot;. Sem que isso seja um &quot;Misto de bravata, estratégia e ingenuidade&quot;, mas sim a concretização de uma estratégia realista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Também gostei muito do texto, pela forma e, claro, conteúdo. Gostaria apenas de pontuar que o crescimento da &#8220;disposição&#8221; para a luta, mencionado no fim do texto, já é por si só um legado de valor inestimável para a esquerda anti-capitalista brasileira. As iniciativas organizacionais de periferia, em (lenta?) construção pós-junho, mencionadas no comentário do Eduardo Tomazine, a Greve dos Garis, a greve dos rodoviários, atualmente em curso e já vitoriosa por ser feita pela base, inclusive à revelia do sindicato da categoria, tudo isso, essa fermentação de greves e lutas sociais pelo país, já são por si só ganhos políticos para a classe, e não me parece que devamos nutrir um tipo de pessimismo histórico ou político por conta do tempo (lento?) dos avanços organizacionais e das lutas com pautas mais radicais. O tempo das lutas oscila muito, e o conceito de aceleração da história só existe porque existe também a toupeira, que faz a história parecer desacelerada em dias anteriores às erupções. Enfim, meu otimismo é por causa do histórico das lutas de classes no Brasil. Estamos ainda encerrando o ciclo do PT, um ciclo que vinha de fins dos anos 1970, nas lutas ofensivas contra a ditadura, e que transcorreu em 30 anos uma trajetória de passagem da radicalidade à acomodação à ordem: primeiro o PT, indo para a tática eleitoral de busca pelo poder político a qualquer custo, assimilando e engolindo a CUT, e mais recentemente o MST, passando da luta pela reforma agrária (e potenciais revolucionários) à luta por maior competitividade no mercado capitalista de produtos alimentícios, &#8220;contra o agronegócio&#8221; não enquanto inimigo de classe, mas como inimigo, digamos, comercial. Num texto meu publicado nesse mesmo site, ainda em junho, afirmei que:</p>
<p>a ausência de espaços políticos atraentes e de um bom trabalho de base da esquerda organizada criou uma espécie de vácuo de espaços de sociabilidade da classe que foi rapidamente aproveitado por setores conservadores da sociedade, os quais souberam fazer trabalho de base e lograram canalizar para si grande parcela das camadas sociais desfavorecidas [&#8230;]<br />
Vendo o quão trágico é o cenário histórico da política no Brasil, há motivos de sobra para o militante de esquerda se empolgar com as recentes manifestações pela baixa da tarifa, no Brasil todo. Num país dominado pela resistência sociopática à mudança, onde a burguesia tem medo-pânico das classes trabalhadoras descerem o morro e não ser carnaval (como diz o samba), há portanto que alimentar o “otimismo da vontade” e ir às ruas, lutar para que o movimento resulte no maior ganho possível para a classe trabalhadora, especialmente, a meu ver, no âmbito de alimentar uma cultura política de luta e conquistas, de baixo para cima. Conquistar, portanto, algum grau de autonomia política de classe. (<a href="http://passapalavra.info/2013/06/80009" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/06/80009</a>)</p>
<p>Um ano depois, e tantos avanços e recuos, mantenho meu otimismo da vontade, pois acredito q os avanços da luta podem até ter sido menores do que esperávamos naqueles dias de aceleração da história, estando a classe (um ano depois) ainda patinando nesse modelo tático de &#8220;revolta popular&#8221; sem saber exatamente como levar a luta para o patamar mais avançado, de &#8220;conflito permanente e radical contra a ordem&#8221;. Mas ainda assim foram gigantescos os pequenos passos dados, justamente por terem se dado no Brasil de 2013/2014, um Brasil que ainda está encerrando o ciclo do PT e que tem sua esquerda histórica totalmente desmantelada. Daí a necessidade do trabalho de base, bem pontuada pelos autores e alguns outros (por exemplo: <a href="http://www.brasildefato.com.br/node/13389" rel="nofollow ugc">http://www.brasildefato.com.br/node/13389</a>).<br />
Outra questão importante que, salvo engano, não foi mencionada no excelente texto de vocês, é a questão de que essas lutas no modelo ainda defensivo de &#8220;revolta popular&#8221; (defensivo apesar de sua ofensividade enquanto reação largamente &#8220;espontânea&#8221; da classe; defensivo porque ainda desorientado do inimigo principal, o capital enquanto modo de controle da sociabilidade) forjam lutadores. E são esses que, educados na prática e forjados ontem, forjarão as lutas mais ofensivas de amanhã. O que me lembra do texto &#8220;Lutas precisam-se, lutadores também&#8221;, publicado aqui. Ora, forjando lutadores, essas lutas ainda defensivas com pautas específicas e limitadas acabam preparando o terreno para as lutas mais radicais de amanhã, também porque o sistema talvez, mas só talvez, passe a enfrentar crises que o impossibilitem até mesmo de garantir no futuro as pautas mais singelas, como por exemplo a revogação do aumento (sem esquecer que foi via concessão de isenção de impostos às empresas&#8230;). No Rio o cancelamento do aumento em junho durou apenas 6 meses; já em janeiro a tarifa aumentou novamente. Ora, me parece que aumentou justamente para impor uma pauta política regressiva às nossas lutas, anunciadas, (a pauta então passa a ser novo cancelamento do aumento, em vez de, por exemplo, redução para um valor menor ou até mesmo a almejada tarifa zero&#8230;). Esse motivo pode ser também de cunho econômico: empresa + Estado não aguentariam uma redução da tarifa, que seria onerosa aos superlucros e compromissos $$ entre empresas e governo&#8230;<br />
Em todo caso, o nosso foco deve ser a criação de lutadores e órgãos de luta organizados suficientemente para sermos capazes de, uma vez radicalizadas as lutas, propormos a &#8220;ocupação da câmara e da prefeitura decretando um governo municipal por conselhos populares&#8221;. Sem que isso seja um &#8220;Misto de bravata, estratégia e ingenuidade&#8221;, mas sim a concretização de uma estratégia realista.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-232857</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2014 03:27:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=95701#comment-232857</guid>

					<description><![CDATA[Creio que foi o melhor texto de reflexão, formalização dos impasses e análises das lutas pelo transporte público e gratuito no estado em que se encontram.

Mas de tão bom, autocrítico e persuasivo, creio que deve-se ter cuidado de, a partir desse entendimento dos limites e necessidade de superação de um paradigma da revolta popular, deixar esse potencial explosivo que apresentam por vezes os aumentos de tarifa, e no seu lugar acabar não se construindo nada que na prática se mostre como um passo além. Por vezes quando movimentos percebem uma limitação de uma tática, buscam outras tentando ir além mas acabam ficando aquém.
O texto aponta muito bem situações que devem ser evitadas da forma como as lutas tem se dado. Mas não aponta na prática &quot;o que fazer&quot;. Claro, isso não é demérito nenhum. Quem souber exatamente o que fazer, que aponte.
Enraizar-se no cotidiano significa o que? Essa é a questão prática. Intensificar trabalho de base? Certamente é um dos significados. Mas de certa forma isso é um pressuposto também para  fomento das revoltas populares, e do papel de &quot;boa direção&quot; nelas. Nesse sentido intensificar o trabalho de base é pressuposto para qualquer tática, mesmo a da revolta popular.
A grande questão, pensando na conquista de tarifa zero é pensar o caminho para conquista-la: a partir de que tipo de ação, de que tipo de mobilização?

É possível ir além da &#039;revolta popular&#039; quando a tarifa aumenta (e lembrando que são relativamente poucas vezes que há manifestações com forte adesão quando elas aumentam), em direção a uma construção/situação de conflito permanente? É possível ir da greve na cidade-fábrica à construção do conflito permanente na cidade-fábrica? É possível construir um conflito cotidiano, permanente no transporte coletivo, que torne cada vez mais insustentável a forma de organização/gestão do transporte abrindo caminho para a tarifa zero? Se sim, como?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Creio que foi o melhor texto de reflexão, formalização dos impasses e análises das lutas pelo transporte público e gratuito no estado em que se encontram.</p>
<p>Mas de tão bom, autocrítico e persuasivo, creio que deve-se ter cuidado de, a partir desse entendimento dos limites e necessidade de superação de um paradigma da revolta popular, deixar esse potencial explosivo que apresentam por vezes os aumentos de tarifa, e no seu lugar acabar não se construindo nada que na prática se mostre como um passo além. Por vezes quando movimentos percebem uma limitação de uma tática, buscam outras tentando ir além mas acabam ficando aquém.<br />
O texto aponta muito bem situações que devem ser evitadas da forma como as lutas tem se dado. Mas não aponta na prática &#8220;o que fazer&#8221;. Claro, isso não é demérito nenhum. Quem souber exatamente o que fazer, que aponte.<br />
Enraizar-se no cotidiano significa o que? Essa é a questão prática. Intensificar trabalho de base? Certamente é um dos significados. Mas de certa forma isso é um pressuposto também para  fomento das revoltas populares, e do papel de &#8220;boa direção&#8221; nelas. Nesse sentido intensificar o trabalho de base é pressuposto para qualquer tática, mesmo a da revolta popular.<br />
A grande questão, pensando na conquista de tarifa zero é pensar o caminho para conquista-la: a partir de que tipo de ação, de que tipo de mobilização?</p>
<p>É possível ir além da &#8216;revolta popular&#8217; quando a tarifa aumenta (e lembrando que são relativamente poucas vezes que há manifestações com forte adesão quando elas aumentam), em direção a uma construção/situação de conflito permanente? É possível ir da greve na cidade-fábrica à construção do conflito permanente na cidade-fábrica? É possível construir um conflito cotidiano, permanente no transporte coletivo, que torne cada vez mais insustentável a forma de organização/gestão do transporte abrindo caminho para a tarifa zero? Se sim, como?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio de Andrea		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/05/95701/#comment-232317</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio de Andrea]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 09:37:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=95701#comment-232317</guid>

					<description><![CDATA[Olá Caio e Leo, bom dia.

muito bom ler o texto crítico, denso, reflexivo, às portas de novo junho, pois, justamente, &quot;junho passou&quot;... 

O texto anima: &quot;o além-dos-20-centavos, que só existia dentro da luta pelos 20 centavos (...)&quot; não existiu, afinal, somente dentro da luta pelos 20 centavos!

Compreender e assimilar o comprimido de alguns limites e algumas possibilidades do passado (do futuro?), procurando fornecer sentido para um tempo que se quer destinado à liberação de um infinito de possibilidades políticas - tão queridas para os que apostam no seu conteúdo emancipador, dedicando-se à construí-lo também, claro, seja lá como for (nunca de qualquer jeito), no esfôrço das tentativas, no espírito das composições das lutas populares, ان شاء الله... - essa é tarefa da maior importância...

Lembrei de &quot;Junho&quot;, mas para os não se afogarão em &quot;aquários fundos, cristalinos&quot;, &quot;entre peixinhos de geléia azul&quot;... (ver aqui: http://grooveshark.com/s/Junho/5aPq9p?src=5)

Abração!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Caio e Leo, bom dia.</p>
<p>muito bom ler o texto crítico, denso, reflexivo, às portas de novo junho, pois, justamente, &#8220;junho passou&#8221;&#8230; </p>
<p>O texto anima: &#8220;o além-dos-20-centavos, que só existia dentro da luta pelos 20 centavos (&#8230;)&#8221; não existiu, afinal, somente dentro da luta pelos 20 centavos!</p>
<p>Compreender e assimilar o comprimido de alguns limites e algumas possibilidades do passado (do futuro?), procurando fornecer sentido para um tempo que se quer destinado à liberação de um infinito de possibilidades políticas &#8211; tão queridas para os que apostam no seu conteúdo emancipador, dedicando-se à construí-lo também, claro, seja lá como for (nunca de qualquer jeito), no esfôrço das tentativas, no espírito das composições das lutas populares, ان شاء الله&#8230; &#8211; essa é tarefa da maior importância&#8230;</p>
<p>Lembrei de &#8220;Junho&#8221;, mas para os não se afogarão em &#8220;aquários fundos, cristalinos&#8221;, &#8220;entre peixinhos de geléia azul&#8221;&#8230; (ver aqui: <a href="http://grooveshark.com/s/Junho/5aPq9p?src=5" rel="nofollow ugc">http://grooveshark.com/s/Junho/5aPq9p?src=5</a>)</p>
<p>Abração!</p>
]]></content:encoded>
		
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