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	Comentários sobre: Narciso em frente da sua imagem. Podemos ceder à tentação do nacionalismo?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97741/#comment-267490</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2014 12:50:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E quanto a sair da crise? As organizações da esquerda (sobretudo as, digamos, oficiais) devem esperar que a crise se resolve por si mesma (com as políticas de austeridade)? 

O barão sai do pântano puxando seus próprios cabelos?

O Financial Times publicou este artigo sobre a nova esquerda européia, defendendo, basicamente, o programa de reestruturação da divida e maior investimento público.

O que os colegas pensam a respeito?


http://www.ft.com/intl/cms/s/0/48e6fa76-70bd-11e4-8113-00144feabdc0.html#axzz3KGwZnRdC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E quanto a sair da crise? As organizações da esquerda (sobretudo as, digamos, oficiais) devem esperar que a crise se resolve por si mesma (com as políticas de austeridade)? </p>
<p>O barão sai do pântano puxando seus próprios cabelos?</p>
<p>O Financial Times publicou este artigo sobre a nova esquerda européia, defendendo, basicamente, o programa de reestruturação da divida e maior investimento público.</p>
<p>O que os colegas pensam a respeito?</p>
<p><a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/48e6fa76-70bd-11e4-8113-00144feabdc0.html#axzz3KGwZnRdC" rel="nofollow ugc">http://www.ft.com/intl/cms/s/0/48e6fa76-70bd-11e4-8113-00144feabdc0.html#axzz3KGwZnRdC</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui Padila		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97741/#comment-241714</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui Padila]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 15:34:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Talvez uma interessante metáfora para as esquerdas seja aquela em que a psicanálise usa um relógio para hipnotizar e colocar sob seu controle o paciente. É justamente isto que esquerdas institucionalizadas, mas também parte das não institucionalizadas, fazem ao compartimentarem as discussões e ações sobre a totalidade da estrutura social baseada num sistema de produção e intercâmbio altamente planejados e controlados, do que decorre a própria fetichização das esquerdas. 
Se a prática já demonstrou por diversas vezes que dentro das estruturas capitalistas  não adiantam mudanças na tríade capital-trabalho-estado e que só uma nova e outra estrutura pode alterar esta realidade, a insistência de certos discursos e comportamentos das esquerdas se explicam, ao menos em parte, que tudo não passa de um jogo formal para legitimar o status quo da sociedade atual, ou seja, uma mera representação de  lutas, que como numa peça teatral, tanto o enredo quanto seu final são previamente conhecidos.
No Brasil, a título de exemplificação, o grande partido trotskista bem sabe que nunca vai alcançar o poder, mas ao participar da estruturas existentes, cumpre seu papel de legitimar a democracia que aí está, por isso sua organização interna se baseia na eternização de uma “tradicional” classe dirigente, a &quot;avant gard&quot;, e de uma alta rotatividade nas bases do partido, até porque, ante a contradição do discurso com a prática, se faz necessário uma alta rotatividade nas bases, tanto para se criar um esquecimento da realidade interna como para diluir laços entre membros que poderiam vir a contestar o histórico poder instalado.  Assim, com as ascenções e quedas dos “modismos” considerados de esquerda, as velhas burocracias vão se sustentando dentro de suas estruturas... Não sei se é o caso, mas talvez seja isso que ocorre com o PCP.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez uma interessante metáfora para as esquerdas seja aquela em que a psicanálise usa um relógio para hipnotizar e colocar sob seu controle o paciente. É justamente isto que esquerdas institucionalizadas, mas também parte das não institucionalizadas, fazem ao compartimentarem as discussões e ações sobre a totalidade da estrutura social baseada num sistema de produção e intercâmbio altamente planejados e controlados, do que decorre a própria fetichização das esquerdas.<br />
Se a prática já demonstrou por diversas vezes que dentro das estruturas capitalistas  não adiantam mudanças na tríade capital-trabalho-estado e que só uma nova e outra estrutura pode alterar esta realidade, a insistência de certos discursos e comportamentos das esquerdas se explicam, ao menos em parte, que tudo não passa de um jogo formal para legitimar o status quo da sociedade atual, ou seja, uma mera representação de  lutas, que como numa peça teatral, tanto o enredo quanto seu final são previamente conhecidos.<br />
No Brasil, a título de exemplificação, o grande partido trotskista bem sabe que nunca vai alcançar o poder, mas ao participar da estruturas existentes, cumpre seu papel de legitimar a democracia que aí está, por isso sua organização interna se baseia na eternização de uma “tradicional” classe dirigente, a &#8220;avant gard&#8221;, e de uma alta rotatividade nas bases do partido, até porque, ante a contradição do discurso com a prática, se faz necessário uma alta rotatividade nas bases, tanto para se criar um esquecimento da realidade interna como para diluir laços entre membros que poderiam vir a contestar o histórico poder instalado.  Assim, com as ascenções e quedas dos “modismos” considerados de esquerda, as velhas burocracias vão se sustentando dentro de suas estruturas&#8230; Não sei se é o caso, mas talvez seja isso que ocorre com o PCP.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97741/#comment-241697</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 12:04:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo e Taiguara,
Estou de acordo com os vossos comentários, evidentemente, mas devem lembrar-se de que a situação da luta de classes em Portugal é muito mais atrasada do que no Brasil. Em Portugal não existem movimentos sociais nem nada que se assemelhe e neste momento os protestos de rua são completamente controlados pelo Partido Comunista, uma força política estatista e nacionalista.
A questão urgente para a esquerda portuguesa deve ser apenas esta: qual o quadro que permite lutar com mais êxito contra o capitalismo? O de uma crescente federalização europeia, tendo como núcleo a zona euro, ou o de um reforço do nacionalismo, agravado por um abandono do euro?
Neste contexto, a esquerda portuguesa, que até às recentes eleições para o Parlamento Europeu fazia do Syriza grego a sua coqueluche, desinteressou-se dele quando o viu reafirmar o europeísmo e passou a propagandear o Podemos espanhol, no qual encontra um espelho que aumenta a sua própria imagem. Daí a importância desta entrevista com Íñigo Errejón. A noção de que estaria ultrapassada a clivagem entre esquerda e direita, de que seria conveniente mobilizar uma nação em cólera, de que seria necessário interromper o rumo para uma federação política europeia e destruir a unidade monetária para construir uma Europa das nações — tudo isto, como tem sido repetidamente mostrado no &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;, foram e são os temas do fascismo. Sempre que o nacionalismo penetra na luta dos trabalhadores, o fascismo não anda longe. É este, na actual situação portuguesa, o sinal de alarme motivado pela entrevista de Errejón e pelo interesse despertado pelo Podemos. E o facto de aqueles temas se difundirem na esquerda, em vez de ser uma garantia contra o fascismo, pelo contrário, facilita-lhe a penetração. Convém recordar a este respeito o excelente estudo de Zeev Sternhell que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; publicou (a 1ª parte &lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2014/02/91613&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; aqui&lt;/a&gt;, as outras estão linkadas) e, já agora, o que eu próprio escrevi sobre esse mesmo período (a 1ª parte &lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2014/03/92734&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, as restantes estão linkadas). Se o actual contexto político europeu é perigoso, em Portugal, com a sedução exercida pelo nacionalismo sobre a esquerda, a situação da reduzidíssima esquerda anticapitalista é mais precária ainda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo e Taiguara,<br />
Estou de acordo com os vossos comentários, evidentemente, mas devem lembrar-se de que a situação da luta de classes em Portugal é muito mais atrasada do que no Brasil. Em Portugal não existem movimentos sociais nem nada que se assemelhe e neste momento os protestos de rua são completamente controlados pelo Partido Comunista, uma força política estatista e nacionalista.<br />
A questão urgente para a esquerda portuguesa deve ser apenas esta: qual o quadro que permite lutar com mais êxito contra o capitalismo? O de uma crescente federalização europeia, tendo como núcleo a zona euro, ou o de um reforço do nacionalismo, agravado por um abandono do euro?<br />
Neste contexto, a esquerda portuguesa, que até às recentes eleições para o Parlamento Europeu fazia do Syriza grego a sua coqueluche, desinteressou-se dele quando o viu reafirmar o europeísmo e passou a propagandear o Podemos espanhol, no qual encontra um espelho que aumenta a sua própria imagem. Daí a importância desta entrevista com Íñigo Errejón. A noção de que estaria ultrapassada a clivagem entre esquerda e direita, de que seria conveniente mobilizar uma nação em cólera, de que seria necessário interromper o rumo para uma federação política europeia e destruir a unidade monetária para construir uma Europa das nações — tudo isto, como tem sido repetidamente mostrado no <em>Passa Palavra</em>, foram e são os temas do fascismo. Sempre que o nacionalismo penetra na luta dos trabalhadores, o fascismo não anda longe. É este, na actual situação portuguesa, o sinal de alarme motivado pela entrevista de Errejón e pelo interesse despertado pelo Podemos. E o facto de aqueles temas se difundirem na esquerda, em vez de ser uma garantia contra o fascismo, pelo contrário, facilita-lhe a penetração. Convém recordar a este respeito o excelente estudo de Zeev Sternhell que o <em>Passa Palavra</em> publicou (a 1ª parte <a href="http://passapalavra.info/2014/02/91613" rel="nofollow"> aqui</a>, as outras estão linkadas) e, já agora, o que eu próprio escrevi sobre esse mesmo período (a 1ª parte <a href="http://passapalavra.info/2014/03/92734" rel="nofollow">aqui</a>, as restantes estão linkadas). Se o actual contexto político europeu é perigoso, em Portugal, com a sedução exercida pelo nacionalismo sobre a esquerda, a situação da reduzidíssima esquerda anticapitalista é mais precária ainda.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97741/#comment-241641</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 00:02:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=97741#comment-241641</guid>

					<description><![CDATA[Bom, nesse caso, sinto-me obrigado a repetir aqui um comentário que postei a um outro artigo desse site mas que cabe perfeitamente aqui:

Capilé começa a mostrar a que veio:

“Enquanto no Brasil tem uma parte de movimentos pós junho que criminalizam todo e qualquer dialogo com partidos, na espanha a juventude das ruas elegeu 5 representantes para o Parlamento Europeu. Eu acho muito foda, parabéns pros caras! Colocando a cara a tapa e construindo novas institucionalidades!”

Duas operações linguísticas: 1) posicionamento político crítico a partidos políticos e via parlamentar é, discretamente, transformado em “criminalização” – o que ao mesmo tempo demoniza os críticos e vitimiza aqueles que “dialogam” com partidos; 2) a opção pela via institucional é antecipada pelo adjetivo “novas”. Assim, substancialmente pratica-se o de sempre, mas no plano “narrativo” tudo aparece maquiado pela agregação abundante de adjetivos.

É isso aí: Capilé parece preparar o terreno para em futuro próximo aparecer como Pós-Candidato à Nova-Presidência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, nesse caso, sinto-me obrigado a repetir aqui um comentário que postei a um outro artigo desse site mas que cabe perfeitamente aqui:</p>
<p>Capilé começa a mostrar a que veio:</p>
<p>“Enquanto no Brasil tem uma parte de movimentos pós junho que criminalizam todo e qualquer dialogo com partidos, na espanha a juventude das ruas elegeu 5 representantes para o Parlamento Europeu. Eu acho muito foda, parabéns pros caras! Colocando a cara a tapa e construindo novas institucionalidades!”</p>
<p>Duas operações linguísticas: 1) posicionamento político crítico a partidos políticos e via parlamentar é, discretamente, transformado em “criminalização” – o que ao mesmo tempo demoniza os críticos e vitimiza aqueles que “dialogam” com partidos; 2) a opção pela via institucional é antecipada pelo adjetivo “novas”. Assim, substancialmente pratica-se o de sempre, mas no plano “narrativo” tudo aparece maquiado pela agregação abundante de adjetivos.</p>
<p>É isso aí: Capilé parece preparar o terreno para em futuro próximo aparecer como Pós-Candidato à Nova-Presidência.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97741/#comment-241630</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2014 20:07:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=97741#comment-241630</guid>

					<description><![CDATA[O que espanta também é outro aprendizado que não se faz da história, e ela parece que é fadada a se repetir eternamente. Formar um partido para disputar o poder do Estado a partir de movimentos sociais leva a que? Esse partido deve se adequar às regras e normas do Estado, criando logo hierarquizações, processos de burocratização... tudo isso para se um dia chegarem no tal &quot;poder&quot; serem bons gestores do capitalismo, reprimirem os movimentos sociais, as lutas dos trabalhadores etc. Aliás como o PT faz hoje em dia no Brasil.
Infelizmente os zapatistas estão fazendo falta como influência a uma geração mais recente, pelo que parece. Além do que, muito bem colocam, pelo menos desde a Sexta Declaração da Selva Lacandona: abaixo e à esquerda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que espanta também é outro aprendizado que não se faz da história, e ela parece que é fadada a se repetir eternamente. Formar um partido para disputar o poder do Estado a partir de movimentos sociais leva a que? Esse partido deve se adequar às regras e normas do Estado, criando logo hierarquizações, processos de burocratização&#8230; tudo isso para se um dia chegarem no tal &#8220;poder&#8221; serem bons gestores do capitalismo, reprimirem os movimentos sociais, as lutas dos trabalhadores etc. Aliás como o PT faz hoje em dia no Brasil.<br />
Infelizmente os zapatistas estão fazendo falta como influência a uma geração mais recente, pelo que parece. Além do que, muito bem colocam, pelo menos desde a Sexta Declaração da Selva Lacandona: abaixo e à esquerda.</p>
]]></content:encoded>
		
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